Programação digital destaca novo terror dos diretores de Boa Noite, Mamãe
As melhores estreias digitais deste fim de semana são filmes de terror. Tem terror indie de sereia, terror brasileiro de assombração e o novo terror dos diretores austríacos de “Boa Noite, Mamãe”, passado numa cabana isolada pela neve. Por sinal, o clima tenso também se estende ao suspense do professor que resolve ensinar uma lição para seu pior aluno. Confira abaixo mais detalhes destes e de outros lançamentos digitais inéditos nos cinemas brasileiros, disponibilizados nos serviços de VOD (locadoras online) e streaming. A curadoria não inclui, vale reforçar, filmes já exibidos em circuito cinematográfico, incluindo títulos clássicos, nem tampouco produções pouco recomendadas, que, em outros tempos, sairiam diretamente em vídeo. Os destaques online são: O Chalé | Reino Unido, Canadá | 2019 Terror atmosférico com 74% de aprovação no Rotten Tomatoes, “O Chalé” marca a estreia em inglês dos cineastas austríacos Severin Fiala e Veronika Franz, responsáveis pelo desconcertante “Boa Noite, Mamãe” (2014). A trama evoca o filme anterior, ao trazer Riley Keough (“Mad Max: Estrada da Fúria”) como uma madrasta aspirante, passando as férias em um chalé de inverno com o casal de filhos de seu noivo. Isolados depois de uma nevasca, o relacionamento dos três começa a melhorar, até que o passado da mulher como sobrevivente de uma seita suicida vem à tona, junto com a falta de luz, barulhos no escuro e eventos aterrorizantes. O elenco mirim inclui Jaeden Martell, que se destacou no papel principal de “It: A Coisa” (2017). Disponível no iTunes. Professor | EUA | 2019 Suspense indie que recebeu críticas muito positivas (100% de aprovação em 7 resenhas no Rotten Tomatoes), traz David Dastmalchian (“Homem-Formiga e a Vespa”) como o professor do título, um profissional dedicado que percebe que um de seus alunos é alvo constante de assédio do valentão da escola. Quando a violência atinge níveis criminais, ele resolve enfrentar o agressor, mas se depara com um pai protetor e mais perigoso que imaginava. Disponível no Cinema Virtual. A Maldição da Sereia | EUA | 2019 Apesar de independente e barato, produzido com apoio de crowdfunding, o terror surpreende pela história, completamente diferente do que se espera de seu título, com alusões à violência contra mulheres e descaso com o meio-ambiente. A trama acompanha uma sereia pescada no oceano, torturada, mutilada e abandonada num hospício, onde é tratada para superar o delírio de acreditar ser uma criatura do mar. Por curiosidade, a sereia russa Alexandra Bokova apareceu num clipe da banda Smashing Pumpkins (“Solara”), um ano antes do filme. Disponível em Now e Vivo Play. Atrás da Sombra | Brasil | 2020 O primeiro longa do diretor goiano Thiago Camargo é uma mistura de thriller criminal e sobrenatural, que acompanha o detetive Jorge, contratado para investigar um caso numa cidade onde todos são desconfiados e parecem guardar segredos. Exemplar do moderno terror brasileiro, a trama aborda racismo, religião, crenças e descrenças, enquanto entretém com elementos do além – Jorge passa a ter pesadelos com uma assombração, a quem os moradores atribuem crimes. Destaque para a interpretação do músico congolês-brasileiro Bukassa Kabengele (“Irmandade”), ex-integrante da banda soul/funk Skowa e a Máfia, no papel principal. Disponível em Now e Vivo Play. Na Praia de Chesil | Reino Unido | 2017 Adaptação do romance de Ian McEwan (autor de “Desejo e Reparação”), o drama se passa na Inglaterra de 1962, onde um jovem casal com pouco em comum começa um relacionamento marcado por tensões sexuais e pressão social. O romance evolui e culmina em um casamento que não sai como os dois esperavam. Billy Howle (de “Dunkirk”) e Saoirse Ronan (“Adoráveis Mulheres”) têm os papéis principais. Disponível na Looke. A Portuguesa | Portugal, Alemanha | 2018 O filme de Rita Azevedo Gomes adapta um conto de 1924 de Robert Musil (“O Jovem Törless”). Durante a disputa pelo domínio de um principado italiano, Lorde von Ketten viaja até Portugal para encontrar uma esposa. Quando retornam à Itália, ele precisa partir para a guerra novamente, mas sua esposa está determinada a transformar o castelo onde vivem em um lar. Disponível no Mubi. Encantado, o Brasil em Desencanto | França, Brasil | 2018 Documentário produzido na França que retrata o contexto político e social do Brasil entre a eleição de Lula em 2002 e a eleição de Bolsonaro em 2018. O título foi inspirado no nome do bairro de Encantado, em que o cineasta Filipe Galvon cresceu no Rio de Janeiro. Ele mora na França desde 2013 e registra seu desencanto com o Brasil nesse documentário, construído com entrevistas com políticos, como Dilma Rousseff, Ciro Gomes, Fernando Haddad e Guilherme Boulos, e cidadãos comuns. Disponível em Now. Mulher | França | 2019 O documentário de Yann Arthus-Bertrand e Anastasia Mikova é uma continuação temática de “Humano: Uma Viagem Pela Vida” (2015), premiado nos festivais de Vancouver e Pequim. A produção filmou 2 mil mulheres em 50 países para discutir o que significa amor, respeito e lugar no mundo para uma parcela representativa da população mundial. Disponível em iTunes, Google Play, Now, Sky Play, Vivo Play e YouTube Filmes.
São Paulo chega a 10 cines drive-ins em um mês
Com a abertura de mais dois drive-ins, o estado de São Paulo passou a ter dez estabelecimentos do tipo em um mês, oito deles na capital, oferecendo programação regular de cinema. O Drive-In Marte começa a funcionar no aeroporto Campo de Marte neste sábado (18/7), com ingressos que variam de R$ 75 a R$ 100 e uma programação inaugural repleta de filmes inspirados em quadrinhos, como “Coringa”. Já o drive-in Go Dream começa a operar na quinta (23/7) no estádio do Pacaembu, que até recentemente abrigava um hospital de campanha para pacientes contaminados pelo coronavírus. Com espaço para 148 carros, o mais novo drive-in de São Paulo vai cobrar por R$ 200 por veículo, mas há a possibilidade de pagar uma meia-entrada solidária, doando 1 kg de alimento não perecível. A programação dos drive-ins paulistanos, entre esta sexta (17/7) e a próxima quinta, prevê a exibição de 49 filmes diferentes espalhados pelos dez drive-ins. Mas nenhum filme anunciado é inédito. Vale lembrar que até o mês passado a capital paulista não tinha nenhum estabelecimento do gênero – os primeiros foram abertos em 12 de junho, décadas após a tendência dos cinemas para carros sair de moda. Retrato maior da reviravolta, o cine drive-in da Praia Grande era um dos dois únicos estabelecimentos do tipo remanescentes em todo o país antes da pandemia de coronavírus. Ele continua a ser a única opção de cinema no litoral paulista.
Phyllis Somerville (1943 – 2020)
A atriz Phyllis Somerville, conhecida pelos filmes “Pecados Íntimos” e “As Rainhas da Torcida”, morreu na quinta (16/7) de causas naturais em sua casa, na cidade de Nova York, aos 76 anos. Ainda criança, Somerville teve uma pequena aparição na série “Guiding Light”, em 1952, mas seguiu carreira no teatro e só foi reaparecer nas telas três décadas depois, como figurante na comédia de sucesso “Arthur, o Milionário Sedutor”, lançada em 1981. Ela esperou mais uma década antes de decidir se focar no audiovisual, atuando em episódios de várias séries a partir dos anos 1990, como “Nova York Contra o Crime” (NYPD Blue), “Sex and the City”, “Família Soprano” (The Sopranos) e até em três títulos da franquia “Lei & Ordem”: a “Law & Order” original, “Law & Order: SVU” e “Law & Order: Criminal Intent”. Somerville também acumulou participações em filmes famosos, entre eles “Fé Demais Não Cheira Bem” (1992), “Adoráveis Fantasmas” (1998), “Simplesmente Irresistível” (1999) e “Vivendo no Limite” (1999), até que começou a se destacar, alcançando papéis importantes em “Pecados Íntimos” (2006), de Todd Field, como a mãe do pedófilo vivido por Jackie Earle Haley, e em “O Curioso Caso de Benjamin Button” (2008), de David Fincher, como a vovó da versão mirim da personagem de Cate Blanchett. Após seus melhores filmes, ela entrou no elenco de “The Big C”, série de 2010 da HBO sobre a luta de uma mulher com câncer, em que viveu a vizinha suicida da protagonista Laura Linney. Ainda atuou em um episódio de “House of Cards”, antes de virar a mãe do Rei do Crime em “Demolidor” (em 2015), a líder da comunidade alternativa de “Outsiders” (de 2016) e Meemaw no sucesso da Netflix “The Unbreakable Kimmy Schmidt” (em 2017). Nos últimos anos, Sommerville apareceu no suspense “Segredos de Sangue” (2013), estreia do sul-coreano Park Chan-wook em Hollywood, no romance “Nossas Noites” (2017), que voltou a reunir o casal Robert Redford e Jane Fonda, no drama “A Vida de Diane” (2018), premiado no Festival de Tribeca, e na comédia “As Rainhas da Torcida” (2019), onde teve um de seus maiores destaques como uma das personagens do título – um time de cheerleaders da Terceira Idade que também incluía Diane Keaton, Jacki Weaver e Pam Grier. O último papel da atriz foi na série de detetive “Mare of Easttown”, prevista para estrear na HBO em 2021.
Roma rebatiza seu maior auditório com o nome de Ennio Morricone
A Assembleia de Roma aprovou por unanimidade nesta sexta (17/7) o projeto de renomear o Auditorium Parco della Musica (Parque da Música) como Auditorium Ennio Morricone, numa homenagem ao compositor e maestro italiano, autor de trilhas lendárias de cinema, que faleceu no dia 6 de julho aos 91 anos. A homenagem foi realizada numa sessão extraordinária, que contou com uma cerimônia solene e presença da prefeita de Roma e da família de Morricone. Um dos filhos do compositor, Marco, destacou aos presentes sua emoção pela mudança de nome, já que o pai considerava que o Auditorium “como sua casa” e agradeceu aos políticos “pela espontaneidade e pela velocidade” da honraria. Participaram também alguns dos expoentes do cinema e das artes italianas, como o diretor e amigo do maestro romano, Giuseppe Tornatore, que ressaltou o “grande privilégio” de ter conhecido e trabalhado com Morricone, e a Orquestra de Santa Cecília, que abriu a sessão tocando “Deborah’s Theme”, do filme “Era uma Vez na América” (1984). “Hoje estamos celebrando uma pessoa de grande valor humano e artístico que merece que Roma continue a lembrá-lo dignamente por tudo aquilo que ele deixou e que ficará na nossa memória. Estou feliz que essa amável homenagem seja compartilhada com os cidadãos”, disse a prefeita de Roma, Virginia Raggi, ao abrir a sessão legislativa. Raggi lembrou que “até os seus últimos concertos” ficaram lotados tanto na Itália como em outros países e que “Morricone era admirado na sua cidade, mas a sua popularidade foi muito além das fronteiras” italianas. “Uma popularidade que poucos tiveram igual. Para ele, o mundo todo fez homenagens seja no mundo do espetáculo, da cultura ou da política. Foram sentimentos sinceros porque poucos como Morricone souberam emocionar e comover em um sentimento que atravessou gerações. Todos nós temos recordações inesquecíveis, centenas de composições, que poderemos escutar no auditório que levará o seu nome”, finalizou. O presidente da Assembleia, Marcello De Vito, ressaltou que o projeto foi aprovado da maneira mais rápida possível porque “houve uma ação unânime de todas as forças políticas para esse ato necessário e indispensável”. O agora chamado Auditorium Ennio Morricone é o maior complexo musical de Roma, com três salas de concertos e apresentações para os mais diversos tipos de atividades culturais. Ele foi projetado pelo renomado arquiteto Renzo Pieno e inaugurado em 2002.
Briarpatch: Série do criador de Mr. Robot é cancelada após 1ª temporada
O canal pago americano USA Network cancelou “Briarpatch”, nova série produzida por Sam Esmail, o criador de “Mr. Robot”. A atração teve uma temporada estrelada por Rosario Dawson (“Luke Cage”), que contou uma história completa, exibida de fevereiro a abril passados, com muito humor negro e tom quase de paródia de tramas de detetives. Baseada no romance homônimo do escritor Ross Thomas, “Briarpatch” acompanhava Allegra Dill (Dawson), uma investigadora que retorna para sua casa no Texas, na fronteira com o México, depois que sua irmã policial é assassinada. O que começa como a busca pelo assassino logo se transforma em luta para enfrentar uma cidade corrupta. Sam Esmail assinou a produção, mas a série era criação de Andy Greenwald (produtor de “Legion”) e ainda contava com direção da cineasta Ana Lily Amirpour (“Amores Canibais”). Além de Rosario Dawson, o elenco incluiu Kim Dickens (“Fear the Walking Dead”), Jay R. Ferguson (“The Conners”), Alan Cumming (“Instinct”), Brian Geraghty (“The Alienist”), Jon Beavers (“Animal Kingdom”), Edward Asner (“Disque Amiga para Matar”) e Edi Gathegi (“The Blacklist: Redemption”). Como o final não deixou ganchos, a atração pode ser considerada uma minissérie e assistida por quem ainda tiver curiosidade. Os 10 episódios ainda são inéditos no Brasil, mas devem aparecer em breve em algum serviço de streaming – estão na Amazon, nos EUA. Com o fim de “Briarpatch” e “Mr. Robot”, a USA Network não tem mais nenhuma série de Esmail, que se concentra agora em “Angelyne” e no remake de “Battlestar Galactica”, ambos em desenvolvimento para a plataforma Peacock, mantendo-se como um dos produtores mais valorizados da NBCUniversal.
Irmãos Russo voltarão a trabalhar com Chris Evans em thriller de ação da Netflix
Os irmãos Anthony e Joe Russo, diretores do blockbuster “Vingadores: Ultimato”, vão voltar a trabalhar com Chris Evans, o Capitão América, em seu próximo filme. Eles fecharam a produção de “The Gray Man” com a Netflix e, além de Evans, o thriller de ação e espionagem contará com Ryan Gosling (“La La Land”) no elenco central. “The Gray Man” será o segundo filme dirigido pelos Russo após quebrarem todos os recordes de arrecadação com “Vingadores: Ultimato”, no ano passado. Antes da pandemia de covid-19, eles voltaram a se reunir com Tom Holland, o Homem-Aranha, no drama criminal “Cherry”, que está atualmente em pós-produção. Sua próxima produção vai custar mais de US$ 200 milhões e deve quebrar outro recorde, como o longa mais caro já feito pela Netflix. Segundo o Deadline, a aposta é alta para transformar o filme no começo de uma franquia “no nível de James Bond”. Inspirado no livro de estreia de Mark Greaney, publicado em 2009, “The Gray Man” vai trazer Gosling como um assassino de aluguel e ex-agente da CIA, que é caçado ao redor do mundo por um ex-colega de agência (Evans). Desde a publicação de “The Gray Man”, o matador freelance Court Gentry, papel de Gosling, já apareceu em outras quatro aventuras literárias. A mais recente, “One Minute Out”, foi publicada em fevereiro deste ano nos EUA. A adaptação foi escrita por Joe Russo e revisada por Christopher Markus e Stephen McFeely, a dupla de roteiristas que assinou os quatro filmes dos Russo para a Marvel – dois “Capitão América” e dois “Vingadores”. Por curiosidade, esta não é a primeira tentativa de adaptação da saga literária de Greaney. Há alguns anos, Brad Pitt quase virou o Homem Cinzento, com direção de James Gray. O projeto não saiu do papel, mas os dois fizeram “Ad Astra”.
Laura Harrier incorpora Tina Turner em clipe de hit da lendária cantora
Tina Turner interrompeu a aposentadoria para regravar um de seus maiores hits: “What’s Love Got to Do with It”. A música ganhou nova produção do DJ Kygo, retornando numa versão remix pouco ousada, que preserva a melodia e a voz da lendária cantora. A música também ganhou clipe – sem Tina, mas com os atores Laura Harrier (“Homem-Aranha: De Volta para Casa”) e Charles Michael Davis (“The Originals”). No vídeo dirigido por Sarah Bahbah, eles vivem um casal que, sob a aparência romântica, tem problemas de comunicação. Os conflitos se acumulam até a inevitável separação. Vale destacar que Harrier dá show ao incorporar Tina e dublar animadamente um trecho da música sobre um balcão de bar. Não é a primeira vez que Kygo busca sucesso com hits do passado. Em 2019, ele lançou um remix de “Higher Love”, de Whitney Houston. Nas redes sociais, o DJ se disse honrado de trabalhar com Tina, que estava afastada desde a turnê “Tina!: 50th Anniversary Tour”, em 2009. “Não acredito que vou lançar uma colaboração com Tina Turner! ‘What’s Love Got to Do with It’ é uma das minhas músicas favoritas. Parece surreal ter a oportunidade de trabalhar com uma artista lendária como ela”, escreveu.
Netflix vai lançar longa animado de Richard Linklater sobre a Apollo 11
A Netflix fechou a aquisição de “Apollo 10 1/2: A Space Age Adventure”, o novo filme do diretor Richard Linklater (“Boyhood”). O longa é uma produção híbrida de animação e cenas live-action sobre o pouso da nave Apollo 11 na lua em 1969. Inspirado pela infância do diretor em Houston, no Texas, o filme vai contar a história do pouso histórico sob diferentes perspectivas: dos astronautas, do controle da missão e de um garoto entusiasmado, vizinho da NASA, que acompanha a saga pela TV. A produção terá participações de Jack Black (“Jumanji: Próxima Fase”) e Zachary Levi (“Shazam!”) e as filmagens com os atores reais terminaram em março, antes da pandemia paralisar as produções, faltando apenas a parte em animação do longa para ser finalizada. Linklater já fez anteriormente um híbrido animado, “O Homem Duplo” (2006), adaptação de um romance de Philip K. Dick estrelada por Keanu Reeves, Winona Ryder, Robert Downey, Jr. e Woody Harrelson.
Noah Centineo vai virar super-herói em filme da DC Comics
O ator Noah Centineo, que ficou conhecido como galã da Netflix por filmes como “Para Todos Os Garotos Que Já Amei”, “Sierra Burger É uma Loser” e “O Date Perfeito”, vai virar super-herói da DC Comics. Ele viverá o Esmaga-Átomo (Atom Smasher) no filme “Adão Negro”, um derivado de “Shazam!” estrelado por Dwayne “The Rock” Johnson no papel-título. Criado por Roy Thomas e Jerry Ordway em 1983, Allan Rothstein é neto do vilão Cycloton e afilhado do herói Átomo original, personagem da era de outro dos quadrinhos dos anos 1940. Ele herdou superpoderes do avô e assumiu primeiro o codinome de Nuklon, antes de adotar o visual mais próximo do Átomo em sua identidade atual. Como Nuklon, costumava usar um corte de cabelo moicano e ajudou a formar o grupo Corporação Infinito, composto por filhos de heróis famosos. Anos depois, desenvolveu novos poderes, ganhando a capacidade de aumentar sua massa. Para ressaltar a novidade, assumiu o nome de Esmaga-Átomo, em homenagem ao seu padrinho, juntando-se à Sociedade da Justiça. Esmaga-Átomo também tem uma relação tensa com Adão Negro nos quadrinhos. Os dois já foram rivais e melhores amigos, lutaram juntos e um contra o outro, e compartilham um código moral com muitas áreas cinzentas. Vale lembrar que Adão Negro surgiu como vilão – era um dos maiores inimigos de Shazam – , antes de se dizer reformado. De todo modo, a inclusão do novo personagem confirma a participação da Sociedade da Justiça no filme. Em novembro passado, Dwayne Johnson tinha dito que “Adão Negro” ia “apresentar a Sociedade da Justiça da América ao mundo”. Claro que a Sociedade da Justiça dispensa apresentações, graças a muitas adaptações de seus quadrinhos. Os personagens já foram vistos nas séries “Smallville”, “Legends of Tomorrow” e são o tema de “Stargirl”. Há boatos de que, além de Esmaga-Átomo, o Gavião Negro, a Mulher Gavião e a própria Stargirl aparecerão em “Adão Negro”. O roteiro, porém, está sendo mantido em sigilo. Ele foi escrito por Adam Sztykiel, que trabalhou com Johnson em “Rampage: Destruição Total”. A direção, por sua vez, está a cargo de Jaume Collet-Serra, outro parceiro recente do ator. Os dois filmaram “Jungle Cruise”, da Disney, que a pandemia de covid-19 adiou para 2021. “Adão Negro” ainda não tem previsão para começar a ser filmado pelo mesmo motivo. Por curiosidade, vale lembrar que Noah Centineo também foi escalado para viver o herói He-Man no cinema.
Galyn Görg (1964 – 2020)
A atriz e dançarina Galyn Görg, que atuou em “Twin Peaks” e “RoboCop 2”, morreu em um hospital no Havaí na terça-feira (14/7), um dia antes de completar 56 anos. Natural de Los Angeles, Görg apareceu no popular videoclipe de “Sharp Dressed Man”, sucesso de 1983 da banda ZZ Top, e um ano depois fez sua estreia numa produção televisiva, como dançarina num episódio de “Fama”. Ela apareceu em diversas séries famosas, de “Esquadrão Classe A” a “Lost”, passando por duas atrações da franquia “Star Trek” – “Deep Space Nine” e “Voyager”. No cinema, além de “RoboCop 2” (1990), também foi vista em “Caçadores de Emoção” (1991), “Storyville, um Jogo Perigoso” (1992) e “Uma Jogada do Destino” (1993). Apesar de pequenos, alguns de seus papéis marcaram época, como a pugilista que nocauteou Will Smith em um ringue de boxe, na série “Um Maluco no Pedaço” (The Fresh Prince of Bel-Air) em 1996, ou como Nancy, a irmã de Blackie O’Reilly (Victoria Catlin) em três capítulos de “Twin Peaks”, em 1990. Mas ela conseguiu um papel de protagonista, na pele da detetive da polícia Leora Maxwell na série sci-fi “M.A.N.T.I.S.”, criada pelo cineasta Sam Raimi, que só durou uma temporada na Fox, entre 1994 a 1995. Depois do fim desta série, Raimi ainda a escalou num capítulo de “Xena: A Princesa Guerreira”. Mais recentemente, ela também foi vista em “Parks and Recreation”, “Colony” e “How to Get Away with Murder”.
Festival de Gramado anuncia edição televisiva em 2020
A organização do Festival de Cinema de Gramado anunciou que o evento deste ano será televisivo. Inicialmente programado para agosto, o festival de cinema já tinha sido adiado para setembro e agora sua realização física foi descartada, após análise do cenário nacional em função da pandemia de covid-19. No novo modelo, as produções selecionadas para as mostras competitivas serão exibidas no Canal Brasil, parceiro do evento, e os conteúdos também devem ficar disponíveis por 24 horas no serviço de streaming Globosat Play. A programação será veiculada entre os dias 18 e 26 de setembro, acompanhando o calendário de exibição do festival. O canal de TV paga também fará a transmissão da cerimônia de premiação, que será realizada no palco do Palácio do Festivais, sede do evento na serra gaúcha, seguindo todos os protocolos de segurança à disposição. “Até aqui, foram 47 edições apoiando a produção nacional, mesmo nos momentos mais difíceis, desde a valorização dos curtas, escola e porta de entrada para grandes cineastas. Mais do que nunca, é hora de honrarmos a nossa tradição e mantermos a cooperação e parceria com realizadores”, disse o gerente de projetos da Gramadotur, responsável pela realização do Festival, Diego Scariot em comunicado. “Além disso, o modelo é totalmente inovador, inédito no país. É mais um desafio para Gramado, no ano em que temos novos curadores (Pedro Bial e Soledad Villamil), equipe reduzida e patrocinadores afastados, no momento. Nosso compromisso é inovar e evoluir”, acrescentou.
Netflix vai produzir série animada baseada nos quadrinhos de Usagi Yojimbo
A Netflix anunciou a produção de “Samurai Rabbit: The Usagi Chronicles”, nova série animada baseada nos cultuados quadrinhos de “Usagi Yojimbo”, criados por Stan Sakai. O projeto foi anunciado pela primeira vez em 2018 por Sakai e o cineasta James Wan (“Aquaman”), que vão produzir juntos a adaptação. A ideia é fazer uso de computação gráfica e trazer referências de anime. A saga de Usagi Yojimbo, um ronin (samurai sem mestre) do Japão medieval, começou em 1984 em publicações independentes de Sakai, em meio a muitas lutas de espadas, intrigas políticas, Yokais (fantasmas) e criaturas mitológicas. Mas sempre se diferenciaram de criações do gênero por um detalhe. Seus personagens são bichos antropomórficos – como em “Zootopia” (2016), por exemplo. O protagonista é nada menos que um audacioso coelho espadachim. Ao contrário dos quadrinhos, porém, a série não acompanhará acompanhará o grande guerreiro Miyamoto Usagi, mas um descendente adolescente do futuro, Yuichi na sua jornada para se tornar um verdadeiro samurai, seguindo o exemplo do seu grande antepassado. Acompanhado de aliados, como um ninja e um ladrão acrobata, ele enfrentará todo tipo de desafios e inimigos até atingir seu objetivo. A série animada será uma coprodução do estúdio francês Gaumont, a Atomic Monster (produtora de James Wan) e a Dark Horse Entertainment (divisão de mídia da editora que atualmente publica o personagem). Apesar de nunca ter estrelado sua própria série, Usagi Yojimbo já apareceu na TV, num crossover que se estendeu a três produções animadas diferentes das “Tartarugas Ninja”. Mais recentemente, ele coestrelou um arco de três episódios de “As Tartarugas Ninja” da Nickelodeon em 2017. Ainda não há previsão para a estreia da atração da Netflix.
Kermit, Miss Piggy e os Muppets discutem sua nova série em videochamada
A Disney divulgou um divertido vídeo de “Muppets Now”, nova série com os fantoches dos Muppets, que será lançada com exclusividade na plataforma Disney+ (Disney Plus). A prévia traz os conhecidos personagens em uma videoconferência discutindo justamente o projeto, sob orientação de um advogado muppet que trata de enquadrar os planos mais delirantes da turma. A atração será uma combinação de esquetes e entrevistas de celebridades – como RuPaul (“AJ and the Queen”), Seth Rogen (“Vizinhos”) e Linda Cardellini (“Disque Amiga para Matar”), apresentados num trailer anterior. A sinopse diz que “Muppets Now” vai mostrar Kermit, Miss Piggy e companhia “soltos… para realizar o tipo de situação surpreendente e diversão caótica que os tornou famosos. Desde experimentos doidos com o Dr. Bunsen Honeydew e Beaker até dicas de estilo de vida da fabulosa Miss Piggy, cada episódio é repleto de segmentos hilários, apresentados pelos Muppets, mostrando o que os Muppets fazem de melhor.” A Disney adquiriu The Muppets Studio em 2004 e, após lançar dois filmes, já tinha tentado emplacar os personagens numa série de comédia da rede ABC, que, infelizmente, não acertou o tom e foi cancelada após uma temporada em 2016. Com apenas seis episódios, a nova incursão dos Muppets no mundo corporativo da Disney estreia em 31 de julho.











