Série Titans revela a Patrulha do Destino em vídeos e fotos
A plataforma DC Universe divulgou o trailer, uma cena e as fotos do episódio de “Titans” que vai introduzir a Patrulha do Destino. Pelas imagens divulgadas, eles entram na trama por sua relação com Mutano (Ryan Potter, de “Supah Ninjas”). Como os fãs dos quadrinhos sabem, Garfield Logan fazia parte da Patrulha do Destino antes de entrar nos Titãs. Ele era filho adotivo de Rita Farr e seu marido Steve Dayton, identidade dos heróis conhecidos como Mulher-Elástica e Mento. A Patrulha do Destino é considerada os X-Men da DC Comics, mas o mais correto, pela ordem de lançamento, seria chamar os X-Men de Patrulha do Destino da Marvel. Isto porque os personagens tinham origens traumáticas, que os deixaram mutilados ou tão diferentes que causavam medo e repulsa, em vez das reações positivas mais associadas aos super-heróis. Criados pelos roteiristas Arnold Drake, Bob Haney e o artista Bruno Premiani, chegaram às bancas três meses antes de Stan Lee e Jack Kirby introduzirem os X-Men em 1963. A sinopse oficial da série diz: “Os membros da Patrulha do Destino sofreram acidentes horríveis que lhes deram habilidades sobre-humanas, mas também os deixaram marcados e desfigurados. Traumatizados e oprimidos, a equipe encontrou um propósito através do Chefe, que os reuniu para investigar os fenômenos mais estranhos existentes e proteger a Terra contra o que eles encontram”. O Chefe é o codinome de Dr. Niles Calder, um gênio confinado a uma cadeiras de rodas – como Charles Xavier. Os demais personagens que aparecerão em “Titans” são Cliff Steele, o Homem-Robô, Larry Trainor, o Homem-Negativo, e Rita Farr, a Mulher-Elástica. Eles vão ganhar uma série própria após essa aparição, mas o elenco vai mudar bastante. Apenas April Bowlby (a Stacy de “Drop Dead Diva”) será mantida como Mulher-Elástica. Mulher-Elástica e o Chefe, na verdade, são os únicos que mostram seus rostos no grupo original. Interpretado por Bruno Bichir (série “Narcos”) em “Titans”, o Chefe será vivido por Timothy Dalton (ex-007 e protagonista de “Penny Dreadful”) na série “Doom Patrol” (o título original da Patrulha do Destino). O Homem-Robô e o Homem-Negativo, vividos por figurantes em “Titans”, serão dublados e interpretados em cenas de flashbacks na outra série por Brendan Fraser (da trilogia “A Múmia” e “Viagem ao Centro da Terra”) e Matt Bomer (de “White Collar” e “American Horror Story”), respectivamente. Além disso, a Patrulha ganhará novos integrantes, como Diane Guerrero (a Martiza de “Orange Is the New Black”) no papel de Crazy Jane e Joivan Wade (Rigsy na série “Doctor Who”) como o herói Ciborgue. Atualmente em produção, a série da Patrulha do Destino ainda não tem previsão de estreia. Já o próximo episódio de “Titans”, que introduzirá os personagens, será exibido nesta sexta (2/11) nos Estados Unidos. “Titans” vai chegar ao Brasil pela Netflix em 2019.
The Witcher completa seu elenco com atriz de Harry Potter no papel de Triss Marigold
Depois de revelar o primeiro vislumbre de Henry Cavill (“Missão: Impossível – Efeito Fallout”) como Geralt of Rivia, a Netflix anunciou os últimos nomes do elenco da série “The Witcher”. Juntando-se a Cavill e outros integrantes do elenco previamente anunciados, como Freya Allen (Ciri) e Anya Chalotra (Yennefer), destaca-se a intérprete de uma das personagens favoritas dos fãs da franquia literária e de games. E a atriz escalada para viver Triss Marigold é uma ex-bruxinha de “Harry Potter”, Anna Shaffer (Romilda Vane nos filmes do jovem mago). A escalação marca um novo desvio étnico em relação aos personagens originais e já rendeu protestos no Reddit. A atriz é morena e irá interpretar uma ruiva de olhos verdes. Não há informações se ela usará peruca para o papel. O resto do elenco inclui Eamon Farren (“Twin Peaks”) como Cahir, Joey Batey (“Knightfall”) como Jaskier, Lars Mikkelsen (“Sherlock”) como Stregobor, Royce Pierreson (“Wanderlust”) como Istredd, Maciej Musiał (“1983”) como Sir Lazlo e Wilson Radjou-Pujalte (“Dickensian”) como Dara. Sem esquecer a multidão de intérpretes secundários: Rebecca Benson (Marilka), Shane Attwooll (Nohorn), Luke Neal (Vyr), Matthew Neal (Nimir), Tobi Bamtefa (Danek), Sonny Serkis (Martin), Roderick Hill (Fletcher), Inge Beckmann (Aridea), Charlotte O’Leary (Tiffania), Natasha Culzac (Toruviel), Amit Shah (Torque) e Tom Canton (Filavandrel). Entre os anteriormente anunciados, já estavam Jodi May (“Game of Thrones”) como a Rainha Calanthe, Björn Hlynur Haraldsson (“Fortitude”) como o cavaleiro Eist, e Adam Levy (“Knightfall”) como o druida Mousesack, integrantes da corte da Princesa Ciri, além de MyAnna Buring (“Ripper Street”) como Tissaia, Mimi Ndiweni (“Rellik”) como Fringilla e Therica Wilson-Reed (“Profile”) como Sabrina, que pertencem à academia mágica de Yennefer. É realmente um elenco vultuoso, que corresponde à escala épica da saga iniciada em 1986 pelo escritor polonês Andrzej Sapkowski, que a Netflix pode transformar no seu “Game of Thrones”. “The Witcher” se passa em um mundo de fantasia medieval, o que a levou a ser adotada por jogadores de RPG e inspirou uma coleção de videogames baseada em suas histórias, a partir de 2007. Cavill vai interpretar o protagonista da saga, Geralt of Rivia, um caçador de monstros em um mundo onde as pessoas frequentemente se mostram mais maldosas que as próprias criaturas que ele caça. Tudo que ele quer é ser deixado em paz para ficar sozinho, mas o destino coloca em seu caminho uma poderosa feiticeira e uma jovem princesa com um segredo, e os três precisarão aprender a compartilhar juntos a sobrevivência nesse universo. A roteirista e produtora Lauren Schmidt Hissrich, que exerceu as duas funções nas séries do “Demolidor” e “Os Defensores”, é responsável pela adaptação, enquanto a direção dos primeiros episódios estará a cargo de Alik Sakharov (de “House of Cards”, “Black Sails” e “Marco Polo”). A série ainda não está em fase de pré-produção e ainda não possui previsão de estreia.
Ewan McGregor viverá o vilão Máscara Negra no filme das Aves de Rapina
O ator Ewan McGregor (“Trainspotting”) assinou com a Warner para virar vilão dos quadrinhos da DC Comics. Ele vai viver o Máscara Negra no filme das Aves de Rapina. O personagem é mais conhecido como vilão do Batman, porém vai enfrentar um time de super-heroínas no cinema. Mas ele quase foi escalado para lutar contra supervilãs. E este detalhe é revelador sobre os bastidores das produções da DC Comics na Warner. Em fevereiro, o diretor David Ayer (“Esquadrão Suicida”) publicou um tuíte misterioso, sem texto, com um desenho do Máscara Negra, sugerindo que ele estaria em seu próximo filme, que seria uma adaptação das Sereias de Gotham City, o grupo de vilãs femininas que inclui a Arlequina, a Mulher-Gato e a Hera Venenosa. Desde então, as conversas sobre esse filme diminuíram até sumir. Em seu lugar, a Warner priorizou um longa similar, também com a Arlequina e, como se vê, com o mesmo vilão. A coincidência pode ter sido decisiva para selar o destino da outra produção. O Máscara Negra é um vilão relativamente novo, como a própria Arlequina. Ele surgiu nos gibis do Batman em 1985 e é um chefão do crime de rosto deformado, fascinado por máscaras – o que o leva a querer incluir o capuz do herói em sua coleção. Nos últimos anos, ele tem sido uma pedra na bota de cano alto da Mulher-Gato, o que justificava sua inclusão na trama das Sereias de Gotham. A sinopse do filme das Aves de Rapina ainda é desconhecida. A Warner nem definiu se “Aves de Rapina” (Birds of Prey) será realmente o título da produção. As únicas certezas são relativas ao elenco e personagens da produção. Além do Máscara Negra e da Arlequina, vivida por Margot Robbie (repetindo seu papel de “Esquadrão Suicida”), o longa também já escalou Rosie Perez (“O Conselheiro do Crime”) como a policial Renee Montoya, Mary Elizabeth Winstead (“Rua Cloverfield, 10”) como a Caçadora e Jurnee Smollett-Bell (“True Blood”), que, numa inversão de etnia em relação aos quadrinhos (e à série “Arrow”), será mais uma intérprete negra a viver uma personagem chamada Negro, a Canário Negro. Falta ainda definir a intérprete de Cassandra Cain, a Batgirl asiática da DC. Escrito por Christina Hodson (“Bumblebee”) e com direção da cineasta chinesa Cathy Yan (“Dead Pigs”), o lançamento está marcado para fevereiro de 2020.
Penny Dreadful vai voltar em série derivada da trama original
O canal pago americano Showtime anunciou que vai voltar a produzir a série “Penny Dreadful”. O criador da atração, John Logan, teve uma ideia de como retomar a produção, mas ela se passará em outro período, avançando até os anos 1930, e ganhará nova trama, o que também vem com subtítulo e resulta, na prática, num projeto derivado. Chamada de “Penny Dreadful: City of Angels”, a nova produção será uma expansão da mitologia original e não uma sequência direta. Os novos episódios se passarão na cidade de Los Angeles, ainda bastante mergulhada na cultura mexicana em 1938. A história mostrará o embate entre personagens conectados à divindade Santa Muerte e outros que servem ao diabo. “Ficamos bastante empolgados quando John Logan chegou até nós com essa visão original da mitologia ‘Penny Dreadful’, que explora tanto o espírito humano quanto o mundo espiritual na Califórnia”, disse o presidente de programação da Showtime, Gary Levine. “‘Penny Dreadful: City of Angels’ promete ser uma extraordinária saga de amor familiar contra os terríveis monstros que estão ao nosso redor e dentro de nós.” A princípio, nenhum dos astros da série original, que durou três temporadas, participará do projeto. Mas não descartem a possibilidade de uma aparição de John Harntnett, já que seu personagem era um cowboy americano. A série original, passada na Inglaterra vitoriana, durou três temporadas entre 2014 e 2016, combinando personagens originais com criações famosas da literatura gótica, extraídos das páginas de “Frankenstein”, “Dorian Gray” e “Drácula”. Bem-sucedida, a atração acabou bruscamente por decisão do próprio John Logan, que não quis esticar a história.
Netflix altera estratégia e decide exibir filmes de prestígio nos cinemas antes do streaming
A Netflix deu o braço a torcer e lançará três de seus novos filmes originais em um número limitado de cinemas antes de estreá-los na plataforma de streaming. A nova estratégia da empresa visa cumprir qualificação para o Oscar e justificar escalações em festivais que enfrentam pressões do parque exibidor. Mas também é uma forma de atrair ainda mais diretores e astros de prestígio para seus projetos, já que muitos cineastas importantes são contra a ideia de que seus filmes sejam vistos apenas em telas pequenas. Os primeiros lançamentos que terão esta janela cinematográfica são “Roma”, de Alfonso Cuarón, “The Ballad of Buster Scruggs”, dos irmãos Coen, e “Bird Box”, de Susanne Bier. Os dois primeiros foram exibidos no Festival de Veneza, por sinal vencido por “Roma”. “Há uma grande resposta aos nossos filmes na temporada de festivais, incluindo ‘Outlaw King’, que estará nos cinemas e na Netflix na semana seguinte. O plano é construir um ‘momento’”, explicou Scott Stuber, chefe do grupo de cinema da Netflix, sobre a decisão. “A prioridade da Netflix é sempre seus assinantes e produtores de filmes, e estamos constantemente inovando para os servir”. A verdade é que não é de hoje que a Netflix tenta emplacar seus filmes no cinema. Quem não quer os filmes da Netflix é o circuito exibidor, que exige uma janela mínima de três meses de exclusividade, algo que a plataforma de streaming nem cogita. O investimento da Netflix em filmes de prestígio e sua obsessão em vê-los premiados resultou numa manifestação dura da Associação Nacional dos Donos de Cinema dos Estados Unidos, durante o Festival de Toronto, sobre o esforço da plataforma para levar aos cinemas filmes disponíveis em streaming. “Esse gesto no meio do caminho vai falhar em satisfazer tanto o público quanto os cineastas e assinantes da Netflix. A Netflix tem de entender que não é cinema x streaming – tem de ser cinema e depois streaming, com a sequência correta”, afirmou o comunicado. Mas o paradigma começa a mudar. Se antes a Netflix buscava distribuir no cinema títulos que lançava no mesmo dia em streaming, agora quer dar de uma a três semanas de exclusividade para a exibição em tela grande. Ainda é pouco para o gosto dos exibidores. Na França, por exemplo, a janela é de quase um ano, o que impede essa estratégia de ganhar simpatia do Festival de Cannes, que barrou os lançamentos da Netflix de competir pela Palma de Ouro, justamente por pressão dos donos de cinema. Por outro lado, o aval dos festivais de Veneza, Toronto e até a Mostra de São Paulo aos longas da Netflix também colocam pressão sobre o circuito exibidor para refrear suas exigências. De olho nesse desenvolvimento, também está a Amazon, que produz diversos filmes de prestígio, como o premiado no Oscar “Manchete à Beira-Mar”, mas segue à risca a janela cinematográfica.
Neil Young assume casamento com Daryl Hannah em divulgação de novo clipe
Ao divulgar um novo clipe ao vivo de “Ohio”, em apoio à luta dos estudantes americanos pelo desarmamento da população, o cantor Neil Young acabou confirmando seu casamento com a atriz Daryl Hannah (de “Sense8” e clássicos como “Blade Runner” e “Splash!”). O clipe tem direção de Daryl Hannah e registra um show do cantor. Além de mostrá-lo de guitarra em punho, o vídeo destaca uma tela do cenário com projeções de imagens de 1970, lembrando o assassinato de estudantes que inspirou a canção original de Crosby, Stills, Nash & Young, e cenas dos massacres atuais nas escolas americanas, enfatizando o protesto dos jovens contra as leis que facilitam acesso às armas de fogo. Em seu site oficial, Young aproveitou para se manifestar. “Nós estamos com eles. Eles são a gente. Nós somos eles. Isso já acontece há tempo demais. Minha esposa Daryl e eu fizemos esse vídeo para que vocês reflitam”. Desde agosto, especulava-se que Young, de 72 anos, e Hannah, de 57, que namoravam desde 2014, estavam casados. No início deste ano, Daryl Hannah estreou como diretora com “Paradox”, um faroeste pós-apocalíptico estrelado por Young e pelo também músico Willie Nelson, disponibilizado pela Netflix.
Will Smith é transformado em pombo no primeiro trailer legendado de Um Espião Animal
A Fox divulgou o pôster e o primeiro trailer legendado de “Um Espião Animal” (Spies in Disguise), animação dublada em inglês por Will Smith (“Esquadrão Suicida”) e Tom Holland (“Homem-Aranha: De Volta ao Lar”). A prévia mostra uma versão animada de Will Smith como um superespião, dirigindo carrões, dando golpes certeiros e encenando saltos impossíveis. Até que, lá pela metade do vídeo, ele é transformado num pombo por um adolescente (voz de Holland) numa cozinha comum. São cenas tão díspares que parecem vir de filmes distintos. A explicação deve ficar para outro trailer. “Um Espião Animal” é baseado em um curta de 2009, feito por Lucas Martell, que não tem nada dessa premissa, mas inclui um agente secreto e um pombo. Ao transformar Will Smith no pombo, o estúdio Blue Sky – de “A Era do Gelo”, “Rio” e “Ferdinando” – mantém sua tradição de lançar animações de animais falantes. O elenco de dubladores originais ainda inclui Rashida Jones (“Te Peguei!”), Karen Gillan (“Guardiões da Galáxia”), Ben Mendelsohn (“O Destino de uma Nação”), Masi Oka (“Hawaii Five-0”) e DJ Khaled (“A Escolha Perfeita 3”). A direção do longa está a cargo de Nick Bruno e Troy Quane, respectivamente animador e artista de storyboard da franquia “A Era do Gelo”, que fazem suas estreias na função. A estreia está marcada para 25 de dezembro no Brasil, mesmo dia do lançamento nos Estados Unidos.
Festival do Rio enfrenta sua pior crise e quase não aconteceu em 2018
O 20º Festival do Rio, que começa nesta quinta-feira (1/11) com a exibição de “Viúvas”, de Steve McQueen (“12 Anos de Escravidão”), quase não aconteceu. Ele estava previsto originalmente para o início de outubro, precisou ser adiado e, em entrevista ao jornal O Globo, a diretora do evento Ilda Santiago admitiu que chegou a considerar seu cancelamento. “Houve momentos em tive vontade de jogar a toalha. Teve gente que sugeriu fazer um festival com poucos filmes ou só com uma mostra, mas isso não é o nosso perfil”, ela revelou. Ficou claro que a parte internacional do evento estava desvalorizada pela seleção absurda da Mostra de São Paulo, que reuniu os vencedores dos festivais de Cannes, Veneza, Berlim e até Locarno, além de filmes de grande repercussão do ano, fazendo seu line-up mais impressionante dos últimos tempos. Mesmo assim, o festival carioca projetará cerca de 200 títulos de 60 países durante 11 dias — uma redução em relação aos 250 filmes da edição anterior e ainda maior em comparação aos 300 que costumavam ser a média do evento. Também há menos convidados internacionais. Graças ao apoio de consulados e produtores, ainda há a presença de nomes de destaque, como o cineasta francês Olivier Assayas, que vem apresentar “Vidas Duplas”, seu novo longa estrelado por Juliette Binoche. Além disso, mostras especiais foram canceladas. Passagens e hospedagens para equipes dos filmes, limitadas. O motivo é político. O atual prefeito do Rio não prioriza a cultura diante do estado de calamidade da cidade, causada pela corrupção e má administração generalizadas. Nem parece que o Rio foi palco de Copa do Mundo e Olimpíadas há pouco, jorrando fortunas para esses eventos. A edição passada foi a primeira sem o apoio da Prefeitura, o que já tinha causado cortes. Este ano, a situação se agravou devido às eleições, que afetou a participação de patrocinadores estatais. O fato é que o Festival do Rio, há algum tempo, é mais valorizado por sua seleção nacional que por sua vitrine internacional. O evento sempre pareceu ser dois festivais em um. O maior de todos festivais do cinema brasileiro, que perde foco por ter holofotes divididos com estrangeiros ao seu redor. O reconhecimento disso é que a Première Brasil, seção que é o “verdadeiro” Festival do Rio para os artistas nacionais, continua do mesmo tamanho. E com o encolhimento das mostras paralelas, já representa quase metade de todo o evento, com a exibição de 84 obras brasileiras (ou coproduções) – 64 longas e 20 curtas, entre ficções e documentários. Mesmo assim, o festival abriu mão de uma antiga exigência, permitindo a participação de filmes exibidos em outros eventos. Isso impediu que obras confirmadas na Mostra de São Paulo fossem excluídas automaticamente devido ao adiamento do Rio, e acabou abrindo espaço para trabalhos que passaram por outros festivais, como Brasília e Gramado. Em competição, “Domingo”, de Clara Linhart e Fellipe Barbosa, “Tinta Bruta”, de Marcio Reolon e Filipe Matzembacher (prêmio Teddy em Berlim), e “A Sombra do Pai”, de Gabriela Amaral Almeida, já foram projetados em Brasília ou na Mostra de São Paulo. E o filme de encerramento, “O Grande Circo Místico”, de Cacá Diegues, abriu Gramado. A programação também inclui projeção de quatro clássicos nacionais em versão restaurada: “Central do Brasil” (1998), de Walter Salles; “Pixote: a lei do mais fraco” (1981), de Hector Babenco; e “Rio 40 graus” (1955) e “Rio Zona Norte” (1957), ambos de Nelson Pereira dos Santos. Alguns passaram antes na Mostra de São Paulo. A exclusividade também deixou de existir para a exibição de obras estrangeiras. Sem isso, o Festival do Rio perderia seus destaques internacionais, “Não me Toque”, da romena Adina Pintilie, vencedor do Urso de Ouro em Berlim, “Assunto de Família”, de Hirokazu Koreeda, vencedor da Palma de Ouro em Cannes, “Infiltrado na Klan”, de Spike Lee, Grande Prêmio do Júri em Cannes, e outros, exibidos na Mostra de São Paulo. Esta seleção também ajuda a explicar o adiamento do Festival do Rio. Vale lembrar que, desde 2011, a Mostra de São Paulo exige ter première nacional de todos os filmes estrangeiros que exibe. Por conta disso, longas projetados no Festival do Rio não entravam na programação paulista, o que gerava um vice-versa. Com a troca de datas, o festival carioca pôde compartilhar vários títulos da Mostra. Que, convenhamos, continuam inéditos para a população do Rio. Sem falar que essa picuinha de cariocas versus paulistas é mais antiga que o ideário conservador que venceu as últimas eleições.
Bohemian Rhapsody é destaque entre estreias que dividem opiniões
A programa de cinema desta quinta (1/11) está repleta de estreias amplas, algumas bastante esperadas e a maioria divisiva. A começar por “Bohemian Rhapsody”, que narra a trajetória da banda Queen, de sua origem glam nos anos 1970 aos estádios lotados da década seguinte, retratando a época com grande variedade de figurinos e penteados. A interpretação de Rami Malek (“Mr. Robot”) como Freddie Mercury é o grande destaque do longa, embora a versão chapa branca da biografia, produzida pelos músicos da banda, deixe as polêmicas de lado, em especial a vida desregrada do cantor, que o levou a se contaminar e morrer de Aids, e prefira destacar sua antiga relação heterossexual em vez do parceiro do final de sua vida. Em compensação, os fãs do Queen são servidos com um repertório clássico fantástico e recriações de shows marcantes da carreira da banda. Até com exagero. A certa altura, a impressão chega a ser de um documentário sobre o Live Aid, por exemplo. Não por acaso, o filme dividiu opiniões da crítica, com 58% de aprovação no Rotten Tomatoes, mas tem expectativa de grande bilheteria em sua estreia na América do Norte, que também acontece neste fim de semana. Com distribuição mais ampla, “O Quebra-Nozes e os Quatro Reinos” chega ao Brasil ainda mais cedo, uma semana antes dos Estados Unidos e Canadá. Por coincidência, tanto este quanto o filme do Queen tiveram problemas de bastidores durante sua produção. No caso de “Bohemian Rhapsody”, o diretor Bryan Singer (“X-Men: Apocalipse”) sumiu na reta final das filmagens e acabou demitido. Apesar de ser creditado como único diretor do longa, o trabalho foi completado por Dexter Fletcher (“Voando Alto”). Já a produção da Disney foi originalmente realizada por Lasse Hallstrom (“Um Porto Seguro”), mas, após a produção, o estúdio convocou Joe Johnston (“Capitão América: O Primeiro Vingador”) para refilmagens extensas. Assim, os dois compartilham os créditos da adaptação da fábula encantada de E.T.A. Hoffmann e do famoso balé de Pyotr Ilyich Tchaikovsky, realizada com grande elenco – Mackenzie Foy (“A Saga Crepúsculo: Amanhecer”), Keira Knightley (“Anna Karenina”), Helen Mirren (“A Dama Dourada”), Morgan Freeman (“Truque de Mestre), etc. O detalhe é que nem esta solução emergencial impediu o filme de ser rejeitado pela crítica. Tem apenas 31% de aprovação no Rotten Tomatoes. O desempenho da comédia “Johnny English 3.0” também está nesse nível, com 32%. A diferença é que já fracassou diante do público em sua estreia norte-americana, no fim de semana passado – embora tenha feito sucesso no Reino Unido, seu país de origem. No filme, Rowan Atkinson vive o espião mais atrapalhado do Reino Unido pela terceira vez e precisa lidar com uma autêntica Bond Girl, a ucraniana Olga Kurylenko, estrela de “007 – Quantum of Solace” (2008), que na trama se mostra fatal demais para o eterno Mr. Bean. A nova aventura, por sinal, repete a premissa de “007 – Operação Skyfall” (2012), quando um ataque cibernético revela a identidade de todos os agentes ativos na Grã-Bretanha, deixando Johnny English como a última esperança do serviço secreto. O plágio é mais ou menos oficial, já que o personagem foi criado pelos roteiristas Neal Purvis e Robert Wade, que escreveram todos os seis últimos filmes de James Bond. Bem-feitinho, mas também divisivo, o filme do super-herói brasileiro “O Doutrinador” chega aos cinemas reforçando paralelos com o clima político atual do Brasil, com apologia à violência armada, atentado contra político, denúncias de corrupção e a sensação de revolta popular que conduziu o país para a extrema direita. Quem achou “O Mecanismo” caricato pode se preparar para ver mais imagens de políticos corruptos com copos de whisky, membros do judiciário que engavetam processos de corrupção e empresários que carregam malas de dinheiro. Entretanto, são cenas que habitam noticiários reais. E entram na trama como combustível para o surgimento de um justiceiro fictício, que nada mais é que a corporificação da raiva dos eleitores que votaram em Bolsonaro. Vivido pelo ator Kiko Pissolato (“Os Dez Mandamentos”), o Doutrinador foi originalmente concebido em 2008 pelo quadrinista Luciano Costa, que deixou os quadrinhos na gaveta até 2013, quando resolveu publicar as primeiras páginas em seu Facebook. Três meses depois, explodiram as manifestações de protesto no país e o Doutrinador virou cult, ao encarnar, ainda que de forma extrema, a indignação com o panorama político e a revolta generalizada da população. A adaptação tem tudo para ser polêmica, já que o personagem polariza opiniões. Há quem o considere fascista e outros que o enxerguem como manifestação da anarquia. Agente da polícia federal, Miguel virou justiceiro por não aguentar mais tanta impunidade. Revoltado com o sistema e com sede de vingança por uma tragédia pessoal, ele não mede esforços para eliminar políticos, donos de empreiteiras, dirigentes do futebol e até líderes religiosos, matando corruptos de todos os matizes. Luciano Costa assumiu ter se inspirado nos quadrinhos do Batman de Frank Miller. Mas o personagem está mais para o Zorro, o mascarado perseguido pela justiça por enfrentar os governantes corruptos do pueblo de Los Angeles. O último lançamento controverso da lista, “A Casa que Jack Construiu”, de Lars Von Trier (“Ninfomaníaca”), recebeu vaias durante sua première no Festival de Cannes, ocasião em que pelo menos 100 pessoas abandonaram a sessão, revoltadas e enojadas. Mas enquanto parte da crítica o taxou como ofensivo, a outra parte aplaudiu, embora meio constrangida. Mais brutal que “O Anticristo” (2009), mas com estrutura narrativa similar a “Ninfomaníaca” (2013), o filme parte de uma confissão do Jack do título, um serial killer (vivido por Matt Dillon, da série “Wayward Pines”) que rememora assassinatos cometidos por mais de uma década para um homem chamado Verge (vivido por Bruno Ganz, de “O Leitor”). Há quem considere as cenas de violência explícita contra mulheres menos ofensivas que a narração pretensiosa do protagonista, que aborda temas metafísicos e estéticos, julgando-se profundo, num contraste com a banalidade com que ataca suas vítimas – Uma Thurman (“Kill Bill”), Riley Keough (“Mad Max: Estrada da Fúria”), etc. Para ele, os assassinatos são obras de arte. A crítica discordou da tese. O resultado são os mesmos 58% de aprovação de “Bohemiam Rhapsody”, o que significa que o filme tem seus momentos, mas passa longe de ser uma obra prima. Completa a programação um documentário sobre a cantora Elza Soares, em circuito limitado. Confira abaixo os trailers e as sinopses das estreias da semana. Bohemian Rhapsody | EUA | Drama Musical Freddie Mercury (Rami Malek) e seus companheiros Brian May (Gwilyn Lee), Roger Taylor (Ben Hardy) e John Deacon (Joseph Mazzello) mudam o mundo da música para sempre ao formar a banda Queen durante a década de 1970. Porém, quando o estilo de vida extravagante de Mercury começa a sair do controle, a banda tem que enfrentar o desafio de conciliar a fama e o sucesso com suas vidas pessoais cada vez mais complicadas. O Quebra-Nozes e os Quatro Reinos | EUA | Fantasia Clara (Mackenzie Foy), jovem esperta e independente, perde a única chave mágica capaz de abrir um presente de valor incalculável dado por seu padrinho (Morgan Freeman). Ela decide então iniciar uma jornada de resgate que a leva pelo Reino dos Doces, o Reino das Neves, o Reino das Flores e o sinistro Quarto Reino. Johnny English 3.0 | Reino Unido | Comédia Em sua nova aventura, Johnny English (Rowan Atkinson) é a última salvação do serviço secreto quando um ataque cibernético revela as identidades de todos os agentes do país. Tirado de sua aposentadoria, ele volta à ativa com a missão de achar o hacker por trás do ataque. Com poucas habilidades e métodos analógicos, Johnny English precisa superar os desafios do mundo tecnológico para fazer da missão um sucesso. O Doutrinador | Brasil | Ação Um vigilante mascarado surge para atacar a impunidade que permite que políticos e donos de empreiteiras enriqueçam às custas da miséria e do trabalho da população brasileira. A história do homem por trás do disfarce de “Doutrinador” envolve uma jornada pessoal de vingança na qual um agente traumatizado decide fazer justiça com as próprias mãos. A Casa que Jack Construiu | Dinamarca | Suspense Um dia, durante um encontro fortuito na estrada, o arquiteto Jack (Matt Dillon) mata uma mulher. Este evento provoca um prazer inesperado no personagem, que passa a assassinar dezenas de pessoas ao longo de doze anos. Devido ao descaso das autoridades e à indiferença dos habitantes locais, o criminoso não encontra dificuldade em planejar seus crimes, executá-los ao olhar de todos e guardar os cadáveres num grande frigorífico. Tempos mais tarde, ele compartilha os seus casos mais marcantes com o sábio Virgílio (Bruno Ganz) numa jornada rumo ao inferno. My Name Is Now, Elza Soares | Brasil | Documentário Elza Soares, ícone da música brasileira, numa saga que ultrapassa o tempo, espaço, perdas e sucessos. Elza e seu espelho, cara a cara, nua e crua, ao mesmo tempo frágil e forte, real e sobrenatural, uma fênix, que com a força da natureza transcende e canta gloriosamente.
Slipknot volta à ativa no Halloween com lançamento de primeiro clipe em quatro anos
Os loucos escaparam. A banda Slipknot revelou sua primeira faixa inédita em quatro anos, que também ganhou clipe. A data escolhida para a divulgação de “All Out Life” não poderia ser mais temática: o dia do Halloween. O clipe mostra uma fuga em massa de psicopatas mascarados de um ônibus lotado, possivelmente durante o transporte para uma prisão ou hospício, e conduz os alucinados até um galpão onde ocorre, literalmente, um banho de sangue – ou de xarope de framboesa. A direção é de Shawn Crahan, o percussionista do Slipknot, que estreou como cineasta durante o hiato da banda, com a comédia sci-fi “Officer Downe” (2016), destruída pela crítica – 36% de aprovação no Rotten Tomatoes. “All Out Life” deve fazer parte do próximo álbum da banda de metal pesado. Recentemente, o vocalista Corey Taylor afirmou que estava trabalhando num novo disco de músicas inéditas para 2019, e que o material deve ser seguido de uma turnê mundial. O álbum mais recente da banda é “The Gray Chapter”, lançado em 2014.
Ator de Poldark entra na série derivada de Game of Thrones
O ator Josh Whitehouse entrou no elenco da primeira série derivada de “Game of Thrones”. Astro britânico em ascensão, ele foi revelado no ótimo drama indie “Northern Soul” (2014), integra a série “Poldark” e será visto a seguir no remake musical de “Valley Girl”, no papel originalmente interpretado por Nicolas Cage no filme de 1983 (lançado no Brasil como “Sonhos Rebeldes”). Josh Whitehouse se junta a Naomi Watts (“A Série Divergente: Convergente”), primeiro nome anunciado na produção, que, segundo o escritor George R.R. Martin, vai se chamar “The Long Night”. O spin-off foi criado pela roteirista Jane Goldman (“Kingsman”, “Kick-Ass”, “X-Men: Primeira Classe”) e pelo escritor George R. R. Martin, autor dos livros da saga “As Crônicas de Gelo e Fogo”, que inspiraram “Game of Thrones”. A trama se passa 8 mil anos antes dos eventos da série original e pretende apresentar a Era de Ouro dos heróis e também a hora mais sombria de Westeros, com a origem dos caminhantes brancos e o surgimento dos primeiros Starks lendários. Nenhum dos atores do programa atual aparecerá na nova série, que retratará um Westeros muito diferente de “Game of Thrones”. Além desse projeto, há outros quatro roteiros sendo avaliados para virar derivados de “Game of Thrones”, desenvolvidos por Max Borenstein (“Godzilla”, “Kong: A Ilha da Caveira”), Brian Helgeland (“Sobre Meninos e Lobos”, “Robin Hood”), Carly Wray (séries “Mad Man” e “The Leftovers”) e Bryan Cogman (roteirista e produtor de “Game of Thrones”). Martin também trabalhou no roteiro de Cogman. Mas, por enquanto, apenas a história desenvolvida por Jane Goldman recebeu sinal verde para produzir um piloto. Isto não significa que a produção da 1ª temporada está garantida. O piloto precisará ser aprovado pelos executivos da HBO para virar série.
Série animada Castlevania é renovada para a 3ª temporada
A animação “Castlevania” foi renovada para sua 3ª temporada pela Netflix. A novidade foi compartilhada nesta quarta (31/10) pelo produtor da série, Adi Shankar, nas redes sociais. A renovação estabeleceu um novo recorde no serviço de streaming, já que foi anunciada apenas cinco dias após a disponibilização da 2ª temporada. Mas a verdade é que a produção dos novos episódios estava definida desde muito antes da estreia do segundo ano. Afinal, já tem quatro meses que o ator Richard Armitage (de “O Hobbit”) revelou que estava voltando ao estúdio para dublar Trevor Belmont na 3ª temporada da série animada. Escrita pela autor de quadrinhos Warren Ellis (“Red – Aposentados e Perigosos”), a série animada segue a trama dos games, uma fantasia medieval adulta, que acompanha os esforços do último membro do clã Belmont para salvar a Europa Oriental de Vlad Tepes, o Drácula. Na 2ª temporada ele teve apoio do filho do vampiro, mas enfrentou um exército de criaturas das trevas sedentas. Além de Richard Armitage, o elenco de vozes inclui Graham McTavish (também de “O Hobbit”) como Drácula, James Callis (série “Battlestar Galactica”) como Alucard e Emily Swallow (série “Supernatural”) como Lisa, os protagonistas da trama. A série é uma parceria entre a produtora texana Powerhouse Animation e o produtor Adi Shankar, que tem alternado filmes de prestígio, como “Dredd” (2012) e “O Grande Herói” (2013), com curtas não oficiais de franquias famosas – “Justiceiro”, “Venom”, “Power Rangers”, etc. O terceiro ano da adaptação da clássica franquia de videogames da Konami contará com 10 episódios e deve estrear em 2019. Castlevania Season 3 just got greenlit!!!! ???. Thank you to Netflix and to our wonderful fans. This is a dream come true. I’m so happy. Lots of love to go around. — Adi Shankar (@adishankarbrand) October 31, 2018
Danilo Gentili é Caça-Fantasmas trash no trailer de Os Exterminadores do Além contra a Loira do Banheiro
Danilo Gentili divulgou o trailer de seu novo filme, “Os Exterminadores do Além contra a Loira do Banheiro”. A prévia mostra como ele e os humoristas de seu programa noturno (Murilo Couto e Léo Lins) resolvem copiar a ideia de Caça-Fantasmas e recrutam Dani Calabreza, Antonio Tabet, Sikêra Júnior, Ratinho e dois atores mirins de “Carrossel” (Jean Paulo Campos e Mateus Ueta) para brincar de cinema. Com alguns vários milhões de dólares a menos que o original americano, mas com todo o sangue que produções infantis não costumam esguichar, os Caça-Toscos têm até carro personalizado para até o local onde há uma aparição de fantasma. A trama se passa numa escola, como o filme anterior de Gentilli, e novamente demonstra fixação pelo banheiro do local. Vá saber que traumas essa obsessão exorciza. De resto, há tombos, gritaria, palavrões, sustos e sangue para todo o lado. Mas é uma comédia, juram os envolvidos. Também foi divulgado o pôster da produção, que destaca a atriz Pietra Quintela (da novela “As Aventuras de Poliana”) como a “loira do banheiro” (aparição que habitaria basicamente banheiros de escolas públicas). “Os Exterminadores do Além contra a Loira do Banheiro” é o terceiro filme escrito por Gentili e o segundo em que ele trabalha com o diretor Fabrício Bittar, que dirigiu “Como Se Tornar o Pior Aluno da Escola”. A nova comédia (com elenco) do SBT estreia em 29 de novembro, mas atenção: o lançamento é nos cinemas – embora existam mesmo rumores de que pode virar série.












