Matthew Perry revela que Jennifer Aniston o ajudou a enfrentar o vício
O ator Matthew Perry (o eterno Chandler, de “Friends”) revelou que contou com grande ajuda da colega de série Jennifer Aniston em sua longa luta contra o vício em álcool e opioides. Em entrevista à Diane Sawyer, da ABC News, para promover sua vindoura autobiografia, Perry disse que ela foi fundamental para que enfrentasse a dependência na época das gravações de “Friends”. “Imagine o quão assustador foi esse momento”, disse Perry, lembrando quando Aniston o confrontou e disse que sabia que ele estava bebendo. “Ela foi a que mais estendeu a mão, sabe. Sou muito grato a ela por isso”. O livro de Perry, “Friends, Lovers and the Big Terrible Thing”, entra em detalhes sobre o vício do ator e a convivência nos bastidores da famosa série. Numa entrevista anterior, feita para a revista People, ele contou que chegou a ter apenas 2% de chance de sobreviver durante uma overdose, passando duas semanas em coma. Primeiro livro de memórias de um ex-integrante de “Friends”, a publicação será lançada em 1º de novembro nos EUA.
Leo Lins é indiciado por injúria em piadas contra deficientes
A Polícia Civil de São Paulo concluiu o inquérito policial que investigava se uma piada do humorista Leo Lins era ofensiva e o indiciou por crime de injúria qualificada. Publicada no Instagram em abril, a piada fazia pouco caso da voz de uma criança com paralisia cerebral. “Eu sei que o certo é surdo e não surdo-mudo, mas se eu tivesse uma voz desse jeito, preferia ser surdo”, disse Lins. Após manifestações de protesto em seus shows, o humorista compartilhou sons de focas e voltou a fazer piada com pessoas com deficiência. “Pelo menos será um protesto silencioso”, disse. Irritadas, duas pessoas com deficiência fizeram denúncias na 1ª DPPD (Delegacia de Polícia da Pessoa com Deficiência) de São Paulo. Um dos denunciantes foi o influenciador digital Ivan Baron, que tem deficiência motora e luta pela inclusão social. Leo Lins acusou Baron de pegar um vídeo antigo com a piada para “lacrar” e causar seu “cancelamento”. De acordo com o relatório policial, os policiais concluíram que o humorista quis ofender pessoas com deficiência gratuitamente. O inquérito também diz que ele se recusou a dar sua versão quando foi chamado para prestar depoimento. Leo Lins chegou a ir à delegacia, mas acusou a delegada do local de pedir o seu indiciamento na ação mesmo antes de ele dar sua versão. “Sustenta o depoente que a delegada entrou no local e disse que já tinha resolvido pelo seu indiciamento antes mesmo de sua versão ser dada e que, por isso, não responderia nenhuma pergunta”, diz o documento, que vazou na imprensa. Ao concluir as investigações, a polícia considerou que Leo Lins cometeu uma série de práticas abusivas. A assessoria da Polícia Civil de São Paulo confirmou o indiciamento, mas não comentou as acusações de Leo Lins. “O caso foi investigado por meio de inquérito policial instaurado pela 1ª Delegacia da Pessoa com Deficiência, sendo relatado à Justiça em setembro deste ano com o indiciamento do autor por crime de incitar discriminação de pessoa em razão de deficiência”, diz a nota policial. Agora, cabe ao Ministério Público aceitar a abertura da ação judicial para que ele vire réu. A discriminação de pessoa em razão de sua deficiência é passível de queixa-crime por injúria qualificada, cuja pena é de um a três anos de reclusão e multa. Mas a pena aumenta em caso de reincidência. Em agosto, o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP) condenou Leo Lins a pagar R$ 44 mil de indenização por danos morais a Adriana Cristina da Costa Gonzaga, mãe de um menino autista. A ação foi movida em 2020, após a publicação de um vídeo no perfil de Aline Mineiro, namorada de Leo Lins. Na ocasião, a ex-“A Fazenda” disse: “Como em todas as festas, ele não fala nada, é um pouco autista.” Adriana Cristina enviou um pedido a Lins para que Aline não usasse o autismo de forma leviana. “Aconselhe sua namorada a se retratar. Autismo não é adjetivo”, ela escreveu. Longe de se sensibilizar, Lins respondeu com um texto obsceno. “Eu já tentei. Juro que falei pra ela responder todas as pessoas que estão indignadas como você. Aconselhei ela a mandar vocês enfiarem uma rola gigantesca no c*. Um pau bem veiúdo, mais vascularizado que seu cérebro (se bem que pra isso não precisa muito). A ideia era socar essa rola até a cabeça sair na boca, empalando o corpo. Depois remover a pir*ca (que aliás, estaria de máscara, pois não quero que pegue Covid), remover cuidadosamente, o que deixaria um buraco cilíndrico, ai jogaria milho para o corpo se tornar um abrigo de pombas brancas da paz. Essa foi minha sugestão, mas ela achou absurdo. Prometo que vou seguir tentando”, escreveu o humorista. Ele já tinha sido demitido do SBT em julho, onde fazia parte do programa “The Noite”, após fazer piada com o Teleton e uma criança com hidrocefalia durante um show de stand-up. Sua dispensa aconteceu após a repercussão de um vídeo em que debochava de uma criança com hidrocefalia. “Eu acho muito legal o Teleton, porque eles ajudam crianças com vários tipos de problemas. Vi um vídeo de um garoto no interior do Ceará com hidrocefalia. O lado bom é que o único lugar na cidade onde tem água é a cabeça dele. A família nem mandou tirar, instalou um poço. Agora o pai puxa a água do filho e estão todos felizes”, disse como piada. Leo Lins ainda foi condenado, no ano passado, a pagar uma indenização de R$ 15 mil para uma transexual por ter feito piadas sobre sua mudança de gênero. E precisou indenizar em mais R$ 5 mil a influenciadora Thais Carla ao ironizar um vídeo em que ela demonstrava a dificuldade de pessoas gordas para ter acesso às poltronas de avião – “exalando inequívoca gordofobia”, segundo a sentença.
Claudia Rodrigues tem alta e defende liberação de canabidiol para tratar saúde
A atriz Claudia Rodrigues teve alta hospitalar nesta sexta (21/10) e já está em casa, após passar três dias internada em Curitiba com uma infecção generalizada por tomar um medicamento que lhe causou alergia. A artista agradeceu às mensagens de apoio para sua melhora e ressaltou que não teria passado por esse problema caso o canabidiol medicinal fosse liberado pelo Conselho Federal de Medicina (CFM). Em um vídeo enviado à imprensa, Claudia reclamou da decisão do órgão em restringir o canabidiol. “Eu parecia um dálmata, agora não tem nada de mancha. Eu quero dizer para vocês, por favor, liberem o canabidiol. Ajuda muito a mim e todos que precisam”, disse. “Essa alergia afetou, deu cansaço e estava cheia de manchas. Ela foi medicada e agora estamos em casa. O Ministério Público tem que se manifestar, isso [canabidiol] tem que ser liberado”, concordou Adriane Bonato, namorada de Claudia, na gravação. O Conselho Federal de Medicina (CFM) anunciou na sexta passada (14/10) uma resolução que restringe a atuação dos médicos na prescrição do canabidiol e quaisquer outros medicamentos à base de cannabis, sendo liberados apenas para tratar alguns quadros de epilepsia e da esclerose tuberosa. A resolução proíbe até palestras sobre o tema fora do ambiente científico. O medicamento sofre pressão de conservadores por ser derivado da canabis, planta associada à maconha. Desde o governo Bolsonaro, as pautas conservadoras tem se manifestado com mais força na Medicina brasileira. Houve até tentativa de restringir vacinação de menores contra covid-19 no momento em que as crianças já estavam se tornando as maiores vítimas do coronavírus, o que ocasionou postergação e adiamento de medida que poderia salvar vidas. “Vençam o preconceito e celebrem a ciência. Eu sou prova de que a natureza funciona”, chegou a postar Claudia Rodrigues no começo de outubro, antes da proibição da prescrição. Na ocasião, ela ainda comentou: “A cannabis medicinal tem me feito muito bem, e por isso sempre vou compartilhar com vocês tudo aquilo que pode ajudar você também”. A assessoria de Claudia Rodrigues informou que ela iniciará, na semana que vem, exames no Hospital Albert Einstein, em São Paulo, para investigar as reações que ocasionaram a inflamação generalizada, que se agravou por ela ter esclerose múltipla. “A atriz ainda tem sintomas que potencializaram seu estado de saúde por causa da esclerose, mas o quadro de saúde está sob controle e a observação está sendo feita no conforto do seu lar”, disse seu representante.
Xuxa se manifesta contra “pintou um clima” de Bolsonaro: “Muito mexida”
A apresentadora Xuxa Meneghel postou um vídeo no Instagram em que comenta o gatilho que sofreu com comentários de Jair Bolsonaro sobre o dia em que “pintou um clima” ao ver meninas bonitas venezuelanas de 13 e 14 anos na rua. No depoimento, ela relatou experiências de abuso sexual que sofreu na infância. Dizendo-se “muito mexida” com o comentário de Bolsonaro, que posteriormente tentou consertar a frase, mas não o contexto de suposta prostituição – repetido em outros vídeos – , Xuxa começou lembrando a polêmica do filme “Amor, Estranho Amor”, que costuma ser usado para acusá-la de pedofilia. “Antes de qualquer coisa, eu gostaria de dizer para vocês que quem está aqui falando não é aquela menina que tinha 18 anos e fez o papel de uma menina de 15 anos, que foi vendida para um prostíbulo para ser dada de presente para um político. Esse filme foi baseado em algumas histórias e acontecia no ano de 1939, 1940. E, até hoje, a gente ouve e vê situações como essas”, explicou Xuxa. “Eu vou falar para vocês de uma verdade: por volta dos meus 3, 4 anos de idade, eu sofri o meu primeiro abuso e, consequentemente, muitos outros aconteceram”, contou. “Por último, foi aos 13 anos de idade, com um velho que me encurralou numa parede. Eu estava apenas de camiseta e com a parte de baixo do biquíni. Ele passou a mão dele no meu corpo todo, e eu não falei nada, e não fiz nada, mas quando ele tentou me beijar, eu empurrei ele e saí chorando”, afirmou a apresentadora. Ela então citou a fala polêmica de Bolsonaro para se manifestar contra as colocações do candidato. “Ele usou a expressão que elas estavam ‘ganhando a vida’, que estavam ‘fazendo programa’, ou seja, se prostituindo. Eu queria deixar claro para vocês que nenhuma criança com 13, 14 anos se prostitui. Isso aí é exploração sexual de crianças e de adolescentes”, afirmou. “Eu não gritei naquele momento, mas hoje eu quero gritar”, completou, em protesto. Sasha Meneghel, filha de Xuxa, comentou na página: “Te amo mama. Tô contigo sempre, você é um exemplo de força”. “Nossa Xuxa é gigante. Depoimento forte e necessário”, acrescentou Angélica. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Xuxa (@xuxameneghel)
Chiquinha de “Chaves” é acusada de racismo e homofobia
A atriz María Antonieta de las Nieves, que é conhecida por interpretar a Chiquinha na série “Chaves”, causou polêmica e virou assunto nas redes sociais após uma entrevista em que fez comentários considerados racistas e homofóbicos. Falando com a imprensa mexicana, ela fez declarações pesadas sobre artistas que imitam a sua famosa personagem, criticando intérpretes negras e gays. Em um trecho, a artista criticou o comediante peruano Alex Brandon. “Que coisa feia, imagine que uma Chiquinha no Peru, com cerveja na mão e fazendo uma dança difícil de acreditar, quase diria erótica. É um menino que não é menino, mas uma menina que acha que Chiquinha é fatal”, afirmou. Em outro trecho, também citou a performance de uma mulher preta. “Fizeram um concurso onde apareceram seis Chiquinhas brancas, incluindo uma negra. Não tenho nada contra os negros, o que tenho contra é que me imitam como Chiquinha com a capa de minhas fotos e meu logotipo”. As declarações repercutiram de forma muita negativa entre os fãs de “Chaves”.
Jô Soares vai virar nome de rua ou praça no Rio de Janeiro
A Câmara de Vereadores do Rio de Janeiro aprovou uma homenagem ao humorista Jô Soares, falecido em agosto aos 84 anos, em São Paulo. Um dos maiores ícones da televisão brasileira, reconhecido também no teatro, na literatura e no cinema, Jô Soares vai virar nome de rua, praça ou outra via pública da capital carioca. Após o projeto dos vereadores Jorge Felippe (União), Laura Carneiro (PSD), Chico Alencar (PSOL) e Cesar Maia (PSOL) ser aprovado, segue agora para sanção do prefeito Eduardo Paes. Entretanto, a via que ganhará o nome do artista ainda não foi definida.
Kevin Spacey é inocentado em processo de violência sexual
O ator Kevin Spacey (“House of Cards”) foi inocentado da acusação de agressão sexual feita pelo ator Anthony Rapp (“Star Trek: Discovery”). O caso estava sendo julgado em Nova York e chegou a uma conclusão nessa quinta (20/10). O júri responsável pelo caso concluiu que a defesa de Rapp não foi capaz de comprovar as alegações de que Spacey agiu para gratificar seu desejo sexual durante um encontro em uma festa em Manhattan, em 1986, quando Rapp tinha apenas 14 anos e Spacey estava com 26 ou 27 anos. O caso veio à tona em 2017, quando o site BuzzFeed publicou uma entrevista com Rapp, em que ele relatou o ocorrido. Segundo o ator, Spacey estava bêbado e o agarrou no final de uma festa com o elenco de uma peça, colocou-o em cima de uma cama, subiu em cima dele e fez avanços sexuais (tocando as suas nádegas). Rapp processou Spacey por agressão e inflição intencional de sofrimento emocional em novembro de 2020. Durante o julgamento, o juiz Lewis A. Kaplan rejeitou a alegação de sofrimento emocional, mas permitiu que o restante do processo prosseguisse. Anthony Rapp relembrou o ocorrido no tribunal, mas Spacey negou as acusações, dizendo que ele nunca chegou a ficar sozinho com o ator de “Star Trek”. Durante as suas argumentações finais, o advogado de Rapp pediu aos jurados que não levassem em conta a lembrança de Spacey dos eventos. “É inconsistente. Não é digno de sua crença”, disse o advogado, Richard Steigman, citando supostas lacunas na memória de Spacey a respeito do ocorrido. Já a advogada de Spacey, Jennifer Keller, argumentou que a história de Rapp era uma invenção. Ela apresentou várias teorias sobre o motivo de o ator ter mentido, incluindo um desejo de atenção e ciúme em relação ao sucesso de Spacey. “Estamos aqui porque o Sr. Rapp alegou falsamente um abuso que nunca ocorreu em uma festa que nunca foi realizada em um quarto que não existia”, disse ela. “O Sr. Rapp está recebendo mais atenção neste julgamento do que em toda a sua vida de ator”, completou. Keller também pediu aos jurados que ignorassem a política sexual do caso. “Este não é um esporte de equipe em que você está do lado do #MeToo ou do outro lado”, disse Keller. “Vocês estão aqui para julgar os fatos. Aconteceu? Não, não aconteceu.” Após a sentença, a advogada de Spacey disse à imprensa, ao lado do ator, que estava “muito grata ao júri por ter visto essas falsas alegações”. Já Rapp publicou um comunicado no Twitter, afirmando estar “profundamente grato pela oportunidade de ter meu caso ouvido perante um júri”. Ele ainda agradeceu “aos membros do júri por seu serviço”. “Trazer este processo sempre foi uma questão de iluminar, como parte de um movimento maior, o enfrentamento de todas as formas de violência sexual”, acrescentou, prometendo continuar defendendo “um mundo livre de violência sexual de qualquer tipo. ” Richard Steigman, o advogado de Rapp, também emitiu um comunicado, em que pondera: “Anthony disse sua verdade no tribunal. Embora respeitemos o veredicto do júri, nada muda isso”. Embora tenha conquistado uma vitória, Spacey foi acusado por mais de 20 homens de má conduta sexual, um volume tão expressivo que acabou com sua carreira, apesar de ter conquistado dois Oscars, por “Os Suspeitos” (1995) e “Beleza Americana” (1999). Desde a acusação inicial de Rapp em 2017, ele foi retirado da série “House of Cards” (uma vez que os integrantes da equipe fizeram suas próprias denúncias contra ele) e também perdeu o papel no filme “Todo o Dinheiro do Mundo” (2017), tendo sido substituído por Christopher Plummer depois que o filme já estava pronto – as refilmagens ocorrem de forma acelerada para o filme não perder sua data de estreia. O ator já foi condenado a pagar US$ 31 milhões de indenização à produtora MCR pelo cancelamento da série “House of Cards”, com o juiz do caso considerando que seu comportamento foi responsável pela decisão da Netflix de encerrar a série premiada. Mas outras acusações feitas contra ele acabaram não indo adiante por diferentes motivos. Dois acusadores que o processaram morreram antes de seus casos chegarem nos tribunais. O escritor norueguês Ari Behn, ex-marido da princesa da Noruega, cometeu suicídio no Natal de 2019, três meses após um massagista que acusava o ator falecer subitamente. Para completar, Spacey teve outro processo, movido por um rapaz que tinha 18 anos na época do assédio, retirado abruptamente na véspera de ir a julgamento. Graças à falta de condenação, Spacey conseguiu voltar a atuar. Ele participou de um filme italiano, “L’Uomo che Disegnò Diò”, dirigido e estrelado pelo astro Franco Nero, e interpretou um vilão no filme de baixo orçamento “Peter Five Eight”, que foi levado ao Marché du Film, o mercado de negócios do Festival de Cannes, para conseguir distribuidores internacionais. Mas neste ano voltou a sofrer denúncias de abuso sexual na justiça britânica. Ele se declarou inocente em julho, na audiência preliminar do julgamento, que vai acontecer só em 2024. Além de Spacey, o diretor Paul Haggis (“Crash – No Limite”), o produtor Harvey Weinstein (“Os Oito Odiados”) e o ator Danny Masterson (“That ’70s Show”) também estão enfrentando julgamentos criminais por assédio, abuso e violência sexual neste mês de outubro.
Judi Dench critica “The Crown”: “Sensacionalismo bruto”
A atriz Judi Dench (“Belfast”) criticou a vindoura 5ª temporada da série “The Crown”. Numa carta aberta publicada pelo jornal londrino The Times, Dench acusou os produtores da atração de borrarem “as linhas entre a precisão histórica e o sensacionalismo bruto”. Entre as preocupações levantadas pela atriz na sua carta, destaca-se a possibilidade de a série convencer os espectadores, especialmente seu público internacional, de que a dramatização vista na tela é um retrato genuíno da história da família real. Dench aponta como exemplo problemático disso o relato de que a 5ª temporada mostraria o príncipe Charles conspirando para derrubar a sua mãe, a falecida rainha Elizabeth II, e assumir o trono durante o início dos anos 1990. Segundo a atriz, ao tentar empurrar essa narrativa como verdadeira, a série está sendo “cruelmente injusta com os indivíduos e prejudicial à instituição que eles representam”. Dench se diz defensora da liberdade artística, mas afirma que os pronunciamentos da Netflix de que “The Crown” é um “drama ficcional” não são suficientes para diminuir a noção de realidade histórica que a série passa. O ideal, segundo ela, é que a série insira um aviso mais explicito antes de cada episódio. A atriz também pede que a Netflix considere os sentimentos da família real e do Reino Unido, que ainda estão de luto pela morte da rainha. Segundo Dench, o ato de a Netflix assumir uma maior responsabilidade seria uma “marca de respeito a uma soberana que serviu seu povo tão obedientemente por 70 anos e uma forma de preservar sua reputação aos olhos de seus assinantes britânicos.” Judi Dench teve uma relação muito próxima com a família real. Ela foi nomeada dama pela falecida rainha em 1988 e já interpretou tanto a rainha Elizabeth I (no filme “Shakespeare Apaixonado”) quanto a rainha Victoria (em “Sua Majestade, Mrs. Brown” e “Victoria e Abdul: O Confidente da Rainha”). Além dela, o ex-primeiro-ministro britânico John Major, interpretado por Jonny Lee Miller na série, também criticou “The Crown” por apresentar a “mentira prejudicial e maliciosa” de que Charles planejou expulsar a rainha. Em uma declaração ao jornal Mail on Sunday, Major disse que a decisão da série de retratar essa história falsa nada mais é do que “um barril de bobagens jogado para fornecer o máximo de impacto dramático totalmente falso.” A 5ª temporada de “The Crown” estreia em 9 de novembro na Netflix. Leia abaixo a carta aberta de Judi Dench na íntegra. “Senhor, Sir John Major não está sozinho em suas preocupações de que a última série de ‘The Crown’ apresentará um relato impreciso e doloroso da história (News, 17 de outubro). De fato, quanto mais próximo o drama se aproxima de nossos tempos atuais, mais ele parece livremente disposto a borrar as linhas entre a precisão histórica e o grosseiro sensacionalismo. Embora muitos reconheçam ‘The Crown’ pelo relato brilhante, mas ficcional, dos eventos que ela é, temo que um número significativo de espectadores, principalmente no exterior, possa considerar sua versão da história totalmente verdadeira. Dadas algumas das sugestões dolorosas aparentemente contidas na nova série – que o rei Charles conspirou para sua mãe abdicar, por exemplo, ou que uma vez sugeriu que a paternidade de sua mãe era tão deficiente que ela poderia ter merecido uma sentença de prisão – isso é cruelmente injusto para os indivíduos e prejudiciais à instituição que representam. Ninguém acredita mais na liberdade artística do que eu, mas isso não pode passar sem contestação. Apesar de terem declarado publicamente esta semana que ‘The Crown’ sempre foi um ‘drama ficcional’, os criadores da série resistiram a todos os pedidos para que eles carregassem um aviso no início de cada episódio. Chegou a hora de a Netflix reconsiderar – pelo bem de uma família e de uma nação tão recentemente enlutada, como uma marca de respeito a uma soberana que serviu seu povo com tanto zelo por 70 anos e para preservar sua reputação aos olhos de seus assinantes britânicos. Dama Judi Dench Londres W1”
Ator mirim de “Pantanal” passa por nova cirurgia
O ator mirim Gustavo Corasini, que interpretou Tadeu na primeira fase de “Pantanal” e foi atropelado em agosto dentro do condomínio onde mora, passou por uma nova cirurgia nesta quinta (20/10) para retirar os fios das mãos e da perna. Emocionada, a mãe do menino de 12 anos contou que deu tudo certo e garantiu que o jovem deve voltar à vida normal muito em breve. “Acabou… Por honra e glória do Senhor, ele começou a obra e foi até o final. Gustavo acabou a cirurgia, retirou os fios das mãos e graças a Deus da perna também. Logo o meu menino estará na ativa fazendo tudo o que ama”, disse ela no Instagram. Fernanda compartilhou algumas fotos do filho esperando para ser operado e, depois, já acordando da anestesia. E refletiu sobre tudo o que aconteceu. “Já se passaram quase dois meses e hoje mais uma vitória conquistada”, ela escreveu, lembrando do acidente e o que passou desde então. “Me lembro de cada dificuldade que passamos, os primeiros banhos ainda no leito, o medo de fazer curativos. Tive que virar enfermeira do dia para a noite, mas quem disse que mãe não consegue?”, continuou. “Hoje tenho certeza de que sou uma mãe forte e guerreira, e que pelos meus meninos aprendo o que for. Fácil não foi, mas nunca me vi no direito de reclamar a bênção que Deus me deu de ter meu filho nos braços”, completou, agradecendo as mensagens de carinho que a família recebeu. Gustavo Corasini foi atropelado em agosto passado. Ele estava na rua com um amigo chamado Eduardo, quando os dois ouviram sirenes e correram para a casa do vizinho para checar um acidente com um pedreiro. Nisto, acabaram atropelados por uma moradora que retirava o carro para abrir passagem para a ambulância. Enquanto seu amigo Eduardo sofreu o maior impacto e faleceu, Gustavo quebrou braço, perna e fraturou a bacia, precisando passar por uma cirurgia de emergência.
Mostra de São Paulo começa com seleção de filmes premiados
A Mostra Internacional de Cinema de São Paulo começa nesta quinta-feira (20/10) com filmes que foram premiados pelos principais festivais do mundo. Depois de uma edição totalmente online em 2020 e de uma híbrida no ano passado, a 46ª edição volta a ocupar os cinemas e espaços culturais da capital paulista até o dia 2 de novembro com a exibição de 206 títulos – e mais 17 obras em plataformas de streaming parceiras do evento. A seleção traz 13 filmes que disputam vaga no Oscar na categoria de Melhor Filme Internacional, 61 títulos brasileiros e títulos consagrados nos festivais de Cannes, Veneza, Berlim, San Sebastián e Locarno. Entre os vários destaques é possível citar os vencedores do Festival de Cannes, “Triângulo da Tristeza”, de Ruben Ostlund, e do Festival de Berlim, a aventura espanhola “Alcarràs”, de Carla Simón, além de “Sem Ursos”, que garantiu ao iraniano Jafar Panahi o prêmio especial do júri em Veneza, mesmo sendo um preso político em seu país. A lista também inclui “Armageddon Time”, o novo filme de James Gray estrelado por Anne Hathaway, Jeremy Strong e Anthony Hopkins, o mexicano “Bardo, Falsa Crônica de Algumas Verdades”, do multivencedor do Oscar Alejandro González Iñárritu, o russo “A Esposa de Tchaikóvski”, de Kirill Serebrennikov, que causou polêmica com seu Tchaikóvski abertamente gay, e o paquistanês “Joyland”, de Saim Sadiq, vencedor da Palma Queer e do prêmio do júri da mostra Um Certo Olhar em Cannes. Há desde opções cinéfilas radicais, como “As Oito Montanhas”, de Felix van Groeningen e Charlotte Vandermeersch, “Os Irmãos de Leila”, de Saeed Roustaee, e “Pacifiction”, de Albert Serra, até os novos capítulos da série de terror “O Reino”, do polêmico dinamarquês Lars Von Trier, que teve duas temporadas nos anos 1990 e foi uma das atrações recentes no Festival de Veneza. O cinema brasileiro está igualmente bem representado com o vencedor do Festival de Locarno, “Regra 34”, de Julia Murat, e o vencedor do Festival de Gramado, “Noites Alienígenas”, de Sérgio de Carvalho, assim como “Carvão”, que Carolina Markowicz exibiu no Festival de Toronto, “Fogaréu”, que Flávia Neves levou a Berlim, “A Porta ao Lado”, de Julia Rezende, “O Pastor e o Guerrilheiro”, de José Eduardo Belmonte, “A Cozinha”, estreia do ator Johnny Massaro na direção de um longa, “Perlimps”, nova animação do indicado ao Oscar Alê Abreu – entre outros. Ainda haverá exibição de clássicos brasileiros, como as versões restauradas de “Deus e o Diabo na Terra do Sol” (1964), de Glauber Rocha, revelada em Cannes em maio, e de “Agulha no Palheiro” (1953), de Alex Vianny, com homenagem à atriz e cantora Doris Monteiro, que receberá o Prêmio Leon Cakoff. Para completar, a diretora Ana Carolina, que será homenageada com o Prêmio Humanidade, ganha uma retrospectiva com a exibição de “Mar de Rosas” (1978), “Das Tripas Coração” (1982), “Sonho de Valsa” (1987) e o recente “Paixões Recorrentes” (2022). Outros cineastas homenageados da edição são Jean-Luc Godard e Arnaldo Jabor, recentemente falecidos. Para celebrá-los, a mostra exibe o documentário “Até Sexta, Robinson”, de Mitra Farahani, que condensa um diálogo de 29 semanas do diretor franco-suíço com o escritor italiano italiano Ebrahim Golestam, e o clássico nacional “Eu Te Amo” (1981), do jornalista, escritor e diretor carioca. A Mostra vai acontecer por toda a cidade de São Paulo, com exibições na Cinemateca Brasileira, Espaço Itaú de Cinema, CineSesc, MIS, Circuito SPCine e outros cinemas da cidade. Os horários, programação completa e local podem ser vistos no site oficial (https://46.mostra.org/). Mas enquanto os paulistas respiram cinema, sempre é bom lembrar que, além da pandemia, a Mostra também enfrentou o flagelo do governo Bolsonaro. Dois anos depois de perder os patrocínios da Petrobras e do BNDES, o evento deixou de receber verba via Lei Rouanet, e só está sendo realizada graças à muita luta e resistência.
Anna Faris acusa diretor de “Caça-Fantasmas” de abuso: “Deu tapa na minha bunda”
A atriz Anna Faris (“Mom”) acusou o cineasta Ivan Reitman (“Caça-Fantasmas”) de abuso, ao dar um tapa na sua bunda no set da comédia romântica “Minha Super Ex-Namorada” (2006). A revelação foi feita no episódio mais recente do seu podcast, “Anna Faris Is Unqualified”, disponibilizado nesta quarta (19/10), no qual Faris compartilhou a sua experiência negativa com Reitman com a colega atriz e cineasta Lena Dunham (“Girls”). “Uma das minhas experiências cinematográficas mais difíceis foi com Ivan Reitman”, disse Faris a respeito do cineasta que morreu em fevereiro, aos 75 anos. “É a ideia de tentar fazer uma comédia num reino de terror. Ele gritava muito. Ele acabava com uma pessoa todos os dias. E, no meu primeiro dia, fui eu.” Faris disse que enquanto se preparava para filmar sua primeira cena de “Minha Super Ex-Namorada”, na qual ela lutaria com a protagonista Uma Thurman, um cabeleireiro acidentalmente derramou cola de peruca em todo o figurino dela. Ela estava usando um dos dois suéteres da grife Yves Saint Laurent que o departamento de figurino havia adquirido para as filmagens e precisou se trocar às pressas. Como resultado, Faris chegou cerca de 25 minutos atrasada para a filmagem. Ela disse que estava “aterrorizada” com a possibilidade de que Reitman a enxergasse como “algum tipo de diva” por causa de seu atraso. “Era uma filmagem noturna, e Ivan está acabando comigo”, contou ela. “Ele sempre me chamava de Annie. Ele disse: ‘Você não pode fazer isso por aqui’… e eu [internamente] pensei: ‘Não faça isso. Não chore. Nada de choro.’ E eu me senti zangada, magoada, humilhada e na defensiva.” Quando conseguiu tomar coragem, Faris perguntou ao cineasta se “ninguém lhe contou o que aconteceu?” e depois disso ele “meio que calou a boca e… foi para trás da câmera”. Como se isso não fosse suficiente, ela contou que “mais tarde, ele deu um tapa na minha bunda também. Foi um momento estranho.” Essa não é a primeira vez que Anna Faris fala sobre o ocorrido. Sem citar nomes, ela contou em 2017, num episódio do seu podcast, que na ocasião tudo o que conseguiu fazer foi “rir” depois que um diretor “lhe deu um tapa na bunda com força na frente da equipe.” “Lembro-me de olhar em volta e ver os membros da equipe dizendo: ‘Espere, o que você vai fazer a respeito isso? Ficou estranho’”, contou ela em 2017. “E foi por isso que eu ignorei. Eu fiquei tipo… ‘Não é grande coisa. Força, Faris. Apenas ria.'” “Mas isso me fez sentir pequena”, acrescentou ela. “Ele não teria feito isso com o protagonista”. Na mesma época, Faris também alegou que o diretor disse a seu agente que ela conseguiu um papel em seu filme parcialmente porque ela “tinha belas pernas”. Durante a conversa com Lena Dunham, Faris refletiu que o suposto comportamento de Reitman, conhecido por dirigir comédias clássicas como “Os Caça-Fantasmas” (1984), “Irmãos Gêmeos” (1988) e “Júnior” (1994), estava alinhado com uma “mentalidade” antiquada de Hollywood de que um líder “deveria ser um babaca assustador”. “Por um lado, não foi nada. Seja como for, minha bunda está bem”, disse ela. “Por outro lado, tinham, tipo, 30 pessoas ao meu redor esperando que eu fizesse algo, e eu não fiz.”
Matthew Perry revela que teve “2% de chance de viver” depois de overdose
O ator Matthew Perry (o eterno Chandler, de “Friends”) quase morreu após sofrer uma perfuração gastrointestinal e seu cólon estourar por conta de uma overdose de opióides. Em entrevista à revista People para promover sua vindoura autobiografia, Perry disse que, na ocasião, ele tinha “2% de chance de viver”. “Os médicos disseram à minha família que eu tinha 2% de chance de viver”, contou ele. “Fui colocado em uma coisa chamada máquina de ECMO, que faz toda a respiração do seu coração e pulmões. E isso se chama Ave Maria. Ninguém sobrevive a isso.” Ele conta esta e outras polêmicas de sua vida no seu livro, “Friends, Lovers and the Big Terrible Thing”, que será lançado em 1º de novembro nos EUA. Refletindo sobre o período sombrio, ele diz que chegar nesse ponto foi um momento de mudança na sua vida. “Foram cinco pessoas colocadas em uma máquina de ECMO naquela noite e as outras quatro morreram e eu sobrevivi. Então a grande questão é por quê? Por que eu era o único? Tem que haver algum tipo de razão.” Após o ocorrido, ele passou duas semanas em coma e outros cinco meses em cuidado hospitalar. Depois disso, foi preciso usar uma bolsa de colostomia por mais nove meses. Tudo isso, ele confirma, foi consequência do vício em opióides e álcool. No auge do seu vício, Perry chegava a tomar 55 comprimidos de Vicodin por dia. Os fãs de “Friends” vão se lembrar dessa época, porque foi quando o ator emagredeceu consideravelmente, chegando a pesar apenas 58 quilos. Perry também conta que seus colegas de elenco “foram compreensivos e foram pacientes” em meio às suas muitas recaídas ao longo dos anos. “Eu não sabia como parar”, disse ele. “Se a polícia viesse à minha casa e dissesse: ‘Se você beber hoje à noite, vamos levá-lo para a cadeia’, eu começaria a fazer as malas. Não conseguia parar porque a doença e o vício são progressivos. Então fica cada vez pior à medida que você envelhece.” Perry revelou que começou a consumir mais álcool logo que foi escalado para a série, quando tinha apenas 24 anos. “Eu até conseguia lidar com isso, mais ou menos. Mas quando eu tinha 34 anos, eu estava realmente enraizado em muitos problemas”, disse ele. O ator também reconhece as mudanças positivas na sua vida pessoal e profissional após parar de beber. “houve anos em que fiquei sóbrio durante esse tempo mais grave. A 9ª temporada foi o ano em que fiquei sóbrio o tempo todo. E adivinha em qual temporada eu fui indicado para melhor ator? Eu pensava, tipo: ‘Isso deve significar alguma coisa.’” Ao todo, Matthew Perry deu entrada 15 vezes em clínicas de reabilitação e passou por 14 cirurgias no estômago. Mas agora ele diz que está determinado a ajudar outras pessoas que lutam contra o vício. “Seu status de sobriedade muda, mas isso é só o que muda. Você sabe tudo o que sabia antes, contanto que consiga lutar para voltar sem morrer, você aprende muito.”
Whindersson encontra Keanu Reeves e fica inspirado: “Merecer o meu lugar”
O comediante Whindersson Nunes encontrou o astro Keanu Reeves em São Paulo e disse que a conversa compartilhada o inspirou, fazendo-o sentir ter feito a opção certa na carreira. “Esse vagabundo ainda vai fazer grandes coisas”, disse Whindersson nos Stories. “Assim como vocês já tiveram shows de graça, estou fazendo um filme também todo de graça. Encontrar com o Keanu e conversar sobre a inspiração em ‘John Wick’ foi a confirmação de que estou no caminho certo”, afirmou o comediante. Como os fãs de Keanu Reeves sabem, ele fez “John Wick” praticamente de graça, como um favor para seus amigos e ex-dublês Chad Stahelski e David Leitch. Só que o filme estourou e virou franquia, rendendo um renascimento na carreira do ator. “Espero que vocês gostem, é mais de mim para vocês. Meu melhor trabalho, o melhor do melhor do que posso me entregar em fazer. Vou dar tudo que tenho, todo meu talento, tudo que sei de melhor, apenas meu melhor. Vou fazer por merecer o meu lugar. O Piauí, onde é seu lugar por direito, de mim, com os meus e para os meus”, finalizou, sem dar mais detalhes do filme que está realizando. Keanu Reeves, por sua vez, está em São Paulo conduzindo entrevistas para uma série documental da Disney+ sobre Fórmula 1. Ele gravou com Felipe Massa e Rubens Barrichello. De acordo com a revista Variety, a série terá quatro episódios com foco em Ross Brawn, comprador da equipe Honda em 2009, quando lançou a Brawn GP e conquistou diversas vitórias. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Whindersson Nunes (@whinderssonnunes)












