Joel McHale vai estrelar nova série de comédia
O ator Joel McHale (“Community”) vai estrelar e produzir a série de comédia “Animal Control”, desenvolvida para o canal americano Fox. A série vai acompanhar um grupo de trabalhadores do setor de Controle de Animais. McHale vai interpretar Frank, um excêntrico oficial do Controle de Animais que pode não ter ido para a faculdade, mas ainda é a pessoa mais inteligente naquele local. Ele é um ex-policial que tentou expor a corrupção em seu departamento, mas seus esforços causaram a sua própria demissão. O personagem tem tem uma capacidade quase sobre-humana de entender os animais, ao mesmo tampo que possui uma dificuldade muito grande de se relacionar com outros humanos. “Animal Control” foi criada por Bob Fisher e Rob Greenberg (criadores da série “The Moodys”) em parceria com Dan Sterling (roteirista de “Casal Improvável”). O trio desenvolveu o projeto pensando em McHale para estrelá-lo. “A sagacidade de Joel e a capacidade de trazer uma lente cômica para tudo que ele está envolvido fazem dele a pessoa perfeita para dar vida a Frank”, disse Michael Thorn, presidente da Fox Entertainment. Ainda não há previsão de estreia. Joel McHale tem diversos projetos pela frente, entre eles o recém-anunciado filme baseado na série “Community”, que ainda sem previsão de estreia. Atualmente, ele ainda pode ser visto
Atriz de “Black Sails” entra na 3ª temporada de “Bridgerton”
A atriz inglesa Hannah New, que ficou conhecida ao viver a protagonista Eleanor Guthrie na série de piratas “Black Sails”, entrou na 3ª temporada de “Bridgerton”. New vai intepretar Lady Tilley Arnold, uma jovem viúva que desfruta de privilégios e poderes por estar no comando da propriedade de seu ex-marido. Diferente da maioria das mulheres da trama, ela vive nos seus próprios termos, com independência financeira e liberdade sexual. A 3ª temporada de “Bridgerton” vai mudar o seu foco, saindo de Anthony Bridgerton (Jonathan Bailey) para retratar a complicada relação entre Colin Bridgerton (Luke Newton) e Penelope Featherington (Nicola Coughlan). Na trama, Penelope ficará magoada após ouvir Colin desmerecê-la para seus amigos, e estará focada em encontrar um marido que respeite sua independência para que ela possa continuar sua vida dupla como Lady Whistledown. Colin, por sua vez, estará de volta de suas viagens de verão e ficará desanimado ao receber a frieza de Penelope. Ansioso para reconquistar sua amizade, Colin ajuda Penelope a aumentar sua confiança para atrair o marido perfeito. Outra mudança importante é que a série será comandada por Jess Brownell, que assumiu a função de showrunner no lugar de Chris Van Dusen. As novas adições no elenco também incluem Daniel Francis (“Fique Comigo”), Sam Phillips (“The Crown”), James Phoon (“Wreck”) e Hannah Dodd (“O Jardim dos Esquecidos: A Origem”), nova intérprete da personagem Francesca Bridgerton. A 3ª temporada de “Bridgerton” ainda não tem previsão de estreia. As duas temporadas anteriores estão disponíveis na Netflix. Hannah New também é conhecida pelo seu papel como a princesa Leila no filme “Malévola” (2014) e como Victoria na série “Trust” (2018). Ela será vista em breve no terror “Trauma Therapy: Psychosis” e na ficção científica “Beneath”, ambos sem previsão de estreia.
2ª temporada de “O Senhor dos Anéis: Os Anéis do Poder” será história de Sauron
J.D. Payne e Patrick McKay, produtores e showrunners da série “O Senhor dos Anéis: Os Anéis do Poder”, falaram sobre o que o público pode esperar da vindoura 2ª temporada da atração. E atenção que é spoiler. Em entrevista ao site The Hollywood Reporter, Payne e McKay compararam o recém-revelado Sauron a personagens como Tony Soprano (de “Família Soprano”) e Walter White (“Breaking Bad”), sugerindo uma abordagem ambígua para sua vilania. E prometeram tornar o personagem o centro dos próximos capítulos. “A 1ª temporada começa com: Quem é Galadriel? De onde ela veio? O que ela sofreu? O que a guia?”, disse Payne. “Estamos fazendo a mesma coisa com Sauron na 2ª temporada. Vamos preencher todas as lacunas que faltam.” Após a revelação no último episódio (spoilers! spoilers! spoilers!) de que Sauron era, na verdade, Halbrand (Charlie Vickers), sujeito que conseguiu ganhar a confiança de Galadriel (Morfydd Clark) e a fez acreditar que ele era o verdadeiro rei do sul da Terra-Média, agora a série vai adotar um tom diferente, focando-se na vilania do personagem e na sua ascensão ao poder. “Nos livros de JRR Tolkien, Sauron é um enganador e sabemos que na Segunda Era ele aparece em ‘forma humana'”, disse Payne. “Então, o que acontece se ele se aproximar de você e for capaz de fazer você simpatizar com ele, e fazer com que você concorde com ele para que, uma vez que você realmente perceba quem ele é, ele já tenha seus ganchos em você? Portanto, a revelação não é tão simples quanto: ‘Esta pessoa é má, vou recuar’, porque você já formou algum tipo de apego a ele. A ideia era fazer o público passar por essa jornada”. Trata-se de uma abordagem diferente daquela dada por Peter Jackson nos filmes de “O Senhor dos Anéis”, que só mostrou Sauron na sua forma física durante uma cena de flashback, e depois o retratou apenas como um olho gigante no alto da torre. “O que está presente [nos livros de ‘O Senhor dos Anéis’] é um mal abrangente que todo mundo tem medo, e é tão poderoso que nem precisa ser manifestado fisicamente”, explicou McKay. “Ele é a imagem de um olho nos filmes, ele é o olho na torre. Sentimos que Sauron deveria ser um personagem por direito próprio. Queríamos estudar as correntes que correm dentro dele de uma maneira que, esperançosamente, recompensaria o público enquanto o seguisse avançando em sua jornada para se tornar o Lorde das Trevas. Agora você o conhece como uma pessoa fora do nome ‘Sauron’. De certa forma, queríamos fazer uma história de origem para Sauron. Não queríamos fazer uma série que fosse sobre a caça a Sauron, mas adoramos a ideia de Sauron como um enganador que poderia, esperamos, enganar parte do público.” Passada essa etapa, “Sauron agora pode ser apenas Sauron”, acrescentou McKay. “Como Tony Soprano ou Walter White. Ele é mau, mas complexamente mau. Sentimos que se fizéssemos isso na 1ª temporada, ele ofuscaria todo o resto. Então a 1ª temporada é como ‘Batman Begins’, e ‘O Cavaleiro das Trevas’ é o próximo filme, com Sauron manobrando a céu aberto. Estamos realmente animados. A 2ª temporada tem uma história canônica. Pode haver espectadores que pensem: ‘Esta é a história que esperávamos obter na 1ª temporada!’ Na 2ª temporada, estamos dando a eles.” Ao longo da exibição da série, porém, muitos fãs suspeitaram de que Halbrand seria o verdadeiro Sauron devido a algumas sugestões feitas durante a narrativa (como no ataque violento de Halbrand contra os moradores de Numenor). Mas os showrunners não se importam que algumas pessoas tenham adivinhado a revelação, porque o objetivo deles não era enganar todo mundo. “Se você teve uma leve suspeita ao longo de uma temporada inteira, e então essa suspeita é finalmente confirmada, isso é um envolvimento emocional”, disse Payne. “A tragédia é uma das formas de arte mais elevadas. Há uma razão pela qual as pessoas ainda estão interpretando ‘Romeu e Julieta’ centenas de anos depois que foi escrito, mesmo que todos saibam o que acontece no final. A surpresa só recompensa você em uma única visualização.” O roteirista ainda trouxe outra referência clássica para justificar a sua escolha. “Há algo que Milton faz em ‘Paraíso Perdido’ sobre o qual conversamos muito. Ele faz de Satanás um personagem realmente atraente [em ‘Paraíso Perdido’]. De certa forma, ele é o primeiro anti-herói, por ser convincente e você não conseguir tirar os olhos dele. Milton fez isso de propósito porque queria que você caísse junto com Adão e Eva. Ele queria que Satanás fosse tão persuasivo que conseguisse também seduzir [o leitor] e você inconscientemente é conquistado, para que perceba sua própria queda e sua necessidade de redenção.” McKay quer que essa abordagem não apenas faça com que o público retorne para a 2ª temporada como reveja a 1ª com um olhar diferente. “Espero que depois que o último episódio for ao ar, os espectadores assistam a temporada inteira novamente, que agora é uma experiência diferente. Esperamos que, quando entrarmos na 2ª temporada, isso faça as pessoas gostarem da 1ª temporada ainda mais, porque agora pode vê-la através de um novo prisma.” A 2ª temporada de “O Senhor dos Anéis: Os Anéis do Poder” já começou a ser gravada, mas só deve estrear em 2024 no serviço de streaming Amazon Prime Video.
Robbie Coltrane, o Hagrid de “Harry Potter”, morre aos 72 anos
O ator Robbie Coltrane, conhecido pelas novas gerações por interpretar o personagem Hagrid na franquia “Harry Potter”, morreu nesta sexta (14/10), aos 72 anos. Além do seu papel na franquia baseada nos livros de JK Rowling, Coltrane também fez participações em dois filmes de James Bond e no terror “Do Inferno” (2001), estrelado por Johnny Depp. Robbie Coltrane era o nome artístico de Anthony Robert McMillan, nascido em 30 de março de 1950, em Glasgow, na Escócia. Filho de um médico e uma professora, ele se formou na escola de arte de Glasgow, e continuou a estudar arte na Moray House College of Education, em Edimburgo. Sua estreia nas telas aconteceu em 1979, quando participou de um episódio do teleatro “Play for Today”. No ano seguinte, apareceu pela primeira vez no cinema com figurante da sci-fi dramática “A Morte ao Vivo”, clássico visionário de Bertrand Tavernier. Seguiram-se várias outras participações pequenas em filmes de sucesso ou cultuados, como “Flash Gordon” (1980), “Krull” (1983), “Férias Frustradas II” (1985) e “Henrique V” (1989), além de vários programas humorísticos, como “A Kick Up the Eighties” (1984), “Alfresco” (1984) e “Tutti Frutti” (1987). Mas foi só nos anos 1990 que ele conseguiu virar protagonista. Isto aconteceu na série “Cracker”, seu primeiro grande papel, onde Coltrane deu vida ao Dr Edward “Fitz” Fitzgerald, um psicólogo criminal antissocial e desagradável, mas com um dom único para resolver crimes. O papel rendeu a Coltrane o prêmio BAFTA. “Cracker” durou três temporadas, exibidas entre 1993 e 1995 no canal britânico ITV, e depois disso o ator foi direto enfrentar James Bond. Em 1995, Coltrane interpretou Valentin Zukovsky em “007 Contra GoldenEye” (1995), que marcou a estreia de Pierce Brosnan no papel do espião britânico. O personagem fez tanto sucesso que se tornou um dos poucos vilões a aparecer em mais de um filme de Bond, voltando em “007 – O Mundo Não é o Bastante” (1999). Sua carreira tomou outro rumo com a chegada do novo século. Em 2001, ele teve papel de destaque em “Do Inferno”, adaptação de uma famosa história em quadrinhos de Alan Moore sobre os assassinatos de Jack, o Estripador. E, claro, estrelou o filme que definiria sua carreira: “Harry Potter e a Pedra Filosofal”. Em “Harry Potter”, Coltrane interpretou Hagrid, um meio-gigante que trabalha como guarda-caça da Escola de Magia e Bruxaria de Hogwarts e que foi um dos principais aliados do personagem-título na sua batalha contra Voldemort. Com sua inocência e seu jeito desengonçado, Hagrid conquistou uma geração inteira de fãs. Ele apareceu em todos os oito filmes da franquia, além de ter emprestado a voz para o personagem em alguns curtas-metragens. Embora a franquia “Harry Potter” lhe tenha mantido ocupado, Coltrane ainda encontrou tempo para participar de filmes como “Van Helsing – O Caçador de Monstros” (2004), no qual interpretou o monstro Mr. Hyde, “Alex Rider Contra o Tempo” (2006), no papel de Primeiro-Ministro, e na adaptação do clássico “Grandes Esperanças” (2012) em que dividiu a tela com alguns dos seus colegas de “Harry Potter”, como Ralph Fiennes e Helena Bonham Carter. Seus últimos créditos foram nas séries “National Treasure” (2016) e “Urban Myths” (2020), na qual interpretou o cineasta Orson Welles (diretor de “Cidadão Kane”). Robbie Coltrane já estava doente há dois anos, mas ele ainda participou do reencontro de “Harry Potter”, produzido pelo serviço de streaming HBO Max. Sua fala, ao final do especial, foi premonitória. “O legado dos filmes é que a geração dos meus filhos vai mostrá-los para os seus filhos. Então você poderá estar assistindo aos filmes daqui a 50 anos, facilmente”, disse ele. “Eu não vou estar por aqui, infelizmente. Mas Hagrid vai estar, sim”, completou. Daniel Radcliffe homenageou o colega ao lembrá-lo como “uma das pessoas mais engraçadas que conheci”. “Ele costumava nos manter rindo o tempo inteiro quando éramos crianças no set”, disse o intérprete de Harry Potter num comunicado. “Tenho lembranças especialmente boas dele mantendo nosso ânimo em ‘Prisioneiro de Azkaban’, quando ficamos todos escondidos de uma chuva torrencial por horas na cabana de Hagrid e ele contava histórias e piadas para manter o moral alto. Eu me sinto incrivelmente sortudo por ter conhecido e trabalhado com ele e muito triste por ele ter falecido. Ele era um ator incrível e um homem adorável”.
Conheça a história real por trás da série “Bem-Vindos à Vizinhança”
A série “Bem-Vindos à Vizinhança” (The Watcher), que estreou nessa quinta (13/10) na Netflix, é baseada numa bizarra história real, que há oito anos aterrorizou os proprietários de uma casa em Nova Jersey nos EUA. Estrelada por Naomi Watts (“Goodnight Mommy”) e Bobby Cannavale (“Mr. Robot”), a série conta a história de um casal que compra aquela que seria a sua casa dos sonhos e começa a receber cartas assustadoras de alguém que os vigia. A série criada por Ryan Murphy e Ian Brennan (parceiros desde “Glee”) tomou algumas liberdades criativas na construção da sua narrativa (como mostrar a família morando na casa, algo que não aconteceu na história real). Mas os fatos verdadeiros foram ainda mais assustadores que sua versão dramatizada. Tudo começou em 2014, quando Maria Broaddus e o marido Derek Broaddus compraram uma casa colonial holandesa de seis quartos, localizada no agora infame endereço 657 Boulevard, em Westfield, Nova Jersey. Antes mesmo de a venda se tornar pública, Derek encontrou a primeira cartas anônima na caixa de correio (conforme apontam os dados de um processo que o casal iniciou contra as pessoas que lhes venderam o imóvel). Em tom sinistro, a carta dizia: “Você precisa encher a casa com o sangue jovem que eu pedi. Assim que souber seus nomes, vou chamá-los e atraí-los para mim. Pedi aos [proprietários anteriores] que me trouxessem sangue jovem.” O autor da carta dizia que sua família observara aquela casa durante gerações e ele se dizia insatisfeito com as recentes reformas feitas no imóvel. “Você conhece a história da casa? Você sabe o que está dentro dos muros do 657 Boulevard? Por que você está aqui? Vou descobrir.” A segunda e terceira cartas, recebidas em 18 de junho e 18 de julho de 2014, foram ainda mais preocupantes. “Quem vai ficar nos quartos de frente para a rua?” perguntou o misterioso autor. “Eu saberei assim que você se mudar. Vai me ajudar a saber quem está em qual quarto para que eu possa planejar melhor.” As cartas foram endereçadas aos novos moradores, por mais que o nome estivesse escrito incorretamente. O autor ainda citou os apelidos das crianças, sugerindo que estava perto o suficiente para conseguir ouvi-los, conforme apontado em um artigo escrito por Reeves Wiedeman para Magazine e publicado em 2018 – que serviu de base para a série da Netflix. Suspeitando que o autor das cartas pudesse ser um dos seus vizinhos mais próximos, Derek e Maria levaram as cartas para a polícia. “Não era alguém do outro lado da cidade ou de outro lugar… Era alguém que estava lá”, disse Wiedeman. “E isso indicava alguém que morava muito perto ou passava muito tempo por lá.” A teoria de que o autor estava próximo foi confirmada pelo fato de ele ter mencionado que um dos filhos do casal estava usando um cavalete em uma varanda fechada, que não era visível da rua. Diante disso, a polícia questionou um vizinho suspeito, um homem de 60 anos que supostamente tinha problemas de saúde mental (e que já morreu). Entretanto, não foi apresentada nenhuma evidência que confirmasse essa suspeita. Mais tarde, foi descoberto que o DNA encontrado em um dos envelopes pertencia a uma mulher. A família processou os antigos proprietários da casa em 2015, alegando que eles deveriam ter divulgado uma carta anterior enviada pelo mesmo sujeito. Depois que o processo virou notícia, o detetive da polícia de Westfield, Barron Chambliss, resolveu investigar o caso novamente. Chambliss suspeitava que uma irmã do vizinho entrevistado poderia ter sido a pessoa que lambeu o envelope. Porém, quando conseguiu uma amostra de DNA dela, viu que não era compatível. O detetive também perseguiu uma pista envolvendo um casal visto em um carro estacionado do lado de fora da casa certa noite. A mulher disse que o homem, seu namorado, jogava videogames “obscuros”, incluindo um que envolvia um “observador”. Mas o homem não atendeu à intimação para ir à delegacia e, posteriormente, mudou-se para fora do estado. Seria ele o autodenominado Watcher? Ninguém sabe. Com a investigação sem resolução, a família Broaddus desistiu de se mudar para a casa. Eles compraram outra moradia e estavam tentando vender a casa assombrada pelas cartas. Porém, ao contrário dos donos anteriores, eles se sentiam na obrigação de avisar possíveis compradores a respeito do que tinha acontecido lá. Diante da dificuldade em vender a residência, a família chegou a considerar demolir a casa e dividir o terreno em dois lotes diferentes. Essa ideia encontrou muita resistência entre os moradores da região, que pareciam não se importar muito com as cartas que a família recebia. Os planos de demolição foram enterrados quando o conselho de planejamento da cidade rejeitou o projeto. Em 2017, algumas semanas depois de o jornal The Star-Ledger publicar que novos inquilinos tinham se mudado para a casa, uma quarta carta foi recebida. Conforme relatado no artigo da revista New York, o tom da nova carta era muito mais agressivo, com ameaças físicas, que sugeriam que os moradores sofreriam algum tipo de violência, seja na forma de um acidente, um incêndio, uma doença misteriosa ou talvez na morte de um animal de estimação. Um ano depois, um juiz indeferiu a ação de Broaddus e outra dos proprietários anteriores, que alegaram difamação. Mais um ano se passou até que o casal finalmente conseguiu vender sua casa dos sonhos para uma família que não parecia se importar com a história daquele local. Os novos proprietários pagaram US$ 959 mil pela casa, o que representou uma perda de quase US$ 400 mil para a família Broaddus, que havia gasto US$ 1,3 milhões, isso sem mencionar os anos de pagamentos de hipotecas e impostos que investiram na casa, sem nunca ter morado lá dentro. Aparentemente, os novos ocupantes não receberam nenhuma carta desde que se mudaram. Derek e Maria Broaddus ainda vivem com os filhos em Westfield e precisaram lidar com a exposição na mídia despertada pela nova série, além da desconfiança dos seus vizinhos, que suspeitam que eles próprios criaram a farsa – o que não faz sentido algum, visto que perderam muito dinheiro com isso. Nem mesmo a venda dos direitos da sua história para o canal pago Lifetime, que desenvolveu um telefilme, e para a série da Netflix compensou as despesas que eles tiveram. Até hoje não se sabe quem é o autor das misteriosas cartas. Assista abaixo o trailer de “Bem-Vindos à Vizinhança”.
Filme “Kickboxer: O Desafio do Dragão” vai virar série
O filme “Kickboxer: O Desafio do Dragão” (1989), estrelado por Jean-Claude Van Damme, vai virar uma série de TV. Segundo o site Deadline, a atração vai se chamar “Operation: Kickboxer” e vai apresentar uma trama diferente daquela vista no longa-metragem original e nas suas muitas sequências. Ao todo, a franquia “Kickboxer” teve sete filmes, mas só três deles foram estrelados por Van Damme. O original, dirigido por Mark DiSalle e David Worth, acompanhou o personagem Kurt Sloane (Van Damme), que precisou aprender o estilo kickboxing do Muay Thai para vingar seu irmão. Já o protagonista das continuações foi o irmão de Kurt, David Sloane (interpretado por Sasha Mitchell). A série, porém, será focada em outro dos irmãos Sloane, Michael, que se vê envolvido em uma trama de espionagem e intriga geopolítica. Ela precisará se disfarçar de lutador de MMA, usando essa condição para ter acesso a alvos ao redor do mundo, enquanto permanece na disputa pelo cinturão de campeão. Curiosamente, a trama do infiltrado em competição de lutas é a mesma de “Operação Dragão” (1973), clássico estrelado por Bruce Lee. “Operation: Kickboxer” será produzida por Todd Garner (“Mortal Kombat”), Dimitri Logothetis (diretor de “Kickboxer: A Retaliação”) e Gary Scott Thompson (roteirista de “Velozes & Furiosos”), que também vai atuar como showrunner da atração. A série deve começar a ser gravada no início de 2023, mas ainda não tem previsão de estreia. Assista abaixo ao trailer de “Kickboxer: O Desafio do Dragão”.
Liam Neeson negocia estrelar reboot de “Corra que a Polícia Vem Aí!”
O ator Liam Neeson (“Assassino Sem Rastro”) está em negociações para estrelar o reboot da franquia de comédia “Corra que a Polícia Vem Aí!” (Naked Gun), originalmente protagonizada por Leslie Nielsen. Nascida como uma série de TV em 1982, chamada de “Esquadrão de Polícia” (Police Squad), a franquia “Corra que a Polícia Vem Aí” foi parar no cinema em 1988 e consagrou o veterano ator Leslie Nielsen no papel de Frank Drebin, um policial com inaptidões muito especiais. Fez tanto sucesso que teve mais duas continuações em 1991 e 1994. A ideia de reviver a franquia ronda Hollywood desde a morte de Leslie Nielsen em 2010. O próprio Neeson já havia mencionado a possibilidade de estrelar o reboot em 2021. Mas agora parece que o projeto finalmente vai sair do papel. Caso as negociações se concretizem, Neeson vai interpretar o filho do detetive Frank Drebin. O roteiro do novo “Corra que a Polícia Vem Aí!” será escrito pela dupla Dan Gregor e Doug Mand, e dirigido por Akiva Schaffer. Os três trabalharam juntos recentemente no filme “Tico e Teco: Defensores da Lei” (2022). Já a produção do reboot ficará à cargo de Seth MacFarlane, com quem Neeson trabalhou em filmes como “Ted 2” (2015) e “Um Milhão de Maneiras de Pegar na Pistola” (2014), além de ter feito aparições nas séries do produtor-roteirista, como “Uma Família da Pesada” (Family Guy) e “The Orville”. O novo “Corra que a Polícia Vem Aí!” ainda não tem previsão de estreia. Liam Neeson será visto a seguir no thriller “Marlowe”, dirigido por Neil Jordan (“Obsessão”), que chega aos cinemas americanos em 2 de dezembro. Assista abaixo ao trailer do primeiro “Corra que a Polícia Vem Aí!”.
Martin Scorsese fará série baseada em “Gangues de Nova York”
O cineasta Martin Scorsese (“O Irlandês”) vai produzir e dirigir uma série baseada no livro de não-ficção “Gangues de Nova York”, que ele próprio já adaptou para o cinema em 2002. A informação é do site Deadline. Escrito por Herbert Asbury e lançado em 1927, o livro detalha os confrontos entre gangues rivais em Nova York nas últimas décadas do século 19. Esse também foi o enfoque do filme de Scorsese, estrelado por Leonardo DiCaprio, Daniel Day-Lewis e Cameron Diaz. Entretanto, a série deve contar uma história diferente. Embora detalhes sobre a trama ainda não tenham sido divulgados, rumores apontam que a série, criada pelo dramaturgo Brett C. Leonard (roteirista da série “Hung”), vai se focar em personagens diferentes daqueles vistos no filme. Essa não é a primeira vez que Scorsese se envolve em um projeto de adaptação de “Gangues de Nova York” para o formato de série de TV. Em 2013, um outro projeto estava em andamento, e também contava com a participação do cineasta. “Esta época e era da história dos EUA e da sua herança é rica em personagens e histórias que não poderíamos explorar completamente em um filme de duas horas”, disse Scorsese na época. “Uma série de televisão nos dá tempo e liberdade criativa para dar vida a esse mundo colorido e todas as implicações que ele teve e ainda tem na nossa sociedade.” O projeto será oferecido para emissoras e serviços de streaming ainda em outubro. Caso seja desenvolvida, Scorsese ficará responsável por dirigir os dois primeiros episódios da série, além de produzir toda a atração. Martin Scorsese anda ocupado ultimamente. Seu mais recente documentário, “Personality Crisis: One Night Only”, teve a sua première no Festival de Cinema de Nova York na última quarta (12/10). Além disso, ele também está trabalhando no seu próximo filme de ficção, “Killers Of the Flower Moon”, que chega aos cinemas em 2023, e na série “The Devil in the White City”, que recentemente perdeu o protagonista e o diretor. Assista abaixo ao trailer de “Gangues de Nova York”.
Cuba Gooding Jr. não será preso após se declarar culpado de assédio sexual
O ator Cuba Gooding Jr. (o O.J. Simpson de “American Crime Story”) não será preso após ter se declarado culpado no julgamento de assédio sexual que ele enfrenta na justiça de Nova York. O caso foi resolvido nesta quinta (13/10), depois de o ator ter cumprido os termos de um acordo de confissão condicional. A promotora Coleen Balbert disse que Gooding apresentou bom comportamento e completou os seis meses de aconselhamento a respeito do vício em álcool e do seu comportamento, permitindo que ele retirasse sua alegação de contravenção e se declarasse culpado de uma violação de assédio. Balbert disse ainda que recebeu “relatos positivos nos últimos seis meses” do terapeuta de Gooding e que o ator optou por continuar com o tratamento além do tempo exigido. Portanto, Gooding não vai enfrentar nenhuma penalidade adicional. Além disso, ao ter substituído a sua alegação de contravenção por uma alegação de violação não criminal, ele não terá antecedentes criminais. Se Gooding não cumprisse os termos do acordo, ele poderia pegar até um ano de prisão. Gooding se declarou culpado em abril de uma acusação de contravenção por ter beijado à força uma funcionária de uma boate de Nova York em 2018. Essa foi apenas uma das dezenas de alegações de comportamento inadequado contra o ator que vieram à tona nos últimos anos. Algumas das acusadoras de Gooding criticaram a decisão, por considerá-la leve demais e vão abrir um processo civil contra ele. Durante o julgamento, a funcionária da boate disse que as ações de Gooding tiveram uma repercussão mínima para ele, enquanto suas vítimas precisaram lidar com as consequências dos seus atos. Vencedor do Oscar por “Jerry Maguire: A Grande Virada” (1996), o ator chegou a ser preso em 2019 após uma mulher acusá-lo de apalpar seus seios sem permissão em um bar na cidade. O caso teve grande repercussão e, depois de pagar fiança para responder o processo em liberdade, outras mulheres acusaram o ator publicamente de atos semelhantes. Gooding acabou acusado em mais dois casos adicionais, por beliscar as nádegas de uma garçonete e tocar de forma inapropriada outra mulher, ambas em 2018 em Nova York. Até se declarar culpado, ele negava as acusações. Seus advogados argumentavam que os promotores tinham se tornado zelosos demais, apanhados no fervor do movimento #MeToo, ao transformar “gestos comuns” ou mal-entendidos em crimes. A linha da defesa mudou após o juiz decidir que, caso Gooding fosse a julgamento, os promotores poderiam chamar mais mulheres que o denunciaram para testemunhar sobre alegações de que Gooding também as tocou sem permissão. Ao todo, 19 acusadoras vieram à público denunciar o comportamento do ator. Ele também é acusado, em outro processo, de estuprar uma mulher na cidade de Nova York em 2013. Depois que um juiz emitiu uma sentença de condenação à revelia em julho passado, porque Gooding não respondeu ao processo, o ator contratou um advogado e está lutando contra as alegações. O caso de Gooding é apenas mais um em uma série de processos de abuso sexual em andamento. Outros julgamentos que estão acontecendo atualmente são os de Kevin Spacey (“House of Cards”), Harvey Weinstein (produtor de “Os Oito Odiados”) e Danny Masterson (“That 70’s Show”).
Assinatura com anúncios da Netflix chega em novembro
A Netflix anunciou a data para o lançamento do seu plano de assinatura mais barato, contendo anúncios. A nova assinatura do serviço estará disponível em 12 países (inclusive no Brasil) a partir do dia 3 de novembro. Além disso, o serviço já vai estar disponível no dia 1º de novembro no Canadá e no México. O plano básico com anúncios vai custar US$ 3 a menos do que o plano básico atual (que custa US$ 9,99 atualmente) nos EUA. No Brasil, a assinatura desse plano vai sair por R$ 18,90 (ou seja, vai custar R$ 7 a menos do que o preço atual, de R$ 25,90). Esse plano permitirá ao usuário acessar o serviço de streaming de apenas um dispositivo por vez, algo que já acontecia antes. A diferença é que o Plano Básico não suportava a resolução em HD. Porém, com essa mudança, o plano básico com e sem anúncios vai suportar uma resolução de até 720p. Outra mudança importante é que esse plano não incluirá todo o catálogo da Netflix. “Um número limitado de filmes e programas de TV não estará disponível devido a restrições de licenciamento, e vamos trabalhar para reduzir isso ao longo do tempo”, disse o diretor de operações da Netflix, Greg Peters, na apresentação do projeto nesta quinta (13/12). Quando questionado sobre essas ausências, Peters disse que elas representariam entre 5% a 10% de todo o catálogo da Netflix, dependendo do país. Além disso, os clientes do plano de básico com anúncios não poderão fazer download dos títulos para visualização off-line. A Netflix decidiu recorrer a anúncios, após ser contrária a essa opção por vários anos, ao ver seu número de assinantes diminuir em 2022 devido à concorrência acirrada e à saturação do mercado de streaming. A proposta da empresa é tentar atingir um novo grupo de consumidores que podem se sentir atraídos pelos preços mais baratos, além de manter o serviço competitivo em relação a rivais que também estão passando a oferecer conteúdos com anúncios. Segundo Peters, essa mudança “representa uma oportunidade empolgante para os anunciantes – a chance de alcançar um público diversificado, incluindo espectadores mais jovens que cada vez menos assistem TV linear, em um ambiente premium com uma experiência de anúncios contínua e de alta resolução.” No lançamento, os anúncios terão entre 15 e 30 segundos de duração (e 20 segundos na Espanha), e serão exibidos antes e durante as séries e filmes. Ao todo, serão exibidos uma média de 4 a 5 minutos de anúncios por hora, algo similar ao que já fazem (ou farão) os serviços de streaming Peacock e Disney+. Entretanto, Peters disse que os filmes recém-lançados incluirão anúncios apenas antes do início, para “preservar a experiência cinematográfica”.
Brian Tee anuncia despedida de “Chicago Med” após 8 temporadas
O ator Brian Tee, intérprete do Dr. Ethan Choi em “Chicago Med”, vai sair da série após oito temporadas. Segundo o próprio ator, a decisão foi motivada pela vontade de passar mais tempo com a família e perseguir novas oportunidades. “Interpretar o Dr. Ethan Choi em ‘Chicago Med’ foi um presente e uma benção. Sou eternamente grato aos nossos fãs e colegas, tanto na frente quanto atrás das câmeras, enquanto embarco em uma nova jornada. Sou eternamente grato a Dick Wolf, NBC e Universal Television por me escolherem”, disse Tee ao site Deadline. A despedida vai acontecer no nono episódio da 8ª temporada, intitulado “Could Be the Start of Something New” (poderia ser o começo de algo novo), que vai ao ar em 7 de dezembro no canal americano NBC. Depois disso, Tee ainda vai retornar à série, mas atrás das câmeras, para dirigir o 16º episódio da atração (fazendo assim a sua estreia na direção). “O que planejamos para a despedida do Dr. Choi é apropriado e lindo”, contou ele. “Acho que os fãs vão adorar. Vai trazer um pouco do novo Ethan e um pouco do antigo. Saibam que o episódio 9 será incrível.” O Dr. Choi representou uma mudança na carreira de Tee, que antes costumava interpretar vilões. “Pensei muito sobre o que o Dr. Choi representa. No que diz respeito à minha carreira, foi uma escola dos duros golpes por muito tempo”, ele disse. “Aceitei o que a indústria me concedeu em termos de oportunidades. Naquela época, a caixa que eu tinha permissão para estar, cerca de 20 anos atrás, era muito limitada; era muito estereotipado e clichê como interpretar o arquétipo asiático do vilão. Não tenho nada contra isso. Consegui construir uma carreira, mas isso nunca me impulsionou a um nível que eu sabia que era capaz. Então, literalmente, quando estou interpretando Shredder em ‘As Tartarugas Ninjas’, o maior vilão entre os vilões asiáticos, meu telefone toca e é meu agente me perguntando se eu quero ir para Chicago.” “Ethan Choi representa para mim a primeira vez que eu realmente interpretei um protagonista de uma maneira tão forte e ele me catapultou para uma arena diferente, uma arena onde eu sinto que a percepção não apenas de mim, mas dos asiáticos-americanos foi alterada. Apenas ter um rosto asiático como protagonista era um trampolim, se não a escada”, continuou ele. “Espero que o Dr. Choi seja lembrado por ser a bússola moral de ‘Chicago Med’ em que os fãs e pacientes confiaram. Ele sempre fazia tudo o que podia para que seus pacientes ganhassem sua confiança e lhes desse o melhor atendimento possível. No que diz respeito ao legado, essa é a essência do que espero que ele deixe para trás. Quando ele for embora, essa confiança que ele incutiu permanecerá lá.” Em relação à despedida do personagem, Tee não entrou em detalhes sobre o que vai acontecer com o Dr. Choi, mas disse estar aberto a retornar no futuro. “Eu nunca diria não. Sim, se surgisse a oportunidade, com certeza. Sinto que fiz parte dessa família e continuarei fazendo parte dessa família, seja na tela ou fora dela. Então, se houver uma oportunidade de trazê-lo de volta, eu absolutamente entraria em ação. Por enquanto, é só, vejo vocês mais tarde. Eu estarei de volta. Vocês não vão se livrar de mim”, concluiu. Brian Tee já havia reduzido a sua participação em “Chicago Med” para poder filmar a série “Expats”, criada por Lulu Wang (“A Despedida”) e estrelada por Nicole Kidman (“Apresentando os Ricardos”). Tee não poupou elogios a esta série, que é uma produção do serviço de streaming Amazon Prime Video e ainda não tem previsão de estreia. “Isso foi enorme. Ainda estou me beliscando”, disse ele. “Lulu Wang é um gênio. Ela criou uma sala de roteiristas que consistia em mulheres asiáticas-americanas para contar essa história, e sua direção é tão incrível. Parecia que estávamos fazendo um filme de seis horas e meia por causa do talento que ela traz. Trabalhar em ‘Expats’ foi uma mudança completa de ‘Chicago Med’, obviamente com a história, mas também com as nuances do que estávamos tentando transmitir. Eu também estava completamente apaixonado por trabalhar ao lado da lendária Nicole Kidman; ir de igual para igual com alguém desse calibre como artista era uma coisa linda. Isso me ajudou a cumprir certas coisas dentro de mim que eu sabia que podia e que queria.” As temporadas anteriores de “Chicago Med” estão disponíveis nos serviços de streaming Amazon Prime Video e Globoplay.
Joe Manganiello fará documentário sobre “Dungeons & Dragons”
O ator Joe Manganiello (“Magic Mike”), atualmente no elenco da série “Moonhaven”, vai dirigir um documentário sobre o jogo de RPG “Dungeons & Dragons”. O projeto será realizado em parceria com Kyle Newman (“Escola de Espiões”) e é descrito como “o documentário definitivo sobre o maior jogo de RPG do mundo.” O filme vai marcar a segunda experiência de Manganiello na direção, depois de ter comandado o documentário “La Bare” (2014), sobre a história de um popular clube de striptease masculino. “Eu não poderia estar mais orgulhoso e animado para voltar atrás das câmeras em outro documentário”, disse Manganiello em comunicado oficial. “Eu vivi a ascensão e queda e a nova ascensão desta marca lendária que não só significou muito para mim, mas serviu como fonte de criatividade para toda uma geração de escritores, artistas e mentes criativas, influenciando muito a nossa cultura.” O filme vai incorporar mais de 400 horas de imagens de arquivo e gravações inéditas de “Dungeons & Dragons”, cobrindo desde a criação do jogo no início dos anos 1970 até os dias atuais, em que ressurgiu incorporado na trama de “Stranger Things” e se prepara para ganhar novas adaptações originais de ficção. O material também inclui entrevistas com fãs famosos do jogo. O próprio Manganiello se inclui nessa lista, já que costuma jogar “D&D” com grandes nomes como o ator Vince Vaughn (“Freaky: No Corpo de um Assassino”), Tom Morello (guitarrista do Rage Against the Machine) e D.B. Weiss (co-criador de “Game of Thrones”). Joe Manganiello vai produzir o filme ao lado do seu irmão, Nick, do co-diretor Kyle Newman e do produtor Adam F. Goldberg (“Os Goldbergs”). A equipe passou anos adquirindo direitos exclusivos sobre o material, bem como tendo acesso a informações sobre o desenvolvimentos do jogo. É a primeira vez que a fabricante Hasbro (que também está envolvida no documentário) autoriza esse tipo de acesso. Ainda sem título, o documentário deve ser lançado em 2024, coincidindo com as comemorações de 50 anos do jogo. Antes disso, porém, o público poderá ver a nova adaptação em live action do jogo. Intitulado “Dungeons & Dragons: Honra Entre Rebeldes”, o filme com Chris Pine (“Mulher-Maravilha”) estreia em março de 2023.
Ziraldo celebra 90 anos com série do “Menino Maluquinho” e vários projetos
A série animada do “Menino Maluquinho”, lançamento desta quarta (12/10) na Netflix, pretende abrir o caminho para novas adaptações da obra de Ziraldo, que está completando 90 anos de idade no dia 24. Ao todo, o escritor e desenhista tem mais 7 décadas de carreira e 8 milhões de exemplares vendidos, mas seu material foi pouco adaptado para outras mídias. “Ziraldo criou um traço que tem uma identidade brasileira, reconhecida internacionalmente”, disse Carina Schulze, showrunner da série, em entrevista ao jornal O Globo. “Os pais têm a memória afetiva, e as crianças de hoje em dia vão achar legal pelo ritmo alucinante.” “O Menino Maluquinho” foi originalmente um livro infantil de mesmo nome publicado em 1980, que se tornou um fenômeno de vendas e inspirou o lançamento de histórias em quadrinhos do personagem, publicadas pelas editoras Abril e Globo de 1989 até 2007. As histórias giram em torno de uma criança alegre e sapeca – ou, como descreve o primeiro parágrafo do livro original, “um menino que tinha o olho maior que a barriga, fogo no rabo e vento nos pés”. Cheio de imaginação, o personagem adora aprontar e viver aventuras com os amigos, e diferencia-se por usar um panelão na cabeça, como se fosse um capacete ou chapéu. A ideia é, no futuro, explorar os personagens de Ziraldo da maneira similar ao que está fazendo a Maurício de Sousa Produções, cujos personagens da “Turma da Mônica” já ganharam dois longas-metragens e uma série, e já tem encaminhados uma série derivada (focada no Chico Bento) e uma animação (do Astronauta). “‘O Menino Maluquinho’ é um dos headliners do universo de Ziraldo, junto com ‘Flicts’ e ‘A Turma do Pererê'”, disse Claudio Rocha Miranda, enteado do cartunista e responsável pela nova estratégia de licenciamentos de seus personagens. “Mas o principal de tudo é a mensagem passada por Ziraldo em sua longa carreira, que chancela tudo isso. Ele é o próprio protagonista, com seus valores sociais, ambientais e de cidadania.” A série do “Menino Maluquinho” apresenta algumas mudanças que reforçam essa mensagem. A personagem Julieta, por exemplo, agora é uma menina negra. Segundo o produtor Rodrigo Olaio, a mudança foi feita com o intuito de atualizar a obra do escritor. “Ziraldo gostou muito da ideia”, contou Schulze à Folha de São Paulo. “Não teve grandes discussões. Trouxemos mais ritmo, comédia e diversidade para fazer uma série com a cara de 2022.” Antes da série da Netflix, “O Menino Maluquinho” já tinha ganhado duas adaptações live-action para o cinema. A série animada ficou a cargo de Carina Schulze e Arnaldo Branco (ambos de “Juacas”), com direção de Beto Gomez (“Oswaldo”) e Michele Massagli (“Clube da Anittinha”). Além do lançamento da série, o Instituto Ziraldo, criado em 2019 para preservar seu legado artístico, está organizando a exposição “Mundo Zira — Ziraldo Interativo”, no Centro Cultural Banco do Brasil de Brasília. O projeto promete uma experiência imersiva na obra de Ziraldo Alves Pinto, em homenagem a seus 90 anos. E para completar as comemorações, a editora de Ziraldo vai relançar algumas de suas obras clássicas e publicar novos livros em homenagem ao artista. Assista abaixo ao trailer da série do “Menino Maluquinho”.












