Anne Heche sofre acidente grave de carro em Los Angeles
A atriz Anne Heche foi hospitalizada na sexta (5/8), após colidir seu carro em uma residência de Los Angeles, incendiando a casa e o veículo. O Corpo de Bombeiros de Los Angeles confirmou em um relatório público que um carro dirigido por uma mulher avançou contra uma casa de dois andares no bairro de Mar Vista, em Los Angeles, causando “comprometimento estrutural e explodindo em fogo pesado”. A motorista foi resgatada do carro e levada para um hospital local em estado crítico, enquanto bombeiros trabalharam para apagar o fogo, que durou cerca de uma hora. A rede de notícias CNN confirmou que Heche estava atrás do volante. O Departamento de Polícia de Los Angeles disse ao canal americano que o carro saiu da estrada e atingiu a casa em alta velocidade, e que a motorista sofreu queimaduras. A atriz de 53 anos tem uma longa carreira em filmes e séries, iniciada nos anos 1980 na novela “Outro Mundo”. Ela estrelou filmes como “Donnie Brasco” (1997), “Eu Sei o que Vocês Fizeram no Verão Passado” (1997), o remake de “Psicose” (1998) e “Seis Dias, Sete Noites” (1998), no qual foi par romântico de Harrison Ford. Mas a partir daí sua carreira cinematográfica foi afetada, de forma preconceituosa, quando ela assumiu seu namoro com a Ellen DeGeneres. Anos depois, ela se revelou bissexual, ao se envolver com um assistente de câmera e, mais tarde, James Tupper, seu par romântico na série “Men in Trees”, com quem teve um filho. A série de 2006, por sinal, foi seu maior sucesso e antecipou um modelo de trama reprisado até hoje com sucesso, veja-se “Virgin River” na Netflx. Na TV, ela também fez “Hung”, “Dig”, “Aftermath”, “The Brave” e “Chicago PD”, entre muitas outras atrações.
Anitta é primeira brasileira a cantar no VMAs da MTV
A cantora Anitta foi confirmada nesta sexta (5/8) como uma das atrações do palco principal do Video Music Awards, a grande festa da MTV americana e maior evento de premiação de clipes do mundo. A cerimônia de entrega dos troféus de 2022 vai acontecer no dia 28 de agosto, em Nova Jersey, nos Estados Unidos. Com o convite para cantar no evento, Anitta virou a primeira artista brasileira a concorrer e também se apresentar na premiação. Na semana passada, ela já tinha comemorado o feito de ter se tornado a primeira artista brasileira indicada em categoria individual. Ela disputa o troféu de Melhor Clipe de Música Latina com o vídeo do hit “Envolver”. Antes dela, apenas Any Gabrielly representou o Brasil no prêmio, mas como integrante do grupo multinacional Now United na categoria de Melhor Banda, em 2020. Anitta também já tinha participado da edição 2021 do VMA. Só que sem concorrer a nada, numa ação patrocinada pelo Burger King e transmitida apenas no YouTube durante o intervalo da transmissão televisiva. A cantora comemorou mais este feito nas redes sociais, dizendo “Vamos nessa” em inglês. Let's goooooo https://t.co/WA8xheAGR5 — Anitta (@Anitta) August 5, 2022
Globo e SBT vão exibir programas de Jô Soares
As redes Globo e SBT decidiram alterar suas programações para homenagear Jô Soares, falecido na madrugada desta sexta (5/8) em São Paulo. A Globo exibirá um episódio do humorístico “Viva o Gordo” após o “Globo Repórter”, por volta das 23h45. O programa foi o primeiro liderado pelo humorista na emissora. Lançado em 1981, era exibido semanalmente às segundas-feiras e representou a culminação do trabalho de Jô, após participar de várias atrações clássicas, como “A Praça É Nossa” e “Família Trapo” na Record, e “Faça Humor, Não Faça a Guerra”, “Satiricon” e “Planeta dos Homens” na Globo. Cheio de esquetes com personagens inesquecíveis, bordões marcantes e muito deboche sobre a política e costumes do país, “Viva o Gordo” marcou época pelas criações de Jô Soares, como o Capitão Gay, o Reizinho, Gardelón e outros. A atração durou até 1987, quando o humorista mudou para o SBT por um cachê milionário e lançou o “Veja o Gordo” e seu primeiro programa de entrevistas, “Jô Soares Onze e Meia”. O SBT, por sinal, vai exibir uma edição histórica do talk show no lugar do “The Noite” que iria ao ar nesta sexta. O programa selecionado foi o que marcou a despedida de Jô do canal em dezembro de 1999, antes de sua volta à Globo, reunindo diante do entrevistador ninguém menos que Hebe Camargo, Gugu Liberato e Carlos Alberto de Nóbrega. Depois do programa “Operação Mesquita”, a madrugada do SBT terá mais edições do “Jô Soares Onze e Meia”, com participações de ícones como Ronald Golias, Zeca Pagodinho, Hebe Camargo e Dercy Gonçalves, entre outros. E na madrugada de domingo (7/8), a emissora também vai reprisar uma edição do “Viva o Gordo”. Já a Globo estenderá os tributos a vários programas, como “Conversa com Bial”, “É de Casa” e “Altas Horas”, com reprises de momentos e homenagens ao artista. Além disso, a sessão Supercine exibirá o filme “O Xangô de Baker Street” (2001), baseado num best-seller escrito por Jô, durante a madrugada deste sábado (6/8).
Anitta lança clipe patrocinado por perfume íntimo
Anitta lançou o clipe de “Gata”, o primeiro de três vídeos que vai liberar nas próximas semanas. Dirigido por Giovanni Bianco, com quem ela trabalhou nos icônicos “Bang” e “Girl From Rio”, entre outros, o clipe foi bancado pela Cimed, empresa que está lançando o Puzzy, o perfume íntimo da cantora no Brasil. Em maio, Anitta desabafou em uma live que enfrentava dificuldades para lançar novos clipes para o álbum “Versions Of Me”, já que a gravadora só queria apostar em viralizar no TikTok. “A gente só vai conseguir o fazer o primeiro clipe do álbum agora. Como não consegui aprovação, vou fazer com o dinheiro de patrocinadores”, contou na época. Após o projeto de “Tropa” para o game “Freefire”, “Gata” assume a nova fase patrocinada, em que, além de divulgar músicas, Anitta acumula função de garota-propaganda – durante o clipe, ela chega a borrifar o perfume da Cimed nas partes íntimas. O resultado é mais despojado que as grandes produções da cantora, embora inclua diferentes cenários, figurantes e coreografia. É que nada chama tanta atenção quanto as cenas em que ela aparece sozinha fazendo caras e bocas para a câmera. Além disso, o cantor Chencho Corleone, que dividiu os microfones com a cantora no estúdio, optou por não participar da propaganda e sua ausência tem impacto no vídeo – especialmente porque são dele os versos iniciais. Já a música, cantada em espanhol, destaca-se pela batida forte e envolvente. A faixa abre em ritmo de reggaeton suingante e termina num funk pesado. Os próximos clipes patrocinados de Anitta serão os de “Lobby”, com Missy Elliot, e “El Que Espera”, com Maluma, que ela vai lançar em seguida. Vale lembrar que Anitta deslanchou em meio a um projeto que envolvia lançamentos de um clipe novo a cada mês. Clipes fazem parte de sua identidade artística. Menos mal que ela encontrou uma forma de driblar as restrições financeiras, que ironicamente parecia não ter quando não era um fenômeno internacional.
Jennette McCurdy denuncia abusos nos bastidores de “iCarly”
Jennette McCurdy, estrela da versão original de “iCarly” e do derivado “Sam & Cat”, denunciou experiências abusivas que teria sofrido nos sets dos programas infantis da Nickelodeon. A atriz protagonizou as duas séries entre 2007 e 2014, e disse que até hoje fica com raiva de lembrar o que passou nas gravações. “Meu coração começa a bater rápido. Isso me deixa com raiva”, afirmou, em entrevista ao jornal The Washington Post para promover seu livro de memórias, “I’m Glad My Mother’s Dead” (Estou feliz que minha mãe morreu, em tradução literal). No livro, McCurdy detalha seu relacionamento tumultuado e abuso por sua mãe Debra, que foi sua agente até morrer em 2013. A pressão era tanta que a levou, anos depois, a desistir de atuar. Ela também escreve sobre alguém que chama de “o Criador” em relação ao seu tempo nos programas do Nick. Ela diz que ele era “malvado, controlador e aterrorizante” e propenso a fazer “homens e mulheres adultos chorarem com seus insultos e degradação”. Embora não identifique essa pessoa pelo nome, ela disse ao Post que era “importante falar sobre isso. Era tão comum, seu comportamento, e era tão aceito porque todo mundo estava com medo de perder o emprego. Não culpo nenhum deles. Entendo. Mas foi realmente lamentável tudo o que aconteceu em um ambiente infantil de séries de televisão. Realmente parece que não havia muita bússola moral lá.” McCurdy alega que o Criador cruzou limites ao fazer coisas como iniciar uma massagem não solicitada em seu ombro e tentar fazê-la beber álcool quando tinha 18 anos. Quando “Sam & Cat” terminou após apenas uma temporada em 2014, com audiência recorde, McCurdy mencionou um “presente de agradecimento” de US$ 300 mil da Nickelodeon para ela concordar em nunca falar publicamente sobre suas experiências no canal, especificamente em relação ao comportamento de “o Criador”. Ela recusou. “iCarly” e “Sam & Cat” foram criadas e produzidas por Dan Schneider. Em 2021, durante uma entrevista ao New York Times sobre o lançamento do reboot de “iCarly” – que não inclui McCurdy – na Paramount+, Schneider disse que nunca agiu de forma inadequada com colegas de trabalho. “Eu não poderia e não teria as amizades de longo prazo e a lealdade contínua de tantas pessoas respeitáveis se maltratasse meus atores de qualquer idade, especialmente menores”, disse ele ao jornal. O artigo mencionava uma investigação da controladora da Nickelodeon, ViacomCBS, após denúncia sobre o comportamento do produtor. A apuração indicou que Schneider era verbalmente abusivo em relação aos colegas de trabalho, mas não encontrou evidências de má conduta sexual. Ele não participa do reboot de “iCarly” e não trabalha mais com a Nickelodeon desde 2018, quando seu contrato terminou.
Chefão da Marvel presta solidariedade aos diretores de “Batgirl”
O chefão da Marvel, Kevin Feige, enviou uma mensagem de apoio e solidariedade aos diretores de “Batgirl”, Adil El Arbi e Bilall Fallah, após terem o filme engavetado pela Warner Bros. Discovery. El Arbi compartilhou a mensagem nos Stories de seu Instagram, agradecendo ao carinho. “Meus amigos, eu tive que entrar em contato e informar que estamos todos pensando em vocês dois”, escreveu Feige para Arbi e Fallah. “Por causa das notícias maravilhosas sobre o casamento (parabéns!) e as notícias decepcionantes sobre ‘Batgirl’. Muito orgulhoso de vocês e de todo o trabalho incrível que vocês fazem e particularmente ‘Ms. Marvel’, é claro! Mal posso esperar para ver o que vem a seguir para você. Espero vê-los em breve”, completou. “Obrigado irmão Kevin”, respondeu El Arbi. A relação deles com Feige foi estabelecida quando dirigiram dois episódios da série “Ms. Marvel” para a Disney+. Ambos os diretores estavam no Marrocos para o casamento de El Arbi quando souberam das más notícias sobre seu trabalho em “Batgirl”. Além de Feige, vários outros colegas se manifestaram e eles agradeceram as mensagens no Instagram. “Obrigado por todas as mensagens de apoio em todo o mundo”, escreveu El Arbi. “Um abraço aos diretores Edgar Wright e James Gunn, suas amáveis palavras e experiências significaram muito e nos ajudaram neste período difícil.”
Artistas celebram Jô Soares e seu impacto no Brasil
A morte de Jô Soares, na madrugada desta sexta-feira (5/7), fez o Brasil acordar mais triste e mobilizou as redes sociais. Vários amigos, colegas, jornalistas, celebridades, apresentadores, humoristas, cantores, ídolos nacionais e até políticos se manifestaram em homenagem ao artista genial. Foi uma das maiores manifestações coletivas de amor e tristeza no país desde que Twitter e Instagram começaram a publicar textos e imagens. “Eu tive a honra de conhecer e conviver com esse jornalista e humorista tão talentoso e querido por todos nós. Hoje o dia amanheceu sem graça”, escreveu Ana Maria Braga. Eu tive a honra de conhecer e conviver com esse jornalista e humorista tão talentoso e querido de todos nós. Hoje o dia amanheceu mais sem graça. Vá em paz meu amigo! #ripjôsoares #josoares pic.twitter.com/N7s31M6k3E — Ana Maria Braga (@ANAMARIABRAGA) August 5, 2022 “Jô era um grande amigo, inteligente, perspicaz, bem humorado e que adorava uma boa conversa. Acordo muito triste com a notícia de que essa grande estrela nos deixou. Apesar daquela famosa fala do filme, não, eu não sou Jô Soares. Mas como profundo admirador, eu adoraria ter sido”, disse Pelé, lembrando uma cena do filme “”Os Trombadinhas”. Jô era um grande amigo, inteligente, perspicaz, bem humorado e que adorava uma boa conversa. Acordo muito triste com a notícia de que essa grande estrela nos deixou. Apesar daquela famosa fala do filme, não, eu não sou Jô Soares. Mas como profundo admirador, eu adoraria ter sido. pic.twitter.com/A4Y8EoMATv — Pelé (@Pele) August 5, 2022 “Difícil de acreditar… Admirava demais o Jô. Ele fazia parte das nossas vidas… Seu talento atravessou gerações… Obrigada pelas risadas Jô… Descanse em paz”, manifestou-se Patricia Poeta. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Patrícia Poeta (@patriciapoeta) Tata Werneck, que seguiu os passos do mestre e lançou seu próprio talk show, publicou um vídeo com um trecho de sua participação no “Programa do Jô” e escreveu no Twitter: “Jô! Amado Jô! Tão importante pra gente! Que bom que consegui te dizer o quanto você é uma referência. Você mudou muitas vidas. Te amo”. Além disso, publicou uma declaração no Instagram: “Eu desmarquei 6 vezes a ida ao seu programa pq tinha pânico de ir e não ser bom. Porque “Ir ao Jô ” pra mim, era sentir que tinha dado certo. Aí você me ligou e disse ‘Você não gosta de mim? Por favor, venha. Quero te conhecer’. E você foi o que você é: um GÊNIO , generoso. Gentil. Engraçado. Brilhante. Jô o que eu quero ser hoje só existe pq eu vi você sendo. Eu te amo muito. Te agradeço”. Jô! Amado Jô! Tão importante pra gente! Que bom que consegui te dizer o quanto você é uma referência. Você mudou muitas vidas. Te amo — Tata werneck (@Tatawerneck) August 5, 2022 Ele era um líder pra gente https://t.co/hzUQ33CShi — Tata werneck (@Tatawerneck) August 5, 2022 Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Tata Werneck (@tatawerneck) Xuxa reuniu uma série de fotos de suas participações no Programa do Jô e disse ter tentado se despedir, sem saber que era uma despedida. “Esses dias, eu pensei muito em você… vi que seu celular não era o mesmo… mandei mensagem por direct (mas era uma página de fã). Acho que era meu anjo da guarda pedindo pra te dizer que eu adoro você, e que estava aqui se precisasse de algo… não consegui, mas agora fica uma saudade grande e a vontade enorme de um abraço que eu não te dei.” Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Xuxa Meneghel (@xuxameneghel) Fábio Porchat, que foi revelado no “Programa do Jô”, também prestou homenagens ao apresentador. “O Brasil sem Jô Soares é um Brasil em preto e branco. Sem alegria, sem força, sem bom humor… A comédia no país é uma antes e outra depois. Por tudo o que foi feito por Jô e por todos aqueles que ele lançou pro mundo por conta de sua generosidade. Obrigado por ter me dado a chance pra perceber que fazer rir é a melhor coisa do mundo. Mas hoje vai ser difícil… Um beijo do gordo”, finalizou. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Fabio Porchat (@fabioporchat) Bruno Mazzeo, filho de Chico Anysio, que conviveu com Jô desde criança, fez uma postagem emocionada. “Ah, meu amado Jô. Depois de me fazer rir desde que me entendo por gente, hoje me fez chorar logo ao acordar e receber a noticia de sua passagem. Fico aqui tentando buscar palavras para caprichar nesse textão, mas elas não chegam. Meus olhos se encharcam e eu nem enxergar consigo direito. Meu coração aperta e manda dizer que agradeço por todos os momentos que passamos juntos desde minha infância, por todo o carinho que sempre me foi dedicado, pelas tantas vezes em que me tratou como filho e, brincando, provocava meu pai dizendo que eu era mais fã seu do que dele. Essa primeira foto, comigo criança vestido de Carlos Suely ao lado seu icônico Capitão Gay no camarim do Teatro Fênix, ficou na parede do meu quarto por muitos anos. Olhando agora, é visível o afeto que transborda a cada foto, um sentimento mútuo que sempre tivemos prazer de nutrir um pelo outro. Como eu sempre te dizia, o filho do maior humorista do Brasil é completamente apaixonado pelo outro maior humorista do Brasil. Muito obrigado por tudo e por tanto. O Brasil agradece. Viva esse gênio da raça. Viva o Gordo!”, escreveu. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Bruno Mazzeo (@eumazzeo) A atriz Lilia Cabral disse que estava triste desde que o “Programa do Jô” acabou. “Como eu gostava do Jô! Sempre inteligente, divertido, inesperado e criativo. Eu fiquei triste quando o programa acabou, mas tinha certeza que iria continuar vendo o Jô de outras maneiras na TV. Isso não aconteceu, somente as referências e cada vez mais a certeza do grande artista que tivemos e sempre teremos. Minha alegria desde a infância, a minha alegria de tantos anos, com personagens inesquecíveis, seu talento absoluto, sua história emocionante. Acordei cedo, vou para SP, abro as notícias e vejo sua foto. Chorei, fiquei muito triste. Acho que ele sempre soube o quanto eu gostava dele, queria que soubesse mais. Obrigada querido por ser tão parceiro e querido em todas as entrevistas, obrigada pelo respeito e por me ensinar tanto”. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Lilia Cabral (@lilia_cabral) Serginho Groisman lembrou as décadas em que conviveram. “Fomos vizinhos no SBT e Globo por mais de 20 anos. Tive o privilégio de conviver com Jô um ser humano único dedicado à arte e sempre atento aos que o rodeavam. O céu tem agora mais humor. E nós saudades. Descansa amigo.” Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Serginho Groisman (@serginhogroisman) A cantora Sandy também celebrou o humorista. “Existem pessoas que são inesquecíveis, e, por isso, imortais. Tô impactada aqui com essa partida tão precoce…”, escreveu. “Jô fez parte da vida de todos os brasileiros. E parte muito importante da minha vida artística também. Tenho lembranças incríveis de muitos momentos com ele, como esse aqui, aos 7 meses de gravidez. Obrigada, Jô, pela sua presença linda nesse mundo, pela arte, pelo amor, pelo humor, diversão, cultura e por tudo que você construiu e deixou aqui. Paz pra vc, amor pra todos os familiares e amigos que ficam”. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Sandy (@sandyoficial) Monica Iozzi destacou a importância de Jô em sua vida: “Acredito que a maioria das pessoas que me acompanham não fazem ideia da sua importância em minha vida. Nos próximos dias vou tentar compartilhar minha história com você por aqui. Pra te homenagear. Pra mostrar pras pessoas que, além de uma artista genial, você também era uma cara excepcional, doce, carinhoso. Como sentirei sua falta! Sentirei falta dos conselhos, das risadas, dos abraços, dos papos sobre política, sobre a história da TV, sobre a vida. Te amo, gordoto! Pra sempre”. Ela incluiu um vídeo de sua entrevista no “Programa do Jô”, dizendo que teve “a honra de ser a sua penúltima convidada”. “Me lembro que após o fim da gravação, já na sua sala, você me abraçou forte e disse: “Precisava me fazer passar essa vergonha, menina zóiuda? A sua sorte é que eu te amo.” Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Monica Iozzi (@monica.iozzi) Vizinha de Jô, Adriana Galisteu também lamentou a perda: “Meu Deus o mundo sem você… Meu amado amigo, diretor, conselheiro, vizinho que tristeza… Você sempre foi cercado de amor e sempre será assim! Vou seguir te aplaudindo e através de suas obras aprendendo com você! Obrigada por tantas risadas, tantas conversas por todos os ensinamentos.” Meu amado amigo, diretor, conselheiro e vizinho, que tristeza… Você sempre foi cercado de amor e sempre será assim! Vou seguir te aplaudindo e através das suas obras, aprendendo com você. Obrigada por tantas risadas, tantas conversas e por todos ensinamentos, te amo eternamente pic.twitter.com/HD37UunVNs — Adriane Galisteu (@GalisteuOficial) August 5, 2022 Tadeu Schmidt encontrou palavras para descrever o que muitos famosos sentiram ao conhecer Jô. “Quantas vezes eu não ensaiei, sozinho, o que eu ia dizer quando fosse entrevistado pelo Jô… Sentar naquele sofá e conversar com aquele monstro sagrado era sonho obrigatório de todo mundo que buscava sucesso na carreira! Era ali que rolavam as entrevistas antológicas, aquelas que a gente comentaria por anos: ‘lembra quando Fulano foi ao Jô e disse que…'”, apontou. “Cresci dando risada com esse gênio fazendo graça na TV com seus programas de humor. Quantas vezes repeti seus bordões… Bom, e quando finalmente chegou a hora de falar com o Jô, foi diferente de tudo que eu pudesse ter ensaiado por tantos anos. Foi uma farra só! Foi risada do começo ao fim! Foi surpreendente e sensacional! Mas uma coisa foi exatamente como imaginei: foi inesquecível”. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Tadeu Schmidt (@tadeuschmidt) Toquinho relembrou momentos com o apresentador. “Jô Soares, meu querido amigo, o Brasil chora sua falta. Morre muito de nós quando um amigo se vai. Conheci Jô quando ele trabalhava na produção do mítico Silveira Sampaio. Eu com 16 pra 17 anos e ele em torno de 24. Andei muito na garupa de sua Harley branca. Ele amava história em quadrinhos. Fiz um curso com ele. Muitas andanças, muitas histórias. Adeus, Jô. Fica em paz, meu amigo.” Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Toquinho (@toquinho) A cantora Zélia Duncan, que hoje está em um relacionamento com Flavia Pedras, ex-mulher de Jô, lamentou: “O Brasil perdeu hoje um artista único, um comediante que amava seu ofício acima de tudo, um ator fora de série. Um entrevistador brilhante. Um cidadão que amava seu país e seus amigos. Jô Soares, obrigada por tanto!” O Brasil perdeu hoje um artista único, um comediante que amava seu ofício acima de tudo, um ator fora de série. Um entrevistador brilhante. Um cidadão que amava seu país e seus amigos. Jô Soares, obrigada por tanto!🥲💔 — Zélia Duncan 🏳️🌈 (@zeliaduncan) August 5, 2022 A ex-presidente Dilma Rousseff lembrou com carinho do apoio que recebeu de Jô na véspera do Impeachment, quando o humorista foi o único a abrir espaço para sua defesa na Globo. “Lamento profundamente sua morte. O Brasil perde um grande artista e eu, atrevo-me a dizer, perdi um amigo. Meus sentimentos aos familiares, admiradores e fãs deste artista brasileiro de rara sensibilidade”, ela escreveu. “Quando eu estava sob intenso ataque da mídia e dos adversários políticos, pouco antes do processo de impeachment, em abril de 2016, ele abriu seu programa para me entrevistar. Foi uma conversa respeitosa e muito importante. Jô foi a única voz dentro da Globo disposta a me ouvir naquele momento. E disso eu não me esqueço. Ele foi um democrata e era um artista de princípios”, completou. É com tristeza que recebo a notícia da passagem de Jô Soares. Escritor notável, humorista brilhante e um entrevistador...
Jô Soares morre em São Paulo aos 84 anos
O ator, humorista, escritor e diretor Jô Soares morreu na madrugada desta sexta-feira (5/8), aos 84 anos. A notícia foi dada por sua ex-esposa, Flavia Pedras, no Instagram. “Aqueles que através dos seus mais de 60 anos de carreira tenham se divertido com seus personagens, repetido seus bordões, sorrido com a inteligência afiada desse vocacionado comediante, celebrem, façam um brinde à sua vida. A vida de um cara apaixonado pelo país aonde nasceu e escolheu viver, para tentar transformar, através do riso, num lugar melhor”, ela escreveu, ao comunicar o falecimento. A causa da morte não foi divulgada, mas Jô estava internado no Hospital Sírio Libanês, em São Paulo, desde o fim do mês passado, revelou sua assessoria. José Eugênio Soares nasceu em 1 de janeiro de 1938 no Rio de Janeiro. Queria ser diplomata, mas o senso de humor e a criatividade o levaram para outra direção. Em 1954, iniciou sua carreira nas telas com a chanchada “Rei do Movimento”, primeiro de quatro filmes estrelados por Ankito de que participou. Também trabalhou com Oscarito na famosa comédia “O Homem do Sputnik” (1959), de Carlos Manga, além de Ronald Golias em “Tudo Legal” (1960), de Victor Lima. Paralelamente, Jô começou a aparecer numa esquete semanal do humorístico “A Praça É Nossa”. E depois de dez anos sentando ao lado de Manuel de Nóbrega, voltou a contracenar com Golias na revolucionária sitcom “Família Trapo”, que em 1967 já fazia o que “Sai de Baixo” repetiria décadas mais tarde. O sucesso do programa da Record e sua transformação em protagonista, no clássico do cinema marginal “A Mulher de Todos” (1969), de Rogério Sganzerla, chamou a atenção da Globo. E em 1970, a emissora fisgou Jô para o lançamento de “Faça Humor, Não Faça a Guerra”, a primeira produção moderna de humor do canal carioca – na verdade, bastante avançada para a época – , que ainda contava com o talento de Renato Côrte Real. Jô voltou a dividir a tela com outros humoristas famosos em “Satiricom” (lançado em 1973) e no popular “Planeta dos Homens” (de 1976), onde escreveu roteiros e apresentou personagens que marcaram época. No mesmo ano, assinou seu único filme como diretor, “O Pai do Povo” (1976), que também escreveu e estrelou como o último homem fértil da Terra, convocado a dar continuidade à espécie humana. A versatilidade o levou a conquistar seu primeiro programa “solo”: “Viva o Gordo”, em 1981. Mas com a audiência nas alturas, decidiu trocar a Globo pelo SBT, onde lançou uma versão extremamente parecida, chamada “Veja o Gordo”, em 1988. Essa encarnação não teve vida longa, mas o interesse de Jô ao fazer a mudança de canal era outro. Ele conseguiu de Sílvio Santos a promessa de comandar um programa noturno de entrevistas, que estreou no mesmo ano do humorístico. “Jô Soares Onze e Meia” acabou virando o primeiro talk show da TV brasileira, abrindo caminho para outros humoristas seguirem sua deixa. Realizado como entrevistador, Jô nunca mais quis encabeçar programas de humor. Mas não largou completamente a atuação, fazendo pequenas e pontuais participações em filmes como “Cidade Oculta” (1986), de Chico Botelho, “Sábado” (1995), de Ugo Giorgetti, “O Xangô de Baker Street” (2001), de Miguel Faria Jr., e “Giovanni Improtta” (2013), de José Wilker. “O Xangô de Baker Street”, por sinal, foi uma adaptação de um best-seller escrito pelo próprio Jô, que imaginava a vinda de Sherlock Holmes ao Brasil colonial para investigar um caso na corte de D. Pedro II. Virou um enorme sucesso de bilheteria. Ele acabou voltando para a Globo no ano 2000, 12 anos depois de largar “Viva o Gordo”, para continuar a fazer entrevistas e alegrar as noites da TV brasileira com “O Programa do Jô”, que conduziu até se aposentar das telas em 2016.
Estreias: “Sandman”, “Verônica” e as principais séries pra ver em streaming
A aguardada estreia de “Sandman”, adaptação de quadrinhos que fãs esperam ver desde os anos 1980, e duas produções nacionais, “Boa Noite, Verônica 2” e “Rensga Hits!”, são as séries que tendem a mobilizar maiores atenções neste fim de semana. Mas os destaques da programação do streaming ainda incluem animações para adultos e documentários sobre festivais de rock, entre outras opções. Confira abaixo as sugestões para maratonar. | SANDMAN | NETFLIX A adaptação dos famosos quadrinhos criados por Neil Gaiman nos anos 1980 foi um sonho alimentado pelos fãs durante anos. E agora o Sonho ganha carne, osso e interpretação de Tom Sturridge (“Longe Deste Insensato Mundo”). Com episódios baseados nos dois primeiros volumes da coleção em sua 1ª temporada, “Sandman” impressiona por sua capacidade de ser visualmente fiel aos quadrinhos, apesar dos contrastes na apresentação dos personagens, muitos deles escalados com intérpretes de raças e sexos diferentes das páginas originais – incluindo o Lúcifer vivido por Gwendoline Christie (a Brienne de “Game of Thrones”), a Morte interpreta por Kirby Howell-Baptiste (“The Good Place”) e Lucienne (antigamente conhecida como o assistente Lucien) em interpretação de Vivienne Acheampong (“The One”). A história também foi transposta para os dias atuais – em vez dos anos 1980 – , embora comece nos primeiros anos do século 20, quando o eterno conhecido como Sonho é preso pelo ritual de um mago. Ao se libertar após várias décadas, ele dá início a uma jornada para retomar o domínio do reino dos sonhos. Para isso, precisa recuperar três ferramentas que lhe foram roubadas – uma algibeira cheia de areia, um rubi e um elmo – , numa busca que o leva até o inferno. A narrativa é tão rica e ampla que os primeiros episódios parecem filmes diferentes entre si. Com uma mitologia complexa, que inclui a concepção dos irmãos do Sonho – eternos que representam Morte, Destino, Delírio, Desejo, Destruição e Desespero (em inglês, todos os nomes começam com a letra D) – a trama de “Sandman” capturou a imaginação de uma geração e ajudou a lançar o conceito de quadrinhos adultos numa época em que quadrinhos eram sinônimo de super-heróis. A ironia é que a situação não é muito diferente agora, com o lançamento da série num mercado cada vez mais dominado por adaptações de super-heróis. | BOM DIA, VERÔNICA 2 | NETFLIX A 2ª temporada da atração da Netflix troca o tema da violência doméstica, que marcou os episódios iniciais, pela violência sexual, aprofundando o abuso psicológico de homens dominadores. O ponto de partida é uma narrativa que lembra os crimes denunciados contra João de Deus, que já foi um dos médiuns mais famosos do Brasil, antes de ser condenado à prisão. O vilão interpretado por Reynaldo Gianecchini abusa sexualmente de mulheres ao prometer a elas a cura para diferentes mazelas. Dentro de casa, ele também assedia sexualmente a própria filha, vivida por Klara Castanho. Quando a atriz revelou em junho ter sido vítima de um estupro, depois de sofrer exposição de uma gravidez, houve muita preocupação com sua participação na trama. Mas as cenas de assédio à sua personagem não incluem agressões. Os novos episódios também revelam que o personagem de Gianecchini é quem está por trás da perigosa organização criminosa da série, responsável por infiltrar aliados em cargos importantes na polícia e no judiciário. Na trama, a Verônica vivida por Tainá Müller tentará tornar públicos os crimes do vilão e da organização criminosa que ele comanda. Produção da Zola Filmes, a série é baseada no romance policial de mesmo nome de Ilana Casoy e Raphael Montes (autores de “A Menina que Matou os Pais”), lançado originalmente sob o pseudônimo de Andrea Killmore. Os dois também escrevem e produzem a atração, concebida pelo próprio Raphael Montes. | RENSGA HITS | GLOBOPLAY Depois do recorde de audiência em sua “première” na Globo, os primeiros quatro episódios chegam ao streaming. Com clima de novela das sete, a atração escrita por Renata Corrêa (“Silêncio da Chuva”) aborda o universo das mulheres da música sertaneja. A trama acompanha Raíssa (Alice Wegmann, de “Onde Nascem os Fortes”), uma jovem do interior que viaja para a cidade grande com o intuito de se tornar cantora. Ela começa a fazer pequenas apresentações em um restaurante, mas logo descobre que uma de suas composições foi roubada e gravada por outra cantora, Gláucia (Lorena Comparato, de “Impuros”), o que inicia uma rivalidade entre as duas. A produção também destaca em seu elenco Deborah Secco (“Salve-se Quem Puder”), Stella Miranda (“Carnaval”), Guida Vianna (“Valentins”), Jeniffer Dias (“Amor de Mãe”), Sidney Santiago (“Segunda Chamada”), Maurício Destri (visto num clipe recente de Manu Gavassi), Alejandro Claveaux (“Coisa Mais Linda”) e ainda marca a volta de Lúcia Veríssimo às telas, oito anos após “Amor à Vida” (2013). Além disso, há participações da apresentadora Rafa Kalimann e da cantora Naiara Azevedo. | CANDY | STAR+ A minissérie de “true crime” estrelada por Jessica Biel (“The Sinner”) conta a história verídica da dona de casa crente Candy Montgomery, que chocou os EUA em 1980 ao assassinar à machadadas sua vizinha e amiga de igreja Betty Gore. Criada por Robin Veith e Nick Antosca, que trabalharam juntos na premiada minissérie de “true crime” “The Act”, a trama acompanha o julgamento da personagem do título e flashbacks de seu relacionamento com Gore, interpretada por Melanie Lynskey (“Yellowjackets”), enquanto revela o que motivou crime tão bárbaro. | NINGUÉM MANDOU SE METER COM A GENTE | NETFLIX A série teen britânica gira em torno de um trio de cheerleaders em uma escola particular chique, que resolve reviver o clube anti-bullying de seus ex-colegas de classe para combater as injustiças e expor os valentões de sua escola. A produção é derivada de “Get Even”, também disponível na Netflix, apresentando uma história independente com novos personagens, mas com a mesma premissa da atração original de 2020. Ambas foram criadas por Holly Phillips (“Nearly Famous”) e são inspiradas nos livros da franquia “Don’t Get Mad”, de Gretchen McNeil. | PUSHING DAISIES | HBO MAX Pela primeira vez em streaming, a série vencedora de sete Emmys traz sua história completa (22 episódios de duas temporadas) para encantar quem nunca a viu e matar as saudades de quem amou sua narrativa peculiar. Apresentada como um “conto de fadas forense”, com um visual colorido, único e deslumbrante entre 2007 e 2009, “Pushing Daisies” girava em torno do dom especial de Ned (Lee Pace, de “Guardiões da Galáxia”), um confeiteiro que descobre ser capaz de trazer mortos de volta à vida com um simples toque. Porém, ele logo descobre que há consequências para o uso desse dom excepcional. Se ele tocar a pessoa que reviveu pela segunda vez, essa pessoa morre instantaneamente e não pode mais ser ressuscitada. Além disso, se ele deixar um morto reviver por mais de 60 segundos, outra pessoa nas proximidades acaba morrendo em seguida em seu lugar. Com a ajuda de um detetive particular (Chi McBride, de “Havaí Cinco-0”), ele passa a capitalizar esse dom revivendo mortos por alguns segundos para desvendar assassinatos. Até que descobre que Charlotte “Chuck” Charles (Anna Friel, de “Marcella”), a paixão da sua infância, morreu de repente. Ao sucumbir ao impulso de ressuscitá-la, Ned dá início a mais platônica das relações televisivas, pois tocá-la novamente seria fatal. Para piorar, ela se torna sua companheira inseparável, querendo ajudar a desvendar crimes, enquanto se esconde de suas tias, que poderiam morrer de susto ao descobrir que ela foi ressuscitada. Além desses personagens, ainda há outros coadjuvantes esquisitos e maravilhosos, como a garçonete Olive Snook, vivida por Kristin Chenoweth, vencedora do Emmy pelo papel. A repercussão crítica da atração consagrou o showrunner Bryan Fuller, que se tornou um dos roteiristas-produtores mais requisitados da TV americana, vindo a criar posteriormente “Hannibal”, “Star Trek: Discovery” e “Deuses Americanos” (American Gods). Mas muito do tom de “Pushing Daisies” se deve à direção de Barry Sonnenfeld, que comandou os episódios inaugurais com a excentricidade lúdica de seus dois filmes de “A Família Addams”. | HARVEY BIRDMAN: ATTORNEY AT LAW | HBO MAX Bem antes da Mulher-Hulk, outro super-herói marcou época como advogado na televisão. Lançado no ano 2000, “Harvey, o Advogado” (Harvey Birdman: Attorney at Law) se tornou um dos desenhos mais cultuados do Adult Swim por resgatar, em tom de paródia, o protagonista da série animada “Homem-Pássaro”, criada em 1967 por Alex Toth (criador também de “Space Ghost” e “Os Herculóides”). Na atração, o super-herói retorna como um advogado sério em histórias nonsense, defendendo clientes sem tirar a máscara e as asas nas sessões formais de julgamentos. Mas o que mais chama atenção é ver personagens do estúdio Hannah-Barbera, como Peter Potamos, Capitão Caverna, Salsicha e Scooby-Doo, Manda-Chuva, Fred Flintstone, Catatau e o Dr. Benton Quest (o pai de Jonny Quest) como clientes, enquanto Harvey enfrenta os vilões de seus desenhos clássicos como advogados rivais nos tribunais. As quatro temporadas (todas disponíveis) de “Harvey, o Advogado” também destacaram a coadjuvante Birdgirl, personagem obscura (vista num único episódio) do desenho de 1967, que recentemente ganhou série própria, com duas temporadas já lançadas na HBO Max. | BOB’S BURGUER 12 & THE GREAT NORTH 2 | STAR+ Duas vezes vencedora do Emmy de Melhor Série Animada, “Bob’s Burgers” é exibida desde 2011 e acompanha Bob Belcher, sua esposa e três filhos na missão de manter um restaurante e os membros da família unidos. Entre as histórias da 12ª temporada, os fãs da série vão se deparar com uma epidemia em particular, um novo emprego temporário para Bob, que vai dar a eles muita diversão e problemas às crianças, uma visita estranha ao aeroporto e uma mentira que persegue Bob e Linda após muitos anos. Da mesma equipe de “Bob’s Burgers”, também chega a 2ª temporada de “The Great North”. A série acompanha as aventuras dos Tobin, uma família formada por um pai solteiro e quatro filhos que levam uma vida “comum” no distante e gélido Alasca. A atração é uma criação das irmãs Wendy Molyneux e Lizzie Molyneux-Logelin, que se destacaram escrevendo episódios de “Bob’s Burgers”. Elas também atuam como showrunners da atração, que ainda conta, entre seus produtores, com Loren Bouchard, o criador de “Bob’s Burgers”. | ROCK IN RIO: A HISTÓRIA | GLOBOPLAY A série documental conta a história do festival, que já foi muito importante para a cultura jovem, trazendo artistas que nunca tinham vindo antes ao Brasil numa celebração histórica. Com capítulos divididos por edição do evento, o primeiro é disparado o melhor pela importância representada de seu lançamento em 1985, em meio ao processo de abertura política do Brasil e ao surgimento da melhor geração do rock brasileiro. Da noite de metal com Iron Maiden e Ozzy Osbourne ao new wave de B-52’s e Go-Go’s, passando pelo megashow do Queen, foi um retrato marcante de sua época, até hoje lembrado pelas imagens de Freddie Mercury comandando um coro de centenas de milhares em “Love of My Live” e de Cazuza cantando “pro dia nascer feliz” – que virou um hino das Diretas Já. Seu renascimento em 1991 trouxe Guns ‘N Roses e Faith No More, mas também iniciou seu afastamento do rock, abrindo espaço para o pop excepcional de Prince e George Michael, além de ampliar a inclusão de ritmos brasileiros. A partir dos anos 2000, o Rock in Rio se agigantou ainda mais, virou franquia e foi para Lisboa, virando basicamente um parque temático, em vez de evento musical. Longe da inovação da estreia, passou a montar escalações repetitivas, tornando-se um festival de nostalgia. Uma experiência altamente previsível de velhos artistas conhecidos – Iron Maiden vem pela quinta vez em 2022! – , que só deu o que falar nos últimos tempos por demorar a abrir seu palco para o funk brasileiro. | DESASTRE TOTAL: WOODSTOCK 99 | NETFLIX O Festival de Woodstock entrou para História como ponto alto da era hippie, mas seus organizadores perderam uma fortuna...
Estreias: “Predador”, “Lightyear” e os melhores filmes pra ver em casa
As plataformas de streaming disputam a atenção do público com títulos inéditos no cinema e a estreia de “Lightyear”. Por coincidência, a produção da Pixar chega junto do lançamento da nova animação do ex-chefe do estúdio, “Luck”. Mas o lançamento mais surpreendente é uma produção live-action: “Predador: A Caçada”, quinto filme da franquia sci-fi dos anos 1980. Feito para o streaming, é melhor que todos os filmes recentes do monstro alienígena exibidos no cinema e talvez supere até o original, estrelado por Schwarzenegger. Disparada, a maior surpresa da semana. A programação ainda traz a reconstituição dramática do resgate de 12 crianças isoladas numa caverna submersa da Tailândia, que foi notícia em todo o mundo em 2018, além de produções nacionais, ação chinesa e títulos cinéfilos. Confira abaixo as dicas dos 10 principais lançamentos para ver em casa. | O PREDADOR: A CAÇADA | STAR+ O quinto filme da franquia sci-fi “Predador” foi produzido para lançamento exclusivo em streaming, mas é provavelmente o melhor de toda a franquia. Sua abordagem é completamente diferente das anteriores, apresentando um combate entre o caçador alienígena e uma tribo Comanche. A trama se passa 300 anos atrás e destaca uma protagonista feminina, uma guerreira menosprezada por sua tribo por ser mulher, mas que enfrenta ursos e se descreve como especialista em sobrevivência. A personagem tem o melhor desenvolvimento de todos os que já enfrentaram o Predador. A interpretação de Amber Midthunder (a Rosa de “Roswell, New Mexico”) também se destaca no elenco composto apenas por atores nativo-americanos e das nações originárias. A escalação faz da sci-fi um trabalho mais representativo que muitos westerns convencionais. O roteiro foi escrito por Patrick Aison, mais conhecido por séries de ação e espionagem (como “Jack Ryan” e “Treadstone”), e a produção foi rodado totalmente sem alarde em Calgari, no Canadá, com direção de Dan Trachtenberg. “O Predador: A Caçada” é apenas o segundo longa de Trachtenberg, que deu uma sumida após estrear com a ótima sci-fi “Rua Cloverfield, 10” há seis anos. Desde então, ele filmou quatro episódios de séries – “Black Mirror”, “The Boys” e os pilotos da já cancelada “The Lost Symbol” e da vindoura “Waterworld” (baseada no filme homônimo). Mas seu talento foi novamente confirmado com a nova produção, que atingiu mais de 90% de aprovação no Rotten Tomatoes. | LIGHTYEAR | DISNEY+ Em seu filme solo, o famoso personagem de “Toy Story” não é um brinquedo, mas um astronauta de verdade. Na trama, ele embarca numa aventura sci-fi legítima – e bem convencional – com direito a viagem no espaço e no tempo, ao “infinito e além”, que mostra a origem de seu conflito com o vilão Zurg e principalmente o primeiro beijo lésbico da história da Disney – que ocasionou o banimento do filme em países conservadores. Para diferenciar a produção dos filmes de “Toy Story”, o personagem mudou de design e até de voz. Dublador oficial de Buzz Lightyear na franquia dos brinquedos, Tim Allen deu lugar a Chris Evans, o Capitão América do MCU (Universo Cinematográfico da Marvel). No Brasil, também houve mudança, com o apresentador Marcos Mion assumindo a dublagem de Guilherme Briggs. A direção é de Angus MacLane, animador da Pixar que co-dirigiu “Procurando Dory” e também já trabalhou com “Toy Story” – assinou dois curtas da franquia e animou “Toy Story 3”. Apesar de competente e muito bem feito em sua proposta de aventura, o filme não teve um desempenho comercial comparável às produções de “Toy Story”. Muitos acreditam que o público ficou esperando o lançamento na Disney+, após a empresa acostumar seus assinantes com títulos exclusivos da Pixar em streaming durante a pandemia. Pois bem, aí está. | LUCK | APPLE TV+ Depois de guiar a Pixar e a Disney às alturas, e ser dispensado por mau comportamento – e supostamente traumatizar as fadinhas do estúdio – o produtor John Lasseter, criador de “Toy Story”, “Carros” e midas da animação, tenta a volta por cima com o primeiro lançamento de sua nova fase, à frente da recém-criada divisão de animação do estúdio Skydance. Mas sua primeira produção desde “Os Incríveis 2” e “WiFi Ralph: Quebrando a Internet” (ambos de 2018) foi considerada medíocre pela crítica – 50% de aprovação no Rotten Tomatoes. A combinação de traços da originalidade das obras de Pixar com bichinhos falantes de toda produção Disney tradicional não deu a liga desejada. A trama segue uma mulher chamada Sam Greenfield, a pessoa mais azarada do mundo, que sem querer descobre a desconhecida “Terra da Sorte”, embarcando em uma jornada para conseguir um pouco de sorte. Só que humanos não são bem-vindos no lugar, o que a leva a juntar forças com algumas criaturas mágicas para realizar seu plano, entre elas Bob, um gato preto sortudo, que na dublagem nacional ganhou a voz do humorista Gregório Duvivier (do Porta dos Fundos). Já os dubladores originais são Eva Noblezada (“Rosa Amarela”) como Sam, Jane Fonda (“Grace & Frankie”) como um dragão, Flula Borg (“O Esquadrão Suicida”) como um unicórnio chamado Jeff, Whoopie Goldberg (“Star Trek: Picard”) como Capitão, Lil Rel Howery (“Free Guy”) como Marv e Simon Pegg (“Missão Impossível: Efeito Fallout”) como o gato Bob. A direção é de Peggy Holmes, conhecida por “Tinker Bell: O Segredo das Fadas”, um dos filmes de fadinhas que o produtor tanto gostava. | TREZE VIDAS – O RESGATE | PRIME VIDEO O drama conta a história real do salvamento de 12 jovens jogadores de futebol tailandeses e seu treinador de uma caverna inundada. O incidente aconteceu em 2018 e chamou atenção do planeta inteiro, atraindo mais de 10 mil voluntários, que se uniram a um grupo internacional de especialistas para organizar e executar um dos resgates mais ousados e perigosos de todos os tempos. A trama se concentra na equipe de mergulhadores, os mais habilidosos e experientes do mundo, que foram capazes de navegar pelo labirinto de túneis de cavernas estreitos e inundadas para encontrar os jovens, sem saber se eles tinham sobrevivido à enchente nem quanto tempo tinham de vida. O roteiro é de William Nicholson (indicado ao Oscar por “Gladiador”), a direção de Ron Howard (“Han Solo: Uma História Star Wars”) e o elenco destaca Viggo Mortensen (“Green Book”), Colin Farrell (“Batman”), Joel Edgerton (“Obi-Wan Kenobi”), Tom Bateman (“Morte no Nilo”) e Josh Helman (“Mad Max: Estrada da Fúria”). | NA PRAIA DE CHESIL | PARAMOUNT+ O romance de época estrelado por Saoirse Ronan (“Lady Bird”) em 2017 nunca foi exibido nos cinemas brasileiros, apesar de sua passagem elogiada por festivais. Adaptação do best-seller “Na Praia”, de Ian McEwan, foi a segunda vez que Saoirse filmou um drama baseado na obra do escritor. A anterior foi “Desejo e Reparação” (2007), que rendeu sua primeira indicação ao Oscar, como Atriz Coadjuvante aos 13 anos de idade. A história se passa em 1962 e acompanha Florence (Ronan), uma jovem e talentosa violinista, que sonha com uma carreira profissional e uma vida perfeita ao lado de Edward (Billy Howle, de “Dunkirk”), um jovem estudante de História. Os dois formam um casal lindo, que tiveram um cortejo tradicional e chegam ao casamento virgens. Mas as núpcias não acontecem como um deles esperava, já que a polidez aristocrática de Florence era na verdade um escudo contra sua profunda aversão ao sexo heterossexual convencional. Ela faz uma proposta. Só que ele é um homem de seu tempo. Daquele tempo. E chegado a explosões de fúria. Dirigido por Dominic Cooke (minissérie “The Hollow Crown”), o filme ainda inclui no elenco Anne-Marie Duff (“As Sufragistas”), Adrian Scarborough (série “Crashing”), Emily Watson (“Cavalo de Guerra”) e Samuel West (“O Destino de uma Nação”). | BALAS VOANDO | VOD* Também inédito nos cinemas brasileiros, o estilizado thriller chinês de 2012 combina uma encenação de época com muita ação, efeitos, investigação criminal e um mistério supostamente sobrenatural, em torno de uma “bala fantasma”. A trama se passa na Xangai dos anos 1930, em meio a uma série de assassinatos misteriosos numa fábrica de munição. Com um detalhe: todas as vítimas são mortas com balas que desaparecem. Song Donglu (Ching Wan Lau, de “Legião de Heróis”), um detective meticuloso, e seu parceiro Guo Zhui (Nicholas Tse, de “Vírus Letal”), o atirador mais rápido na cidade, iniciam uma investigação sobre os casos misteriosos. O visual caprichado evoca grandes produções de Hollywood, especialmente os filmes de “Sherlock Holmes” de Guy Ritchie, onde o detetive cerebral descarta a explicação sobrenatural para encontrar a base científica por trás de uma suposta maldição do além. Dirigido por Law Chi-Leung (“Prazer de Matar”), o filme foi indicado em 12 categorias da principal premiação de cinema de Hong Kong e fez sucesso suficiente na China para ganhar uma sequência em 2015. | EDUARDO E MONICA | GLOBOPLAY Depois de passar pelo VOD, o casal que ficou conhecido pela música cantada por Renato Russo em 1986 chega ao streaming por assinatura. Na trama, Gabriel Leone (“Dom”) e Alice Braga (“A Rainha do Sul”) vivem um casal tão diferente que jamais poderia dar certo. Ao mesmo tempo em que romantiza as diferenças entre eles, o filme também mostra que a realidade é dura para os românticos incorrigíveis. Premiado como Melhor Filme Internacional no Festival de Edmonton, no Canadá, o romance moderno tem direção de René Sampaio, que já tinha levado outra música da Legião Urbana para o cinema, “Faroeste Caboclo” (2013). Por sinal, o elenco coadjuvante inclui um integrante da adaptação anterior, Fabricio Boliveira – além de Victor Lamoglia (“Socorro! Virei uma Garota”), Otávio Augusto (“Hebe”), Bruna Spinola (“Impuros”) e Ivan Mendes (“Me Chama de Bruna”). | CARRO REI | CLARO TV+, VIVO PLAY, VOD* Vencedor do último festival de Gramado, o filme de Renata Pinheiro combina fantasia e realismo para contar a história de Uno (o novato Luciano Pedro Jr), que tem esse nome em referência ao carro em que nasceu, a caminho da maternidade. O automóvel é considerado como um melhor amigo pelo jovem, e quando uma nova lei proíbe a circulação de carros antigos, Uno busca uma solução com seu tio, um mecânico com ideias mirabolantes, vivido por Matheus Nachtergaele (“Trinta”). Juntos, os dois transformam o antigo automóvel num carro novo, o Carro Rei, tão avançado que interage com humanos, comunicando-se e demonstrando sentimentos, além de fazer seus próprios planos. Além de levar o Kikito de Melhor Filme, “Carro Rei” também foi contemplado em Gramado com as estatuetas de Melhor Trilha Musical (DJ Dolores), Melhor Direção de Arte (Karen Araujo) e Melhor Desenho de Som (Guile Martins), além de render um Prêmio Especial do Júri para Matheus Nachtergaele. | MEMÓRIA | MUBI Vencedor da Palma de Ouro de 2010 com “Tio Boonmee, Que Pode Recordar Suas Vidas Passadas”, o tailandês Apichatpong Weerasethakul voltou a ser consagrado no Festival de Cannes com este filme, vencedor do Prêmio do Júri do ano passado. “Memória” também marca a estreia em inglês e espanhol do cineasta e foi rodado na Colombia. O filme acompanha Jessica, personagem da inglesa Tilda Swinton (“Doutor Estranho”), que visita sua irmã em Bogotá. Lá, ela lida com ataques de insônia e procura a fonte de sons que lhe parecem sobrenaturais no meio da noite. Durante o dia, faz amizade com uma arqueóloga, que estuda restos humanos descobertos dentro de um túnel em construção, e com um escamador de peixes em uma pequena cidade próxima. Com eles, compartilha memórias e momentos de lirismo característicos das obras do diretor, que retrata a linha tênue entre a vida e a morte – e o cinema e o sonho – com nenhum outro. | MEDO | FILMICCA Representante da Bulgária no Oscar 2022, a comédia absurda de Ivaylo Hristov (“Perdedores”) segue uma viúva (Svetlana Yancheva, de “T2: Trainspotting”) que perdeu o emprego como professora e mora próxima à fronteira com a Turquia, onde refugiados aparecem com frequência. Um dia, ela encontra um refugiado africano, que está tentando chegar à Alemanha. Relutante, ela lhe oferece hospitalidade, até...
James Franco vai viver Fidel Castro em filme biográfico
O ator James Franco foi escalado no filme “Alina of Cuba” no papel de ninguém menos que Fidel Castro. A escalação representa um retorno à interpretação para ator, que também fará o drama pós-guerra “Me, You” do diretor dinamarquês Bille August. Desde que foi denunciado por abuso e processado em 2019 sob a acusação de explorar sexualmente jovens mulheres que frequentavam suas aulas de atuação, ele estava afastado da atuação. O processo foi resolvido no ano passado e aos poucos Franco começa a retomar sua carreira. Em “Alina of Cuba”, ele vai trabalhar com o cineasta espanhol Miguel Bardem (“Incautos”) numa história baseada em fatos reais. Trata-se de uma adaptação do livro autobiográfico “Castro’s Daughter: An Exile’s Memoir of Cuba”, escrito por Alina Fernandez. A trama do livro acompanha a vida mirabolante de Alina, filha de Fidel Castro e da socialite cubana Natalia “Naty” Revuelta, que nasceu em segredo em Cuba três anos antes de seu pai tomar o poder no país. Ela só descobriu de quem era filha aos 10 e fugiu do país como dissidente em 1993, disfarçada de turista espanhola. O filme vai detalhar partes da infância e da fuga de Alina, com um roteiro escrito pelo porto-riquenho José Rivera (“Dários de Motocicleta”) e o cubano Nilo Cruz, primeiro latino vencedor do prêmio Pulitzer – pela peça “Anna in the Tropic” (2002). O elenco também conta com a atriz Mia Maestro (“The Strain”) no papel de Revuelta e Ana Villafañe (“New Amsterdam”) como Alina Fernandez. As filmagens vão começar em 15 de agosto na Colômbia, nas regiões de Cartagena e Bogotá.
Lashana Lynch será esposa de Bob Marley em cinebiografia
A atriz Lashana Lynch (“007 – Sem Tempo para Morrer”) foi escolhida para interpretar Rita Marley, a esposa de Bob Marley, na cinebiografia do cantor em desenvolvimento na Paramount. Ela formará par com o ator Kingsley Ben-Adir, que viveu o ativista Malcolm X no filme “Uma Noite em Miami”. A direção é de Reinaldo Marcus Green, que assinou outra cinebiografia recente, “King Richard – Criando Campeãs”, sobre o pai das tenistas Venus e Serena Williams. Apesar de nascida na Inglaterra, Lynch tem descendência jamaicana e ganhou as benções da própria Rita e de seus filhos para desempenhar o papel. Rita, Ziggy e Cedella Marley estão entre os produtores do filme, que tem roteiro assinado por Green e Zach Baylin (também de “King Richard”). Responsável pela popularização do reggae em todo o mundo, o cantor jamaicano morreu em 1981, aos 36 anos, vítima de câncer. Mas apesar da juventude, deixou clássicos como “Get Up, Stand Up”, “One Love”, “No Woman, No Cry” e “Could You Be Loved” eternizados na história da música pop mundial.
Kevin Spacey é condenado a pagar US$ 31 milhões à produtora de “House of Cards”
O ator Kevin Spacey foi condenado a pagar US$ 31 milhões de indenização à produtora MCR pelo cancelamento da série “House of Cards”, que ele estrelou entre 2013 e 2017. O juiz Mel Red Recana, do Tribunal Superior de Los Angeles, entendeu que o ator causou prejuízo à empresa por seu comportamento, que ao assediar integrantes da produção criou um escândalo sexual responsável pela decisão da Netflix de encerrar a série premiada. A sentença foi em segunda instância, confirmando decisão anterior expedida em primeira instância por outro magistrado, em outubro de 2020, que condenou Spacey ao pagamento de US$ 29,5 milhões em danos à MCR, além de outro R$ 1,5 milhão em taxas e custos processuais. De acordo com a avaliação dos dois juízes, Spacey violou repetidamente as obrigações contratuais de fornecer serviços “de maneira profissional” e “consistente com as orientações, práticas e políticas razoáveis” da MCR. Por causa de Spacey, a produtora teve que interromper as gravações da 6ª temporada da série, reescrever a temporada e encurtá-la de 13 para oito episódios para cumprir o prazo de entrega. Além disso, a Netflix optou por cancelar a série após o escândalo. Spacey chegou a alegar que tinha direito a uma indenização, porque foi a decisão da MRC e da Netflix de demiti-lo — ou seja, não sua conduta — que causou perdas financeiras. Não conseguiu convencer. A produção de “House of Cards” foi interrompida dois dias após a primeira denúncia de assédio contra Spacey vir à tona, em outubro de 2017, quando o ator Anthony Rapp (“Star Trek: Discovery”) revelou que o intérprete do presidente Francis Underwood tentou abusar dele quando tinha 14 anos, em 1986. A partir daí, as denúncias contra o ator se multiplicaram e os funcionários da atração perderam o medo de acusá-lo. Entre os autores das denúncias, estava um assistente de produção que acusou o ator de apalpá-lo sem seu consentimento. Além de demitir o protagonista de “House of Cards”, a Netflix também cancelou o lançamento da cinebiografia de Gore Vidal, “Gore”, estrelada e produzida por Spacey, que já se encontrava em pós-produção. Outro prejuízo causado pelo ator foi a refilmagem de “Todo o Dinheiro do Mundo”. O diretor Ridley Scott decidiu refazer parte do filme para retirar o ator do longa, que já estava finalizado quando o escândalo estourou. Ele foi substituído por Christopher Plummer, que chegou a ser indicado ao Oscar de Melhor Ator Coadjuvante pelo desempenho. Spacey também chegou a ser investigado por oficiais do Departamento de Abuso Infantil e Ofensas Sexuais de Los Angeles, que coletaram um total de seis denúncias. Prescrição e falta de provas impediram todos os casos de ir a julgamento. Por conta disso, ele não foi condenado e ainda brincou num vídeo de 2019 que aquele “foi um ano muito bom”. Embora “House of Cards” tenha sido cancelada, Spacey continuou postando vídeos caracterizado como seu personagem nos EUA, chegando a comparar sua situação a de pessoas que perderam empregos durante a pandemia. Recentemente, ele voltou a ser acusado de assédio e abuso sexual, num processo iniciado neste ano na Inglaterra. Na audiência prelimitar, ele se declarou “inocente”.












