Game of Thrones: Cersei será a principal personagem da 7ª temporada
Após uma audiência recorde no final da 6ª temporada, “Game of Thrones” só terá novos episódios em 2017. Mesmo assim, os produtores David Benioff e D.B Weiss foram pressionados a revelar o que vem a seguir. Em entrevista ao site Deadline, eles declaram que o próximo ano vai trazer Cersei Lannister (Lena Headey) como um dos pilares centrais da trama. Com seus três filhos mortos, a profecia sobre o destino de Cersei se cumpriu, e esse fato irá determinar uma mudança na personagem. “É sobre isso que será a próxima temporada: descobrir como funciona a cabeça de Cersei. Quem é ela?”, anunciou Weiss. “Ainda que Cersei tenha feito muitas coisas horríveis na vida e ter sido uma pessoa muito cruel, um fato redentor sobre ela é que ela realmente amava os filhos. Agora que todos se foram, isso se torna algo bastante interessante para nós”, continuou o produtor. “Quem é ela sem as crianças? A resposta é algo que você vai descobrir na próxima temporada. Tem tanta coisa para acontecer que eu vou acabar entregando se começar a elaborar agora.” Entre as teorias dos fãs, muitas já traçam comparações entre Cersei e o Rei Louco, sugerindo que a próxima temporada mostrará um lado ainda mais sombrio da Rainha, agora que ela finalmente sentou no Trono de Ferro. Um detalhe que não pode ser ignorado é a expressão de seu irmão Jaime Lannister (Nikolaj Coster-Waldau) ao entrar em Porto Real e se deparar com a cidade em chamas para Cersei ser coroada. Um dos motivos pelo qual ele se tornou regicida foi a ameaça do Rei Louco de incendiar a cidade, algo que Cersei realizou. Além de Cersei, Benioff enfatizou que as demais personagens femininas serão essenciais no ano que vem, destacando a chegada da frota e dos dragões de Daenerys Targaryan (Emilia Clarke) a Westeros. “Uma das coisas que tem sido mais interessantes sobre os personagens que vivem no mundo criado por George [R.R. Martin] é que muitos dos personagens mais formidáveis são mulheres”, disse o produtor. A 7ª temporada só deve estrear em abril e será menor que o costume. Em vez da tradicional dezena de episódios exibida desde a estreia da atração, serão produzidos apenas sete capítulos.
Lançado em março, Ultra HD Blu-ray tem início quatro vezes melhor que o Blu-ray original
O novo formato de disco Ultra HD Blu-ray começou mais forte do que Blu-ray, de acordo com os números de vendas iniciais. Segundo pesquisa da revista Home Media, 228 mil Blu-ray Ultra HD discos foram vendidos desde o lançamento do formato, em março. A quantidade é quatro vezes superior à adoção inicial do Blu-ray. O substituto do DVD vendeu 57 mil discos em seus primeiros meses, em 2006. Vale considerar ainda que, até hoje, foram lançados apenas 45 títulos em Ultra HD, o que demonstra a solidez o formato, que exige uma TV de resolução 4k para ser assistido. Além do novo disco apresentar maior definição, nitidez e cores, seus aparelhos de reprodução são compatíveis com a “antiga” tecnologia Blu-ray, o que facilita sua adoção por quem já tem uma coleção de Blu-rays. As indústrias do cinema, dos eletrodomésticos e os grandes varejos comemoram a popularidade da novidade. Só não sabem esconder muito bem que os laboratórios tecnológicos já deixaram o 4k ultrapassado, com o desenvolvimento da resolução 8k. Entretanto, para não matar a galinha dos ovos de ouro, o lançamento da novíssima geração de TVs em ultramegasuperpós HD deve demorar a sair das fábricas.
Bud Spencer (1929 – 2016)
Morreu Bud Spencer, ator de diversos westerns e comédias italianas de sucesso. Ele faleceu na segunda (27/6) em Roma, aos 86 anos, de causa não revelada. Segundo seu filho, sua última palavra foi “Obrigado”. Nascido em Nápoles em 1929, Carlo Pedersoli começou a carreira de ator graças a seu porte físico. Ex-nadador profissional, chegou a disputar duas Olimpíadas, em 1952 e 1956, e se tornou requisitado para envergar uniformes e até mesmo aparecer sem camisa em filmes de época. A primeira figuração veio no clássico “Quo Vadis” (1951), como um guarda romano, fase que se estendeu até “Anibal, O Conquistador” (1959). Foi durante as filmagens de “Anibal” que Pedersoli encontrou seu futuro parceiro, Mario Girotti. Os dois mudariam de nome para estrelarem seu primeiro filme como protagonistas, “Deus Perdoa… Eu Não!”, um western spaghetti escrito e dirigido por Giuseppe Colizzi em 1967. Os pseudônimos americanizados eram regra das produções comerciais da época, visando o mercado internacional, para onde os filmes eram exportados com dublagem em inglês. Com isso, criava-se a ilusão de uma produção de Hollywood, muitas vezes incrementada com a participação de atores americanos para aumentar a credibilidade do elenco. No caso dos westerns filmados no deserto espanhol, a necessidade do “disfarce” era ainda maior, uma vez que o gênero era considerado o mais americano de todos. Pedersoli e Girotti escolheram seus nomes a partir de uma lista fornecida pelos produtores de seu primeiro western. Pedersoli escolheu virar Bud Spencer para homenagear seu ator favorito, Terence Spencer, e sua cerveja favorita, Budweiser. Girotti se tornou Terence Hill porque o nome tinha as iniciais de sua mãe. “Deus Perdoa… Eu Não!” acabou virando um sucesso inesperado e rendeu duas continuações, “Os Quatro da Ave Maria” (1968) e “A Colina dos Homens Maus” (1969), tornando os nomes de Terence Hill e Bud Spencer bastante conhecidos. Apesar de participarem de projetos independentes – Spencer, por exemplo, estrelou vários westerns como o estereótipo do fortão de diferentes gangues de pistoleiros – , a dupla acabou se tornando inseparável aos olhos do público a partir de uma nova franquia, lançada em 1970. Escrito e dirigido por Enzo Barboni, “Chamam-me Trinity” (1970) aumentou a carga de humor do western spaghetti, transformando as aventuras de Trinity (Hill) e seu parceiro Bambino (Spencer) em verdadeiros pastelões com tiroteios. O apelo cômico foi ainda mais longe na continuação, “Trinity Ainda é Meu Nome” (1971), que virou fenômeno internacional e sacramentou “Trinity” como a franquia mais bem-sucedida do cinema italiano do período. A esta altura, Hill e Spencer se tornaram os atores mais bem pagos da Itália. Mas isso trouxe um efeito colateral inevitável. Mesmo que interpretassem outros personagens, seus filmes eram lançados no exterior como “Trinity”. A situação chegou ao cúmulo de render “Que Assim Seja… Trinity” (1972) e “Trinity… Os Sete Magníficos” (1972) sem a participação de Terence Hill, o intérprete de Trinity. Já em “Dá-lhe Duro, Trinity!” (1972), a reunião da dupla aconteceu nos dias de hoje, numa aventura na selva. Marcado pelo gênero, Spencer raras vezes se arriscou fora do humor e do western. Numa dessas ocasiões, participou do giallo “Quatro Moscas Sobre Veludo Cinza” (1971), do mestre Dario Argento. Mas ficou nisso seu esforço para se distanciar do tipo que consagrou em “Trinity”: o fortão engraçado, de cara feia, mas bom coração. Tampouco renegou a parceria com Hill, com quem filmou mais de uma dezena de comédias. A partir de 1974 os filmes da dupla já não precisavam mais trazer o nome de “Trinity” ou cenários do Velho Oeste para lotar os cinemas. Eles continuaram faturando alto com lançamentos como “Dois Missionários do Barulho” (1974), “A Dupla Explosiva” (1974), “Dois Tiras Fora de Ordem” (1977), “Par ou Ímpar” (1978), “Quem Encontra um Amigo, Encontra um Tesouro” (1981), “Dois Loucos com Sorte” (1983) e “Os Dois Super-Tiras em Miami” (1985). Paralelamente, Spencer também começou a intercalar sucessos individuais, como “Chamavam-lhe Bulldozer” (1978), em que viveu um treinador de futebol amador, “O Xerife e o Pequeno Extraterrestre” (1979), que teve sequência, “O Super Xerife” (1980), além de “Buddy no Velho Oeste” (1981), “Banana Joe” (1982) e “Aladdin” (1986), em que viveu o gênio da lâmpada. Em 1984, no auge do sucesso, Spencer e o parceiro chegaram a ser entrevistados por Renato Aragão no programa “Os Trapalhões”, quando o gordinho barbudo mostrou sua fluência em português, graças aos dois anos que morou no Brasil (entre 1947 e 1949), trabalhando como funcionário do consulado da Itália no Recife. Mas, ironicamente, logo em seguida a dupla caiu no ostracismo. Hill ainda viveu o herói dos quadrinhos belgas “Lucky Luke” em 1991. Contudo, as carreiras de ambos estagnaram nos anos 1990, a ponto de empurrá-los para um último reencontro sob o manto de “Tritiny”. Nove anos após “Os Dois Super-Tiras em Miami”, Hill e Spencer se despediram dos fãs com o lançamento de “A Volta de Trinity” (1994), seu retorno ao faroeste, com personagens diferentes de Trinity e Bambino, mas divulgados como se fossem os mesmos. Hill faria só mais um filme, em 1997. Spencer continuou ativo até 2009, mas sem emplacar nenhum sucesso. Apesar da fama alcançada, Bud Spencer nunca escondeu sua amargura por não ter merecido maior reconhecimento da crítica e jamais ter trabalhado com cineastas renomados. “Na Itália, eu e Terence Hill simplesmente não existimos, apesar da grande popularidade que temos hoje entre as crianças e os mais jovens”, lamentou há alguns anos.
Duas produções diferentes vão adaptar 20.000 Léguas Submarinas para o cinema
O diretor David Fincher não conseguiu convencer a Disney a investir numa superprodução baseada no clássico sci-fi “20.000 Léguas Submarinas”, que seria estrelada por Brad Pitt. Mas após seu projeto dar em água, duas produções rivais ganharam sinal verde para materializar a famosa aventura marinha de Julio Verne. O cineasta Bryan Singer (“X-Men: Apocalipse”) já tinha revelado seus planos de adaptar o clássico de 1870, ao compartilhar no Instagram a capa do roteiro que ele escreveu com Dan Studney (“Jack, o Caçador de Gigantes”) e o estreante Rick Sordelet para o estúdio 20th Century Fox. Agora, surge a notícia que o estúdio francês Wild Bunch se associou a uma empresa chinesa para lançar a sua versão, que será dirigida por Christophe Gans (da recente versão francesa de “A Bela e a Fera”). Segundo o site Deadline, a produção já garantiu distribuição na China, o que poderá afetar os planos da Fox para distribuir seu filme no segundo maior mercado do planeta. Para completar, essa versão começará a ser filmada ao mesmo tempo que a produção americana, entre setembro e outubro. A Disney, por sua vez, não desistiu completamente de filmar a criação de Julio Verne e planeja uma história de origem centrada no Capitão Nemo, que deverá ser dirigida por James Mangold (“Wolverine – Imortal”). Entretanto, este projeto não deve sair da gaveta tão cedo – se é que agora sairá. “20.000 Léguas Submarinas” acompanha a caça de um misterioso monstro marinho que vem atacando embarcações do final do século 19. Na verdade, porém, trata-se do primeiro submarino do mundo, o Náutilus, comandado pelo Capitão Nemo, muito antes da invenção se tornar realidade. O livro já foi adaptado diversas vezes para o cinema, mas até hoje a versão filmada em 1954 pela Disney, com Kirk Douglas (“Spartacus”) e James Mason (“Meninos do Brasil”), permanece insuperável.
Jamie Dornan invade a mente de uma criança em trailer de suspense
A Lionsgate divulgou o primeiro trailer do suspense “The 9th Life of Louis Drax”, novo filme do especialista em terror Alexandre Aja (“Piranhas”), estrelado por Jamie Dornan (“Cinquenta Tons de Cinza”). A prévia começa acompanhando uma família feliz, o acidente que deixa seu filho em coma e a busca por esperanças além da Medicina. Mas esses sinais típicos de drama religioso logo são substituídos por uma reviravolta sci-fi, envolvendo experiências com ondas cerebrais e um mergulho na mente da criança, com o objetivo de solucionar o mistério de sua queda e descobrir se os próprios pais teriam empurrado o menino num precipício. A trama reflete diversos lugares-comuns, já vistos em filmes como “A Cela” (2000) e “Aurora” (2012). Baseada no livro homônimo de Liz Jensen, marca o primeiro roteiro assinado pelo ator Max Minghella, que trabalhou com Aja no terror “Amaldiçoado” (2013). Os pais são interpretados por Aaron Paul (série “Breaking Bad”) e Sarah Gadon (“Drácula: A História Nunca Contada”), o menino por Aiden Longworth (o jovem Rip Hunter de “Legends of Tomorrow”) e o neurologista que realiza a experiência por Jamie Dornan (“Cinquenta Tons de Cinza”). O elenco ainda inclui Molly Parker (série “House of Cards”), Barbara Hershey (“Sobrenatural”) e Oliver Platt (série “Chicago Med”). A estreia está marcada para 2 de setembro nos EUA e apenas em 20 de outubro no Brasil.
Morgan: Atriz de A Bruxa é monstro de laboratório em novo trailer de sci-fi
A 20th Century Fox divulgou o segundo trailer de “Morgan”, terror científico estrelado por Kate Mara (“Quarteto Fantástico”) e Ana Taylor-Joy (revelada em “A Bruxa”). A prévia explica a origem da personagem-título, uma nova forma de vida sintética criada num laboratório secreto, que, como típico monstro de “Frankestein”, rebela-se contra seus criadores. O detalhe é que Morgan tem poderes psíquicos poderosos. Na trama, Mara interpreta uma funcionária de uma grande corporação enviada para avaliar um acidente em um laboratório ultra-secreto, onde uma nova forma de vida (Ana Taylor-Joy) foi criada por cientistas. A premissa, que remonta à literatura gótica, é velha conhecida da ficção científica, tendo rendido nas últimas décadas alguns exemplares interessantes como “A Experiência” (1995) e “Splice – A Nova Espécie” (2009). O filme marca a estreia na direção de Luke Scott, filho do veterano cineasta Ridley Scott (“Perdido em Marte”), após trabalhar como assistente em “Exôdo: Deuses e Reis” (2014), dirigido por seu pai. O elenco também inclui Toby Jones (série “Wayward Pines”), Jennifer Jason Leigh (“Os Oito Odiados”), Paul Giamatti (“O Espetacular Homem-Aranha 2”), Boyd Holbrook (série “Narcos”) e Chris Sullivan (série “The Knick”). A estreia está marcada para 2 de setembro nos EUA e ainda não há previsão de lançamento no Brasil.
Fortitude: Dennis Quaid é destaque em fotos e trailer da 2ª temporada
O canal pago americano Pivot divulgou as fotos e o primeiro comercial da 2ª temporada do suspense ártico “Fortitude”, que destacam a participação de Dennis Quaid (“O Dia Depois de Amanhã”), principal reforço do elenco nos novos episódios – além de investir no clima gélido de tensão e mistério da trama. Coprodução britânica, a atração foi uma das surpresas da televisão do Reino Unido em 2015, registrando uma média de 1,7 milhão de telespectadores, maior audiência já registrada pelo canal pago Sky Atlantic, o que gerou interesse internacional e levou à venda da produção para vários países. O fato de o elenco refletir a diversidade europeia, com nórdicos, espanhóis e britânicos em papéis de destaque, também ajuda na sua propagação. Criada por Simon Donald (“Wallander” e “Low Winter Sun”), “Fortitude” se passa no pequeno lugarejo que leva seu nome, considerada a cidade mais ao Norte do mundo, na região ártica. A trama acompanha as investigações de um assassinato naquele que, até então, era considerado o lugar mais seguro da Terra. Ao final do arco inicial, as pistas transformam a investigação numa trama de terror sci-fi, envolvendo um vírus pré-histórico, que o aquecimento global descongelou junto com carcaças de mamutes, infectando a população local. A nova temporada também contará com os reforços de Michelle Fairley (série “Game of Thrones”), Parminder Nagra (série “The Blacklist”), Robert Sheehan (série “Misfits”) e Ken Stott (trilogia “O Hobbit”), que substituirão os nomes mais famosos do elenco original: Stanley Tucci (franquia “Jogos Vorazes”), Michael Gambon (franquia “Harry Potter”) e Christopher Eccleston (série “The Leftovers”), cujos personagens morreram durante a 1ª temporada. Os detalhes sobre os novos personagens estão sendo mantidos em sigilo. Além deles, a 2ª temporada também vai trazer de volta os integrantes fixos do elenco: Richard Dormer (“Game of Thrones”), Sofie Gråbøl (série “Forbrydelsen”), Verónica Echegui (“Fuga Implacável”), Sienna Guillory (“Resident Evil 5: Retribuição”), Luke Treadaway (“Invencível”), Darren Boyd (“Heróis de Ressaca”), Björn Hlynur Haraldsson (série “The Borgias”), Mia Jexen (“Dual”), Alexandra Moen (série “Strike Back”) e Ramon Tikaram (“O Destino de Júpiter”). A estreia dos novos episódios está marcada para janeiro.
Independence Day estreia em 1º lugar no Brasil
Após frustrar as expectativas da 20th Century Fox nos EUA, “Independence Day: O Ressurgimento” teve desempenho mais razoável no mercado internacional. A continuação do blockbuster de 1996 abriu em 1º lugar no Brasil e em outros países estratégicos. Mas seu sucesso se deve mais à características do parque exibidor do que às qualidades da produção. Antes de aprofundar a análise da tendência, é importante olhar os números brutos. A invasão alienígena chegou ao Brasil com faturamento de R$ 9,6 milhões e público de 533,6 mil espectadores entre quinta (23/6) e domingo (26), segundo dados da empresa de monitoramento ComScore. Mas a vantagem para o 2º lugar foi pequena. O romance “Como Eu Era Antes de Você” ficou na segunda colocação com R$ 9 milhões. Entretanto, teve mais público: 601,7 mil espectadores. A diferença para a sci-fi se deve ao preço mais caro dos ingressos para sessões em 3D e Imax. Na semana passada, “Como Eu Era Antes de Você” liderou as bilheterias nacionais com R$ 11,5 milhões e levou cerca de 754 mil pessoas aos cinemas. Portanto, a vitória de “Independence Day” nesta semana deve ser vista como modesta. O longa da Fox também liderou no México, na Coreia do Sul e na Rússia, mas não passou dos US$ 100 milhões de arrecadação internacional. Somando os US$ 41,6 milhões de sua estreia nos EUA, o filme fez cerca de US$ 140 milhões em todo o mundo. Muito pouco para uma produção orçada em US$ 165 milhões. A lição do sucesso internacional de “Independence Day” e outros filmes calcados em efeitos visuais, como “Warcraft”, que fracassaram nos EUA, revela como o público de diferentes países lida com o apelo das projeções em 3D e Imax. Para o público de países em que as salas de projeção especial ainda é novidade, as batalhas de efeitos digitais surgem como um espetáculo que justifica o ingresso mais caro. Mas nos EUA, onde o público tem excesso de oferta de salas especiais, a demanda por filmes em 3D já dá sinais de esgotamento, a ponto de produções serem convertidas ao formato apenas para lançamento no exterior. Para comprovar essa tese, basta comparar os números da arrecadação de “Independence Day: O Ressurgimento” em salas Imax. Enquanto o filme rendeu apenas US$ 5 milhões nesse tipo de tela nos EUA, na China foram US$ 6,4 milhões, enquanto o total internacional atingiu US$ 15,8 milhões.
Desculpe o Transtorno: Gregório Duvivier vira o Médico e o Monstro do besteirol brasileiro em trailer
A Buena Vista International divulgou o pôster e o novo trailer de “Desculpe o Transtorno”, besteirol brasileiro estrelado por Gregório Duvivier (“Porta dos Fundos: Contrato Vitalício”). Trata-se de mais uma variação de história clássica convertida para o humor genérico brasileiro, como na época das chanchadas. Desta vez, uma brincadeira sobre “O Médico e o Monstro”, que pelo protagonismo de Duvivier poderia ter graça se rebatizado de “O Coxinha e o Mortadela”. As roteiristas, no entanto, preferem resumir o dilema do personagem como “Raquel e Ruth no mesmo corpo”, numa referência para quem se lembra de novelas dos anos 1990. Na trama, Duviver sofre de transtorno de personalidade múltipla. Ele vai dormir como Eduardo, que trabalha de terno e gravata, tem bom padrão de vida e gosto ascético, e acorda como Duca, que o trailer só mostra se divertindo, descabelado e sem realizar nada. E assim sucessivamente, até que cada uma das personalidades se apaixona por uma mulher diferente: Dani Calabresa (“Superpai”) e Clarice Falcão (“Primeiro Dia de um Ano Qualquer”). O detalhe é que ninguém do ciclo de amizades e de trabalho do transtornado percebe o que acontece até ele confessar seu problema, confirmando a falta de inteligência que afeta as comédias brasileiras. O filme já está pronto há bastante tempo – o primeiro trailer tem mais de um ano. O roteiro é de Adriana Falcão e Tatiana Maciel, que escreveram juntas outro besteirol romântico, “Fica Comigo Esta Noite” (2006), no começo da tendência. Já a direção é de Thomas Portella, que retorna ao humor de sua estreia, “Qualquer Gato Vira-Lata” (2011), após exercitar os clichês do terror em “Isolados” (2014) e mostrar bom trabalho no policial “Operações Especiais” (2015). “Desculpe o Transtorno” chega aos cinemas em 15 de setembro.
Aquarius: Novo filme de Kleber Mendonça Filho ganha primeiro trailer
A Vitrine Filmes divulgou o trailer de “Aquarius”, segundo longa de Kleber Mendonça Filho (“O Som ao Redor”), que venceu o prêmio de Melhor Filme no Festival de Cinema de Sydney e criou polêmica com um protesto de black-tie contra o Impeachment da Presidente Dilma Rousseff no tapete vermelho do Festival de Cannes. O interessante na prévia é como a trama estereotipa as grandes incorporadoras imobiliárias como vilãs, ao estilo dos filmes (e quadrinhos) americanos sobre a gentrificação de Nova York nos anos 1980. Entretanto, ao contrário do fenômeno americano, não é a classe baixa que sofre pressão no filme, mas o estilo de vida de uma classe média decadente e encastelada entre discos de vinil, livros e nostalgia, encarnada na tela pela personagem de Sonia Braga. Ela interpreta a proprietária de um apartamento num prédio antigo, de frente para o mar, que se recusa a vender sua unidade para a construção de um novo edifício, sofrendo assim bulling da construtora. Após a photo op de Cannes, também vale comparar esta ficção com o noticiário do mundo real, lembrando como o governo de Dilma Rousseff foi viabilizado com apoio desse mesmo tipo de vilões: grandes empreiteiras que ajudaram a quebrar o Estado no maior esquema de corrupção já visto na Terra, em conluio com tesoureiros de partidos e políticos no poder. Não foi a moradora de um prédio de frente pro mar que sofreu com isso, mas o país inteiro. “Aquarius” estreia em 1 de setembro no Brasil.
Star Trek: Novo trailer destaca música inédita de Rihanna
A Paramount divulgou o novo trailer de “Star Trek: Sem Fronteiras”. O vídeo resgata cenas do primeiro filme da franquia para introduzir a motivação do Capitão Kirk (Chris Pine), a destruição da Enterprise e a luta pela sobrevivência da tripulação num planeta hostil, mas seu principal destaque é a trilha, que apresenta a música nova de Rihanna, “Sledgehammer”, criada para a trilha do filme. Além de Chris Pine (como Capitão Kirk), o elenco traz de volta Zachary Quinto (Sr. Spock), Karl Urban (Dr. McCoy), Zoe Saldana (Uhura), Simon Pegg (Scotty), John Cho (Sulu) e o recém-falecido Anton Yelchin (Chekov). Entre os novos personagens, os destaques são para dois alienígenas, a aliada Jaylah, vivida por Sofia Boutella (“Kingsman – Serviço Secreto”), e o inimigo Krall, interpretado por Idris Elba (“Beasts of No Nation”). Com direção de Justin Lin (“Velozes & Furiosos 6”), “Star Trek: Sem Fronteiras” estreia em 22 de julho nos EUA, mas teve seu lançamento adiado para 1 de setembro no Brasil.
The Frankenstein Chronicles é renovada para a 2ª temporada
O canal britânico ITV anunciou a renovação da série “The Frankenstein Chronicles” para sua 2ª temporada. A notícia é surpreendente, uma vez que a trama foi concluída e o último episódio exibido em dezembro do ano passado. Criada pelos roteiristas Benjamin Ross (“O Livro Secreto do Jovem Envenenador”) e Barry Langford (“Guilty Hearts”), a série acompanha investigações de crimes bizarros, inspirados no romance “Frankenstein”, na Londres vitoriana. O protagonista é um policial doente, vivido por Sean Bean (o Ned Stark de “Game of Thrones”), que luta contra seus próprios demônios, enquanto busca justiça entre a boa vontade de políticos aristocratas, médicos de ética “progressista” e criminosos que infestam os guetos miseráveis, onde cafetões, prostitutas infantis e ladrões de cadáveres ganham a vida. As gravações da 2ª temporada começam em janeiro, mas ainda não há previsão de estreia para os novos episódios.
Acidente que matou cantor e guitarrista do Lynyrd Skynyrd vai virar filme
O acidente aéreo da banda Lynyrd Skynyrd, que levou à morte o cantor Ronnie Van Zant e o guitarrista Steve Gaines, vai virar filme, informou o site da revista Entertainment Weekly. Intitulado “Freebird”, título de uma das canções mais populares da banda, o filme será baseado nas memórias do baterista Artimus Pyle, um dos sobreviventes da tragédia de 1977. “A história deste filme – a minha história – não é só sobre o acidente de avião, mas também a minha relação pessoal com o gênio que foi Ronnie Van Zant, a quem eu amava como irmão e de quem tenho saudades até hoje”, ele declarou. O Lynyrd Skynyrd surgiu em 1973 e emplacou diversos clássicos do rock. No auge da carreira, a banda embarcou num pequeno avião modelo Convair 240, fabricado em 1947, que acabou caindo. O acidente matou Van Zant, Steve e Cassie Gaines, além da backing vocal Cassie Gaines, o road manager Dean Kilpatrick, o piloto Walter MacCreary e o co-piloto William Gray. O filme será uma produção independente, dirigido por Jared Cohn (“A Vizinhança Assombrada”), especialista em filmes de terror de baixíssimo orçamento para o mercado de DVDs, que também vai assinar o roteiro em parceria com o baterista Artimus Pyle.












