Woke: Ator de New Girl “descobre” o racismo em trailer de nova série
A plataforma Hulu divulgou o pôster e o segundo trailer de “Woke”, nova série de comédia estrelada por Lamorne Morris, o Winston de “New Girl”. A prévia resume a história, que é uma versão exagerada e absurda de fatos reais. “Woke” se inspira na vida e na arte do cartunista Keith Knight (criador da história em quadrinhos “The K Chronicles”) e aborda um tema absolutamente atual: o racismo estrutural. Criada por Knight e Marshall Todd (roteirista de “Uma Turma do Barulho”), a série traz Morris como Keef, um ilustrador e cartunista que vive em San Francisco. Bem-sucedido, ele tem uma visão cor-de-rosa do mundo, até virar alvo de ação racista da polícia. A partir do momento em que sente a dor do preconceito na própria pele, começa a alucinar e ver seus personagens animados onde quer que vá, começando a reconsiderar sua visão de mundo e sua própria arte. O elenco também inclui o comediante T. Murph, a ex-integrante do “Saturday Night Live” Sasheer Zamata e Blake Anderson (da série “Workaholics”). A estreia está marcada para 9 de setembro nos EUA e ainda não há previsão para seu lançamento no Brasil.
The Boys pedem para fãs da série usarem as “malditas” máscaras de proteção
Os astros da série “The Boys” se engajaram na campanha pelo uso de máscaras de proteção contra o coronavírus. Um vídeo divulgado nas redes sociais da atração da Amazon traz o elenco central pedindo para os fãs seguirem esta medida de prevenção. Como lembra a atriz Erin Moriarty (a Starlight), este é o único tópico em que Boys e Supes concordam. Jack Quaid até lembra que se as pessoas não usarem as “malditas” máscaras de proteção, os números da pandemia não vão cair e os produtores podem não conseguir autorização para gravar a 3ª temporada da série. “Malditas”, claro, é um jeito delicado de “traduzir” o apelo, feito no estilo característico da série, com muitos palavrões. A série é estrelada por Karl Urban (“Thor: Ragnarok”), Karen Fukuhara (“Esquadrão Suicida”), Jack Quaid (“Jogos Vorazes”), Tomer Capon (“7 Dias em Entebbe”) e Laz Alonso (“Velozes e Furiosos 4”) como os Boys – e uma girl – , enquanto Antony Starr (série “Banshee”), Erin Moriarty (“Jessica Jones”), Chace Crawford (“Gossip Girl”), Dominique McElligott (“House of Cards”), Nathan Mitchell (“Scorched Earth”), Jessie T. Usher (“Independence Day: Ressurgimento”) e, partir da 2ª temporada, Aya Cash (“You’re the Worst”) vivem super-heróis. Baseada nos quadrinhos adultos de Garth Ennis (que também criou “Preacher”), os Boys são um grupo de vigilantes que pretende revelar o segredo sujo dos super-heróis: eles são serial killers de sangue frio, que escapam impunemente de seus crimes graças ao trabalho da empresa de marketing que os financia e comercializa suas imagens. Os responsáveis pela produção são os mesmos que deram vida à “Preacher”, o ator Seth Rogen e seu parceiro Evan Goldberg, que se juntaram a Eric Kripke, criador de “Supernatural” e “Timeless”, na nova atração. A 2ª temporada tem estreia marcada para 4 de setembro na Amazon Prime Video – e a série já está renovada para seu terceiro ano de produção. Special message from the cast of #TheBoys pic.twitter.com/roMTw1S0gY — The Boys (@TheBoysTV) August 6, 2020
Franca Valeri (1920 – 2020)
A estrela Franca Valeri, lenda da comédia italiana, que havia completado 100 anos de idade no último dia 31 de julho, morreu neste domingo (9/9) em sua casa em Roma, enquanto dormia. Nascida Alma Franca Maria Norsa em 1920, na cidade Milão, de uma família de origem judaica, ela estrelou cerca de 50 filmes ao longo de sua carreira, além de inúmeras séries, programas de rádio e principalmente peças de teatro, sua maior paixão. A estreia no cinema só aconteceu aos 30 anos de idade, depois dela já ter se estabelecido como comediante no rádio e no teatro. O primeiro filme foi o clássico “Mulheres e Luzes” (1950), escrito e dirigido pelo jovem Federico Fellini, em parceria com Alberto Lattuada. Dizem que o próprio Fellini a selecionou. Ela roubou as cenas e logo em seguida virou protagonista, tendo o primeiro papel de destaque em “Totò a Cores” (1952), no qual contracenou com o célebre comediante Totò. Valeri brilhou na era de ouro da comédia italiana, estrelando dois clássicos de Dino Risi: “O Signo de Vênus” (1955) e “O Viúvo” (1959). Também trabalhou para Mario Monicelli em “Um Herói de Nossos Tempos” (1955) e Luigi Comencini em “Esses Maridos” (1957), fez par romântico com Marcello Mastroianni em “Bígamo a Força” (1956) e se destacou em “A Casa Intolerante” (1959), um dos filmes emblemáticos da guinada sexual das produções italianas. Sua popularidade nos anos 1950 influenciou até a moda, levando várias italianas a imitarem seu corte de cabelo curto. Mais que uma atriz bonita e de timing impecável para a comédia, Valeri também encantou cineastas por seu talento como roteirista, função que começou a lhe render créditos em “O Signo de Vênus”, quando ajudou Risi e Comencini a criar a história original sobre duas primas, uma com excesso de pretendentes (Sophia Loren) e outra com falta (ela mesma). Valeri ainda co-escreveu e estrelou “Tubarões de Praia” (1961), “Parigi o Cara” (1962) e “Desculpe, Façamos o Amor” (1968). A inclinação intelectual não era surpresa para quem a conhecia. Alma Franca tinha escolhido o pseudônimo Franca Valeri em homenagem ao escritor, poeta e filósofo Paul Valéry. Todo esse talento sofreu com a guidada picante do cinema comercial italiano, que a levou a filmar até com o rei do eurotrash Lucio Fulci, em “Os Maníacos” (1965). Sua carreira cinematográfica estagnou na época de “Ettore, O Machão” (1972) e ela decidiu se dedicar mais ao teatro e à televisão, criando e estrelando diversas peças, séries e telefilmes, além de dirigir óperas. Seu último trabalho foi o telefilme “Non Tutto è Risolto”, que ela própria escreveu em 2014. Em 2020, ela foi premiada com o troféu David di Donatello (o Oscar italiano) pelas realizações de sua carreira cinematográfica. “Profunda tristeza pela morte de Franca Valeri, um ícone do nosso teatro, de nossa cultura e espetáculo. Ela nos presenteou com incontáveis momentos de humor e pensamento, de elegância e sagacidade. Somos gratos por todos esses presentes”, escreveu no Twitter o primeiro-ministro italiano Giuseppe Conte.
Judas e o Messias Negro: História dos Panteras Negras ganha trailer legendado
A Warner divulgou o trailer legendado de “Judas e o Messias Negro”, filme sobre a história do partido dos Panteras Negras, que destaca uma performance incendiária de Daniel Kaluuya (“Corra!”). Ele vive o Messias Negro do título, o revolucionário Fred Hampton, líder dos Panteras, que é traído por William O’Neal, o Judas, criminoso recrutado pelo FBI para se infiltrar no movimento em troca de liberdade. Lakeith Stanfield (que também participou de “Corra!”) interpreta O’Neal. A prévia registra o momento histórico em que Hampton anuncia a criação da Coalizão Arco-Íris: uma união de forças com outros segmentos oprimidos da cidade de Chicago para lutar por igualdade e empoderamento político. Esta iniciativa assustou o conservadorismo americano, acirrando a repressão, a violência e os assassinatos (“autos de resistência”) dos líderes do movimento. O filme é produzido por Ryan Coogler (diretor do “Pantera Negra” da Marvel) e é endossado pelo filho de Hampton, Fred Hampton Jr, que acompanhou todos os dias de filmagem para garantir o realismo da trama. Hampton Jr, inclusive, defendeu a escolha de Kaluuya, que é inglês, como intérprete de seu pai, lembrando que os Panteras Negras tinham uma visão internacionalista sobre a diáspora causada pelo escravagismo. “Judas e o Messias Negro” tem roteiro e direção de Shaka King, que foi premiado no Festival de Sundance e no Independent Film Spirit Awards por sua estreia, “Newlyweeds” (2013). O elenco também conta com Jesse Plemons (“O Irlandês”), Algee Smith (“O Ódio que Você Semeia”), Darrell Britt-Gibson (“Luta por Justiça”), Dominique Thorne (“Se a Rua Beale Falasse”), Amari Cheatom (“Roman J. Israel, Esq.”), Caleb Eberhardt (“The Post – A Guerra Secreta”), Lil Rel Howery (“Corra!”) e Martin Sheen (“Apocalypse Now”) como o diretor do FBI J. Edgar Hoover. Devido à pandemia de coronavírus, o filme não tem previsão de estreia. Mas outra interpretação de Fred Hampton poderá ser vista em outubro em “The Trial of the Chicago 7”, filme de Aaron Sorkin para a Netflix, que traz vários militantes políticos dos anos 1960.
Zoë Kravitz alfineta Hulu por cancelamento de High Fidelity
Zoë Kravitz destilou veneno ao comentar ao cancelamento de sua série “High Fidelity” no serviço de streaming Hulu. Ela alfinetou a plataforma ao responder a um comentário da colega Tessa Thompson (“Thor: Ragnarok”), que lamentou a decisão, dizendo que sentiria falta da série. “Está tudo bem. Pelo menos a Hulu tem várias outras séries estreladas por mulheres negras que podemos assistir. Não, espere…”, ironizou Kravitz. Ou, como dizem os novinhos, jogou um shade forte. A interação aconteceu em um post no qual a atriz se despedia da equipe e elenco de “High Fidelity”. “Obrigada a todos que colocaram o seu coração nesta série, estou impressionada com todos vocês. E obrigada a todo mundo que assistiu, amou e nos apoiou”, ela escreveu. “High Fidelity” foi a terceira série de Zoë Kravitz, que sempre se dedicou mais ao cinema. Ela participou de “Californication” em 2011 e estrelou recentemente as duas temporadas de “Big Little Lies”. O elenco também incluiu David H. Holmes (“Josie & Jack”), Da’Vine Joy Randolph (“Meu Nome É Dolemite”), Jake Lacy (“Girls”), Kingsley Ben-Adir (“Peaky Blinders”), Rainbow Francks (“Stargate: Atlantis”) e Thomas Doherty (“Legacies”). Na série, ela vivia Rob, personagem que era homem e branco no livro de Nick Hornby, assim como no filme de Stephen Frears – ambos lançados no Brasil como “Alta Fidelidade”. Rob é uma fã geek de música, que tem uma loja de discos de vinil no Brooklyn, em Nova York, faz bicos de DJ e costuma criar rankings de Top 5 para tudo, desde seus hits favoritos até seus relacionamentos. No filme de 2000, o papel foi desempenhado por John Cusack, que usava músicas como ponto de partida para compartilhar com a câmera seus relacionamentos passados. Esse artifício foi preservado na série. A adaptação foi feita pelas roteiristas Veronica West e Sarah Kucserka, que trabalharam juntas em “Ugly Betty”, “Brothers and Sisters”, “Hart of Dixie” e “Bull”, e encararam a missão de transformar uma trama geek essencialmente masculina numa série de abordagem feminina. Mas mesmo com várias mudanças, o que menos se podia questionar era a escalação de Zoë Kravitz, perfeita no papel de enciclopédia ambulante do rock. Não bastasse ela ter uma banda (LolaWolf) na vida real, também é filha do músico Lenny Kravitz. Além disso, sua mãe, a atriz Lisa Bonnet, viveu uma ex-namorada de Cusack no filme de 2000! Ver essa foto no Instagram i wanna give a shout out to my #highfidelity family. thank you for all the love and heart you put into this show. i'm in awe of all of you. and thank you to everyone who watched, loved and supported us. ✌🏽 #breakupssuck Uma publicação compartilhada por Zoë Kravitz (@zoeisabellakravitz) em 5 de Ago, 2020 às 7:25 PDT
Chica Xavier (1932 – 2020)
A atriz Chica Xavier morreu na madrugada deste sábado (8/8) no Rio de Janeiro, vítima de um câncer de pulmão, aos 88 anos. Ela estava internada no Hospital Vitória, na Barra da Tijuca, e não resistiu a complicações da doença. Nascida em Salvador em 1932, Francisca Xavier Queiroz de Jesus se mudou para o Rio de Janeiro em 1953 para estudar teatro. Depois de se destacar na histórica peça “Orfeu da Conceição”, encenada no Teatro Municipal do Rio em 1956, ela teve mais de 40 anos de carreira como atriz – no teatro, na televisão e no cinema. A estreia no cinema aconteceu em 1962, no clássico “Assalto ao Trem Pagador” (1962), de Roberto Farias. Na década seguinte, fez a primeira novela, “Os Ossos do Barão” (1973). Só na TV foram mais de 50 personagens. Ela participou de 26 novelas, entre elas “Saramandaia” (1976), “Dancin’ Days” (1978), “Coração Alado” (1980), “Sinhá Moça” (1986, na qual contracenou com o ator Gésio Amadeu, morto essa semana em decorrência da covid-19), “Renascer” (1993), “Pátria Minha” (1994), “O Rei do Gado” (1996), “Força de um Desejo” (1999), “Esperança” (2002) e “Cheias de Charme” (2012), seu último trabalho na Globo. Também atuou em 11 minisséries e 10 especiais na Globo, além de produções do canal Futura, da Band e e da Manchete. No cinema, foram 11 filmes, incluindo o nigeriano “A Deusa Negra” (1979) até obras mais recentes como “A Partilha” (2001), “Nosso Lar” (2010) e “Mulheres no Poder” (2016). Seus trabalhos sempre foram marcados pela representatividade negra. Tanto que, em 2010, ela recebeu o Troféu Palmares, concedido pela Fundação Palmares e o então Ministério da Cultura por sua contribuição às artes e à cultura afro-brasileira. Chica também era mãe de santo na Irmandade do Cercado do Boiadeiro, terreiro que fundou há quase 40 anos, o que a inspirou a lançar um livro reunindo suas cantigas religiosas de umbanda e a levou a muitos papéis ligados à espiritualidade. A atriz era casada com o ator Clementino Kelé desde que os dois contracenaram em “Orfeu da Conceição”, e teve três filhos e três netos. Uma de suas netas, a também atriz Luana Xavier, definiu Chica como uma “mulher de amor e de fé” e destacou sua importância na luta pela representatividade negra. “Ela sempre levantou a bandeira dela pela negritude, principalmente dentro do trabalho dela como uma artista. Ser uma artista negra no Brasil foi sem dúvidas a maior bandeira que ela pôde carregar, e sempre exaltando a importância de termos outros artistas pretos na TV”, disse Luana ao jornal O Globo. As homenagens se multiplicaram nas redes sociais. No Instagram, Lázaro Ramos escreveu: “Obrigado Dona Chica por inspirar e se doar como se doou. Obrigado pelo amor e talento que nos ofereceu. Obrigado por ser a prova da possibilidade de um amor duradouro como o seu com Seu Lelé. E obrigado por ser essa presença nobre que a senhora era em cada aparição na televisão. Pra um jovem sonhador foi o sinal que eu precisava para saber que era possível” Taís Araujo também demonstrou sua admiração por Chica Xavier. “O céu recebe hoje a nobreza. Entre nós vivia uma nobre, uma rainha elegante, sábia, afetuosa, agregadora, ombro e colo para muitos. Salve a rainha Chica Xavier!”, escreveu no Instagram. Babu Santana lamentou: “Perdemos hoje uma mulher que era referência artística e religiosa de enorme importância na nossa cultura”. E Cacau Protásio lembrou: “Eu cresci vendo essa mulher abrindo portas, ela me fez acreditar que seria possível. Vai com Deus! Obrigada”.
Walking Dead: World Beyond ganha novas fotos
O canal pago AMC divulgou cinco fotos da série “Walking Dead: World Beyond” com os novos personagens da atração. Criada por Scott Gimple e Matt Negrette, produtores-roteiristas veteranos da “Walking Dead” original, a trama vai acompanhar um grupo de jovens que cresceu numa comunidade protegida e que resolve se aventurar pela primeira vez no exterior, adentrando o apocalipse zumbi. Esta atração se diferencia das outras duas do universo “The Walking Dead” por ter duração limitada, com apenas duas temporadas confirmadas. O elenco destaca Alexa Mansour (“Amizade Desfeita 2: Dark Web”), Nicolas Cantu (visto em “The Good Place”), Hal Cumpston (que estrelou e escreveu o drama indie australiano “Bilched”), Annet Mahendru (a Nina de “The Americans”), Aliyah Royale (de “The Red Line”), o galã Nico Tortorella (da série “Younger”) e a veterana Julia Ormond (“Mad Men”, “Incorporated”). “Walking Dead: World Beyond” se encontrava totalmente gravada e em etapa de finalização digital quando a pandemia paralisou tudo. A série deveria estrear originalmente em abril nos EUA, mas a falta de efeitos suspendeu o lançamento. Com a retomada dos trabalhos, ela voltou programação do canal pago, com exibição marcada para 4 de outubro nos Estados Unidos. As data de exibição no Brasil também foi confirmada para outubro. Mas o AMC Brasil ainda não definiu o dia. O canal costuma passar o outro spin-off, “Fear the Walking Dead”, com alguns dias de atraso em relação à transmissão do AMC original.
Jared Leto confirma que vai interpretar Andy Warhol no cinema
O ator Jared Leto aproveitou o aniversário de Andy Warhol, que faria 92 anos na quinta (6/8), para revelar em seu Instagram que vai viver o célebre artista plástico, cineasta, produtor e empreendedor num novo filme. “Sim, é verdade, eu estarei vivendo Andy Warhol num próximo filme”, ele escreveu, acrescentando que se sentia “grato e emocionado pela oportunidade”, mas sem dar detalhes sobre o projeto. Há quatro anos, o nome de Leto foi associado a uma cinematografia de Warhol escrita por Terence Winter, criador das séries “Boardwalk Empire” e “Vinyl”, e roteirista de “O Lobo de Wall Street” (2013). O “novo” projeto deve ser o mesmo, intitulado “Warhol” e produzido por Michael De Luca (“Cinquenta Tons de Cinza”, “A Rede Social”). Caso isso se confirme, a trama será inspirada na biografia oficial do artista, publicada em 1989 e assinada por Victor Bockris. Andy Warhol, que morreu em 1987 aos 58 anos, deixou sua marca em quadros, esculturas, filmes, música e até no jornalismo, como o artista multimídia mais popular da História. Ele já foi personagem de 44 produções de cinema e TV. Dentre as versões mais famosas, destaca-se a interpretação do cantor David Bowie no filme “Basquiat – Traços de Uma Vida” (1996). Mais recentemente, ele foi interpretado por John Cameron Mitchell em três episódios da série “Vinyl”, criada justamente pelo autor da cinebiografia atual. O longa deve mostrar as inspirações e os bastidores das criações do artista, que começou a expor seus trabalhos ainda nos anos 1950. Suas obras, que misturavam ícones de consumo, estrelas de cinema e elementos da cultura pop norte-americana questionavam a própria definição do que era arte. O auge de sua popularidade aconteceu nos anos 1960, quando o artista manteve um badalado atelier em Nova York, The Factory, que serviu de ponto de encontro para os mais diferentes artistas e celebridades, em clima de festa permanente. Nesta época, ele revelou a banda Velvet Underground e produziu seu primeiro álbum, apresentando Lou Reed ao mundo e, de quebra, transformando a modelo Nico em cantora. Warhol também vislumbrou que modelos seriam as futuras estrelas de cinema, incentivou a popularização das drag queens, fomentou o movimento do cinema underground em antecipação à cena indie, produziu uma nova geração de cineastas, identificou que o grafite era uma forma de arte moderna, levando Jean Michel Basquiat para as grandes galerias, criou a revista Interview e famosamente profetizou que, no futuro, todo mundo seria famoso por 15 minutos – isto numa época em que não existia internet. Claro, ele também fez quadros fantásticos. As criações de Warhol tiveram impacto tão grande que valorizaram horrores e são reproduzidas à exaustão até hoje. Ver essa foto no Instagram Yes it’s true I will be playing Andy Warhol in an upcoming film. And so grateful and excited about the opportunity. 😊🙏 Happy belated birthday Andy 🎂🖤 We miss you and your genius Uma publicação compartilhada por JARED LETO (@jaredleto) em 7 de Ago, 2020 às 10:57 PDT
Ben Affleck fará filme sobre bastidores do clássico Chinatown
O icônico filme “Chinatown” será tema de uma nova produção cinematográfica. A Paramount fechou contrato com Ben Affleck para desenvolver um projeto sobre os bastidores do longa de 1974. Affleck escreverá o roteiro, produzirá e dirigirá o filme, batizado de “The Big Goodbye” e baseado no livro homônimo do autor Sam Wasson (autor do livro que inspirou a série “Fosse/Verdon”), que narra a realização daquele que é considerado um dos maiores filmes americanos de todos os tempos. “Chinatown” trouxe Jack Nicholson no auge da fama e mais carismático que nunca, vivendo um detetive numa Los Angeles que já não existia mais naquela época. A trama era uma grande homenagem ao cinema noir, com Faye Dunaway no papel de mulher fatal e o célebre diretor John Huston como um empresário corrupto. A direção de Polanski e o roteiro vencedor do Oscar de Robert Towne, com direito a final surpreendente, marcaram época, sinalizando um dos últimos suspiros do cinema adulto dos grandes estúdios, às vésperas da transformação de Hollywood numa corporação de grandes franquias e produções para crianças. Três anos depois das filmagens, Jack Nicholson emprestou sua mansão para Polanski realizar um ensaio fotográfico com uma menor e o resultado também marcou época, levando o diretor a ser preso e fugir para a França, onde encontra-se exilado até hoje. O último trabalho de Affleck como diretor foi o fracasso “A Lei da Noite” (2016), mas antes disso ele filmou “Argo” (2012), que venceu o Oscar de Melhor Filme. Confira abaixo o trailer de “Chinatown”.
Seis séries da Netflix e Globoplay garantem melhores maratonas do fim de semana
A Netflix e a Globoplay são responsáveis pelas melhores séries para maratonar em streaming neste fim de semana. Cada plataforma trouxe três novidades, que tendem a agradar aos fãs de aventuras, dramas criminais, sci-fis e suspenses. Curiosamente, a Netflix produziu a única atração nacional da lista – que também é a única série documental na seleção da semana. E ainda disponibilizou outra série, espanhola, estrelada por um astro de novelas brasileiras. Já a Globoplay foi ao mercado internacional e saiu-se melhor, comparativamente, com uma seleção de títulos de primeira classe. Não são refugos ou séries antigas, como parte de seu acervo, mas lançamentos recentes de alta qualidade. Deu até para tripudiar com a inclusão de uma produção espanhola estrelada por Álvaro Morte, o Professor de “La Casa de Papel” Confira abaixo a lista dos melhores lançamentos de séries em streaming na semana. Alto Mar | Espanha | 3ª temporada Criado por Ramón Campos e Gema R. Neira (de “As Telefonistas”, um dos primeiros sucessos espanhóis da Netflix), o suspense marítimo de época começou com a investigação de mortes misteriosas numa viagem de navio entre a Espanha e o Brasil nos anos 1940. A 3ª temporada introduz novo mistério e o brasileiro Marco Pigossi (da novela “A Força do Querer”) no elenco central. Falando espanhol, ele se diz agente do serviço britânico e tenta convencer as irmãs protagonistas Eva (Ivana Baquero, de “The Shannara Chronicles”) e Carolina Villanueva (Alejandra Onieva, de “Novatos”) a ajudá-lo a encontrar um homem a bordo do navio, que carrega um vírus mortal capaz de “exterminar milhares de inocentes”. Disponível na Netflix. The Rain | Dinamarca | 3ª temporada A primeira série dinamarquesa da Netflix chega ao final com o conflito entre os irmãos que começaram a trama protegidos num bunker contra um vírus mortal, transmitido pela chuva. O tema acabou se tornando bastante atual, devido ao coronavírus, mas um detalhe já tinha feito muitos assinantes desistirem da série em seu segundo ano. Os roteiristas esqueceram que o título é “The Rain” e abandonaram a premissa do contágio por chuva na 2ª temporada, provocando uma estiagem que se estendeu ao terceiro ano. Em vez da luta contra a natureza, a trama virou um conflito contra supervilões, em que o super-infectado Rasmus (Lucas Lynggaard Tønnesen, de “Departamento Q”) adquire a capacidade de espalhar o vírus e transformar pessoas em portadores da epidemia, criando ameaças mortais à vida no planeta. Disponível na Netflix. Mundo Mistério | Brasil | 1ª temporada Série documental apresentada pelo YouTuber Felipe Castanhari, que usa experimentos científicos, animação e efeitos especiais para explicar diferentes fenômenos científicos – e sobrenaturais… Lembra algumas pautas das revistas Mundo Estranho/Superinteressante combinadas com “O Mundo de Beakman”. A 1ª temporada investiga o Triângulo das Bermudas, o apocalipse zumbi e o aquecimento global, entre outros mistérios. Disponível na Netflix. The Head: Mistério na Antártida | Espanha | 1ª temporada Criada pelos irmãos espanhóis Àlex e David Pastor, responsáveis pelos filmes apocalípticos “Vírus” (2009) e “Os Últimos Dias” (2013), este suspense antártico tem o clima tenso de “O Enigma de Outro Mundo” (The Thing) e da série “The Terror”. Após uma estação científica parar de responder tentativas de contato, uma expedição de resgate internacional chega ao local para verificar o que aconteceu. Lá, encontra metade dos cientistas mortos, outros desaparecidos e uma sobrevivente tão traumatizada que é incapaz de descrever o que aconteceu. O elenco destaca alguns nomes conhecidos, como Álvaro Morte (o Professor de “La Casa de Papel”) e Richard Sammel (Eichorst em “The Strain”). Disponível na Globoplay. Get Shorty: A Máfia do Cinema | EUA | 1ª, 2ª e 3ª temporadas Verdadeiro tesouro que a Globoplay garimpou para enfrentar a concorrência da Netflix, “Get Shorty” só não é mais conhecida por passar no Epix, um canal novo e ainda pouco visto dos EUA. Trata-se de uma adaptação do best-seller de mesmo nome do escritor Elmore Leonard, que também deu origem ao filme “O Nome do Jogo”. Mas não se trata de uma transposição literal e sim de uma extrapolação, ao estilo de “Fargo”. Na trama, Chris O’Dowd (“A Grande Jogada”) vive Miles Daly, um matador da máfia que, durante um “trabalho”, acaba eliminando um roteirista de cinema e, com um roteiro inédito respingado de sangue, resolve se aventurar por Hollywood. Seu plano é mudar de vida para proteger sua filha, mas suas táticas são as mesmas de sempre, usando dinheiro sujo e extorsão para produzir seu filme, com auxílio de um produtor decadente de longas de baixa qualidade, vivido por Ray Romano (“Everybody Loves Raymond”). Os papéis são similares, mas não iguais, ao vividos por John Travolta e Gene Hackman no filme de 1995. Disponível na Globoplay. Il Cacciatore – O Caçador | Itália | 1ª e 2ª temporadas Inspirado em fatos reais, a série criminal acompanha a caçada à máfia, promovida pelo jovem e ambicioso promotor Saverio Barone, “O Caçador” do título, que vai atrás de chefões e matadores foragidos após os massacres sangrentos do verão de 1993, quando explodiu a guerra entre as famílias pelo controle da organização criminosa. O personagem é baseado no magistrado Alfonso Sabella, que participou do esforço judiciário anti-máfia do início dos anos 1990. Ele prendeu os principais mafiosos da Itália e tornou pública uma quantidade enorme de histórias de crimes e violências. O intérprete principal da série, Francesco Montanari, foi premiado como Melhor Ator no Festival Canneseries, versão para séries do Festival de Cannes. Disponível na Globoplay.
Filmes online: Scooby-Doo é um dos 10 destaques digitais do fim de semana
Originalmente produzido para telas grandes, “Scooby! O Filme” é o título mais conhecido dentre os lançamentos digitais da semana. O longa seria o primeiro desenho do Scooby-Doo feito para o cinema e apostou em alguns atrativos, como revelar a origem da turma animada, desde o primeiro encontro de Scooby-Doo e Salsicha ainda crianças, além de trazer diversos personagens clássicos do estúdio Hanna-Barbera, como o Falcão Azul, o Capitão Caverna e o malvado favorito da “Corrida Maluca”, Dick Vigarista. O esforço criativo, com direito a repaginação visual dos personagens por computação gráfica, acabou sofrendo redirecionamento após a pandemia de coronavírus. Mas a locação digital permite uma opção que os cinemas brasileiros não costumam dar ao público: assistir a versão legendada. Afinal, os dubladores originais são astros famosos. Zac Efron (“Vizinhos”) dubla Fred, Amanda Seyfried (“Mamma Mia!”) faz Daphne, Will Forte (“O Último Cara na Terra”) interpreta Salsicha e Gina Rodriguez (“Jane the Virgin”) dá voz a Velma. Já Scooby continua a ter a voz do veterano Frank Welker. Ele foi o primeiro dublador de Fred, em 1969, mas desde 2002 assumiu o papel do cachorrão falante nas séries e DVDs animados da franquia. Como mostrará a versão mirim dos personagens, “Scooby!” ainda tem um time de famosinhos, com as participações de Iain Armitage (“Young Sheldon”) como o Salsicha criança, Mckenna Grace (“Annabelle 3: De Volta para Casa”) como a pequena Daphne, Pierce Gagnon (“Twin Peaks: O Retorno”) dando voz ao jovem Fred e Ariana Greenblatt (“A Irmã do Meio”) como a Velma mirim. Sem esquecer, claro, que a nova aventura envolve vários personagens clássicos das animações da Hanna-Barbera, com Mark Wahlberg (“Pai em Dose Dupla”) na dublagem do Falcão Azul, Ken Jeong (“Se Beber, Não Case”) como o Bionicão, Jason Issacs (“Star Trek: Discovery”) incorporando Dick Vigarista, Tracy Morgan (“30 Rock”) como o Capitão Caverna e Kiersey Clemons (“A Dama e o Vagabundo”) como sua parcerinha Dee Dee. Para os fãs da dublagem brasileira, o filme também traz netos do centenário Orlando Drummond, voz nacional do protagonista Scooby-Doo por mais de 30 anos, dublando Fred e o filhote Scooby. Mas vale avisar que, apesar desse investimento, a Warner não teve muitas dúvidas para se decidir pelo “rebaixamento” da animação. A troca dos cinemas pela internet foi informada rapidamente, nas primeiras semanas da pandemia. E a péssima cotação conquistada no Rotten Tomatoes ajuda a explicar porquê. Já na parte mais aplaudida da programação, o grande destaque é o russo “Uma Mulher Alta”, que entrou na lista da Pipoca Moderna de Melhores Filmes de 2019 (Leia a crítica) e chega com exclusividade ao Mubi com o título em inglês, “Beanpole”. Confira abaixo mais detalhes destes e de outros destaques digitais da programação, limitados a 10 filmes nesta semana – lembrando que a curadoria não inclui títulos clássicos (são muitos) e produções trash (como um dos piores filmes do ano passado, “O Fanático”, com John Travolta, ou “O Espelho”, com Nicolas Cage) que, em outros tempos, sairiam diretamente em vídeo. Scooby! O Filme | EUA | 2020 A origem da Turma do Scooby-Doo, o encontro entre Scooby e o Bionicão e a escalação de Dick Vigarista como vilão são os principais atrativos para os fãs dos desenhos clássicos da Hanna-Barbera. Há também o apelo do visual computadorizado, que soube renovar sem descaracterizar os personagens. Mas é bom avisar que o roteiro de Matt Lieberman (“Dr. Dolittle 4”) e a direção de Tony Cervone (“Scooby-Doo e Kiss: O Mistério do Rock and Roll”) desencantaram a crítica, rendendo cotação medíocre, de apenas 48% de aprovação ao longa no Rotten Tomatoes. Para desestimular um pouco mais, o lançamento está com preço nas alturas, sob a alegação de que se trata de PVOD e não VOD. A diferença entre as duas abreviaturas? Uns R$ 30 a mais. Disponível em Apple TV, Cinema Virtual, Google Play, Microsoft Store, Play Station Store, Sky Play, Uol Play, Vivo Play e YouTube Filmes. Dançarina Imperfeita | EUA | 2020 A comédia musical adolescente traz a atriz e cantora Sabrina Carpenter (“Garota Conhece o Mundo”) se esforçando para derrotar dançarinos em uma competição da escola. Ela precisa se dar bem na disputa para conseguir uma vaga na universidade dos seus sonhos. E para derrotar os melhores dançarinos da escola, ela forma uma equipe escolhida a dedo. A partir daí é só questão de detalhe. Um pequeno detalhe: aprender a dançar. Este enredo típico de Sessão da Tarde é bem amarrado pelo roteiro de Alison Peck (roteirista de “UglyDolls”) e pela direção de Laura Terruso (“Good Girls High”) e garante uma boa diversão para o público alvo. O elenco também inclui Keiynan Lonsdale (o Kid Flash de “The Flash”) e Drew Ray Tanner (o Fangs de “Riverdale”). Disponível na Netflix. Beanpole (Uma Mulher Alta) | Rússia | 2019 Premiado nos festivais de Cannes, Londres, Estocolmo, Torino, Montreal, etc. e candidato da Rússia ao Oscar, o drama narra a luta de duas mulheres para reconstruir suas vidas sobre os escombros de Leningrado, no final da 2ª Guerra Mundial, enquanto ainda estão abaladas pelos traumas do conflito. Com 91% de aprovação no Rotten Tomatoes, o segundo filme do jovem Kantemir Balagov (de “Tesnota”), de 29 anos, é uma obra-prima do moderno cinema europeu, perfeito da direção à interpretação – o papel da Mulher Alta do título consagrou Viktoria Miroshnichenko, indicada ao troféu de Melhor Atriz da Academia Europeia de Cinema. Disponível no Mubi. Não Mexa com Ela | Israel | 2019 O drama israelense tem 98% no Rotten Tomatoes com uma trama sob medida para os tempos de empoderamento feminino e movimento #MeToo. A história acompanha uma funcionária em ascensão numa grande empresa que, enquanto busca equilibrar o trabalho intenso com as tarefas de mãe de família, sofre assédio do patrão. O que começa com comentários sobre sua roupa e cabelo logo viram sugestões agressivas, mas a trama nunca perde de vista a autenticidade – o que a torna ainda mais perturbadora. Disponível no Now. As Invisíveis | França | 2018 Comédia francesa com temática social e um enfoque quase documental, acompanha assistentes sociais que, diante do fechamento de um abrigo feminino, fazem de tudo para conseguir reintegrar na sociedade as mulheres do local (ex-presidiárias, sem-teto e sem documentos), incluindo crimes como falsificação, roubos e muitas mentiras. Disponível em Now e Vivo Play. Giraffe | Alemanha/Dinamarca | 2019 A construção de um túnel para conectar a Dinamarca e a Alemanha reúne diversos personagens, desde a etnóloga, que chega para documentar as casas marcadas para demolição, até os trabalhadores imigrantes da construção e as famílias que deixarão suas casas, na qual moravam há gerações. Premiado em alguns festivais europeus, o drama de Anna Sofie Hartmann (“Limbo”) tem 100% no Rotten Tomatoes – mas são apenas cinco críticas avaliadas. Disponível no Mubi. Deerskin: Estilo Matador | França | 2019 O novo filme estranho do provocador Quentin Dupieux (“Rubber, O Pneu Assassino”) traz Jean Dujardin (“O Artista”) obcecado por sua jaqueta de couro, que passa a exercer uma influência maligna sobre ele, levando-o a cometer crimes. O absurdo da trama alimenta uma performance insana e o resultado é mais um filme cult do diretor francês, com participação de Adèle Haenel (“Retrato de uma Jovem em Chamas”) e 87% de aprovação no Rotten Tomatoes. Disponível em Apple TV e Looke. A Fotografia | EUA | 2020 Issa Rae (“Insecure”) e LaKeith Stanfield (“Atlanta”) vivem uma história de amor sensível, interligada por uma antiga fotografia da mãe da personagem de Rae. Este é o segundo drama romântico de Stella Meghie, que antes dirigiu “Tudo e Todas as Coisas” (2017). A diferença é que desta vez a diretora fez um filme para adultos e atingiu 74% no Rotten Tomatoes. Disponível na Apple TV. Unbreakable Kimmy Schmidt: Kimmy x Reverendo | EUA | 2020 O filme interativo, ao estilo de “Black Mirror: Bandersnatch”, permite aos espectadores fazer escolhas para os personagens durante a história, dando diferentes finais para a trajetória da protagonista. Além de interativa, a produção também serve de epílogo para ” Unbreakable Kimmy Schmidt”, uma das primeiras séries de comédia originais na Netflix, encerrada em janeiro passado. Entre os desfechos possíveis, o espectador poderá escolher se Kimmy (Ellie Kemper) terá um final feliz num casamento com um novo personagem, vivido por Daniel Radcliffe (o Harry Potter), ou embarcará numa aventura para salvar outras vítimas do Reverendo (Jon Hamm), responsável por mantê-la em cativeiro por vários anos. Os criadores da série, Robert Carlock e Tina Fey (ambos de “30 Rock”), escreveram o especial, descrito como “a maior aventura de Kimmy”. Disponível na Netflix. Antologia da Pandemia | Vários Países | 2020 Organizada pelo festival Fantaspoa, a produção reúne curtas de terror feitos por 13 diretores do Brasil, Argentina, Uruguai, Estados Unidos, Reino Unido e Chipre em suas próprias casas, em meio à pandemia de coronavírus. O tema é a realidade e o resultado é assustador. Disponível em Apple TV, Google Play, Now e YouTube Filmes.
Governo federal usa escolta da PF para pegar chaves da Cinemateca
A Associação de Comunicação Educativa Roquette Pinto (Acerp) não é mais responsável pela Cinemateca Brasileira. A organização social (OS) entregou as chaves da entidade para representantes da secretaria especial de Cultura na manhã desta sexta-feira (7/8). Uma comissão encabeçada pelo secretário nacional do audiovisual substituto, Helio Ferraz de Oliveira, assinou documentos atestando ter recebido as chaves na sede da Cinemateca, no bairro Vila Clementino, em São Paulo, após chegar ao local escoltado pela Polícia Federal – de forma “ostensiva” segundo funcionários do local. A participação de policiais e viaturas levou o deputado estadual Carlos Giannazi (PSOL), que passou a manhã no local com representantes dos funcionários, a avisar que acionará os órgãos públicos para questionar o uso da PF na ação. “Me parece que o governo só pretende mesmo fazer guerra ideológica, não tem compromisso com a preservação do nosso patrimônio histórico”, disse o político para a imprensa presente. Sem diálogo com Jair Bolsonaro e seus subalternos, nem dinheiro para evitar uma catástrofe, a Acerp entregou as chaves para também livrar-se da responsabilidade, optando por deixar a União arcar sozinha com a manutenção do acervo para se concentrar na cobrança judicial e na busca de uma indenização por rompimento unilateral de contrato vigente. A Cinemateca deixou de receber repasses federais em dezembro, quando o então ministro da Educação, Abraham Weintraub, encerrou o contrato da Acerp para a realização da TV Escola. Como o contrato de administração da Cinemateca era um aditivo desse outro, a situação se tornou um imbróglio jurídico. A Acerp entendeu que a parceria não poderia ser rompida, porque o acordo original iria até março de 2021, e continuou a administrar com recursos do próprio caixa. Por conta disso, alega que o governo lhe deve R$ 14 milhões, correspondentes aos valores não repassados desde dezembro e a um montante não recebido ainda em 2019, quando o contrato estava vigente. Segundo a OS, ao longo de 2019, dos R$ 13 milhões do orçamento, o governo entregou à Acerp só R$ 7 milhões. o valor restante será agora cobrados na justiça. O objetivo da secretaria de Cultura, ao congelar o repasse, teria sido justamente inviabilizar o funcionamento da Cinemateca para ser “forçada” pelas “circunstâncias” a assumir o controle administrativo da entidade e, assim, conseguir dar sua presidência de presente para Regina Duarte. Esta intenção, porém, contraria frontalmente o contrato original de doação da Cinemateca — inicialmente privada — à União em 1984, que garante sua autonomia financeira, administrativa e técnica, além da permanência em São Paulo. Ao pegar as chaves, a União passou apenas a assumir a responsabilidade pela preservação do acervo. Isto deveria incluir o pagamento dos profissionais especializados que cuidam desse material precioso. Eles estão há meses sem receber e reivindicavam salários atrasados. Mas o governo já manifestou anteriormente intensão de lavar as mãos e responsabilizar a Acerp pela dívida trabalhista. Em nota à imprensa, o Ministério do Turismo, que abriga a secretaria da Cultura do governo Bolsonaro, confirmou os planos ao afirmar seu “compromisso de resguardar a continuidade dos serviços e a segurança do patrimônio cultural preservado pela Cinemateca”. “A pasta já viabilizou uma série de contratos que garantem a continuidade da prestação de serviços fundamentais para o trabalho desenvolvido pela instituição”, informou. Entre as tais garantias estão novos contratos de prestação de serviço nas áreas de segurança, prevenção a incêndios, primeiros-socorros, manutenção preventiva e corretiva, climatização e refrigeração, controle de pragas, limpeza e higiene, jardinagem, conservação predial, fornecimento de energia elétrica e abastecimento de água. Todos feitos, aparentemente, sem licitação. Os próximos passos do governo são trâmites burocráticos, que incluem a abertura de um edital para a escolha de uma nova OS (organização social) para administrar a Cinemateca. Este edital pode ou não conter a recomendação de que os funcionários atuais sejam recontratados pela nova administração. Recomendação, claro, não é obrigação.
A Escolhida: Terror com Janelle Monáe terá lançamento digital nos EUA
A Lionsgate anunciou que não vai mais lançar “A Escolhida” (Antebellum) nos cinemas nos EUA. O terror estrelado pela cantora Janelle Monáe (“Estrelas Além do Tempo”) se tornou o mais recente filme de Hollywood que terá um lançamento direto em VOD premium, devido à nova pandemia de coronavírus. A estreia digital foi marcada para 18 de setembro. Apesar disso, o filme deverá conseguir distribuição cinematográfica em alguns mercados internacionais. No Brasil, o lançamento está a cargo da Paris Filmes, que pretendia fazer a estreia em 15 de outubro. A disponibilização em VOD, porém, aumenta a possibilidade de pirataria pela internet, como se pôde verificar com o sucesso nacional do filme “Black Is King”, de Beyoncé, supostamente inédito no Brasil. “Embora a experiência teatral sempre seja o coração de nossos negócios, estamos entusiasmados por poder aproveitar a oportunidade para combinar o filme urgente e imediato de Gerard e Chris com uma estratégia de lançamento adequada a esse momento de mudança extraordinária”, disse o chefe do departamento de cinema da Lionsgate, Joe Drake, em um comunicado. “Gerard e Chris são contadores de histórias cujo trabalho pulsa com autenticidade – este filme não só entreterá e emocionará o público em todo o mundo, mas também desencadeará uma discussão sobre o mundo atual.” Bush e Renz acrescentaram: “Enquanto projetamos ‘A Escolhida’ para ser consumido como uma experiência coletiva no cinema, estamos entusiasmados pela oportunidade única de ser de um tipo diferente de momento comunitário em nossa cultura. Ao enfrentarmos as realidades do racismo sistêmico em nosso país, que cresceram até o atual ponto limite de 2020, entendemos como é imperativo levar ‘A Escolhida’ ao maior público possível, além de priorizar a saúde e a segurança. É nossa ardente esperança que, ao compartilhar amplamente nosso filme, nacional e internacionalmente, transformaremos a experiência de ver cinema em casa em um verdadeiro evento.” A estreia original do filme estava marcada para 24 de abril nos Estados Unidos, mas a previsão foi atropelada pela pandemia do novo coronavírus. A Lionsgate chegou a remarcar a produção para 21 de agosto. Mas os cinemas permanecem fechados há duas semanas desta data. Em “A Escolhida”, Monáe interpreta uma autora rica e bem-sucedida de livros, que inexplicavelmente se vê transportada e presa no passado, durante a época da escravidão – ou numa aterrorizante recriação desse período brutal. Forçada a descobrir a verdade por trás de sua experiência, ela resolve liderar uma rebelião. O filme é o primeiro longa dirigido e escrito por Bush e Renz, que são mais conhecidos por seu trabalho em publicidade e pelo clipe “Kill Jay-Z”. Além de Monáe, o elenco ainda destaca Kiersey Clemons (“Além da Morte”), Jena Malone (“Jogos Vorazes: A Esperança – O Final”), Jack Huston (“Ben-Hur”), Eric Lange (“Inacreditável”), Gabourey Sidibe (“American Horror Story”) e Robert Aramayo (“Game of Thrones”). Veja abaixo o trailer nacional da produção.












