Trailer transforma encontro ruim de Emilia Jones em comédia de suspense
A Rialto Pictures divulgou o pôster e o trailer de “Cat Person”, uma comédia sombria de suspense sobre encontros errados, que teve uma première aclamada no Festival de Sundance em janeiro. O filme é estrelado por Emilia Jones, após sua consagração no filme vencedor do Oscar do ano passado, “No Ritmo do Coração” (2021). Ela vive Margot, uma universitária de 20 anos, que acaba se envolvendo com Robert, um homem mais velho e desajeitado interpretado por Nicholas Braun (“Succession”). O enredo de “Cat Person” gira em torno do breve relacionamento de Margot e Robert, observado a partir da perspectiva de ambos os personagens. Após transarem, ele tem uma péssima reação ao acreditar ter sido rejeitado, enquanto ela pensa que se tornou alvo de um perseguidor perigoso. Os pontos de vistas conflitantes exploram as bagagens que homens e mulheres trazem para as respectivas expectativas de um encontro, e resultam em conclusões terríveis. Em um epígrafe do filme, uma citação de Margaret Atwood ilustra bem a disparidade nas perspectivas dos personagens: “Os homens têm medo de que as mulheres riam deles. As mulheres têm medo de que os homens as matem.” O resultado é uma comédia romântica que se transforma em terror psicológico. A história é baseada num conto viral de Kristen Roupenian, publicado na revista New Yorker, e conta com a direção de Susanna Fogel, roteirista de “Fora de Série” (2019) e diretora de “Meu Ex é um Espião” (2018). O elenco também inclui nomes como Geraldine Viswanathan (“Não Vai Dar”), Hope Davis (“Asteroid City”), Michael Gandolfini (“Os Muitos Santos de Newark”), Liza Koshy (“Dançarina Imperfeita”), Fred Melamed (“Barry”) e Isabella Rossellini (“Joy: O Nome do Sucesso”). A estreia está marcada para 6 de outubro nos EUA e ainda não há previsão de lançamento no Brasil.
“Gran Turismo” e novo terror de “Drácula” estreiam nos cinemas
A programação de cinema desta semana destaca a adaptação do game “Gran Turismo” e uma nova versão de “Drácula”, centrada num capítulo específico da obra de Bram Stoker. A lista também inclui dois thrillers estrelados pelos veteranos Liam Neeson e Morgan Freeman, além do primeiro longa documental de Kleber Mendonça Filho, o premiado diretor de “Bacurau”. Confira abaixo mais detalhes dos filmes que estreiam na quinta-feira (24/8). GRAN TURISMO – DE JOGADOR A CORREDOR Baseado no famoso jogo de corrida do PlayStation, o filme narra a história real de Jann Mardenborough, um campeão de “Gran Turismo”, que entra em uma competição patrocinada pela Nissan para encontrar jogadores capazes de se tornarem pilotos reais. A trama se destaca por conseguir criar uma narrativa a partir de um jogo que originalmente não possui uma história definida. Embora siga uma fórmula esportiva familiar, com o treinador durão, o rival carismático, sucessos, fracassos e a inevitável volta por cima no terceiro ato, a transição de Jann de um jogador virtual para um piloto real é habilmente retratada, com destaque para elementos visuais que mesclam o mundo dos jogos com a realidade. Por conta dos clichês, porém, a obra teve apenas 58% de aprovação da crítica americana, na média apurada pelo Rotten Tomatoes. O papel principal é vivido por Archie Madekwe (“See”), enquanto o elenco também destaca Djimon Hounsou (“Guardiões da Galáxia”) como seu pai, David Harbour (“Stranger Things”) como seu treinador e Orlando Bloom (“Carnival Row”) na pele de um executivo do marketing que vê potencial comercial no novo piloto. Já a direção é do sul-africano Neill Blomkamp, que até então só tinha dirigido filmes de ficção científica, como “Distrito 9” e “Elysium”. DRÁCULA – A ÚLTIMA VIAGEM DO DEMÉTER Dramatização estendida de um breve capítulo do clássico literário “Drácula”, de Bram Stoker, o filme se passa em 1897, a bordo de um navio russo chamado Demeter, que carrega caixões sinistros em sua viagem da Romênia para a Inglaterra. A jornada é marcada por uma série de mortes e horrores indescritíveis, culminando na chegada do navio vazio ao seu destino. A narrativa, extraída dos detalhes do diário do capitão, descreve como o Conde Drácula sai de seu caixão à noite e causa estragos, atacando primeiro os animais a bordo e depois a tripulação. A história também inclui uma mulher chamada Anna, não incluída no capítulo original, uma noiva do vampiro que também sai de seu caixão, mas para tentar ajudar a tripulação. Dirigido pelo norueguês André Øvredal, que ficou conhecido por terrores indies como “O Caçador de Troll” e “A Autópsia”, o filme apresenta uma cinematografia que contribui para a atmosfera sombria da história. A representação de Drácula, interpretada por Javier Botet, é inspirada no visual de “Nosferatu”, e os efeitos especiais são usados para realçar os momentos de terror. Com um clima retrô, a produção lembra tanto os longas da antiga produtora britânica de terror Hammer quando a claustrofobia de “Alien”, em que um monstro começa a matar, um por um, toda a tripulação isolada na vastidão do espaço/mar. O elenco inclui Corey Hawkins (“Tempestade”) como o principal protagonista, Aisling Franciosi (“Imperdoável”) como Anna e Liam Cunningham (“Game of Thrones”) como o capitão da nau dos condenados. A CHAMADA O novo thriller de ação estrelado por Liam Neeson (“Assassino Sem Rastro”) é um remake do espanhol “El Desconocido” (2015), que também já rendeu uma versão sul-coreana, “Ligação Explosiva” (2021) – exibida em novembro do ano passado no Brasil. A trama começa em uma manhã aparentemente normal, mas que rapidamente se transforma em um pesadelo. O protagonista conduz seus dois filhos em seu carro quando recebe uma ligação misteriosa informando que há uma bomba no veículo, que será detonada caso tente parar. Após ser convencido da seriedade da ameaça, o pai faz tudo que pode pela sobrevivência de sua família, enquanto o interlocutor não identificado o força a cometer crimes. O enredo também lembra o clássico “Velocidade Máxima”, ao desencadear uma perseguição em alta velocidade pela cidade. Dirigido por Nimród Antal (“Predadores”), o elenco ainda conta com Matthew Modine (“Stranger Things”), Noma Dumezweni (“Bem-Vindos à Vizinhança”), Jack Champion (“Pânico 6”), Lilly Aspell (“Mulher-Maravilha 1984”) e Embeth Davidtz (“Influencer de Mentira”). MUTI – CRIME E PODER O suspense trash destaca Morgan Freeman (“Truque de Mestre”) no papel de um especialista em um caso de serial killer. A trama segue uma série de assassinatos que vão de Roma ao Mississippi, ligados a um aspecto obscuro de um ritual sul-africano chamada “Muti”, que envolve o uso de partes de um corpo numa feitiçaria. O personagem de Freeman é um professor de estudos africanos, que é trazido à investigação para ajudar a decifrar as evidências bizarras, reconhecendo a presença de “muti”. O vilão, um africano com cicatrizes chamado Randoku (interpretado pelo ex-jogador de futebol americano Vernon Davis), é apoiado por um rico empresário, enquanto um dos policiais (Cole Hauser, de “Yellowstone”) tenta resolver o caso motivado pela morte de sua filha. A direção é de George Gallo, especialista em thrillers de baixo orçamento, que já tinha trabalhado com Freeman em “A Rosa Venenosa” (2019) e possui a inabalável reputação de raramente fazer filmes bons. Nem a presença de seis roteiristas e 18 produtores diferentes conseguiu impedir seu novo longa de ser considerado lixão, com apenas 11% de aprovação no Rotten Tomatoes. SEM DEIXAR RASTROS O drama polonês é baseado num caso real e notório de assassinato, que aconteceu em 1983. A trama começa com o estudante Grzegorz Przemyk (Mateusz Górski) e seu amigo Jurek (Tomasz Ziętek) celebrando o fim do ensino médio em Varsóvia, quando são abordados pela milícia e levados à delegacia, onde Grzegorz é brutalmente espancado. A história segue a luta de Jurek, a única testemunha do crime, e da mãe de Grzegorz, a poeta e ativista Barbara Sadowska (Sandra Korzeniak), para levar os culpados à justiça, enfrentando a corrupção e a intimidação do governo comunista. Dirigido por Jan P. Matuszyński (“Deep Love”), o longa é meticuloso em detalhes, capturando a atmosfera dos anos 1980 e a tensão política da época. A narrativa traça cuidadosamente as manobras políticas, acordos, acobertamentos e coerção que definiram a tentativa do estado de se esquivar da responsabilidade pelo assassinato. Mas o ritmo lento e a duração de 160 minutos podem se tornar uma experiência desafiadora para o espectador. O ACIDENTE O primeiro longa do diretor gaúcho Bruno Carboni foi premiado por seu roteiro no Festival Internacional de Pequim, na China. A trama segue Joana (Carol Martins), uma ciclista que sofre um atropelamento inusitado após confrontar uma motorista que a fechou no trânsito. Carregada no capô do carro por alguns metros, Joana sai aparentemente ilesa, mas o vídeo do incidente viraliza, e ela se vê obrigada a lidar com as consequências que se desenrolam a partir disso. A narrativa é bem amarrada, com cada ação reverberando em uma consequência direta, e o atropelamento e suas reverberações ocasionam voltas e revoltas abruptas na vida de Joana. Carboni já havia demonstrado seu talento no curta-metragem “O Teto Sobre Nós”, que competiu no prestigiado Festival de Locarno, na Suíça, e faturou o troféu de Melhor Direção no 43º Festival de Gramado. Graças a este trabalho, ele foi selecionado para participar do Berlinale Talents em 2016 e da Locarno Filmmakers Academy em 2015, programas que reúnem jovens talentos promissores do cinema mundial. Para completar, desenvolveu o roteiro de “O Acidente” no laboratório do Torino Film Lab em 2018, na Itália. Sua habilidade para ir direto ao ponto, sem perder a profundidade e a complexidade, é evidente no longa, que consegue transformar um incidente aparentemente banal em uma reflexão profunda sobre temas sociais e humanos, como homofobia, misoginia e classicismo, além de oferecer um estudo delicado de personagens. RETRATOS FANTASMAS O novo filme de Kleber Mendonça Filho, o premiado cineasta de “O Som ao Redor”, “Aquarius” e “Bacurau”, é seu primeiro longa documental. A obra também é uma ode à sua cidade natal, Recife, e à sua paixão pelo cinema. Dividido em três capítulos, a obra explora as memórias do diretor, principalmente sua cinefilia. Mendonça Filho mistura vídeos caseiros antigos com suas próprias filmagens, e se aventura para explorar os cinemas de rua de sua infância, que alimentaram sua obsessão, mas que em sua maioria fecharam, vítimas da decadência urbana e da concorrência dos multiplexes suburbanos. Ele também explora o futuro alternativo dessas salas, visitando aquelas que foram transformadas em igrejas evangélicas, refletindo as tendências religiosas no Brasil moderno. “Retratos Fantasmas” é uma rica crônica da cinefilia, entrelaçada à jornada pessoal do cineasta. O documentário estreou fora de competição no Festival de Cannes e atraiu a atenção de distribuidores internacionais simpáticos à sua visão nostálgica pela exibição tradicional em cinemas. VIDAS DESCARTÁVEIS Premiado no Festival Cine-PE, o documentário de Alberto Graça (“Beatriz”) e Alexandre Valenti (“Amazônia – Heranças de uma Utopia”) aborda a escravidão moderna em áreas rurais e a exploração de mão de obra imigrante na indústria têxtil de São Paulo. A obra expõe as condições precárias de trabalho no Brasil, resultantes das dinâmicas migratórias movidas por falsas promessas de melhoria de vida. Entre os casos apresentados, estão os de imigrantes latinos que confeccionam roupas para marcas famosas e o caso da Fazenda Brasil Verde, no Pará. A narrativa é construída através de depoimentos de trabalhadores humildes, muitos deles analfabetos, que relatam suas experiências traumáticas, e monta um mosaico abrangente sobre o assunto, ampliando progressivamente a discussão e o choque. Trata-se de cinema enquanto canal de denúncia.
Filha do cantor do U2 tenta aprender violão no trailer de musical da Apple TV+
A Apple TV+ divulgou o pôster e o trailer de “Flora e Filho – Música em Família”, novo drama musical do diretor John Carney, um dos maiores especialistas no gênero, responsável por “Apenas uma Vez” (2007), “Mesmo se Nada Der Certo” (2013) e “Sing Street” (2016). Desta vez, ele escalou ninguém menos que Eve Hewson (“Robin Hood: A Origem”), a filha do cantor Bono, do U2, como protagonista. Hewson vive a Flora do título, uma mãe solteira batalhadora da Irlanda, que tem problemas para se conectar com o filho rebelde adolescente (o estreante Orén Kinlan) e lidar com o ex-companheiro (Jack Reynor de “Periféricos”). Ao encontrar um velho violão, ela tenta formar uma conexão com o menino através da música, mas é desprezada. Como ele não se interessa pelo instrumento, ela mesma resolve ter aulas de violão por zoom com um músico decadente de Los Angeles, vivido por Joseph Gordon-Levitt (“Power”). E pouco a pouco a música começa a mudar a via de todos os envolvidos. Como é típico de John Carney, o filme é uma ode ao poder transformador da música, com toques de humor e sensibilidade. A combinação encantou o público do Festival de Sundance deste ano, onde o longa fez sua première sob aplausos calorosos e elogios rasgados da crítica, atingindo 95% de aprovação no Rotten Tomatoes. O filme terá um lançamento limitado nos cinemas dos EUA a partir de 22 de setembro, antes de ser lançado globalmente pela Apple TV+ em 29 de setembro.
Luísa Sonza chora e expõe angústia em novo clipe: “Será que sou um fraude?”
Luísa Sonza está desesperada em seu novo clipe, “Principalmente Me Sinto Arrasada”, que dá continuidade à sua nova era. A faixa é a segunda revelada do novo álbum da cantora, intitulado “Escândalo Íntimo”, e sucede “Campo de Morango”, que provocou grande burburinho na web por sua estética e letras audaciosas. No vídeo dirigido por Diego Fraga, a cantora surge catatônica, em meio a um ambiente sujo e bagunçado, decorado com cadeiras de pernas pro ar. Sentada sem reação, ela aparece o tempo todo forçando um riso louco, enquanto a edição entremeia a imagem com flashes de choro, desespero e ansiedade. Cheio de simbolismos, o vídeo reflete uma letra confessional e emotiva, em que Luísa se questiona e desabafa sobre as pressões que vem sofrendo na carreira, com direito à breves cenas auto referenciais da polêmica “Campo de Morango”. Uma viagem ao subconsciente Antes do lançamento, Luísa contou ao podcast “PodDelas” que a gravação é inspirada em suas crises de ansiedade e explicou que a casa bagunçada do vídeo representa seu subconsciente. “Será que eu sou uma fraude?”, ela se questiona na música, dando voz a seu inconsciente, antes de terminar com um alerta: “Estou à beira de enlouquecer”. A música também é tortuosa. O que começa como uma espécie de trap sofre uma quebra brutal de ritmo, quando uma orquestra invade a melodia e a gravação se altera para uma balada de rock. A ruptura sonora ainda serve de trilha para a exibição de cenas sombrias, provavelmente extraídas de outros clipes vindouros, já que as faixas de “Escândalo Íntimo” formarão um álbum visual. De todo modo, assim como o clipe anterior, o resultado é uma porrada. Novo disco e show Com pegada conceitual, o álbum “Escândalo Íntimo” tem lançamento marcado para 29 de agosto e, segundo Luísa, refletirá uma viagem ao seu interior, representando uma espécie de autoanálise de sua vida. O primeiro single, “Campos de Morango”, já alcançou mais de 4 milhões de reproduções no Spotify. O lançamento chega a tempo da apresentação da artista no Palco Skyline do festival The Town, que vai acontecer em 3 de setembro. Os fãs devem esperar surpresas na apresentação.
Turismo Selvagem: Série da Amazon apresenta faixa inédita de Taylor Swift em teaser
A plataforma Prime Video divulgou o pôster e o primeiro teaser da minissérie britânica “Turismo Selvagem” (Wilderness), e a grande surpresa ficou por conta da inclusão da inédita “Look What You Made Me Do (Taylor’s Version)” de Taylor Swift em sua trilha sonora. A trama é focada no casal Liv (Jenna Coleman, de “Doctor Who”) e Will (Oliver Jackson-Cohen, de “A Maldição da Residência Hill”), que parecem levar uma vida perfeita até que a traição de Will vem à tona. No decorrer da história, enquanto Will busca reconciliação, Liv só tem vingança em mente, transformando uma viagem pelos EUA em uma jornada repleta de reviravoltas e emoções. O elenco ainda inclui nomes como Ashley Benson (“Pretty Little Liars”), Eric Balfour (“24 Horas”), Talia Balsam (“Mad Men”) e Jonathan Keltz (“Reign”). Baseada no best-seller de B.E. Jones, “Wilderness” traz Marnie Dickens (“O Golpe do Amor”) como showrunner e direção da premiada cineasta So Yong Kim (“Lovesong”). A Contribuição Musical de Taylor Swift “Look What You Made Me Do (Taylor’s Version)”, de Taylor Swift, não só aparece no teaser mas também é a música tema de abertura da série. A faixa regravada do álbum “Reputation” faz sua estreia global nessa prévia e será uma parte integral do thriller psicológico. A canção reflete a transformação de Liv após descobrir o caso extraconjugal do marido, levando a protagonista de um pesadelo de sofrimento a um estado de fúria vingativa. A viagem do casal pelos Estados Unidos, passando pelo Grand Canyon e culminando em um fim de semana extravagante em Las Vegas, serve como pano de fundo para o desenvolvimento de uma trama onde “acidentes acontecem o tempo todo”, e a música de Taylor Swift amplifica as emoções e a tensão da narrativa. A série “Wilderness” estreia no dia 15 de setembro.
David Jacobs, criador de “Dallas”, morre aos 84 anos
O produtor e roteirista David Jacobs, conhecido por ter criado a série clássica “Dallas”, morreu no domingo passado (20/8) aos 84 anos, após lutar contra o Alzheimer por vários anos. A informação foi divulgada por seu filho Aaron na noite de terça-feira (228). Apesar do grande sucesso alcançado na telinha, David Jacobs queria seguir carreira na literatura, e chegou a publicar alguns livros de não ficção e artigos de revista antes de dar uma guinada para a TV em 1977, quando foi contratado como roteirista da série “Família”. E já no ano seguinte foi catapultado ao sucesso graças a “Dallas”. O tiro que parou os EUA Lançada em 1978 na rede americana CBS, “Dallas” rapidamente se tornou um sucesso retumbante. A trama girava em torno de uma família texana de barões do petróleo e se tornou um fenômeno cultural. Com um elenco encabeçado por Larry Hagman, Linda Gray e Patrick Duffy, a série levou o tom de telenovela para as séries, abusando das traições, vinganças e reviravoltas, tornando-se líder absoluto de audiência da TV dos EUA durante três das cinco temporadas subsequentes – e ficou em 2º lugar nas demais. Um de seus episódios mais emblemáticos foi ao ar em março de 1980, no final da 3ª temporada, quando o personagem de Hagman, o vilão J.R. Ewing, foi baleado. Ao estilo das novelas de Janete Clair, o mistério em torno do atentado originou um frisson pré-redes sociais, levando o público americano a propagar o slogan “Quem atirou em J.R.” durante meses, até a série retornar em novembro com a estreia da 4ª temporada. O retorno da série marcou época com o episódio de maior audiência na história da TV até então, atingindo a classificação impressionante de 53.3 pontos. Isto significa que o capítulo foi sintonizado por 76% de todas as TVs dos EUA. A série, que chegou a contar com Priscilla Presley em seu elenco, continuou a ser transmitida por mais de 350 episódios, durando 14 temporadas até 1991. Um spin-off de 14 temporadas Aproveitando o sucesso de “Dallas”, Jacobs também criou o spin-off “Knots Landing”, que se tornou outro drama duradouro na TV americana. A série estreou no fim de 1979, focando a jornada da ovelha negra da família de “Dallas”, Gary Ewing (Ted Shackelford), irmão do meio de J.R. (Hagman) e Bobby (Duffy), que resolve se mudar para Los Angeles. A atração também esteve entre as mais vistas dos EUA nos anos 1980 e igualmente durou 14 temporadas, até 1993. Outras séries e a volta a “Dallas” Além do universo de “Dallas”, Jacobs trabalhou em outras séries famosas. Ele criou a série western “Paradise” (1988-1991), o drama de época “Homefront” (1991-1993), que foi indicado ao Emmy, sobre um recruta (Kyle Chandler) de volta da 2ª Guerra Mundial, e o drama policial “Bodies of Evidence” (1992-1993), estrelada pelo jovem George Clooney e encerrada após uma única temporada. Neste período, ainda foi produtor de “Lois & Clark: As Novas Aventuras de Superman” (1993–1997). Mas nunca mais criou outro fenômeno. Por conta disso, acabou retornando às suas séries mais célebres. Em 1997, fez a minissérie “Knots Landing: Back to the Cul-de-Sac” e em 2012 reviveu “Dallas” para a TV paga. Apesar de um relativo êxito inicial, a continuação, focada nos filhos dos personagens originais, sofreu o impacto da morte de Larry Hagman, por câncer durante a 2ª temporada, e acabou cancelada um ano depois. Lembre a abertura icônica de “Dallas”
Terror premiado com atriz de “Eu Nunca…” ganha trailer arrepiante
O estúdio indie americano Neon Films divulgou o trailer de “It Lives Inside”, um terror que deu o que falar ao vencer o prêmio Midnighters do Festival SXSW neste ano, atingindo 79% de aprovação no Rotten Tomatoes. A prévia remete a filmes de possessão fantasmagórica, como “Invocação do Mal” e “Sobrenatural”, mas consegue se diferenciar por conta de uma forte identidade cultural trazida à tela pelo diretor Bishal Dutta. O filme marca a estreia do cineasta e parte de clichês conhecidos da possessão demoníaca para introduzir uma mitologia pouco explorada da cultura indiana. A inspiração foram as histórias que o avô contava ao diretor na infância e o deixavam com medo do escuro. Demônio indiano Assim como próprio Bishal Dutta, a protagonista é uma jovem de família indiana. Megan Suri, reconhecida pela série “Eu Nunca…”, tem o papel de Sam, uma adolescente indo-americana em conflito, navegando nas complexidades de sua identidade cultural. Ela rejeita sua cultura indiana para se encaixar entre seus colegas de high school americana. No entanto, será forçada a repensar sua atitude quando uma entidade demoníaca, conhecida como Pishach, se fixa em sua melhor amiga. E, em seguida, nela própria. O Pishach e seu reinado paciente e tortuoso de terror são revelados lentamente, aumentando o suspense aos poucos. Até que Sam percebe que, como ataque de um demônio das mitologias hindu e budista, precisará se reconciliar com sua identidade cultural para enfrentar a manifestação do mal. “It Lives Inside” estreia em 22 de setembro nos EUA, mas vai demorar um pouco mais para chegar ao Brasil. O lançamento nacional está marcado apenas para o Dia de Finados (2/11).
Tiago Pavinatto é demitido pela Jovem Pan
A Jovem Pan demitiu o apresentador Tiago Pavinatto e o comentarista Rodolfo Mariz nesta terça-feira (22/8), após a apresentação do programa “Linha de Frente”. Pavinatto ignorou as orientações da direção da emissora e se recusou a pedir desculpas ao desembargador Airton Vieira, do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), a quem chamou de “vagabundo e tarado” devido a uma decisão judicial. Mariz, que chorou ao comentar o caso ao vivo, também foi desligado. O incidente que levou à demissão Durante o programa “Linha de Frente”, Pavinatto expressou sua revolta após o desembargador Airton Vieira inocentar um acusado de estupro contra uma menina de 13 anos. O apresentador usou palavras fortes contra o magistrado e se recusou a fazer uma retratação, mesmo após a direção da emissora solicitar. “A direção da casa está pedindo uma retratação ao desembargador Airton Vieira, e eu não vou fazer, tá? Eu deixo claro aqui: eu não vou fazer uma retratação pra uma pessoa que ganha dinheiro público, livra um pedófilo e ainda chama a vítima, de 13 anos de idade, de vagabunda. Eu me nego a fazer”, declarou Pavinatto. A decisão da Jovem Pan A demissão foi confirmada em uma nota enviada pela Jovem Pan à imprensa. “O apresentador Tiago Pavinatto e o comentarista Rodolfo Mariz cometeram excessos em suas participações e recusaram a orientação de realizar, ao término do programa ‘Linha de Frente’, uma responsável retratação. Em virtude do ocorrido, a direção do canal decidiu pelo desligamento dos profissionais”, diz o comunicado. A versão de Pavinatto Pavinatto deu sua versão sobre a demissão nas redes sociais, dizendo que não foi demitido, apenas preferiu perder o contrato. “Eu jamais, JAMAIS, pediria desculpas por me revoltar contra um desembargador que inocentou um pedófilo septuagenário argumentando que a criança estuprada era prostituta e drogada. Não fui demitido: disse, com paz de espírito, que preferia perder o contrato a perder a decência”, publicou no X/Twitter. Histórico de Pavinatto na emissora Tiago Pavinatto entrou para o quadro de funcionários da Jovem Pan em junho do ano passado. Mas em pouco tempo arrumou várias confusões. Em dezembro de 2022, ele foi suspenso e afastado da apresentação do “Linha de Frente” após debochar do discurso de Alexandre de Moraes na diplomação de Luiz Inácio Lula da Silva como presidente eleito, inclusive com gestos obscenos. Em maio deste ano, Pavinatto insinuou que o ministro da Justiça, Flávio Dino, poderia fazer parte da facção criminosa CV (Comando Vermelho), o que levou a direção da Jovem Pan a pedir que ele dosasse suas palavras. Mesmo avisado de possíveis consequências, ele não dosou. Seus comentários nas redes sociais são ainda mais incisivos, geralmente em defesa do bolsonarismo e seus mitos.
Rebel Moon: Sci-fi de Zach Snyder ganha trailer épico da Netflix
A Netflix divulgou o primeiro trailer de “Rebel Moon”, nova superprodução do diretor Zack Snyder (“Liga da Justiça”). A prévia narrada por Anthony Hopkins (“Thor: Ragnarok”) demonstra a ambição épica da história, com direito a guerras e revolução no espaço, além de uma multidão de personagens e muitos efeitos visuais. Em seu grande elenco, o filme reúne Sofia Boutella (“A Múmia”), Charlie Hunnam (“Magnatas do Crime”), Djimon Hounsou (“Guardiões da Galáxia”), Doona Bae (“Mar da Tranquilidade”), Ray Fisher (“Liga da Justiça”), Jena Malone (“Jogos Vorazes: Em Chamas”), Michiel Huisman (“A Maldição da Residência Hill”), Alfonso Herrera (“Ozark”), Corey Stoll (“Homem-Formiga”), Staz Nair (“Supergirl”), Charlotte Maggi (“MaveriX”), Sky Yang (“Tomb Raider: A Origem”) e E. Duffy (“Lendas do Crime”). A guerra nas estrelas dos sete samurais “Rebel Moon” conta a história de Kora, interpretada por Sofia Boutella, uma mulher misteriosa que organiza os habitantes pacíficos de um planeta para lutar contra um governo autoritário. Sob ataque, os moradores da colônia a despacham para procurar guerreiros de planetas vizinhos para ajudá-los a formar uma frente ampla contra o déspota. Se esta história parece conhecida, versões similares já foram contadas com samurais e cowboys em clássicos do cinema – “Os Sete Samurais” (1954), de Akira Kurosawa, e “Sete Homens e um Destino” (1960), de John Sturges. O roteiro é do próprio Snyder em parceria com Shay Hatten e Kurt Johnstad, que trabalharam com o diretor respectivamente em “Army of the Dead: Invasão em Las Vegas” (2021) e “300” (2006). Eles transformaram a premissa simples numa trama mais complexa, cuja mitologia é vislumbrada no teaser e envolve o passado da “escolhida” da vez. Assim, “Os Sete Samurais” encontram “Star Wars” e vira franquia. Com a história longa, a produção foi dividida em duas partes, que agora tiveram seus títulos revelados. Divisão em duas partes A primeira parte é intitulada “A Menina do Fogo”, com estreia na Netflix em 22 de dezembro, enquanto a segunda é chamada “A Marcadora de Cicatrizes” e chega ao streaming em 19 de abril de 2024. E o detalhe é que cada parte terá ainda duas versões diferentes (uma deles mais explícita).
50 clipes clássicos para celebrar 50 anos de hip hop
O hip hop está completando 50 anos e a festa acontece por aqui com uma seleções de clipes. São 50 clipes clássicos do rap americano, que não pretendem ser uma lista de maiores gravações, mas servir de trilha representativa para a festa – organizados por ordem de afinidade sonora numa playlist como videotecagem/mixtape. Experimente ouvir sem saltar as faixas – funciona melhor na versão Premium do YouTube (sem interrupções de anúncios). A data escolhida para marcar o cinquentenário é 11 de agosto de 1973, quando o jovem DJ Kool Herc deu sua primeira festa no bairro do Bronx, em Nova York, montando dois toca-discos para manter uma seleção de funk, soul, música latina e reggae tocando sem parar – uma adaptação dos sound systems de sua infância na Jamaica, onde equipamentos de som itinerantes usavam discotecagem para transformar ruas em festas instantâneas. O aprimoramento americano, hip hop, deu início à cultura dos DJs, que logo passaram a criar novas músicas a partir de trechos de discos diferentes, e os MCs, que começaram animando as festas com gritos e palavras de ordem para acompanhar as batidas, antes de virarem rappers, sem esquecer dos b-boys dançarinos de rua e a turma do grafite, que criava o visual da época. O gênero teve uma rápida evolução, mas se manteve em segredo por vários anos. O primeiro rap (com MCs e uma banda) só foi gravado em 1979, surpreendendo o mundo que desconhecia o sucesso das block parties de Nova York, mas o verdadeiro impacto veio em 1981, quando o primeiro hip hop autêntico de DJ (“Adventures on the Wheels of Steel”, de Grandmaster Flash) virou disco, criando uma revolução de novas possibilidades para a música pop. Os 50 clipes abaixo capturam a evolução do hip hop ao longo das décadas, abrangendo desde os pioneiros como The Sugarhill Gang e Grandmaster Flash & The Furious Five, que ajudaram a tornar o gênero conhecido, até artistas mais recentes como Jay-Z e 50 Cent, que continuam a empurrar os limites do gênero. A relação inclui gravações pioneiras como o primeiro rap gravado, “Rapper’s Delight” da Sugarhill Gang, e a faixa inovadora que trouxe consciência social ao rap: “The Message”, de Grandmaster Flash & The Furious Five. Também estão presentes hits icônicos como “California Love” de 2Pac e “Lose Yourself” de Eminem, que mostram a expansão do hip hop para a cultura mainstream. A seleção abrange uma variedade de estilos e subgêneros, desde o rap consciente de Public Enemy e KRS-One até o G-funk (ou gangsta rap) da Costa Oeste de Dr. Dre, Snoop Dogg e Warren G. Também estão representados o electro de Afrika Bambaataa, o Miami bass de L’Trimm, o rap alternativo de De La Soul e A Tribe Called Quest, o rap hardcore de DMX e Wu-Tang Clan, e o rap feminino de Salt-N-Pepa e Queen Latifah, entre outras vertentes. É uma visão abrangente do que muitos chamam de “old school”, uma escola com muitas classes diferentes. Detalhe: essa é apenas a primeira parte da celebração audiovisual do aniversário. Uma nova seleção de 50 clipes continua a história – e a festa – no fim de semana que vem. The Sugarhill Gang | Kurtis Blow | Funky Four Plus One | Grandmaster Flash & The Furious Five | Grandmaster Melle Mel | Afrika Bambaataa & The Soulsonic Force | Salt-N-Pepa | L’Trimm | Davy DMX | RUN DMC | J.J. Fad | Sir Mix-A-Lot | Tag Team | Rob Base & DJ EZ Rock | Wreckx N Effect | K7 | Poor Righteous Teachers | Showbiz & A.G. | Digable Planets | Nice & Smooth | Gang Starr | Queen Latifah | A Tribe Called Quest | De La Soul | Special Ed | Arrested Development | Beastie Boys | LL COOL J | Ice-T | Public Enemy | Eric B. & Rakim | Jay-Z | N.W.A. | DMX | 50 Cent | KRS-One | Ol’ Dirty Bastard | Method Man | Gravediggaz | Wu-Tang Clan | Dr. Dre | Warren G | DJ Quik | 2Pac | Eminem | Blackstar | The Roots | The Pharcyde | Brand Nubian | Nas
“Besouro Azul” encerra reinado de “Barbie” nas bilheterias
A estreia de “Besouro Azul” conquistou o 1º lugar nas bilheterias dos EUA e Canadá, encerrando o reinado de “Barbie”, que dominou o circuito cinematográfico por quatro finais de semana consecutivos. O filme teve uma abertura estimada de US$ 25,4 milhões na América do Norte, num desempenho que foi comprometido pelo impacto da Tempestade Tropical Hilary em Los Angeles, seu principal mercado. No exterior, o lançamento somou mais US$ 18 milhões de 63 países para atingir uma estreia global de US$ 43,4 milhões – muito abaixo dos últimos filmes de super-heróis da DC, “Adão Negro” (US$ 140 milhões), “The Flash” (US$ 130 milhões) e “Shazam! Fúria dos Deuses” (US$ 66 milhões), que tiveram bilheterias deficitárias. Por outro lado, “Besouro Azul” foi originalmente concebido como filme de streaming para a HBO Max, custou menos para ser produzido – em torno de US$ 100 milhões – e tem objetivos mais modestos de faturamento. Super-herói enfrenta greve e tempestade Dirigido por Ángel Manuel Soto, “Besouro Azul” é o primeiro filme americano de super-herói com um protagonista latino. Estrelado por Xolo Maridueña no papel principal, o filme também marcou a estreia da brasileira Bruna Marquezine em Hollywood. Por conta disso, a Warner Bros. focou grande parte de sua publicidade no mercado latino e hispânico, e o filme obteve uma resposta positiva de 90% entre os espectadores do nicho. Entretanto, a promoção de “Besouro Azul” foi prejudicada pela greve dos atores em Hollywood, o que impediu o elenco de participar de sua divulgação. A falta de promoção em eventos como a San Diego Comic-Con também levantou questões sobre o apoio do estúdio ao filme. No entanto, o longa conseguiu classificações positivas do público – B+ no CinemaScore – e da crítica – 76% de aprovação no Rotten Tomatoes. Para completar, a tempestade Hilary, que trouxe fortes chuvas, fez muita gente ficar em casa, afetando potencialmente a arrecadação nas bilheterias. A Warner Bros. expressou preocupações claras sobre o impacto significativo nas bilheterias, já que “Besouro Azul” estava tendo uma demanda particularmente forte em Los Angeles, um dos lugares mais atingidos. A situação meteorológica certamente adicionou um desafio a mais para o herói latino superar neste fim de semana. Outros destaques das bilheterias Em 2º lugar, “Barbie”, dirigido por Greta Gerwig, caiu uma posição, mas continua arrecadando fortunas. Foram US$ 21,5 milhões entre sexta e domingo (20/8) na América do Norte, elevando sua arrecadação doméstica para impressionantes US$ 567,3 milhões e US$ 1,2 bilhão mundial. “Oppenheimer”, de Christopher Nolan, também continua no pódio. O filme arrecadou US$ 10,6 milhões em 3º lugar, elevando seu total doméstico para US$ 285,2 milhões. Internacionalmente, “Oppenheimer” acumulou uma impressionante quantia de US$ 432,6 milhões, alcançando um total global de US$ 717,8 milhões. Ao ultrapassar a marca de US$ 700 milhões, tornou-se o quarto maior filme do diretor e se consolidou como um dos grandes sucessos do ano. “Tartarugas Ninja: Caos Mutante” ficou com o 4º lugar em seu terceiro fim de semana em cartaz. O filme arrecadou US$ 8,4 milhões, elevando seu total doméstico para US$ 88,1 milhões. A comédia animada, que teve um custo de produção de US$ 70 milhões, também acumulou US$ 30 milhões internacionalmente. A soma total está em US$ 118,4 milhões mundiais, mas a produção ainda não estreou em muitos países. O lançamento no Brasil vai acontecer em 31 de agosto. Um filme ruim pra cachorro A segunda estreia da semana, a comédia canina “Ruim pra Cachorro”, completou o Top 5 com uma abertura de US$ 8,3 milhões. O filme também sofreu sofreu com o clima e a falta de promoção devido à greve, mas teve um desafio extra criado por seu próprio marketing, ao ser confundido com um filme para crianças. Os cartazes e trailers da comédia adotaram uma estética semelhante a filmes anteriores da Universal sobre cães, como “Quatro Vidas de um Cachorro” e “Juntos Para Sempre”, que eram claramente direcionados ao público infantil. No entanto, “Ruim para Cachorro” é uma comédia classificada como R-rated nos EUA, destinada a um público adulto, com um humor mais ácido e linguagem explícita. O resultado foi uma desconexão entre a expectativa do público e o conteúdo real do filme. Algumas famílias podem ter sido atraídas pelo marketing, apenas para descobrir que a obra não era adequada para crianças. Essa confusão de identidade provavelmente prejudicou a capacidade do filme de atrair o público-alvo correto, limitando seu potencial nas bilheterias. A crítica ainda achou a comédia medíocre. Os cachorros dublados por comediantes como Will Ferrell e Jaime Foxx receberam somente 55% de aprovação no Rotten Tomatoes. A estreia no Brasil está marcada apenas para 28 de setembro. Trailers Confira abaixo os trailers dos 5 filmes mais vistos nos EUA e Canadá no fim de semana. 1 | BESOURO AZUL 2 | BARBIE 3 | OPPENHEIMER 4 | TARTARUGAS NINJA: CAOS MUTANTE 5 | RUIM PRA CACHORRO
Confira os clipes de música pop que deram o que falar na semana
A terceira semana de agosto ferveu com discussões em torno das novidades musicais. Clipes pautaram as notícias, com direito a trabalho polêmico de Luísa Sonza, um lançamento aguardado de Anitta, mais uma estreia da trilha de “Barbie” e surpresas do mundo K-Pop. Confira abaixo os 5 clipes que marcaram a semana no mundo pop. Luísa Sonza planta polêmica com “Campo de Morango” Clipe mais falado da semana, “Campo de Morango” mantém Luísa Sonza entre os assuntos insuperáveis das redes sociais desde seu lançamento na noite de terça (15/8). A música, produzida por Roy Lenzo, é um batidão de 1 minuto com letra proibidona, que ganhou uma interpretação visual polêmica, dirigida por Diego Fraga. No vídeo, a cantora se junta a dançarinas numa cama em pleno campo para saborear morangos – e tudo descampa para um clima de orgia vampírica menstrual, por conta do vermelho sangrento que escorre das frutas e mancha os lençóis. A tensão das batidas rápidas, a letra explícita e o visual impactante desnorteou o público, que viu “pacto demoníaco” no projeto. A repercussão negativa levou a cantora a perder seguidores no Instagram, mas, em compensação, ela ganhou as bocas de todo o país. Anitta explora o funk de favela em “Casi Casi” Gravado na comunidade da Cascatinha, no Rio de Janeiro, o clipe transforma Anitta na recepcionista de um motel de favela, onde recebe diversos casais e até flagra um homem nu. Em outro momento, a cantora curte uma piscina na laje com amigas. Segunda faixa da trilogia “A Favela Love Story”, “Casi Casi” é marcada por beat-boxes característicos do funk brasileiro e inclui versos em português, embora tenha uma letra quase toda em espanhol. A produção é do DJ Gabriel do Borel, que alinha o funk carioca com um apelo pop para conquistar o público internacional – sem perder de vista as raízes tropicais. aespa antecipa o verão em “Better Things” O quarteto feminino sul-coreano aespa aposta num clima de verão em sua segunda música totalmente cantada em inglês. Em “Better Things”, as integrantes Karina, Winter, Giselle e Ningning cantam sobre autovalorização com trechos como: “Eu nunca tive certeza de que te amava, mas sempre tive certeza de que você me decepcionaria”, enquanto o clipe conduz as artistas a um paraíso tropical. Com uma coreografia marcante, bons efeitos, cenografia charmosa e melodia chiclete, o trabalho evoca uma sensação de alegria típica dos dias ensolarados, além de compartilhar um lado mais leve e descontraído do grupo, formado em 2020, que tem se mostrado uma força significativa na 4ª geração do K-Pop. A ascensão foi notada em 2022, com sua estreia no festival Coachella e no programa “Jimmy Kimmel Live!”. Além disso, seu novo disco, “My World”, estreou no topo da parada de vendas de álbuns da Billboard. Para celebrar, o quarteto está fazendo uma turnê mundial, que contará com uma apresentação única no Brasil no Espaço Unimed, em São Paulo, em 11 de setembro. Charli XCX evoca Barbie com “Speed Drive” “Barbie” continua a render sucessos, um mês após chegar nos cinemas. Charli XCX lançou na quarta (16/8) o clipe de “Speed Drive”, que faz parte da trilha da comédia de Greta Gerwig. O vídeo faz homenagem ao universo Barbie, trazendo a cantora num conversível cor-de-rosa, pilotado de forma veloz e furiosa pela influencer americana Devon Lee Carlson. A certa altura, a direção perigosa é interrompida para Charlie atender uma ligação de Sam Smith. Mas o electropop pulsante da música cita na verdade outro artista, ao parafrasear o refrão de “Mickey”, hit de 1982 da cantora e coreógrafa Toni Basil. Jihyo lança carreira solo com “Killin’ Me Good” A cantora Jihyo, integrante do grupo de K-Pop Twice, lançou na sexta (18/8) o primeiro EP solo de sua carreira, “Zone”, que rendeu o clipe da faixa “Killin’ Me Good”. A música narra os altos e baixos de um relacionamento, mesclando o estilo do Twice com influências do R&B americano dos anos 1990. A melodia intimista é compensada por uma performance enérgica de Jihyo, marcando o começo de uma nova fase em sua carreira.
Romance lésbico de lobisomens ganha trailer intenso
A Paramount divulgou o pôster e o primeiro trailer de “My Animal”, um romance lésbico de lobisomens. A prévia é marcada por momentos intensos de paixão e rejeição, ao som de uma trilha indie eletrônica. Estrelado por Bobbi Salvor Menuez (de “Euphoria”) e Amandla Stenberg (“Morte Morte Morte”), “My Animal” combina elementos de horror sobrenatural e história de amor proibido, seguindo Heather (Menuez), uma reclusa que vive à margem de uma pequena cidade com sua família. O caminho de Heather cruza com o de Jonny (Stenberg), uma alma livre e rebelde, desencadeando uma conexão romântica intensa entre ambas. No entanto, o afeto vira caos quando a verdadeira identidade animalística de Heather vem à tona. O elenco também conta com o veterano ator Stephen McHattie (“Watchmen”) como o papai lobão. Da música gótica para o terror Um detalhe interessante é que o roteiro foi escrito por Jae Matthews, vocalista da banda de darkwave Boy Harsher, enquanto a trilha sonora é de Augustus Muller, o outro integrante do duo eletrônico sombrio. O filme também marca a estreia da diretora de clipes Jacqueline Castel em longa-metragem. Ela é conhecida por trabalhar com roqueiros alternativos e independentes, como Zola Jesus, Alan Vega e Soft Moon, e também está desenvolvendo um thriller erótico com a ex-estrela pornô Sasha Grey. Elogios da crítica Exibido na seção Midnight do Festival de Cinema de Sundance deste ano, “My Animal” foi bastante elogiado pela crítica, que destacou a opção de uso da cor vermelha para destacar as ansiedades internas de Heather, uma decisão que deixou o visual do filme mais sexy e ameaçador. Com 79% de aprovação, o longa vai estrear em circuito limitado nos EUA em 8 de setembro, seguido por um lançamento digital em 15 de setembro. Por enquanto, não há previsão de estreia no Brasil












