Rogue One vira a maior bilheteria de 2016 nos EUA em apenas um mês
O sucesso contínuo de “Rogue One: Uma História Star Wars” atingiu, neste fim de semana, a arrecadação acumulada de US$ 498,8 milhões nos EUA e Canadá. O valor é recorde: a maior bilheteria registrada entre todos os lançamentos de 2016 na América do Norte, superando a animação “Procurando Dory” (US$ 486,2 milhões), que liderou por sete meses o faturamento anual do mercado doméstico. A virada aconteceu exatamente um mês após a estreia da produção, lançada no dia 16 de dezembro nos EUA. Ou seja, “Rogue One” levou apenas um mês para superar todos os concorrentes exibidos em 2016 nos cinemas norte-americanos. No mundo inteiro, porém, o spin-off da franquia “Star Wars” ainda ocupa o 4º lugar na lista das maiores bilheterias anuais, atrás justamente dos únicos filmes que superaram a marca de US$ 1 bilhão de faturamento em 2016: “Zootopia” (US$ 1 bilhão), “Procurando Dory” (US$ 1 bilhão) e “Capitão América: Guerra Civil” (US$ 1,1 bilhão). Detalhe: todos são filmes da Disney, assim como o 5º colocado, “Mogli, O Menino-Lobo” (US$ 966,6 milhões). “Rogue One” também está prestes a entrar no clube dos bilionários mundiais. Atualmente, o filme tem US$ 979,9 milhões de arrecadação no mundo inteiro. Antes, porém, ultrapassará a marca de US$ 500 milhões na América do Norte, podendo melhorar ainda mais sua posição no ranking doméstico de todos os tempos. “Rogue One” ocupa a 7ª posição entre as maiores bilheterias já registradas nos EUA
Bilheterias: Filmes de Martin Scorsese e Ben Affleck são os primeiros grandes fiascos de 2017 nos EUA
“Estrelas Além do Tempo” manteve o 1º lugar das bilheterias pelo segundo fim de semana consecutivo, praticamente sem perder público no período. Um feito e tanto, considerando que a semana teve cinco estreias, duas das quais dirigidas por cineastas premiados como Martin Scorsese e Ben Affleck. O contraste, por sinal, foi atordoante. Nem “Silêncio”, de Scorsese, nem “A Lei da Noite”, de Affleck, emplacaram no Top 10. Os dois filmes já são os primeiros grandes fiascos comerciais de 2017. Produções de estúdios tradicionais, Paramount e Warner, as duas obras tiveram orçamentos milionários (não divulgados) para amargar, respectivamente, o 16º e o 11º lugares. Mas enquanto Scorsese ao menos contou com apoio da crítica (84% de aprovação), o filme de Affleck falhou até nisso (33%). O resultado reflete a falta de indicações a prêmios das duas produções. Com lançamento limitado nos últimos dias de 2016, visando qualificação para o Oscar, os filmes acabaram ignorados na temporada de premiações, e não contaram com o impulso de prestígio com o qual esperavam alavancar o público na ampliação de seu circuito. Este plano, entretanto, correu direitinho para outro filme. “La La Land” surpreendeu, após vencer o Globo de Ouro, ao pular do 5º para o 2º lugar nas bilheterias. Há anos (décadas?) um musical de Hollywood não fazia tanto sucesso, já tendo faturado US$ 74 milhões só na América do Norte. “La La Land” vai estrear em 19 de janeiro no Brasil, mas os demais só em fevereiro: “Estrelas Além do Tempo” e “Silêncio” no dia 2, e “A Lei da Noite” no dia 23. As demais estreias do fim de semana nos EUA foram o terror “The Bye Bye Man”, a fantasia infantil “Monster Trucks” e o suspense “Sleepless”. Destes, apenas “Monster Trucks” tem previsão para o Brasil: também em 23 de fevereiro. Os demais devem sair direto em streaming ou DVD, tão mal foram em suas aberturas domésticas. Enquanto isso, numa galáxia bem distante, a Disney não pára de soltar fogos para comemorar o sucesso de “Rogue One”. Neste fim de semana, o spin-off da franquia “Star Wars” se tornou o lançamento de 2016 de maior bilheteria na América do Norte, ultrapassando a animação “Procurando Dory”, do próprio estúdio. Além disso, o filme está prestes a superar mais duas marcas importante: US$ 500 mil de arrecadação nas bilheterias da América do Norte e US$ 1 bilhão em todo o mundo – o que deve acontecer em poucos dias. Confira abaixo o desempenho das 10 maiores bilheterias do fim de semana na América do Norte (EUA e Canadá). BILHETERIAS: TOP 10 América do Norte 1. Estrelas Além do Tempo Fim de semana: US$ 20,4 milhões Total EUA: US$ 54,8 milhões Total Mundo: US$ US$ 54,8 milhões 2. La La Land – Cantando Estações Fim de semana: US$ 14,5 milhões Total EUA: US$ US$ 74 milhões Total Mundo: 128,8 milhões 3. Sing – Quem Canta Seus Males Espanta Fim de semana: US$ 13,8 milhões Total EUA: US$ 233 milhões Total Mundo: US$ 397,3 milhões 4. Rogue One – Uma História Star Wars Fim de semana: US$ 13,7 milhões Total EUA: US$ 498,8 milhões Total Mundo: US$ 979,9 milhões 5. The Bye Bye Man Fim de semana: US$ 13,3 milhões Total EUA: US$ 13,3 milhões Total Mundo: US$ 14,6 milhões 6. O Dia do Atentado Fim de semana: US$ 12 milhões Total EUA: US$ 12,9 milhões Total Mundo: US$ 12,9 milhões 7. Monster Trucks Fim de semana: US$ 10,5 milhões Total EUA: US$ 10,5 milhões Total Mundo: US$ 25,2 milhões 8. Sleepless Fim de semana: US$ 8,4 milhões Total EUA: US$ 8,4 milhões Total Mundo: US$ 8,4 milhões 9. Anjos da Noite: Guerras de Sangue Fim de semana: US$ 5,8 milhões Total EUA: US$ 23,9 milhões Total Mundo: US$ 70,7 milhões 10. Passageiros Fim de semana: US$ 5,6 milhão Total EUA: US$ 90 milhões Total Mundo: US$ 237 milhões
Roteiristas confirmam que Deadpool 2 vai introduzir X-Force
Os roteiristas Rhett Reese e Paul Wernick confirmaram que “Deadpool 2” fará a introdução do grupo de mutantes X-Force. Em entrevista ao site Collider, Wernick disse que o filme incluirá os personagens, mas sem tirar espaço do protagonista. “Nós queremos contar a melhor história de Deadpool que pudermos. Mas eu acho que temos a responsabilidade de pensar em um universo maior, da maneira que a Marvel faz, e começar a colocar peças no lugar. Queremos sugerir as coisas, plantar alguns personagens, e queremos fazer algumas referências, mas estamos muito, muito conscientes sobre ter certeza de que Deadpool é acima de tudo um filme de Deadpool”, explicou. Criado por Rob Liefeld, o mesmo criador de Deadpool, X-Force é um time de heróis menos convencional que X-Men, envolvido com missões mais violentas e de ética questionável. Os boatos sobre a participação do grupo no novo filme do mercenário tagarela existem desde que a cena pós-créditos de “Deadpool” (2016) adiantou a participação de Cable na continuação. Cable é o líder da equipe. Já faz tempo que a Fox planeja trazer a X-Force ao cinema. Um roteiro de filme da equipe chegou a ser escrito por Jeff Wadlow (“Kick-Ass 2”) e até ganhou uma arte conceitual, criada pelo ilustrador Greg Semkow (foto acima). Mas, em novembro, a revista The Hollywood Reporter publicou um longo artigo sobre o futuro dos super-heróis mutantes da 20th Century Fox, afirmando que este projeto tinha virado uma participação de Cable e Domino em “Deadpool 2”, preparando uma presença maior do grupo em “Deadpool 3”. No fim do ano passado, veio à toa que a Fox estaria realizando testes com várias atrizes para definir a intérprete de Dominó. Na época, o responsável pela seleção ainda era Tim Miller, diretor de “Deadpool”, que acabou substituído por David Leitch (“De Volta ao Jogo”) na continuação. Agora, pela entrevista do Collider, Reese e Wernick já imaginam um filme “X-Force” após “Deadpool 2”. Além de Ryan Reynolds reprisando o papel do mercenário desbocado, Reese e Wernick confirmaram anteriormente os retornos dos personagens Colussus (criado por computação gráfica) e Negasonic Teenage Warhead (vivida pela estreante Brianna Hildebrand). “Deadpool 2” tem lançamento previsto para março de 2018.
Mary Elizabeth Winstead diz que diretor tem “ótima ideia” para continuação de Rua Cloverfield, 10
A atriz Mary Elizabeth Winstead revelou que o diretor Dan Trachtenberg tem planos para uma continuação de “Rua Cloverfield, 10”, e ela já lhe garantiu que estaria interessada em estrelar. A revelação foi feita durante sua participação no evento semestral da TCA (Associação dos Críticos de TV dos EUA), em que compareceu para divulgar a 3ª temporada de “Fargo”. “Eu e Dan amaríamos continuar essa história. É uma franquia antológica e eles farão novos filmes com outras histórias, então não sei se farão uma sequência para mostrar o que aconteceu com o mundo e com Michelle [sua personagem]. Mas sei que Dan teve uma ótima ideia, e eu queria explorar isso. Se eles toparem seguir em frente, seria muito legal”. Dan Trachtenberg foi uma das surpresas da lista de cineastas indicados a prêmios pelo sindicato da categoria. Ele concorre ao DGA Awards como Melhor Diretor Estreante do ano. Seu próximo filme será uma cinebiografia do ilusionista Houdini. Já Mary Elizabeth Winstead vai estrelar a 3ª temporada de “Fargo”, que ainda não tem previsão de estreia.
Série baseada em Atração Fatal é descartada pela Fox
A Fox desistiu de realizar uma série baseada no suspense clássico “Atração Fatal”. Apesar dos títulos traduzidos de forma similar, o projeto é bem diferente da adaptação da comédia “Atração Mortal”, que foi aprovada para virar série no canal pago TV Land. O filme de 1987 era uma fábula moderna sobre as consequências extremas da infidelidade conjugal. A trama girava em torno de Dan Gallagher (papel de Michael Douglas), um rico advogado de Manhattan que tem um caso com a lunática Alex Forrest (Glenn Close) enquanto sua boa esposa, Beth (Anne Archer), está viajando. Quando resolve encerrar o relacionamento, ele passa a ser assediado e ameaçado fisicamente, levando o público a refletir sobre os perigos da traição. A versão para a TV pretendia explorar o mesmo conceito, mostrando o que acontece quando um marido bem-sucedido resolve trair sua mulher com a primeira louca da esquina. O roteiro da série foi escrito pelo casal Maria e Andre Jacquemetton, que já assinou episódios de atrações tão fatalmente diferentes quanto “SOS Malibu” (Baywatch) e “Mad Men”, sob produção da divisão televisiva da Paramount, estúdio responsável pelo filme. Curiosamente, o atual diretor de entretenimento da Fox, David Madden, participou do desenvolvimento do longa de 1987. Não se sabe se foi por isso que ele rejeitou o projeto. Após receber o roteiro, a Fox decidiu não investir sequer na produção do piloto.
Produção da série Heathers, baseada na comédia cult Atração Mortal, é aprovada
O canal pago TV Land aprovou o piloto de “Heathers”, série baseada na cultuada comédia teen dos anos 1980 “Atração Mortal”. O anúncio foi feito pelos executivos do canal durante participação no evento semestral da TCA (Associação dos Críticos de TV dos EUA). A versão televisiva está sendo descrita como uma comédia no formato de antologia. A ideia é contar uma história diferente por ano. Mas a trama da 1ª temporada é basicamente a do filme. Originalmente, as Heathers eram três garotas ricas, bonitas e insuportáveis com o mesmo nome, que dominavam a pirâmide social de uma high school, praticando bullying com quem consideravam inferiores – gordos, gays, esquisitos, etc. Até serem confrontadas por um estudante serial killer. A atriz Shannen Doherty, que interpretou Heather Duke, segunda líder do grupo – após Heather Chandler (a já falecida Kim Walker) se tornar a primeira vítima de onda de “suicídios” provocados pelo serial killer juvenil – , fez uma participação especial no piloto. Ela divulgou uma foto dos bastidores, usando peruca (devido ao tratamento com quimioterapia de seu câncer) e um lenço de cabelo similar ao que sua personagem usava em 1988. O elenco original ainda destacava Christian Slater (hoje em “Mr. Robot”) como J.D., o delinquente psicopata, e Winona Ryder (hoje em “Stranger Things”) como sua namorada, a rebelde inconformista Veronica Sawyer. A nova versão trará Grace Cox (a Melanie da série “Under the Dome”) como Veronica e o estreante James Scully como J.D. Mas as novas Heathers praticamente foram reinventadas, deixando de ser magrelas brancas para ganharem as formas de um ruivo (Brendan Scannell), uma gorda (Melanie Field) e uma negra (Jasmine Matthews). A série foi criada por Jason A. Micallef, roteirista da comédia indie “Butter: Deslizando na Trapaça” (2011), e o piloto teve direção de Leslye Headland, cineasta responsável pela comédia “Quatro Amigas e um Casamento” (2012). Apesar de aprovada, “Heathers” ainda não tem previsão de estreia.
Sequência de X-Men: Apocalipse será filmada em maio com provável trama da Fênix Negra
Os boatos sobre a produção de um novo filme dos “X-Men” centrado na história da Fênix Negra ganharam força com a revelação nos sites My Entertainment World e Production Weekly, voltados ao registro de produções em atividade, de um lançamento da 20th Century Fox intitulado “X-Men: Supernova”. Ambas as publicações apontam que uma produção da Fox com este título reservou o mês de maio para começar a ser filmada em Montreal, no Canadá. Todos os filmes anteriores dos X-Men tiveram locações canadenses. Além disso, o filme “X-Men: New Mutants”, sobre o grupo de heróis Novos Mutantes, também teve sua data de filmagem revelada para abril – um mês antes do longa dos X-Men – na mesma cidade, Montreal. Para completar, segundo o Production Weekly, “X-Men: Supernova” vai usar como título de trabalho “Dark Phoenix” (Fênix Negra). As grandes produções de Hollywood costumam utilizar títulos de trabalho para despistar curiosos durante as filmagens externas. Neste caso, a escolha é curiosa por justamente revelar do que se trataria a produção. Ou não? Segundo fontes ouvidas por sites geeks americanos, a Fox estaria planejando contar a história da Fênix Negra de forma diferente da apresentada no infame “X-Men: O Confronto Final” (2006), pior filme da franquia. As sementes da trama foram plantadas em cenas de “X-Men: Apocalipse” (2015), que reintroduziu Jean Grey, a heroína que vira a vilã Fênix Negra. O roteiro está a cargo de Simon Kinberg, que é produtor da franquia e – atenção! – foi exatamente quem escreveu “X-Men: O Confronto Final”. O filme vai se centrar na equipe de jovens mutantes apresentada em “X-Men: Apocalipse”: além de Sophie Turner (a Sansa da série “Game of Thrones”) como Jean Grey, o elenco incluirá Tye Sheridan (“Amor Bandido”) como Cíclope, Kodi Smit-McPhee (“Planeta dos Macacos: O Confronto”) como Noturno, Alexandra Shipp (“Mistério de Anubis”) como Tempestade e Lana Condor (“O Dia do Atentado”) como Jubileu. Também é provável que Olivia Munn (“Livrai-Nos do Mal”) retorne como Psylocke e Evan Peters (série “American Horror Story”) continue como Mercúrio. Já os “veteranos” de “X-Men: Primeira Classe” (2012) precisaria renovar seus contratos para voltar à franquia. De todos, o mais inclinado a continuar seria James McAvoy como Professor Xavier, já que seu nome tem sido bastante citado em relação ao filme dos Novos Mutantes. Os demais são Michael Fassbender (Magneto), Jennifer Lawrence (Mística) e Nicholas Hoult (Fera). Mas até Lucas Till (Destructor) poderia retornar, caso os roteiristas decidam resgatá-lo de sua morte no filme anterior – regra dos quadrinhos: se não há cadáver, aguarde o retorno. A 20th Century Fox ainda não se manifestou oficialmente sobre a produção, mas recentemente divulgou um cronograma de futuros lançamentos com quatro filmes não identificados do universo mutante da Marvel, previstos para estrear entre 2 de março de 2018 e 14 de fevereiro de 2019 nos EUA.
Cena cortada de “Star Wars: O Despertar da Força” mostra ato chocante e ultraviolento de Chewbacca
É fácil entender porque a cena abaixo foi cortada de “Star Wars: O Despertar da Força”. Ela mostra algo que os fãs da saga espacial nunca imaginariam: a extensão da força de Chewbacca (Peter Mayhew). Na cena, o wookie revela que não é nada fofinho. Ao confrontar um alienígena que está importunando Rey (Daisy Ridley) e, sem paciência para a impertinência do baixinho, simplesmente lhe arranca o braço, deixando Rey de boca aberta. Se isso fosse ao cinema, imagina-se que o público também imitaria a jovem. Claro que o diretor J.J. Abrams não é Quentin Tarantino, e mesmo sendo uma situação de ultraviolência, o braço arrancado e arremessado longe não espirra sangue para todo o lado, encharcando o cenário. Ao contrário, não há uma gota sequer na ferida filmada, nem sequer quando o braço pousa sobre uma mesa. Mesmo assim, não é exatamente uma sequência infantil. O nome da vítima de Chewie é Unkar Plutt, personagem que foi interpretado no filme por ninguém menos que Simon Pegg (o Scotty de “Star Trek”). Mas foi tudo de mentirinha, viram crianças? Os dois aparecem se abraçando na foto acima. A cena faz partes dos extras da edição 3D do Blu-ray do filme, lançada em novembro.
Dick Gautier (1931 – 2017)
Morreu Dick Gautier, que foi um dos espiões mais populares da série clássica “Agente 86”. Ele faleceu na sexta (13/1) aos 85 anos, em uma casa de assistência para idosos em Arcadia, na Califórnia, nos EUA, depois de lutar contra uma doença de longa data. Richard Gautier começou a carreira fazendo comédia stand-up e recebeu uma indicação ao Tony (o “Oscar do teatro”) ao interpretar um cantor inspirado em Elvis na produção original de “Bye, Bye Birdie”, na Broadway. Isto o levou a receber convites para trabalhar na TV, onde os cachês eram mais altos. O ator apareceu como o agente Hymie em apenas seis episódios de “Agente 86” (1965-1970), mas, como as participações foram espalhadas ao longo de quatro temporadas, tornou-se um dos personagens mais longevos da série, que fazia uma paródia dos filmes de espionagem dos anos 1960. A piada é que Hymie era um robô. Além de ser incrivelmente forte, ele tinha um supercomputador como cérebro e componentes mecânicos em um compartimento em seu peito. Originalmente, o androide tinha sido construído com propósitos malignos pela organização Kaos (a KGB da série), mas acabou virando um agente do Controle (a CIA da série) porque o Agente 86 do título, Maxwell Smart (Don Adams), foi o primeiro a tratá-lo como uma pessoa real. Max até convidou Hymie para ser seu padrinho no episódio clássico do casamento com a Agente 99 (Barbara Feldon), em 1968. Por sinal, foi a última aparição de Gautier na série. Mas ele ainda voltou a viver o robô num telefilme de reunião do elenco, lançado em 1989. Ainda nos anos 1960, Gautier integrou o elenco fixo de “Mr. Terrific”, uma série de comédia de super-herói, que não fez o mesmo sucesso e foi cancelada ao final da 1ª temporada, deixando-o à deriva, como ator convidado de inúmeras atrações clássicas, como “Gidget”, “A Feiticeira”, “O Show da Patty Duke”, “A Noviça Voadora” e “Mary Tyler Moore” – curiosamente, todas séries com protagonistas femininas. Ele teve a chance de virar protagonista em outra produção de comédia criada por Mel Brooks, o lendário cineasta que também criou “Agente 86”. Lançada em 1975, “When Things Were Rotten” satirizava as aventuras de Robin Hood, interpretado por Gautier. Mas a atração durou apenas 13 episódios. Nunca mais teve outra oportunidade como aquela e, no resto da carreira, alinhou dezenas de participações em episódios de séries famosas, de “As Panteras” até a mais recente “Estética” (Nip/Tuck) em 2010, seu último trabalho. Entretanto, no meio dessa rotina, Gautier acabou descobrindo um novo talento: a dublagem. Ele estreou fazendo vozes adicionais na série animada “Galtar e a Lança Dourada” (1985), um sub-“He-Man” da Hanna-Barbera, e logo emplacou inúmeras atrações animadas. Foi Serpentor em “Comandos em Ação” e até o herói Hot Rod em “Transformers”, além de ter participado de dezenas de desenhos que marcaram época, de “Batman: A Série Animada” a “A Vaca e o Frango”. Gautier também apareceu em meia dúzia de filmes, como “Divórcio à Americana” (1967), em que viveu o advogado de Dick Van Dyke, “Adivinhe Quem Vem para Roubar” (1977) e “Billy Jack Vai a Washington” (1977). Menos conhecido foi seu talento como roteirista. Ele escreveu dois filmes sensacionalistas: “Maryjane” (1968), sobre os perigos da maconha, e “Wild in the Sky” (1972), em que ativistas negros sequestram um avião, além de dois episódios da série “O Jogo Perigoso do Amor”. Como se não bastasse, ainda foi cartunista, tendo inclusive lançado livros sobre como desenhar. “Desenhar tem sido meu hobby, minha terapia, um delicioso passatempo e ocasionalmente a minha salvação – que me ajudou a superar alguns apuros financeiros quando eu era um ator sem trabalho”, ele escreveu na introdução de seu livro “The Creative Cartoonist”, em 1989.
The Wizard of Lies: Robert De Niro aplica golpe financeiro em teaser e fotos de telefilme da HBO
A HBO divulgou as primeiras fotos e o teaser de “The Wizard of Lies”, filme sobre escândalo financeiro estrelado por Robert De Niro e Michelle Pfeifer, que voltam a viver marido e mulher após “A Família” (2013). A prévia é climática, com imagens que sugerem um pesadelo, e demonstra porque a TV está atraindo grandes astros e cineastas. Aqui, por sinal, é uma parceria de ambos. O diretor é Barry Levinson (dos clássicos “Rain Man” e “Bugsy”). Na produção, De Niro vive Bernard Madoff, cujo nome virou sinônimo de pirâmides financeiras. O empresário foi responsável por um esquema fraudulento que arruinou a vida de milhares de americanos e, é claro, lhe rendeu fortuna imensa. Madoff ganhou fama mundial ao ser preso em 2008, por ter aplicado a maior fraude financeira na história dos Estados Unidos. O filme examina o esquema criado por ele – sua fraude, mentiras e disfarce – , ao mesmo tempo em que acompanha a repercussão impiedosa do caso para sua esposa e filhos. “The Wizard of Lies” tem previsão de estreia para maio.
Todos querem matar Keanu Reeves em novo comercial de John Wick 2
A Lionsgate divulgou um comercial (sem legendas) da continuação de “De Volta ao Jogo” (2014), que no Brasil vai se chamar “John Wick: Um Novo Dia para Matar”. Repleta de tiroteios, a prévia revela que todos querem matar o protagonista, mas, como ele mesmo diz em cena: “Venha quem vier, eu mato todos”. O filme vai marcar o reencontro de Reeves com Laurence Fishburne, 13 anos após o fim da trilogia “Matrix”, onde interpretaram os famosos papéis de Neo e Morpheus. Além deles, o elenco inclui Ruby Rose (“xXx: Reativado”), Peter Stormare (“Anjos da Lei 2”), Common (“Selma”) e John Leguizamo (“Conexão Escobar”) como novas ameaças, além de retomar as participações de Ian McShane, Bridget Moynahan, Lance Reddick e Thomas Sadoski, que sobreviveram ao longa original. O roteiro é novamente escrito por Derek Kolstad e a direção está outra vez a cargo do ex-dublê Chad Stahleski, que dirigiu o primeiro em parceria com David Leitch – a dupla acabou se dividindo diante das inúmeras ofertas recebidas após sua impressionante estreia. “John Wick: Um Novo Dia para Matar” estreia em 16 de fevereiro no Brasil, uma semana depois do lançamento nos EUA.
Documentário sobre o trágico show do Eagles of Death Metal em Paris ganha trailer
A HBO divulgou o trailer do documentário “Eagles of Death Metal: Nos Amis”. Além das imagens agora históricas e entrevistas com Josh Homme e Jesse Hughes, da banda Eagles of Death Metal, a prévia também mostra Bono Vox, do U2, e vai direta ao ponto, e exatamente por isso resulta emocionante. O filme lida com a tragédia do dia 13 de novembro de 2015, quando terroristas invadiram a casa noturna Bataclan Concert Hall, em Paris, durante um show da banda americana, e abriram fogo contra o público. O documentário repercute o horror daquele dia e acompanha a volta do Eagles of Death Metal ao mesmo palco, buscando superar o trauma e levantar o espírito do povo francês. “Eagles of Death Metal: Nos Amis” foi dirigido por Colin Hanks, filho de Tom Hanks. Trata-se do segundo documentário com ligação musical realizado pelo jovem Hanks, que também é ator. Anteriormente, ele dirigiu “All Things Must Pass: The Rise and Fall of Tower Records” (2015), sobre a outrora poderosa rede internacional de lojas de discos Tower Records. A estreia está marcada para o dia 13 de fevereiro nos EUA.
Versões piratas de La La Land, Moonlight e outros filmes do Globo de Ouro chegam na internet
As primeiras versões piratas dos filmes da temporada de premiações, muitos deles inéditos no Brasil, chegaram à internet no fim de semana, em cópias com qualidade de DVD. As versões de “La La Land”, “Moonlight”, “A Chegada”, “Fences” e “Estrelas Além do Tempo” foram disseminadas via torrents e em serviços de armazenamento de arquivos, linkados por sites especializados em pirataria. Todos os filmes foram indicados ou venceram prêmios no Globo de Ouro 2017. A pirataria foi feita, na maioria dos títulos, pelo grupo Hive-CM8 que vazou cerca de 40 títulos na mesma época do ano passado. A fonte também é a mesma: as cópias vêm de screeners – os DVDs que os estúdios enviam para os eleitores do Oscar, Globo de Ouro e equivalentes, visando votos nos filmes. No ano passado, o FBI foi acionado e identificou um dos screeners, a cópia de “Os 8 Odiados”, que vazou antes da estreia do filme nos cinemas, como pertencente a Andrew Kosove, CEO da produtora Alcon Entertainment, indicado ao Oscar 2010 pela produção do filme “Um Sonho Possível”. Kosove é um importante executivo da indústria do entretenimento, que vota em premiações como o Oscar e o PGA Awards (do Sindicato dos Produtores). Por isso, uma cópia de “Os 8 Odiados” foi enviada antecipadamente para que ele avaliasse e pudesse votar no longa entre os melhores do ano. A investigação identificou a marca d’água (que diferencia o destinatário do screener) das cópias piratas como sendo a do DVD de Kosove, e encontrou o protocolo de recebimento da cópia, assinado por um auxiliar de seu escritório. Mas ele alegou que nunca recebeu o DVD do filme. A polícia trabalhou com a hipótese de um funcionário ter desviado o DVD, mas nenhuma prisão foi feita e o caso esfriou sem que houvesse condenações. Os estúdios não enviam screeners com qualidade de Blu-ray justamente para evitar a pirataria em alta definição.












