Julie Andrews terá série infantil com fantoches no Netflix
A atriz Julie Andrews encantou as crianças do século 20 com os clássicos “Mary Poppins” (1964) e “A Noviça Rebelde” (1965). Agora, aos 80 anos de idade, ela terá a chance de fazer o mesmo com as crianças do século 21, estrelando uma série do Netflix voltada para o público infantil: “Julie’s Greenroom”, que teve seu primeiro teaser divulgado. A atração vai trazer Julie Andrews como professora, dando aula para crianças-fantoches criadas pela Jim Henson Company, empresa dos “Muppets”. Na série, eles serão chamados de Greenies, recebendo da professora a missão de desenvolver um espetáculo que requer conhecimentos de atuação, canto, dança, roteiro, iluminação e performances circenses. “Esse projeto representa a realização de um sonho guardado por muito tempo: educar as crianças sobre as maravilhas das artes”, comemorou a atriz em comunicado, ao anunciar a série. “Julie’s Greenroom” foi criada pela própria atriz, ao lado de sua filha, Emma Walton Hamilton, e da roteirista Judy Rothman-Rofe (“O Cisne Apaixonado”). A princípio, a 1ª temporada terá 13 episódios de meia hora e contará com a participação de convidados famosos, como o ator Alec Baldwin (“Blue Jasmim”) e os músicos Sara Bareilles e Joshua Bell. A produção começou a ser gravada em abril, em Nova York, e estreia no início de 2017.
Brie Larson é favorita para viver a Capitã Marvel no cinema
A atriz vencedora do Oscar de 2016, Brie Larson (“O Quarto de Jack”), é a favorita da Marvel para interpretar a heroína Capitã Marvel, apurou o site da revista Variety. A personagem será a primeira mulher a protagonizar um filme da Marvel. Brie já estaria, inclusive, em fase de negociações para estrelar a produção, que só vai chegar aos cinemas em 2019. A antecipação do estúdio se deve aos planos de introduzir a personagem em outro longa, antes de ganhar seu filme solo. A trama de “Capitã Marvel” está sendo escrita pelas roteiristas Meg LeFauve (“Divertida Mente”) e Nicole Perlman (“Guardiões da Galáxia”), e ainda não tem diretor(a) definido(a). Criada em 1968 por Roy Thomas e Gene Colan como coadjuvante das aventuras do Capitão Marvel, Carol Danvers era uma piloto da Força Aérea americana que passou por uma transformação radical, adquirindo superpoderes ao ser salva de uma explosão de tecnologia alienígena (Kree) pelo super-herói. A explosão atingiu seu corpo em nível celular, misturando genes kree em seu DNA, que lhe deram superforça, poder de voo e um “sétimo sentido” (similar, porém mais poderoso que o “normal” sexto sentido). Graças ao acidente, ele virou a Miss Marvel, ressurgindo em sua própria revista em quadrinhos em 1977. Desde então, a personagem passou por muitas outras transformações, ao ponto de um trecho traumático de sua história – um estupro seguido por gravidez – ser “apagado” da sua cronologia oficial. Ao longo de vários reboots, ela acabou virando uma personagem completamente diferente, a ponto de ter seu nome alterado para Capitã Marvel em 2012. A estreia do filme solo da heroína está marcada para março de 2019.
Game of Thrones: Trailer e fotos evocam batalha de O Festim dos Corvos
O canal pago HBO divulgou 15 fotos e o trailer do próximo episódio de “Game of Thrones”, intitulado “The Broken Man”. Desta vez, não foi liberado um vídeo legendado. Mas é possível ver como a trama recupera uma batalha do livro “O Festim dos Corvos”, de George R.R. Martin, que ainda não tinha sido encenada na série. Trata-se do confronto entre um contrariado Jaime Lannister (Nikolaj Coster-Waldau), enviado para ajudar as forças de Walder Frey (David Bradley), contra Brynden Tully (Clive Russell), o Peixe Negro, pelo domínio do castelo de Correrrio. Paralelamente, os sobrinhos de Tully, Sansa Stark (Sophie Turner) e Jon Snow (Kit Harington), são vistos conversando com um “novo” personagem, Robett Glover (Tim McInnerny), num contexto completamente diferente dos livros – onde Glover teve grande presença, ao longo de quatro volumes, e terminou aliando-se a Stannis (Stephen Dillane), já morto na série. Ao menos, Sor Davos (Liam Cunningham) está presente em ambas as versões do encontro, que, se seguir os livros, tem como objetivo juntar forças para salvar o menino Rickon Stark (Art Parkinson). “The Broken Man” será exibido no domingo (5/6).
Estreias: Além de Warcraft, cinema brasileiro se destaca com quatro lançamentos
Adaptação de um videogame, “Warcraft – O Primeiro Encontro de Dois Mundos” é a estreia mais ampla da semana, com lançamento em 894 salas. A direção é de Duncan Jones (“Contra o Tempo”), filho de David Bowie, em seu terceiro longa-metragem, mas o primeiro com visual criado por computador, combinando atores reais com orcs gigantescos que só existem como efeitos especiais. Nisso, a obra lembra “Avatar”, mas também videogames, enquanto a história remete ao mundo de conflitos entre raças místicas da Terra Média de Tolkien. Jones, porém, não é James Cameron ou Peter Jackson. E nem os efeitos da empresa clássica ILM (Industrial Light and Magic, criada para os primeiros “Star Wars”) se comparam às criações realistas da WETA (a companhia de efeitos de Jackson). Artificial ao extremo, inclusive nas interpretações, “Warcraft” é um game não jogável, que não entretém como deveria. Nos EUA, onde estreia na próxima semana, foi dilacerado pela crítica (26% de aprovação na média do site Rotten Tomatoes, mais “podre” que o fraco “Alice Através do Espelho”). Diante do predomínio de blockbusters americanos em cartaz (“X-Men”, “Alice”, “Capitão América”, “Angry Birds”, as quatro maiores bilheterias da semana), até as comédias brasileiras, que costumavam ter grande distribuição, precisam se apertar nas salas que sobram. Ainda assim, “Uma Loucura de Mulher” conseguiu 280 telas para projetar sua história de político demagogo e crítica ao machismo em nível besteirol, centrada numa mulher histérica como as caricaturas que predominam o gênero. É o terceiro dos oito filmes da overdose de Mariana Ximenes (“Os Penetras”) prevista para 2016. Em contraste, dois dramas brasileiros de diretores consagrados têm lançamento em pouquíssimas salas, exemplificando a diferença de tratamento do circuito para produções dramáticas nacionais. Dirigido pelo ótimo André Ristum (“Meu País”) e estrelado por Eduardo Moscovis (“Amor em Sampa”), “O Outro Lado do Paraíso” acompanha as dificuldades de uma família durante a construção de Brasília e o golpe militar. Foi vencedor do prêmio do público no Festival de Gramado, mas chega em apenas 21 salas. Ainda mais restrita, a estreia de “Campo Grande”, de Sandra Kogut (“Mutum”), acontece em oito salas (no Rio e em São Paulo). Filme mais qualificado da semana, conquistou troféus nos festivais do Rio, Havana, Mar del Plata e Malaga. Na avaliação das distribuidoras, porém, quanto mais premiado, pior. É também a obra mais terna e emocionante, que gira em torno de um casal de crianças abandonadas na porta da casa de uma mulher na periferia carioca. Sem atores famosos, é puro cinema. Quarta produção nacional da semana, o documentário “Brasil: DNA África” não teve o circuito divulgado. O filme acompanha cinco cidadãos comuns que se submetem a um teste de DNA e descobrem suas origens na África. Entre as produções estrangeiras com distribuição limitada, o pior filme também leva a melhor. Nem Bill Murray evita o desastre de “Rock em Cabul”, em 21 salas. Na “comédia”, ele vive um empresário falido de artistas, que se vê perdido no Afeganistão e ajuda uma jovem local a vencer um reality show. O humor, quando acontece, é ofensivo. Dirigido por Barry Levinson (“Rain Man”), que teve seu auge nos anos 1980, recebeu somente 8% de críticas positivas na média do Rotten Tomatoes. A programação se completa com o drama lituano “Paz para Nós em Nossos Sonhos” em três telas (Porto Alegre, Salvador e Fortaleza) e a comédia francesa “Tudo sobre Vincent”, em duas salas (ambas em São Paulo). O primeiro é uma obra densa e típica do cineasta Sarunas Bartas (“A Casa”), com longos takes e lento feito caracol – não por acaso, sua filmografia raramente chega ao Brasil -, enquanto o segundo oferece humor nonsense sobre o universo dos super-heróis, com um homem que ganha superforça em contato com a água.
Wolverine 3: Hugh Jackman aparece barbudo e envelhecido nas primeiras fotos das filmagens
O site de celebridades Just Jared divulgou as primeiras imagens das filmagens do terceiro filme solo de “Wolverine”. Tiradas por paparazzi, as fotos mostram o ator Hugh Jackman como o protagonista, mais grisalho e barbudo do que os fãs estão acostumados a ver o personagem. Em entrevista recente, o produtor Simon Kinberg confirmou que o filme se passará no futuro, o que explica a aparência envelhecida do personagem. Além disso, a produção terá muita violência, o que deverá render censura elevada – “R” (para maiores de 17 anos) nos EUA. Ainda sem título oficial, o filme foi escrito por Michael Green (“Lanterna Verde”) e o estreante David James Kelly, e a direção está mais uma vez a cargo de James Mangold, responsável pelo filme anterior do personagem, “Wolverine – Imortal” (2013). A estreia está marcada para 2 de março no Brasil, um dia antes do lançamento nos EUA.
Guardiões da Galáxia 2: Boatos revelam quem será a vilã da sequência
Não faltam teorias a respeito de quem será o vilão de “Guardiões da Galáxia Vol. 2”. Em janeiro, a blogosfera ferveu com rumores sobre Ego, o Planeta Vivo. Agora, com a escalação do elenco, as fichas apostam em Ayesha, vilã também conhecida como Ela, Kismet e Parágona, dependendo da versão ou tradução. A personagem seria vivida pela atriz Elizabeth Debicki (“O Agente da UNCLE”), afirmam dois sites, JoBlo e Comic Book Movie, que teriam obtido a confirmação de fontes da produção. Ela é extremamente poderosa, mas não é uma típica vilã. A personagem apareceu pela primeira vez em 1977, numa história do Hulk escrita por Len Wein (criador de Wolverine e do Monstro do Pântano), como uma criação da organização secreta conhecida como Enclave, em sua segunda tentativa (a primeira foi simplesmente o herói Adam Warlock) para criar um superser sob seu controle. Mas, ao se livrar da influência do Enclave, Ayesha não se mostra tão maligna, dedicando sua vida a encontrar Ele (Adam Warlock), com o objetivo de cumprir sua missão de originar uma raça de seres perfeitos. A busca, porém, não tem o resultado esperado, pois Warlock acabou morrendo numa batalha contra Thanos. Entristecida, ela decide provocar os homens mais poderosos da Terra para decidir quais seriam merecedores de sua companhia. Ao final, ela acaba formando uma parceria com o herói Quasar. A participação de Ayesha não foi confirmada pela produção do filme, que, entretanto, já adiantou a presença de Mantis, interpretada por Pom Klementieff (“Oldboy”). Outras novidades do elenco, que não tiveram seus personagens revelados, incluem Kurt Russell (“Os Oito Odiados”) e Sylvester Stallone (“Creed”). Chris Pratt (Senhor das Estrelas), Zoe Saldana (Gamora), Dave Bautista (Dax), Karen Gillan (Nebula), Michael Rooker (Yundu), Glenn Close (Nova Prime) e as vozes de Vin Diesel (Groot) e Bradley Cooper (Rocket Raccoon) também estão confirmados na continuação do sucesso de 2014, que mais uma vez será dirigido por James Gunn. A estreia nacional está marcada para 27 de abril de 2017.
Diretor fala mal de Keira Knightley, é criticado por colegas e acaba mal visto
O diretor John Carney alimentou uma polêmica desnecessária ao se pronunciar, de forma pouco elegante, sobre a atriz Keira Knightley, durante uma entrevista ao jornal britânico The Independent. Ele dirigiu a atriz no filme musical “Mesmo se Nada der Certo”, que arrancou muitos elogios da crítica em 2013. Falando sobre os bastidores da produção, ele disse que nunca mais faria um filme com “supermodelos”, opinando que Keira, indicada duas vezes ao Oscar, “não estava pronta” para ser uma atriz de cinema. O desabafo veio por conta da comparação entre “Mesmo se Nada der Certo” e seu novo longa, “Sing Street”, filmado na Irlanda, sua terra natal, com atores do país. Segundo ele, essa decisão partiu de um “desencantamento em trabalhar com certas estrelas de cinema”. “Eu não gostei daquela experiência de paparazzi e grandes estreias. O mundo das estrelas de cinema nunca me atraiu. Eu gosto de trabalhar com atores e quis voltar para o que eu sabia, gostar de fazer filmes novamente. Não que eu não tenha gostado de ‘Mesmo se Nada Der Certo’, mas a Keira tem uma entourage que a segue por toda parte, então é muito difícil fazer algum trabalho de verdade”, reclamou. Ele afirmou, ainda, que a atriz não conseguiu interpretar sua personagem de forma verossímil, preferindo elogiar o desempenho dos atores da produção. “Aprendi que nunca mais vou fazer um filme com supermodelos novamente. Mark Ruffalo é um ator fantástico e Adam Levine é ótimo de se trabalhar (…) Então, não é como se eu odiasse essa coisa de Hollywood, mas eu gosto de trabalhar com atores decentes e curiosos, ao contrário de estrelas de cinema. Eu não quero execrar a Keira, mas você sabe, é difícil ser um ator de cinema e isso requer um certo nível de honestidade e auto-análise para o qual não acho que ela está pronta, e certamente não acho que estava pronta para isso nesse filme”, avaliou Carney. A execração pública causou comoção nas redes sociais e levou outros cineastas que já trabalharam com Keira, como Mark Romaneck, Lorene Scafaria, Lynn Shelton e Massy Tadjedin, a defenderem a atriz, que atua desde os 10 anos de idade. Romanek, que a dirigiu na bela sci-fi “Não me Abandone Jamais” (2010), escreveu no Twitter: “Minha experiência com Keira Knightley foi totalmente espetacular em todos os níveis. Eu não tenho ideia do que esse cara está falando”. Ele ainda emendou: “Minha lembrança da ‘entourage’ de #keiraknightley foi quando a mãe dela visitou o set por uma hora ou duas”. Diretora de “Procura-se um Amigo para o Fim do Mundo” (2012), que Knightley estrelou com Steve Carell, Lorene Scafaria tratou de concordar com Romanek. “Foi uma alegria trabalhar com Keira. Presente, fácil de lidar, e muito, muito boa em seu trabalho. Simplesmente adorável”. Lynn Shelton, que a dirigiu em “Encalhados” (2014), fez eco: “Trabalhar com #KeiraKnightley foi magnífico, do começo ao fim. Ela é uma atriz de verdade”. E Massy Tadjedin, que trabalhou com Keira duas vezes, como diretora de “Apenas uma Noite” (2010) e roteirista de “Camisa de Força” (2005), foi taxativa: “As afirmações de John Carney não podem ser mais inverídicas e deselegantes. Elas revelam muito mais sobre ele do que sobre ela”. Logo, atores, assistentes de produção, contra-regras e outros juntaram-se ao coro. Resultado: Carney ficou tão mal-visto que decidiu publicar uma retratação, com um pedido de desculpas para a atriz, dizendo-se “envergonhado”. Em seguida tentou remendar, dizendo que “Keira não foi nada além de profissional e dedicada durante o filme, e contribuiu enormemente para o seu sucesso”. Veja a íntegra das desculpas abaixo. A propósito, Keira, elegantérrima, não falou nada. From a director who feels like a complete idiot. pic.twitter.com/vfO8m4U2Hl — John Carney (@jayceefactory) June 1, 2016
Rupert Grint e Nick Frost vão estrelar nova série de comédia britânica
O ator Rupert Grint (o Ron Weasley dos filmes de “Harry Potter”) vai se juntar ao comediante Nick Frost (“Heróis de Ressaca”) numa nova série de comédia britânica, “Sick Note”. Desenvolvida para o canal pago britânico Sky Atlantic, a série gira em torno de Daniel Glass (Rupert), um mentiroso compulsivo que é diagnosticado com câncer no esôfago. Em função de sua doença, todos à sua volta passam a tratá-lo bem. Assim, quando ele descobre que o diagnóstico foi um engano, decide manter isso em segredo. Para tanto, conta com a ajuda do Dr. Glennies (Frost), o oncologista mais incompetente do planeta. O elenco também inclui o veterano ator Don Johnson (série “Miami Vice”) como o patrão do personagem de Glass. Esta é a segunda tentativa de Grint em estrelar uma série. A primeira ocorreu em 2013, quando ele estrelou o piloto de “Super Clyde”, da rede CBS, que não teve a produção aprovada. “Sick Note” é uma criação dos roteiristas Nat Saunders (série “Trollied”) e James Serafinowicz (“The Peter Serafinowicz Show”). Como a maioria das séries de comédia britânicas, a atração terá apenas seis episódios em sua 1ª temporada, que tem previsão de estreia para o inicio do ano que vem.
Criador do festival Cine PE assume a Secretaria do Audiovisual
O economista Alfredo Bertini, diretor e idealizador do festival Cine PE, foi escolhido por Marcelo Calero, Ministro da Cultura, para assumir a Secretaria do Audiovisual no governo de Michel Temer. Além de ser responsável pela realização do Cine PE, Bertini é autor de livros como “Economia da Cultura” e foi presidente do Fórum Nacional dos Organizadores de Festivais Audiovisuais Brasileiros. Ele também tem participação política ativa. Entre 1994 e 1995, foi Secretário Adjunto de Pernambuco, quando começou a desenvolver projetos como o Festival de Cinema do Recife. De 2004 a 2005, ele também assumiu a Secretaria de Turismo e Esportes da prefeitura de Recife. Neste mês, Bertini escreveu um artigo sobre a Lei Rouanet em que defende aperfeiçoamentos. No texto, ele destaca que a lei não é perfeita, mas tampouco é responsável pela sustentação de “artistas vagabundos”, muito menos tem grande impacto nas contas públicas. Muito maiores são os incentivos a outros setores da Economia, que não geram tantos empregos nem contrapartidas aos brasileiros. “É lamentável, portanto, quem enxerga o principal instrumento de custeio cultural como um ‘escândalo’ ou algo parecido, em função de falhas absolutamente corrigíveis”, ele opinou. Como um realizador cultural, que enfrentou na pele as dificuldades de realizar o Cine PE deste ano, com corte de 50% de incentivos da Lei Rouanet e dificuldades para captação, a Secretaria do Audiovisual passa agora a ter um profissional que entende e conhece as dificuldades do setor. Mas, como tem sido regra na atual conjuntura, até esta nomeação enfrentará protestos.
Disney confirma novo filme de Mary Poppins com Emily Blunt
A Disney confirmou a produção da nova versão de “Mary Poppins”, que será estrelada por Emily Blunt (“Sicario”). As filmagens só devem começar no ano que vem, pois a estreia foi marcada para dezembro de 2018. O cronograma foi estabelecido para acomodar a atriz, que está grávida de seu segundo filho. A Disney prefere esperar para ter sua atriz preferida no papel. Emily é casada com o ator John Krasinski (série “The Office”) e o casal já tem uma filha, Hazel, de dois anos. Blunt era a favorita desde seu trabalho no musical “Caminhos da Floresta” (2014). E não só do estúdio. Vale lembrar que o diretor da nova versão de “Mary Poppins” é Rob Marshall, com quem Emily trabalhou em “Caminhos da Floresta”. Além da atriz, o estúdio confirmou a participação do porto-riquenho Lin-Manuel Miranda (“A Estranha Vida de Timothy Green”), que atualmente estrela o badalado musical “Hamilton”, grande sucesso da Broadway. Ele interpretará um novo personagem, um funcionário de companhia elétrica chamado Jack. O projeto não será um remake do filme clássico, mas a adaptação de outra história original da personagem, criada pela escritora P.L. Travers. A nova trama deve se passar 20 anos após os acontecimentos da história filmada na década de 1960, com as crianças do original já crescidas. “P.L. Travers escreveu oito livros. No filme original, eles trabalharam com o primeiro e nós vamos trabalhar com os outros sete, mas sem mexer na essência icônica de Mary Poppins”, explicou o diretor Rob Mashall quando o projeto foi anunciado. “Sou um grande fã do original, um grande amigo de Julie Andrews e tenho grande admiração pelo filme. Existe todo esse material – que foi o ‘Harry Potter’ de seu tempo – e eles nunca se transformaram em algo além daquele longa”, completou o cineasta. O filme original venceu cinco Oscars, inclusive o de Melhor Atriz para Julie Andrews, intérprete da babá mágica. A história das filmagens do clássico também foi recentemente levada ao cinema, no drama “Walt nos Bastidores de Mary Poppins” (2013).
Procurando Dory: Conservadores organizam boicote após suposta aparição de lésbicas no trailer
Nem todas as reações à aparição de um suposto casal de lésbicas no trailer da animação “Procurando Dory” foram positivas. Conservadores planejam um boicote ao filme se a suposição for confirmada, aparentemente ignorando que, independente das lésbicas da ficção, a obra é estrelada por uma lésbica de verdade, a apresentadora Ellen DeGeneres, que dubla a protagonista Dory. “Viram o novo trailer de ‘Procurando Dory’? Acho que é o primeiro casal de lésbicas em um filme da Disney Pixar”, postou um usuário no Twitter. “Se os boatos de que vai ter um casal de lésbicas no filme forem verdade, vou boicotar a Disney”, disse outro. Nem o estúdio Pixar, que produziu o filme, nem a Disney, dona da Pixar, comentaram. Recentemente, a Disney liderou uma ameaça de boicote ao estado da Geórgia, nos EUA, contra a aprovação de uma lei que discriminaria os homossexuais, e fãs de “Frozen – Uma Aventura Congelante” iniciaram um petição para que a rainha Elsa ganhasse uma namorada no próximo filme da franquia. A hashtag promovendo a ideia, #GiveElsaAGirlfriend (Dê uma namorada a Elsa), chegou a ficar em primeiro lugar nos trending topics, a lista de assuntos mais comentados no Twitter. Mas isso gerou uma reação: mais de 240 mil pessoas assinaram uma petição pedindo que Elsa ganhasse um “príncipe encantado”. Vale observar que o trailer brasileiro, dublado, de “Procurando Dory” não mostra o casal. Ambas as versões podem ser conferidas aqui.
Legion: Série derivada dos X-Men é confirmada e ganha primeira foto
O canal pago americano FX aprovou a produção e divulgou a primeira foto (acima) da série “Legion”, derivada do universo dos “X-Men”. A imagem destaca o protagonista David Haller, interpretado por Dan Stevens (série “Downton Abbey”). O personagem é atormentado por vozes e visões que, após anos sendo tratadas como esquizofrenia, revelam-se manifestações das habilidades de um poderoso telepata. Nos quadrinhos, Haller é simplesmente o filho do Professor Charles Xavier. “Legion” será a primeira série da Marvel produzida pelo estúdio Fox, com desenvolvimento de Noah Hawley, o criador de “Fargo”, que escreveu o piloto aprovado e irá produzir a adaptação dos quadrinhos. Além de Stevens, a atração contará com Aubrey Plaza (série “Parks and Recreation”), Jean Smart (série “Fargo”) e Rachel Keller (também de “Fargo”). Aubrey viverá Lenny, uma amiga de David que abusa do álcool e das drogas, mas tem total confiança de que, mais cedo ou mais tarde, sua vida irá mudar. A veterana Jean Smart interpretará Melanie, uma terapeuta ao mesmo tempo carinhosa e exigente, além de muito sagaz e original. E Keller viverá uma mutante chamada Syd, descrita como uma mistura de Vampire e Spyke (ou “Porco-Espinho”). O presidente de programação do FX, Nick Grad, rasgou elogios para a produção no comunicado que anunciou a encomenda da série. “Assim como ele fez ao reimaginar ‘Fargo’, Noah está trazendo toda uma nova estética e sensibilidade para o enormemente popular mundo dos ‘X-Men'”, ele comentou. “O episódio piloto é impressionante, impulsionado por performances incríveis de Dan Stevens, Aubrey Plaza, Jean Smart, Rachel Keller e o resto do elenco. Nós nos juntamos aos nossos parceiros de produção da Marvel, felicitando a equipe criativa pelo que eles conseguiram e estamos tão animados quanto os fãs para a estreia da 1ª temporada”, concluiu. O filho esquizofrênico do Professor X foi criado por Chris Claremont (responsável pelos quadrinhos originais de “X-Men: Dias de um Futuro Esquecido”) em 1985, na revista dos Novos Mutantes. Mas suas histórias só foram aprofundadas na revista “X-Men Legacy”, publicadas entre 2012 e 2014 nos EUA. “Legion” ainda não tem previsão de estreia.
Paul Rudd vira cuidador de cadeirante em trailer de filme da Netflix
O serviço de streaming Netflix divulgou o trailer legendado do filme “The Fundamentals of Caring”, drama indie, adquirido pela companhia no último Festival de Sundance, com Paul Rudd (“Homem-Formiga”) e Selena Gomez (“Spring Breakers”). A prévia resume a trama em tom ligeiramente piegas (a música ajuda), mas com pelo menos uma boa piada no final. O filme segue a tendência das histórias de cadeirantes tristes e seus cuidadores não convencionais, refletindo um súbito interesse pelo tema, após o sucesso da dramédia francesa “Intocáveis” (2011) – além da encomenda de um remake americano, a tendência já rendeu o romance “Como Eu Era Antes de Você” e a produção de uma nova série, “Speechless”, que estreia na próxima temporada. “The Fundamentals of Caring” acompanha o relacionamento entre um adolescente mau-humorado (Craig Roberts, de “Anjos da Lei 2”) com distrofia muscular e seu cuidador amador (Paul Rudd). Juntos, eles embarcam em uma viagem por todos os lugares com os quais o jovem ficou obcecado assistindo ao noticiário de TV, incluindo seu Santo Graal: a cidade de seu pai ausente. No caminho, decidem dar carona para uma garota sem rumo (Selena Gomez) e uma futura mãe (Megan Ferguson, da série “The Comedians”), que abrem novos horizontes para os agora amigos. Escrito e dirigido por Rob Burnett (criador da série “Ed” e da vindoura “Powerless”), o filme estreia em 24 de junho.












