Viva – A Vida É uma Festa estreia nos EUA com nota máxima de aprovação do público
A Liga da Justiça vai sofrer para superar uma criança mexicana neste fim de semana. Após quebrar recordes de bilheteria no México, o novo longa animado da Pixar, que se chama “Coco” e virou “Viva – A Vida É uma Festa” no Brasil, obteve aprovação máxima do público nos Estados Unidos. O filme tirou nota A+ no CinemaScore, que registra a média da opinião do público, em sua estreia no feriadão do Dia de Ação de Graças nos cinemas americanos. Trata-se do sexto filme da Pixar a atingir esta marca, mas apenas o primeiro nesta década. O último tinha sido “Up – Altas Aventuras” em 2009. A nota da crítica também foi bastante elevada: 96% de aprovação no Rotten Tomatoes. Para completar, a expectativa da indústria é que a animação fature até US$ 70 milhões em seu fim de semana de estreia nos Estados Unidos e Canadá. O que fará com que “Liga da Justiça” sofra um tombo no ranking, aumentando a tensão nos bastidores da Warner Bros. Mas o ambiente na Pixar, estúdio dos mais famosos desenhos animados deste século, também estava sob nuvens cinzentas, após acusações de assédio e o afastamento voluntário de seu chefe, John Lasseter (diretor de “Toy Story”), no começo da semana. De forma inegável, o bom resultado de “Viva – A Vida É uma Festa” vira a página e volta a resgatar a moral da Pixar. O filme conta a história de um menino mexicano proibido de tocar música, apesar de ser parente de um cantor famoso. Ao segurar o violão de seu ancestral, ele acaba sendo “puxado” para a Terra dos Mortos e, a partir daí, passa a contar com a ajuda de seus parentes falecidos para voltar ao mundo dos vivos. O roteiro é de Adrian Molina (“O Bom Dinossauro”), que também faz sua estreia como diretor, trabalhando ao lado de Lee Unkrich (“Toy Story 3”). Mas o público brasileiro ainda terá que esperar muito para assistir ao desenho. O lançamento nacional foi marcado apenas para 4 de janeiro. Por sinal, esta demora explica porque a Disney só disponibilizou um único trailer dublado em português do filme até o momento.
Semana da Black Friday tem grande queima de filmes ruins, com 15 estreias nos cinemas
Nada menos que 15 estreias chegam aos cinemas nesta semana. Quase metade desse total são lançamentos brasileiros e apenas duas produções vem de Hollywood. Apesar dessa proporção, os dois filmes americanos ocupam mais cinemas que todos os demais juntos. Eles são a framboesa dourada da programação: os piores títulos da lista, que exagera na oferta e economiza na qualidade. Com uma ou outra exceção, trata-se da maior queima de filmes ruins do ano, uma verdadeira Black Week. Lançamento mais amplo, a comédia “Pai em Dose Dupla 2” traz a continuação de uma história já encerrada, que não tem para onde ir. Como o conflito original dos personagens foi resolvido no primeiro filme, a trama opta pela fórmula estabelecida na franquia “Entrando Numa Fria” (2000), tornando a sequência “Maior Ainda” (2004) com a inclusão de mais parentes. Após se acertarem e ficarem amigos, o pai e o padrasto vividos por Mark Wahlberg e Will Ferrell terão que lidar com seus próprios pais, vividos, respectivamente, por Mel Gibson (“Herança de Sangue”) e John Lithgow (série “The Crown”). Claro que o primeiro é durão e o segundo amoroso em excesso, e todos terão que conviver durante um Natal em família. Pouco original, a comédia é também sem graça. 17% na avaliação do Rotten Tomatoes. Grande decepção do ano, “Boneco de Neve” tinha a expectativa de ser a primeira adaptação hollywoodiana de um romance de Jo Nesbø, o mestre do suspense nórdico. Com um elenco encabeçado por Michael Fassbender (“X-Men: Apocalipse”) e Rebecca Ferguson (“Missão: Impossível – Nação Secreta”), a trama gira em torno de um serial killer obcecado por degolar mulheres e usá-las em bonecos de neve mórbidos. Mas o que acontece em cena não faz sentido – além do trailer ter entregado todas as reviravoltas. O resultado é tão ruim que ficou com apenas 8% no Rotten Tomatoes e fez o diretor Tomas Alfredson (“O Espião que Sabia Demais”) confessar não ter conseguido filmar todo o roteiro no tempo estipulado pelo estúdio. Um desperdício completo. Assim, a melhor alternativa para acompanhar um pipocão de 2 litros vem da Coreia do Sul. De fato, “A Vilã” é o único filme recomendado pela Pipoca Moderna nesta semana, embora também seja pouco original. O thriller de ação acompanha uma jovem treinada para se tornar assassina profissional de uma agência secreta e é estrelado por Kim Ok-bin (“Sede de Sangue”), que estudou artes marciais antes de virar atriz e até então nunca tivera chance de mostrar suas habilidades. A premissa é realmente a mesma de “Nikita – Criada Para Matar” (1990), a melhor ideia da carreira de Luc Besson – que já tinha sido reciclada no mercado asiático em “Black Cat” (1991), a “versão” made in Hong Kong. O novo filme escapa das armadilhas genéricas graças ao ritmo frenético da direção de Jung Byung-gil (“Confissão de Assassinato”), que é de tirar o chapéu – ou aplaudir de pé, como aconteceu no Festival de Cannes deste ano. Tem 82% de aprovação no Rotten Tomatoes. Fãs da cultura oriental também podem ser tentados pela animação “Por Que Vivemos”. Mas apesar de explorar imagens de lutas marciais, não se trata de um anime de kung fu. Trata-se da adaptação do best-seller de auto-ajuda homônimo, que transforma questionamentos existenciais em espiritualismo didático, com a distração de samurais, kung fu e monges, num desenho muito amador em relação à reconhecida qualidade das animações japonesas. Em outras palavras: um caça-niqueis budista, que não se constrange ante sua contradição inerente. As inevitáveis exibições francófonas da semana são “Barreiras” e “Lola Pater”, que tem o mesmo destaque em comum: grandes divas francesas. O primeiro traz Isabella Huppert (“Elle”) como uma avó que criou a neta e precisa lidar com o retorno da filha, enquanto o segundo tem Fanny Ardant (a eterna “A Mulher do Lado”) como o pai que virou mulher e precisa lidar com o ressurgimento do filho. A distinção de “Lola Pater” é o fato de a família ser muçulmana, o que insere o tema LGBT+ numa cultura extremamente homofóbica. Há também um filme argentino e outro uruguaio, e ambos foram premiados em festivais brasileiros. “Ninguém Está Olhando”, de Julia Solomonoff (“O Último Verão de La Boyita”), foi o grande vencedor do Cine Ceará deste ano e acompanha um astro latino que tenta carreira nos Estados Unidos e não consegue deslanchar – muito loiro para viver latino, com sotaque para interpretar americano – , espelhando trajetórias que costumam se repetir. Já “Os Golfinhos Vão para o Leste” premiou a atriz e codiretora Verónica Perrotta no Festival de Gramado do ano passado. Na trama, ela visita o pai gay e ícone da noite de Punta Del Este, para contar que está grávida. No besteirol que se segue, ambos fingem que são uma família feliz com a novidade. As demais estreias são nacionais. Com maior repercussão, “Não Devore Meu Coração”, primeiro filme solo de Felipe Bragança (codiretor de “A Alegria”), foi exibido nos prestigiosos festivais de Sundance e Berlim, mas fracassou diante da crítica internacional (20% no Rotten Tomatoes), apesar da premissa instigante, bela fotografia e Cauã Raymond (“Alemão”) cada vez melhor em cena. Passado na fronteira entre Brasil e Paraguai, o filme acompanha a história de dois irmãos. Enquanto o mais velho (Reymond) integra uma gangue de motoqueiros em conflito com jovens guaranis, o mais novo se apaixona por uma menina paraguaia. A ambição do roteiro, que envereda pelo faroeste caboclo, nem sempre está à altura do desafio das tramas paralelas e da simbologia de antagonismos remanescentes do século 19. “Quando o Galo Cantar pela Terceira Vez Renegarás Tua Mãe” combina suspense, voyeurismo, esquizofrenia e drama homossexual, numa história sobre um porteiro que vive com uma mãe opressora e desenvolve uma obsessão doentia por um morador. Primeiro longa dirigido por Aaron Salles Torres, roteirista de comédias do Multishow, também é melhor no papel do que na tela. “A Filosofia na Alcova” adapta a obra homônima e perigosa do Marquês de Sade, com produção e encenação do grupo teatral Satyros, numa combinação de trajes de época, maquiagem de pó de arroz e cenários da São Paulo contemporânea. Entretanto, o que chama mais atenção são suas cenas de sexo, praticamente pornográficas, com direito à maior orgia já filmada no Brasil. Evocativo do cinema sexual dos anos 1970, pode chocar quem se acostumou à produção nacional assexuada do século 21, mas as raízes teatrais da encenação – Os Satyros já tinham encenado o texto no palco – mantém o sexo seguro na categoria “de arte”. Com um bônus: não se arrasta na tela, durando 78 minutos para atingir seu clímax na cara dos telespectadores. O besteirol nacional da semana, “Rúcula com Tomate Seco”, é um exemplo típico desse cinema assexuado que fala de sexo o tempo inteiro, atualmente em voga no Brasil. E consegue ser fraco mesmo entre os exemplares do gênero, feito série humorística do Multishow. Escrito, dirigido e estrelado por Arthur Vinciprova, que já tinha acumulado duas dessas funções em “Turbulência” (2016), é uma sucessão de esquetes que incluem a atriz de novela Juliana Paiva (“A Força do Querer”) na função de interesse sexual/romântico do autor/ator. Completam a programação três documentários. Mais convencional, “Lygia, Uma Escritora Brasileira” é uma produção da TV Cultura sobre a escritora Lygia Fagundes Telles, que combina imagens de arquivo e depoimentos. Mais instigante, “Gabeira” traz as opiniões contundentes do jornalista Fernando Gabeira, além de traçar sua história com imagens de arquivo, desde o combate à ditadura, a anistia e a famosa tanga, que escandalizou o Rio em sua volta do exílio, até sua decepção com o populismo petista. Mais cinematográfico, “Xingu Cariri Caruaru Carioca” foi o vencedor da mostra competitiva nacional do Festival In-Edit Brasil 2016 e acompanha o músico Carlos Malta a quatro pontos do Brasil em busca da história nacional das flautas, numa jornada que o leva a tribos indígenas e ao encontro de artistas importantes da tradição do pífano, como João do Pife e Dona Isabel Marques da Silva, a “Zabé da Loca”. Clique nos títulos dos filmes citados para assistir a todos os trailers das estreias da semana.
Robô de Planeta Proibido é comprado por US$ 5,4 milhões e vira acessório mais caro do cinema
Robby the robot, o robô do clássico de ficção científica “Planeta Proibido” (1956), tornou-se o acessório cinematográfico mais caro de todos os tempos, ao ser vendido por US$ 5,3 milhões em um leilão de Nova York, na terça-feira (22/11). A casa de leilões Bonhams, que realizou a venda, confirmou que o preço superou o recorde anterior para um item cenográfico, superando os US$ 4 milhões da estátua de falcão do noir “Relíquia Macabra” (1941), estrelado por Humphrey Bogart, e que os US$ 4,6 milhões pagos pelo vestido branco usado por Marilyn Monroe em “O Pecado Mora ao Lado” (1955). Robô mais famoso do cinema, Robby é reconhecido pela cabeça em formato de domo de vidro e membros que imitam uma criatura bípede, incluindo pernas que parecem pilhas de bolas de boliche. No famoso filme dos anos 1950, ele é um servo devoto do Professor Morbius (Walter Pidgeon), e seu design – avançadíssimo para a época – chamou mais atenção que a beleza de Anne Francis na produção. Não só isso. Programado com um senso de humor seco, ele ofuscou até o futuro comediante Leslie Nielsen, que comandava a nave espacial da trama, e se tornou a maior inspiração para dois robôs clássicos da sci-fi – o Robô, de “Perdidos no Espaço”, e C-3PO, de “Guerra nas Estrelas”. Dirigido por Fred M. Wilcox, “O Planeta Proibido” também influenciou os phasers de “Star Trek”, o disco voador de “Perdidos no Espaço” e o complexo tecnológico do “Túnel do Tempo”, que saíram diretamente de suas imagens. Mas sua importância vai além do aspecto visual e tecnológico, graças à incorporação de uma temática mais adulta no gênero – a trama era inspirada em “A Tempestade”, de William Shakespeare – , até então marcado por aventuras juvenis como “Flash Gordon” e “Buck Rogers”. Fazer o robô não foi barato. Ele foi construído pelo engenheiro Robert Kinoshita por aproximadamente US$ 125 mil, valor que, ajustado pela inflação, equivaleria a quase US$ 1 milhão de nos dias de hoje. Mesmo com esse preço, Robbie nunca foi um robô de verdade. Seu interior não tem fios e circuitos, mas espaço para um ator manobrá-lo. O mais curioso é que o sucesso de “O Planeta Proibido” transformou Robbie em ator. Isto mesmo. Ele é creditado como ator no IMDb, por aparecer em mais produções que não tinham nenhuma relação com a sci-fi clássica. O robô foi visto em nada menos que 27 produções diferentes, entre filmes e séries, sem contar documentários e programas de variedades. A lista inclui episódios de “Além da Imaginação”, “Perdidos no Espaço”, “A Família Addams”, “Banana Splits”, “Columbo”, “Projeto UFO”, “Mork & Mindy” e “Mulher-Maravilha”, além de filmes como “O Menino Invisível” (1957), “Desapareceu um Espião” (1966), “Heavy Metal: Universo em Fantasia” (1981), “Gremlins” (1984), “Meu Amante É do Outro Mundo” (1988) e até “Looney Tunes: De Volta à Ação” (2003). A identidade do comprador de Robbie não foi revelada.
Chris Hemsworth vai à guerra em novo trailer de 12 Strong
A Warner Bros. divulgou o segundo trailer de “12 Strong”, filme de guerra estrelado por Chris Hemsworth (“Thor: Ragnarok”) e Michael Shannon (“O Homem de Aço”), com direito a muito melodrama e patriotismo banal, mas também cenas de ação intensas. Baseado no livro “Horse Soldiers” de Doug Stanton, o longa conta a história real da primeira equipe militar dos Estados Unidos enviada ao Afeganistão após o ataque de 11 de setembro de 2001. A trama acompanha 12 soldados americanos que tomaram a frente da guerra para derrubar o regime talibã, tendo que aprender a montar a cavalo para avançar pelas montanhas, onde descobrem que suas montarias só os tornam alvos melhores para tiros de tanques. O filme tem roteiro de Peter Craig (“Jogos Vorazes: A Esperança”) e direção do dinamarquês Nicolai Fuglsig, que estreia no cinema após uma carreira premiada como fotógrafo de guerra e diretor de comerciais. O elenco ainda inclui Elsa Pataky (franquia “Velozes e Furiosos”), que é casada na vida real em Hemsworth, Michael Peña (“Homem-Formiga”), Austin Stowell (“Colossal”), Trevante Rhodes (“Moonlight”), Geoff Stults (série “Enlisted”), Rob Riggle (“Anjos da Lei”) e o ator e cineasta Taylor Sheridan (“A Qualquer Custo”). “12 Strong” estreia no dia 19 de janeiro nos cinemas americanos e ainda não tem previsão de lançamento no Brasil.
A Melhor Escolha: Novo filme do diretor de Boyhood ganha trailer legendado
A Imagem divulgou o trailer legendado de “A Melhor Escolha” (Last Flag Flying), novo filme de Richard Linklater (“Boyhood”), que reúne um trio de peso: Bryan Cranston (“Trumbo”), Steve Carell (“A Grande Aposta”) e Laurence Fishburne (“John Wick: Um Novo Dia Para Matar”). A prévia mostra que se trata de um drama lento, depressivo e politicamente engajado em sua crítica contra as guerras. A trama acompanha o reencontro de três amigos, 30 anos depois de servirem juntos na Guerra do Vietnã, para o enterro do filho de um deles, morto durante um novo conflito, na Guerra do Iraque. Além de dirigir, Linklater escreveu o roteiro em parceria com Darryl Ponicsan, autor do romance em que o filme é baseado – e que também é autor do romance que virou o filme “A Última Missão” (1971). “Last Flag Flying” teve première no Festival de Nova York e já entrou em circuito limitado nos EUA, conquistando 75% de aprovação da crítica americana. O lançamento no Brasil acontece apenas em 25 de janeiro.
Taís Araújo discursa contra racismo e é ridicularizada por integrantes de cargos públicos
Falar de racismo no Brasil pode render ataques do governo. Dois integrantes de cargos públicos e um senador resolveram atacar Taís Araújo no feriado que deveria despertar a “Consciência Negra”, após a circulação do vídeo de um discurso da atriz em conferência sobre educação, em que ela afirma que “no Brasil, a cor do meu filho é a cor que faz com que as pessoas mudem de calçada, escondam as bolsas e blindem seus carros”, como forma de expor o preconceito existente no país. Para ridicularizar o discurso, o presidente da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), Laerte Rimoli, compartilhou no Facebook um meme com uma colagem da atriz em que uma criança branca aparece fugindo em primeiro plano, ao lado da frase “Quando você percebe que é o filho da Taís Araújo na calçada”, além de um comentário no Twitter sobre pessoas que “pulam do avião” ao verem a atriz. A postagem indignou entidades de defesa da igualdade racial. O Fórum Nacional pela Democratização (FNDC) anunciou a intenção de denunciar o gestor público pela ironia diante da manifestação antirracista. “Ele deveria zelar pelo fim de todas as formas de discriminação, pelo respeito à diversidade e aos direitos humanos”, afirmou a coordenadora do FNDC, Renata Mielli, em entrevista à Rede Brasil Atual. “Racismo já é crime. Agora, praticado por um gestor de empresa pública de comunicação é totalmente absurdo. Vamos exigir que medidas cabíveis sejam adotadas”, completou. Diante da repercussão negativa da “piada” de fundo racista, ele usou o Facebook, nesta quarta-feira (22/11), para pedir desculpas. “Peço desculpas à atriz Taís Araújo e sua família por ter compartilhado um post inadequado em minha timeline”, escreveu. Mas o presidente da EBC não foi o único integrante do poder público que se dispôs a atacar a fala de Taís. O senador José Medeiros, do Mato Grosso, disse, durante transmissão da TV Senado, que ela estava “mentindo”, “prestou um desserviço ao Brasil” e fez “discurso de ódio”, enquanto o secretário de Educação do Rio de Janeiro, Cesar Benjamim, usou seu Facebook para classificar o depoimento como “idiotice racial”, ensinando que o racismo no Brasil é “uma criação do Departamento de Estado dos Estados Unidos”. Todos os que protestaram são brancos. Assim como muitos jovens que fizeram questão de gravar vídeos no YouTube contra a atriz, demonstrando de forma clara, branquíssima, a gravidade do problema racial do país – onde nem sequer se pode falar sobre racismo sem sofrer repressão. Veja abaixo o discurso contundente de Taís Araújo, no TEDx São Paulo, e as gracinhas compartilhadas pelo presidente da EBC.
David Cassidy (1950 – 2017)
O ator, cantor e ex-ídolo adolescente David Cassidy morreu na tarde de terça-feira (21/11), aos 67 anos, após ter sido internado na semana passada num hospital da Flórida, com falência generalizada de órgãos. No início do ano, Cassidy revelou que estava lutando contra os primeiros sintomas de demência. Ele assumiu a doença um dia após esquecer letras de música e cair durante um show, preocupando os fãs. Na ocasião, disse à revista People que a doença era hereditária e também tinha afetado sua mãe. “Eu estava em negação, mas parte de mim sempre soube que isso iria acontecer”, contou. David Cassidy começou a carreira de ator aos 18 anos, aparecendo em peças na Broadway e em pequenos papéis em séries de TV, como “Têmpera de Aço”, “Marcus Welby” e “Mod Squad”, até ser selecionado para atuar e cantar na série “Família Dó Ré Mi” (The Partridge Family). Ele é lembrado até hoje pelo papel de Keith Douglas Partridge, o filho mais velho e galã da família, que acabou lançando sua carreira musical. “Família Dó Ré Mi” girava em torno de uma mãe que embarcava com os filhos, a bordo de um ônibus colorido, em turnês musicais. A Screen Gems encomendou a série visando ocupar o filão musical adolescente que ficou vago com o fim da série dos Monkees. E assim como aquela atração, também transformou sua banda fictícia em sucesso musical. A série durou quatro temporadas de 1970 a 1974, e a participação de Cassidy tinha uma curiosidade: a atriz Shirley Jones, que interpretava a mãe das crianças, era sua madrasta na vida real. A princípio, os atores apenas dublariam as músicas, como nos desenhos dos Archies, mas Cassidy convenceu o produtor musical da atração que poderia cantar de verdade, e logo se tornou o vocalista principal da banda da série – e de quebra, um dos maiores ídolos adolescentes da década de 1970. O primeiro grande sucesso da fictícia The Partridge Family foi a canção “I Think I Love You”, que atingiu o 1º lugar da parada da revista Billboard em 1970, vendendo 5 milhões de cópias e superando até “Let It Be”, dos Beatles. Como a banda não existia de verdade, Cassidy aproveitou para juntar músicos e fazer shows com os hits do programa, fechando contrato para gravar seus próprios discos. O fato de ter iniciado uma bem-sucedida carreira musical e viver um músico fictício na série não demorou a frustrá-lo. Já na 3ª temporada deu entrevista para a revista Rolling Stone afirmando que queria se afastar da imagem de Keith Partridge para ser conhecido como ele mesmo. Após o fim de “Família Dó Ré Mi”, parte do elenco continuou ligado aos personagens, dublando desenhos animados inspirados na série. Mas Cassidy não quis se envolver nesses projetos. Em vez disso, estrelou uma atração que destacava seu nome real, “David Cassidy – Man Undercover”. A trama era um spin-off de “Os Novos Centuriões”, em que Cassidy fez uma participação especial em 1978, e seguia a premissa de “Mod Squad”/”Anjos da Lei”, com um policial infiltrado para investigar crimes entre grupos de jovens. O público alvo achou “careta” demais e a produção foi cancelada com apenas 10 episódios em 1979. A frustração o fez priorizar a música sobre o trabalho como ator, mas mesmo assim ele apareceu em diversos episódios de séries clássicas, como “Ilha da Fantasia”, “O Barco do Amor” e até a primeira versão de “The Flash”, nos anos 1990, na qual viveu o supervilão Mestre dos Espelhos. Em 2009, ele voltou a estrelar uma série adolescente, “Ruby & the Rockits”. Desta vez, como pai e tio de uma família musical, cuja filha adolescente era o maior sucesso. A série foi criada por seu irmão, Shaun Cassidy (criador também de “American Gothic” e “Invasão”) e incluía outro irmão no elenco, Patrick Cassidy. Por sua vez, a banda televisiva ainda destacava os atores Alexa PenaVega (que foi parar na série “Nashville”) e Austin Butler (que hoje protagoniza “The Shannara Chronicles”). Mas a diversão durou pouco. O canal pago ABC Family cancelou a atração após 10 episódios. Desde então, David Cassidy só fez mais uma aparição televisiva, num episódio de 2013 da série “CSI”, e sua vida entrou em parafuso. Ele chegou a ser preso três vezes por dirigir alcoolizado entre 2010 e 2014 e foi obrigado a passar por uma desintoxicação, devido a uma sentença. Há dois anos, também precisou leiloar sua casa na Flórida depois de pedir falência. No final da vida, ele perdeu quase tudo o que tinha conquistado na juventude. Relembre abaixo 10 hits de David Cassidy e The Partridge Family.
Pink e Channing Tatum dançam e compartilham fetiches em clipe passado nos anos 1950
A cantora Pink divulgou o clipe de “Beautiful Trauma”, que conta com a participação do ator Channing Tatum (“Magic Mike”). Bem melhor que a música, o vídeo mostra a cantora e o ator como um casal típico dos anos 1950. Mas a vida não é perfeita. Ela se entope de antidepressivos, ele enche o tanque com álcool. E enquanto ela dá duro como dona de casa, ele sonha com pin-ups. Até que os fetiches saem literalmente do armário. Ao longo do vídeo, Tatum tem a chance de mostrar que é um ótimo dançarino, além de bom comediante. Mas o ponto alto são mesmo as cenas de fantasias sexuais, envolvendo crossdressing, bondage e sadomasoquismo light, mais para Betty Page que Christian Grey, com direito a uma terceira participante (a atriz e dançarina Nikki Tuazon) em traje de couro para apimentar o relacionamento. Bastante colorido e animado, o clipe tem direção e coreografia de Nick Florez e RJ Durell, que trabalharam juntos na série “Step It Up and Dance” e em diversos MTV Video Music Awards. A música dá título ao novo álbum de Pink, lançado em outubro, após a cantora passar cinco anos sem gravar – desde o disco “The Truth About Love”, de 2012.
The Good Place é renovada para a 3ª temporada
A melhor série de comédia atual da TV aberta americana vai continuar a ser exibida em 2018. A rede NBC confirmou a produção da 3ª temporada de “The Good Place”. Com 100% de aprovação no Rotten Tomatoes, a 2ª temporada perdeu público, mas mantém uma audiência razoável de 4,3 milhões de telespectadores por episódio nos Estados Unidos. Criada por Michael Schur (que também criou “Parks and Recreation” e “Brooklyn 9-9”), a série se passa no “inferno” e gira em torno da chegada de Eleanor Shellstrop, personagem de Kristen Bell (série “House of Lies”), a seu destino final, que o personagem de Ted Danson (série “CSI”) jura que é o “Lugar Bom”, eufemismo para o paraíso. O detalhe é que Eleanor deveria ter ido para o “Lugar Ruim”, por tudo que aprontou na vida. Mas ela logo descobre que o céu também pode ser um inferno. Cercada por gente boazinha, ela quer enlouquecer, até perceber que aquele era seu tormento e o “Lugar Bom” é na verdade uma versão do “Lugar Ruim” criada pelo demônio vivido por Danson. Essa história tem uma grande reviravolta na 2ª temporada. Uma não, várias, com uma revelação surpreendente atrás da outra, até os antagonistas originais se unirem para evitar ir para o “Lugar Ruim” tradicional, aquele com torturas e tormentos físicos. Atualmente em hiato de fim de ano, “The Good Place” retorna com os últimos episódios da temporada em janeiro nos Estados Unidos. A série é disponibilizada no Brasil pela Netflix.
Benedict Cumberbatch estampa primeira foto da minissérie Patrick Melrose
Os canais pagos Sky Atlantic e Showtime divulgaram a primeira foto de “Patrick Melrose”, que traz o ator Benedict Cumberbatch (“Doutor Estranho”) como o personagem-título. A minissérie é baseada na coleção de romances de Edward St. Aubyn sobre o personagem, um aristocrata decadente, que teve uma infância profundamente traumática e que, enquanto luta para superar os danos infligidos por um pai abusivo, vira um playboy escandaloso. A adaptação vai transformar cada livro da coleção num episódio diferente. As histórias se concentrarão na exibição de poucos dias importantes na vida do protagonista, mudando de década a cada capítulo. Serão, ao todo, cinco episódios escritos pelo roteirista David Nicholls (“Um Dia”, “Longe Deste Insensato Mundo”), que chamou Cumberbatch de “o Patrick Melrose perfeito”. Por sinal, o ator já tinha dito, numa entrevista de 2013 no Reddit, que Patrick Melrose era o personagem literário que ele mais gostaria de interpretar. O elenco também inclui Hugo Weaving (“Até o Último Homem”) como o pai de Melrose, Jennifer Jason Leigh (“Os Oito Odiados”) como sua mãe, Anna Madeley (“Na Mira do Chefe”) como sua mulher, Allison Williams (série “Girls”) como uma conhecida, e Blythe Danner (“Entrando numa Fria”) como uma tia rica. Ainda não há previsão para a estreia.
Arlequina vai ganhar série animada dos produtores de Powerless
A Warner vai lançar uma série animada focada na Arlequina, personagem que surgiu, justamente, numa série animada de “Batman” dos anos 1990 e em pouco tempo se tornou a vilã mais popular da DC Comics. A produção será disponibilizada na plataforma de streaming da DC, atualmente em desenvolvimento, com uma 1ª temporada de 26 episódios de 30 minutos cada. Além do anúncio da produção, a Warner divulgou a sinopse e a primeira imagem da série, que exibe um estilo visual bem diferente dos desenhos anteriores da personagem, inclusive do recém-lançado longa animado “Batman e Arlequina”. A razão da diferença é que a atração não é uma produção de Bruce Timm, criador da Arlequina, ou do time das animações da DC, mas dos produtores da série de comédia “Powerless”, Justin Halpern, Patrick Schumacker e Dean Lorey. Segundo o site Deadline, a Warner tenta convencer Margot Robbie, intérprete da personagem no filme “Esquadrão Suicida”, a dublar a vilã nos desenhos. Na trama animada, Arlequina terá se separado de vez do Coringa tentará see estabelecer como a Rainha do Crime de Gotham City. A série também contará com participações de Hera Venenosa e outros conhecidos vilões e heróis da DC Comics. A produção é a terceira atração desenvolvida para plataforma digital da DC, que também exibirá a 3ª temporada de “Young Justice” (Justiça Jovem) e “Titans”, uma série com atores dos Novos Titãs.
Me Chame pelo Seu Nome lidera indicações ao Spirit Awards, o “Oscar do cinema independente”
As indicações ao Spirit Awards, considerado o Oscar do cinema independente americano, foram divulgadas nesta terça (21/11) em Los Angeles. E um dos filmes que tem sido apontado como favorito ao Oscar real se destacou na lista com o maior número de nomeações. “Me Chame pelo Seu Nome”, de Luca Guadagnino, disparou como o mais citado, concorrendo em seis categorias, incluindo Melhor Filme. Exibido no Festival do Rio, o longa retrata um romance entre um jovem (Timothée Chalamet) e um homem mais velho (Armie Hammer), e deve estrear em janeiro no circuito comercial brasileiro. O filme é coproduzido pela produtora brasileira RT Features, de Rodrigo Teixeira, que também está por trás de mais duas obras indicadas: “A Ciambra” (que disputa o troféu de Melhor Direção) e “Patti Cake$” (Melhor Filme de Estreia). O terror racial “Corra!” também recebeu bastante reconhecimento, com cinco indicações em categorias importantes. Ele vai disputar o troféu de Melhor Filme com “Me Chame pelo Seu Nome” e os elogiados “Projeto Florida”, de Sean Baker, “Lady Bird”, que é o primeiro filme dirigido pela atriz Greta Gerwig, e “The Rider”, de Chloé Zhao, todos já consagrados no circuito dos festivais. A lista ainda traz várias indicações para “Bom Comportamento”, “I, Tonya”, “Columbus”, “Beatriz at Dinner”, “Beach Rats”, “O Sacrifício do Cervo Sagrado”, “Três Anúncios para um Crime”, “Ingrid Goes West”, “Doentes de Amor” e “O Artista do Desastre”. E grande variedade acaba chamando atenção pelo que ficou de fora: a ausência de produções da Netflix. Nem “Já Não Me Sinto Em Casa Nesse Mundo”, de Macon Blair, vencedor do Festival de Sundance, supostamente a mostra mais importante da cena indie americana, foi citado – após ser adquirido e exibido na plataforma de streaming. A principal aposta da Netflix para o Oscar, “Mudbound”, de Dee Rees, ficou com a única menção da companhia: o troféu Robert Altman, anualmente concedido ao melhor conjunto de elenco e diretor. Este prêmio não tem concorrentes e o vencedor (este ano, “Mudbound”) é determinado pelos organizadores do prêmio. A cerimônia de premiação acontece em 3 de março, na praia de Santa Monica, na Califórnia, um dia antes da entrega do Oscar. Confira abaixo a lista dos principais indicados. Indicados ao Spirit Awards 2018 Melhor Filme “Me Chame pelo seu Nome”, de Luca Guadagnino “Projeto Florida”, de Sean Baker “Corra!”, de Jordan Peele “Lady Bird”, de Greta Gerwig “The Rider”, de Chloé Zhao Melhor Direção Jonas Carpignano (“A Ciambra”) Luca Guadagnino (“Me Chame pelo seu Nome”) Jordan Peele (“Corra!”) Benny e Josh Safdie (“Bom Comportamento”) Chloé Zhao (“The Rider”) Melhor Filme de Estreia “Columbus”, de Kogonada “Ingrid Goes West”, de Matt Spicer “Menashe”, de Joshua Z Weinstein “Oh Lucy”, de Atsuko Hirayanagi “Patti Cake$”, de Geremy Jasper Melhor Atriz Salma Hayek (“Beatriz at Dinner”) Francis McDormand (“Três Anúncios Para um Crime”) Margot Robbie (“I, Tonya”) Saoirse Ronan (“Lady Bird”) Shinobu Terajima (“Oh Lucy”) Regina Williams (“Life and Nothing More”) Melhor Ator Timothee Chalamet (“Me Chame pelo seu Nome”) Harris Dickinson (“Beach Rats”) James Franco (“O Artista do Disastre) Daniel Kaluuya (“Corra!”) Robert Pattinson (“Bom Comportamento”) Melhor Atriz Coadjuvante Holly Hunter (“Doentes de amor”) Allison Janney (“I, Tonya”) Laurie Metcalf (“Lady Bird”) Lois Smith (“Marjorie Prime”) Taliah Lennice Webster (“Bom Comportamento”) Melhor Ator Coadjuvante Nnamdi Asomugha (“Crown Heights”) Armie Hammer (“Me Chame pelo seu Nome”) Barry Keoghan (“O Sacrifício do Cervo Sagrado”) Sam Rockwell (“Três Anúncios Para um Crime”) Bennie Safdie (“Bom Comportamento”) Melhor Roteiro Greta Gerwig (“Lady Bird”) Azazel Jacobs (“The Lovers”) Martin McDonagh (“Três Anúncios Para um Crime”) Jordan Peele (“Corra!”) Mike White (“Beatriz at Dinner”) Melhor Roteiro de Estreia Kris Avedisian (“Donald Cried”) Emily V. Gordon e Kumail Nanjiani (“Doentes de Amor”) Ingrid Jungermann (“Women Who Kill”) Kogonada (“Columbus”) David Branson Smith e Matt Spicer (“Ingrid Goes West”) Melhor Fotografia Thimios Bakatakis (“O Sacrifício do Cervo Sagrado”) Elisha Christian (“Columbus”) Hélène Louvart (“Beach Rats”) Sayombhu Mukdeeprom (“Me Chame pelo Seu Nome”) Joshua James Richards (“The Rider”) Melhor Edição Ronald Bronstein e Benny Safdie (“Bom Comportamento”) Walter Fasano (“Me Chame pelo Seu Nome”) Alex O’Flinn (“The Rider”) Gregory Plotkin (“Corra!”) Tatiana S. Riegel (“I, Tonya”) Melhor Documentário “The Departure”, de Lana Wilson “Faces Places”, de JR e Agnès Varda “Last Men in Aleppo”, de Firas Fayyad, Steen Johannessen e Hasan Kattan “Motherland”, de Ramona S. Diaz “Quest”, de Santiago Rizzo Melhor Filme Estrangeiro “Uma Mulher Fantástica”, de Sebastián Lelio (Chile) “120 Batimentos por Minuto”, de Robin Campillo (França) “Lady Macbeth”, de William Oldroyd (Reino Unido) “I Am Not a Witch”, de Rungano Nyoni (Reino Unido/França) “Loveless”, de Andrey Zvyagintsev (Rússia)
Lizzy Caplan será protagonista feminina do filme do mutante Gambit
A atriz Lizzy Caplan (“A Entrevista”, série “Masters of Sex”) foi convidada a integrar o elenco do filme solo do mutante Gambit. Segundo a revista Variety, as negociações estão adiantadas para ela viver a protagonista feminista da trama, mas seu papel não foi revelado. Fãs dos quadrinhos dos X-Men sabem que há três opções proeminentes de personagens femininas na história de Gambit. A mais simples é Bella Donna, esposa do personagem em sua história de origem. Há também a ladra Genevieve, morta brutalmente por Dentes de Sabre, e a mutante Vampira, vista nos filmes dos X-Men interpretada por Anna Paquin. O reboot incorporado na trama de “X-Men: Dias de um Futuro Esquecido” permitiria a troca de intérprete de Vampira, assim como justificaria a diferença entre o Gambit visto em “X-Men Origens: Wolverine” (interpretado por Taylor Kitsch) e a nova versão do anti-herói. Mas por ser uma história de origem, o filme deve se concentrar no passado de ladrão de Remy LeBeau, o Gambit, o que favoreceria a presença de Bella Donna, com quem ele se casou para cimentar uma aliança entre clãs de ladrões de Nova Orleans, antes de virar um X-Men. Criado por Chris Claremont e Jim Lee, o personagem teve sua primeira aparição numa revista dos X-Men de 1990 e será vivido no cinema por Channing Tatum (“Magic Mike”). A 20th Century Fox definiu a data de lançamento de “Gambit” em 14 de fevereiro de 2019. O roteiro mais recente é de Joshua Zetumer (“RoboCop” e “O Dia do Atentado”) e a direção está a cargo de Gore Verbinski (dos três primeiros “Piratas do Caribe”).












