Terry Gilliam finalmente termina seu Dom Quixote, após quase 20 anos de tentativas
Terry Gilliam finalmente derrotou os moinhos de vento. Após quase duas décadas de trabalho, várias tentativas frustradas, falsos começos, interrupções e inúmeros atores diferentes, o diretor terminou as filmagens de “The Man Who Killed Don Quixote”. “Desculpe pelo longo silêncio. Eu estive ocupado empacotando o caminhão e agora estou indo para casa”, escreveu o cineasta em seu Facebook. “Depois de 17 anos, concluímos as filmagens de ‘The Man Who Killed Don Quixote’. Muchas gracias a todos da equipe e aos que acreditaram. Quixote vive!” Inspirado no clássico de Miguel de Cervantes, o filme gira em torno de um cansado diretor de comerciais que viaja para a Espanha para uma gravação, mas acaba embarcando numa jornada bizarra de volta no tempo, onde encontra Dom Quixote, que imediatamente o confunde com Sancho Pança e o arrasta para uma série de aventuras catastróficas. Tirar do papel esse roteiro, escrito pelo próprio Gilliam em parceria com Tony Grisoni (“Minha Nova Vida”), provou-se uma verdadeira aventura quixotesca. O diretor começou a pré-produção em 1998 e a filmagem em 2000, com Johnny Depp (“Piratas do Caribe”) no papel principal, e foram tantos problemas, incluindo inundações, interferências das forças armadas espanholas e uma hérnia sofrida pelo astro, que a produção precisou ser interrompida e o filme abandonado. Todas as dificuldades enfrentadas pelo projeto foram registradas num documentário premiado, “Lost in La Mancha” (2002). Uma década depois, em 2010, Gilliam voltou a ficar perto de realizar seu projeto, chegando a filmar Ewan McGregor (“O Escritor Fantasma”) como o diretor e Robert Duvall (“O Juiz”) no papel de Dom Quixote, mas as filmagens foram novamente interrompidas, desta vez por problemas financeiros. Em 2015, ele chegou a anunciar uma nova tentativa, agora estrelada por Jack O’Connell (“Invencível”) e John Hurt (“O Espião que Sabia Demais”), que acabou morrendo em janeiro deste ano. Assim, quem acabou filmando os papéis principais foram Adam Driver (“Star Wars: O Despertar da Força”) e Jonathan Pryce (série “Game of Thrones”). O elenco final também inclui Olga Kurylenko (“Oblivion”), Stellan Skarsgård (“Ninfomaníaca”), Óscar Jaenada (“Piratas do Caribe: Navegando em Águas Misteriosas”), Jordi Mollà (“Riddick”), Sergi López (“Faces de uma Mulher”), Jason Watkins (série “Taboo”) e Rossy de Palma (“Kika”). É importante apontar que a filmagem só foi concluída devido a uma plataforma de streaming: a Amazon. Enquanto estúdios de cinema deixaram Gilliam com a câmera na mão e a cara no chão, a Amazon foi quem entrou com o financiamento para o cineasta concretizar seu sonho, tomando a frente do projeto nos Estados Unidos, em associação com pequenas companhias europeias. Mas a jornada ainda não terminou. Após as filmagens, “The Man Who Killed Don Quixote” entra em fase de pós-produção e ainda não tem previsão de estreia.
Mulher-Maravilha estreia com bilheteria histórica de US$ 100 milhões na América do Norte
“Mulher-Maravilha” laçou o 1º lugar nas bilheterias da América do Norte (EUA e Canadá) com a arrecadação histórica de US$ 100,5 milhões no fim de semana. A quantia é recorde para um filme dirigido por uma mulher, superando com folga o antigo detentor da marca – “Cinquenta Tons de Cinza” (2015), com US$ 85 milhões. A façanha é ainda maior por se tratar do lançamento da primeira franquia bem-sucedida estrelada por uma super-heroína dos quadrinhos – após os fracassos de “Mulher-Gato” e “Elektra” na década passada, e “Supergirl” nos anos 1980. O filme dirigido por Patty Jenkins e estrelado por Gal Gadot ainda conquistou nota A do público, no levantamento feito pelo CinemaScore, e média de 93% de aprovação da crítica, registrada no Rotten Tomatoes. É disparado o lançamento que mais agradou público e crítica do Universo Expandido da DC Comics, em franco contraste com as críticas negativas obtidas por “Batman vs. Superman” e “Esquadrão Suicida” no ano passado. Seu sucesso também foi uma maravilha no mercado internacional, onde liderou a arrecadação em 55 mercados, somando mais US$ 123 milhões para um total de US$ 223 milhões mundiais no primeiro fim de semana de exibição. De acordo com a Warner, a China respondeu pela segunda maior bilheteria internacional, com US$ 38 milhões, seguida pela Coreia do Sul (US$ 8,5 milhões), México (US$ 8,4 milhões) e Brasil (US$ 8,3 milhões). O resultado representa uma vitória importante para a Warner após o enorme prejuízo causado por “Rei Arthur: A Lenda da Espada”, produção orçada em US$ 175 milhões, que atualmente está em 10º lugar no ranking doméstico, tendo rendido apenas US$ 37,1 milhões na América do Norte. Também reforça os planos de investimento do estúdio nos quadrinhos da DC Comics. A própria Mulher-Maravilha voltará aos cinemas em novembro, no longa da “Liga da Justiça”. Mais importante ainda são os reflexos culturais e econômicos do bom desempenho do filme. Reticentes em contratar mulheres para dirigir grandes produções, os estúdios de Hollywood deverão ser mais pressionados com o sucesso de Patti Jenkins. O mesmo também vale em relação a superproduções centradas em heroínas fortes. O êxito de “Mulher-Maravilha” só aumenta a vergonha da Marvel por ainda não ter feito um filme centrado na Viúva Negra de Scarlett Johansson. Vale observar que a Warner já tem mais dois filmes de personagens femininas da DC Comics em produção, “Batgirl” e “Sereias de Gotham”, enquanto a Marvel só planeja um, “Capitã Marvel”. E isto que até a Sony projeta um longa com duas coadjuvantes femininas do Homem-Aranha – Gata Negra e Sabre de Prata. Por conta da expectativa em torno de “Mulher-Maravilha”, o fim de semana teve apenas outra estreia ampla na América do Norte: “As Aventuras do Capitão Cueca”, da DreamWorks Animation. O lançamento abriu em 2º lugar com US$ 23,5 milhões. Curiosamente, a trama da animação também foca o mundo dos super-heróis. A divertida premissa, extraída dos livros da franquia infantil do escritor Dav Pilkey, gira em torno de dois estudantes arruaceiros que conseguem hipnotizar o terrível diretor da escola e fazê-lo acreditar que é super-herói. “As Aventuras do Capitão Cueca” também agradou à crítica, com 86% no Rotten Tomatoes. Sua estreia no Brasil, porém, vai demorar horrores. Está marcada apenas para outubro, quando o Blu-ray estará em promoção nas lojas dos Estados Unidos. Com isso, “Piratas do Caribe: A Vingança de Salazar” caiu do 1º lugar para o 3º em sua segunda semana em cartaz. A bilheteria de US$ 23,5 milhões representa uma queda de 66% em relação à arrecadação doméstica da semana passada. Mas apesar dos lamentáveis 29% de aprovação no Rotten Tomatoes, a produção da Disney ultrapassou em 10 dias a marca de US$ 500 milhões em sua bilheteria mundial. Ou seja, não dará prejuízo para a empresa dos parques de diversões. BILHETERIAS: TOP 10 América do Norte 1. Mulher-Maravilha Fim de semana: US$ 100,5 milhões Total EUA: US$ 100,5 milhões Total Mundo: US$ 223 milhões 2. As Aventuras do Capitão Cueca Fim de semana: US$ 23,5 milhões Total EUA: US$ 23,5 milhões Total Mundo: US$ 23,5 milhões 3. Piratas do Caribe: A Vingança de Salazar Fim de semana: US$ 21,6 milhões Total EUA: US$ 114,67 milhões Total Mundo: US$ 501,2 milhões 4. Guardiões da Galáxia Vol. 2 Fim de semana: US$ 9,7 milhões Total EUA: US$ 355,4 milhões Total Mundo: US$ 816,5 milhões 5. Baywatch Fim de semana: US$ 8,5 milhões Total EUA: US$ 41,7 milhões Total Mundo: US$ 67,2 milhões 6. Alien: Covenant Fim de semana: US$ 4 milhões Total EUA: US$ 67,2 milhões Total Mundo: US$ 168,2 milhões 7. Tudo e Todas as Coisas Fim de semana: US$ 3,3 milhões Total EUA: US$ 28,3 milhões Total Mundo: US$ 28,3 milhões 8. Snatched Fim de semana: US$ 1,3 milhão Total EUA: US$ 43,89 milhões Total Mundo: US$ 53,6 milhões 9. Diário de um Banana: Caindo na Estrada Fim de semana: US$ 1,2 milhão Total EUA: US$ 17,8 milhões Total Mundo: US$ 21,7 milhões 10. Rei Arthur: A Lenda da Espada Fim de semana: US$ 1,1 milhão Total EUA: US$ 37,1 milhões Total Mundo: US$ 129,4 milhões
The Last Tycoon: Série baseada no último romance de F. Scott Fitzgerald ganha trailer
O serviço de streaming da Amazon divulgou o pôster e o trailer da série “The Last Tycoon”, adaptação de “O Último Magnata”, último romance de F. Scott Fitzgerald (“O Grande Gatsby”), que retrata a Era de Ouro de Hollywood. A história original de “O Último Magnata” foi inspirada na vida do lendário produtor cinematográfico Irving Thalberg, um dos homens mais poderosos do cinema nos anos 1920 e 30, e em sua rivalidade com Louis B. Mayer. (o segundo M da MGM). Mas Fitzgerald morreu antes de completá-lo, aos 44 anos. Os rascunhos foram coletados por seu amigo e crítico literário Edmund Wilson, e publicados com sucesso em 1941. A obra, inclusive, já foi transformada em filme, dirigido por Elia Kazan (“Vidas Amargas”) e estrelada por Robert De Niro (“O Lado Bom da Vida”) em 1976. Na série, Matt Bommer (série “White Collar”) interpreta o protagonista, Monroe Stahr, um produtor prodígio de Hollywood na década 1930, que em sua ascensão se coloca contra seu mentor e atual chefe de estúdio, Pat Brady (Kelsey Grammer, de “Transformers: A Era da Extinção”). O elenco ainda destaca Lily Collins (“Simplesmente Acontece”) como a filha de Brady, cujas aspirações hollywoodianas são manipuladas por Stahr, e Rosemarie DeWitt (“Homens, Mulheres e Filhos”) como a esposa de Brady, que também demonstra interesse pelo jovem produtor. A adaptação foi desenvolvida pelo roteirista e diretor Billy Ray (“Olhos da Justiça”), que também assinou a direção do piloto aprovado. Como curiosidade, a Amazon também produz a série “Z: The Beginning of Everything”, sobre a vida real e atribulada de Fitzgerald ao lado de sua esposa Zelda, a Z do título. A estreia de “The Last Tycoon” está marcada para 28 de julho.
Preacher ganha novo trailer e vídeo de bastidores da 2ª temporada
A Sony e o canal pago AMC divulgaram um novo trailer e um vídeo de bastidores da 2ª temporada de “Preacher”. As prévias mostram os protagonistas na estrada, perseguidos pelo assassino denominado apenas como o Cowboy – embora nos quadrinhos seja chamado de Santo dos Assassinos. Não faltam situações bizarras, bem ao gosto dos co-autores da série, Evan Goldberg e Seth Rogen (ambos de “A Entrevista”), que também dirigem o primeiro episódio do novo ano. A série gira em torno do pastor Jesse Cutler (Dominic Cooper), que, após ser atingido por uma entidade sobrenatural, adquire o poder da Palavra de Deus, que é a capacidade de ser obedecido por todos. Isto também o torna alvo de burocratas vingativos do Céu. Em busca de respostas, Jesse se junta ao vampiro bebum Cassidy (Joseph Gilgun) e a sua ex-namorada pistoleira Tulip (Ruth Negga) e parte em busca de Deus, rumo ao interior dos EUA, enquanto são caçados, sem saber, pelo cowboy (Graham McTavish) contratado por seres celestes. A nova temporada vai começar deste ponto, que é exatamente como inicia a trama original dos quadrinhos da Vertigo (subdivisão adulta da DC Comics). Ou seja, toda a 1ª temporada pode ser considerada um longo prólogo para a obra de Garth Ennis e Steve Dillon. Com 13 episódios, a 2ª temporada vai estrear em 19 de junho nos EUA.
Netflix divulga o trailer legendado da série sobre o narcotraficante El Chapo
A Neflix divulgou cinco novas fotos e o trailer legendado da série “El Chapo”, sobre a vida do narcotraficante Joaquin “El Chapo” Guzman, o mais pop dos criminosos modernos, que foi preso em janeiro do ano passado. A série foi gravada em completo sigilo na Colômbia. Segundo a agência Associated Press, as pessoas que viviam próximas às locações foram informadas de que, na verdade, as gravações eram para uma novela chamada “Dolores de Amor”. Apesar de El Chapo ser o maior narcotraficante do México, as locações usadas foram as mesmas da série “Narcos” sobre o colombiano Pablo Escobar. Além de garantir segredo, foram apontados conhecimento prévio da equipe técnica e questões de segurança como razão das filmagens na América do Sul. O sigilo foi tanto que pegou Hollywood desprevenida. Sony e Fox brigavam para adiantar projetos cinematográficos sobre a trajetória do ex-chefe do cartel de Sinaloa, enquanto a plataforma de streaming fechou parceria com o canal Univision e gravou toda a 1ª temporada de sua série. El Chapo ficou conhecido como um criminoso pop por manter relacionamentos com figuras da música e do entretenimento dos Estados Unidos, e só foi definitivamente preso em janeiro, seis meses após uma fuga espetacular da prisão de segurança máxima de Altiplano, após aceitar ser entrevistado pelo ator Sean Penn para uma reportagem da revista Rolling Stone. Ele também esteve na lista de bilionários da revista “Forbes” durante quatro anos. De acordo com a publicação, seu cartel seria responsável por 25% de toda a droga traficada do México para os Estados Unidos. Na série, o traficante é interpretado por Marco de la O, ator mexicano de 38 anos, que tem aparência física muito similar ao criminoso real. Ele viverá El Chapo ao longo de três décadas – a partir de 1985, quando era um membro raso do Cartel de Guadalajara, durante sua ascensão ao poder e até sua queda. Além desta série, o canal History também desenvolve uma produção sobre o narcotraficante, que ironicamente está sendo escrita por Chris Brancato, o criador de “Narcos” na Netflix. “El Chapo” já está sendo exibida no canal pago Univision, voltado às comunidades latinas dos EUA, e chega à Netflix em 16 de junho.
The Alienist: Série criminal de época com Luke Evans e Dakota Fanning ganha primeiro trailer
A TNT divulgou o primeiro trailer de “The Alienist”, série sobre a caçada ao primeiro serial killer de Nova York, passada no século 19 e com um elenco cinematográfico: Daniel Brühl (“Capitão América: Guerra Civil”), Luke Evans (“Drácula: A História Nunca Contada”) e Dakota Fanning (“Movimentos Noturnos”). Adaptação do best-selling homônimo de Caleb Carr, a série vai acompanhar a investigação dos assassinatos de diversas prostitutas em 1896 por um trio de “especialistas” não convencionais. Daniel Brühl interpreta o brilhante e excêntrico Dr. Laszlo Kreizler, um prodígio da psicologia forense, que é o alienista do título – por tratar de pacientes “alienados da realidade”. Convocado para o caso pelo novo comissário de polícia Theodore Roosevelt (futuro presidente dos EUA), ele acaba se juntando ao jornalista John Moore, vivido por Luke Evans, e a secretária da polícia Sara Howard, personagem de Dakota Fanning, que está determinada a se tornar a primeira detetive feminina dos EUA. Roosevelt é vivido por Brian Geraghty (série “Chicago P.D.”). A trama evoca vagamente a série britânica “Ripper Street”, ao mesmo tempo em que demonstra preocupação com aspectos históricos, como o desenvolvimento da ciência forense e os primeiros passos da luta pelos direitos das mulheres. Desenvolvida pelas produtoras Anonymous Content e Paramount TV, “The Alienist” começou a sair do papel em 2015, quando o diretor Cary Fukunaga (série “True Detective”) apresentou o projeto e assumiu sua produção executiva. Originalmente, ele planejava dirigir a produção, mas acabou se envolvendo em muitas séries simultâneas, como “Maniac” e “Telex from Cuba”. Por conta disso, a direção dos episódios ficou a cargo do belga Jakob Verbruggen, que já assinou capítulos de “Black Mirror” e “House of Cards”. A adaptação está sendo escrita por Hossein Amini (roteirista de “As Duas Faces de Janeiro” e “Drive”), que também será um dos produtores executivos da atração. Com oito episódios, “The Alienist” ainda não tem previsão de estreia, mas a expectativa é que vá ao ar no final do ano.
2ª temporada de Top of the Lake ganha trailer poderoso com Elisabeth Moss e Nicole Kidman
A rede BBC divulgou o pôster e um trailer poderoso da 2ª temporada de “Top of the Lake”, que ganhou o subtítulo “China Girl”. A prévia mostra a relação entre as personagens de Elisabeth Moss (série “The Handmaid’s Tale”) e Nicole Kidman (“Lion”), e como a filha da última se envolve com um namorado perigoso, numa trama de escravas sexuais. A produção original era uma minissérie. Mas se tornou tão premiada – faturou Emmy, Globo de Ouro, BAFTA, Critics Choice, SAG Awards, PGA Awards, etc – que inspirou a BBC a encomendar uma continuação. Novamente escrita e dirigida pela cineasta Jane Campion (“O Piano”), cocriadora da série em parceria com Gerard Lee (“My Mistress”), a nova temporada encontra a detetive policial Robin Griffin, personagem de Moss, trabalhando num novo caso, quatro anos após desvendar o desaparecimento de uma menina de 12 anos numa comunidade do interior da Nova Zelândia. O elenco também inclui Gwendoline Christie (série “Game of Thrones”), David Dencik (“Os Homens que Não Amavam as Mulheres”), Alice Englert (“Dezesseis Luas”), Peter Mullan (série “Quarry”) e David Wenham (série “Punho de Ferro”). “Top of the Lake: China Girl” terá 6 episódios e teve première no Festival de Cannes. A estreia está marcada para setembro no Reino Unido.
Vilão da 4ª temporada de The Flash será o Pensador
Confirmando a informação do produtor Andrew Kreisberg de que o vilão da 4ª temporada de “The Flash” não seria, pela primeira vez, um velocista, o site TVLine apurou que o grande antagonista dos próximos capítulos será o Pensador (The Thinker). Criado por Gardner Fox em 1943, o personagem surgiu como um ex-advogado chamado Clifford DeVoe, que decide usar sua inteligência de mestre estrategista para comandar o submundo do crime de Gotham City. Após uma primeira revisão em sua história, ele virou um dos principais inimigos do Flash, transformando-se num inventor brilhante, que usa inovações tecnológicas para cometer crimes. Uma de suas criações mais famosas é um chapéu capaz de controlar mentes e que também lhe dá habilidades telecinéticas. De forma trágica, o Pensador acabou morrendo de câncer nos quadrinhos, de tanto usar essa invenção. Os roteiristas já tinham dado pistas do surgimento do Pensador em episódios da 3ª temporada de “The Flash”. O vilão Abra Kadabra (David Dastmalchian) citou o nome de DeVoe dentre os vários inimigos que o Flash (Grant Gustin) iria enfrentar durante sua vida, enquanto Savitar (também vivido por Grant Gustin) relembrou uma invenção criada para combatê-lo num futuro próximo. “Foi aqui que fizemos o inibidor cerebral para usar contra DeVoe”, ele disse, no capítulo em que visitou o Star Labs. Por enquanto, ainda não foi revelado quem irá interpretar o novo vilão. Nem se os produtores vão se repetir pela quarta vez, mantendo sua verdadeira identidade em segredo por vários episódios, como fizeram com os velocistas Flash Reverso na 1ª temporada, Zoom na 2ª e Savitar na 3ª. A 4ª temporada de “The Flash” estreia em outubro nos Estados Unidos. Aqui, a série faz parte da programação do canal pago Warner.
Em Ritmo de Fuga ganha novas fotos e trailer legendado, regado a tequila e críticas elogiosíssimas
A Sony divulgou novas fotos e o terceiro trailer, em versões legendada e dublada, de “Em Ritmo de Fuga” (Baby Driver). A prévia é movida a “Tequila” (a música instrumental de 1958 dos Champs) e elogios da crítica. Mas o mais curioso do vídeo é a citação ao site Rotten Tomatoes. Poucos dias após a Paramount supostamente acusar o Rotten Tomatoes de arruinar o lançamento de “Baywatch” com sua nota baixa, o marketing da Sony utiliza os impressionantes 100% de aprovação do filme no site agregador de críticas como publicidade positiva. O filme segue o anti-herói silencioso vivido por Ansel Elgort (“A Culpa É das Estrelas”), um motorista com cara de bebê, que é um ás dos volantes. Capaz de escapar de qualquer perseguição, ele é utilizado por um chefão do crime (papel de Kevin Spacey, de “House of Cards”) para uma série de fugas espetaculares de assaltos. O problema é que se mostra tão eficiente que o bandido decide não cumprir o acordo estabelecido para liberá-lo após um último golpe, ameaçando sua namoradinha para mantê-lo a seu serviço. O elenco ainda inclui Lily James (“Cinderela”), Jamie Foxx (“Django Livre”), Jon Hamm (série “Mad Men”), Jon Bernthal (série “Demolidor”), Eiza González (série “Um Drink no Inferno/From Dusk Till Dawn”), Flea (baixista do Red Hot Chili Peppers) e a cantora Sky Ferreira (“Canibais”). O longa marca a volta de Edgar Wright à direção, quatro anos após “Heróis de Ressaca” (2013). Ele deu um hiato tão grande em sua carreira por ter se envolvido no filme do “Homem-Formiga”, apenas para abandoná-lo, após dois anos de pré-produção, por conflitos criativos com a Marvel. A estreia está marcada para 27 de julho no Brasil, um mês após o lançamento nos EUA.
Vilã de The Originals será a heroína Miragem nos Novos Mutantes
Uma atriz pouco conhecida terá o papel principal no filme dos Novos Mutantes. A novata Blu Hunt, que vive a encarnação humana de The Hollow, a entidade sobrenatural que ataca os protagonistas da atual temporada de “The Originals”, foi escalada para viver Danielle Moonstar, também conhecida como a heroína Miragem (Mirage) nos quadrinhos da Marvel. Ela vai se juntar a Maisie Williams (a Arya de “Game of Thrones”) como Lupina (Wolfsbane), Anya Taylor-Joy (“Fragmentado”) como Magia (Magik), Charlie Heaton (série “Stranger Things”) como Míssil (Cannoball) e o brasileiro Henry Zaga (série “13 Reasons Why”) como Mancha Solar (Sunspot). Segundo o site The Hollywood Reporter, Miragem completa o grupo de heróis adolescentes que formam os Novos Mutantes na trama. E foi a que deu mais trabalho, dentre os cinco personagens, para ter sua intérprete definida. Isto porque o diretor Josh Boone (“A Culpa É das Estrelas”) insistiu em ser racialmente correto em sua escalação. Assim como escolheu um ator brasileiro para interpretar o herói brasileiro do grupo, ele queria uma atriz nativo-americana como Miragem. Vários testes foram feitos com atrizes de descendência indígena, antes do diretor se definir por Blu Hunt. Seu papel na série “The Originals” acabou ajudando na decisão, uma vez que ela aparece com trajes nativo-americanos num episódio, mostrando-se convincente. Miragem foi criada pelo escritor Chris Claremont e o artista Bob McLeod em 1982, na graphic novel que introduziu os Novos Mutantes. Mais que isso, sua história foi o próprio centro narrativo por trás da criação dos Novos Mutantes, pois demonstrou a importância de ensinar jovens superdotados a dominar seus poderes, dando a Xavier um novo objetivo e uma nova turma de estudantes, após os X-Men se tornarem adultos. Nos quadrinhos, Danielle Moonstar nasceu e foi criada numa reserva indígena, mas ao começar a ter pesadelos frequentes, seu avô xamã descobriu suas habilidades e contatou o Professor Xavier para treiná-la. A jovem foi para a Escola de Xavier à contragosto, mas logo dominou a capacidade de projetar os maiores medos das pessoas, por meio de poderosas ilusões telepáticas. A participação do Professor X no filme tem sido confirmada e desmentida desde que o projeto entrou em desenvolvimento. A agenda do ator James McAvoy pode ter determinado a decisão do roteiro. De todo modo, um dos pesadelos recorrentes de Danielle envolvia um Urso gigante sobrenatural, que teria matado seus pais. E essa criatura deve ser o vilão central do filme, segundo um storyboard supostamente vazado pela equipe da produção. A personagem também tem uma conexão com Asgard, curiosamente graças a outro de seus poderes: empatia animal. Num arco dos Novos Mutantes, ela acaba criando um vínculo com um cavalo alado das valquírias, chamado Ventania, que Odin permite que ela leve para a Terra. Para arrematar, ela também é a líder dos Novos Mutantes. A Fox ainda não divulgou sinopse do filme, portanto não se sabe o quanto da história dos personagens será realmente aproveitado. O roteiro foi escrito pela dupla Scott Neustadter e Michael H. Weber, que trabalhou com o diretor Josh Boone no sucesso adolescente “A Culpa É das Estrelas” (2014). A previsão de estreia é para abril de 2018.
Saiba que outras super-heroínas podem seguir a Mulher-Maravilha nos cinemas
Com a expectativa criada pelo desempenho de “Mulher-Maravilha”, que já quebrou um recorde em sua pré-estreia e deve bater outros no fim de semana, Hollywood pode embarcar numa onda de filmes de super-heroínas dos quadrinhos. A própria Warner já tem dois outros projetos do gênero em desenvolvimento: “Batgirl”, de Joss Whedon (“Os Vingadores”), e “Sereias de Gotham”, centrado na Arlequina vivida por Margot Robbie, com direção de David Ayer (“Esquadrão Suicida”). Até a Sony planeja juntar duas anti-heroínas num mesmo filme, “Silver & Black”, com Gata Negra e Sabre de Prata. Já a Marvel possui apenas “Capitã Marvel”, com Brie Larson, em seu cronograma de lançamentos. Mas há pelo menos mais cinco heroínas que poderiam sustentar um filme, sozinhas ou na companhia de coadjuvantes. A Viúva Negra, interpretada por Scarlett Johansson na franquia dos Vingadores, é o exemplo mais óbvio. A trama poderia, inclusive, diferenciar-se do padrão adotado para os filmes de super-heróis ao assumir um tom de thriller de espionagem, já que Natasha Romanoff era originalmente uma espiã russa, antes de ser recrutada pela SHIELD. A Marvel ainda poderia aproveitar a estreia de Valquíria em “Thor: Ragnarok” para lançar um spin-off, quem sabe formando uma dupla com a deusa Sif, misteriosamente ausente da publicidade do terceiro filme do herói asgardiano – após aparecer até na série “Agents of SHIELD”. Com o destaque obtido em “Logan”, a pequena X-23 também se tornou candidata a ganhar seu próprio filme. Dafne Keen surpreendeu no papel e o sucesso da série “Stranger Things” aponta que o público está pronto para uma super-heroína pré-adolescente. Um filme da mutante Mística, estrelado por Jennifer Lawrence, seria outra barbada, caso a Fox conseguisse convencer a atriz. Uma alternativa seria uma pequena participação da estrela, já que a personagem tem a capacidade de assumir qualquer identidade, podendo inclusive virar homem. Das personagens inéditas no cinema, Zatanna, da DC Comics, é a que tem história mais cinematográfica, como filha de um mágico que decide usar os poderes da família para combater o crime. E ela ainda é parente de Leonardo Da Vinci! Com o sucesso da franquia “Truque de Mestre”, uma super-heroína mágica poderia facilmente apelar ao grande público.
Wendell Burton (1947 – 2017)
Morreu Wendell Burton, que estreou no cinema como par romântico de Liza Minnelli no clássico “Os Anos Verdes” (1969). Ele faleceu de câncer no cérebro na terça-feira (29/5), em sua casa em Houston, no Texas, aos 69 anos de idade. Burton tinha só 21 anos quando foi escalado em “Os Anos Verdes”, uma história de amor juvenil dirigida por Alan J. Pakula, que marcou o segundo papel cinematográfico de Liza Minnelli, então com 20 anos. Ela vivia uma universitária inquieta, ele era um universitário introvertido, e na trama os opostos acabavam se atraindo de forma romântica, mas também trágica. O filme acabou indicado para dois Oscars: Melhor Canção e Melhor Atriz para a jovem Liza. “Então”, diz a biografia do site oficial de Burton, “imaginando que estava evidentemente destinado a tornar-se rico e famoso, ele decidiu se mudar de vez para Hollywood, onde não conseguiu se tornar nem um nem outro, ao menos na medida em que imaginava. Embora, ao longo do caminho, tenha chegado a participar de vários filmes, telefilmes e episódios de séries”. Há quem diga que sua carreira tenha ficado marcada por seu segundo papel cinematográfico, como um presidiário que é estuprado e vira predador sexual no drama “Sob o Teto do Demônio” (1971), considerado muito forte para a época. Seus maiores destaques posteriores foram na TV, onde integrou o elenco do telefilme “Pergunte a Alice” (1974), adaptação de um best-seller juvenil que se tornou famoso como alerta para os perigos das drogas entre os adolescentes, e da minissérie de 1981 baseada no clássico literário “Vidas Amargas”, de John Steinbeck. Seu último filme foi “Encurralado em Las Vegas” (1986), com Burt Reynolds. Mas ele não abandonou a indústria do entretenimento, passando a vender anúncios para a TV a partir de 1988, até lançar um canal independente em Houston, em 1997. Também compôs e gravou músicas cristãs e relatou sua jornada de conversão espiritual num livro, publicado no ano passado. Ele deixa dois filhos: Haven Paschall, voz americana da personagem Serena na série animada “Pokémon”, e Adam Burton, que é músico.
Elena Verdugo (1925 – 2017)
Morreu a atriz Elena Verdugo, que teve uma prolífica carreira cinematográfica antes de se concentrar na TV e ser indicada ao Emmy por seu trabalho na série “Marcus Welby”. Ela faleceu na terça-feira (30/5) em Los Angeles, aos 92 anos. Elena Angela Verdugo debutou no cinema antes de debutar na vida real. Nascida e criada na Califórnia, numa família hispânica, ela conquistou seu primeiro papel aos 6 anos de idade, em 1931, e durante a adolescência encarou a rotina de aparecer em vários filmes por ano. Entre suas dezenas de produções da época, destacam-se muitos musicais, inclusive “Serenata Tropical” (1940) com Carmen Miranda, e clássicos de terror da Universal, que fez bom uso de seu sobrenome – Verdugo significa carrasco ou pessoa cruel – em “A Mansão de Frankenstein” (1944) e “The Frozen Ghost” (1945), ambos estrelados por Lon Chaney Jr. Mas ela também participou de aventuras populares, como “Jim das Selvas – A Tribo Perdida” (1949), “Cyrano de Bergerac” (1950) e “A Princesa de Damasco” (1952), antes de ir parar na TV, assumindo o papel principal da série “Meet Millie”, que durou quatro temporadas, entre 1952 e 1955. Verdugo integrou o elenco de várias outras séries de duração efêmera, até entrar em “Marcus Welby” em 1969. A produção era estrelada por Robert Young, ator conhecido do cinema noir, que já tinha em seu currículo uma atração televisiva de enorme sucesso, “Papai Sabe Tudo” (1954-1960). A trama acompanhava o cotidiano de seu personagem, o médico do título, um exemplo de doutor à moda antiga, atencioso e dedicado, que era capaz de tratar de tudo e com quem todo mundo queria se consultar. Verdugo interpretava sua enfermeira, Consuelo Lopez, e o elenco ainda incluía James Brolin como o médico assistente Dr. Steven Kiley. Sucesso retumbante, “Marcus Welby” se tornou a série médica mais popular de sua época, rendendo 170 episódios, exibidos ao longo de sete temporadas, entre 1969 e 1976. Além disso, venceu o Emmy de Melhor Série Dramática de 1970 e rendeu inúmeras indicações ao seu elenco. Verdugo foi lembrada por dois anos seguidos na categoria de Atriz Coadjuvante, em 1971 e 1972. Curiosamente, ela pensou em recusar o papel, quando os produtores lhe falaram que queriam uma empregada latina. “Eu disse: ‘Esquecam! Eu não vou interpretar uma empregada doméstica, que era o tipo de papel que os latinos recebiam na época”, ela contou em entrevista ao canal PBS. Sua personagem acabou sendo uma das primeiras latinas proeminentes da televisão norte-americana. Após o fim da série, a atriz ainda apareceu no telefilme “A Volta de Marcus Welby”, que reuniu o elenco original em 1984. Mas fez pouquíssima coisa mais. Ela se aposentou no ano seguinte.












