Revista do British Film Institute elege coprodução brasileira entre os melhores filmes do ano
A prestigiosa lista de fim de ano da revista Sight & Sound, publicação oficial do British Film Institute, elegeu “Zama”, dirigido pela argentina Lucrecia Martel, entre os melhores filmes de 2017. Coprodução da empresa brasileira Banana Filmes, em parceria com a espanhola El Deseo, do cineasta Pedro Amodóvar, e outros parceiros, “Zama” é o candidato da Argentina a uma vaga no Oscar 2018 e aparece como o primeiro filme em “língua estrangeira” na lista da Sight & Sound, em 4º lugar geral. O longa conta a história de Diego de Zama, um oficial da coroa espanhola do século 18, que se encontra estagnado há anos em um posto de Assunção, no Paraguai, e decide se juntar a um grupo de soldados para capturar um perigoso bandido. Nesses momentos de violência, ele descobre que tudo o que realmente deseja não é uma promoção, mas sobreviver. A seleção britânica é liderada pelo terror americano “Corra!”, de Jordan Peele, e surpreende por incluir uma série em 2º lugar: o retorno de “Twin Peaks”, que dividiu opiniões. Em 3º lugar, ficou o romance LGBT+ “Me Chame pelo Seu Nome”, de Luca Guadagnino, que venceu o Gotham Awards e está dominando as votações de melhores do ano da crítica americana. Um detalhe: este filme também é coprodução brasileira – da RT Features, de Rodrigo Teixeira. A lista inclui vários filmes dirigidos por mulheres, muitas produções europeias e alguns fracassos estrondosos de público, como o controverso “Mãe!”, de Darren Aronofsky, e “Silêncio”, de Martin Scorsese. Além do candidato da Argentina ao Oscar 2018, também foram contemplados os representantes da França (“120 Batimentos por Minuto”) e da Rússia (“Loveless”) na disputa a uma vaga no prêmio da Academia americana. Curiosamente, “Moonlight”, vencedor do Oscar de Melhor Filme de 2017, também aparece na relação, porque só estreou em janeiro no Reino Unido. Os filmes foram selecionados por votação realizada entre 180 críticos, programadores de festivais e acadêmicos britânicos. O resultado, com os 25 melhores filmes desta eleição, pode ser conferido abaixo. Melhores do Ano: Revista Sight & Sound 1. “Corra!”, de Jordan Peele 2. “Twin Peaks: The Return”, de Mark Frost, David Lynch 3. “Me Chame pelo seu Nome”, de Luca Guadagnino 4. “Zama”, de Lucrecia Martel 5. “Western”, de Valeska Grisebach 6. “Faces Places”, de Agnes Varda e JR 7. “Bom Comportamento”, de Ben e Josh Safdie 8. “Loveless”, de Andrey Zvyagintsev 9. “Dunkirk”, de Christopher Nolan 9. “Projeto Florida”, de Sean Baker 11. “A Ghost Story”, de David Lowery 12. “128 Batimentos por Minuto”, de Robin Campillo 12. “Lady Macbeth”, de William Oldroyd 12. “You Were Never Really Here”, de Lynne Ramsay 15. “God’s Own Country”, de Francis Lee 16. “Personal Shopper”, de Olivier Assayas 16. “A Forma da Água”, de Guillermo del Toro 16. “Strong Island”, de Yance Ford 19. “Eu Não Sou seu Negro”, de Raoul Peck 19. “Lady Bird”, de Greta Gerwig 19. “Let the Sunshine In”, de Claire Denis 19. “Moonlight”, de Barry Jenkins 19. “Mãe!”, de Darren Aronofsky 19. “Mudbound”, de Dee Rees 25. “O Outro Lado da Esperança”, de Aki Kaurismaki 25. “Silêncio”, de Martin Scorsese
Shooter é renovada para a 3ª temporada
O canal pago americano USA Network renovou a série “Shooter”, inspirada no filme “O Atirador” (2007), para sua 3ª temporada. A atração conseguiu manter a maior parte do público original em sua 2ª temporada – caiu de 1,4 milhão para 1,2 em média – , que mesmo assim acabou interrompida abruptamente, com apenas oito episódios. A decisão de encurtar a produção foi tomada após o ator Ryan Phillippe quebrar a perna durante uma folga das gravações, em 16 de julho. Ele precisou passar por um procedimento cirúrgico devido à gravidade do acidente e precisou ficar imobilizado, o que impediu seu retorno ao set para finalizar a temporada. O ator usou o Twitter para informar seus seguidores de que tinha sofrido um acidente bizarro enquanto passeava com sua família, mas não deu maiores detalhes, apenas que sua “perna foi gravemente quebrada e necessitou cirurgia”. Por coincidência, ele foi acusado por uma ex-namorada de agressão física no mesmo período. Elsie Hewitt afirmou que o ator estava extremamente bêbado e a agrediu em 3 de julho quando ela foi buscar alguns pertences na casa dele. Segundo a modelo afirmou ao jornal Daily Mail, o ator a teria deixado com muitos hematomas, machucados e fortes dores no peito, ao jogá-la escada abaixo. Ela foi à polícia. Aparentemente, o canal USA não achou esta denúncia relevante e “Shooter” voltará com ainda mais episódios em sua 3ª temporada. Serão 13 no total, três a mais que o previsto na temporada anterior, para compensar o encerramento precoce. A série tem a mesma premissa do filme homônimo estrelado por Mark Wahlberg em 2007. Na trama, o atirador de elite Bob Lee Swagger é contratado como consultor de segurança de uma agência federal, apenas para ser implicado no assassinato de um político e se tornar caçado pelo FBI, enquanto tenta provar sua inocência – um resumo que é basicamente o mesmo da temporada inaugural de “Quantico” e que, em seus aspectos mais genéricos, sempre volta à TV desde “O Fugitivo” nos anos 1960. Na 2ª temporada, após ser exonerado da conspiração, ele se torna alvo dos autores do atentado original, que querem vingança após seus planos serem expostos. Além de Ryan Phillippe (série “Secrets and Lies”), o elenco ainda inclui Cynthia Addai-Robinson (a Amanda Waller da série “Arrow”), Omar Epps (série “House”), Shantel VanSanten (a Patty Spivot da série “The Flash”) e Eddie McClintock (série “Warehouse 13”). A adaptação foi desenvolvida por John Hlavin (roteirista de “Anjos da Noite: O Despertar”) e é coproduzida pelo astro do filme, Mark Wahlberg, e o astro da série, Ryan Phillippe. Ainda não há previsão para a estreia da 3ª temporada.
Viva – A Vida É uma Festa lidera indicações ao Annie Awards, o “Oscar da animação”
O Annie Awards, troféu mais importante da animação, considerado o “Oscar” do gênero, divulgou os indicados à premiação dos melhores do ano, e “Viva – A Vida É uma Festa”, novo filme da Pixar, lidera a lista. “Viva – A Vida é uma Festa”, que estreia no Brasil em 4 de janeiro, recebeu 13 indicações e vai disputar o troféu de Melhor Animação do ano com outro lançamento da Pixar, “Carros 3”, além de outros filmes que não tiveram boas avaliações da crítica americana. De fato, diante da fraqueza da seleção, causa muita estranheza a ausência de “Lego Batman: O Filme” na disputa. A produção da Warner tem 91% de aprovação no Rotten Tomatoes e foi preterida por filmes como “As Aventuras do Capitão Cueca: O Filme” (86% de aprovação), “Carros 3” (67%), “Meu Malvado Favorito 3” (60%) e “O Poderoso Chefinho” (medíocres 52%). Ao menos, o trabalho rendeu uma nomeação a Chris McKay por sua direção. Também chama atenção o fato de apenas produções americanas terem sidos selecionadas para o prêmio principal, apesar de a irlandesa “The Breadwinner”, sobre uma garotinha afegã vivendo sob o regime opressor do Talibã, ter sido a segunda animação com mais indicações – disputa 10 prêmios e tem 92% de aprovação no Rotten Tomatoes. Como se não bastasse, “The Breadwinner” superou “Viva – A Vida É uma Festa” na votação da Associação dos Críticos de Cinema de Los Angeles como Melhor Animação do Ano. São pequenos detalhes que ofuscam a representatividade da premiação, que acontecerá no dia 3 de fevereiro, em Los Angeles. Confira abaixo a lista completa dos indicados, que também inclui categorias televisivas. Indicados ao Annie Awards 2018 Melhor Animação As Aventuras do Capitão Cueca: O Filme Carros 3 Viva – A Vida É uma Festa Meu Malvado Favorito 3 O Poderoso Chefinho Melhor Animação Independente In This Corner of the World Com Amor, Van Gogh Napping Princess The Big Bad Fox & Other Tales The Breadwinner Melhor Animação – Produção Especial Feeling Sad Olaf: Em Uma Nova Aventura Congelante de Frozen Pig: The Dam Keeper Poems Revolting Rhymes Enrolados Outra Vez Melhor Curta-Metragem de Animação Dear Basketball Hedgehog’s Home Negative Space Scavengers Son of Jaguar Melhor Série de Animação – Infantil Buddy Thunderstruck Lost in Oz Niko and the Sword of Light Enrolados Outra Vez We Bare Bears Melhor Série de Animação – Adulta Big Mouth BoJack Horseman Rick and Morty Robot Chicken Samurai Jack Melhor Efeitos Especiais em Animação Avatar Flight of Passage Carros 3 Viva – A Vida É uma Festa Meu Malvado Favorito 3 Olaf: Em Uma Nova Aventura Congelante de Frozen Melhor Animação de Personagem em TV DreamWorks Trolls Holiday Trollhunters Tumble Leaf Melhor Animação de Personagem em Cinema Viva – A Vida É uma Festa The Big Bad Fox & Other Tales O Poderoso Chefinho Melhor Animação de Personagem em Filme Live-Action Game of Thrones Guardiões da Galáxia Vol. 2 Kong: Ilha da Caveira Valerian e a Cidade dos Mil Planetas Planeta dos Macacos: A Guerra Melhor Animação de Personagem em Video Game Cuphead Hellblade: Senua’s Sacrifice Horizon Zero Dawn Uncharted: The Lost Legacy Melhor Design de Personagem em TV Buddy Thunderstruck Danger & Eggs Samurai Jack Enrolados Outra Vez Trollhunters Melhor Design de Personagem em Cinema Viva – A Vida É uma Festa Meu Malvado Favorito 3 Os Smurfs e a Vila Perdida O Poderoso Chefinho The Breadwinner Melhor Direção em TV Dave Wasson, Eddie Trigeros & Alonso Ramirez-Ramos, por Disney Mickey Mouse T.J. Sullivan, por Dragões: Corrida Até o Limite Tom Caulfield & Stephen Sandoval, por Enrolados Outra Vez Timothy Bailey, por Os Simpsons Andrew Schmidt, por Trollhunters Melhor Direção em Cinema Lee Unkrich & Adrian Molina, por Viva – A Vida É uma Festa Benjamin Renner & Patrick Imbert, por The Big Bad Fox & Other Tales Tom McGrath, por O Poderoso Chefinho Nora Twomey, por The Breadwinner Chris McKay, por LEGO Batman: O Filme Melhor Trilha-Sonora em TV Christopher Willis, por Disney Mickey Mouse Alex Geringas, por Nossa Casa: As Aventuras de Tip e Oh Michael Kramer, por Lego Star Wars: The Freemaker Adventures Mike Reagan, por As Meninas Superpoderosas Lisbeth Scott, por Tumble Leaf Melhor Trilha-Sonora em Cinema Theodor Shapiro, por As Aventuras do Capitão Cueca: O Filme Michael Giacchino, por Viva – A Vida É uma Festa Clint Mansell, por Com Amor, Van Gogh Christophe Beck, por Olaf: Em Uma Nova Aventura Congelante de Frozen Mychael & Jeff Danna, por The Breadwinner Melhor Design de Produção em TV Big Hero 6: The Series Disney Mickey Mouse June Samurai Jack The Loud House Melhor Design de Produção em Cinema Viva – A Vida É uma Festa O Touro Ferdinando A Bailarina Mary and the Witch’s Flower The Breadwinner Melhor Storyboard em TV Disney Mickey Mouse Home for the Holidays Niko and the Sword of Ligh Trollhunters Melhor Storyboard em Cinema Viva – A Vida É uma Festa O Poderoso Chefinho The Breadwinner A Estrela de Belém Melhor Dublagem em TV Wendie Malick, por Bojack Horseman Jeremy Rowley, por Bunsen Is a Beats Chris Diamantopoulos, por Disney Micker Mouse Tom Kenny, por Bob Esponja Calça Quadrada Nicolas Cantu, por O Incrível Mundo de Gumball Melhor Dublagem em Cinema Nick Kroll, por As Aventuras do Capitão Cueca: O Filme Anthony Gonzalez, por Viva – A Vida É uma Festa Saara Chaudry, por The Breadwinner Laara Sadiw, por The Breadwinner Zach Galifianakis, por LEGO Batman: O Filme Melhor Roteiro em TV Adam Reed, por Archer Darrick Bachman, por Disney Mickey Mouse Joshua Pruett, por A Lei de Milo Murphy Ryan Ridley & Dan Guterman, por Rick and Morty AC Bradley, Kevin Hageman, Dan Hageman, Aaron Waltke & Chad Quandt, por Trollhunters Melhor Roteiro em Cinema Adrian Molina & Matthew Aldrick, por Viva – A Vida É uma Festa Dorota Kobiela, Hugh Welchman & Jacek Dehnel, por Com Amor, Van Gogh Riko Sakaguchi, Hiromasa Yonebayashi, David Freedman & Lynda Freedman, por Mary and The Witch’s Flower Anita Doron, por The Breadwinner
Grown-ish: Spin-off universitário de Black-ish ganha trailers, fotos e pôster
O canal pago Freeform divulgou o pôster, as fotos e três comerciais da série “Grown-ish”, spin off de “Black-ish”, centrada na vida universitária de Zoey (Yara Shahidi), a filha mais velha da família Johnson. Kenya Barris, criador de “Black-ish”, assina o spin-off, que curiosamente emplacou num canal diferente. “Black-ish” passa na rede ABC. Mas como ambos pertencem ao mesmo conglomerado – Disney – , os pais de Zoey (vividos por Anthony Anderson e Tracee Ellis Ross) podem ser vistos em participações especiais. O elenco do spin-off ainda inclui Francia Raisa (“The Secret Life of the American Teenager”), Abraham D. Juste (“Jessica Jones”), Emily Arlook (série “The Good Place”), Trevor Jackson (“American Crime”), Chris Parnell (“Anjos da Lei”) e as gêmeas Chloe e Halle Bailey (série “Austin & Ally”). A estreia está marcada para 3 de janeiro nos Estados Unidos.
Comédia teen LGBT+ do criador das séries de super-heróis da DC ganha primeiro trailer
A Fox divulgou o trailer, o pôster e sete fotos de “Love, Simon”, história de um jovem que procura encontrar coragem para revelar que é gay. A prévia revela a típica comédia teen sobre o rito de passagem do primeiro amor, com a pequena – ou grande, dependendo do ponto de vista – diferença de que o protagonista não é uma menina insegura que gosta de um garoto, mas um garoto inseguro que gosta de um garoto. O filme traz Nick Robinson como protagonista, em sua segunda adaptação de best-seller adolescente, após (o fracasso de) “Tudo e Todas as Coisas”. O livro atual é “Simon vs. A Agenda Homo Sapiens”, de Becky Albertalli. Além dele, o elenco ainda destaca Jennifer Garner (“Clube de Compra Dallas”) e Josh Duhamel (“Transformers”) como os pais e uma galera de atores jovens: Katherine Langford (série “13 Reasons Why”), Keiynan Lonsdale (série “The Flash”), Talitha Eliana Bateman (“Anabelle 2: A Criação do Mal”), Miles Heizer (também de “13 Reasons Why”), Logan Miller (série “The Walking Dead”) e Alexandra Shipp (“X-Men: Apocalipse”). A direção é de Greg Berlanti, mais conhecido como roteirista, produtor e criador das séries de super-heróis da DC Comics na rede CW. “Love, Simon” retoma sua incipiente carreira cinematográfica, interrompida há sete anos após dois filmes – pelo fracasso da comédia romântica “Juntos Pelo Acaso” (2010), igualmente estrelada por Duhamel. Curiosamente, o roteiro também é de roteiristas-produtores de séries, mas Elizabeth Berger e Isaac Aptaker (da série “This Is Us”) nunca trabalharam antes com o diretor. “Love, Simon” tem estreia prevista para março.
Altered Carbon: Primeiro teaser legendado da nova série sci-fi da Netflix tem visual cinematográfico
A Netflix divulgou as primeiras fotos e o teaser legendado da nova série sci-fi “Altered Carbon”. A prévia combina anúncio publicitário das conveniências da vida futurista e efeitos visuais cinematográficos, ao mesmo tempo em que lembra que este tipo de marketing já foi visto antes, assim como a premissa da atração, sobre a reciclagem de corpos para a extensão da vida humana. O que não impede que histórias de medicina distópica continuem a render interesse. Passada no século 25, a série foi criada pelos roteiristas Laeta Kalogridis (“O Exterminador do Futuro: Gênesis”) e David H. Goodman (série “Fringe”), com base no romance cyberpunk homônimo de Richard K. Morgan, e tem como premissa uma tecnologia futurista capaz de digitalizar a mente humana para que possa ser transferida de um corpo para o outro. A atração marca a volta do sueco Joel Kinnaman (“Esquadrão Suicida”) para as séries, após sua marcante passagem por “The Killing” (2011–2014). Ele interpreta Takeshi Kovacs, um antigo guerreiro derrotado no conflito que resultou no admirável mundo novo do futuro. Com a mente aprisionada em criogenia durante séculos, ele recebe a oportunidade de viver de novo, quando é resgatado por Laurens Bancroft (James Purefoy, de “The Following”), um dos homens mais ricos e velhos do mundo, para cumprir uma missão: resolver um assassinato num mundo em que a tecnologia tornou a morte obsoleta… o do próprio Bancroft. Curiosamente, o diretor do piloto, o inglês Miguel Sapochnik (responsável pelos melhores episódios da 6ª temporada de “Game of Thrones”) já fez um filme de temática similar: “Repo Men: O Resgate de Órgãos” (2010). A produção ainda inclui em seu elenco Antonio Marziale (“Project MC²”), Chris Conner (“The People v. OJ Simpson: American Crime Story”), Kristin Lehman (“Ghost Wars”), Hiro Kanagawa (“iZombie”), Alika Autran (“When We Rise”), Teach Grant (“Damnation”), Hayley Law (“Riverdale”), Tamara Taylor (“Bones”), Adam Busch (“Colony”), Byron Mann (“The Expanse”) e Dichen Lachman (“The Last Ship”). A estreia vai acontecer em 2 de fevereiro no serviço de streaming.
Nova série de super-herói da DC ganha teaser e fotos
A rede CW divulgou um teaser e seis fotos de “Black Lightning”, sua quinta série de super-heróis da DC Comics. Além de existir no mesmo universo dos quadrinhos, a atração compartilha com “Arrow”, “The Flash”, “Supergirl” e “Legends of Tomorrow” o mesmo produtor, Greg Berlanti. Criado por Tony Isabella (roteirista de “Luke Cage”) e Trevor Von Eeden em 1977, o herói foi batizado no Brasil como Raio Negro, apesar deste nome já identificar um herói da Marvel, o líder dos Inumanos (Black Bolt, no original) que também estreou na TV americana recentemente. O Raio Negro da DC tem poderes elétricos e foi o primeiro herói negro da editora a ter sua própria revista. Desenvolvida pelo casal Salim e Mara Brock Akil (das séries “The Game” e “Being Mary Jane”), a série não vai refletir as histórias iniciais do personagem, encontrando Jefferson Pierce mais de uma década depois dele deixar seu uniforme de lado, a pedido da esposa, para priorizar sua família. Porém, quando as filhas teimam em buscar justiça e ficam em perigo, ele será levado de volta à vida de vigilante mascarado. “Black Lightning” é estrelada por Cress Williams (“Prison Break” e “Code Black”) como Raio Negro e deverá mostrar a origem de duas novas super-heroínas: as filhas do personagem, vividas por Nafessa Williams (também da série “Code Black”) e China Anne McClain (“Gente Grande”). Nos quadrinhos, elas viram Tormenta (Thunder) e Rajada (Lightning). O elenco também inclui Christine Adams (série “Terra Nova”) como a mulher de Pierce. O piloto foi dirigido por Salim Akil e a exibição vai acontecer durante a midseason, a partir de 16 de janeiro nos Estados Unidos.
Ilha de Cachorros, de Wes Anderson, será primeira animação a abrir o Festival de Berlim
O Festival de Berlim de 2018 será aberto pela primeira vez por uma animação. “Ilha de Cachorros”, do diretor americano Wes Anderson, foi selecionado para abrir o evento cinematográfico no dia 15 de fevereiro. A produção será o quarto longa-metragem de Anderson exibido no festival, após “O Grande Hotel Budapeste” (2014), “A vida marinha com Steve Zissou” (2004) e “Os excêntricos Tenenbauns” (2002). E é a segunda animação da carreira de Anderson, após “O Fantástico Sr. Raposo” (2009). A trama de “Ilha de Cachorros” se passa num futuro distópico, após um surto de gripe canina levar o Japão a isolar todos os cachorros numa ilha, até então utilizada como depósito de lixo. Isto não impede um garotinho de ir até lá para tentar resgatar seu animal de estimação. Os demais cachorros resolvem ajudar na busca. O problema é que, como eles falam inglês, não entendem o que diz o menino japonês. O elenco de vozes, como de costume, é repleto de estrelas, incluindo alguns parceiros habituais do diretor, como Bill Murray, Edward Norton, Tilda Swinton, Jeff Goldlum, Frances McDormand e Bob Balaban, mas também novidades como Bryan Cranston (da série “Breaking Bad”), Scarlett Johansson (“Os Vingadores”), Greta Gerwig (“Frances Ha”), Liev Schreiber (série “Ray Donovan”) e diversos astros japoneses, como Ken Watanabe (“A Origem”), Kunichi Nomura (“Encontros e Desencontros”), Akira Ito (“Birdman”), Akira Takayama (“Neve Sobre os Cedros”) e até a cantora Yoko Ono. O filme tem estreia marcada para 23 de março nos Estados Unidos e apenas três meses depois, em junho, no Brasil. Com júri presidido por Tom Tykwer (“A Viagem”), o Festival de Berlim de 2018 acontece de 15 a 25 de fevereiro na capital da Alemanha.
Playlist: 10 clipes de novas bandas influenciadas pelo punk rock britânico
Quatro décadas após Londres chamar, meninos que poderiam ser netos dos Sex Pistols, The Clash e Buzzcocks resolveram responder. Uma nova geração de bandas, na sua maioria britânicas, retomou a estética dos três acordes e das letras gritadas, com direito a suspensórios, botas e roda de pogo, revivendo o final dos anos 1970 como se não houvesse futuro (No future). Só o passado setentista. “Um cantor que não pode cantar, um mod que não pode tocar baixo e um baterista que não pode ver” é a descrição oficial da banda Touts, de Derry, cidadezinha norte-irlandesa que foi berço dos Undertones. BlackWaters se define simplesmente como “uma banda punk de Guildford”, o que também foi dito dos Stranglers. Amyl and The Sniffers se orgulha de ter sido a banda de abertura da primeira turnê australiana de Cherie Currie, a ex-cantora das Runaways. E Shame interrompeu um show recente no sul londrino porque o guitarrista teve um surto de Sid Vicious e pulou no meio de uma briga. Mas, nestes tempos de punk reciclado, ele depois pediu desculpas. Entre letras nihilistas e revoltas de garagem, o novo revival punk já tem “hits” e seus suplas de butique. Confira abaixo 10 clipes recentes da turma. 1 Touts – “Bombscare” (Irlanda do Norte) | 2 Cabbage – “Uber Capitalist Death Trade” (Inglaterra) | 3 BlackWaters – “Let The Good Times Roll” (Inglaterra) | 4 Baby Strange – “Motormind” (Escócia) | 5 Together Pangea – “Better Find Out” (Estados Unidos) | 6 Circa Waves – “Wake Up” (Inglaterra) | 7 Life – “In Your Hands” (Inglaterra) | 8 Slaves – “Hypnotised” (Estados Unidos) | 9 Amyl and The Sniffers – “70’s Street Munchies” (Austrália) |10 Shame – “Concrete” (Inglaterra)
Críticos de Los Angeles elegem Me Chame por Seu Nome como Melhor Filme do ano
A Associação de Críticos de Cinema de Los Angeles divulgou os vencedores de sua premiação anual. E embora a temporada de distribuição de troféus mal tenha começado, a lista já assinala o surgimento das primeiras unanimidades. Assim como no Gotham Awards, a associação de Los Angeles considerou “Me Chame por Seu Nome” o Melhor Filme do Ano. Não só isso. O jovem Timothée Chalamet voltou a vencer como Melhor Ator. “Me Chame por Seu Nome”, que tem produção do brasileiro Rodrigo Teixeira, ainda rendeu reconhecimento para o diretor Luca Guadagnino. O cineasta italiano dividiu com o mexicano Guillermo del Toro, de “A Forma da Água”, o prêmio de Direção. O empate, na verdade, se estendeu ao número de prêmios dos dois filmes. “A Forma da Água” também conquistou três troféus. Os demais foram Melhor Fotografia, para Dan Laustsen, e Atriz, para Sally Hawkins. Os Melhores Coadjuvantes foram Laurie Metcalf (por “Lady Bird”) e Willem Dafoe (“Projeto Flórida”). Jordan Peele foi saudado como Melhor Roteirista por “Corra”. E Jonny Greenwood, da banda Radiohead, levou o prêmio de Trilha Sonora por “Trama Fantasma”, sua quarta parceria com o diretor Paul Thomas Anderson. Em resumo, prêmios para o cinema independente. Até uma produção indie venceu como Melhor Animação: “The Breadwinner”, desenho irlandês que desbancou “Viva – A Vida É uma Festa”. Apenas dois filmes de estúdio entraram na lista: o blockbuster “Dunkirk” e a sci-fi “Blade Runner 2049”, com vitórias em categorias técnicas. Para completar, a premiação também apontou convergência de opiniões em relação a Documentário e Filme em Língua Estrangeira. As produções francesas “Faces Places”, de Agnes Varda e JR, e “120 Batimentos por Minuto”, de Robin Campillo, são as que mais estão acumulando vitórias em suas categorias. Desta vez, o filme de Campillo empatou com o russo “Loveless”, de Andrey Zvyagintsev. São favoritos ao Oscar 2018. Veja abaixo a lista completa dos favoritos da crítica de Los Angeles. Melhores de 2017: Los Angeles Film Critics Association Melhor Filme: “Me Chame por Seu Nome” 2º lugar: “Projeto Flórida” Melhor Direção: Guillermo del Toro (“A Forma da Água”) e Luca Guadagnino (“Me Chame por Seu Nome”) – empate Melhor Atriz: Sally Hawkins (“A Forma da Água”) 2º lugar: Frances McDormand (“Três Anúncios para um Crime”) Melhor Ator: Timothée Chalamet (“Me Chame por Seu Nome”) 2º lugar: James Franco (“O Artista do Desastre” Melhor Atriz Coadjuvante: Laurie Metcalf (“Lady Bird”) 2º lugar: Mary J. Blige (“Mudbound”) Melhor Ator Coadjuvante: Willem Dafoe (“Projeto Flórida”) 2º lugar: Sam Rockwell (“Três Anúncios para um Crime”) Melhor Animação: “The Breadwinner” 2º lugar: “Viva – A Vida É uma Festa” Melhor Filme em Língua Estrangeira: “120 Batimentos por Minuto” (França) e “Loveless” (Rússia) – empate Melhor Documentário: “Faces Places” 2º lugar: “Jane” Melhor Roteiro: Jordan Peele (“Corra”) 2º lugar: Martin McDonagh (“Três Anúncios Para um Crime”) Melhor Edição: Lee Smith (“Dunkirk”) 2º lugar: Tatiana S. Riegel (“I, Tonya”) Melhor Design de Produção: Dennis Gassner (“Blade Runner 2049”) 2º lugar: Paul D. Austerberry (“A Forma da Água”) Melhor Trilha Sonora: Jonny Greenwood (“A Trama Fantasma”) 2º lugar: Alexandre Desplat (“A Forma da Água”) Melhor Fotografia: Dan Laustsen (“A Forma da Água”) 2º lugar: Roger Deakins (“Blade Runner 2049”) Melhor Filme/Video Experimental: “Purge This Land” Prêmio pela Carreira: Max von Sydow
Mudbound ganha trailer legendado e subtítulo oficial com erro de português
Já disponível na Netflix nos Estados Unidos, o drama de época “Mudbound” será lançado no Brasil nos cinemas… somente em fevereiro! Achou ruim? Piora. A Diamond Films divulgou o primeiro trailer legendado do filme, que revela um subtítulo “crássico” para o lançamento nacional: virou o “Mudbound – Lágrimas sobre o Mississipi”, com um apêndice melodramático que destaca a palavra “Mississipi”. Para quem não sabe, como os “tradutores oficiais”, a grafia em inglês é “Mississippi” e nos dicionários de português a palavra (paroxítona terminada em I) inclui um acento agudo, “Mississípi”. Impressionante. “Mudbound” – esqueçamos o subtítulo, é melhor – conta a história de duas famílias que convivem no sul rural dos Estados Unidos nos anos 1940. Uma delas é branca, racista e recém-chegada, tendo comprado sua fazenda com sonhos de grandeza. A outra é negra, humilde e trabalha naquelas terras há muitas gerações. Quando os filhos jovens das duas famílias retornam traumatizados da 2ª Guerra Mundial, acabam criando laços de amizade, forjados pela experiência compartilhada, o que incomoda ambos os lados. O soldado negro tem mais dificuldade em aceitar a situação de ter lutado pela liberdade dos europeus e voltar a um país segregado. O branco não pode ouvir um estouro de escapamento de carro sem achar que está levando tiros. Para piorar, ainda sente atração pela mulher do irmão mais velho. A história de fôlego literário é uma adaptação do best-seller homônimo de Hillary Jordan, lançado em 2008 nos Estados Unidos, e sua filmagem ganhou um troféu do Gotham Awards, que abre a temporada de premiações de Hollywood. A consagração foi para o elenco, que inclui Garrett Hedlund (“Peter Pan”), Carey Mulligan (“As Sufragistas”), Jason Mitchell (“Straight Outta Compton”), Jason Clarke (“Planeta dos Macacos: O Conflito”), Jonathan Banks (série “Better Call Saul”), Rob Morgan (série “Stranger Things”), Kelvin Harrison Jr. (“Ao Cair da Noite”) e a cantora Mary J. Blige (“Rock of Ages”). Terceiro longa-metragem da cineasta Dee Rees, após o drama lésbico indie “Pariah” (2011) e a telebiografia “Bessie” (2015), da HBO, a produção foi adquirida pronta pela Netflix, por US$ 12,5 milhões em Sundance – a maior aquisição realizada no festival neste ano. Além de Sundance, “Mudbound” também foi exibido nos festivais de Toronto, Londres e Nova York, antes de chegar na Netflix. Atenta às regras da Academia, a plataforma também fez um lançamento simultâneo nos cinemas americanos em circuito limitado. A estreia aconteceu em 17 de novembro nos Estados Unidos. Por aqui, o filme só estreia três meses depois, em 22 de fevereiro.
Pedro Coelho enfrenta o “Sr. Severino” no trailer dublado do filme britânico
A Sony divulgou um novo trailer dublado em português de “Pedro Coelho” (Peter Rabbit), híbrido de animação e live action, que combina os famosos bichinhos falantes criados pela escritora britânica Beatrix Potter com humanos interpretados por atores de carne e osso. A prévia reforça a qualidade dos efeitos, que combinam perfeitamente digital e real, além de mostrar a atualização da trama para os dias de hoje. As histórias de Potter sobre o coelho antropomórfico que usa roupas datam de 1902. Em suas primeiras aventuras, Pedro/Peter desobedecia sua mãe para aprontar no jardim do Sr. McGregor, comendo vários cenouras até ser flagrado e perseguido, e acabava doente ao perder um sapato e o casaco na perseguição. A adaptação escrita e dirigida por Will Gluck (“Annie”) transpõe a farra para a casa de campo moderna de McGregor (ou melhor, Severino, na tradução nacional), vivido por Domnhall Gleeson (“Star Wars: O Despertar da Força”), e aumenta a quantidade de bichinhos falantes. Rose Byrne (“Vizinhos”) também tem um papel de carne e osso, mas a maioria dos atores famosos da produção fazem apenas vozes. A começar por James Corden (“Caminhos da Floresta”), que dubla Peter, ou melhor Pedro Coelho. O resto do elenco inclui Daisy Ridley (“Star Wars: O Despertar da Força”), Margot Robbie (“Esquadrão Suicida”) e Elizabeth Debicki (“Guardiões da Galáxia Vol. 2”). Toda essa gente famosa deve ser ignorada no Brasil por conta da dublagem nacional. Será a primeira vez que “Pedro Coelho” ganhará um filme, mas o personagem já teve algumas adaptações televisivas. Além de uma série animada britânica dos anos 1990, exibida no Brasil pela TV Cultura, ele pode ser visto atualmente numa atração criada por computação gráfica no canal pago Nickelodeon. O filme estreia em 15 de fevereiro no Brasil, uma semana após o lançamento nos Estados Unidos.
4ª temporada de Black Mirror revela o trailer de seu episódio em preto e branco
A Netflix divulgou o trailer, o pôster e duas fotos de mais um episódio da 4ª temporada de “Black Mirror”. Trata-se de “Metalhead”, episódio rodado em preto e branco com clima pós-apocalíptico. A direção é de David Slade (de “30 Dias de Noite” e das séries “Hannibal” e “American Gods”) e o elenco inclui Maxine Peake (“A Teoria de Tudo”), Jake Davies (série “The Missing”) e Clint Dyer (“Campo Minado”). Este é o quinto trailer divulgado pela Netflix, após prévias dos episódios “Arkangel”, dirigido por Jodie Foster (“Jogo do Dinheiro”), “Crocodile”, de John Hillcoat (“Os Infratores”), “Black Museum”, de Colm McCarthy (“Melanie – A Última Esperança”), e “Hang the DJ”, de Timothy Van Patten (das séries “Game of Thrones” e “Boardwalk Empire”) Todos os capítulos são escritos por Charlie Brooker, o criador da série. A divulgação optou por destacar episódios individuais em vez de focar a temporada inteira. A estratégia reflete a perspectiva do prêmio Emmy. Este ano, a Academia da Televisão dos Estados Unidos considerou um episódio isolado da 3ª temporada, “San Junipero”, como o Melhor Telefilme do ano! A 4ª temporada de “Black Mirror” terá ao todo seis episódios e ainda não possui previsão de estreia.












