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  • Filme

    Novo filme internacional de José Padilha ganha primeiro trailer com tensão, política e tiroteios

    7 de dezembro de 2017 /

    A Focus Features divulgou o trailer de “7 Days in Entebbe”, segundo filme internacional dirigido por José Padilha (“Tropa de Elite”) – após estrear em Hollywood com o remake de “RoboCop” (2014) e fazer sucesso com a série “Narcos”. A nova produção também é uma espécie de remake, pois é a quarta filmagem da história, que já rendeu um filme israelense, “Operação Thunderbolt” (1977), com direção de Menahem Globus (dono do estúdio Cannon), além dos telefilmes americanos “Resgate Fantástico” (1976), estrelado por Charles Bronson (“Desejo de Matar”) e dirigido por Irvin Kershner (“O Império Contra-Ataca”), e “Vitória em Entebbe” (1976), com Kirk Douglas (“Spartacus”) e Linda Blair (“O Exorcista”). A trama dramatiza uma das missões de resgate e combate ao terror mais famosas de todos os tempos: o salvamento dos passageiros de um voo da Air France vindo de Tel Aviv, que teve sua trajetória desviada para Entebbe, em Uganda, por quatro sequestradores (dois palestinos e dois alemães) em 1976. Ameaçando matar a tripulação e os israelenses presentes no voo, os terroristas exigiam a libertação de dezenas de palestinos aprisionados por Israel, e contavam com o apoio do ditador de Uganda, Idi Amin Dada. Em resposta, o governo israelense mobilizou uma tropa de elite, composta por 100 combatentes, que invadiu o aeroporto, enfrentou o exército ugandense, matou os sequestradores e libertou os passageiros, deixando um saldo de 53 mortos. Entre as baixas, contam-se apenas três passageiros e um único militar israelense, justamente o comandante da invasão, Yonatan Netanyahu, irmão do atual Primeiro Ministro de Israel Benjamin Netanyahu. Toda a ação durou menos que a metragem da produção: 90 minutos. O roteiro está a cargo do britânico Gregory Burke (de “71: Esquecido em Belfast”) e o elenco destaca os atores Daniel Bruhl (“Capitão América: Guerra Civil”) e Rosamund Pike (“Garota Exemplar”) como terroristas alemães, Nonso Anozie (série “Zoo”) como Idi Amin, Angel Bonanni (série “Absentia”) como Netanyahu e Eddie Marsan (série “Ray Donovan”) como político israelense. A estreia está marcada para 16 de março nos Estados Unidos e apenas em maio no Brasil.

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  • Etc

    Comic Con Experience quer quebrar o recorde de público das feiras geeks

    7 de dezembro de 2017 /

    A Comic Con Experience começa nesta quinta (7/12) com a ambição de se tornar o maior evento do gênero no mundo. Após reunir 196 mil pessoas em 2016, segundo os organizadores, a feira já é maior que a Comic Con original de San Diego (130 mil), e o objetivo deste ano é quebrar o recorde da New York Comic-Con, frequentada por 200 mil fãs/consumidores da cultura geek. Claro, os números apresentados não levam em conta que a “Comic Con Brazil”, como deveria ser chamada e como os convidados internacionais a chamam em todas as chamadas de divulgação, tem quatro dias de duração, contra três dos eventos americanos. Detalhes. O mais importante deles é que o evento se estruturou de forma profissional, estabelecendo-se de vez no calendário cultural de São Paulo – ainda que tenha mais a ver com comércio que cultura, já que até os autógrafos são cobrados, num incentivo ao consumo de quinquilharias reminiscente das quermesses religiosas, e as atrações restringem-se a iniciativas de marketing industrial. Entre os astros presentes neste ano estão Will Smith, que vem promover o filme “Bright”, Alicia Vikander, para divulgar “Tomb Raider: A Origem”, Nick Jonas, por conta de “Jumanji – Bem-Vindo à Selva”, Dylan O’Brien, da franquia “Maze Runner”, e Simon Pegg e Tye Sheridan, ambos de “Jogador Nº 1”, nova sci-fi de Steven Spielberg. O evento acontece até domingo (10/12) no centro de convenções São Paulo Expo.

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  • Filme

    Filmes com crianças extraordinárias são os destaques da semana nos cinemas

    7 de dezembro de 2017 /

    As melhores estreias de cinema da semana são histórias que trazem crianças com problemas de relacionamento. Enquanto uma delas é o lançamento mais amplo desta quinta (7/12), a outra, premiadíssima, chega em circuito limitado. A programação também entra em clima natalino com a continuação menos engraçada de um comédia do ano passado, despede-se de um ator genial e apresenta três novidades brasileiras. Clique nos títulos dos filmes abaixo para ver os trailers de cada um dos lançamentos. “Extraordinário” leva a mais de 500 telas a elogiada adaptação do best-seller infantil homônimo de RJ Palacio sobre o menino Auggie Pullman, que nasceu com uma deformidade facial e estudou em casa a maior parte da vida, até a família decidir matriculá-lo numa escola regular para que convivesse com outras crianças da sua idade. Dirigido por Stephen Chbosky (“As Vantagens de Ser Invisível”), o filme tem uma mensagem anti-bullying tocante, que supera a fórmula do melodrama, e é estrelado por Jacob Tremblay, o ator-mirim de “O Quarto de Jack” (2015), irreconhecível sob a maquiagem da produção. Ele vive o filho deformado de Julia Roberts (“Jogo do Dinheiro”) e Owen Wilson (“Zoolander”), e neto da brasileira Sonia Braga (“Aquarius”). Sucesso nos cinemas americanos, enfrentou “Liga da Justiça” e “Viva – A Vida É uma Festa” sem se assustar, com 85% de aprovação no site Rotten Tomatoes. “Verão 1993” é o destaque do circuito limitado. Candidato da Espanha a uma indicação no Oscar 2018, acompanha Frida, uma menina de seis anos que vai viver com os tios no campo, após a morte súbita da mãe, mas não consegue se adaptar à nova vida e família. O longa de Carla Simón venceu o troféu de Melhor Filme de Estreia no Festival de Berlim 2017, além de se consagrar no circuito dos festivais. Para completar, tem impressionantes 100% de aprovação no Rotten Tomatoes. “Perfeita É a Mãe 2” é basicamente a versão feminina de “Pai em Dose Dupla 2” (já em cartaz): uma continuação em que as mães da história original recebem a visita das próprias mães para o Natal. A falta de boas ideias confirma que foi feito a toque de caixa para aproveitar o sucesso do primeiro filme, lançado no ano passado. O resultado foi uma bilheteria abaixo da expectativa e execração da crítica – 27%. Há mais três estreias do cinema americano. Enquanto duas refletem a inquietação que se espera de cineastas indies iniciantes, a terceira é assinada por um diretor famoso e clichê de doer. “Lucky” foi o último filme estrelado por Harry Dean Staton, que morreu em setembro aos 91 anos. Sua carreira foi marcada por papéis fantásticos. E o personagem-título de “Lucky” é um deles: um ateu espirituoso que precisa lidar com a própria mortalidade diante da idade avançada. Staton dá um show de interpretação, numa despedida emocionante do cinema sob aplausos da crítica – 98% no Rotten Tomatoes. Como curiosidade, o longa também marca a estreia na direção do ator John Carroll Lynch, intérprete do palhaço assassino Twisty na série “American Horror Story”. “Em Busca de Fellini” é uma história real em tom de fábula, de uma jovem que cresceu confinada por uma mãe superprotetora e descobre o mundo por meio dos filmes de Fellini. Instigada, ela decide conhecer a Itália e ver de perto as imagens que a encantaram no cinema. Embora pareça uma criação de cinéfilo, o filme é baseado na vida de Nancy Cartwright, a dubladora de Bart Simpson nos Estados Unidos. Ela própria assina o roteiro, que tem 100% de aprovação no Rotten Tomatoes. “Apenas um Garoto em Nova York” marca a volta de Marc Webb às comédias românticas, após o fracasso espetacular de seus filmes do Homem-Aranha. Mas o resultado é muito diferente do cultuado “(500) Dias com Ela” (2009). O roteiro foi escrito por Allan Loeb (“Rock of Ages: O Filme”) e é centrado em um jovem que descobre que seu pai está tendo um caso. O filho tenta impedir que isso aconteça, mas no processo acaba se envolvendo com a mulher. Callum Turner (“Assassin’s Creed”) é o protagonista, Pierce Brosnan (“November Man: Um Espião Nunca Morre”) vive seu pai e Kate Beckinsale (“Anjos da Noite: Guerras de Sangue”) interpreta a amante. O triângulo tão velho quando Édipo Rei implodiu nas bilheterias norte-americanas, com apenas US$ 624 mil e uma péssima cotação – 33%. Três filmes brasileiros completam a programação. “Altas Expectativas” se diferencia das histórias de ricos instantâneos e vigaristas que marcam os besteiróis nacionais por usar suas piadas para contar uma “fábula” de superação e romance. Roteiro e direção da dupla Pedro Antônio (“Tô Ryca!”) e Alvaro Campos (“Leo & Carol”) contam o dilema de um treinador de cavalos anão que se apaixona por uma barista, mas sua baixa autoestima lhe impede de se declarar. Cansado de ser humilhado pela estatura, ele acaba revidando um comediante que o ridiculariza durante uma apresentação de stand-up e impressiona pelo humor autodepreciativo, iniciando uma nova carreira. E um dia faz a jovem melancólica, que ele adora, rir pela primeira vez em muito tempo, abrindo as portas para seu coração. O príncipe encantado incompreendido é Leonardo Reis, conhecido em shows de stand-up como Leo Gigante. A bela da história é interpretada por Camila Márdila, que dividiu com Regina Casé o prêmio de Melhor Atriz no Festival de Sundance 2015 por “Que Horas Ela Volta?”. E não falta sequer o indefectível rival-vilão (o Gaston da vez), vivido pelo canalha favorito do cinema brasileiro, Milhem Cortaz (“O Lobo Atrás da Porta”). “Encantados” assume mais claramente o tom fantasioso de sua narrativa, ao materializar uma versão tupiniquim dos romances adolescentes sobrenaturais que foram tendência em Hollywood há meia década atrás. De fato, o filme é de 2014, mas só “desencantou” nos cinemas agora – trazendo consigo o “exilado” José Mayer. Na trama, a filha de um influente político paraense tem visões de um índio bonitão nas águas da Ilha de Marajó. Se o samba-enredo parece conhecido é porque a combinação de folclore, rios místicos e clichês da literatura tem sido a base de sucessos noveleiros como “Pantanal” (1990) e “Velho Chico” (2016) – sem esquecer que já há uma versão adulta similar, “Ele, o Boto” (1987). A direção é de Tizuka Yamasaki, que chegou a ser apontada como diretora promissora nos anos 1980, antes de se especializar em filmes da Xuxa. A menor distribuição cabe ao documentário da semana, “Corpo Delito”, sobre um preso que vai para o regime aberto com uma “tartaruga” no tornozelo. A gíria prisional é a novidade da história.

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  • Filme

    Ator mirim de It – A Coisa será super-herói no filme Shazam!

    7 de dezembro de 2017 /

    O ator mirim Jack Dylan Grazer, revelação de “It – A Coisa”, entrou no elenco de “Shazam!” num papel importante. Ele vai viver Freddy Freeman, o jornaleiro deficiente que ao dizer o nome de seu super-herói favorito se transforma em Shazam Jr. A descrição oficial do personagem não vai tão longe. Na sinopse, ele é apresentado como o “melhor amigo” de Billy Batson (Asher Angel) e “a única pessoa que conhece a verdade” sobre o alter-ego adulto de Billy. Portanto, não está claro se ele vai voar com o uniforme azul do Shazam Jr. Mas, como os dois atores tem idade próxima, a versão revisada da origem dos personagens ganha força. Nela, eles são irmãos adotivos – assim como Mary Bromfield, que é irmã gêmea de Batson em outras versões. Em todas as versões dos quadrinhos, Billy Batson se transforma num adulto superfortão (que no filme será o menos fortão Zachary Levy) proferindo a palavra mágica Shazam!, um acrônimo formado pelas iniciais de deuses, semideuses e profetas do mundo antigo – Salomão, Hércules, Atlas, Zeus, Aquiles e Mercúrio -, que conferem ao jovem seus atributos heroicos. Além de Asher Angel (série “Andi Mack”) e Zachary Levi (série “Chuck”), o filme também tem confirmada a participação de Mark Strong (“Kingsman: O Círculo Dourado) como o vilão Dr. Silvana e Grace Fulton (“Annabelle 2: A Criação do Mal”) em papel não confirmado (Mary?). Chamado originalmente de Capitão Marvel, o herói foi criado em 1939 por Bill Parker e C.C. Beck, e chegou a ser o personagem de quadrinhos mais popular da década de 1940, com vendas mensais de 1,3 milhão de exemplares e vários spin-offs centrados na chamada “Família Marvel” – Mary Marvel, Capitão Marvel Jr., etc. Todo esse sucesso incomodou a DC Comics, que entrou com um processo contra sua editora, a Fawcett Comics, por considerar que Capitão Marvel era plágio do Superman. Recorrendo na justiça por mais de uma década, a DC se aproveitou do endividamento da Fawcett para adquirir seus personagens – e relançar o Capitão Marvel como Shazam! nos anos 1970, incluindo-o até na Liga da Justiça. Mas suas histórias sempre foram mais leves que as dos outros heróis, por sua característica única: ser apenas uma criança, sob a aparência de um adulto superfortão. O roteiro de “Shazam!” está sendo escrito por Darren Lemke (“Goosebumps: Monstros e Arrepios”), Henry Gayden (“Terra para Echo”) e Geoff Johns (cocriador da série “The Flash”), mas curiosamente a direção é de um especialista em terror: David F. Sandberg (“Quandos as Luzes se Apagam” e “Annabelle 2: A Criação do Mal”). “Shazam!” é o segundo filme na fila de estreia dos heróis da DC após “Aquaman”, previsto para dezembro de 2018, e antes de “Mulher-Maravilha 2”, que chega em novembro do ano seguinte. As filmagens vão começar em fevereiro em Toronto, no Canadá, com uma estimativa de lançamento para abril de 2019.

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  • Música

    Filme da banda Queen já tem um novo diretor

    6 de dezembro de 2017 /

    A Fox definiu o novo diretor do filme sobre a banda Queen, após a demissão de Bryan Singer (“X-Men”). E é um “velho” diretor. Dexter Fletcher (“Voando Alto”), que chegou a se envolver na pré-produção do longa há três anos, voltou a bordo para terminar “Bohemian Rhapsody”. Singer foi demitido na segunda (4/12), depois de sumir das filmagens. Ele não voltou para o set após o feriado do Dia de Ação de Graças, obrigando a Fox a suspender a produção. Após a demissão, o diretor acusou a Fox de falta de sensibilidade, por não permitir que ele lidasse com uma doença grave dos pais. Fletcher agora vai terminar as filmagens e supervisionar a pós-produção, após alegar “diferenças criativas” com os integrantes da banda, que são produtores do longa, para abandonar o projeto original. Faltariam apenas cerca de duas semanas para a finalização da fotografia principal. “Bohemian Rhapsody” traz Rami Malek como o cantor Freddie Mercury, Gwilym Lee (série “Midsomer Murders”) como Brian May, Joe Mazzello (minissérie “The Pacific”) no papel do baterista Roger Taylor e Ben Hardy (o Anjo de “X-Men: Apocalipse”) vivendo o baixista John Deacon. Além deles, também participam Aidan Gillen (série “Game of Thrones”) como John Reid, empresário da banda durante seu auge, entre 1975 e 1978, Tom Hollander como Jim Beach, o empresário que assumiu em 1978, Lucy Boynton (“Sing Street”) como Mary Austin, namorada de Freddie Mercury antes dele sair do armário, e Aaron McCusker (Jamie na versão britânica de “Shameless”) como Jim Hutton, namorado do cantor nos últimos anos de sua vida. O roteiro foi escrito por Justin Haythe ( “A Cura” e “O Cavaleiro Solitário”) e a previsão de estreia é para o Natal de 2018 nos Estados Unidos.

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  • Série

    Alice Eve entra na 2ª temporada de Punho de Ferro

    6 de dezembro de 2017 /

    A atriz Alice Eve (“Além da Escuridão: Star Trek”) entrou no elenco da 2ª temporada da série “Punho de Ferro” (Iron Fist). O comunicado da Marvel não identifica seu personagem, mas o produtor executivo Jeph Loeb sugere uma vilã ao elogiar a atriz. “Estamos muito entusiasmados por ter uma atriz da estatura de Alice juntando-se ao elenco. Seu talento excepcional traz uma intriga e um perigo para seu personagem diferente de qualquer outra pessoa”, diz o texto. Antes mesmo do anúncio, rumores apontavam que a série teria uma vilã poderosa em sua 2ª temporada. Uma chamada de testes revelou que a produção procurava intérprete para uma personagem identificada como Tanya Parker, descrita como “uma agente secreta freelancer” e “uma camaleoa adepta em desempenhar papéis diferentes para cada missão”. A Marvel tem uma personagem que se encaixa nesta descrição, mas seu sobrenome é diferente. Tanya Adrian é a principal assassina do Tentáculo (The Hand), o cartel criminal que Danny Rand (Finn Jones) enfrentou na 1ª temporada e na minissérie “Os Defensores”. Ela tem o poder de manipular mentes e se passar por pessoas queridas de seus alvos, e é mais conhecida pela identidade de Lady Gorgon. A 2ª temporada de “Punho de Ferro” está sendo desenvolvida por um novo showrunner, Raven Metzner (produtor-roteirista de “Sleepy Hollow”), após Scott Buck sair para comandar a série dos “Inumanos”, pior produção da Marvel. Ainda não há previsão para a estreia na Netflix.

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  • Música

    Johnny Hallyday (1943 – 2017)

    6 de dezembro de 2017 /

    O cantor e ator Johnny Hallyday, considerado o “Elvis Presley francês”, faleceu aos 74 anos de um câncer no pulmão, na madrugada desta quarta-feira (6/12). “Johnny Hallyday partiu. Escrevo estas palavras incrédula, mas foi assim. Meu marido já não está mais aqui. Nos deixou esta noite como viveu sua vida: com valentia e dignidade”, escreveu sua mulher Laeticia. “Até o último momento, se manteve firme diante desta doença que o corroía há meses, dando a todos lições de vida extraordinárias”. Jean-Philippe Léo Smet, seu verdadeiro nome, nasceu em 1943. Filho da modelo Huguette Clerc e do cantor belga Léon Smet, viveu em Londres com o tio, um artista de variedades de quem “roubou” o nome artístico para lançar seu primeiro álbum em 1960, “Hello Johnny”. O sucesso veio no ano seguinte, com o lançamento da música “Viens Danser le Twist”, uma versão de “Let’s Twist Again”, de Chubby Checker, que o estabeleceu como o roqueiro mais bem-sucedido da França. Em 50 anos de carreira, ele entusiasmou três gerações francesas, gravando cerca de 40 álbuns, mais de mil músicas, e vendeu mais de 100 milhões de discos. Tornou-se um fenômeno desde jovem, a ponto de não poder sair de casa sem correr de multidões de fãs enlouquecidos, como numa cena da Beatlemania. Cidades da França proibiram seus shows, acusando-o de corromper a juventude. Foi chamado de belga infiltrado na França. Pior: quinta-coluna imperialista, responsável por contaminar a cultura francesa com o rock, nas palavras do presidente francês Charles de Gaulle, que o odiava. Mas nem o maior hit, “Noir c’est Noir” (1966), conseguiu ser ouvido fora da França, apesar das aparições no célebre programa de variedades “The Ed Sullivan Show”, que estourou as carreiras de Elvis e dos Beatles nos EUA. Isto o tornou uma figura cult nos mercados internacionais, marcando-o com o apelido de “a maior estrela do rock que você nunca ouviu falar”, maldosamente conferido pelo jornal USA Today. No Brasil, por sinal, poucos sabem que “Noir c’est Noir” é a versão original do sucesso “Quem Não Quer”, música gravada por Jerry Adriani no auge da Jovem Guarda. A comparação com Elvis Presley não se resumia ao rock. Assim como o cantor americano, ele se lançou no cinema numa série de comédias musicais, como “As Parisienses” (1962), em que cantou uma balada romântica para Catherine Deneuve, “D’où viens-tu… Johnny?” (1963), como par da cantora Sylvie Vartan, com quem formou um dos casais mais poderosos do rock francês, “Cherchez l’idole” (1964) e o psicodélico “Les Poneyttes” (1967). Também como o ídolo, optou por estrelar westerns como alternativa aos filmes em que vivia versões de si mesmo. Assim, virou o personagem-título de “O Especialista – O Vingador de Tombstone” (1969) no spaghetti-western de um especialista, o cineasta Sergio Corbucci, criador de “Django” (1966). Mas acabou se destacando em outro gênero: os filmes de crime. Ele surpreendeu a crítica ao estrelar “Point de Chute” (1970), do ator-diretor Robert Hossein, e “Détective” (1985), de ninguém menos que Jean-Luc Godard. Contudo, os melhores papéis vieram na fase final de sua carreira, quando grandes cineastas recorreram à sua presença icônica para humanizar personagens sinistros, como o ladrão de “Uma Passagem para a Vida” (2002), de Patrice Leconte, o suspeito de “Rios Vermelhos 2 – Anjos do Apocalipse” (2004), de Olivier Dahan, e o assassino de “Vingança” (2009), um dos melhores filmes do mestre do cinema criminal chinês Johnny To. Ele também chegou a filmar nos Estados Unidos, participando da comédia “Procurados” (2003), como um dos ladrões de uma gangue francesa em Chicago, além de “A Pantera Cor de Rosa 2” (2009). Enquanto rodava a continuação estrelada por Steve Martin, seus problemas de saúde se tornaram evidentes, levando-o a ser hospitalizado em Boston. Ele chegou a entrar em coma devido a um grave problema respiratório. Mesmo com o diagnóstico de câncer confirmado, ele continuou fazendo filmes. Suas últimas aparições no cinema foram nas comédias “Rock’n Roll: Por Trás da Fama”, de Guillaume Canet, e “Chacun sa Vie”, de Claude Lelouch, ambas lançadas neste ano. É tão difícil imaginar a França sem Johnny Hallyday que um cineasta, fã assumido, tentou visualizar exatamente isso, num filme em que Jean-Philippe Léo Smet nunca se tornou um roqueiro famoso. Intitulado “Jean-Philippe” (2006), o longa de Laurent Tuel deixa claro a influência colossal de Hallyday na cultura francesa do século 20. “Nós todos temos algo de Johnny. Nós não esqueceremos nem o nome, nem o rosto, nem a voz, sobretudo, nem as interpretações que, com um lirismo seco e sensível, pertencem hoje à história da música francesa. Ele fez entrar uma parte da América em nosso panteão nacional”, declarou o presidente da França, Emmanuel Macron.

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  • Etc,  Filme

    Warner ultrapassa a marca de US$ 5 bilhões de bilheteria mundial pelo segundo ano

    6 de dezembro de 2017 /

    A Warner Bros. Pictures cruzou a marca dos US$ 5 bilhões de arrecadação na bilheteria mundial pela segunda vez em sua história. O feito foi conseguido principalmente por conta de cinco lançamentos que arrecadaram mais de US$ 500 milhões em todo o mundo, quantidade que também foi um recorde do estúdio. As cinco maiores bilheterias do estúdio em 2017 foram “Mulher-Maravilha” (US$ 821,8M), “It – A Coisa” (US$ 694,2M), “Liga da Justiça” (US$ 570,3), “Kong: Ilha da Caveira” (US$ 566.7M) e “Dunkirk” (US$ 525 milhões). Como “Liga da Justiça” é um lançamento recente, o faturamento da produção deve aumentar. Além destes, três lançamentos do estúdio atingiram US$ 250 milhões em todo o mundo em 2017: “Lego Batman: O Filme”, “Annabelle 2: A Criação do Mal” e “Blade Runner 2049”, coproduzido com a Sony. Vale apontar que, enquanto alguns filmes como “It” e “Dunkirk” somaram valores muito acima do esperado, outros decepcionaram, como “Liga da Justiça” e “Blade Runner 2049”, que devem dar prejuízo no balanço final entre gastos e rendimentos. De todo modo, a marca é significativa, já que a Warner foi o segundo estúdio a atingi-la este ano, e com apenas uma semana de diferença para o Walt Disney Studios. No caso da Disney, os US$ 5 bilhões foram ultrapassados pelo terceiro ano consecutivo. “Estamos entusiasmados em alcançar esse marca extraordinária à medida que chegamos ao fim de um incrível ano de filmagens”, disse Sue Kroll, presidente de marketing e distribuição mundial da WB, em comunicado. “Superar US$ 5 bilhões em um único ano só pode acontecer com um incrível nível de trabalho duro em todos os departamentos, bem como as inestimáveis ​​contribuições de muitos cineastas e atores talentosos com os quais somos muitos afortunados de poder contar. Parabéns a todos que compartilham desse sucesso”.

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  • Série

    Desperate Housewives encontram Breaking Bad no trailer da nova série Good Girls

    6 de dezembro de 2017 /

    A rede NBC divulgou o primeiro trailer da série “Good Girls”. Bastante extenso, o vídeo faz mais que explicar a premissa da série, revelando quase todo o enredo do episódio inaugural. Desenvolvida por Jenna Bans (criadora de “The Family” e produtora de “Scandal”), “Good Girls” é uma combinação de drama e comédia – ou, segundo seu release, de “Thelma & Louise” e “Breaking Bad”. Na verdade, está mais para “Desperate Housewives” e “Breaking Bad”, já que a trama gira em torno de três mães suburbanas que, com dificuldades para pagar as contas, resolvem roubar o supermercado local. Mas o valor do saque se revela muito mais do que o esperado. O lugar era usado para guardar dinheiro de gângsteres, que agora querem recuperar o que perderam. Mas as donas de casa desesperadas já usaram quase tudo – para quitar a hipoteca, pagar o tratamento médico de um filho, etc. O elenco é encabeçado por Christina Hendricks (série “Mad Men”), Retta (série “Parks and Recreation”) e Mae Whitman (série “Parenthood”), e os coadjuvantes incluem Reno Wilson (série “Mike & Molly”), Manny Montana (série “Rosewood”), Lidya Jewett (“Estrelas Além do Tempo”) e Matthew Lillard (o Salsicha dos filmes do “Scooby-Doo”). A direção do episódio piloto é assinada pelo cineasta Dean Parisot, que já filmou tema similar na comédia “As Loucuras de Dick & Jane” (2005). Com 10 episódios, a 1ª temporada estreia na TV aberta americana em 26 de fevereiro.

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  • Série

    Black Lightning: Raio Negro interrompe aposentadoria em trailer da nova série da DC Comics

    5 de dezembro de 2017 /

    A rede CW divulgou um novo trailer de “Black Lightning”, sua quinta série de super-heróis da DC Comics. A prévia mostra o protagonista interrompendo sua aposentadoria, o que será o tema da 1ª temporada. Criado por Tony Isabella (roteirista de “Luke Cage”) e Trevor Von Eeden em 1977, o herói foi batizado no Brasil como Raio Negro, apesar deste nome já identificar um herói da Marvel, o líder dos Inumanos (Black Bolt, no original) que também estreou na TV americana recentemente. O Raio Negro da DC tem poderes elétricos e foi o primeiro herói negro da editora a ter sua própria revista. Desenvolvida pelo casal Salim e Mara Brock Akil (das séries “The Game” e “Being Mary Jane”), a série não vai refletir as histórias iniciais do personagem, encontrando Jefferson Pierce uma década depois dele deixar seu uniforme de lado, a pedido da esposa, para priorizar sua família. Porém, eventos trágicos o trazem de volta à vida de vigilante mascarado. “Black Lightning” é estrelada por Cress Williams (“Prison Break” e “Code Black”) como Raio Negro e deverá mostrar a origem de duas novas super-heroínas: as filhas do personagem, vividas por Nafessa Williams (também da série “Code Black”) e China Anne McClain (“Gente Grande”). Nos quadrinhos, elas viram Tormenta (Thunder) e Rajada (Lightning). O elenco também inclui Christine Adams (série “Terra Nova”) como a mulher de Pierce. Além de existir no mesmo universo das séries de “Arrow”, “The Flash”, “Supergirl” e “Legends of Tomorrow”, a atração compartilha o mesmo produtor, Greg Berlanti. A estreia está marcada para 16 de janeiro nos Estados Unidos.

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  • Série

    The Gifted: Trailer e fotos do último episódio do ano prometem morte e novos mutantes

    5 de dezembro de 2017 /

    A série “The Gifted”, baseada no universo dos quadrinhos dos X-Men, vem perdendo público nos Estados Unidos, e o trailer do último episódio do ano promete um choque para revigorar o interesse dos telespectadores. A prévia mostra o malvado Dr. Campbell (Garret Dillahunt) matando alguém diante de Andy (Percy Hynes White) e Lauren (Natalie Alyn Lind), para forçar os irmãos a demonstrarem seus poderes. Não é difícil deduzir quem morreu – ou pelo menos, levou um tiro – , considerando o grupo aprisionado no capítulo anterior. Além do vídeo, a rede americana Fox também divulgou oito fotos, que confirmam a identidade da personagem vivida por Skyler Samuels (da série “Scream Queens”). Uma das novas imagens indica que ela tem ao menos uma irmã gêmea. Nos quadrinhos, são cinco gêmeas – as irmãs Cuckoo, também apelidadas de irmãs Stepford em homenagem ao clássico suspense sci-fi “As Esposas de Stepford” (1975). Skyler seria a mais perigosa delas, Esme Cuckoo, que matou Emma Frost, uma das próprias irmãs e causou grande estrago, antes de morrer/ressuscitar/morrer várias vezes nas revistas da Marvel. Intitulado “eXploited”, o próximo episódio vai ao ar na segunda (11/12) nos Estados Unidos, antes do hiato de fim de ano. Depois, a série volta em 1 janeiro para a exibição dos três episódios finais da 1ª temporada. No Brasil, a série é exibida com um dia de diferença no canal pago Fox.

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  • Etc

    Disney avança e pode anunciar compra da Fox na semana que vem

    5 de dezembro de 2017 /

    A compra de parte da Fox pela Disney deve ser anunciada na semana que vem, de acordo com fontes do Wall Street Journal e do canal pago CNBC. A notícia das negociações surgiu no começo de novembro, e desde então avanços e recuos têm sido comentados pelas publicações de economia, inclusive com o surgimento de novos interessados, como a Comcast, proprietária dos estúdios Universal. Justamente pelo interesse de concorrentes, a Disney teria aumentado sua oferta. O valor dos ativos da Fox estaria cotado acima de US$ 60 bilhões, conforme informações da CNBC. Mas a aquisição deixaria de fora os canais de TV com a marca Fox, como a própria rede Fox, a Fox News e a Fox Sports, porque a Disney já possuiu um rede de TV, a ABC, e um canal de esportes, ESPN. A aquisição de concorrentes diretos não seria aprovada pelo governo americano. A Disney está mais interessada em empresas como o estúdio de cinema 20th Century Fox, a produtora de séries Fox Television, o estúdio de animação Blue Sky, os canais pagos FX, FXX e National Geographic e as ações da empresa no serviço de streaming Hulu e no canal pago europeu Sky Atlantic. Logicamente, os personagens da Marvel que a Fox explora no cinema e na TV estão inclusos no pacote. Com a venda, a Fox abriria mão do segmento de entretenimento, passando a se apresentar como uma empresa de notícias. Isto iria reverter a atual 21st Century Fox ao status original da News Corp., empresa do magnata Rupert Murdoch, que adquiriu a Fox em 1986. Parte dos executivos da 21st Century Fox acreditam que a companhia não consegue competir no segmento de streaming e que um investimento elevado no setor não compensaria, quando é mais lucrativo concentrar os negócios onde a empresa já é bem-sucedida: nas notícias e no esporte – justamente os setores que não interessam à Disney. A aquisição da Fox pela Disney faria Hollywood tremer. Após comprar a Pixar, a Marvel e a LucasFilm, a Disney se consolidou como o estúdio mais lucrativo do mundo, liderando as bilheterias mundiais por três anos consecutivos. Agora, prepara-se para lançar uma plataforma exclusiva de conteúdo, pretendendo fazer frente à Netflix. O conteúdo da Fox facilitaria este objetivo. A Fox também ajudaria a Disney a se estabelecer em áreas pouco exploradas da companhia, que não tem um canal pago de séries para adultos. A dona do Disney Channel, Disney XD e Freeform entraria num novo nicho com o FX e FXX, além de encontrar sinergia no National Geographic com iniciativas isoladas sob o nome de Disney Nature. A Disney ainda ganharia penetração na Europa com a aquisição dos 39% de participação da Fox na Sky Atlantic. Mas o que fará ao se tornar majoritária no Hulu é uma incógnita que ninguém sabe responder. Não houve comentário oficial de nenhuma das companhias até o momento.

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  • Série

    Legião dos Super-Heróis estreia na série Supergirl em janeiro

    5 de dezembro de 2017 /

    A rede CW divulgou o trailer do próximo episódio de “Supergirl”, que marcará o retorno da série após o hiato de fim de ano. Além de mostrar a surra que deixou a heroína (Melissa Benoist) inconsciente, a prévia destaca um close em três anéis da Legião dos Super-Heróis, sinalizando que Mon-El juntará os heróis do futuro para enfrentar a ameaça de Régia (Odette Annable). O episódio foi batizado, justamente, de “Legion of Superheroes”. Os fãs esperam pela revelação do time de super-heróis do século 30 desde a introdução de Mon-El (Chris Wood) na temporada passada. A situação se apresentou com o retorno do personagem numa nave do futuro, ao lado de Saturnia (loira nos quadrinhos, ganhou interpretação da estrela de Bollywood Amy Jackson), e a confirmação de que Jesse Rath (Alak Tarr na série sci-fi “Defiance”) viveria Brainiac-5. Por enquanto, estes são os únicos legionários confirmados pela produção. Vale lembrar que o grupo de heróis do futuro teve uma pequena participação em dois episódios da antiga série “Smallville”, além de sua própria série animada no Cartoon Network, entre 2006 e 2008. O próximo episódio de “Supergirl” vai ao ar em 15 de janeiro nos Estados Unidos. No Brasil, a série é exibida pelo canal pago Warner.

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