Valentina Cortese (1923 – 2019)
Valentina Cortese, atriz italiana indicada ao Oscar por sua interpretação em “A Noite Americana” (1973), clássico de François Truffaut, morreu nesta quarta (10/7) em Milão, aos 96 anos. Nascida em Milão em 1923, Cortese foi uma das principais “mocinhas” do cinema italiano dos anos 1940, lançada à fama com o papel de Lisabetta em “A Farsa Trágica” (1942), de Alessandro Blasetti. Ela fez nada menos que 26 filmes em sua primeira década de atividade, boa parte deles aventuras de capa e espada, conquistando aclamação para além das fronteiras nacionais ao interpretar tanto Fantine quanto Cosette na versão italiana de “Os Miseráveis”, lançada como dois filmes diferentes em 1948. A repercussão rendeu um contrato com a 20th Century Fox, que a lançou nos Estados Unidos no clássico noir “Mercado de Ladrões” (1949), de Jules Dassin. Fez vários filmes americanos, entre eles “Terrível Suspeita” (1951), de Robert Wise, e “A Condessa Descalça” (1954), de Joseph L. Mankiewicz. Mas a ironia é que Hollywood a tornou ainda mais popular na Europa, o que a levou de volta à Itália. Em seu retorno triunfal, a atriz passou a trabalhar com os grandes mestres do cinema italiano. Os convites não eram mais para papéis de donzelas em aventuras ligeiras, mas para participar de obras dos mais variados gêneros, do drama ao terror, a maioria cultuadíssima, como “As Amigas” (1955), de Michelangelo Antonioni, “Olhos Diabólicos” (1963), de Mario Bava, “Julieta dos Espíritos” (1965), de Federico Fellini, e “Irmão Sol, Irmã Lua” (1972), de Franco Zeffirelli, A atriz ainda participou de filmagens americanas na Itália, como “Barrabás” (1961), passado na Roma antiga, o drama “A Visita” (1964) e o filme de guerra “O Segredo de Santa Vitória” (1969). E trabalhou em produções inglesas, francesas, alemãs, espanholas, etc, como “Onde o Mundo Acaba” (1956), de Luis García Berlanga, “O Assassinato de Trotsky” (1972), de Joseph Losey, e “O Primeiro Amor” (1970), de Maximilian Schell. O papel de Severine, uma estrela de cinema envelhecida e alcoólatra, no clássico francês “A Noite Americana” (1973), de Truffaut, foi um dos pontos mais altos de sua carreira. Além da indicação ao Oscar, o trabalho lhe rendeu indicação ao Globo de Ouro e o prêmio de Melhor Atriz da BAFTA, a Academia britânica. Ela ainda contracenou com Paul Newman no filme norte-americano de desastre “O Dia em que o Mundo Acabou” (1980) e foi dirigida pelo inglês Terry Gilliam na comédia de época “As Aventuras do Barão Munchausen” (1988), entre dois trabalhos de Zeffirelli, a minissérie “Jesus de Nazaré” (1977) e seu último longa, “Sonho Proibido” (1993), antes de aposentar das telas, com a fama de ter sido uma das maiores divas da história da Cinecittà.
Rip Torn (1931 – 2019)
O ator veterano Rip Torn, que foi indicado ao Oscar e venceu um Emmy, morreu na terça-feira (9/7) de causas naturais em sua casa em Connecticut, aos 88 anos. Ao longo de sua carreira de seis décadas, Torn apareceu em quase 100 longas-metragens, incluindo grandes clássicos do cinema, entre eles “A Mesa do Diabo” (1965), “O Homem que Caiu na Terra” (1976) e “MIB – Homens de Preto” (1997). Ele nasceu Elmore Rual Torn Jr. em 6 de fevereiro de 1931, em Temple, Texas. O apelido “Rip” veio da infância e o acompanhou ao ingressar no Instituto de Artes Performáticas de Dallas, onde teve como professor Baruch Lumet, o pai do diretor Sidney Lumet, e no Actors Studio, de Nova York, onde estudou ao lado de sua futura esposa, a atriz Geraldine Page (“O Regresso para Bountiful”). Seu estilo de interpretação foi comparado a James Dean e Marlon Brando pelo diretor Elia Kazan, que deu a Torn sua primeira grande oportunidade – como o substituto de Ben Gazzara na montagem teatral de “Gata em Teto de Zinco Quente”, de Tennessee Williams, em 1955. Kazan foi quem também o levou ao cinema, dando-lhe pequenos papéis em “Boneca de Carne” (1956) e “Um Rosto na Multidão” (1957), antes de escalá-lo ao lado de Paul Newman e Page na montagem teatral de “Doce Pássaro da Juventude”, outra peça de Williams, que rendeu a Torn uma indicação ao Tony em 1960. Todos os três reprisaram seus papéis na filmagem da história lançada nos cinemas em 1963. Seus primeiros papéis de destaque nas telas vieram em filmes de guerra, “Para que os Outros Possam Viver” (1957) e “Os Bravos Morrem de Pé” (1959). Em seguida, apareceu como Judas na superprodução “O Rei dos Reis” (1961), de Nicholas Ray, e participou de muitos programas de TV da época, incluindo “Os Intocáveis”, “Rota 66” e “O Agente da UNCLE”, geralmente como “ameaça” da semana. Torn costumava ser escalado como vilão em dramas sombrios, personagens sem escrúpulos como o psiquiatra que filmava suas amantes em “Coming Apart” (1969) ou o chantagista de “A Mesa do Diabo” (1965), que tenta obrigar Steve McQueen a participar de um jogo de pôquer manipulado. Como intérprete que seguia o “método” de incorporação de personagens do Actors Studio, isso também resultava em períodos de instabilidade mental, que acabaram lhe rendendo uma reputação de criador de problemas. Diz a lenda que ele estava pronto para o papel de sua vida em “Easy Rider – Sem Destino” (1969), quando puxou uma faca para o ator e diretor Dennis Hopper numa lanchonete. Foi demitido e Jack Nicholson assumiu seu personagem. Como todos sabem, a carreira de Nicholson explodiu com a aparição no filme de Hopper. Torn contestou essa história, dizendo que foi Hopper quem puxou a faca e o processou por difamação. Ganhou US$ 475 mil por perdas e danos. Mas aquela não foi a única altercação do ator com um de seus diretores. Durante uma luta improvisada em “Maidstone” (1970), Torn atacou Norman Mailer com um martelo e teve o ouvido mordido na confusão que se seguiu. Seu casamento com Geraldine Page não passou pela mesma turbulência. Os dois ficaram juntos de 1963 a 1987, até ela morrer de ataque cardíaco, aos 62 anos. Homem de família, Torn também ajudou a lançar a carreira de sua prima, a atriz Sissy Spacek (a “Carrie, a Estranha” original). E se casou novamente com Amy Wright, atriz conhecida por “Stardust Memories” (1980) e “O Turista Acidental” (1988). Entre os muitos sucessos da primeira fase de sua carreira, destacam-se ainda “O Homem que Caiu na Terra” (1976), como um amigo e confidente de David Bowie, e “Retratos de uma Realidade” (1983), pelo qual foi indicado ao Oscar de Melhor Ator Coadjuvante. Mas uma participação em “Apertem os Cintos, o Piloto Sumiu 2” (1982) inaugurou um novo capítulo em sua filmografia, mostrando que o lendário homem mau podia ser engraçadíssimo. Sem planejamento aparente, Torn começou a incluir comédias entre seus thrillers. Em meio a “O Limite da Traição” (1987) e “Robocop 3” (1993), começaram a aparecer títulos como “Nadine – Um Amor à Prova de Bala” (1987), “Um Visto para o Céu” (1991), “Por Água Abaixo” (1996) e “Advogado por Engano” (1997), que mostraram sua versalidade. Rip Torn virou comediante de vez ao entrar na famosa série “The Larry Sanders Show”, primeiro grande sucesso do canal pago HBO, no papel de Artie, o produtor desonesto do talk show fictício de Larry Sanders (personagem de Garry Shandling). A comédia inovadora foi exibida de 1992 a 1998, e Torn foi indicado ao Emmy por cada uma das seis temporadas, vencendo o troféu de Melhor Ator Coadjuvante em Série de Comédia em 1996. Mas, curiosamente, ele relutou em fazer a série, pois àquela altura se considerava ator de cinema. Acabou aceitando o emprego porque, segundo contou, devia muito dinheiro aos familiares. Mesmo assim, se recusou a fazer teste para o papel. Shandling teve paciência para convencê-lo a ler um trecho do roteiro do piloto com ele, e saiu da reunião para informar aos produtores que estava vindo do “melhor sexo” da sua vida. Os produtores toparam, porque se basearam nas comédias que Torn tinha feito no cinema, especialmente “Um Visto para o Céu”, de Albert Brooks. Entretanto, quando a série foi ao ar, muitos ainda se surpreenderam em descobrir que o malvadão Rip Torn era engraçado. Ele conquistou a indústria, a crítica e o público. E deixou de ser levado tão a sério – no bom sentido. Após vencer o Emmy, a carreira cinematográfica de Torn continuou crescendo, em vez de se encerrar como ele temia. Sua filmografia acrescentou o blockbuster “MIB – Homens de Preto” (1997), no qual desempenhou o papel de Zed, o chefe dos Homens de Preto, que voltou na continuação de 2002. Ele também fez uma participação no terceiro filme, de 2012, filmou três dramas indicados ao Oscar, “O Informante” (1999), “Garotos Incríveis” (2000) e “Maria Antonieta” (2006), além de diversas comédias, entre elas “Com a Bola Toda” (2004) e “Os Seus, os Meus e os Nossos” (2005). Seu sucesso acabou com o estigma do “ator de TV” e inspirou vários outros astros do cinema a seguir seus passos. Pioneiro, Torn ajudou a dar peso cinematográfico às séries e a dar à HBO o padrão de qualidade que revolucionou a indústria televisiva. Ele ainda voltou à TV em participações recorrentes nas séries “Will & Grace” e principalmente em “30 Rock”, na qual viveu Don Geiss, chefe do protagonista Jack Donaghy (Alec Baldwin). Este papel lhe rendeu sua última indicação ao Emmy em 2008, a 9ª de sua carreira.
Olha Quem Está Falando vai ganhar remake do diretor de Padrinhos Ltda.
A Sony contratou o cineasta Jeremy Garelick (“Padrinhos Ltda.”) para escrever e dirigir uma nova versão de “Olha Quem Está Falando”, comédia infantil estrelada por Kirstie Alley e John Travolta em 1989. O detalhe é que esta não é a primeira vez que a Sony anuncia o projeto, que tenta sair do papel desde 2010. Para quem morou em algum lugar sem televisão nos últimos 30 anos, “Olha Quem Está Falando” é aquela Sessão da Tarde do bebê falante. Na trama, o público acompanha o cotidiano de um casal (Travolta e Alley) sob o ponto de um bebê (que tinha seus pensamentos dublados por Bruce Wiilis). O detalhe mais importante é que “Olha Quem Está Falando” estreou em uma época em que ainda havia poucas mães solteiras retratadas no cinema, e o filme conseguiu tratar o tema com naturalidade e bom humor. Em comunicado, Garelick disse que considera o remake um desafio “porque foi um filme realmente bom”. “Travolta e Kirstie Alley tiveram uma ótima química e Amy Heckerling escreveu um ótimo roteiro. Estamos nos estágios iniciais de descobrir qual é a versão moderna daquela história”, explicou. Com um orçamento de US$ 7,5 milhões, o filme original arrecadou mais de US$ 300 milhões no mundo todo. Fez tanto sucesso que teve duas continuações: “Olha Quem Está Falando Também”, sobre o nascimento da irmãzinha do bebê original, e “Olha Quem Está Falando Agora”, onde os dois cães da família começavam a ter seus pensamentos narrados – sério. Relembre o trailer do filme original abaixo.
Felicity Jones vai se juntar a George Clooney em sci-fi da Netflix
A primeira sci-fi dirigida por George Clooney, “Good Morning, Midnight”, definiu sua protagonista feminina. Segundo fontes do site Deadline, a atriz Felicity Jones (“Rogue One”) já teria assinado contrato para atuar no longa ao lado de Clooney, que além de dirigir vai coestrelar a produção. Conhecida pelo papel de Jyn Erso, a rebelde protagonista de “Rogue One: Uma História Star Wars”, a atriz britânica já tem uma indicação ao Oscar (por sua performance em “A Teoria de Tudo”) e neste ano estrelou a cinebiografia “Suprema”, baseada na juventude da juíza Ruth Bader Ginsburg. “Good Morning, Midnight” é uma adaptação do livro de mesmo nome de Lily Brooks-Dalton, que está sendo desenvolvida para a plataforma Netflix. A trama pós-apocalíptica acompanha duas histórias paralelas: a de Augustine (Clooney), um cientista solitário no Ártico, que tenta fazer contato com a tripulação da nave espacial Aether, e da astronauta Sullivan (possivelmente Jones, ainda não confirmada), que retorna de uma missão pioneira à Júpiter sem saber que a Terra já não é mais a mesma. A adaptação foi escrita por Mark L. Smith, roteirista de “O Regresso” (2015) e “Operação Overlord” (2018). O último filme dirigido por Clooney foi a comédia de humor negro “Suburbicon: Bem-vindos ao Paraíso”, de 2017, que não foi bem-recebida por público e crítica. Depois disso, ele estrelou, produziu e dirigiu a série “Catch 22” na plataforma de streaming Hulu.
Netflix vai perder Friends e The Office em 2020
A guerra do streaming continua a tirar pedaços da Netflix. Após a Disney retirar suas produções da plataforma para lançar seu próprio serviço, Disney+ (Disney Plus), a Netflix vai perder dois dos carros-chefes de seu catálogo de séries clássicas, “Friends” e “The Office”, a partir de 2020. “Friends” foi uma das séries incluídas pela WarnerMedia no anúncio desta terça (9/7) de sua própria plataforma de streaming, HBO Max, enquanto “The Office” será destaque do serviço em desenvolvido pela Comcast, empresa dona dos estúdios Universal. Os programas de catálogo aparecem entre os mais vistos da Netflix em pesquisas recentes da Nielsen e de outras empresas de medição de audiência que tentam contabilizar os hábitos do público da plataforma. Depois de anos considerando o licenciamento de seus programas como uma forma de faturamento secundário, as produtoras passaram a valorizar seu conteúdo original, que ganharam novo contexto na configuração dos serviços oferecidos diretamente ao consumidor (D2C, direct to consumer). A expectativa é que as receitas perdidas sejam compensadas por assinaturas dos novos serviços. Por sua vez, a perda de produções dos estúdios tradicionais de Hollywood tende a forçar a Netflix a investir ainda mais em conteúdo próprio para manter sua base e atrair novos assinantes. Entretanto, uma pesquisa divulgada em abril revelou que, embora a Netflix venha investindo pesado em conteúdo original há algum tempo, o material mais visto da plataforma são produções licenciadas – séries como “Friends”, “The Office” e até “Grey’s Anatomy”, que também vai trocar de endereço e estrear no Disney+ (Disney Plus).
HBO Max: Plataforma de streaming da WarnerMedia ganha nome, logo e detalhes
A WarnerMedia anunciou o nome oficial do seu vindouro serviço de streaming. A plataforma se chamará HBO Max e terá conteúdo das emissoras HBO, TNT, TBS, Turner Classic Movies (TCM) e CW, dos canais de animação Cartoon Network, Rooster Teeth, Adult Swim e Crunchyroll, e também todo o catálogo da Warner Bros., New Line, Looney Tunes, CNN e DC Entertainment. Prometendo 10 mil horas de conteúdo já na sua estreia, o serviço oferecerá séries como “Game of Thrones”, “Big Little Lies” e “Chernobyl”, além de filmes, atrações clássicas da TV – entre elas, o fenômeno “Friends”, que sairá da Netflix – e produções originais. “A HBO Max reunirá o diverso e rico material da WarnerMedia para criar programação e experiências de usuário nunca antes vistas em uma plataforma de streaming”, disse Robert Greenblatt, presidente da WarnerMedia Entertainment e Direct-To-Consumer, em comunicado. “A programação de classe mundial da HBO lidera o caminho, cuja qualidade será o princípio orientador de nosso novo conjunto de Max Originals, nossas aquisições empolgantes e o melhor das bibliotecas da Warner Bros, começando com o fenômeno que é ‘Friends'”, completou. A HBO Max será inaugurada no final de 2019 em fase teste nos EUA, com implementação definitiva em 2020, mas ainda não possuiu previsão de chegada ao Brasil e nem preço de assinatura divulgados até o momento. Também não há informação a respeito do impacto do lançamento sobre os serviços de streaming pré-existentes da WarnerMedia, como HBO Now e DC Universe. Isto é, se eles continuarão a existir paralelamente à nova plataforma. As séries originais do serviço anunciadas até o momento são: – “Dune: The Sisterhood”, um derivado do universo sci-fi de “Duna”, desenvolvido pelo diretor Denis Villeneuve, responsável pela nova adaptação cinematográfica da obra literária. – “Tokyo Vice”, sobre a Polícia Metropolitana de Tóquio, estrelada por Ansel Elgort (“Em Ritmo de Fuga”). – “The Flight Attendant”, thriller estrelado por Kaley Cuoco (“The Big Bang Theory”). – “Love Life”, comédia romântica em formato de antologia estrelada por Anna Kendrick e produzida pelo cineasta Paul Feig, que trabalharam juntos no recente “Um Pequeno Favor”. – “Station Eleven”, serie pós-apocalíptica baseada no best-seller internacional de Emily St. John Mandel, adaptada por Patrick Somerville, criador de “Maniac”, e direção de Hiro Murai (“Atlanta”). – “Made for Love”, outra série de Somerville, desta vez uma comédia romântica com direção de SJ Clarkson (“Os Defensores”). – “Gremlins”, desenho animado baseado no filme clássico de 1984. Além dessas atrações, a Berlanti Prods, produtora de Greg Berlanti (“Supergirl”, “Riverdadle”), e a Hello Sunshine, da atriz Reese Witherspoon (“Big Little Lies”), vão desenvolver, respectivamente, quatro e dois filmes exclusivamente para a plataforma. Para completar, a rede CW não renovou seu acordo com a Netflix e todas as produções da Warner feitas para a emissora terão a HBO Max como segunda janela, a começar por “Batwoman” e “Katy Keene”. O serviço incluirá igualmente a dezena de séries novas que estão sendo desenvolvidas para a HBO, de “Watchmen” ao remake de “Perry Mason”. Ou seja, o slogan clássico da HBO, “It’s not TV”, passa a adquirir um novo sentido com a HBO Max.
Ator da série Warrior vai viver Sub-Zero no novo filme de Mortal Kombat
O ator indonésio Joe Taslim foi escalado num dos papéis mais icônicos dos games de “Mortal Kombat” no novo filme da franquia. Ninguém menos que o lutador superpoderoso Sub-Zero. Ele ficou conhecido justamente por conta de suas habilidades de luta demonstradas no cultuadíssimo “Operação Invasão” (The Raid, 2011). O sucesso do filme lhe abriu as portas em Hollywood e ele já apareceu em filmes das sagas “Velozes e Furiosos” e “Star Trek”, além de integrar o elenco da série “Warrior” – exibida no Brasil pelo canal pago Max Prime. Taslim é o primeiro nome confirmado na produção, que será o primeiro filme do veterano diretor de comerciais Simon McQuoid. A produção está a cargo de James Wan (diretor de “Invocação do Mal” e “Aquaman”) e as filmagens vão acontecer ainda este ano na Austrália. A ideia de resgatar “Mortal Kombat” circula por Hollywood desde 2011, quando a Warner contratou o diretor Kevin Tancharoen, após o sucesso de seu vídeo do YouTube “Mortal Kombat: Rebirth”. O projeto acabou rendendo uma série para o YouTube, mas o filme nunca saiu do papel, levando Tancharoen a buscar “outras oportunidades criativas”. Wan embarcou na produção em 2015, mas avisou que não iria apressar o desenvolvimento. Tanto que Simon McQuoid foi contratado para dirigir o filme em 2016, a partir de um roteiro desenvolvido por Dave Callaham (“Os Mercenários”) e Oren Uziel (“Anjos da Lei 2”). A franquia já rendeu dois filmes nos anos 1990. O primeiro foi dirigido por Paul W.S. Anderson (franquia “Resident Evil”) em 1995 e é considerada a primeira adaptação bem-sucedida de um videogame. A sequência, “Mortal Kombat: Aniquilação” (1997), ficou a cargo de John R. Leonetti, que por coincidência trabalhou com James Wan como diretor de fotografia de “Invocação do Mal” (2013). Mas o filme foi um fracasso. Depois disso, a franquia também teve uma série de TV, “Mortal Kombat: Conquest”, com apenas uma temporada em 1998, e a série de streaming de Kevin Tancharoen, “Mortal Kombat: Legacy”, que durou duas temporadas em 2011 e 2012.
Another Life: Atriz de Battlestar Galactica volta ao espaço em teaser de nova série da Netflix
A Netflix divulgou as primeiras fotos e o teaser de “Another Life”, nova série de ficção científica que marca a volta de Katee Sackhoff às tramas espaciais, dez anos após o final da cultuada “Battlestar Galactica”. A trama da série é centrada na astronauta Niko Breckinridge (personagem de Sackhoff), que lidera uma missão para explorar a existência de uma inteligência alienígena, por meio da investigação de um artefato misterioso. Isto leva sua equipe a enfrentar um perigo inimaginável e uma viagem possivelmente sem volta. O elenco também inclui Selma Blair (do “Hellboy” original), Elizabeth Faith Ludlow (“The Walking Dead”), Justin Chatwin (“Shameless”), Tyler Hoechlin (“Supergirl”), Jake Abel (“The Beach Boys: Uma História de Sucesso”), Jessica Camacho (“The Flash”), Blu Hunt (“The Originals”), A.J. Rivera (“Grandfathered”), Samuel Anderson (“Witless”), Alexander Eling (“Shadowhunters”) e Greg Hovanessian (“The Mist”). “Another Life” é uma criação de Aaron Martin (criador da série de terror “Slasher”) e tem produção de Noreen Halpern (minissérie “Alias Grace”). Com 10 episódios, a 1ª temporada estreia em 25 de julho em streaming.
Trailer de Vai que Cole 2 – O Começo mostra prólogo da série do Multishow
A Conspiração Filmes divulgou o pôster e o trailer do segundo filme derivado da série “Vai que Cole”. Desta vez, é um prólogo. “Vai que Cole 2 – O Começo” conta como a turma do Méier se conheceu e se passa antes da trama da série do canal pago Multishow, lançada em 2013 – embora os atores sejam os mesmos e estejam seis anos mais velhos. A trama apresenta a casa de Dona Jô (Catarina Abdalla), quando ela ainda não era uma pensão e a personagem vivia sozinha com Jéssica (Samantha Schmütz). Ferdinando (Marcus Majella) e Máicol (Emiliano d’Avila), neste ponto, apenas sonhavam em morar no Rio, enquanto Terezinha (Cacau Protásio) morava no Morro do Cerol com Tiziu. O grupo se encontra em uma feijoada que Terezinha organiza para o bicheiro. O humor segue o padrão caricatural de série, repleto de gente burra, sem educação, que não sabe falar direito a própria língua e age como criança. O que, por sinal, justifica o título gramaticalmente errado da franquia. Mas também pinta um quadro pouco lisonjeiro da vida nos subúrbios cariocas – ao contrário, por exemplo, do retrato digno de “A Grande Família”. O elenco ainda conta com Fiorella Mattheis, Silvio Guindane, Érico Brás, Alice Morena, Paulinho Serra, Mary Sheyla, Sergio Mallandro e Marcelo Medici. Dirigido por César Rodrigues, que também faz parte da equipe da série, o longa chega aos cinemas no dia 12 de setembro.
Dora e a Cidade Perdida ganha trailers diferentes para o Brasil e os Estados Unidos
A Paramount divulgou o terceiro pôster e dois novos trailers do filme live-action de “Dora, a Aventureira” (Dora the Explorer), que foi batizado de “Dora e a Cidade Perdida”. Curiosamente, a versão dublada em português é diferente da lançada para o público americano. O vídeo nacional enfatiza mais o humor infantil e bichos criados com efeitos especiais, que não deviam estar prontos na época do primeiro trailer. Já a prévia americana explica a trama e mostra mais a vida de Dora com “seus amigos na cidade”. Mas ambos acabam do mesmo jeito, com piada de pum, item aparentemente contratual nas produções para crianças. Desde que estreou em 2000, a série original animada do canal infantil Nickelodeon já exibiu quase 200 episódios em formato educativo, no qual os personagens resolvem desafios que geram perguntas para os espectadores mirins. Fez tanto sucesso que gerou um spin-off, “Dora e Seus Amigos na Cidade”. O filme junta as premissas das duas séries, mas deixa o aspecto educativo de lado para apresentar a jovem como uma espécie de Lara Croft adolescente, filha de um casal Indiana Jones latino, que vai precisar de todas as suas habilidades para salvar a si e a seus colegas de escola de um sequestrador que os arrasta para os trópicos em busca de um tesouro perdido. A produção traz a atriz Isabela Moner (de “Transformers: O Último Cavaleiro”) no papel-título – por coincidência, a jovem de 17 anos já fazia parte do universo de Dora, como a dubladora original de Kate, uma das amigas da protagonista na série derivada. O elenco ainda destaca Eva Longoria (“Desperate Housewives”) e Michael Peña (“Homem-Formiga e a Vespa”) como os pais da pequena aventureira, além de Eugenio Derbez (“Não Aceitamos Devoluções”), Madeleine Madden (“Tidelands”), Temuera Morrison (“Aquaman”), Adriana Barraza (“The Strain”), Q’orianka Kilcher (“The Alienist”), Nicholas Coombe (“The Magicians”), Jeffrey Wahlberg (sobrinho de Mark Wahlberg ) e Danny Trejo (“Machete”) como a voz do macaco Botas. O roteiro foi escrito por Nicholas Stoller (“As Aventuras do Capitão Cueca: O Filme”) e a direção está a cargo de James Bobin (“Alice Através do Espelho”), que voltam a se juntar após a parceria de “Os Muppets” (2011). “Dora e a Cidade Perdida” tem estreia marcada para 15 de agosto no Brasil, duas semanas depois do lançamento nos Estados Unidos.
The Stand: Marilyn Manson vai estrelar série sobre o Anticristo baseada em clássico de Stephen King
Marilyn Manson foi escalado para atuar na nova minissérie baseada no clássico do terror literário “The Stand – A Dança da Morte”, de Stephen King. O cantor revelou sua escalação em entrevista à revista Revolver. “Shooter [Jennings] e eu gravamos um cover de ‘The End’, do The Doors, para a minissérie ‘The Stand’, na qual eu também vou atuar”, contou. Ele não revelou qual será seu papel na produção, mas a história mostra o Anticristo, papel que parece sob-medida para o autor do disco “Antichrist Superstar”. Publicado em 1978, o romance de 1,1 mil páginas é um dos poucos clássicos de King que nunca ganhou versão de cinema. Mas já foi transformado em minissérie, com um elenco grandioso (Gary Sinise, Molly Ringwald e Rob Lowe) e muito sucesso em 1994. A trama acompanha o extermínio da humanidade por uma praga de laboratório e a luta pela sobrevivência dos poucos que escapam do apocalipse, apenas para descobrir que o Anticristo se prepara para eliminar o que resta da civilização. A adaptação terá 10 episódios, que serão dirigidos por Josh Boone (“A Culpa É das Estrelas”). O cineasta estava desenvolvendo o projeto para o cinema, mas após anos de negociações e dificuldades de condensar a história, de fôlego épico, optou por uma versão em capítulos. Caso fosse fazer um filme, ele afirmou que precisaria de quatro longa-metragens. 10 capítulos têm basicamente a mesma duração. O próprio Boone assina o roteiro em parceria com Ben Cavell (roteirista das séries “Justified” e “Homeland”). O elenco é encabeçado por James Marsden (“X-Men”, “Westworld”), Amber Heard (“Aquaman”), Whoopi Goldberg (“Instinct”), Greg Kinnear (“House of Cards”), Odessa Young (“Assassination Nation”) e o brasileiro Henry Zaga (“13 Reasons Why”). A estreia vai acontecer ao longo de 2020 na plataforma americana de streaming CBS All Access.
Homem-Aranha: Longe de Casa bate recorde de faturamento com publicidade mundial
Os US$ 580M (milhões) de bilheteria mundial de “Homem-Aranha: Longe de Casa” não foram a única arrecadação conquistada pelo filme do super-herói da Marvel até o momento. O lançamento também estabeleceu um novo recorde em Hollywood por conta de sua receita publicitária, com US$ 288M arrecadados com licenciamentos e product placements. O valor supera os cerca de US$ 200M de “Vingadores: Ultimato” e é 106% superior ao total de mídia promocional de “Homem-Aranha: De Volta ao Lar” (US$ 140M) com pagamentos de mais de 30 marcas diferentes. A fortuna publicitária supera o orçamento completo da produção (US$ 180M) e mais gastos de marketing com a divulgação do filme. O que significa que “Homem-Aranha: De Volta ao Lar” já chegou aos cinemas totalmente pago e sua bilheteria representa lucro livre para a Sony e a Disney, parceiras no “investimento”. Além do recorde financeiro, “Homem-Aranha: Longe de Casa” também registra a maior exposição já vista para um filme, como resultado de mais de US$ 2 bilhões injetados em publicidade “alternativa”, feita por parceiros e exposta em cerca de 1,7 milhões de pontos varejistas, mais de 40 anúncios diferentes para produtos associados e incontáveis impressões em embalagens, atividades sociais e eventos de marca, entre outras iniciativas. Ubíquo, o Homem-Aranha pode ser visto atualmente em caixas de pizzas da Papa John, voando num vídeo de segurança da United Airlines, em mais de 500 milhões de latas e garrafas de refrigerantes e embalagens de refeição do Burger King. Algumas campanhas chegam a contar com participação do próprio ator Tom Holland, como o comercial da Audi em que Peter Parker (Holland) leva um carro elétrico “secreto” da marca para a feira de ciências da sua escola. O carro também recebeu exposição no filme, assim como a United Airlines, que é a empresa aérea que leva a turma de escola de Peter para a Europa – e por conta disso incluiu o herói no vídeo de segurança que está sendo exibido para seus passageiros atuais. A marca de salgadinhos Doritos também adotou o personagem numa campanha global, que inclui desde exibição do Homem-Aranha em suas embalagens até conteúdo digital exclusivo, com um jogo online. E a empresa de refrigerante Dr. Pepper chegou a lançar um novo sabor exclusivo – seu primeiro em cinco anos – para acompanhar o filme. O Homem-Aranha ainda está ajudando a vender uma grande variedade de produtos da Kellogg’s, Dunkin Donuts, KFC, Danone, bolachinhas, chocolates, água mineral, televisões e até cadernetas de poupança bancárias, sem esquecer campanhas de turismo em Nova York e na Europa, com direito aos passeios do herói no filme. A campanha global inclui atividades na China, Singapura, Itália, México, Espanha, França, Reino Unido e até no Brasil, onde Burger King lançou uma campanha de mídia e produtos, como um menu infantil e outras atrações temáticas.
Estreia de Homem-Aranha: Longe de Casa rende mais de R$ 30 milhões no Brasil
A estreia de “Homem-Aranha: Longe de Casa” arrecadou R$ 30,3 milhões e levou 1,6 milhão de pessoas aos cinemas entre quinta e domingo (7/7) no Brasil, segundo levantamento da Comscore. A nova aventura do super-herói foi lançada em 1005 salas de cinema, desbancando filmes que perderam salas, como “Toy Story 4” e “Anabelle 3”. A arrecadação inclui o recorde de melhor dia de estreia no país em todos os tempos – R$ 8 milhões na quinta-feira (3/7). Com a distribuição reduzida para 649 salas, a animação da Disney-Pixar caiu para o 2º lugar, após liderar o ranking dos cinemas brasileiros por duas semanas. “Toy Story 4” arrecadou R$ 10,6 milhões e teve público de 621 mil pessoas. Desde a estreia, a animação acumula R$ 82,9 milhões em bilheteria e 5 milhões de espectadores. Ocupando metade desse espaço, com 321 salas, “Anabelle 3: De Volta para Casa” ficou em 3º lugar, com R$ 4,4 milhões de bilheteria e público de 268 mil. Em cartaz há duas semanas, já foi visto por um 1 milhão de pessoas e faturou R$ 16 milhões. “Turma da Mônica – Laços” fez um pouco menos em mais salas: R$ 3,8 milhões e 237 mil espectadores com 373 telas. Em duas semanas no circuito, o filme soma R$ 11,9 milhões e teve público de 787 mil pessoas. Mas manteve o 4º lugar, enquanto “Pets: A Vida Secreta dos Bichos” caiu do 3º para o 5º no último fim de semana. Veja abaixo o Top 10 dos cinemas brasileiros, de acordo com a Comscore. TOP 10 #bilheteria #cinema Final de Semana 4 a 7/07:1. Homem Aranha: Longe de Casa2. Toy Story 43. Annabelle 3: de volta para casa4. Turmada Monica : Laços5. PetsA Vida Secreta dos Bichos 2 6. Aladdin7. Dor de Gloria8. Rocketman9. Um Homem Fiel10. MIB Homens de Preto — Comscore Movies BRA (@cSMoviesBrazil) July 8, 2019










