Lázaro Ramos e Taís Araujo trocam juras de amor nos 18 anos de casamento
Os atores Lázaro Ramos e Taís Araujo publicaram uma série de fotos românticas em seu Instagrams, para celebrar uma data especial na terça-feira (13/9). “Hoje completamos 6570 dias juntos. 18 anos que nos encontramos e entrelaçamos nossas vidas. Sabe, mozinho, sou muito feliz com você”, ele escreveu. “São 18 anos e o que eu posso dizer é que você é minha melhor escolha”, ela acrescentou. Cada um se manifestou em seu próprio perfil, mas parecia que estavam conversando. Lázaro comentou que, mesmo depois de tanto tempo, os dois ainda têm diversos motivos para rirem juntos. “Tantos dias se passaram e a cada um deles aparece mais forte uma compreensão e parceria maior”, escreveu. Taís complementou: “18 anos que passaram voando porque é bom, é leve, é inteiro, é recheado de amor. Te amo Mozinho e dizer sim pra gente todos os dias é um prazer, uma delícia e uma alegria”. As juras de amor continuaram do lado do ator. “Te amo mais que ontem e menos que amanhã. Obrigado, Taís Araujo, por ser essa companheira incrível. Feliz aniversário de casamento”, ele concluiu. “Sigamos juntos, nos amando e nos fortalecendo. Você me faz melhor! Te amo”, disse ela, em sua vez de concluir. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Taís Araujo (@taisdeverdade) Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Lázaro Ramos (@olazaroramos)
“Cidade de Deus” ganha “sequência” em comemoração a seus 20 anos
A Vivo divulgou um curta que resgata um dos principais personagens de “Cidade de Deus”, em comemoração aos 20 anos de lançamento do filme. Com produção executiva de Fernando Meirelles, diretor do longa original, o filme de 14 minutos se chama “Buscapé” e reencontra o fotógrafo interpretado por Alexandre Rodrigues. Buscapé volta à Cidade de Deus nos dias atuais, muitos anos após virar fotojornalista profissional, para cobrir um evento na comunidade. O patrocínio da Vivo, em parceria com a Motorola, se materializa na forma da “câmera” escolhida para a missão: um celular. Mas além de servir de publicidade e homenagear – até visualmente – a obra de 2002, o curta propõe uma discussão ética, ao colocar o fotógrafo diante de um dilema: reportar com exclusividade um crime (tráfico de animais silvestres) ou cumprir a pauta de exaltação do bairro. O desfecho passa longe de ser o ideal, mas pode alimentar discussões, especialmente diante da situação em que se encontra o Rio de Janeiro, após décadas de “vista grossa” que permitiram uma explosão de criminalidade sem paralelo com nenhuma outra capital do país. “Cidade de Deus” teve 4 indicações ao Oscar em 2004, entre eles Melhor Diretor, Roteiro Adaptado, Edição e Fotografia. O longa venceu 74 prêmios, incluindo o BAFTA Awards (o Oscar britânico) de Melhor Edição (do hoje diretor Daniel Rezende). “Buscapé” tem roteiro de Paulo Lins (autor do livro que inspirou o filme original) e Thais Fujinaga (“Onisciente”), direção de Fred Luz (“12 Horas”) e também resgata o personagem Barbantinho, vivido por Edson Oliveira. Veja o curta na íntegra.
Abbott Elementary: Trailer da 2ª temporada destaca vitórias no Emmy
A rede americana ABC divulgou o pôster e o trailer da 2ª temporada de “Abbott Elementary”, já destacando na chamada de vídeo que a série é vencedora do Emmy. A série venceu três troféus da Academia de Televisão: Melhor Elenco, Atriz Coadjuvante (Sheryl Lee Ralph) e Roteiro (de sua criadora Quinta Brunson) de Comédia. Eleita também Melhor Série do ano pela Associação dos Críticos de TV dos EUA (TCA, na sigla em inglês), “Abbott Elementary” é uma comédia de local de trabalho que usa o truque narrativo do falso documentário de “The Office”. A diferença entre as duas séries é que, em vez de um escritório, o local de trabalho da nova atração é uma escola pública de Ensino Fundamental. A produção traz Tyler James Williams (o Cris de “Todo Mundo Odeia o Chris”) de volta às sitcoms como um professor recém-chegado, que ao começar a trabalhar descobre que o improviso marca o cotidiano da escola. Graças ao recurso documental, os episódios também possibilitam comentários sociais sobre as dificuldades enfrentadas pelos professores idealistas diante da política que dedica poucas verbas para o ensino de crianças pobres. A série foi criada e é estrelada por Quinta Brunson (“A Black Lady Sketch Show”), que vive a principal professora da trama, e o elenco também conta com Janelle James (“Black Monday”), Chris Perfetti (“The Night of”) e Lisa Ann Walter (“A Última Noite”). Elogiadíssima pela crítica, a produção tem 98% de aprovação no Rotten Tomatoes e é disponibilizada no Brasil pela Star+. Os novos episódios estreiam em 21 de setembro.
“Barry” pode acabar na 4ª temporada
Durante o tapete vermelho do Emmy Awards 2022, o ator Henry Winkler, indicado a melhor coadjuvante por “Barry”, revelou que a próxima temporada da série da HBO deverá ser a última. Enquanto conversava com a imprensa, Winkler foi questionado sobre quantas temporadas ele achava que a serie teria. “Quatro”, ele respondeu. “Porque Bill [Hader] e [o co-criador] Alec [Berg] não querem tentar alongar a trama… Eles não querem forçar”, explicou. A série de comédia segue um assassino de aluguel desiludido (Bill Hader) que, durante um “serviço” em Los Angeles, depara-se com uma comunidade de teatro amador e começa a crer que sua verdadeira vocação é ser ator. O problema é que o passado não quer lhe dar uma chance de mudar de vida. A 3ª temporada se encerrou em junho, mas ainda não há previsão para a estreia dos próximos episódios – que seriam os últimos, segundo Winkler.
Thati Lopes vira “Esposa de Aluguel” de Caio Castro. Veja o trailer
A Netflix divulgou o primeiro trailer de “Esposa de Aluguel”, nova comédia brasileira que lembra uma velha Sessão da Tarde. O filme traz Caio Castro (“Novo Mundo”) como um solteirão convicto, que nunca se envolveu profundamente com nenhuma mulher além de sua mãe e das três irmãs. Mas ao saber que vai morrer, sua mãe controladora faz um último pedido: vê-lo casado. E para evitar ficar fora do testamento, o solteirão resolve contratar uma atriz (Thati Lopes, de “Diários de Intercâmbio”) para fingir ser sua noiva. Só que ela começa a improvisar e faz tudo diferente do combinado. E para surpresa de todos, agrada em cheio a matriarca, que até entrega as chaves de um imóvel cobiçado da família para o casal. Embora a premissa seja familiar, com um final feliz sem surpresas, a trama parece incluir reviravoltas novas. Além disso, o talento de Thati Lopes para o humor já conseguiu fazer uma limonada com outra Sessão da Tarde batida, “Socorro, Virei uma Garota!”. “Esposa de Aluguel” tem roteiro de Fil Braz (“Minha Mãe é uma Peça 3”), direção de Cris D’Amato (“Pai em Dobro”) e ainda traz em seu elenco Mariana Xavier (também de “Minha Mãe é uma Peça 3”), Gabi Lopes (“A Menina que Matou os Pais”) e Danielle Winits (“Tudo Bem no Natal que Vem”). A estreia está marcada para 11 de outubro.
“A Escola do Bem e do Mal” ganha trailer cheio de efeitos e magia
A Netflix divulgou um novo pôster e o trailer legendado de “A Escola do Bem e do Mal”, que combina trama de fábulas encantadas e efeitos visuais modernos. Baseado no best-seller infantil de Soman Chainani, o filme acompanha duas melhores amigas, Sophie e Agatha, que entram numa escola onde meninos e meninas comuns são treinados para serem heróis e vilões de fábulas encantadas. Com suas ambições de princesa, Sophie acredita que será escolhida para a Escola do Bem para se juntar às fileiras de ex-alunas como Cinderela e Branca de Neve. Enquanto isso, a aparência sombria de Agatha parece se encaixar naturalmente entre os vilões da Escola do Mal. Mas a sorte das meninas se inverte, com Sophie caindo na Escola do Mal e Agatha na Escola do Bem, o que coloca sua amizade à prova. O elenco destaca Kerry Washington (da série “Scandal”) e Charlize Theron (do filme “O Escândalo”) como professoras dessa espécie de Hogwarts de contos de fada, respectivamente na Escola do Bem e na Escola do Mal. Já as protagonistas adolescentes são vividas por Sophia Anne Caruso (“Valete de Copas”) e Sofia Wylie (“High School Musical: A Série: O Musical”), como Sophie e Agatha. A adaptação foi escrita por David Magee, que roteirizou “As Aventura de Pi” (2016) e a vindoura versão live-action de “A Pequena Sereia”, na Disney, e a direção é de Paul Feig (“Missão Madrinha de Casamento”). A estreia vai acontecer em 19 de outubro.
Hollywood vira “Babilônia” em trailer de cair o queixo com Brad Pitt e Margot Robbie
A Paramount divulgou uma coleção de pôsteres e o trailer de cair o queixo de “Babilônia”, que volta a reunir os astros Brad Pitt e Margot Robbie, após “Era uma Vez em… Hollywood”, numa nova história da velha Hollywood. Só que a produção é ainda mais aloprada que a obra anterior, com excessos impressionantes de sexo, drogas e… jazz! O clima é “F*, yeah!”, como diz Brad Pitt para uma Robbie alucinada, após ela perguntar: “Quem quer me ver lutar contra com uma cobra?”. E exalta uma época em que os astros de cinema não tinham limites. Sabe as lendas das festas com groupies do Led Zeppelin e Mötley Crüe? Contos da Carochinha perto do que viveram os primeiros astros de Hollywood. A maioria dos personagens do filme é fictícia, mas inspirada em pessoas reais. Depois de viver Sharon Tate no filme de Quentin Tarantino, Robbie interpreta uma versão cocainômana de Clara Bow, símbolo sexual da era de ouro do cinema americana, conhecida como a “It girl” durante a transição do cinema mudo para o falado, enquanto Pitt é outra estrela do cinema mudo, baseado no ator real John Gilbert, que tem dificuldades de se adaptar às mudanças tecnológicas trazidas pela sonorização. A trama toma liberdades para acompanhar a ascensão e queda de seus personagens, fictícios e históricos, durante a era do jazz do final dos anos 1920, marcada pela Lei Seca e também por todo o tipo de decadência e excessos. O elenco grandioso ainda inclui Tobey Maguire (“Homem-Aranha: Sem Volta para Casa”), Samara Weaving (“Casamento Sangrento”), Olivia Wilde (“O Caso Richard Jewell”), Jovan Adepo (“Watchmen”), Li Jun Li (“Evil”), Jean Smart (“Hacks”), P.J. Byrne (“The Boys”), Lukas Haas (“O Regresso”), Olivia Hamilton (“La La Land”), Max Minghella (“The Handmaid’s Tale”), Rory Scovel (“Physical”), Katherine Waterston (“Animais Fantásticos: Os Segredos de Dumbledore”), Eric Roberts (“Vício Inerente”), Ethan Suplee (“Dog – A Aventura de Uma Vida”), Phoebe Tonkin (“The Originals”), Jeff Garlin (“Curb Your Enthusiasm”) e o baixista Flea (“Queen & Slim”), da banda Red Hot Chili Peppers. O filme tem roteiro e direção de Damien Chazelle, diretor dos premiados “Whiplash” e “La La Land”, e o lançamento nos EUA está marcado para o Natal deste ano, visando abocanhar indicações ao Oscar 2023. No Brasil, porém, a estreia só vai acontecer em 19 de janeiro.
Godard recorreu a suicídio assistido na Suíça
O cineasta Jean-Luc Godard recorreu ao suicídio assistido na Suíça, onde nasceu e vivia desde os anos 1970, para dar fim à sua vida nesta terça (13/9). Mas “ele não estava doente, estava simplesmente exausto”. A informação foi revelada pelo jornal francês Libération, que citou fontes próximas ao diretor. Godard faleceu em sua casa em Rolle, às margens do lago Léman, na região de língua francesa da Suíça. “Essa foi a sua decisão, e era importante para ele que ela fosse conhecida”, afirmou a fonte do Libération. A Suíça é um dos poucos países que permite a prática do suicídio assistido. Ela consiste em causar morte por vontade própria, geralmente por meio da ingestão de medicamentos letais, com acompanhamento médico. Autor de dezenas de filmes ao longo de quase sete décadas de carreira, Godard era um diretores mais influentes do cinema francês e mundial. E mesmo avesso a entrevistas, chegou a revelar publicamente qual era a sua opção para encerrar a vida. “Não estou ansioso de prosseguir a qualquer preço. Se estiver doente demais, não tenho vontade alguma de ficar sendo arrastado em um carrinho de mão”, disse ele em uma entrevista em 2014. Recentemente, o ator Alain Delon, contemporâneo de Godard e que trabalhou com o cineasta no filme “Nouvelle Vague”, de 1990, afirmou que também pretendia usar o recurso do suicídio assistido. Alain sofreu um duplo AVC em 2019 e vem se recuperando aos poucos desde então. Embora seu estado de saúde seja considerado bom, recentemente, ele pediu para seu filho, Anthony, 57 anos, organizar todo o processo e acompanhá-lo em seus últimos momentos. O suicídio assistido é permitido na Suíça desde 1942 com uma grande exceção: que os motivos não sejam egoístas. No Brasil e na maioria dos demais países, o ato é considerado crime. Mas a repercussão da morte de Godard pode mudar isso na França. O presidente francês Emmanuel Macron anunciou nesta terça-feira, que fará uma consulta popular sobre o “fim da vida”, considerando uma possível legalização do suicídio assistido no país. Macron, que se declara “pessoalmente” favorável à medida, quer iniciar a discussão para ter uma lei pronta no fim de 2023. Mas ele reconheceu nesta terça que “este é tudo menos um assunto fácil e simples”.
Bairro paulista de Alphaville foi inspirado por filme de Godard
Jean-Luc Godard, que morreu nesta terça-feira (13/9), aos 91 anos, influenciou inúmeros diretores com suas obras revolucionárias, mas também empreendedores do mercado imobiliário de luxo no Brasil. O bairro nobre de Alphaville – quase uma cidade – em Santana do Paranaíba, no estado de São Paulo, foi batizado com o nome de um famoso filme do cineasta francês. Moradia de famosos como Luan Santana, Wanessa Camargo, Fábio Júnior, Rodrigo Faro, Deolane Bezerra, Celso Portiolli e muitos outros, Alphaville foi concebido em 1973 pelos engenheiros Renato Albuquerque e Yojiro Takaoka com inspiração no filme “Alphaville”, dirigido por Jean-Luc Godard em 1965. A sugestão do nome foi de José Almeida Pinto, sócio de um dos arquitetos que trabalharam no projeto urbanístico do local. Ironicamente, o filme de Godard é uma distopia sobre uma cidade futurista, chamada de Alphaville, que usa sua arquitetura modernista – ênfase em escadarias de concreto e prédios quadrados – e organização informatizada (pelo computador Alpha 60) para que seus habitantes não tenham sentimentos. Mas um detetive (vivido por Eddie Constantine) tenta forçar o cientista criador do computador a destruir a máquina, buscando ajuda da filha dele (Anna Karina). É fácil entender a inspiração. Embora a arquitetura não seja o que mais chama atenção no longa-metragem, o título também aludia a uma “cidade do futuro” – uma denominação que estava na moda por conta da ainda recente fundação de Brasília. Mesmo assim, também é possível interpretar a Alphaville paulista como um lugar de pessoas sem sentimentos, em que os habitantes viveriam alheios ao resto do mundo, fechados em condomínios luxuosos, sem a necessidade de se socializar ou se importar com os de fora. Em 2022, 50 anos depois de sua criação, Alphaville foi considerado o maior reduto de condomínios do Brasil, com uma região dividida entre 13 residenciais e subdistrito empresarial. E com um detalhe: o preço médio de uma casa na região é de R$ 5 milhões. Veja abaixo o trailer de “Alphaville”.
Filme de Godard foi última vítima da censura nos cinemas do Brasil
O Brasil já tinha encerrado a ditadura militar quando “Eu Vos Saúdo, Maria” se tornou o último filme censurado nos cinemas do país. Premiado no Festival de Berlim, o longa-metragem de Jean-Luc Godard, falecido nesta terça (13/9), teve sua exibição proibida pelo então presidente José Sarney. A censura foi resultado de pressão da Igreja católica, “para assegurar o direito de respeito à fé da maioria da população brasileira”. No filme, Godard contava a história de uma mulher chamada Maria, estudante que trabalhava num posto de gasolina e namorava um taxista chamado José. Mas um estranho chamado Tio Gabriel revela que ela ficará grávida, mesmo sendo virgem. Além da trama, as cenas de sexo de Maria também revoltaram católicos na época, que viram a intenção de Godard de subverter a história da Virgem Maria. Lançado em 1985 na França, o filme chegaria ao Brasil no ano seguinte. Mas Sarney proibiu seu lançamento, justificando a censura dizendo que ela tinha “base na Constituição”. Como a imposição de censura ocorreu antes da promulgação de Constituição de 1988, Sarney usou a legislação da ditadura para proibir o filme. O presidente afirmou ainda que levou em consideração as orientações do Papa João Paulo II e da CNBB, que já tinham condenado o filme por afrontar “temas fundamentais da fé cristã, deturpando e vilipendiando a figura sagrada da Virgem Maria”. Bispos e cardeais proeminentes, como dom Ivo Lorscheiter e dom Eugênio Salles, aplaudiram. Roberto Carlos fez questão de cumprimentar Sarney, dizendo que o filme não era “obra de arte ou expressão cultural”. Mas até o próprio ministro da Justiça, Fernando Lyra, e o diretor do ainda existente departamento de Censura, Coriolano de Loiola de Cabral Fagundes, foram contra a proibição. Na ocasião, a cineasta Tizuka Yamazaki disse ao jornal O Globo achar “um absurdo que a Censura, declarada extinta pelo ministro da Justiça, tenha se manifestado mais uma vez contra uma obra que não tem apelo popular” e seria, segundo ela, “assistida por meia dúzia de intelectuais”. De fato, quando finalmente foi liberado, dois anos depois, o filme atraiu cerca de 100 pessoas em sua estreia, em quatro cinemas do Rio. Veja abaixo o trailer de “Eu Vos Saúdo, Maria”.
Vídeo mostra bastidores da celebração do Emmy 2022
A Academia de Artes e Ciências Televisivas divulgou em suas redes sociais um vídeo dos bastidores de sua premiação, realizada na noite de segunda (12/9) no Microsoft Theater, em Los Angeles, que mostra os vencedores durante a gravação de seus nomes nos troféus oficiais. O vídeo registra momentos de alegria e celebração de artistas como Zendaya (“Euphoria”), Julia Garner (“Ozark”), Jean Smart (“Hack”), Michael Keaton (“Dopesick”), Amanda Seyfried (“The Dropout”), Brett Goldstein (“Ted Lasso”), Jennifer Coolidge (“The White Lotus”), Sheryl Lee Ralph e Quinta Brunson (“Abbott Elementary”), Lizzo (“Lizzo’s Watch out for the Big Girls”) e Geena Davis, que foi homenageada com um prêmio especial por seus esforços em prol de maior inclusão e representatividade na indústria. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Emmys / Television Academy (@televisionacad)
HBO e HBO Max vencem Netflix no Emmy 2022
A combinação do canal pago HBO e da plataforma HBO Max superou com folga a rival Netflix na contagem geral do Emmy deste ano. Após vencer uma dúzia dos prêmios principais da Academia de Artes e Ciências Televisivas na noite de segunda (12/9), as HBOs chegaram a um total de 37 vitórias, incluindo os troféus preliminares, entregues em 3 e 4 de setembro. As séries mais premiadas do streaming do conglomerado Warner Bros. Discovery foram “The White Lotus” (10 prêmios), “Euphoria” (6) e “Succession” (4). Já Netflix levou para casa um total de 26 troféus, mas apenas três na cerimônia de segunda. Os destaques do streaming mais antigo foram “Round 6” (6), “Stranger Things” (5) e “Arcane” (4). O resultado representa uma reversão das fortunas de 2021, quando a Netflix teve 44 Emmys no total, contra 19 da HBO/HBO Max. O resultado é importante especialmente para a HBO Max, que enfrenta uma crise administrativa após a fusão da Warner e da Discovery, com cancelamentos repentinos e sumiços de séries na plataforma. Também reforça a estratégia de Casey Bloys, chefe de conteúdo das HBOs, de priorizar produtos de qualidade sobre quantidade. Este parece ser justamente o problema da Netflix, que produz uma quantidade inigualável de atrações. Só que o excesso faz com que até produções de qualidade se percam na página inicial da plataforma, sem que o público consiga descobri-las. Com a ambição de reconhecimentos no Emmy e até no Oscar, a Netflix pode ter que repensar seus métodos de produção, aproveitando para transformar a atual crise de assinantes da empresa numa oportunidade para rever seu modelo de negócios. No caso, não se trata sequer de reinvenção, mas de volta às origens. Vale lembrar que, em seus primeiros anos, a aposta da plataforma era em produções de prestígio, como “House of Cards” e “Orange is the New Black”, que fizeram História no Emmy e mudaram a cara da “televisão” para sempre. Em meio à essa disputa, é importante prestar atenção ainda no crescimento das plataformas da Disney, Hulu (equivalente à Star+ no Brasil) e Disney+. Elas tiveram seis vitórias cada, gerando uma dúzia de prêmios somados. Durante a D23 Expo, convenção da Disney realizada no último fim de semana, o CEO da companhia, Bob Chapek, confirmou planos de juntar Hulu e Disney+ num único streaming – o que já acontece na Europa. Isto só não foi adiante ainda nos EUA porque a Disney não detém 100% da Hulu – a Comcast, dona da NBCUniversal, possui 33%. Mas a situação deve mudar a partir de 2024, quando está prevista contratualmente a possibilidade de compra das ações minoritárias pelo império comandado por Chapek. Na D23, o executivo afirmou que gostaria, inclusive, de apressar esse cronograma, revelando que tem participado de conversas com a NBCUniversal sobre o tema. A médio prazo, isso pode significar uma ameaça para o reinado da HBO e da Netflix nas premiações da indústria.
No Emmy das reprises, os destaques foram as novidades
A premiação da Academia de Artes e Ciências Televisivas dos EUA, realizada no Microsoft Theater, em Los Angeles, entreteve o público com um desfile de estrelas, discursos divertidos e esquetes às vezes engraçadas, aproveitando ao máximo os grandes artistas presentes no evento na noite de segunda-feira (12/9). Mesmo assim, um espectador desavisado poderia achar que estava vendo uma reprise do ano passado. As produções que venceram os troféus de melhores séries de Drama e Comédia, “Succession” e “Ted Lasso”, foram as mesmas de 2021. As melhores atrizes também: Zendaya em Drama, por “Euphoria”, e Jean Smart em Comédia, por “Hacks”. Até Julia Garner, Melhor Atriz Coadjuvante por “Ozark”, foi uma reprise. Assim como Jason Sudeikis e Brett Goldstein, melhores Ator e Ator Coadjuvante de Comédia por “Ted Lasso”. De fato, se não fosse por Lee Jung-jae, de “Round 6”, e os coadjuvantes Sheryl Lee Ralph, de “Abbott Elementary”, e Matthew Macfadyen, de “Succession”, os intérpretes premiados em Comédia e Drama no 74º Emmy seriam os mesmos do 73º. “Round 6” fez História ao vencer seis troféus – a segunda série mais premiada do Emmy 2022, empatada com “Euphoria” – em categorias nunca antes conquistados por artistas de outras línguas que não o inglês. Além de Lee Jung-jae, Melhor Ator, as vitórias também incluíram Melhor Direção para Hwang Dong-hyuk, criador da série, e Lee You-mi, Melhor Atriz Convidada em Drama. Embora sem tanta evidência, “Abbott Elementary” também fez História em sua 1ª temporada no Emmy. Entre seus três prêmios, destaca-se o de Melhor Roteiro de Comédia, vencido pela criadora da e estrela da atração, Quinta Brunson. Foi a primeira vez que uma roteirista negra ganhou reconhecimento da Academia de Televisão. Já a produção mais premiada desse ano foi “The White Lotus”, que conquistou 10 troféus, incluindo Melhor Minissérie/Antologia. O curioso é que a produção foi concebida como minissérie e virou antologia, ao fazer mais sucesso que o esperado e ganhar renovação. Estas novidades salvaram o evento da previsibilidade. Mas nem com toda a torcida do mundo, “Round 6” foi capaz de impedir o vencedor previsível em Drama, que encerrou a sucessão de reprises do Emmy 2022 num anti-climax similar ao do Oscar retrasado – que esperava consagrar Chadwick Boseman, mas se encerrou com Anthony Hopkins dormindo em sua casa. Confira abaixo a lista completa dos premiados, incluindo os vencedores das categorias preliminares, chamadas de Creative Arts. VENCEDORES DOS PRIMETIME EMMY AWARDS 2022 Melhor Série de Drama “Succession” (HBO) Melhor Atriz em Série de Drama Zendaya, “Euphoria” Melhor Ator em Série de Drama Lee Jung-jae, “Round 6” Melhor Atriz Coadjuvante em Série de Drama Julia Garner, “Ozark” Melhor Ator Coadjuvante em Série de Drama Matthew Macfadyen, “Succession” Melhor Direção em Série de Drama Hwang Dong-hyuk, “Round 6” (Episódio Red Light, Green Light) Melhor Roteiro em Série de Drama Jesse Armstrong, “Succession” (Episódio All The Bells Say) Melhor Série de Comédia “Ted Lasso” (Apple TV+) Melhor Atriz em Série de Comédia Jean Smart, “Hacks” Melhor Ator em Série de Comédia Jason Sudeikis, “Ted Lasso” Melhor Atriz Coadjuvante em Série de Comédia Sheryl Lee Ralph, “Abbott Elementary” Melhor Ator Coadjuvante em Série de Comédia Brett Goldstein (“Ted Lasso”) Melhor Direção em Série de Comédia MJ Delaney, “Ted Lasso” (Episódio No Weddings And A Funeral) Melhor Roteiro em Série de Comédia Quinta Brunson, “Abbott Elementary” (Episódio Piloto) Melhor Minissérie ou Série de Antologia “The White Lotus” Melhor Atriz em Minissérie ou Antologia Amanda Seyfried, “The Dropout” Melhor Ator em Minissérie ou Antologia Michael Keaton, “Dopesick” Melhor Atriz Coadjuvante em Minissérie ou Telefilme Jennifer Coolidge, “The White Lotus” Melhor Ator Coadjuvante em Minissérie ou Telefilme Murray Bartlett, “The White Lotus” Melhor Direção em Minissérie ou Telefilme Mike White, “The White Lotus” Melhor Roteiro em Minissérie ou Telefilme Mike White, “The White Lotus” Melhor Série de Esquetes “Saturday Night Live” Melhor Talk Show “Last Week Tonight with John Oliver” Melhor Reality de Competição “Lizzo’s Watch out for the Big Girls” VENCEDORES DO PRIMETIME CREATIVE ARTS EMMY AWARDS 2022 Melhor Ator Convidado em Série de Drama Colman Domingo (“Euphoria – Ruminations: Big and Little Bullys”) Melhor Atriz Convidada em Série de Drama Lee You-mi (“Round 6 – Gganbu”) Melhor Ator Convidado em Série de Comédia Nathan Lane (“Only Murders in the Building – The Boy From 6B”) Melhor Atriz Convidada em Série de Comédia Laurie Metcalf (“Hacks – Trust The Process”) Melhor Ator em Série Curta de Comédia ou Drama Tim Robinson )”I Think You Should Leave with Tim Robinson”) Melhor Atriz em Série Curta de Comédia ou Drama Patricia Clarkson (“State of the Union”) Melhor Elenco para Série de Drama “Succession” Melhor Elenco para Série de Comédia “Abbott Elementary” Melhor Elenco para Série Limitada, Antologia ou Telefilme “The White Lotus” Melhor Figurino de Série de Época “The Great – Five Days” Melhor Figurino de Série Contemporânea “Hacks – The Captain’s Wife” Melhor Figurino de Série de Fantasia/Ficção-Científica “What We Do in the Shadows – The Wellness Center” Melhores Cabelos para Séries de Época e/ou Personagem “Bridgerton – O Visconde que me Amava” Melhor Edição de Imagem para Série de Comédia Multi-Câmera “How I Met Your Father – Timing is Everything” (Hulu) Melhor Coreografia para Programa Roteirizado Ryan Heffington (“Euphoria – Call Me Irresponsible/Holding Out For a Hero/Cheerleader”) Melhor Mixagem de Som para Série Limitada, Antologia ou Telefilme “The White Lotus – Departures” Melhor Mixagem de Som para Série de Comédia ou Drama (Meia-Hora) “Only Murders in the Building – The Boy From 6B” Melhor Mixagem de Som para Série de Comédia ou Drama (Uma Hora) “Stranger Things – Chapter Seven: The Massacre At Hawkins” Melhor Fotografia para Série de Câmera Única (Meia Hora) “Atlanta – Three Slaps” Melhor Fotografia para Série de Câmera Única (Uma Hora) “Euphoria – The Theater And Its Double” Melhores Efeitos Visuais Especiais em uma Temporada ou Telefilme “O Livro de Boba Fett” Melhor Efeitos Visuais Especiais em um único Episódio “Round 6 – VIPs” Melhor Coordenação de Dublês para Série de Comédia ou Variedades Wade Allen (“Barry”) Melhor Coordenação de Dublês para Séries de Drama, Séries Limitadas ou Antologia ou Telefilme Hiro Koda (“Stranger Things”) Melhor Performance de Dublês “Round 6 – Stick To the Team” Melhor Maquiagem para Série de Época e/ou Personagem (Sem Próteses) “Pam & Tommy – Jane Fonda” Melhor Maquiagem Contemporânea (Sem Prótese) “Euphoria – The Theater And Its Double” Melhor Maquiagem com Prótese “Stranger Things – Chapter Four: Dear Billy” Melhor Design de Produção para Série de Época ou Fantasia (Uma Hora) “A Idade Dourada – Never the New” Melhor Design de Produção para Série Contemporânea (Uma Hora) “Round 6 – Gganbu” Melhor Design de Produção para Série de Comédia (Meia Hora) “Only Murders in the Building – True Crime” Melhor Edição de Imagem para Série de Drama “Euphoria – The Theater And Its Double” Melhor Edição de Imagem para Série de Comédia “Barry – Starting Now” Melhor Edição de Imagem para Série Limitada, Antologia ou Telefilme “The White Lotus – Mysterious Monkeys” Melhor Design de Abertura de Série “Severance” Melhor Design de Movimento “Home Before Dark” Melhor Música e Letra Originais Cinco Paul pela música “Corn Puddin” (“Schmigadoon! – Schmigadoon!”) Melhor Composição Musical para Série Limitada ou Antologia, Telefilme ou Especial Cristobal Tapia de Veer (“The White Lotus – Mysterious Monkey”) Melhor Supervisão Musical Nora Felder (“Stranger Things – Chapter Four: Dear Billy”) Melhor Edição de Som para Séries de Comédia ou Drama (Uma Hora) “Stranger Things – Chapter Seven: the Massacre At Hawkins Lab”) Melhor Edição de Som para Série de Comédia ou Drama (Meia-Hora) “Barry – Starting Now” Melhor Edição de Som para Série Limitada ou Antologia, Telefilme ou Especial “Cavaleiro da Lua – Gods And Monsters” Melhor Composição Musical de Série Theodore Shapiro (“Severance – We We Are”) Melhor Tema Musical Original de Abertura Cristobal Tapia de Veer (“The White Lotus”) Melhor Penteado Contemporâneo “Impeachment: American Crime Story – Assassination of Monica Lewinsky” Melhor Fotografia para Série Limitada, Antologia ou Telefilme Cecco Varese (“Dopesick – Breakthrough Pain”) Melhor Fotografia para Série Multi-Câmera Gary Baum (“How I Met Your Father – Pilot”) Melhor Telefilme “Tico e Teco: Defensores da Lei” Melhor Programa de Animação “Arcane – When These Walls Come Tumbling Down” Melhor Elenco de Reality Show “Love on the Spectrum” Melhor Desempenho de Voz de Personagens Chadwick Boseman (“What If…? – What If… T’Challa Became A Star-Lord?”) Melhor Coreografia de Programação de Variedades ou Reality Show Parris Goebel (“Savage X Fenty Show Vol. 3”) Melhor Fotografia de Programa de Não-Ficção Mike Prickett e Laurent Pujol (“100 Foot Wave – Chapter IV – Dancing With God”) Melhor Fotografia de Reality Show Danny Day, Michael Cheeseman e Simeon Houtman (“Life Below Zero – Fire In The Sky”) Melhor Comercial “Teenage Dream – Sandy Hook Promise” Melhor Figurino de Programação de Variedades, Não-Ficção ou Reality Show “We’re Here – Evansville, Indiana” Melhor Direção de Documentário/Programa de Não-Ficção Peter Jackson (“The Beatles: Get Back – Part 3”) Melhor Direção de Reality Show Nneka Onuorah (“Lizzo’s Watch Out For The Big Grrrls – Naked”) Melhor Direção de Série de Variedades Bridget Stokes (“A Black Lady Sketch Show”) Melhor Direção de Especial de Variedades Paul Dugdale (“Adele: One Night Only”) Melhor Série Documental ou Não-Ficção “The Beatles: Get Back” Melhor Documentário ou Especial de Não-Ficção “George Carlin’s American Dream” Melhor Documentário “When Claude Got Shot” Melhor Penteado em Programa de Variedades, Não-Ficção ou Reality Show “Annie! Live” Melhor Apresentador de Reality Show de Competição RuPaul (“RuPaul’s Drag Race”) Melhor Programa de Não Ficção ou Especial com Apresentador “Stanley Tucci: Searching For Italy” Melhor Realização Individual em Animação Anne-Laure To, Color Script Artist (“Arcane – The Boy Savior”) Julien Georgel, Art Direction (“Arcane – Happy Progress Day!”) Bruno Couchinho, Background Designer (“Arcane – When These Walls Come Tumbling Down”) Lexy Naut, Storyboard Artist (“The Boys Presents: Diabolical – Boyd In 3D”) Kecy Salangad, Animator (“The House”) Alberto Mielgo, Character Designer (“Love, Death + Robots – Jibaro”) Melhor Iluminação/Direção de Iluminação de Série de Variedades “The Voice – Live Finale” Melhor Design de Iluminação/Direção de Iluminação de Especial de Variedades “Adele: One Night Only” Melhor Maquiagem de Programa de Variedades, Não-Ficção ou Reality Show “Legendary – Whorror House” e “We’re Here – Kona, Hawaii” Melhor Trilha de Série Documental ou Especial David Schwartz (“Lucy and Desi”) Melhor Direção Musical Adam Blackstone (“The Pepsi Super Bowl LVI Halftime Show Starring Dr. Dre, Snoop Dogg, Mary J. Blige, Eminem, Kendrick Lamar and 50 Cent”) Melhor Narração Barack Obama (“Our Great National Parks – A World of Wonder”) Melhor Melhor Edição de Imagem de Programa de Não-Ficção “The Beatles: Get Back – Part 3” Melhor Melhor Edição de Imagem de Reality Show Estruturado ou de Competição “Lizzo’s Watch Out for the Big Grrrls – Naked” Melhor Edição de Imagem de Reality Show Não Estruturado “Love on the Spectrum” Melhor Edição de Imagem de Programação de Variedades “A Black Lady Sketch Show – Save My Edges, I’m A Donor!” Melhor Design de Produção de Especial de Variedades “The Pepsi Super Bowl LVI Halftime Show Starring Dr. Dre, Snoop Dogg, Mary J. Blige, Eminem, Kendrick Lamar and 50 Cent” Melhor Melhor Design de Produção de Série de Variedades, Reality Show ou Competição “RuPaul’s Drag Race – Catwalk” Melhor Melhor Série de Animação Curta “Love, Death + Robots – Jibaro” Melhor Melhor Série Curta de Comédia, Drama ou Variedade “Carpool Karaoke: The Series” Melhor Programa de Não Ficção ou Reality Show Curto “Full Frontal With Samantha Bee Presents: Once Upon A Time In Late Night” Melhor Edição de Som de Programa de Não Ficção ou Reality Show “The Beatles: Get Back – Part 3” Melhor Mixagem de Som de Programa de Não Ficção ou Reality Show “The Beatles: Get Back – Part 3” Melhor Mixagem de Som de Série de Variedades ou Especial “Adele: One Night Only” Melhor Reality Show Estruturado “Queer Eye” Melhor Direção Técnica, Trabalho de Câmera, Controle de Vídeo de Série “Last Week Tonight With John Oliver – Union Busting” Melhor Direção Técnica, Trabalho de Câmera, Controle de Vídeo de Especial “Adele:...












