“Barbie” ultrapassa US$ 770 milhões e se aproxima do clube do bilhão
“Barbie” continua a surpreender nas bilheterias, faturando US$ 774,5 milhões mundiais com apenas 10 dias de exibição. O filme está a caminho de atingir a marca de US$ 1 bilhão, o que o tornaria apenas o segundo filme de 2023 a entrar para o clube do bilhão de dólares, após “The Super Mario Bros. Movie”, que arrecadou US$ 1,34 bilhão em todo o mundo. O desempenho é impressionante e segue batendo recordes. Só no fim de semana foram US$ 93 milhões na América do Norte. Este resultado representa um dos melhores segundos finais de semana de todos os tempos nos EUA e Canadá, e o melhor segundo final de semana da História da Warner Bros. Contrariando as previsões de que desapareceria rapidamente após sua estreia histórica no final de semana de 21 a 23 de julho, “Barbie” teve uma queda de somente 43% e já acumula um total doméstico de US$ 351,4 milhões. O filme dirigido por Greta Gerwig também continua a fazer sucesso no exterior, com uma queda de apenas 32,2%. No mercado internacional, rendeu US$ 122,2 milhões neste final de semana e um total de US$ 423,1 milhões. Tudo somado, são US$ 774,5 milhões mundiais, garantido que a promessa da atriz Margot Robbie seja cumprida. Ela garantiu para a Warner Bros. que o filme faria US$ 1 bilhão, o que pode acontecer já no próximo fim de semana. “Oppenheimer” também se destaca “Oppenheimer”, de Christopher Nolan, também está se saindo bem nas bilheterias. O drama biográfico de três horas arrecadou estimados US$ 46,2 milhões neste final de semana, uma queda de apenas 44% em relação ao final de semana anterior. O filme terminou o final de semana com uma arrecadação global estimada de US$ 400,4 milhões, incluindo US$ 174,6 milhões domésticos e US$ 226,3 milhões no exterior. Com um orçamento estimado de US$ 100 milhões, “Oppenheimer” já está dando lucro para a Universal – também com 10 dias de exibição – e deve chegar a meio bilhão em breve. Bilheteria mal-assombrada Por outro lado, o filme “Mansão Mal-Assombrada” teve uma estreia modesta, arrecadando US$ 24,2 milhões em 3º lugar. Este resultado representa uma das menores estreias entre as reimaginações de atrações de parques temáticos ou filmes animados clássicos da Disney. No exterior, “Mansão Mal-Assombrada” arrecadou US$ 9,1 milhões em 53 territórios para um total global de US$ 33,3 milhões. Com isso, a Disney segue acumulando fracassos no cinema em 2023. O thriller independente “Sound of Freedom” ficou em 4º lugar do ranking. No seu quarto final de semana de exibição, o longa arrecadou mais US$ 13,6 milhões, elevando sua soma doméstica para impressionantes US$ 150 milhões. A polêmica produção sobre tráfico de crianças e ideologia ultradireitista superou as expectativas e já arrecadou mais do que grandes produções como “Velozes e Furiosos 10”, “Elementos” e “Missão: Impossível – Acerto de Contas Parte 1” nos EUA. Finalizando o Top 5, “Missão: Impossível – Acerto de Contas Parte 1” arrecadou US$ 10,7 milhões em seu terceiro final de semana, elevando seu total doméstico para US$ 139 milhões. Apesar das críticas positivas, o filme de ação estrelado por Tom Cruise enfrenta dificuldades para se destacar diante do fenômeno “Barbenheimer” e terá que lutar para recuperar seu investimento durante a exibição nos cinemas. No entanto, tem se saído melhor no mercado internacional, onde já arrecadou US$ 309,4 milhões, totalizando globalmente US$ 448 milhões. Terror supera expectativas A semana também trouxe uma surpresa abaixo do Top 5. O terror “Fale Comigo”, da A24, superou as projeções de bilheteria, arrecadando mais de US$ 10 milhões em 2.340 salas de cinema em seu final de semana de estreia. O filme, dirigido pelos irmãos australianos Danny e Michael Philippou, ficou em 6º lugar nas bilheterias domésticas. Este é o maior final de semana de estreia da produtora A24 desde “Hereditário”, de Ari Aster, em 2018, que arrecadou US$ 13,6 milhões em 2.900 salas de cinema. É relativamente raro para filmes independentes ultrapassarem a marca de US$ 10 milhões em um final de semana, especialmente no período pós-pandemia, marcando outro sucesso para a produtora, que neste ano venceu o Oscar de Melhor Filme com “Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo”. “Fale Comigo” conta a história de um grupo de amigos que brincam com uma mão embalsamada, resultando em consequências nefastas. A estreia no Brasil está marcada para 17 de agosto. Trailers Confira abaixo os trailers dos 5 filmes mais vistos nos EUA e Canadá no fim de semana. 1 | BARBIE 2 | OPPENHEIMER 3 | MANSÃO MAL-ASSOMBRADA 4 | SOUND OF FREEDOM 5 | MISSÃO: IMPOSSÍVEL – ACERTO DE CONTAS PARTE 1
Bateristas de Cure e Siouxsie and the Banshees formam supergrupo. Veja o clipe
O mundo da música foi surpreendido com o anúncio de um novo projeto que une Lol Tolhurst, ex-baterista do The Cure, e Budgie, baterista de Siouxsie And The Banshees, que se juntaram ao produtor e multi-instrumentista Jacknife Lee para lançar o álbum “Los Angeles”. O projeto original partiu de Tolhurst e Budgie, que se conhecem há décadas e têm trabalhado juntos desde 2021 em um podcast chamado “Curious Creatures”. A ideia deles, por sinal, era ainda mais interessante, já que planejavam um disco com três bateristas da geração gótica britânica dos anos 1980, incluindo David J do Bauhaus. No entanto, devido a conflitos de agenda, David J não conseguiu se juntar aos dois amigos. Assim, a dupla completou seu trio com o produtor Jacknife Lee (que já trabalhou com U2 e R.E.M.) para seguir em frente. O primeiro álbum, “Los Angeles”, será lançado no dia 3 de novembro. Primeira música traz cantor do LCD Soundsystem O supergrupo, que tem apenas o nome de seus integrantes como identificação (Lol Tolhurst x Budgie x Jacknife Lee), deu uma prévia de seu som com o lançamento da primeira música e clipe, a faixa-título “Los Angeles”, que conta com outro astro da música alternativa em participação especial. Ninguém menos que James Murphy, cantor e mentor do LCD Soundsystem, contribui com letra e vocais, fornecendo uma visão nova-iorquina sobre a metrópole californiana. O resultado é uma mistura de rock industrial e sonoridade gótica com o apelo pós-punk dançante do LCD Soundsystem. Impulsionado pelas batidas pesadas, Murphy aproveita para atacar a cidade do título. A letra é forte e direta: “Los Angeles come seus bebês! Los Angeles come seus jovens! Los Angeles, você não precisa de água! Los Angeles só precisa de armas!”. Apesar de Murphy emprestar sua voz para a música, ele não aparece no vídeo. O diretor John Liwag optou por imagens da cidade em preto e branco de alto contraste, captando skatistas e líderes de torcida, enquanto os bateristas batem tudo no estúdio e Jacknife Lee dubla a voz de Murphy. Um álbum repleto de participações especiais O líder do LCD Soundsystem participa de duas músicas do disco. E ele não é o único convidado famoso. O álbum “Los Angeles” conta com uma seleção de roqueiros amigos dos bateristas, incluindo The Edge (guitarrista do U2), Bobby Gillespie (cantor do Primal Scream), Isaac Brock (cantor e guitarrista do Modest Mouse), Mark Bowen (guitarrista do Idles) e os artistas solo Lonnie Holley (artista plástico e cantor) e Mary Lattimore (harpista).
Em clipe de visual impactante, A$AP Rocky mixa protestos e moda
O rapper A$AP Rocky lançou seu mais recente single “RIOT (Rowdy Pipe’n)”, que já está causando alvoroço na indústria da música e da moda. O vídeo da música, co-dirigido por Rocky e sua agência criativa/gravadora AWGE, apresenta uma mistura de hardware militar, protestos, fashionismo e declarações à sua “esposa” Rihanna. Rumores de casamento A música, produzida por Pharrell Williams, contém a letra “Minha esposa é erótica, estou fumando exótico”, que alimentou especulações de que Rocky e Rihanna podem ter se casado legalmente em segredo. O casal já tem um filho juntos e outro a caminho. Rocky já havia se referido a Rihanna como sua “linda esposa” em um show anterior este ano. Guerra da moda Já o clipe é uma verdadeira fusão de moda e música, com uma estética visual marcante, que combina black blocks, protestos, bandeiras americanas, clima de confronto e alta costura. A presença da grife Fenty, de Rihanna, é notável no vídeo, com a marca destacada pelo rapper, enquanto comando um exército de seguidores fanáticos, usa um tanque de guerra e orienta aviões de combate. Além da Fenty, o vídeo também exibe criações de estilistas emergentes, mixadas com peças recém-saídas das passarelas de Louis Vuitton e Bottega Veneta. Rocky trabalhou com o colaborador de longa data Matthew Henson e a designer londrina Mowalola na estilização. Entre as peças destacadas estão um casaco longo e elegante da Bottega Veneta, botas de camurça estilo Timberland e algumas bolsas Hermès, além de designers independentes, como Gerrit Jacob, conhecido por seus motivos de spray paint, e Hattie Crowther, que criou uma camisa de futebol da Inglaterra com “DIREITOS HUMANOS” estampados no peito. Crowther se tornou notória por criar corsets a partir de uniformes de futebol como uma forma de questionar a masculinidade tóxica que permeia o jogo. Outra marca destacada é a Coucoubebe, que forneceu ao rapper uma jaqueta de couro com a inscrição “DUMB SHIT”, em referência ao próximo álbum de Rocky. A marca, baseada em Paris e fundada em 2016, é liderada por uma figura anônima conhecida apenas como Kanoush, que encontra inspiração na política, na cultura pop e nas teorias da conspiração, repaginando peças de vestuário existentes em manifestos.
Cardi B e Offset transformam boatos de infidelidade em música e clipe
Cardi B e Offset lançaram sua mais recente colaboração, “Jealousy”, no clima dos recentes rumores que os envolveram nos últimos dias. A música e o videoclipe parecem ser uma resposta direta às alegações de infidelidade levantadas pelo rapper do Migos contra a esposa no mês passado. O vídeo inverte a situação, com Cardi B acusando seu marido de querer “fod** vad** no meu trabalho”. Detalhes da música e do clipe “Jealousy” apresenta Offset e Cardi B desabafando sobre seus problemas de relacionamento, enquanto mantêm o que é mais importante: seus filhos, que fazem aparições diante das câmeras. Offset é visto passando um tempo com seu filho de quase 2 anos, Wave, jogando mini-basquete e andando de bicicleta com seus filhos Jordan e Kody de relacionamentos anteriores. Kulture, sua filha de 5 anos com Cardi, e Kalea, de 8 anos, que ele compartilha com Shya L’amour, são capturadas rindo adoravelmente juntas no banco da frente de um carro. Além da família dos rappers, o clipe também conta com as atrizes Jamie Lee Curtis e Taraji P. Henson em aparições especiais no vídeo. Vencedora do Oscar 2023 por “Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo”, Jamie Lee Curtis é ouvida no clipe fazendo uma paródia de uma famosa entrevista irreverente de James Brown de 1988, enquanto Taraji P. Henson, conhecida por seu papel em “Empire”, vive uma amiga de Cardi B, encarregada de convencê-la a não terminar com seu homem. Offset publicou no Instagram o esquete completo com Curtis. Na música, Offset canta: “Ciúme, essa merd* vai consumir seu coração / É uma AR serrada que vai desacelerar seu esquadrão”, praticamente admitindo o exagero de suas suspeitas. Cardi B, por sua vez, responde aos críticos com: “Sempre tem um passarinho tentando twitar merd* / você se ofende quando eu fico na defensiva”. Rumores e especulações Os rumores de traição surgiram quando Offset fez alegações de traição contra a música “Bodak Yellow”. Desde então, Cardi B e Offset parecem estar bem cientes do burburinho nas redes sociais em torno de sua última briga. Eles estão sempre envolvidos em turbulências desde que casaram em 2017. Família em primeiro lugar Apesar dos problemas, uma fonte interna disse à Billboard que a família de Offset é “sua prioridade número 1”, acrescentando: “Ele está garantindo que eles estejam envolvidos”. Isso é evidente no clipe de “Jealousy”, que promove uma verdadeira reunião familiar. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por OFFSET (@offsetyrn)
Morte de Sinéad O’Connor ainda é mistério. Cantora deixou um disco completo inédito
A morte da cantora irlandesa Sinéad O’Connor ainda é um mistério para a polícia de Londres. A equipe do London Inner South Coroner’s Court, responsável pela investigação, admitiu que ainda não sabe quando a artista morreu. No relatório divulgado, a data da morte é tratada como “desconhecida”. Detalhes da Investigação A polícia metropolitana de Londres está tentando montar uma linha do tempo dos eventos que antecederam sua morte, mas até agora os detalhes são inconclusivos. “A polícia foi chamada às 11h18 da manhã, na quarta, 26 de julho, com relatos de uma mulher que não respondia em um endereço residencial. Policiais foram ao local e uma mulher de 56 anos foi apontada como morta na cena. A morte não está sendo tratada como suspeita”, afirmou uma declaração oficial das autoridades. Últimos dias e músicas inéditas Antes de sua morte, Sinéad O’Connor havia compartilhado sua empolgação por ter retornado a Londres e mostrou vídeos de seu novo lar. A cantora tinha planos de escrever novas músicas e lançar um novo álbum no próximo ano. As gravações, na verdade, começaram em 2020, mas o lançamento foi suspenso devido ao suicídio do filho de 17 anos da cantora, Shane O’Connor, em 2022. O produtor irlandês David Holmes, que trabalhou no projeto, confirmou ao jornal The Guardian que o álbum foi completado e o descreveu como “o melhor trabalho dela — é muito, muito especial”. No entanto, não soube dizer se as músicas serão lançadas e afirmou que a decisão cabe ao espólio e à gravadora da cantora. “Lembro-me de pensar na época: não sei se ela sobreviverá a isso”, disse Holmes, sobre a tragédia que interrompeu os planos originais. “Porque eu entendi a fragilidade dela e o quanto ela amava Shane.” Instruções para os filhos Consciente de como a indústria da música poderia explorar seu legado após sua morte, Sinéad deixou instruções claras para seus três filhos sobre como proceder em relação a suas músicas. Em uma entrevista à revista People em 2021, a cantora revelou que instruiu seus filhos a contatar um contador caso a encontrassem morta, antes mesmo de chamarem a emergência. “Quando os artistas estão mortos, eles são muito mais valiosos do que quando estão vivos”, disse a artista na época. “Tupac lançou muito mais álbuns desde que morreu do que jamais fez vivo, então é meio nojento o que as gravadoras fazem.”
Fé nas Maluca: IZA retorna com clipe fantástico e empoderador
A cantora IZA lançou o clipe empoderador de “Fé nas Maluca”, que marca seu retorno após um hiato de cinco anos sem lançar um disco novo. A gravação é uma parceria com MC Carol e traz uma mensagem poderosa para as mulheres. Primeiro clipe de IZA todo filmado em película, o vídeo tem direção de Felipe Sassi, responsável pelo clássico “Cheguei”, de Ludmilla, e o belíssimo “Fé”, da própria IZA. A gravação, feita na Tribe Pedreira, em Pirapora do Bom Jesus, tem uma trama fantástica: conta a história de uma “Mulher da Pedra” desenterrada por um garimpeiro, capaz de gerar pedras preciosas em seu corpo – das unhas às lágrimas. Interpretada por IZA, a mulher é explorada pelo homem que a achou (o ator Fábio Lago) num relacionamento tóxico, até que decide se vingar, com a ajuda de MC Carol e uma picareta do garimpo. Mensagem de empoderamento O tom de fantasia sobrenatural é uma representação alegórica da música, que aborda a experiência de mulheres que passaram por decepções amorosas e precisam encontrar forças para seguir em frente. “É uma mistura de irmandade e amizade. Quero que as mulheres assumam esse sentimento louco de não disfarçar a dor, de não precisar ser politicamente correta e abraçar a sua verdade”, explicou a cantora. “Você acha que eu sou maluca? Então vou ser maluca!”, completou. A letra da música, escrita em parceria com MC Carol, faz referências a Xangô, orixá de IZA. MC Carol, por sua vez, vê na canção uma representação da resistência de mulheres negras e um eco de suas próprias experiências. “Acredito que cada um que ouvir terá um entendimento, mas o que eu entendo dessa música é que ela fala sobre como algumas pessoas, de forma geral, se aproveitam das mulheres artistas pretas para tirar algum proveito de todas as formas”, disse a funkeira. Novo álbum “Fé nas Maluca” prepara o lançamento de um disco inédito de IZA, que ainda não tem data confirmada. O último álbum da cantora, “Dona de Mim”, foi lançado em 2018. Recentemente, a cantora revelou que a demora para a produção do seu novo disco foi importante para o seu amadurecimento musical. “Acho que essa demora foi muito importante para mim, foi muito especial. Sinto que evoluí muito pessoalmente, como artista. É para isso que a gente faz música, para se descobrir e emocionar outras pessoas”, ela disse ao Gshow em junho deste ano.
Michelle Yeoh, vencedora do Oscar, se casa com ex-chefão da Formula 1
A atriz Michelle Yeoh, vencedora do Oscar de Melhor Atriz por “Tudo em Todo o Lugar ao Mesmo Tempo”, se casou na quinta-feira (27/7) com o francês Jean Todt, ex-CEO da Ferrari e ex-presidente da FIA (Federação Internacional de Automobilismo), em uma cerimônia íntima em Genebra, Suíça, para poucos convidados. O casamento ocorreu após um noivado de 19 anos, que começou em 26 de julho de 2004, dois meses após o casal se conhecer em Xangai. A cerimônia contou com a presença apenas de amigos próximos, incluindo o piloto brasileiro Felipe Massa, que compartilhou em suas redes sociais fotos do evento e um cartão que contava a história de amor de Jean e Michelle. Segundo o cartão, “Hoje, após 6992 dias, no dia 27 de julho de 2023, em Genebra, cercados do amor da família e amigos, nós estamos muito felizes de celebrar esse momento juntos!”. Nas imagens compartilhadas por Felipe Massa, é possível ver Michelle Yeoh usando um top de seda branco e saia em camadas, assim como um conjunto nude, completo com saia de renda e top de espartilho com pérolas. Jean Todt, por sua vez, apareceu elegante em um terno azul marinho. Casamento oscarizado Um dos convidados especiais da cerimônia foi o Oscar de Michelle Yeoh. A estrela malaia fez história com sua vitória na premiação deste ano da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas ao se tornar a primeira asiática a disputar e vencer a categoria de Melhor Atriz. Em seu discurso de aceitação do prêmio, Michelle dedicou o troféu à sua mãe, que assistia à cerimônia na Malásia, e para os jovens asiáticos em Hollywood. “Para todos os meninos e meninas que se parecem comigo assistindo esta noite, este é um farol de esperança e possibilidades. Esta é a prova de que, sonhe grande e os sonhos se tornam realidade. E senhoras, não deixem ninguém diz que você já passou do seu auge”, disse Yeoh no palco do Dolby Theatre ao receber o prêmio. “Nunca desista.” Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Felipe Massa (@massafelipe)
Ryan Reynolds resgata “ALF, o ETeimoso” em comerciais inéditos
O ator Ryan Reynolds (o “Deadpool”) divulgou em suas redes sociais as primeiras gravações inéditas de “ALF, o ETeimoso” em cerca de três décadas. O alienígena marrom e peludo, cujo nome é um acrônimo para Alien Life Form (Forma de Vida Alienígena, em inglês), voltou como garoto propaganda de campanhas de publicidade na TV. Um retorno patrocinado Reynolds reviveu o personagem clássico, que foi ao ar de 1986 a 1990, com estrela de comerciais, realizados em parceria entre o serviço gratuito de streaming Fubo, o Shout! Studios e sua produtora Maximum Effort. Embora os vídeos já estejam no Instagram, Youtube e Twitter, a estreia oficial vai acontecer no canal Maximum Effort no sábado (29/7), quando serão exibidos os vídeos da primeira série de comerciais para as empresas Mint Mobile, Hims, MNTN, Ring e o próprio Fubo, estrelados por ALF – durante uma maratona da série clássica, apelidada de “Caturday”. Um detalhe importante é que os textos dos comerciais foram desenvolvidos pelo criador de “ALF, o ETeimoso”, Paul Fusco, responsável também por dublar o alien malcriado desde sua estreia em 1986. Reynolds, co-fundador da Maximum Effort, expressou seu entusiasmo com o projeto, afirmando: “Na Maximum Effort, adoramos correr riscos e desfocar as linhas entre programas e patrocínios porque acreditamos que ambos podem ser igualmente divertidos”. Ele continuou: “Além do meu amor irracional por ALF durante minha infância, uma das razões pelas quais licenciamos este programa foi precisamente porque Paul, o Shout! Studios e nossos corajosos parceiros de marca queriam tramar conosco para trazer ALF de volta à vida”. A série clássica Para quem é muito jovem para lembrar, a série original acompanhava um alien peludo e sarcástico, dublado por Fusco, que, por parecer um bicho fofinho, acaba adotado por uma família suburbana e vai morar em sua garagem. Com 103 episódios produzidos no total, a série surpreendeu os fãs pelos final sombrio, em que o “E.T.” rebelde terminava capturado pelo governo. Felizmente, um telefilme de 1996, intitulado “Projeto ALF”, revelou que o “alien de pelúcia” tinha sido capaz de conquistar até os agentes que queriam exterminá-lo. “ALF” também chegou perto de ganhar um filme nos cinemas. A Sony Pictures planejava repetir com o personagem a combinação de animação e atores reais que tinha rendido o sucesso de “Os Smurfs” em 2011. Mas o fracasso do segundo longa dos “Smurfs” fez o projeto ser arquivado. Apesar de estar fora do ar há mais de três décadas, ALF continua muito atual no imaginário popular. Nos últimos anos, o personagem apareceu (ou foi mencionado) em várias séries de TV (“Os Simpsons”, “Uma Família da Pesada”, “The Big Bang Theory”, “Mr. Robot”), filmes (“Guardiões da Galáxia”, “A Ressaca”) e comerciais (da DirecTV, Radio Shack e do game “XCOM: Enemy Unknown”). Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Ryan Reynolds (@vancityreynolds) Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Ryan Reynolds (@vancityreynolds)
Inga Swenson, atriz de “O Poderoso Benson”, morre aos 90 anos
Inga Swenson, atriz versátil mais conhecida por suas interpretações memoráveis de mulheres combativas nos sucessos televisivos “Soap” e “O Poderoso Benson”, faleceu aos 90 anos. Ela começou sua carreira no teatro, fazendo sua estreia na Broadway em “New Faces Of 1956” (entre os novos rostos do ano estavam Maggie Smith, Billie Hayes e Jane Connell). Ao todo, apareceu em seis produções da Broadway ao longo dos anos, incluindo “110 in the Shade” em 1963 e “Baker Street” em 1965, que lhe renderam duas indicações ao Tony (o Oscar do teatro). Após o sucesso nos palcos, passou a trabalhar no cinema, participando de filmes como “Tempestade sobre Washington” (1962) de Otto Preminger, “O Milagre de Anne Sullivan” (1962) de Arthur Penn, o polêmico “A Violentada” (1976) de Lamont Johnson, e “Os Homens da Montanha” (1980) de Richard Lang. Mas foi por seu trabalho na TV que se tornou nacionalmente conhecida. Consagração televisiva Após aparecer em episódios de várias séries entre os anos 1960 e 1970, Swenson se projetou com um arco de vários episódios em “Soap” em 1978, como a vingativa Ingrid Svenson, mãe biológica sueca de Corinne Tate (Diana Canova). Isso levou a um novo papel em “O Poderoso Benson”, spin-off do programa lançado em 1979, como Gretchen Kraus, uma cozinheira alemã autocrática e combativa. Ao longo da segunda série, a personagem de Swenson estava frequentemente em desacordo com Benson (Robert Guillaume), muitas vezes trocando insultos com o protagonista enquanto ele tentava administrar os assuntos domésticos do Governador Eugene X. Gatling (James Noble). Apesar de sua rivalidade, Benson e Kraus mais tarde se tornaram amigos próximos no programa. A atriz estrelou todas as sete temporadas da série e foi indicada três vezes ao Emmy pelo papel, em 1980, 1982 e 1985. Final da carreira Após “O Poderoso Benson”, ainda se destacou como Maude Hazard na minissérie “North and South” em 1985 e na sua continuação, “North and South, Book II”, baseada na trilogia da Guerra Civil de John Jakes. Ela também apareceu em episódios de “Hotel”, “Supergatas” (The Golden Girls) e “Newhart” no final dos anos 1980, antes de se aposentar da atuação. Swenson casou-se com o engenheiro de som Lowell Harris em 1953 e o casal teve dois filhos. Um deles, Mark Harris, tornou-se editor de cinema e trabalhou na pós-produção de “Star Wars: A Ascensão Skywalker”, “Viúva Negra” e “Jurassic World: Domínio”.
Amor nas Alturas: Série dos compositores de “Frozen” é cancelada após 1ª temporada
A plataforma americana Hulu cancelou a série musical romântica “Amor nas Alturas” (Up Here) após apenas uma temporada. Apesar de todo o talento envolvido em sua produção, a série, que estreou em março, recebeu críticas mistas, obtendo uma aprovação de apenas 56% no Rotten Tomatoes. “Amor nas Alturas” foi criada por Steven Levenson, o roteirista de “Tick, Tick… Boom!” (2021), em parceria com os compositores Kristen Anderson-Lopez e Robert Lopez, de “Frozen” e “Frozen 2”, que também assinaram as músicas originais da atração. Para completar, tinha direção de Tommy Kail, responsável por sucessos da Broadway como “Hamilton” e “In the Heights” (Em um Bairro de Nova York). Os episódios, passados no final dos anos 1990 na cidade de Nova York, acompanhavam Lindsay (Mae Whitman, de “As Vantagens de Ser Invisível”) e Miguel (Carlos Valdes, de “The Flash”), mostrando como eles se conhecem, se apaixonam e tentam superar o maior obstáculo no caminho de seu relacionamento: suas próprias inseguranças, medos, dúvidas e traumas que fazem muito barulho dentro de suas cabeças. O detalhe é que essas inseguranças se manifestam fisicamente, como pessoas que só eles veem. Além desse aspecto lúdico e fantasioso, a trama também era repleta de cantorias e danças, além de uma recriação de época, que funcionava como uma homenagem às comédias românticas dos anos 1990. O elenco também contava com Katie Finneran (“A Idade Dourada”), Andréa Burns (“Amor, Sublime Amor”), Sophia Hammons (“O Dilema das Redes”), Scott Porter (“Ginny e Georgia”), Ayumi Patterson (“Gossip Girl”) e Brian Stokes Mitchell (“Mr.Robot”). A 1ª temporada foi disponibilizada no Brasil pela plataforma Star+. Confira abaixo o trailer nacional.
Roteirista de “Cidade dos Homens” prepara produção sobre o passinho para a Disney
O roteirista Marton Olympio, que trabalhou na série “Cidade dos Homens” e escreveu o filme “Alemão 2”, está trabalhando em um novo projeto ligado às favelas. Desta vez, o foco será a dança do passinho, um fenômeno cultural que surgiu nos bailes funk das favelas no início dos anos 2000. A série será produzida para a Disney pela Boutique Filmes. O passinho é patrimônio cultural O passinho é uma dança que combina diversos estilos, como break, capoeira, frevo e até balé clássico. Apesar de ter surgido na Zona Leste de São Paulo, a dança se espalhou pelo país graças ao sucesso de vídeos no YouTube, em que jovens dançarinos, como Pedro Filipe de Jesus Dias, mostram como se aprimorar na dança. Com a popularização das coreografias, em 2018 o passinho foi reconhecido como Patrimônio Cultural Imaterial do povo carioca. A nova série de Olympio promete explorar essa rica cultura e a influência que ela tem na sociedade brasileira. Outro projeto do autor Olympio também escreveu a série “Anderson Spider Silva”, que conta a história do campeão de MMA. Desenvolvida para a Paramount+, a atração que deve estrear ainda este ano é estrelada por Bruno Vinícius, William Nascimento e Caetano Vieira, que interpretam o lutador em diferentes fases de sua vida. O elenco também conta com Seu Jorge e Douglas Silva, entre outros.
Deborah Secco viverá caminhoneira lésbica em novo filme
A atriz Deborah Secco (“Bruna Surfistinha”) assumirá o papel de uma caminhoneira que se envolve romanticamente com uma prostituta num novo filme. Segundo o jornal O Globo, a trama será filmada entre Palmas e Porto Velho, e gira em torno das personagens que, após matar um cafetão, fogem juntas. O projeto, produzido pela O2, está previsto para o próximo ano. Uma história de amor e fuga A personagem de Deborah, chamada Maura, inicia sua jornada quando faz uma parada em um bar que também funciona como prostíbulo. Ao retornar ao seu veículo, ela encontra uma garota de programa pedindo carona. As duas são abordadas pelo gigolô, que tenta levar a moça à força de volta. No entanto, elas conseguem entrar no caminhão e atropelam o homem, fugindo em seguida. A partir daí, começa a aventura. Enquanto as duas se envolvem e atravessam vários pontos do interior do Brasil, são constantemente perseguidas por criminosos ligados ao homem que mataram. Chegando à fronteira com a Bolívia, elas tomam uma decisão importante sobre o futuro delas. A atriz que interpretará a prostituta ainda não foi escolhida. Direção Ainda sem título, o filme marcará um reencontro do diretor Luís Pinheiro com Deborah Secco, a quem dirigiu na comédia “Mulheres alteradas” (2018). Além de dirigir, Luís Pinheiro também é o autor dos roteiros junto com Carla Meireles. Os dois trabalharam juntos na comédia “Vale Night” e “Manhãs de Setembro”, série do Prime Video estrelada por Liniker. A produtora O2 está atualmente captando recursos para o longa, que, de acordo com O Globo, poderá ser exibido no Globoplay.
10 Filmes: “The Flash” é destaque nas locadoras digitais
A relação de filmes novos para ver em casa destaca a estreia de “The Flash” nas locadoras digitais – um mês antes de chegar na HBO Max. O Top 10 da semana também inclui um longa animado da série “Miraculous: As Aventuras de Ladybug”, uma comédia sobre brinquedos dos anos 1990, um thriller com Jackie Chan e John Cena, uma sci-fi alemã, um suspense catalão e muitos romances e dramas. Confira abaixo as dicas de lançamentos. THE FLASH | VOD* A nova incursão no multiverso dos super-heróis dividiu a crítica, após ser propagandeada como a melhor adaptação da DC Comics de todos os tempos. Não chegou nem perto do hype plantado pela Warner Bros, embora o filme dirigido por Andy Muschietti, conhecido pelo terror “It – A Coisa”, faça realmente a despedida do Snyderverso (os heróis da Liga de Justiça de Zack Snyder). O roteiro de Christina Hodson (“Aves de Rapina”) adapta um dos arcos mais famosos dos quadrinhos da editora, o crossover “Ponto de Ignição” (Flashpoint). No filme, o velocista interpretado por Ezra Miller volta no tempo para impedir o assassinato de sua mãe e, ao fazer isso, acaba alterando a linha temporal do planeta inteiro. Entre os eventos inesperados, ele encontra uma versão mais jovem de si mesmo (também interpretada por Miller) e, ao mesmo tempo, se depara com um mundo em que a Liga da Justiça nunca existiu. Para piorar, como Superman nunca chegou a Terra, não há ninguém capaz de impedir a invasão do General Zod (Michael Shannon, repetindo seu papel de “O Homem de Aço”). Assim, cabe ao Flash do futuro reunir um grupo de heróis para fazer frente a essa ameaça. Com a ajuda de um Batman mais velho (Michael Keaton, que viveu o herói em filmes de 1989 e 1991), ele consegue encontrar e liberar um kryptoniano para auxiliá-los: Kara, uma nova Supergirl morena, vivida por Sasha Calle (“The Young and the Restless”) – que é a primeira intérprete latina da heroína. A narrativa centrada em viagens no tempo e universos alternativos pode remeter a sucessos como “Vingadores: Ultimato” e “Homem-Aranha: Sem Volta para Casa”, mas a trama sofreu horrores com suas inúmeras refilmagens, que acrescentaram e tiraram personagens, salvaram e mataram heróis, porém deixaram o fan service mais rejeitado de todos os tempos, em que o Flash tem visões de diferentes versões dos personagens da DC – inclusive de filmes que nunca saíram do papel, mas não de sua bem-sucedida versão da TV. O resultado é um filme caríssimo que arrecadou muito pouco, um fracasso retumbante de público e crítica. O que só aumenta a tristeza por seus pontos positivos, em especial a descoberta de Sasha Calle como Supergirl, que, infelizmente, após a fraca bilheteria, não deve ser reaproveitada no futuro da DC planejado pelos novos chefões do estúdio no cinema. Ela é o principal motivo para recomendar a locação. MIRACULOUS: AS AVENTURAS DE LADYBUG – O FILME | NETFLIX O primeiro filme baseado na popular série animada de mesmo nome aborda a origem de Ladybug e Cat Noir, recontando a história da dupla de super-heróis e sua luta para proteger Paris de uma ameaça emergente. Escrito e dirigido pelo criador dos personagens, Jeremy Zag, o desenho segue a trajetória de Marinette, uma adolescente desastrada apaixonada por moda, e Adrien, filho de uma boa família, órfão de mãe e negligenciado pelo pai. Os dois jovens vivem como estudantes comuns durante o dia, mas à noite se transformam em super-heróis sem saberem as identidades secretas um do outro. Sua rivalidade, nascida da competição por bons feitos, precisa ser colocada de lado quando os dois se unem contra o mesmo inimigo, que está enchendo Paris de monstros. Desde seu lançamento em 2015, “Miraculous” se tornou um fenômeno global, com a série atualmente em sua 5ª temporada exibida em mais de 150 países. O sucesso da animação também foi capaz de transcender a TV e invadir o mundo dos jogos, brinquedos, e até mesmo passeios temáticos pelo rio Sena, em Paris. Por trás desse sucesso está a Zagtoon, a produtora francesa de Jeremy Zag, especializada em animações infantis, que conseguiu capturar a atenção da juventude global com a saga de Ladybug e Chat Noir. THE BEANIE BUBBLE | APPLE TV+ A comédia da Apple TV+ explora a fascinante história por trás da febre dos Beanie Babies, bichos de pelúcia que marcaram os anos 1990. A trama gira em torno do inventor dos brinquedos H. Ty Warner (interpretado por um irreconhecível Zach Galifianakis, de “Se Beber Não Case”) e as três mulheres que afirmam ser as verdadeiras mentes por trás dos negócios. Robbie Jones (Elizabeth Banks, de “As Panteras”), uma mecânica de automóveis, começou a empresa com Ty na década de 1980. Na década seguinte, a noiva de Ty, Sheila Harper (Sarah Snook, de “Succession”), afirma que suas filhas jovens inspiraram a ideia e até mesmo projetaram alguns dos animais recheados de pellets de plástico. Finalmente, Maya Kumar (Geraldine Viswanathan, de “Não Vai Dar”), uma estudante de medicina de 17 anos que iniciou como recepcionista na empresa, percebeu como explorar a internet e inventou o site de promoção de produtos que inaugurou o frenesi dos colecionadores no eBay. Junto delas, Ty oscila entre ser carente, encantador, generoso, tóxico e um monstro total. O longa de estreia de Kristin Gore (roteirista de “Futurama”) e Damian Kulash (diretor dos clipes complexos da banda OK Go) traça a ascensão e queda criativa, corporativa e cultural dos Beanie Babies, enquanto examina ricamente seus quatro personagens principais, com todas as informações sobre o negócio de brinquedos que se poderia desejar. PROJETO EXTRAÇÃO | NETFLIX O thriller de ação à moda antiga junta Jackie Chan (“O Estrangeiro”) e John Cena (“O Esquadrão Suicida”) contra terroristas. A trama gira em torno de uma refinaria de petróleo de propriedade chinesa no Iraque, que sofre ataques contínuos e busca ajuda de um mercenário. Luo Feng (Chan), ex-oficial das forças especiais, lidera a operação com sua equipe para evacuar todos os trabalhadores. No entanto, uma série de eventos leva ao sequestro de um ônibus de evacuação, com o chefe da empresa de petróleo sendo mantido como refém. Enquanto isso, um dos sequestradores, o ex-marine Chris Van Horne (Cena), é convidado a cooperar com Luo Feng contra um inimigo em comum e ajudá-lo a salvar os prisioneiros que ainda estão sendo mantidos reféns na empresa de petróleo. Apesar da trama séria, o filme aproveita o carisma dos protagonistas para gerar cenas de humor, embora a combinação não seja tão boa quanto nas franquias “Hora do Rush” ou “Bater ou Correr”. A direção é de Scott Waugh (“Need for Speed: O Filme”), o roteiro de Arash Amel (“Grace de Mônaco”) e o elenco ainda traz Pilou Asbæk (“Game of Thrones”) como vilão. PARAISO | NETFLIX A produção alemã de ficção científica explora um futuro distópico onde a idade pode ser negociada como uma moeda. Na trama, uma empresa farmacêutica bilionária chamada AEON desenvolveu um método de transferir anos de vida de uma pessoa para outra. Isso permite que indivíduos ricos possam, teoricamente, viver para sempre, enquanto a classe trabalhadora paga o preço, sacrificando décadas de suas vidas em troca de uma grande soma de dinheiro. Os protagonistas são o casal Max (Kostja Ullmann) e Elena (Marlene Tanzcik), que vê seu futuro idílico ser abruptamente interrompido quando Elena é forçada a “pagar” 40 anos de sua vida devido a uma dívida de seguro. A partir desse ponto, eles se arriscam para recuperar os anos perdidos de Elena, enfrentando o sistema. LIGAÇÕES DO PASSADO | VOD* O suspense neo-noir catalão explora a compulsão de recuperar um amor fundamental a todo custo, com um toque de “Um Corpo que Cai”, de Alfred Hitchcock. A trama gira em torno de Violeta (Anna Alarcón, de “Bem-Vindos ao Eden”), uma psicóloga aparentemente bem-sucedida que se vê confrontada com uma revelação perturbadora de uma paciente, Rita (Verónica Echegui, de “Intimidade”). Rita conta que seu marido Jan (Alex Brendemühl, de “Silenciadas”) ainda está obcecado por seu primeiro amor de 20 anos atrás, que é ninguém menos que a própria Violeta, e de maneira ousada tenta convencer a psicóloga a ter um encontro com Jan, supostamente para resolver seus problemas conjugais. Enquanto Violeta lida com a situação, flashbacks revelam o impacto devastador de seu romance juvenil na praia, quando ela era uma jovem selvagem. A narrativa, co-escrita pelo diretor Ventura Durall, apresenta um elemento adicional intrigante: Jan é o fundador de uma empresa de presentes mórbidos que grava e entrega mensagens de vídeo póstumas a parentes e amigos de pessoas que estão morrendo. A trama tem um potencial operístico e exagerado, mas Durall dirige de maneira contida, com muitas cenas filmadas à mão, envolvendo os personagens na atmosfera obsessiva, especialmente Pablo Molinero como o marido de Violeta, que se mostra horrorizado com a situação. A cena de sexo explosiva que se segue ao encontro dos ex-amantes é um dos momentos de maior tensão do filme. FELICIDADE PARA PRINCIPIANTES | NETFLIX A comédia romântica segue Helen, interpretada por Ellie Kemper (“Unbreakable Kimmy Schmidt”), que após o divórcio decide se reinventar e acaba se inscrevendo em um curso de sobrevivência na trilha dos Apalaches. Lá, ela reencontra Jake, interpretado por Luke Grimes (“Cinquenta Tons de Cinza”), um amigo de seu irmão mais novo, e começa a perceber que o jovem tem mais conteúdo que supunha. Pouco a pouco, os dois começam a se aproximar nas longas caminhadas pelo terreno montanhoso. Convite à autodescoberta e à superação de desafios, o romance na natureza é baseado no livro homônimo de Katherine Center, lançado em 2015, e tem roteiro e direção de Vicky Wight (“O Marido Perdido”). QUERIDA ZOE | VOD* Sadie Sink, conhecida por seus papéis marcantes em “Stranger Things” e “A Baleia”, volta a mostrar seu talento no papel de Tess, uma adolescente que luta para lidar com a culpa e o luto após a morte de sua irmã mais nova, Zoe. A trama é conduzida por uma carta que ela escreve para Zoe, na qual expressa seus sentimentos e tenta encontrar um sentido para a tragédia. Adaptado do romance homônimo de Philip Beard, o melodrama explora a dinâmica familiar de Tess, incluindo sua relação com sua mãe (Jessica Capshaw, de “Grey’s Anatomy”), seu pai (Theo Rossi, de “Sons of Anarchy”), sua irmã Em (Vivien Lyra Blair, de “Obi Wan Kenobi”) e um jovem vizinho (o estreante Kweku Collins). Apesar de lidar com temas pesados como luto e culpa, o filme da diretora Gren Wells (“A Estrada Interior”) consegue manter um tom otimista e caloroso. Além disso, a produção rodada em Pittsburgh presta muita atenção aos detalhes locais, o que contribui para a autenticidade da história. DERRAPADA | VOD* O novo filme de Pedro Amorim (“Dissonantes”) é um drama sobre gravidez adolescente, que transporta a trama de “Slam”, livro do inglês Nick Hornby (“Alta Fidelidade”), para cenários e realidade brasileiros. O protagonista é um skatista, filho de mãe solteira, que se envolve com uma poeta de slam e acaba engravidando a jovem – apesar de saber tudo o que a mãe passou na juventude, por engravidar aos 16 anos e precisar criar o filho de um pai irresponsável e ausente. No livro, o skatista acaba despertando para a vida ao conhecer a história de seu ídolo, Tony Hawk. Na versão brasileira, o ídolo é Bob Burnquist. O resto do elenco destaca Matheus Costa (“Desapega!”), Heslaine Vieira (“As Five”) e Nanda Costa (“Monster Hunter”). A CIDADE DOS ABISMOS | VOD* O primeiro longa de Priscyla Bettim e Renato Coelho Glória transforma uma trama criminal em cinema experimental de protesto. Uma mulher trans (Verónica Valenttino), uma jovem da classe média (Carolina Castanha) e um imigrante africano (Guylain Mukendi) testemunham uma morte brutal num bar de São Paulo na véspera do Natal. Indignados com os rumos da investigação, os três se recusam a ceder à injustiça e decidem ir atrás dos algozes. A...












