Novo trailer legendado mostra o treinamento da Mulher Maravilha entre as amazonas
A Warner Bros. divulgou um novo trailer legendado do filme da “Mulher-Maravilha”. Repleto de cenas inéditas, ele mostra o treinamento árduo da heroína interpretada pela atriz Gal Gadot, com cenas na ilha das amazonas, o salvamento do aviador Steve Trevor (papel de Chris Pine, de “Star Trek”) e sua decisão de ir ao mundo dos homens para enfrentar a guerra que ameaça a paz mundial. Há diversas cenas de ação, mas também bom-humor resultante do choque cultural da chegada da amazona ao mundo moderno – do começo do século 20. É tudo muito bonito, com bela fotografia e ótimos efeitos visuais. Até as mudanças na história e a escolha do tom parecem acertadas para dar credibilidade à personagem – a esta altura, os fãs já sabem que o filme mudou a época da ação, situando a trama na 1ª Guerra Mundial, ao contrário dos quadrinhos, que foram lançados quando os EUA entraram na 2ª Guerra e refletiam este fato. A principal diferença em relação às adaptações anteriores da DC Comics é que, desta vez, o roteiro é de dois autores de quadrinhos, Allan Heinberg (também criador da série “The Catch”) e Geoff Johns (criador da série “The Flash”). A direção é de Patty Jenkins (“Monster – Desejo Assassino”), primeira mulher a assinar um filme de super-heróis neste milênio, e a estreia está marcada para 1 de junho no Brasil, um dia antes do lançamento nos EUA.
Terror brutal do diretor de Guardiões da Galáxia ganha novos pôsteres e vídeos de bastidores
A Blumhouse Productions divulgou dois vídeos de bastidores e duas coleções de pôsteres de “The Belko Experiment”, terror barato que chama atenção por juntar os cineastas James Gunn (“Guardiões da Galáxia”) e Greg Mclean (“Wolf Creek”). O primeiro escreveu o roteiro e o segundo assassina na direção. Como Gunn revela num dos vídeos, a história veio inteirinha para ele num sonho. A produção é uma “Battle Royale” de escritório. Um prédio é lacrado e seus funcionários recebem ordens para matar 30 colegas. Caso não cumpram a ordem, a voz que vem dos auto-falantes garante que matará 60. A ideia de que se trata de uma brincadeira de mau gosto termina quando a primeira cabeça explode, vítima de um implante que todos os funcionários possuem. O elenco inclui Tony Goldwyn (série “Scandal”), Michael Rooker (também de “Guardiões da Galáxia”), John Gallagher Jr. (“Rua Cloverfield, 10”), Melonie Diaz (“Fruitvale Station”), John C. McGinley (série “Scrubs”), David Dastmalchian (“Homem-Formiga”), Brent Sexton (série “The Killing”), Sean Gunn (série “Gilmore Girls”) e Adria Arjona (da vindoura série “Emerald City”). Exibido no Festival de Toronto, o filme dividiu radicalmente as opiniões por sua brutalidade. A estreia está marcada para 17 de março nos EUA e não há previsão de lançamento no Brasil. Clique nos cartazes abaixo para ampliá-los em tela inteira.
Catástrofe apocalíptica de Tempestade: Planeta em Fúria ganha trailer legendado
A Warner Bros. divulgou a versão legendada em português do trailer de “Tempestade: Planeta em Fúria” (Geostorm). Na verdade, embora a trama seja explicada por meio de letreiros, a prévia não tem diálogos, deixando as imagens falarem por si. O vídeo apresenta a destruição colossal de grandes cidades por catástrofes naturais. Numa das prévias, o Rio de Janeiro é atingido por um tsunami arrasador, mas o fim do mundo também acontece em Londres, Hong Kong, Dubai e Mumbai. Em “Tempestade: Planeta em Fúria”, uma rede de satélites criados para controlar o clima do planeta entra em pane e passa a desencadear tempestades pelo mundo inteiro, num efeito em cadeia que eventualmente levará à destruição da Terra. O elenco conta com Gerard Butler (“Invasão à Casa Branca”), Abbie Cornish (“Sucker Punch”), Ed Harris (série “Westworld”), Jim Sturgess (“Um Dia”), Katheryn Winnick (série “Vikings”) e Andy Garcia (“Caça-Fantasmas”). O filme marca a estreia na direção do roteirista Dean Devlin, que escreveu “Independence Day” (1994), marco do cinema de catástrofe em escala apocalíptica. Ele também assina o roteiro, em parceria com Paul Guyot, escritor da série de fantasia “The Librarians” (produzida por Devlin). A estreia está prevista para 19 de outubro no Brasil, um dia antes do lançamento nos EUA.
James Cameron anuncia novo adiamento de Avatar 2 – de novo
Mais um ano, mais um pronunciamento de James Cameron avisando que “Avatar 2” vai atrasar. “A estreia não vai acontecer em 2018”, disse o diretor ao jornal canadense Toronto Sun, quando perguntado sobre o progresso de “Avatar 2”. Ele ainda se saiu com essa: “Não anunciamos uma data de lançamento”. O que não é exatamente verdade. Todo o ano Cameron anuncia uma data de lançamento diferente, ainda que extra-oficialmente. “O que as pessoas têm que entender é que este é um encadeamento de lançamentos. Então, não estamos fazendo ‘Avatar 2’. Estamos fazendo ‘Avatar 2’, ‘3’, ‘4’ e ‘5’. É um empreendimento épico.” “Demoramos quatro anos e meio para fazer um filme e agora estamos fazendo quatro”, acrescentou Cameron. E quando começam as filmagens? O diretor não sabe dizer, é claro. Vale lembrar que Cameron prometeu originalmente a sequência do sucesso de 2009 para o ano de 2013. Mas logo que viu o trabalho que teria, revisou seus planos e remanejou o lançamento para o final de 2014, ao mesmo tempo em que revelou que faria dois filmes. Conforme o prazo se aproximava sem a produção começar, o diretor fez novo anúncio, garantindo a estreia em 2015 e que seria uma nova trilogia. Na data prevista, porém, apenas os roteiros ficaram prontos. O que fez o longa ganhar uma nova data “definitiva”: dezembro de 2016. Que passou, claro, para dezembro de 2017, quando ele resolveu acrescentar um quarto filme no cronograma. Mas os quatro filmes deveriam começar a ser lançados, com espaço de um por ano, a partir do final de 2018. Esta é, portanto, a data que vai “atrasar”, segundo o diretor. De adiamento em adiamento, Cameron aumenta seu orçamento sem iniciar a produção. Fala-se que os longas que ele pretende filmar simultaneamente custarão mais de US$ 1 bilhão para a 20th Century Fox. E isto é um grande perigo. Embora “Avatar” detenha o recorde de maior bilheteria de cinema de todos os tempos (com US$ 2,7 bilhão de arrecadação mundial), se os planos de sua continuação derem errado, o risco para a Fox é altíssimo. Um desastre nas bilheterias poderia, inclusive, quebrar o estúdio. Isto pode explicar, em parte, porque o projeto não sai do papel. Cameron vai dirigir todos os filmes, mas cada um foi escrito por um roteirista diferente, entre eles Josh Friedman (criador da série “Terminator: The Sarah Connor Chronicles”, também baseado em personagens de Cameron), Shane Salerno (do pavoroso “Aliens vs. Predador 2”) e o casal Rick Jaffa e Amanda Silver (a dupla de “Planeta dos Macacos 2: O Confronto”). Enquanto isso, a Disney prepara o parque temático “Pandora – The World of Avatar”, desenvolvido em parceria com Cameron, que deve ser aberto no Walt Disney World em Orlando, na Flórida, em maio.
Versão genérica de A Pequena Sereia ganha trailer e engana muita gente
Com tantos lançamentos de versões de clássicos animados, não é à toa que diversos sites e portais brasileiros, pouco atentos aos meandros cinematográficos, caíssem no truque, mas o trailer abaixo, divulgado como uma nova versão de “A Pequena Sereia”, é uma produção genérica, feita para o mercado de home video. O chamariz da participação da veterana atriz Shirley MacLaine e a consciência de que uma adaptação da fábula original está sendo desenvolvida ajudam no engodo. Entretanto, o resto do elenco desta “The Little Mermaid” é televisivo, o orçamento é de telefilme e a história é completamente diferente da versão animada pelos estúdios Disney em 1989. Na trama escrita e dirigida por Blake Harris (do telefilme “Revivendo o Natal”), a pequena sereia do título já surge capturada e exibida como atração de circo. E nem essa vida de cativeiro a impede de surgir reluzente e sorridente para a menina que guia a história, de quebra apaixonando seu irmão adolescente. Lógico que há um dono de circo malvado neste remix que pincela um vilão de “Pinóquio” e um picadeiro de “Dumbo” para agradar às crianças mais inocentes. O elenco inclui Loreto Peralta (“Não Aceitamos Devoluções”), William Moseley (de “As Crônicas de Nárnia”), Gina Gershon (série “Z Nation”), William Forsythe (“Rejeitados pelo Diabo”), Diahann Carroll (série “White Collar”) e Poppy Drayton (da série “As Crônicas de Shannara”), que interpreta a sereia. Vale observar que não é a primeira vez que a produtora Conglomerate Media avança sobre a Disney, tendo produzido, com muita polêmica e pouco orçamento, o filme “Walt antes de Mickey” (2015), cinebiografia de Walt Disney que saiu direto em streaming no Brasil. “The Little Mermaid” ainda não tem previsão de estreia.
Vídeo e pôster de Punho de Ferro destacam a nova heroína Colleen Wing
A Netflix divulgou um pôster e um vídeo de “Punho de Ferro” dedicado à Colleen Wing, a nova heroína introduzida na produção, também conhecida como Filha do Dragão. A personagem vivida por Jessica Henwick (Nymeria Sand em “Game of Thrones”) é uma das principais heroínas asiáticas da Marvel, uma mestre das artes marciais que se alia a Danny Rand (Finn Jones, também de “Game of Thrones”) em sua luta contra a família Meachum. A prévia apresenta seu arco dramático, com ajuda de entrevistas de Henwick e Jones, e inclui cenas de ação num clube da luta clandestino. A adaptação dos quadrinhos de Roy Thomas, Doug Moench, Gil Kane e John Byrne foi desenvolvida por Scott Buck (ex-showrunner de “Dexter”) e o elenco ainda destaca Tom Pelphrey (série “Banshee”), Jessica Stroup (série “The Following”) e David Wenham (trilogia “O Senhor dos Anéis”) como os integrantes da família Meachum. A produção também inclui Rosario Dawson como a enfermeira Claire Temple, em sua quarta série consecutiva, além da participação de Carrie Ann Moss, retomando o papel da advogada Jeri Hogarth, vista em “Jessica Jones”. “Punho de Ferro” vai estrear em 17 de março com 13 episódios.
Trailer de Código de Silêncio, um dos filmes mais comentados do Festival de Sundace 2017
A Netflix divulgou o trailer e as imagens de “Código de Silêncio” (Burning Sands), filme bastante comentado do Festival de Sundance 2017. A prévia mostra o dilema de um calouro universitário (Trevor Jackson, da série “American Crime”), que tenta entrar para uma fraternidade prestigiosa, mas para isso precisa se sujeitar à iniciação do grupo, extremamente longa e violenta. A trama reflete os complicados laços que unem os participantes desse rito de passagem das universidades americanas, cujos trotes chegam a extremos. O longa marca a estreia na direção de Gerard McMurray, um dos produtores do excelente “Fruitvale Station: A Última Parada”, vencedor de Sundance em 2013. O elenco inclui Alfre Woodard (série “Luke Cage”), Steve Harris (série “O Desafio/The Practice”), Tosin Cole (“Star Wars: O Despertar da Força “), DeRon Horton (da vindoura série “Dear White People”), Nafessa Williams (série “Code Black”) e Trevante Rhodes (“Moonlight”). “Código de Silêncio” estreia nesta sexta (10/3), exclusivamente na Netflix.
Novo trailer legendado de Velozes e Furiosos 8 é tão exagerado que faz até chover carros
A franquia “Velozes & Furiosos” extrapolou os limites da insanidade em seu novo trailer, em que chovem carros sobre as ruas, tornando o asfalto flamejante. A cena é espetacular e a explicação é que a vilão vivida por Charlize Theron (“Mad Max: Estrada da Fúria”) hackeou os sistemas eletrônicos dos carros de Detroit, causando acidentes por toda a cidade. Podia parar por aí, mas ainda há uma sequência em que Dwayne Johnson desvia a rota de um míssil com as mãos. E para quê pular sobre um tubarão se o carro de Vin Diesel pode saltar sobre um submarino inteiro? “Jump the shark”, para quem não sabe, é uma gíria americana originada de um episódio da série clássica “Happy Days”, que mostrou Fonzie fazendo ski aquático sobre um tubarão. Significa apelar demais, passar do ponto, chegar no limite do exagero, que, de tão absurdo, sinaliza o início da decadência de uma produção. Será que “Velozes & Furiosos 8” é o capítulo do pulo do tubarão de Vin Diesel e cia.? Primeiro filme rodado após a morte de Paul Walker, quinto escrito por Chris Morgan e estreia do diretor F. Gary Gray (“Straight Outta Compton”) na franquia, “Velozes & Furiosos 8” parte de uma traição do protagonista. Dominic (Diesel) é coagido a atacar a própria “família” e os mocinhos são reforçados pelo vilão do capítulo anterior, vivido por Jason Statham, para tentar prender seu antigo líder. A estreia está marcada para 13 de abril no Brasil, um dia antes do lançamento nos EUA, e também ganhou dois pôsteres que podem ser conferidos abaixo.
7ª temporada de Game of Thrones ganha pôster, vídeo e data de estreia
O canal pago americano HBO divulgou um pôster, um vídeo e a data de estreia da 7ª temporada de “Game of Thrones”. O cartaz consiste apenas do logo da série, impresso sobre uma imagem mesclada de gelo e fogo – em referência ao título da saga literária de George R.R. Martin, “As Crônicas de Gelo e Fogo”. Já que a estreia do teaser com o anúncio da estreia envolveu um evento elaborado com transmissão ao vivo pelo Facebook. Mais de 160 mil fãs da série atenderam ao convite para assistir ao vivo a revelação da data da temporada, apenas para encontrar um cubo de gelo gigante, submetido a jatos flamejantes cada vez que os espectadores digitavam a palavra “fire” em seus computadores. O exercício de paciência durou uma hora. Se fossem os anos 1960, isso seria chamado de happening e considerado arte. Mas esta é a era da resposta instantânea das redes sociais. E o polegar digital que reage aos tópicos do Facebook ficou tão animado com este evento quanto Nero diante dos cristãos. Ao final, o marketing da HBO soltou sua pomba metafórica, um teaser que, antes de revelar a data, mostra estátuas de criaturas que representam as grandes casas de Westeros – dragões para os Targaryens, lobos para os Starks, leões para os Lannisters e assim por diante – que vão quebrando em pedaços, enquanto vozes do passado contextualizam as lutas pelo poder na série. Ao final, a última voz ouvida é a de Jon Snow (Kit Harington). “Há apenas uma guerra que importa: a Grande Guerra”, ele alerta, provavelmente aludindo aos exércitos do Rei da Noite e seus caminhantes brancos. Esta Grande Guerra, porém, deve ficar para a última temporada. A atual vai mostrar os confrontos finais entre as diferentes casas da nobreza de Westeros pelo Trono de Ferro, culminando nas batalhas esperadas entre os Lanniters, os Starks e os dragões gigantes de Daenerys Targeryen (Emilia Clarke). Além de começar mais tarde, a 7ª temporada também será menor, com sete episódios, três a menos que as anteriores. Os produtores da série, David Benioff e D.B. Weiss, haviam dito em abril do ano passado, antes mesmo da estreia da 6ª temporada, que planejavam encerrar a saga de “Game of Thrones” com apenas mais 13 episódios. Confirmando esse desejo, a tendência é que a 8ª – e última – finalize a série com somente mais 6 capítulos. Ah, a estreia dos novos episódios foi marcada para 16 de julho. Veja abaixo.
Kong – A Ilha da Caveira é o único lançamento gigante em semana de 14 estreias
A semana registra 14 lançamentos de cinema, mas a maioria em circuito limitado. A única estreia de tamanho gigante é “Kong – A Ilha da Caveira”, o novo filme de King Kong, que chega em quase mil salas, ocupando todas as telas IMAX. Desembarca nos trópicos precedido por críticas entusiasmadas nos EUA a seus efeitos visuais, apesar das inconsistências em sua trama e erros de continuidade dignos de Ed Wood. A ação se passa nos anos 1970 e acompanha uma equipe militar perdida na ilha que dá título à produção – e que apareceu em todas as versões da origem de King Kong. Ao privilegiar o “prólogo” clássico, o filme resgata a tradição pulp das histórias de dinossauros no mundo contemporâneo e remixa este conceito centenário – de clássicos de Edgar Rice Burroughs (“A Terra que o Tempo Esqueceu”) e Arthur Conan Doyle (“O Mundo Perdido”) – com o delírio de “Apocalypse Now” (1979). Mais quatro filmes falados em inglês entram em cartaz. Todos de tom dramático e que tiveram desempenho de chorar nas bilheterias norte-americanas. Dois deles são dramas de tribunal. “Versões de um Crime” puxa mais para o suspense, com Keanu Reeves defendendo o filho de uma antiga conhecida da acusação de assassinato do próprio pai, numa história de reviravoltas previsíveis. Já o britânico “Negação” é quase um docudrama, que questiona a existência do Holocausto num julgamento midiático, com Rachel Weisz tendo que provar que os crimes nazistas não foram apenas propaganda judaica. Os outros dois lançamentos foram concebidos de olho no nicho dos filmes de prestígio, mas se frustraram ao não conseguir indicações ao Oscar 2017. “Fome de Poder” conta a história polêmica da origem da rede McDonald’s, com Michael Keaton no papel de Ray Kroc, o empresário visionário e vigarista que se apropriou do negócio dos irmãos que batizam as lanchonetes. E “Silêncio” é o épico que Martin Scorsese levou décadas para tirar do papel. O filme sobre padres jesuítas, martirizados ao tentar levar o evangelho ao Japão do século 17, lhe permitiu fazer as pazes com o Vaticano, superando as polêmicas de “A Última Tentação de Cristo” (1988). O catolicismo também é o tema central de “Papa Francisco, Conquistando Corações”, cinebiografia do atual Papa, que, ao contrário do esperado, não carrega na pregação ou edulcora a religião, mostrando um retrato humano do religioso desde sua juventude até sua sagração. Chama atenção ainda o fato de a obra não evitar temas polêmicos, como a ditadura argentina e os escândalos de pedofilia entre padres. Duas produções brasileiras lutam por espaço onde não há. O documentário “Olhar Instigado” aborda um tema urgente: a arte de rua em São Paulo. Bem fotografado, o filme acompanha grafiteiros e pichadores pela noite paulistana, e chega às telas em momento de tensão política, após a Prefeitura considerar as latas de spray tão perigosas quanto armas nas mãos de bandidos. Mesmo assim, não faz distinção entre arte e vandalismo, não leva a discussão onde ela já está. O drama policial “O Crime da Gávea” também rende debate, devido à disputa de bastidores entre o roteirista e o diretor para definir quem foi seu “autor”. O roteirista Marcílio Moraes vem do mundo das novelas, que define como autor quem escreve o texto. Mas cinema é outra coisa. E com o diretor André Warwar escanteado na pós-produção, a premissa noir, do marido suspeito que tenta desvendar o assassinato da esposa, em meio ao contexto da boemia moderninha carioca, implode num acabamento (voice-overs, por exemplo) que não combina com o que foi filmado. Tanto ego rendeu uma estreia em cinco míseras salas. Para quem sentir falta de besteirol, a semana reserva a comédia italiana “Paro Quando Quero”. Por um lado, a trama embute uma crítica adequada à crise econômica europeia, que reduz universitários formados a trabalhadores braçais. Por outro, é descarada sua apropriação de “Breaking Bad” num contexto de enriquecimento rápido digno de “Até que a Sorte nos Separe”. A trama gira em torno de um grupo de sub-empregados que decidem unir seus conhecimentos acadêmicos para lançar uma nova droga no mercado, surtando quando o negócio os torna milionários. Para completar, a programação vai receber nada menos que cinco filmes franceses. Esse fenômeno resulta da supervalorização do cinema francófono entre as distribuidoras nacionais, reflexo de uma era longínqua em que produtos do país eram ícones de status social e cultural – a palavra “chique” é um galicismo do século 19. Com melhor distribuição entre os lançamentos franceses, “Personal Shopper” volta a juntar a atriz americana Kristen Stewart com o diretor Olivier Assayas, após a bem-sucedida parceria em “Acima das Nuvens” (2014). Levou o troféu de Melhor Direção no Festival de Cannes, mas é a ótima performance de atriz que prende o espectador em sua história de fantasmas, de clara inspiração hitchcockiana. “Souvenir” também deve sua distribuição à fama de sua estrela, a atriz Isabelle Huppert, indicada ao Oscar 2017 por “Elle”. Desta vez, porém, ela estrela um romance leve, francamente comercial, como uma cantora que flertou com o sucesso nos anos 1970 e, inspirada pela paixão de um jovem que a reconhece no trabalho, tenta retomar a carreira. Na mesma linha, “Insubstituível” traz François Cluzet como um médico do interior que treina, relutantemente, uma substituta mais jovem. Sem ligação com esse cinema descartável, “Fátima” lembra “Que Horas Ela Volta?” ao acompanhar uma mãe pobre e imigrante, que trabalha como faxineira e luta para manter as filhas na escola. Enquanto a mais nova vive sua rebelião adolescente, sem respeito pela mãe “burra” que mal fala francês, a mulher do título sacrifica a própria saúde para dar à filha mais velha a chance de cursar a faculdade. A produção usa o recurso de uma carta, escrita pela mãe, para amarrar a história, que venceu o César 2016 (o Oscar francês) de Melhor Filme, Roteiro e Atriz Revelação. Mesmo assim, há quem ache que o cinema francês decaiu muito desde a nouvelle vague. E para estes o circuito reserva a chance de conferir o relançamento, em cópia restaurada, do clássico “Hiroshima Meu Amor” (1959), de Alain Resnais, uma das primeiras obras-primas do movimento e que destaca a recém-falecida Emmanuelle Riva no papel principal. Clique nos títulos dos filmes destacados para ver os trailers de todas as estreias da semana.
Vídeo de A Cabana traz comentários de Octavia Spencer e Alice Braga sobre a trama
A Paris Filmes divulgou um vídeo legendado de bastidores de “A Cabana”, com quatro minutos de duração, que traz entrevistas com as atrizes Octavia Spencer (“Estrelas Além do Tempo”) e Alice Braga (série “Queen of the South”). Na trama, elas interpretam manifestações divinas: Deus (ou melhor, o Pai da trindade cristã) e a Sabedoria. O filme é uma fantasia religiosa, que parte de uma tragédia pessoal, a morte da filha pequena do personagem de Sam Worthington (“Avatar”), para demonstrar que Deus existe e responder à velha pergunta: porque, sendo tão poderoso e amoroso, ele não faz nada para amenizar a dor e o sofrimento do mundo? Baseado no best-seller homônimo do canadense William P. Young, filho de missionários evangélicos, “A Cabana” busca representar os aspectos divinos de Deus de forma racialmente correta: uma negra como o Pai, um carpinteiro israelense como o Filho (a referência é óbvia) e uma mulher japonesa como o Espírito Santo, sobrando para a brasileira viver a Senhora Sabedoria (do grego “sophia”, como o nome da personagem) citada por Salomão, que é tanto uma prefiguração do Espírito Santo entre os cristãos quanto o Torá para os judeus. Teólogos teriam problemas com esta representação no contexto do filme, mas se trata de uma fantasia meio infantil. O elenco ainda inclui Radha Mitchell (“Invasão à Casa Branca”), Ryan Robbins (série “Arrow”), Graham Greene (série “Longmire”) e o astro da música country Tim McGraw (“Um Sonho Possível”), que além de atuar canta a música-tema. O roteiro foi escrito por John Fusco (criador da série “Marco Polo”) e Destin Daniel Cretton (diretor de “Temporário 12”), e a direção é de Stuart Hazeldine (“Exame”). “A Cabana” entrou em cartaz no fim de semana nos EUA, rendendo menos que o esperado, e só estreia daqui a um mês, em 6 de abril, no Brasil.
Primeiras fotos de Thor: Ragnarok revelam novo visual do herói e a deusa vivida por Cate Blanchett
A revista Entertainment Weekly divulgou as primeiras fotos de “Thor: Ragnorak”, acompanhando uma reportagem de capa sobre a produção da Marvel. E o material chama atenção por apresentar visuais bem diferentes dos personagens. Chris Hemsworth chama mais atenção por estar de cabelo curto, quase raspado, em vez de ostentar a orgulhosa cabeleira loira dos primeiros filmes. Hela, a deusa da morte interpreta por Cate Blanchett (“Carol”), em nada lembra as artes conceituais divulgadas pela produção. Em vez do elmo com galhadas, fiel aos quadrinhos, ela aparece com os cabelos negros e compridos e olhos com maquiagem emo. E desde a escalação da atriz Tessa Thompson (“Creed”) já se sabia que Valquíria não seria uma loira nórdica como a heroína dos quadrinhos dos Defensores. Além do trio da capa, as imagens revelam o visual colorido, estilo “X-Men: Apocalipse” (2016), do personagem de Jeff Goldblum (“Independence Day”). Ele vive o Grã-Mestre, um imortal viciado em jogos, que nos quadrinhos da saga “Planeta Hulk” organiza competições entre gladiadores alienígenas. Quem também aparece é Tom Hiddleston (atualmente em “Kong: A Ilha da Caveira”), de volta ao papel do vilão Loki. E há três fotos dos bastidores com o diretor Taika Waititi (“O Que Fazemos nas Sombras”). “Thor: Ragnarok” tem estreia prevista para 26 de outubro no Brasil, uma semana antes do lançamento nos EUA. Clique nas fotos abaixo para ampliá-las em tela inteira.
Charlize Theron seduz e espanca nas primeiras fotos e pôster do thriller de ação Atômica
Foram divulgadas as primeiras imagens de “Atômica” (Atomic Blonde), filme de ação estrelado por Charlize Theron (“Mad Max: Estrada da Fúria”) no papel-título. Ela ilustra o pôster da produção e as fotos (via Entertainment Weekly) em que demonstra, entre pancadarias e olhares sedutores, porque se chama “loira atômica” na produção. O filme é uma adaptação da graphic novel “The Coldest Day” de Antony Johnston (roteirista do game “Dead Space”) e Sam Hart, e traz Theron como Lorraine Broughton, uma espiã britânica enviada para Berlim durante a Guerra Fria para uma missão extremamente perigosa – investigar a morte de um colega e recuperar uma lista perdida de agentes duplos. O elenco também inclui James McAvoy (“Fragmentado”), Sofia Boutella (“Star Trek: Sem Fronteiras”), John Goodman (“Kong: A Ilha da Caveira”), Toby Jones (série “Wayward Pines”), Eddie Marsan (série “Ray Donovan”) e James Faulkner (série “Da Vinci’s Demons”). O roteiro foi escrito por Kurt Johnstad (“300”) e a direção está a cargo de David Leitch (“De Volta ao Jogo”). O filme terá première no Festival SXSW no domingo (12/3), mas a estreia comercial está marcada apenas para 28 julho nos EUA. Ainda não há previsão para o lançamento no Brasil.











