Aprendiz de Espiã: Comédia infantil de Dave Bautista ganha trailer legendado e dublado
A Diamond Films divulgou as versões legendada e dublada do trailer de “Aprendiz de Espiã” (My Spy), comédia de ação em que Dave Bautista explora os dotes de humorista que vem ensaiando na franquia “Guardiões da Galáxia”. A história segue uma fórmula já usada por Arnold Schwarzenegger (“Um Tira no Jardim de Infância”), Jackie Chan (“Missão Quase Impossível”), Dwayne Johnson (“O Fada de Dentes”) e outros adeptos do cinema de pancadarias para ampliar seu público e conquistar a simpatia infantil: virar um brutamontes bonzinho no contexto de uma comédia com criança. No filme, Bautista vive um agente da CIA que prefere explodir os inimigos a cumprir os objetivos de suas missões. Por conta disso, é colocado sob observação. Para piorar, durante uma tocaia, é flagrado por uma menina de 9 anos, que grava sua espionagem com um celular e negocia não colocar o vídeo no ar em troca de aulas para virar espiã. E ela dá um baile no durão, além de descobrir que ele não é tão insensível quanto tenta parecer. A precoce Chloe Coleman (de “Big Little Lies” e que também estará em “Avatar 2”) vive a garotinha e o elenco ainda inclui Kristen Schaal (de “O Último Cara na Terra/The Last Man on Earth”), Ken Jeong (“Se Beber, Não Case”) e Parisa Fitz-Henley (“Midnight Texas”). O roteiro é dos irmãos Jon e Erich Hoeber (“RED: Aposentados e Perigosos”) e a direção está a cargo do veterano Peter Segal (“Corra que a Polícia vem Aí! 33 1/3: O Insulto Final”). A estreia está marcada para 19 de setembro no Brasil, um mês depois do lançamento nos Estados Unidos.
Olhos que Condenam vira a série mais vista da Netflix nos Estados Unidos
A Netflix divulgou em suas redes sociais que “Olhos que Condenam” (When They See Us), minissérie da diretora Ava DuVernay (“Selma”), virou a série mais assistida da plataforma de streaming nos Estados Unidos desde sua estreia, no dia 31 de maio. Vale lembrar que a Netflix não revela os números exatos de sua audiência, por isso não há como saber exatamente qual é a audiência da produção. Mas a série teve bastante repercussão e levou duas ex-promotoras, envolvidas no processo que condenou injustamente os cinco personagens na vida real, a perderem seus empregos atuais sob pressão popular. A história dos cinco rapazes que ficaram conhecidos como “Central Park Five” é contada em detalhes na minissérie. A produção mostra como eles foram condenados por estuprar uma mulher branca no Central Park em Nova York, em 1989, apesar de ser inocentes, sofrendo preconceito por serem negros. “Olhos que Condenam” aborda como a polícia e a promotoria de Nova York obrigaram os menores de idade Kevin Richardson, Yusef Salaam, Raymon Santana, Antron McCray e Korey Wise a confessarem o crime, após 30 horas seguidas de tortura psicológica, levando-os a serem condenados, embora exames de DNA, roupas e outras provas físicas indicassem sua inocência. Uma das promotoras chegou a impedir pessoalmente que os menores vissem seus parentes ou advogados antes de confessarem, num franco abuso de autoridade. Foram condenados e presos até que, em 2001, um estuprador serial chamado Matias Reyes confessou o crime. O DNA encontrado na vítima, desprezado na época pela promotoria, corroborou sua confissão. Após as acusações, a vida dos cinco jovens e de suas famílias foram destruídas. E tem um detalhe: quem mais atacou publicamente os garotos foi o atual presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que publicou em 1989 um anúncio de página inteira no jornal The New York Times pedindo a volta da pena de morte no estado para punir os garotos. Que eram inocentes. O tema ecoa o documentário que a diretora Ava DuVernay fez para a Netflix, “A 13ª Emenda”, sobre o sistema prisional americano, que foi indicado ao Oscar 2017. Desta vez, porém, a produção é uma obra de ficção com atores. O elenco conta com Jovan Adepo (“Um Limite Entre Nós”), Vera Farmiga (“Bates Motel”), Felicity Huffman (“Desperate Housewives”), Joshua Jackson (“The Affair”), Famke Janssen (“How to Get Away with Murder”), Jharrel Jerome (“Moonlight”), John Leguizamo (“Bloodline”), Niecy Nash (“Claws”), Chris Chalk (“Gotham”) e Blair Underwood (“Quantico”), entre outros. When They See Us has been the most-watched series on Netflix in the US every day since it premiered on May 31 pic.twitter.com/jS8IXIh03g — Netflix US (@netflix) June 12, 2019
Jett: Carla Gugino é ladra profissional em trailer e fotos de nova série de ação
O canal pago americano Cinemax lança nesta sexta-feira (14/6) a série “Jett”, estrelada pela atriz Carla Gugino (“Terremoto: A Falha de San Andreas”), que está sendo bastante elogiada pela crítica americana – atingiu 80% no Rotten Tomatoes. Confira abaixo o trailer, pôster e fotos da atração, que só vai chegar ao Brasil em 2 de agosto, no Max Prime. A série gira em torno de Daisy “Jett” Kowalski (Gugino), uma ladra renomada que, recém-saída da prisão, pensa apenas em cuidar de sua filha pequena e ficar longe de problemas. Mas acaba forçada a voltar à ativa por criminosos perigosos, determinados a explorar suas habilidades para seus próprios objetivos. “Jett” é uma criação do venezuelano Sebastian Gutierrez, parceiro de longa data da atriz. Ele escreveu “Na Companhia do Medo” (2003), suspense coestrelado por Gugino, e ainda a dirigiu em mais três longa-metragens: “O Beijo da Traição (1998), “Doces Problemas” (2009) e “Um Caso Complicado” (2010). Os dois dividem a produção do programa, que ainda traz em seu elenco os atores Giancarlo Esposito (“Better Call Saul”), Elena Anaya (“Mulher-Maravilha”), Lucy Walters (“Get Shorty”), Michael Aronov (“The Americans”), Gus Halper (“Happy!”), Mustafa Shakir (“The Deuce”), Greg Bryk (“Frontier”), Gil Bellows (“Eyewitness”) e a menina Violet McGraw (“A Maldição da Residência Hill”).
Precursor do gênero slasher, Noite de Terror vai ganhar segundo remake
O filme “Noite de Terror” (Black Christmas), originalmente lançado em 1974, vai ganhar sua terceira versão, após já ter sido refilmado em 2006 – quando recebeu o título nacional de “Natal Negro”. Sinal da passagem do tempo. A fase dos primeiros remakes se esgotou e agora começam os remakes dos remakes. A produtora Blumhouse, responsável pelo terceiro “Halloween”, vai fazer o terceiro “Black Christmas”. Assim como “Halloween”, o lançamento vai se aproveitar da temática típica de calendário macabro, no caso o Natal, para chegar aos cinemas americanos em 13 de dezembro deste ano – ainda não há previsão para o Brasil. A direção está cargo de Sophia Takal, premiada por seu terror independente de estreia, “Always Shine” (2016), que tem 91% de aprovação no site Rotten Tomatoes. O elenco é liderado pela atriz Imogen Poots (“Sala Verde”) e inclui alguns atores conhecidos de séries, como Aleyse Shannon (“Charmed”), Brittany O’Grady (“Star”), Lily Donoghue (“Jane the Virgin”) e Caleb Eberhardt (“The Deuce”). Considerada precursora do subgênero slasher de psicopatas que atacam adolescentes, como “Halloween” (1978) e “Sexta-Feira 13” (1980), a história de 1974, repetida em 2006, girava em torno dos sangrentos eventos das férias de Natal de um grupo de amigas de faculdade. Após vários telefonemas anônimos e o desaparecimento de uma das garotas, elas acionam a polícia, que só começa a se preocupar com o caso quando o corpo de uma menina de 13 anos é encontrado perto da casa. O roteirista original, Roy Moore, só assinou mais um filme após seu “clássico”, a sci-fi trash “The Last Chase” (1981). Mas o diretor Bob Clark acabou ficando bem famoso, embora num gênero muito diferente. Ele originou as franquias “Porky’s” nos anos 1980 e “Bebês Geniais” nos 1990, além de ter feito outro clássico natalino completamente diferente, a comédia “Uma História de Natal” (1983). Já as atrizes principais foram virar a Madre Teresa (Olivia Hussey, em “Madre Teresa de Calcutá”) e Lois Lane (Margot Kidder, na quadrilogia original de “Superman”).
O Amor Dá Trabalho: Leandro Hassum morre, mas continua chato em trailer de nova comédia
A Downtown e a Paris Filmes divulgaram o trailer de “O Amor Dá Trabalho”, mais uma comédia brasileira estrelada por Leandro Hassum (“Até que a Sorte nos Separe”). O tom escrachado é o mesmo de todas as comédias protagonizadas pelo ator, mas com vários bônus: muito mais caretas, quedas gratuitas, absurdos generalizados e convidados especiais. A trama segue a tendência das comédias de temas mágicos e/ou sobrenaturais que está dominando a produção nacional do gênero. Como outras lançadas recentemente, a premissa vem de filmes americanos. A ideia já deu origem à trilogia “Topper” na década de 1930 e a “Dois no Céu” em 1943. Mas o cinema brasileiro atual não tem essas referências, apenas as versões delas exibidas na Sessão da Tarde. Assim, a trama escrita e dirigida por Ale McHaddo (“Bugigantes do Espaço”) parece combinar partes de vários filmes muito populares, de “O Céu Pode Esperar” (1978) a “Os Fantasmas se Divertem” (1988), remontadas num filme só. Hassum interpreta Anselmo, um funcionário preguiçoso de repartição pública que morre e, para não ir para o inferno, recebe a missão de bancar o cupido e unir um casal com gostos completamente diferentes. O desafio de Anselmo é juntar o ex-casal formado por um playboy (Bruno Garcia, de “De Pernas pro Ar”) e uma sonhadora (Flávia Alessandra, de “Polícia Federal: A Lei é para Todos”), com personalidades conflitantes e separados há 12 anos – o que é bem próximo da trama de “Marido Mal Assombrado” (1938), o segundo filme de Topper. A história ainda tem cenas de possessão, em que Hassum “incorpora” no corpo de Bruno Garcia, fazendo-o dançar (feito “Os Fantasmas se Divertem”) e influencia a personagem de Flávia Alessandra a enviar mensagens de Whatsapp comprometedoras. Ou seja, Anselmo morre, mas continua muito chato. O vasto elenco conta ainda com Monique Alfradique (“Chorar de Rir”), André Mattos (“Divórcio”), Tadeu Mello, Dani Calabresa (“Exterminadores do Além Contra a Loira do Banheiro”), Helio de La Peña (“Casseta & Planeta: A Taça do Mundo É Nossa”), Ludmilla (“Mister Brau”) e Falcão (“Cine Holliúdy”). A estreia está marcada para o dia 29 de agosto.
Chucky mata mais personagens de Toy Story em novos pôsteres de Brinquedo Assassino
A Orion Pictures segue trollando a Disney com os pôsteres do remake de “Brinquedo Assassino”. Depois de matar Woody à facadas, fazer churrasquinho do cachorrinho salsicha de mola Slinky e assassinar Buzz Lightyear com sua própria arma laser, Chucky agora se volta contra o dinossauro Rex e o Sr. Cabeça de Batata em dois novos cartazes. Mais que um crossover não autorizado, a coleção de pôsteres é uma bravata. “Brinquedo Assassino” e “Toy Story 4” vão estrear no mesmo dia nos cinemas dos Estados Unidos. A concorrência também ia acontecer no Brasil. Mas, por aqui, foi “Toy Story” quem assustou Chucky, que fugiu da disputa direta com um adiamento providencial. A maior curiosidade é que, nos Estados Unidos, a expectativa de confronto está mesmo assumindo proporções de massacre, mas contra “Brinquedo Assassino”, já que a procura por ingressos para “Toy Story 4” está sendo muito, mas muito maior. A estreia de “Brinquedo Assassino” está marcada para 25 de julho no Brasil, mais de um mês após o lançamento norte-americano – e de “Toy Story 4”.
O Escolhido: Série brasileira de terror da Netflix ganha trailer completo
A Netflix divulgou o pôster e o trailer completo de “O Escolhido”, primeira série de terror brasileira da plataforma. Como mostra a prévia, “O Escolhido” acompanha três jovens médicos, que viajam a um vilarejo do Pantanal para vacinar seus moradores contra uma nova mutação do vírus Zika. Mas são mal-recebidos, com a justificativa de que lá ninguém fica doente. Eles acabam presos nessa comunidade cheia de segredos e cujos residentes são devotos de um líder misterioso, que tem o dom de curar doenças de forma sobrenatural. A série é estrelada por Paloma Bernardi (“Os Parças”), Gutto Szuster (“Mulheres Alteradas”), Pedro Caetano (“O Diabo Mora Aqui”), Alli Willow (“Amorteamo”), Tuna Dwek (“O Segredo de Davi”), Mariano Mattos Martins (“A Primeira Missa”), Lourinelson Vladmir (“Carcereiros”) e Renan Tenca (“Mãe Só Há Uma”). Mas, apesar do elenco brasileiro, a produção é meio mexicana, escrita por brasileiros de Los Angeles. A trama é inspirada na série mexicana “Niño Santo”, criada por Pedro Peirano e Mauricio Katz, que foi adaptada pelo casal Raphael Draccon (roteirista de “Supermax”) e Carolina Munhóz (coautora do livro juvenil “O Reino das Vozes Que Não Se Calam” com a atriz Sophia Abrahão), radicados em Los Angeles. A estreia na Netflix está marcada para 28 de junho.
Doutor Sono: Continuação de O Iluminado ganha primeiro trailer
A Warner divulgou o pôster e o primeiro trailer de “Doutor Sono”, aguardada continuação de “O Iluminado”, que traz Ewan McGregor (“Trainspotting”) como a versão adulta do filho do personagem de Jack Nicholson no clássico de terror de 1980. A prévia chega a recriar cenas do longa dirigido por Stanley Kubrick e investe em cenas desconcertantes e tensão crescente, no lugar de sustos fáceis. O filme é baseado na obra homônima de Stephen King, sequência oficial do livro original, premiada com o Bram Stoker Award (o “Oscar” das publicações de terror) de Melhor Romance de 2013. A trama acompanha Danny Torrence, que cresceu traumatizado após seu pai enlouquecer e tentar matar a família no Overlook Hotel. Já adulto, o rapaz enfrenta problemas com álcool, até que volta a manifestar poderes mediúnicos e entra em contato com uma garota perseguida por um perigoso grupo de paranormais. A direção do filme está a cargo de Mike Flanagan (“Ouija: Origem do Mal”), que recentemente filmou outro livro de Stephen King, “Jogo Perigoso”, e a elogiada série “A Maldição da Residência Hill”. Ele também reescreveu o roteiro – originalmente encomendado para Akiva Goldsman (responsável por destruir “A Torre Negra”, mais uma obra de Stephen King). O elenco também inclui Rebecca Ferguson (“Missão Impossível: Efeito Fallout”), Jacob Tremblay (“O Quarto de Jack”), Bruce Greenwood (“Star Trek”), Emily Alyn Lind (“A Babá”), Zahn McClarnon (“Westworld”), Carel Struycken (“Twin Peaks”) e Carl Lumbly (“Supergirl”). A estreia está marcada para 7 de novembro no Brasil, um dia antes do lançamento nos Estados Unidos.
Globo cancela Ilha de Ferro antes da estreia da 2ª temporada
O Grupo Globo cancelou “Ilha de Ferro”, série mais cara já feita no Brasil, que exibiu apenas seu piloto na TV e tinha recém-encerrado as gravações de sua 2ª temporada. Produção original mais badalada da Globoplay, lançada em novembro do ano passado com grande repercussão, “Ilha de Ferro” transformou-se também na primeira atração cancelada da plataforma. A explicação da Globoplay para o cancelamento foi sucinta: “porque preferiu encomendar novos originais”. Assim, os cenários da série, inclusive a plataforma de petróleo de 3 mil m² que foi reproduzida nos Estúdios Globo, no Rio de Janeiro, com um custo estimado de R$ 2 milhões, já começaram a ser desmontados. A decisão surpreendeu a equipe. Segundo a colunista Patrícia Kogut, do jornal O Globo, a sala de roteiristas já trabalhava na 3ª temporada quando recebeu a ordem de parar. O trabalho desenvolvido foi para o lixo. Apesar de não divulgar números, na época do lançamento, a plataforma de streaming da Globo indicou que a série tinha entrado no top 5 de seus programas mais vistos, com audiência próxima das novelas da emissora. Além disso, a produção conquistou aval internacional, ao ser elogiada pela revista americana Variety, numa reportagem que considerou “Ilha de Ferro” uma das melhores séries estrangeiras do ano. Mas o texto elogioso já chamava atenção para o fato de ser uma aposta arriscada da Globo, porque cara demais. A produção acompanhava o cotidiano de profissionais de uma plataforma de petróleo, alterando-se entre dramas no isolamento do alto-mar e dilemas envolvendo suas famílias em terra firme. O investimento elevado incluía cenas de ação, como uma queda de helicóptero no mar e acordo com a Marinha brasileira para utilização de navios e equipamentos. Escrita por Adriana Lunardi e o já falecido Max Mallmann, com supervisão de Mauro Wilson, a série tinha direção do cineasta Afonso Poyart (“Mais Forte que o Mundo: A História de José Aldo”) e destacava no elenco Cauã Reymond (“Não Devore Meu Coração”), Maria Casadevall (“Mulheres Alteradas”), Sophie Charlotte (“Reza a Lenda”), Klebber Toledo (série “A Fórmula”), Osmar Prado (minissérie “Nada Será Como Antes”) Taumaturgo Ferreira (“Os Parças”), Jonathan Azevedo (novela “A Força do Querer”), Milhem Cortaz (“O Lobo Atrás da Porta”) e Moacyr Franco (“Como se Tornar o Pior Aluno da Escola”). Além disso, Mariana Ximenes (“Uma Loucura de Mulher”), Eriberto Leão (“De Pernas pro Ar 2”) e Romulo Estrela (“Entre Irmãs”) entraram na 2º temporada, ainda inédita. A agora última temporada teve suas gravações encerradas em março e deve estrear “ainda neste ano”. As informações entre aspas são de um comunicado da Globo publicado pelo site Notícias da TV. O texto informa que “Afonso Poyart é [um profissional] de mercado. Estará conosco em outros projetos. A 2ª temporada de ‘Ilha de Ferro’ já está pronta e deve estrear no Globoplay ainda este ano. O Globoplay não renovou a 3ª temporada da série porque preferiu encomendar novos originais”.
Novo Homens de Preto é a maior e a pior estreia de cinema da semana
Saturado de blockbusters, o circuito cinematográfico recebe apenas seis estreias nesta quinta (13/6). “MIB: Homens de Preto – Internacional” é a maior delas – chega em quase 600 cinemas. Mas todas as outras são melhores. O lançamento do novo “Homens de Preto” é simultâneo com os Estados Unidos, onde foi destruído pela crítica – apenas 31% de aprovação no site Rotten Tomatoes. Enquanto os três primeiros longas se estabeleceram como comédias com elementos de ficção científica, o novo é um filme típico de ação com alienígenas genéricos e piadinhas pontuais. Sobram explosões. E falta Will Smith. Se aquele aparelhinho de apagar memórias funcionasse, até a dupla de “Thor: Ragnarok” (Chris Hemsworth e Tessa Thompson) ia querer apagar esse deslize de suas filmografias, que já se espera fracassar nas bilheterias. O suspense “Obsessão” (Greta, no original) saiu-se com 60% no RT, ao evocar os clones de Hitchcock dos anos 1980. Traz Chloë Grace Moretz como uma jovem ingênua que, ao cometer um ato altruísta, cai na armadilha de uma viúva solitária, interpretada pela francesa Isabelle Huppert (indicada ao Oscar por “Elle”). A direção é do irlandês Neil Jordan, com um Oscar por “Traídos pelo Desejo” (1992) – mas nos últimos dez anos só fez televisão. A metade americana da programação inclui ainda “Fora de Série” (Booksmart), uma comédia indie adolescente com 97% de aprovação e um bom desempenho nas bilheterias. Estreia da atriz Olivia Wilde (“Tron: O Legado”) na direção, surpreendeu a ponto de ser considerado uma espécie de “Superbad: É Hoje” (2007) feminino. A trama acompanha duas nerds que resolvem jogar tudo pra cima no último dia da escola, após passarem todo o Ensino Médio concentradas apenas nos estudos para entrar em boas faculdades. Com os mesmos 97%, “Eu Não Sou uma Bruxa” rendeu uma rara inscrição do Reino Unido na categoria de Melhor Filme em Língua Estrangeira no Oscar. Isto porque é falado em idioma nativo de Zâmbia, onde a trama se passa. A história dramática, contada com toques de humor desconcertante, acompanha uma menina de 8 anos acusada de ser bruxa e tirada da sua aldeia, sem nunca ter feito nada para merecer esse tratamento. Venceu vários festivais, foi premiado no BAFTA e no BIFA (equivalentes ao Oscar e ao Spirit britânicos) e consagrou a diretora estreante Rungano Nyoni. Mas o grande destaque do circuito limitado é o espanhol “Dor e Glória”, novo filme de Pedro Almodóvar, que rendeu o prêmio de Melhor Ator para Antonio Banderas no recente Festival Cannes. Ele vive um alter-ego do diretor, lidando com os sentimentos do título, evocados em lembranças, conquistas e ressentimentos. A obra atingiu 90% no Rotten Tomatoes – que preferiu a comédia teen e a tragédia da menina de Zâmbia. Para completar, até o terror da semana é muito bem cotado. “A Lenda de Golem” tem os mesmos 90% de aprovação de “Dor e Glória” no Rotten Tomatoes, algo raro para o gênero. A produção isralense é caprichada, com belíssima fotografia e clima arrepiante, sem se valer de sustos fáceis, mas das entranhas da cultura cabalística para arrepiar. Confira abaixo os trailers e as sinopses dos seis filmes que entram em cartaz. MIB: Homens de Preto – Internacional | EUA | Fantasia Quando criança, Molly (Tessa Thompson) presenciou a abordagem de dois agentes do MIB em seus pais, apagando a memória deles sobre a súbita aparição de um extraterrestre. Como estava escondida, a garota não foi atingida. Obcecada pelos mistérios do universo, ela cresceu com o sonho de ingressar no MIB. Após muita pesquisa, ela consegue descobrir a sede da agência e lá se candidata a uma vaga, sendo aceita por O (Emma Thompson). Ainda em experiência e renomeada como agente M, ela é enviada a Londres para investigar algo estranho que tem ocorrido na agência local. É quando conhece o agente H (Chris Hemsworth), de grande renome pelos seus feitos no passado, mas com uma certa arrogância e displicência na execução do trabalho. Obsessão | EUA | Suspense Frances (Chloë Grace Moretz) é uma jovem cuja mãe acaba de falecer. Recém-chegada em Manhattan e cheia de problemas com o pai, ela divide apartamento com a amiga Erica (Maika Monroe) e trabalha como garçonete de um luxuoso restaurante. Um dia, voltando para casa, Frances encontra uma bolsa abandonada em um dos assentos do metrô e, ao devolvê-la, acaba iniciando uma amizade improvável com a dona do acessório, uma senhora viúva chamada Greta (Isabelle Huppert). Os problemas começam a surgir quando Frances percebe que a necessidade de atenção de Greta é muito mais perigosa do que ela imaginava. Fora de Série | EUA | Comédia Duas grandes amigas conhecidas por serem os maiores prodígios da escola estão prestes a terminar o ensino médio. Faltando poucos dias para o grande momento, elas percebem que estão arrependidas por terem estudado tanto e se divertido tão pouco. Determinadas a não passar por todo esse tempo sem nenhuma diversão, elas decidem compensar os últimos quatro anos perdidos em apenas uma noite. Dor e Glória | Espanha | Drama Salvador Mallo (Antonio Banderas) é um melancólico cineasta em declínio que se vê obrigado a pensar sobre as escolhas que fez na vida quando seu passado retorna. Entre lembranças e reencontros, ele reflete sobre sua infância na década de 1960, seu processo de imigração para a Espanha, seu primeiro amor maduro e sua relação com a escrita e com o cinema. Eu Não Sou uma Bruxa | Reino Unido, Zâmbia | Drama Devido a um incidente banal em sua vila, a menina de 8 anos Shula (Maggie Mulubwa) é acusada de bruxaria. Depois de um rápido julgamento, a garota se torna culpada e é levada em custódia pelo Estado, sendo exilada para um campo de bruxas no meio do deserto. No local, ela passa por uma cerimônia de iniciação em que aprende as regras da sua nova vida como bruxa. Como as outras residentes, ela é amarrada em uma grande árvore, sendo ameaçada de ser amaldiçoada e de se transformar em uma cabra caso corte a fita. A Lenda de Golem | Israel | Terror Desde que perderam um bebê, o que Hanna (Hani Furstenberg) e seu marido Benjamin (Ishai Golan) mais querem é tentar ter outro filho. Para tal, ela conta com a fé que tem em Deus, e por isso estuda diariamente a Torá, mesmo que na comunidade aonde viva essa prática seja restrita aos homens. Quando uma epidemia assola a região e a culpa recai imediatamente sobre os judeus, Hanna tenta usar de seu misticismo para convocar um golem, sem saber que a criatura é muito mais perigosa do que pensa.
Roteirista de Viva – A Vida É uma Festa vai adaptar As Crônicas de Nárnia para a Netflix
A Netflix definiu o responsável por desenvolver sua versão de “As Crônicas de Nárnia”. Matthew Aldrich, co-roteirista da animação “Viva – A Vida É uma Festa” (mas pode chamar de “Coco”), da Disney/Pixar, foi contratado para adaptar a obra do escritor C.S. Lewis para o serviço de streaming. O projeto inclui filmes e pelo menos uma série baseada na franquia. “Narnia” é uma das grandes apostas da Netflix para o público de fantasias juvenis, e deverá chegar ao streaming junto da adaptação rival de “O Senhor dos Anéis”, da Amazon. Ambos os projetos pretendem ocupar o nicho de “Game of Thrones”. Entretanto, as obras originais que inspiram as duas produções foram criadas para crianças e adolescentes – bem diferente do blockbuster televisivo da HBO. As histórias criadas por C.S. Lewis na década de 1950 já foram transportadas para o cinema e para a TV diversas vezes, mais recentemente em três filmes: “As Crônica de Nárnia: O Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa” (2005), “As Crônica de Nárnia: Príncipe Caspian” (2008) e “As Crônica de Nárnia: A Viagem do Peregrino da Alvorada” (2010). Os três arrecadaram quase US$ 1,6 bilhão de bilheteria mundial. A Disney distribuiu os dois primeiros e a Fox lançou o terceiro, que teve a menor arrecadação. Um quarto filme estava em desenvolvimento pelo estúdio Tri-Star, do conglomerado Sony, mas não vai sair do papel. A Mark Gordon Company, empresa do produtor Mark Gordon, aproveitou que sua companhia foi comprada pela produtora canadense eOne para suspender o quarto filme e convencer os herdeiros de C.S. Lewis a ousar e levar o projeto para o mercado, imaginando uma combinação de filmes e séries para uma empresa de streaming. A Netflix comprou o pacote. Ainda não há previsão de estreia ou detalhes sobre como o universo de Nárnia será dividido entre filmes e séries. O longa que estava sendo desenvolvido foi escrito pelo roteirista David Magee (“As Aventuras de Pi”). Ele anunciou que tinha concluído o roteiro da adaptação de “As Crônicas de Nárnia: A Cadeira de Prata” há três anos. E, em 2017, o cineasta Joe Johnston (“Capitão América: O Primeiro Vingador”) chegou a ser definido como diretor. Com sete títulos, a coleção literária de C.S. Lewis já vendeu mais de 100 milhões de exemplares ao redor do mundo. E a Netflix adquiriu os direitos de todos eles, podendo, inclusive, recomeçar a contar a história desde o começo.
Sylvester Stallone e Dave Bautista detonam no trailer de Rota de Fuga 3
A Lionsgate divulgou o trailer de “Escape Plan: The Extractors”, terceiro filme da franquia “Rota de Fuga”, que volta a trazer Sylvester Stallone no papel de um arquiteto musculoso especializado em detonar tudo. Com tiros e os punhos. Desta vez, ele não tem que fugir de uma cadeia, mas resgatar pessoas – inclusive sua namorada (Jaime King, vista em “Rota de Fuga 2: Hades”) – de uma fortaleza protegida por criminosos fortemente armados. Para isso, reúne um time de apoio, voltando a trabalhar com Dave Bautista (“Guardiões da Galáxia”) e 50 Cent (“Power”), com quem contracenou no segundo longa. O trailer conta toda a história, chegando ao cúmulo de mostrar a luta final de Stallone contra o vilão interpretado por Devon Sawa (da série “Nikita”). Este relaxamento pode ter a ver com o fato de “Escape Plan: The Extractors” não ser um lançamento de cinema, mas de VOD e Blu-ray. O filme é dirigido por John Herzfeld (“A Vida e a Morte de Bobby Z”) e ainda tem Zhang Jin (“Círculo de Fogo: A Revolta”) e Harry Shum Jr. (“Shadowhunters”) no elenco. O lançamento em vídeo e streaming está marcado para 2 de julho nos Estados Unidos e não há previsão para o Brasil.
Vilã Mercy Graves vai aparecer em Titãs completamente diferente de sua versão em Supergirl
A vilã dos quadrinhos Mercy Graves vai aparecer na 2ª temporada de “Titãs” (Titans). E representada por uma triz completamente diferente de todas as intérpretes anteriores da personagem, que tampouco mantiveram um padrão. A assistente/guarda-costas letal de Lex Luthor foi introduzida em 1996 em “Superman: A Série Animada”, como uma jovem ruiva dublada por Lisa Edelstein (de “House”). Fez tanto sucesso que, assim como a Arlequina, acabou adotada pelos quadrinhos, que a desenharam loira. Até que o reboot de 2011 mudou radicalmente sua etnia, transformando-a em asiática. Por isso, ao receber carne e osso pela primeira vez em “Batman vs. Superman” (2016), foi interpretada por uma atriz japonesa, Tao Okamoto (“Wolverine: Imortal”). No ano passado, Mercy ressurgiu na TV como vilã da série “Supergirl” – em versão caucasiana, mas com cabelos morenos e sotaque britânico, na interpretação de Rhona Mitra (que estrelou as duas primeiras temporadas da série “The Last Ship”). Em “Titãs”, porém, ela será vivida por uma atriz negra, Natalie Gumede. Mas, por outro lado, manterá o sotaque britânico. A participação na série da plataforma DC Universe será o primeiro trabalho americano da inglesa Gumede, que tem várias séries britânicas no currículo, de “Doctor Who” a “Vera”. Em comunicado, os produtores de “Titãs” descreveram Graves como “impiedosa e engenhosa”: “Ela serve ao seu chefe com lealdade inquestionável. Sua conexão com os Luthor é profunda, já que Mercy é uma amiga da família desde a infância do vilão”. O detalhe que chama atenção no texto é a menção a Luthor. Pode significar que a série também terá um novo intérprete para o arqui-inimigo de Superman, após Jon Cryer (“Two and a Half Men”) arrasar no papel na 4ª temporada de “Supergirl”, encerrada em maio passado. Isto pode acabar confundindo os espectadores. De todo, é fácil supor que a participação do supervilão e sua assistente tenha relação com a presença de Superboy, já escalado na 2ª temporada de “Titãs”. Ele será vivido pelo ator australiano Joshua Orpin (“The Neon Spectrum”). No Brasil, “Titãs” é distribuída pela Netflix, que ainda não definiu a data de estreia da 2ª temporada.










