Internet – O Filme: Mr. Catra detona elenco no primeiro teaser da comédia dos Youtubers
A Paris Filmes divulgou o primeiro teaser de “Internet – O Filme”, longa que será um verdadeiro teste de alcance e popularidade para “os comédia” do YouTube. A prévia traz Mr. Catra como produtor de elenco, recebendo as fichas dos youtubers e detonando cada um deles, como nerd, bêbado, gritão, etc. Por algum motivo, Rafinha Bastos, tiozinho do stand-up, aparece no meio da molecada. Ah, o motivo, na verdade, é que ele escreveu o roteiro! A ideia se resume a juntar um monte de adolescentes que gosta de aparecer em vídeo como chamariz para o público de cinema. Com sorte, alguma carreira pode deslanchar para além da Internet – A Internet. Com estrutura de programa televisivo, “O Filme” será formado por (dá-lhe release) “oito esquetes, com diferentes tramas que dialogam com situações recorrentes do dia a dia”. O ponto em comum das esquetes será o fato de todos moram no prédio do edifício Balança, mas não Cai. Não, péraí, é mais moderno. O fato de todos passearem pela Praça É Nossa. Não, não. Eles participam de uma convenção de youtubers, onde (volta o texto padrão de release) “vivenciam momentos de descobertas, erros, raiva, inveja e confusões em busca da fama”. O elenco “em busca da fama” inclui Rafael Cellbit, Gusta Stockler, Teddy, Júlio Cocielo, Felipe Castanhari, Paulinho Serra, Cauê Moura, Nakada, Pathy dos Reis, PC Siqueira, entre outros. Kéfera Buchmann também estava nesta lista, mas ela saiu na frente com “É Fada”, e já tendo achado a fama ficou sem tempo em sua agenda para “Internet – O Filme”. A direção é de Fillipo Capuzzi Lapietra, que também estreia em longa-metragem. O lançamento está marcado para 19 de janeiro.
Guardians: Veja cinco trailers do primeiro filme de super-heróis soviéticos
A Rússia decidiu entrar na moda dos filmes de super-heróis com “Guardians”, que já tem cinco trailers e pôsteres de seus personagens divulgados. As prévias explicam que, durante a Guerra Fria, a antiga União Soviética criou um programa para desenvolver superpoderes em pessoas comuns, de diferentes países da cortina de ferro. Estes heróis mantiveram suas identidades em segredo após o fim do comunismo, mas a chegada de uma grande ameaça à Moscou faz com que eles voltem a ser convocados para defender o país. Os quatro herói são Khan (Sanzhar Madiyev), que tem supervelocidade e espadas mortais, Ler (Sebastien Sisak), capaz de controlar pedras, Arsus (Anton Pampushnyy), que é meio urso e meio humano, e Xenia (Alina Lanina), a mulher-invisível. Dirigido pelo armênio Sarik Andreasyan (“O Último Golpe”), “Guardians” chega aos cinemas americanos em fevereiro, por isso alguns dos trailers são dublados em inglês. A produção não tem previsão de lançamento no Brasil.
Após inspirar filmes, história de Amanda Knox vira documentário da Netflix com trailer legendado
A Netflix divulgou o pôster e o trailer legendado de seu documentário sobre Amanda Knox, a jovem e bela americana que figurou nas páginas policiais de todo o mundo após ser presa e condenada pelo assassinato brutal de sua colega de quarto na Itália, aos 21 anos de idade. Ela chegou a ser descrita como psicopata, mas acabou libertada após quatro anos, com a descoberta de diversos erros em seu processo criminal. A prévia traz a própria Amanda comentando justamente isso: ou ela é uma psicopata perigosa, por ser a última pessoa que você pensaria que seria capaz de um crime violento, ou é uma vítima inocente como o espectador. Essa história já virou filme, “The Face of an Angel” (2014), de Michael Winterbottom, com nomes trocados e muita liberdade criativa – e Cara Delevingne (“Esquadrão Suicida”) no papel de suspeita – , além de um telefilme sensacionalista do canal Lifetime, “Amanda Knox: Julgamento na Itália” (2011), estrelado por Hayden Panettieri (série “Nashville”). Mas é a primeira vez que Amanda conta sua versão dos fatos. Dirigido por Rod Blackhurst (“Here Alone”) e Brian McGinn (série “Chef’s Table”), “Amanda Knox” teve première mundial no Festival de Toronto e estreia na próxima sexta-feira (30/9).
Guillaume Canet pede fim das fofocas sobre Brad Pitt e declara amor a Marion Cotillard
O ator e diretor francês Guillaume Canet publicou um desabafo nas redes sociais sobre os boatos de que sua mulher, a atriz Marion Cotillard, seria responsável pelo divórcio de Brad Pitt e Angelina Jolie, anunciado na última segunda-feira (19/9), ao mesmo tempo em que manifestou seu apoio e seu amor à companheira de mais de uma década. Apesar de a atriz ter negado qualquer envolvimento com Brad Pitt, declarado seu amor a Canet e revelado que está grávida, a repercussão da polêmica ganhou tanta dimensão que Guillaume decidiu reagir, criticando o que chamou de “acusações estúpidas e sem fundamento” da imprensa internacional. “Eu normalmente não costumo comentar sobre rumores feitos sobre nós… Eu não costumo falar sobre a minha vida pessoal, que até agora sempre foi protegida por mim… Mas a fúria dos tabloides, a estupidez de algumas pessoas que se denominam jornalistas, o ódio de alguns usuários da internet que se sentem mais fortes atrás de um teclado, me fizeram mostrar o orgulho, o amor, respeito e a admiração que tenho por Marion, que segue de forma inteligente e tão forte de todas estas acusações estúpidas e sem fundamento”, afirmou ele. Infelizmente, as fofocas levaram à ataques pessoais de fãs de Angelina Jolie contra Marion na internet. E Canet espera que seu desabafo coloque um ponto final nessa estupidez. “Agora é hora de seguir em frente e elevar um pouco o nível. Embora isso seja muito trabalho para alguns, eu quero ser positivo. E, como disse Marion, eu também espero que você faça coisas melhores para almejar algo melhor em sua vida do que ficar apenas desejando merda para os outros”, ressaltou ele. Foi o jornal New York Post quem publicou que Brad Pitt teria traído Angelina Jolie com a atriz francesa. Segundo o tabloide nova-iorquino, Angelina estaria desconfiada e contratou um detetive particular para investigar o quanto Brad Pitt tinha ficado íntimo de Marion Cotillard, durante as filmagens do vindouro thriller “Aliados”. Citando fonte anônima, a publicação afirmou que ela teria obtido a prova que buscava. Até o momento, Brad Pitt tem evitado se pronunciar de forma contundente, como fez Cotillard e agora Canet, mas, segundo fontes do jornal inglês Daily Mail, não estaria gostando nada das justificativas para o divórcio que têm aparecido na mídia. Como Angelina Jolie montou um quartel general para lidar com a separação, há desconfiança de que as fofocas estejam partindo da equipe de sua esposa, visando retratar o ator como um mau caráter. Além da traição, que apareceu no jornal nova-iorquino e se espalhou pelo mundo, uma fonte do site TMZ plantou que a atriz não suportou o suposto alcoolismo de Brad e seu vício em maconha, além de seus problemas para lidar com sua raiva, o que “ela considera prejudicial para a estabilidade emocional dos filhos”. A situação teria estourado durante um surto de violência de Brad contra um de seus filhos, durante um voo num jato particular. Nos documentos da separação, Jolie alega “diferenças irreconciliáveis” e “por saúde” de sua família como motivos de sua separação, após mais de dez anos de relacionamento. A atriz deu entrada no pedido de divórcio na última segunda-feira (19/9), representada por Laura Wessler, famosa advogada de divórcios nos Estados Unidos. Ela também representou a atriz em sua separação anterior, do ator Billy Bob Thorton.
Rodrigo Lombardi vai substituir Domingos Montagner na minissérie Carcereiros
A rede Globo informou que Rodrigo Lombardi foi convocado para substituir Domingos Montagner em “Carcereiros”, série baseada no livro de mesmo nome de Drauzio Varella, que tem estreia prevista para janeiro. Montagner iria praticamente emendar a novela “Velho Chico” com as gravações da minissérie, que começa a ser rodada no final de outubro. O ator morreu afogado na semana passada, ao mergulhar no rio São Francisco, durante um intervalo da novela. Lombardi também atuou em “Velho Chico”, mas na primeira fase da trama, quando interpretou o Capitão Ernesto Rosa, amigo do pai de Santo, personagem de Domingos Montagner. O personagem central da minissérie é Adriano, que, apesar de ser formado em História, decide seguir a carreira do pai e se torna carcereiro. Viúvo, terá conflitos com a filha Lívia, ainda adolescente, e se envolverá com uma mulher mais jovem. A minissérie será a segunda adaptação de um livro da trilogia carcerária de Varella. A primeira foi o filme “Carandiru” (2003), de Hector Babenco. O médico e escritor trabalha atualmente no terceiro livro, “Presidiárias”. A adaptação está a cargo de Marçal Aquino e Fernando Bonassi, que também trabalharam no desenvolvimento de “Supermax”, série de terror que estreou esta semana na Globo. A direção é de José Eduardo Belmonte (“Alemão”) e Fernando Grostein Andrade (“Quebrando o Tabu”).
Sky Ferreira será a capa da próxima Playboy americana
A cantora e atriz Sky Ferreira será a capa da Playboy americana de outubro. Na verdade, das capas. Ela postou duas capas diferentes em seu Instagram, além de uma foto como coelhinha, para dizer que foi a primeira “Playboy bunny” a assinar a direção de arte de seu próprio ensaio. Além das fotos, a californiana de família brasileira também realizou uma entrevista para a publicação, que foi conduzida pelo veterano ator Bruce Dern (“Os Oito Odiados”). Toda essa exposição visa iniciar o burburinho em torno de seu novo disco, que tem o sugestivo título de “Masochism” (masoquismo). Paralelamente, Sky segue focando sua carreira de atriz. Ela esteve recentemente nas telas em “Elvis & Nixon”, lançado em junho no Brasil, e tem mais dois filmes em pós-produção: “Rosy”, em que contracena com Nat Wolff (“A Culpa É das Estrelas”) e Stacy Martin (“Ninfomaníaca”), e “Baby Driver”, o novo longa de Edgar Wright (“Scott Pilgrim contra o Mundo”). Além disso, fará participação no revival da série “Twin Peaks”, previsto para 2017.
Smurfs e a Vila Perdida: Animação das criaturinhas azuis ganha trailer legendado e dublado
A Sony Pictures divulgou o primeiro trailer de “Os Smurfs e a Vila Perdida”, que retoma a franquia das criaturinhas azuis com uma animação digital. Sem os humanos de carne dos dois filmes anteriores, o vídeo revela os personagens dos quadrinhos de Peyo em seu habitat natural, como um desenho animado, em meio à sua floresta mágica em que florejam plantas coloridas – e aparentemente carnívoras. Na trama, Smurfete (dublada em inglês pela cantora Demi Lovato) convence um grupo de Smurfs a se aventurar para longe do vilarejo, atravessar a Floresta Proibida, repleta de criaturas mágicas e perigosas, para encontrar uma Vila Perdida, habitada sabe-se lá por quem – ou o quê. Após sair do vilarejo, no entanto, eles passam a ser perseguidos pelo vilão Gargamel (voz de Rainn Wilson, da série “The Office”), e não demoram a ficar em apuros. O elenco de vozes ainda inclui Joe Manganiello (“Magic Mike”) como Robusto, Jack McBrayer (série “30 Rock”) como Desastrado, Danny Pudi (série “Community”) como Gênio e Mandy Patinkin (série “Homeland”) como Papai Smurf. Escrito por Stacey Harman (série “The Goldbergs”) e Pamela Ribon (série “Samantha Who?”), e dirigido por Kelly Asbury (“Shrek 2” e “Gnomeu e Julieta”), “Os Smurfs e A Vila Perdida” chega aos cinemas brasileiros em 6 de abril, um dia antes do lançamento nos EUA.
Scarlett Johansson canta cover do New Order em coletânea beneficente
A atriz Scarlett Johansson voltou a atacar de cantora. Ela gravou com sua banda feminina, Sugar for Sugar, um cover para “Bizarre Love Triangle”, do New Order, que pode ser ouvido logo abaixo. Além da voz que já ganhou um prêmio de Melhor Atriz no Festival de Roma (por “Ela”), Sugar for Sugar é formada por Julia Haltigan, Holly Miranda, Kendra Morris e Este Haim. À exceção da última, que faz parte da banda Haim (com suas irmãs), as demais têm carreira solo como cantoras-compositoras. A faixa compõe a coletânea “The Time Is Now”, criada para arrecadar fundos para a amfAR, uma fundação para pesquisa da cura da Aids, que será lançada no dia 7 de outubro. O álbum reúne diversos artistas gravando covers variados, inclusive Bebel Gilberto, numa surpreendente versão do hit new wave “Rio”, do Duran Duran.
#MeChamaDeBruna: Série da Bruna Surfistinha revela nove vídeos com cenas quentes e linguagem forte
A Fox divulgou nove vídeos quentes da série “#MeChamaDeBruna”, sobre a vida de Bruna Surfistinha. O material inclui dois trailers, um vídeo de bastidores e seis perfis de personagens que deixam claro que a trama será forte. Chama atenção, além da evidente sensualidade, a linguagem bem direta, que abusa dos palavrões, mas que também soa bastante natural no contexto da série. A história focará o começo da carreira de Raquel Pacheco, mais conhecida por seu pseudônimo, concentram-se no período em que viveu num “privê” de São Paulo, mostrando seu cotidiano com as outras garotas do prédio, sua cafetina, o filho dela e a clientela do estabelecimento. Antes de cada episódio, Bruna/Raquel falará ao público por meio de uma câmera digital, como se estivesse ao vivo em um “vlog”, num recurso que mantém o tom de diário de seu texto original, ao mesmo tempo em que atualiza a história para os dias de hoje. Na vida real, Raquel escrevia num blogue com o nome que a tornou famosa, mais tarde transformado no livro “O Doce Veneno do Escorpião”. O livro, por sua vez, inspirou o filme “Bruna Surfistinha” (2011), campeão de bilheterias nacional, e agora, como diz o trailer, essa história chega na TV. Enquanto o filme foi estrelado pela famosa Déborah Secco, a série destaca a praticamente estreante Maria Bopp no papel principal. Ela fez um único trabalho na televisão, como coadjuvante em “Oscar Freire 279”, de 2011, do Multishow. O elenco também inclui Carla Ribas (“Aquarius”), Luciana Paes (“Mãe Só Há Uma”), Nash Laila (“Amor, Plástico e Barulho”), Jonathan Haagensen (“Cidade de Deus”), Stella Rabello (série “Tapas & Beijos”) e Perfeito Fortuna (“O Homem do Ano”), entre outros. “#MeChamaDeBruna” é uma produção da TV Zero, com direção de Marcia Faria (diretora assistente de “Diários de Motocicleta”, “Xingu” e “Chatô”) e será transmitida de forma quase simultânea para outros países da América Latina. A série estreia em 8 de outubro no canal pago Fox+, mas antes disso, em 29 de setembro, poderá ser assistida por streaming na plataforma da Fox Play Brasil.
Ghost in the Shell: Scarlett Johansson surge em cinco teasers impressionantes da adaptação do mangá cyberpunk
A Paramount Pictures divulgou cinco teasers de “Ghost in the Shell”, que destacam a atriz Scarlett Johansson (“Os Vingadores”)como uma policial cibernética do futuro. As cenas curtas impressionam por seguirem muito de perto o visual do mangá cyberpunk criado em 1989 pelo mestre Masamune Shirow (criador também de “Appleseed”). Mas já tem gente reclamando que, apesar da fidelidade, Scarlett não é, obviamente, japonesa como sua personagem, a major Mokoto Kusanagi, que no filme não terá esse nome para não provocar ainda mais. Vale observar que, numa das prévias, ela interage com uma atriz negra, a inglesa Danusia Samal (série “Tyrant”), que pode estar interpretando uma personagem que é loira no original – o corpo hospedeiro do Puppet Master (Mestre das Marionetes) – , mas, como a sinopse não foi detalhada, não é possível afirmar com certeza. De todo modo, a cultura nipônica está bem representada nos vídeos, que ainda registram uma cena com o ator japonês Takeshi Kitano (“Zatoichi”), intérprete do chefe da Major (o nome pelo qual Scarlett será chamada no filme). A direção da adaptação americana está a cargo de Rupert Sanders (“Branca de Neve e o Caçador”) e a produção tem supervisão de Steven Spielberg (“Lincoln”), fã assumido do material original. A estreia está marcada para 13 de abril de 2017 no Brasil, um dia antes do lançamento nos EUA.
Estreias: Animação infantil Cegonhas é o maior lançamento da semana
A semana traz dez lançamentos, além de uma exibição limitadíssima de “Pequeno Segredo” no interior do RS. Parece muito, mas dessa lista só três frequentarão os shoppings, dois deles com estreia simultânea com os EUA. A animação “Cegonhas – A História que Não Te Contaram” tem a distribuição mais ampla, ocupando 807 salas (594 em 3D). Bem infantil, sequer aborda a premissa que a inspirou: de onde vem os bebês. A trama mostra que as cegonhas abandonaram o negócio de entrega de bebês para se concentrar no lucrativo serviço de entregas de celular de última geração. Mas quando um bebê aparece no depósito das mercadorias, uma jovem órfã ruiva, que nenhuma cegonha entregou, convence o herdeiro do negócio a retomar o hábito perdido e encontrar uma família para o pequeno pacote babão. Fofo até enjoar, o filme dividiu a crítica americana (56% de aprovação no site Rotten Tomatoes) e chega ao Brasil com as vozes de Klebber Toledo (novela “Lado a Lado”), Tess Amorim (“Hoje Eu Quero Voltar Sozinho”) e Marco Luque (programa “Altas Horas”). A outra estreia simultânea com os EUA é o western “Sete Homens e um Destino”, remake anacrônico do filme de 1960, que chega em 340 salas (12 em Imax). Fruto do revisionismo afetado do cinema americano atual, apresenta um Velho Oeste sem conflitos raciais, em que pistoleiros de diferentes etnias (a ONU do Velho Oeste) se unem para expulsar um bando com perfil de terroristas radicais (o Estado Islâmico do Velho Oeste), que atormenta uma cidadezinha de pacatos cidadãos brancos. Até os westerns spaghetti, rodados na Espanha com atores italianos, eram mais realistas. Mas se não dá para levar muito a sério este trabalho do diretor Antoine Fuqua (“O Protetor”), é possível se divertir bastante com ele, graças ao elenco imponente, com Denzel Washington (“O Protetor”), Chris Pratt (“Guardiões da Galáxia”), Ethan Hawke (“Boyhood”) e Vincent D’Onofrio (série “Demolidor”) trocando tiros e bancando machões. 65% no Rotten Tomatoes. Apenas um dos quatro lançamentos nacionais da semana chega em todo o país, e é mesmo mais um besteirol. Sem criatividade alguma, “Tô Ryca” leva a 420 telas outra história de pobre que enriquece de uma hora para outra, como “Até que a Sorte nos Separe” (2012), “Vai que Cola: O Filme” (2015) e “Um Suburbano Sortudo” (2016). A diferença, além do sexo da protagonista, é que, para ganhar uma grande herança, a personagem central precisa perder milhões de propósito – e não por acidente. Diferença? A premissa genérica é a mesma do livro “Brewster’s Millions”, de George Barr McCutcheon, já filmado 11 vezes desde 1914, inclusive com duas versões indianas. A filmagem mais conhecida, “Chuva de Milhões” (1985), passou repetidas vezes na TV brasileira e inclui na história uma trama da eleição que também está no roteiro brasileiro! Estrelado por Samantha Schmutz (“Vai que Cola: O Filme”) em seu primeiro papel de protagonista, o filme registra o último trabalho da atriz Marília Pêra (“Pixote: A Lei do Mais Fraco”), falecida em dezembro. Assim como na semana passada, a melhor estreia da programação também é um filme brasileiro restrito a poucas salas. Exibido em apenas 17 telas, “O Silêncio do Céu” representa o amadurecimento do diretor Marco Dutra, que troca o terror de “Trabalhar Cansa” (2011) e “Quando Eu Era Vivo” (2014) pelo suspense sufocante. Tenso do começo ao fim, o filme acompanha o desdobramento de um ato de violência, o estupro de uma mulher, testemunhado em segredo e sem querer por seu marido. Envergonhados, nenhum dos dois fala sobre o assunto, como se não tivesse acontecido, embora o marido se torne obcecado em se vingar do responsável. Rodado em Montevidéu e falado em espanhol, a produção destaca a brasileira Carolina Dieckmann (“Entre Nós”) e o argentino Leonardo Sbaraglia (“Relatos Selvagens”) nos papéis principais. Os outros dois títulos nacionais são anti-comerciais, cada um a seu modo. Distribuído em nove salas de seis cidades, “Charlote SP” se orgulha de ser o primeiro longa nacional rodado com câmeras de celular. Praticamente um filme de estudante de cinema, traz como protagonista, lógico, um jovem que quer ser cineasta e que namora, obviamente, uma modelo. “Nervos de Aço” também é protagonizado por um diretor, mas de teatro, e vai na linha oposta, com câmeras profissionais, bom acabamento e um cineasta de ficha corrida: Maurice Capovilla, marginal cinematográfico desde os anos 1960. O longa teve première há dois anos no Festival Cine Ceará e a demora para encontrar circuito reflete seu formato “experimental”. A produção parte de um musical inspirado no repertório clássico de Lupicínio Rodrigues para fazer metalinguagem, contando uma historinha interpretada pelos próprios músicos, entre canções apresentadas num teatro e com o elenco dialogando com o público. Arrigo Barnabé estrela como o diretor teatral que também é cantor e, ainda por cima, namora a cantora da banda. A exibição começa em apenas uma sala no Rio e pretende aumentar seu alcance na próxima semana. As últimas novidades são quatro lançamentos europeus. Gérard Depardieu chegou a vir ao Rio para lançar “O Vale do Amor”, drama que ele estrela com Isabelle Huppert, sem circuito divulgado. Além do enorme talento, a dupla demonstra uma química inegável, construída ao longo das décadas – este é seu terceiro encontro nas telas, após 35 anos da última parceria. Por coincidência, na trama eles vivem um casal separado há muitos anos, que se reencontra no Vale da Morte, na Califórnia, para cumprir o último desejo do filho, morto seis meses antes. Ambos foram indicados ao César (o Oscar francês) por seus papéis. As demais estreias não empolgam. O drama “Lembranças de um Amor Eterno” leva a 46 salas o pior filme do diretor italiano Giuseppe Tornatore, em que Jeremy Irons (“Batman vs. Superman”) é um astrônomo num relacionamento à distância com Olga Kurylenko (“Oblivion”). O mesmo ator também vive um acadêmico na produção inglesa “O Homem que Viu o Infinito”, cinebiografia apelativa e reducionista do gênio autodidata indiano S. Ramanujan, interpretado por Dev Patel (“O Exótico Hotel Marigold”), em 25 salas. Por fim, merecendo apenas seis salas, “Belas Famílias” perpetua os clichês das comédias francesas sobre infidelidade, desperdiçando o bom ator Mathieu Amalric (“O Escafandro e a Borboleta”).
Nada Será Como Antes: Bruna Marquezine posta foto sexy de sua personagem no Instagram
A atriz Bruna Marquezine (novela “I Love Paraisópolis”) parece ansiosa com a estreia da minissérie “Nada Será Como Antes”, da Globo, em que viverá Beatriz, uma sedutora dançarina e cantora de boate que tem o sonho de ser uma estrela de TV nos anos 1950. Demonstrando a ansiedade, ela postou em seu Instagram uma foto sexy, em que aparece caracterizada como sua personagem, e escreveu: “7 dias. Beatriz. Nada será como antes”. Na trama, ela se envolverá com os personagens vividos por Letícia Colin (“Um Namorado para Minha Mulher”) e Daniel de Oliveira “Alemão”), e a Globo está explorando, ainda que receosamente, a sensualidade de sua personagem no material de divulgação. “Nada Será Como Antes” se passa nos anos 1950 e reflete o impacto da chegada da TV no Brasil. Entretanto, ao contrário do filme “Chatô, o Rei do Brasil”, que contou parte desta história com personagens inspirados em pessoas reais, a produção da Globo é inteiramente fictícia. A história se desenvolve em torno do romance entre o empresário visionário Saulo (Murilo Benício, da minissérie “Amores Roubados”), que aposta que a TV é o futuro, e seu grande amor Verônica (Débora Falabella, da série “Dupla Identidade”), a primeira estrela das telenovelas brasileiras. A direção, por sinal, é de um profissional das novelas da emissora, José Luiz Villamarim (“Paraíso Tropical”), que recentemente trabalhou na minissérie “Justiça”. Mas a premissa foi idealizada por dois cineastas, Guel Arraes (“O Bem Amado”) e Jorge Furtado (“Real Beleza”). A minissérie terá 12 capítulos e estreia na próxima terça, dia 27 de setembro.
Moana: Versão dublada do novo trailer tem trilha de comercial do McDonald’s
A Disney divulgou o trailer dublado de “Moana: Um Mar de Aventuras”, que explica melhor a aventura da personagem-título, a primeira princesa polinésia do estúdio. A prévia mostra sua jornada para encontrar o semideus Maui, com quem se alia para cruzar o Oceano Pacífico numa jangada, enfrentar criaturas terríveis – mas fofas – e realizar feitos heroicos. O detalhe intrigante é que, além das vozes brasileiras, a música que acompanha o vídeo também é diferente do trailer americano. Enquanto a trilha divulgada por lá era mais, digamos, original, a versão disponibilizada no Brasil revisita um velho hit de boy band, “Glad You Came”, cantado pela banda The Wanted, que tocou até enjoar como a trilha de “lambada” do comercial do McDonald’s feito para a Copa do Mundo de 2014. Nos EUA, Maui e Moana são dublados, respectivamente, pelo astro Dwayne Johnson (da franquia “Velozes & Furiuosos”), que pela primeira vez tem a chance de homenagear sua descendência polinésia no cinema, e a estreante Auli’i Cravalho, de 15 anos de idade, selecionada após diversos testes com jovens havaianas. Já as vozes nacionais não foram divulgadas. O filme tem direção de John Musker e Ron Clements (responsáveis por “A Pequena Sereia”, “Aladdin”, “Hércules” e “A Princesa e o Sapo”). E entre os roteiristas creditados está Taika Waititi, diretor do vindouro “Thor 3: Ragnarok”. Para completar, Lin-Manuel Miranda, responsável pelo fenômeno da Broadway “Hamilton” (vencedor de 11 Tonys neste domingo), escreveu algumas das canções da trilha sonora. “Moana” tem previsão de estreia para 5 de janeiro no Brasil, mais de 40 dias após o lançamento nos EUA em 23 de novembro.












