Isla Fisher vai estrelar série de comédia jornalística da plataforma CBS All Access
A plataforma CBS All Access encomendou a série de comédia sombria “Guilty Party”, que será produzida e estrelada pela atriz Isla Fisher (“Truque de Mestre”). Criada pela roteirista Rebecca Addelman (“New Girl”), a série gira em torno de Beth Baker (Fisher), uma jornalista desacreditada e desesperada para salvar sua carreira, que se apega à história de uma jovem mãe condenada à prisão perpétua por mutilar e assassinar seu marido, crimes que ela alega não ter cometido. Na tentativa de descobrir a verdade, Beth se vê em luta contra contrabandistas de armas do Colorado, a cultura dos click baits, a crise de seu casamento e seu próprio passado desabonador. “‘Guilty Party’ é um programa que aborda questões contemporâneas – o sistema penitenciário, a morte do jornalismo impresso e a cultura das armas, para citar alguns – , mas tem, em seu núcleo, personagens femininas inteligentes, engraçadas, ambiciosas e profundamente complicadas”, disse Addelman, no comunicado que anuncia a produção. “‘Guilty Party’ é um passeio selvagem, alimentado pela coragem de Beth, por sua paixão e seu desespero para se redimir”, acrescentou Julie McNamara, vice-presidente executiva e chefe de programação da CBS All Access. “Sabíamos que precisávamos de um talento versátil e magnético no papel, e Isla encarnará perfeitamente o personagem totalmente original que Rebecca criou. Estamos empolgados em adicionar ‘Guilty Party’ à nossa crescente lista de comédia, que inclui ‘Why Women Kill’, ‘No Activity’ e o vindouro desenho animado de ‘Star Trek: Lower Decks’.” Ainda não há previsão de estreia.
Ewan McGregor virá ao Brasil participar de evento geek
O ator Ewan McGregor virá ao Brasil pela primeira vez, para participar de um evento geek. O intérprete de Obi-Wan na segunda trilogia de “Star Wars” – e na vindoura série do Disney+ (Disney Plus) – é a principal atração internacional confirmada na Geek Nation Brasil, uma comic con mais humilde, que também acontece em São Paulo. O ator escocês participará de um painel no último dia do evento, em que falará sobre sua carreira e participará de uma sessão de fotos e autógrafos com os fãs. McGregor está atualmente nos cinemas com o papel do vilão de “Aves de Rapina: Arlequina e sua Emancipação Fantabulosa”. A Geek Nation Brasil acontecerá durante três dias, entre 22 e 24 de maio, no Transamerica Expo, em São Paulo.
The Mandalorian: Gina Carano anuncia o fim das gravações da 2ª temporada
A atriz Gina Carano confirmou o término de gravações da 2ª temporada de “The Mandalorian”, primeira série live-action do universo de “Star Wars”, com a divulgação de uma foto tirada no set. “Encerramos a produção da 2ª temporada. Eu absolutamente amo esse trabalho e todas as pessoas envolvidas nele”, ela escreveu ao lado da foto, no Instagram. O post também confirma a volta de sua personagem Cara Dune, uma combatente rebelde que, apesar de aparecer em apenas três episódios da 1ª temporada, tornou-se uma das favoritas dos fãs da série nos EUA. A 2ª temporada vai estrelar em outubro na plataforma de streaming Disney+ (Disney Plus), que ainda não tem previsão de lançamento no Brasil. Ver essa foto no Instagram That’s a wrap on season 2.. I absolutely love this work and the people in it. 🤍 #storytelling ✨#themandalorian Uma publicação compartilhada por G I N A J🌹Y C A R A N O (@ginajcarano) em 6 de Mar, 2020 às 1:36 PST
Dois Irmãos: Animação da Pixar é banida no Oriente Médio por incluir personagem LGBTQIA+
Vários mercados do Oriente Médio resolveram banir a animação “Dois Irmãos – Uma Jornada Fantástica” por incluir uma personagem LGBTQIA+ em sua história. A proibição se baseia numa fala da personagem Specter, uma ciclope dublada em inglês pela atriz e cineasta Lena Waithe, que revela que ela namora outra personagem feminina. A mera troca de gênero da palavra “namorada” a torna a primeira personagem abertamente LGBTQIA+ da história do estúdio. No “polêmico” trecho, Specter diz “a filha da minha namorada está me deixando louca”. Tudo se resume a uma palavra. E ela foi suficiente para o filme ter seu lançamento cancelado em Oman, Kuwait, Arábia Saudita e Qatar. Já a Rússia, conhecida por sua longa história de censura aos direitos da comunidade LGBTQIA+, trocou a palavra “namorada” por “parceiro” na animação. A animação estreou na quinta-feira (5/3) nos cinemas brasileiros.
James Wan vai produzir novo filme de monstro clássico da Universal
Depois do sucesso de “O Homem Invisível”, a Universal já planeja seu próximo lançamento baseado num de seus monstros clássicos. O site The Hollywood Reporter apurou que James Wan, diretor de “Invocação do Mal”, vai produzir uma nova adaptação das propriedades do estúdio. Maiores detalhes sobre o filme não foram revelados, mas a descrição sugere uma abordagem moderna de “Frankenstein”, que seria tão diferente da trama clássica quanto o reboot de “O Homem Invisível”. Segundo a sinopse apurada pelo site, a trama acompanharia um grupo de jovens que descobre que um de seus vizinhos está construindo um monstro no porão da sua casa. E o monstro escapa. Wan não vai dirigir o filme, que será coproduzido por sua empresa, Atomic Monster. O roteiro foi escrito por Robbie Thompson, roteirista e produtor da série “Supernatural”.
Stephen King lamenta censura à livro de Woody Allen: “O próximo é sempre mais fácil”
O escritor Stephen King lamentou a decisão do Hachette Book Group de cancelar o lançamento do livro de memórias de Woody Allen, cedendo aos grupos de pressão da internet. Ele publicou alguns posts sobre o assunto, dizendo que a decisão o fazia se sentir “muito desconfortável”. “A questão não é sobre ele. Não dou à minima para o Sr. Allen. Mas quem será o próximo é que me preocupa”, escreveu o autor de best-sellers. “Uma vez que você começa [a censurar], o próximo é sempre mais fácil”, acrescentou. A posição de King, claro, recebeu críticas. Muitas pessoas se manifestaram, defendendo um ponto de vista “politicamente correto” que justificaria a censura ao livro do cineasta e o cerceamento de sua liberdade de expressão. King respondeu a um dos comentários. “Se você acha que ele é pedófilo, não compre o livro. Não vá aos filmes dele. Não o ouça tocar jazz no Carlyle. Manifeste-se com sua carteira… mantendo-a fechada. Nos EUA, é assim que fazemos”, disse, defendendo o direito do cineasta de escrever e filmar, e também o do público de não pagar para ver. A Hachette anunciou na sexta-feira (6/3) que não lançaria mais o livro do diretor de cinema, previsto para abril, após sofrer pressão do filho do diretor, Ronan Farrow, que renegou seu contrato com a empresa, e protesto de seus funcionários, que abandonaram o trabalho na tarde de quinta para manifestar sua contrariedade com a decisão. A manifestação ganhou apoio de muitos escritores e até de editoras rivais. O caso representa uma importante manifestação no mundo real da prática do “cancelamento” virtual. O repúdio contra Woody Allen se deve à uma acusação de abuso sexual que ele teria cometido contra a filha Dylan Farrow nos anos 1990. As acusações foram verificadas por um tribunal de justiça na época, com direito a duas investigações diferentes de seis meses. Ambas concluíram não ter havido abuso sexual. Allen alega que a denúncia foi fruto de raiva da ex, numa batalha legal pela guarda dos filhos, vencida por Farrow, que a teria manteve viva com o passar dos anos por lavagem cerebral promovida em Dylan Farrow. Outro de seus filhos, Moses Farrow, confirma a versão do diretor. Dez anos mais velho que Ronan Farrow, ele diz se lembrar melhor dos fatos que os irmãos, que eram crianças na época. Dylan, por exemplo, tinha apenas sete anos quando o suposto abuso aconteceu, e Moses, que virou terapeuta de famílias, lembra os fatos de forma muito diferente. Para ele, sua irmã mais nova jamais foi molestada pelo pai, mas isso não a impediu de ter sido uma vítima – da manipulação da mãe, Mia Farrow. Tomando as dores da irmã, Ronan costuma comparar Woody Allen, jamais acusado de abuso ou assédio por nenhuma atriz com quem trabalhou em mais de meio século de carreira, com Harvey Weinstein, denunciado por mais de 100 mulheres e recentemente condenado por crimes sexuais pela justiça de Nova York. Ronan foi um dos responsáveis por essa condenação, ao publicar uma das primeiras reportagens sobre a atividade predadora de Weinstein na revista The New Yorker, que, inclusive, lhe rendeu o prestigioso prêmio Pulitzer e um contrato para livros com o grupo Hachete, que ele decidiu renegar após saber do livro do diretor – iniciando a campanha que resultou na censura. Muito do atual repúdio contra Allen se deve à campanha nas redes sociais comandada por Dylan, que resolveu retomar a acusação de abuso no final de 2017, aproveitando a repercussão da reportagem de seu irmão sobre Weinstein. No auge do #MeToo, ela fez questão de comparar Allen com Weinstein, e suas denúncias conseguiram criar uma reação de “cancelamento” contra o diretor, apesar de não trazerem nenhum fato novo à tona. Mia Farrow tomou ódio de Allen porque ele a trocou pela filha adotiva dela (mas não dele), Soon-Yi Previn. O diretor e Soon-Yi se casaram e estão juntos até hoje. O casal adotou duas filhas, que já são jovens adultas com 20 e 21 anos, e jamais denunciaram Allen por qualquer comportamento. Também vale observar que algumas mensagens raivosas, postadas nas redes sociais nos últimos dias contra a reputação do diretor, aludem ao fato de que uma nova reportagem-denúncia estaria prestes a emergir contra Woody Allen. Pode ser que sim, o que ajudaria a explicar a decisão inesperada da Hachette – o surgimento de fatos mudariam o entendimento da desistência. Entretanto, não seria a primeira vez que fake news viram munição de detratores de Allen, que acusaram até “Um Dia de Chuva em Nova York” de ser uma apologia à pedofilia, antes do mundo poder assistir ao filme. The Hachette decision to drop the Woody Allen book makes me very uneasy. It's not him; I don't give a damn about Mr. Allen. It's who gets muzzled next that worries me. — Stephen King (@StephenKing) March 6, 2020 Once you start, the next one is always easier. — Stephen King (@StephenKing) March 6, 2020 If you think he's a pedophile, don't buy the book. Don't go to his movies. Don't go listen to him play jazz at the Carlyle. Vote with your wallet…by withholding it. In America, that's how we do. https://t.co/znGZu0wJEF — Stephen King (@StephenKing) March 7, 2020
A Bela e a Fera vai render série com elenco do filme na Disney+
A versão live-action de “A Bela e a Fera” vai ganhar um spin-off como minissérie na Disney+ (Disney Plus). O site The Hollywood Reporter apurou que a plataforma de streaming trabalha numa produção centrada nos vilões do filme, os personagens Gaston e seu fiel escudeiro LeFou. A atração contará com as interpretações de Luke Evans e Josh Gad, que viveram os personagens no longa de 2017, e será um prólogo, mostrando eventos anteriores da vida de Gaston e Lefou. Os produtores-roteiristas Edward Kitsis e Adam Horowitz, dupla que criou a série “Once Upon a Time” (2011-2018), são os responsáveis pelo projeto. Eles vão assinar os roteiros e produzir a minissérie junto com o astro Josh Gad – que também já criou uma série antes, a comédia “1600 Penn” (2012-2013). Com seis episódios, a produção terá elementos musicais, e o compositor Alan Menken, que trabalhou em ambas as versões de “A Bela e a Fera” (inclusive a animação de 1991), negocia participar da produção para desenvolver novas canções originais. “A Bela e a Fera” foi uma das produções mais bem-sucedidas da recente safra de fábulas re-encantadas da Disney, arrecadando mais de US$ 1,2 bilhão nas bilheterias mundiais.
Editora cede à pressão e cancela lançamento de livro de Woody Allen
O grupo editorial Hachette anunciou nesta sexta (6/3) que não publicará mais o livro de memórias do diretor Woody Allen, cujo lançamento estava previsto para o próximo 7 de abril. A empresa cedeu à pressão do filho do diretor, Ronan Farrow, e ao protesto de seus funcionários, que abandonaram o trabalho na tarde de quinta para manifestar sua contrariedade com a decisão. “A Hachette Book Group decidiu que não publicará as memórias de Woody Allen, intitulada ‘Apropos of Nothing'” e “devolverá todos os direitos ao autor”, disse Sophie Cottrell, porta-voz da editora, em comunicado. “A decisão de cancelar o livro do Sr. Allen foi difícil. Na HBG, levamos muito a sério nosso relacionamento com os autores e não cancelamos livros por nada. Publicamos e continuaremos a publicar muitos livros desafiadores. Como editores, garantimos que todos os dias em nosso trabalho, diferentes vozes e pontos de vista conflitantes podem ser ouvidos. Também, como empresa, estamos comprometidos em oferecer um ambiente de trabalho estimulante, solidário e aberto para todos os nossos funcionários. Nos últimos dias, a liderança da HBG teve longas conversas com nossa equipe e outras pessoas. Depois de ouvirmos, chegamos à conclusão de que avançar com a publicação não seria viável para a HBG”, completa o texto, repleto de contradições. O cancelamento de “Apropos of Nothing” está sendo comemorado no Twitter como uma vitória do “politicamente correto” e se trata realmente de uma importante manifestação no mundo real da prática do “cancelamento” virtual, que tem acirrado ânimos nas redes sociais. Também é uma manifestação, em pleno século 21, da mentalidade de turba, com foices e forcados – ou fogueiras e forcas – , que ilustram linchamentos públicos em filmes clássicos. Uma caça às bruxas, em outras palavras. Não se deixem enganar, trata-se de uma vitória da censura contra a cultura. Uma censura de esquerda, não menos perigosa que a das ditaduras fascistas. Na prática, uma grupo de pressão conseguiu jogar um livro na fogueira, porque não concorda com seu suposto conteúdo. Algo como os nazistas fizeram nos anos 1930. Além de atacar a liberdade de expressão, os protestos dos justos, que falam em defesa da ética, visam impedir a defesa real de uma pessoa que está sendo atacada por todos os lados por algo que pode nem sequer ter feito. O objetivo é tão somente impedir que se conheça o “outro lado” de uma história, que algumas pessoas não admitem que seja conhecida e, para isso, não medem esforços para impedir a existência do contraditório. A decisão da Hachette abre um precedente assustador, ao demonstrar que fake news capazes de mobilizar a opinião pública podem gerar censura. Não que a denúncia contra Woody Allen seja fake news. Mas não é news, nos dois sentidos da palavra em inglês – notícia e novidade. O repúdio contra Woody Allen se deve à uma acusação de abuso sexual que ele teria cometido contra a filha Dylan Farrow nos anos 1990. As acusações foram verificadas por um tribunal de justiça na época, com direito a duas investigações diferentes de seis meses. Ambas concluíram não ter havido abuso sexual. Allen alega que a denúncia foi fruto de raiva da ex, numa batalha legal pela guarda dos filhos, vencida por Farrow, e se manteve viva com o passar dos anos por lavagem cerebral diária promovida em Dylan Farrow. Outro de seus filhos, Moses Farrow, confirma a versão do diretor. Dez anos mais velho que Ronan Farrow, ele diz se lembrar melhor dos fatos que os irmãos, que eram crianças na época. Dylan, por exemplo, tinha apenas sete anos quando o suposto abuso aconteceu, e Moses, que virou terapeuta de famílias, lembra os fatos de forma muito diferente. Para ele, sua irmã mais nova jamais foi molestada pelo pai, mas isso não a impediu de ter sido uma vítima – da manipulação da mãe, Mia Farrow. Tomando as dores da irmã, Ronan costuma comparar Woody Allen, jamais acusado de abuso ou assédio por nenhuma atriz com quem trabalhou em mais de meio século de carreira, com Harvey Weinstein, denunciado por mais de 100 mulheres e recentemente condenado por crimes sexuais pela justiça de Nova York. Ronan foi um dos responsáveis por essa condenação, ao publicar uma das primeiras reportagens sobre a atividade predadora de Weinstein na revista The New Yorker, que, inclusive, lhe rendeu o prestigioso prêmio Pulitzer e um contrato para livros com o grupo Hachete, que ele decidiu renegar após saber do livro do diretor – iniciando a campanha que resultou na censura. Muito do atual repúdio contra Allen se deve à campanha nas redes sociais comandada por Dylan, que resolveu retomar a acusação de abuso no final de 2017, aproveitando a repercussão da reportagem de seu irmão sobre Weinstein. No auge do #MeToo, ela fez questão de comparar Allen com Weinstein, e suas denúncias conseguiram criar uma reação de “cancelamento” contra o diretor, apesar de não trazerem nenhum fato novo à tona. Mia Farrow tomou ódio de Allen porque ele a trocou pela filha adotiva dela (mas não dele), Soon-Yi Previn. O diretor e Soon-Yi se casaram e estão juntos até hoje. O casal adotou duas filhas, que já são jovens adultas com 20 e 21 anos, e jamais denunciaram Allen por qualquer comportamento. Também vale observar que algumas mensagens raivosas, postadas nas redes sociais nos últimos dias contra a reputação do diretor, aludem ao fato de que uma nova reportagem-denúncia estaria prestes a emergir contra Woody Allen. Pode ser que sim, o que ajudaria a explicar a decisão inesperada da Hachette – o surgimento de fatos mudariam o entendimento da desistência. Entretanto, não seria a primeira vez que fake news viram munição de detratores de Allen, que acusaram até “Um Dia de Chuva em Nova York” de ser uma apologia à pedofilia, antes do mundo poder assistir ao filme. Toda essa polêmica pode até render mais um capítulo no livro de memórias do cineasta, que agora deverá ser oferecido para outra editora – e possivelmente publicado primeiro no exterior. Até o título pode ser mudado. A publicação, que seria lançada com o nome de “Apropos of Nothing” (a propósito de nada), virou “tudo” para seus detratores.
José Padilha fará série sobre assassinato de Marielle Franco para a Globo
A Globo anunciou, de forma surpreendente, a produção de uma minissérie ficcional sobre o assassinato da vereadora Marielle Franco, ativista contra os abusos da polícia e das milícias no Rio de Janeiro, cuja morte teria envolvido policiais, milicianos e gente graúda – até o nome de Jair Bolsonaro surgiu na investigação. E com o seguinte detalhe: a série tem produção do cineasta José Padilha, diretor de “Tropa de Elite”, além de produtor de “Narcos” e “O Mecanismo” na Netflix. O acordo foi revelado nesta sexta (6/3) e é considerado inesperado porque o projeto estava sendo negociado – praticamente encaminhado – pela Amazon. A série será lançada na plataforma Globoplay, com um argumento desenvolvido pela escritora e roteirista Antonia Pellegrino, mulher do deputado federal Marcelo Freixo, do PSOL, mesmo partido de Marielle. Antonia é coautora de novelas da Globo – “Da Cor do Pecado” (2004) e “Aquele Beijo” (2011), entre outras – , além de ter escrito o roteiro do filme “Bruna Surfistinha” (2011). Intitulada “Marielle”, a série não pretende ser documental, optando por resumir em menos personagens as características de várias pessoas diferentes da história real, como os milicianos envolvidos no crime. Trata-se da mesma fórmula que Padilha adotou em suas séries da Netflix, com mais sucesso em “Narcos” e mais polêmica em “O Mecanismo”. Além de produzir, Padilha vai dirigir o primeiro episódio. No anúncio da produção, a Globoplay assumiu que “atravessou” o negócio da Amazon, cobrindo a oferta para trazer a série para seu serviço de streaming. “A gente soube da negociação, fomos ao Padilha e argumentamos que na Globo ele teria maior alcance. Doía pra gente ver um diretor carioca, brasileiro, um dos mais importantes do cinema nacional, trabalhando para a concorrência”, revelou Erick Bretas, principal executivo do Globoplay, em entrevista coletiva. O blog Notícias da TV, do UOL, especula que a Globo investiu pesado para derrotar a Amazon, tendo pago R$ 2 milhões somente para a viúva de Marielle Franco, Mônica Benício, para permitir a produção. O executivo da empresa nega. Mas a rasteira teria sido estimulada por um avanço da Amazon nos quadros do Globoplay, que no ano passado contratou o ex-Telecine João Mesquita, levando junto muitos segredos estratégicos. A minissérie será gravada no segundo semestre e tem previsão de estreia no primeiro semestre de 2021. Ainda não há elenco definido. Pela negociação, Padilha manteve os direitos internacionais de exibição, que, ironicamente, poderão ser comprados pela própria Amazon ou pela Netflix. Além da produção ficcional, a Globoplay também vai exibir uma minissérie documental sobre a vida de Marielle, que já está pronta. Ela foi produzida durante cinco meses pelo Jornalismo da emissora sob total sigilo. Chamada de “Marielle, o Documentário”, a atração se concentra nas investigações sobre o assassinato de Marielle na noite de 14 de março de 2018. Baseado em entrevistas e investigações jornalísticas, não traz nenhuma revelação bombástica, mas ajuda a entender por que a polícia demorou tanto a descobrir e prender os suspeitos, somente um ano depois da execução, e até hoje não esclareceu quem foi o mandante. O primeiro episódio será exibido na próxima quinta (12/3) pela Globo e estreia no dia seguinte no Globoplay.
Filho de Woody Allen diz que livro do diretor é “falta de ética e compaixão por vítimas de agressões sexuais”
Há alguns anos não há anúncio de projeto de Woody Allen sem manifestação bombástica de seus filhos. E, sem tardar, o jornalista Ronan Farrow criticou a decisão do grupo editoral Hachete de publicar o livro de memórias de seu pai, anunciado na segunda-feira passada (2/3). Fez mais. Em retaliação, afirmou que deixará de publicar suas obras pela Hachette, porque não deseja estar na mesma editora do diretor. “A Hachette não fez as verificações sobre o conteúdo deste livro”, disse Farrow, denunciando o fato de a editora não ter entrado em contato com sua irmã, Dylan Farrow, que acusa Woody Allen de abusos, o que constitui, segundo ele, uma “falta enorme de profissionalismo”. “Isto demonstra a falta de ética e de compaixão por vítimas de agressões sexuais”, acrescentou Farrow. A declaração, entretanto, é digna de atenção pela “vendetta” que embute, não pelo que afirma. Porque as palavras de Farrow não fazem sentido. É preciso dizer o óbvio: um “livro de memórias” não inclui as “memórias” de quem não o escreveu. Não se trata de jornalismo, obviamente, mas de uma obra de cunho pessoal. A única verificação feita pela editora é de ordem jurídica, visando checar trechos que possam render processos. Fora isso, não se “edita” fatos narrados em primeira pessoa com censura prévia. Ronan deveria saber a diferença entre livro de memórias e reportagem, já que é jornalista. Mas também é raro ver jornalista defendendo a censura. Como se trata de uma acusação forte, também é importante ressaltar que, ao contrário do que Ronan Farrow afirma, as acusações contra Woody Allen foram, sim, verificadas: por um tribunal de justiça nos anos 1990, após duas investigações distintas que duraram vários meses e que não encontraram causa para procedimento legal contra o diretor. Mas o porta-voz da ética não aceita esse resultado. Seu tribunal de opinião pública só permite um veredito: culpado, independente das provas. Tomando o caso de forma pessoal, Ronan costuma comparar Woody Allen, jamais acusado de abuso ou assédio por nenhuma atriz com quem trabalhou em mais de meio século de carreira, com Harvey Weinstein, denunciado por mais de 100 mulheres e recentemente condenado por crimes sexuais pela justiça de Nova York. Ronan foi um dos responsáveis por essa condenação, ao publicar uma das primeiras reportagens sobre a atividade predadora de Weinstein na revista The New Yorker, que, inclusive, lhe rendeu o prestigioso prêmio Pulitzer e o contrato para livros com o grupo Hachete. Dylan Farrow, que tem o apoio da mãe adotiva, Mia Farrow, e de Ronan, voltou a acusar Allen no final de 2017, aproveitando a repercussão da reportagem do irmão. No auge do #MeToo, suas denúncias conseguiram criar uma reação de repúdio generalizado contra o diretor, como se houvesse fato novo. Allen sempre negou tudo, retrucando que a denúncia é fruto exclusivo de lavagem cerebral promovida pela mãe da jovem, Mia Farrow. Outro de seus filhos, Moses Farrow, confirma a versão de Allen. Dez anos mais velho que Ronan, ele diz se lembrar melhor dos fatos que os irmãos, que eram crianças na época. Dylan, por exemplo, tinha apenas sete anos quando o suposto abuso aconteceu, e Moses, que virou terapeuta de famílias, lembra os fatos de forma muito diferente. Para ele, sua irmã mais nova jamais foi molestada pelo pai, mas isso não a impediu de ter sido uma vítima de abuso. Vítima de uma campanha de manipulação da mãe, Mia Farrow. O cineasta deve abordar essa polêmica em seu livro, intitulado “Apropos of Nothing” (a propósito de nada) e descrito como “um relato exaustivo da vida de Woody Allen, pessoal e profissional”. A publicação será lançada em abril nos EUA.
Petra Costa conta detalhes de seus encontros com astros de Hollywood nos bastidores do Oscar 2020
Petra Costa, diretora de “Democracia em Vertigem”, revelou o que conversou com os astros de Hollywood nos bastidores de sua participação no Oscar 2020. O documentário da cineasta brasileira, sobre a trajetória do impeachment de Dilma Rousseff, concorreu ao prêmio da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos EUA, levando-a a participar de vários eventos oficiais relacionados à premiação. No podcast Anticast, apresentado por Ivan Mizanzuk, ela relatou os bastidores de seus encontros com as estrelas do cinema americano, que chegou a destacar em suas redes sociais. “Com o Leonardo DiCaprio, tive o prazer de ser apresentada pra ele pela Sônia [Guajajara, líder indígena] e ele falou: ‘Nossa, já estou ajudando uma fundação a qual a Sonia é associada, então fico feliz de vê-la. Mas eu fui atacado pelo seu presidente’. E a Sônia falou: ‘Eu também’. E eu: ‘Eu também!’. Então, nós três tínhamos isso em comum”, contou Petra. DiCaprio disse para Petra que, inclusive, já tinha assistido a “Democracia em Vertigem. “Ele tinha visto o filme, falou que gostou muito do filme e que tinha achado superinteressante. Ficamos de conversar mais. Eles [Leo e Sonia] têm feito algumas ações juntos”. “Conversei também com [Robert] De Niro, que ajudou em todos os meus filmes por meio da fundação dele, a Tribeca. Ele foi muito simpático. O Tarantino foi superlegal. Contei um pouco do filme e ele prometeu que ia ver, foi muito simpático. E com o Brad Pitt falamos sobre o filme, ele falou muito de uma série [sobre o Brasil] que gosta muito, ‘Bandidos na TV'”, afirmou Petra, citando a atração da Netflix sobre a história do apresentador Wallace Souza. Ela também contou que, como qualquer pessoa normal, não resistiu e tietou alguns de seus ídolos, especialmente De Niro e Al Pacino. “Robert DeNiro eu apresentei pra minha mãe, e ela cantou uma música para ele. E o Al Pacino eu não aguentei e falei: ‘Você é o melhor da história. Você é o Deus e o Diabo do cinema’. Ele ficou todo tocado, chocado, não sei…”, riu a diretora. Durante a entrevista, ela adiantou que já está trabalhando num novo projeto cinematográfico. “Estou trabalhando, mas ainda não prefiro falar muito. É um projeto que continuo na investigação, que é na intersecção entre pessoal e político, mas em breve poderei falar mais.” Mas não deve ser um desdobramento de “Democracia em Vertigem”, apesar de achar que as sobras de material poderiam render outros filmes. “Daria muitos filmes”, disse, afirmando que quer partir para outros temas. “Foram três anos de imersão completa e total. Estou adorando pensar em outros temas. Eu tive um cansaço dessa temática. Mas teria outros filmes a se fazer. Há discussões interessantes com congressistas, aprofundando sobre o que deixa a democracia brasileira tão disfuncional. Todos os partidos concordam que o Brasil precisa de uma reforma política. Que nosso sistema eleitoral é impossível. Seria interessante que alguém explorasse”, avaliou.
Ator de Hawaii Five-0 entra na série New Amsterdam
O ator Daniel Dae Kim, das séries “Lost” e “Hawaii Five-0”, entrou no elenco de “New Amsterdam”, um dos maiores sucessos da rede americana NBC. Ele interpretará um novo médico na equipe do hospital comandado pelo Dr. Max Goodwin (Ryan Eggold), e fará sua estreia em 7 de abril. O papel, por enquanto, é recorrente. O Dr. Cassian Shin, interpretado por Kim, será um novo cirurgião de traumatismo craniano, que chega num momento de transição, após o Dr. Floyd Reynolds (Jocko Sims), chefe da cirurgia cardiovascular, revelar desejo de se mudar com sua noiva para São Francisco. Curiosamente, Kim é produtor executivo de uma série médica rival: “The Good Doctor”, da rede ABC, na qual também apareceu como médico recorrente – o Dr. Jackson Han. “New Amsterdam” foi renovada em janeiro para mais três temporadas adicionais, o que garante a produção da série até 2023. No Brasil, a série é disponibilizada pela plataforma Globoplay.
Rodrigo Santoro é flagrado filmando novo longa em São Paulo
O ator Rodrigo Santoro foi flagrado na região de Tatuapé, Zona Leste de São Paulo, filmando um novo longa, que seria uma produção da Netflix. A produção chamou atenção na segunda-feira (2/3), após uma rua (Rua Bento Gonçalves) ser interditada por horas para as filmagens. Vídeos da filmagem acabaram postados no Instagram do Viva Tatuapé, site dedicado ao bairro paulistano. Eles mostram Santoro barbado, com cabelo comprido e figurino despojado, dentro de um bar. Ainda sem título ou maiores detalhes revelados, o filme deve abordar a escravidão moderna e trará Santoro como vilão. Segundo alguns relatos, o ator teria se mudado provisoriamente para a região Leste paulistana com a família – a mulher Mel Fronckowiak e a filha Nina, de dois anos – , onde estariam desde janeiro para as filmagens. Ver essa foto no Instagram Muita gente perguntou e ainda está perguntando o que está acontecendo na Rua Bento conçalves que está cheia de caminhões e com uma parte interditada, cheia de cones desde cedo. Estão realizando uma gravação ( segundo as informações para uma nova Série do Netflix) e quem está por lá é o Ator Rodrigo Santoro mas nem pense em passar por lá porque a equipe não deixa se aproximar e com certeza vai atrapalhar o trabalho das gravações…valeu @tatthyp e @robertoarenacolombo #vivatatuape #tatuape #analiafranco Uma publicação compartilhada por Portal VivaTatuapé (@vivatatuape) em 2 de Mar, 2020 às 11:59 PST












