Taron Egerton vai estrelar nova série do criador de “Black Bird”
O ator Taron Egerton (“Rocketman”) vai estrelar a série “Firebug”, inspirada na história real de um famoso incendiário da Califórnia, John Leonard Orr. Desenvolvida para a plataforma de streaming Apple TV+, a série vai marcar o reencontro de Egerton com o roteirista e escritor Dennis Lehane (“A Entrega”), com quem ele trabalhou na série “Black Bird”, encerrada em agosto passado. Criada por Lehane, “Firebug” vai acompanhar um detetive problemático (ainda não escalado) e um investigador de incêndios criminosos (Egerton) que seguem as pistas de dois incendiários. Na história real, Orr era um ex-bombeiro que se tornou investigador de incêndios de Glendale, no sul da Califórnia. Inicialmente contratado para entender e rastrear casos de incêndios criminosos, ele acabou condenado como incendiário em série, que pelo estrago causado chegou a ganhar vários apelidas da mídia – “The Pillow Pyro”, “Frito Bandito” e “The Coin Tosser” foram alguns deles. Orr foi considerado responsável por uma série de grandes incêndios na Califórnia nas décadas de 1980 e 1990, que geraram dezenas de milhões de dólares em danos e quatro mortes. Seus principais alvos eram lojas e ele gostava de incendiá-las enquanto estavam abertas e lotadas. Ele também criava pequenos incêndios em colinas distantes, visando atrair os bombeiros para desviar a atenção dos seus ataques em áreas mais populosas. A série fictícia será inspirada no podcast “Firebug”, apresentado pelo documentarista vencedor do Oscar Kary Antholis (“One Survivor Remembers”), que também vai produzir a série ao lado de Egerton. A atração ainda não tem previsão de estreia. Taron Egerton será visto em breve no filme “Tetris”, que vai mostrar a batalha legal em torno da criação do famoso jogo do título, e no thriller de ação “Carry On”, que será dirigido por Jaume Collet-Serra (“Adão Negro”). Nenhum dos dois trabalhos tem previsão de estreia.
Jake Gyllenhaal vai estrelar primeira série da carreira
O ator Jake Gyllenhaal (“Ambulância – Um Dia de Crime”) vai estrelar sua primeira série. Trata-se de “Presumed Innocent”, baseada no filme “Acima de Qualquer Suspeita” (1990), que vai ganhar versão seriada com a produção de J.J. Abrams (“Star Wars: O Despertar da Força”) e David E. Kelley (“Big Little Lies”).. Assim como o filme da década de 1990, a série também será baseada no livro de Scott Turow sobre um assassinato horrível, que impacta o escritório da promotoria de Chicago devido ao envolvimento um de seus membros como principal suspeito do crime. Gyllenhaal vai interpretar o promotor Rusty Sabich, que se torna o principal suspeito do assassinato de um colega e vê todas as evidências do crime apontam para ele. O personagem foi interpretado por Harrison Ford no cinema. Desenvolvida para a plataforma de streaming Apple TV+, “Presumed Innocent” foi criada por Kelley (que tem formação em Direito), que também vai atuar como showrunner da atração. A série vai explorar as temáticas de obsessão, sexo, política, poder e os limites do amor, ao acompanhar um acusado que luta para manter sua família e seu casamento unidos. Ainda não há previsão de estreia. Jake Gyllenhaal está envolvido em diversos projetos, entre eles um remake de “Matador de Aluguel” (Road House), clássico podreira da década de 1980 estrelado por Patrick Swayze (“Donnie Darko”). O filme ainda não tem previsão de estreia. Assista abaixo ao trailer de “Acima de Qualquer Suspeita”.
Tom Cruise será homenageado pela sindicato dos produtores de cinema dos EUA
O ator Tom Cruise (“Top Gun: Maverick”) será homenageado com o David O. Selznick Achievement Award, prêmio entregue pelo Sindicato dos Produtores dos EUA (PGA, na sigla em inglês) para pessoas que realizaram grandes feitos na área de produção audivisual. Batizado com o nome do produtor do clássico “E o Vento Levou” (1939), o prêmio será entregue durante a 34ª edição do Producers Guild Awards, que vai acontecer em 25 de fevereiro, em Los Angeles. Embora seja mais conhecido pelo seu trabalho como ator, Cruise tem uma carreira longeva como produtor, que começou em 1996, quando produziu o primeiro “Missão: Impossível”. Desde então, ele produziu a maioria dos filmes que estrelou, colecionando indicações ao Oscar e sucessos de bilheteria – seus filmes já renderam mais de US$ 11 bilhões nas bilheterias mundiais. “Começando com ‘Missão: Impossível’, Tom Cruise desenvolveu um talento para produzir que combina com seu talento extraordinário como ator”, disseram os presidentes do Sindicato dos Produtores, Donald De Line e Stephanie Allain, em comunicado. “Tom aborda a produção com a mesma atenção meticulosa aos detalhes que dedica a todos os seus empreendimentos profissionais. Seu compromisso em contar histórias ousadas, cinemáticas e divertidas elevou a experiência cinematográfica global e resultou em alguns dos filmes mais populares da história.” O PGA observa que Cruise “trabalhou nos últimos 40 anos para produzir e estrelar filmes que resistem ao teste do tempo. Sua proeza como produtor de filmes criativos impactou a evolução do cinema, pois ele desenvolve colaborativamente novas maneiras de capturar o que sonhou para a tela grande – sempre a serviço da história – sempre colocando a experiência do público em primeiro lugar”. Seus créditos como produtor incluem as franquias “Missão: Impossível”, “Jack Reacher” e “Top Gun”, além de filmes como “Vanilla Sky” (2001), “O Último Samurai” (2003), “Tudo Acontece em Elizabethtown” (2005), entre muitos outros. O recente “Top Gun: Maverick” ultrapassou a barreira de US$ 1 bilhão nas bilheterias e seus próximos projetos incluem “Missão: Impossível – Acerto De Contas Parte 1” e “Missão: Impossível – Acerto De Contas Parte 2”. Entre os homenageados anteriores do prêmio estão Brad Pitt e seus sócios na produtora Plan B, além de Barbara Broccoli, Jerry Bruckheimer, Kathleen Kennedy, Frank Marshall, Mary Parent, Brian Grazer, David Heyman, Steven Spielberg e Kevin Feige.
Eleição: Comédia cultuada de Reese Witherspoon terá continuação após 24 anos
A cultuada comédia “Eleição” (1999) vai ganhar uma continuação com a atriz Reese Witherspoon (“The Morning Show”), que era adolescente no original, e o diretor Alexander Payne (“Pequena Grande Vida”). Como as filmagens vão acontecer em 2023, o projeto começará 24 anos após a estreia do filme original. “Eleição” era baseado em um livro de Tom Perotta (mesmo autor de “The Leftovers”) e acompanhava um professor de ensino médio (interpretado por Matthew Broderick) que entra em rota de colisão com Tracy Flick (Witherspoon), uma candidata extremamente entusiasmada durante as eleições do grêmio estudantil. Sátira ácida do mundo político, o filme mostrava campanhas sensacionalistas de estudantes e tentativas de manipulação de resultados eleitorais, e venceu diversos prêmios (como o Independent Spirit Awards) e teve até uma indicação ao Oscar (na categoria de Melhor Roteiro Adaptado). A continuação, intitulada “Tracy Flick Can’t Win”, é uma adaptação de um novo livro homônimo de Perotta, lançado em junho, e acompanha Tracy, agora como uma adulta que continua lutando para chegar ao topo. Alexander Payne está mais uma vez adaptando o roteiro ao lado de Jim Taylor, que também trabalhou no original. Apesar do apelo do projeto, “Tracy Flick Can’t Win” não está sendo desenvolvido para o cinema e sim para plataforma Paramount+. O lançamento ainda não tem data prevista para chegar ao streaming. Reese Witherspoon será vista a seguir na comédia romântica “Your Place or Mine”, dirigida por Aline Brosh McKenna (“Crazy Ex-Girlfriend”), que estreia em 10 de fevereiro nos EUA. Ela também estará na 3ª temporada de “The Morning Show”, que chega em 2023 na Apple TV+. Assista abaixo ao trailer de “Eleição”.
Reestruturação da DC teria cancelado “Mulher-Maravilha 3”
O terceiro filme da franquia “Mulher-Maravilha” pode ter sido cancelado diante do lançamento da DC Studios, divisão da Warner comandada pelo cineasta James Gunn e pelo produtor Peter Safran (ambos de “O Esquadrão Suicida”). Segundo o site The Hollywood Reporter, a dupla recusou a ideia apresentada pela cineasta Patty Jenkins (que dirigiu os dois primeiros filmes) para a produção, afirmando que o projeto não se encaixava no planejamento deles para a DC. Gunn e Safran devem se encontrar na próxima semana com David Zaslav, o CEO da Warner Bros. Discovery, que está reformulando radicalmente a empresa. Nessa reunião, os dois vão revelar para Zaslav o seu planejamento para os próximos anos. Esse planejamento já está sendo desenvolvido há algum tempo em segredo, e o cancelamento de “Mulher-Maravilha 3” seria o primeiro vazamento de informações. Os motivos para o cancelamento, porém, ainda não estão claros. Pode ser apenas uma recusa específica à apresentação da diretora – segundo o site Deadline, Gunn e Safran esperavam ser apresentados a um tratamento de roteiro, mas Jenkins apareceu com anotações em vários papéis. Também pode ser uma questão financeira. Embora o DC Studios não deva ter muitas restrições orçamentárias, “Mulher-Maravilha 3” teria um custo elevado devido aos altos salários – US$ 20 milhões para a atriz Gal Gadot retornar ao papel principal e mais US$ 12 milhões para diretora Patty Jenkins, sem falar em possíveis bônus. Mas é provável que a atual Mulher-Maravilha interpretada por Gadot não se encaixe mais no reboot da DC planejado por Gunn e Safran. Curiosamente, na última terça (6/12), a atriz tuitou um agradecimento aos fãs de “Mulher-Maravilha”, dizendo que “mal posso esperar para compartilhar seu próximo capítulo com vocês”. Não ficou claro se ela já sabia ou não que o projeto seria cancelado. Há rumores de que o DC Studios quer romper completamente com o chamado Snyderverso e os heróis escalados pelo cineasta Zack Snyder para seus filmes – “O Homem de Aço” (2013), “Batman vs Superman: A Origem da Justiça” (2016) e “Liga da Justiça” (2017). Isso coloca em dúvida o possível retorno de Henry Cavill para um segundo filme do Superman e até a continuidade do Aquaman estrelado por Jason Momoa, após o lançamento de “Aquaman e o Reino Perdido”. Esses personagens deverão fazer uma participação especial no filme do “Flash”, que será lançado em 16 de junho de 2023. Cavill, inclusive, filmou sua participação especial em setembro. Mas fontes do Hollywood Reporter dizem que há um debate dentro do estúdio a respeito de manter essa participação, inclusive considerando cortá-la, por supostamente aludir a um futuro que o estúdio não tem planos de materializar. A situação de Cavill é ainda mais complicada, já que o ator fez uma participação especial em “Adão Negro”, lançado em outubro. E, logo após o lançamento do filme, anunciou no Instagram: “Eu queria tornar isso oficial – estou de volta como Superman”. Quando o ator ele fez esse anúncio, a Warner Bros. estava, de fato, desenvolvendo uma sequência para “O Homem de Aço” (2013). O cineasta Andy Muschietti, que dirigiu “Flash”, chegou a manifestar interesse em comandar o filme. E o projeto refletia o desejo da atual equipe da Warner Bros Pictures, liderada por Michael De Luca e Pamela Abdy, de dar continuidade ao Snyderverso. Mas isso foi antes de Gunn e Safran formularem seu novo plano. Com a chegada da dupla, também é improvável que haja uma sequência de “Adão Negro”, ainda mais depois de o filme ter um desempenho abaixo do esperado nas bilheterias. Aliás, o intérprete do anti-herói, Dwayne “The Rock” Johnson esperava atuar mais ativamente na produção dos filmes da DC. Porém, essa grande disposição não parece ter agradado a nova administração, ainda mais depois que sua presença não foi suficiente para garantir o sucesso de “Adão Negro”. Curiosamente, Jason Momoa pode ser o único preservado do elenco atual. Mas não como Aquaman. O snyderverso deve ser concluído em “Aquaman e o Reino Perdido”, previsto para 25 de dezembro de 2023, liberando o ator para assumir outro papel em seguida. Ele está cotadíssimo para viver o personagem Lobo, um caçador de recompensas intergaláctico falastrão, que deve ganhar um dos primeiros filmes da nova DC. Momoa já se disse entusiasmado por trabalhar com Gunn num papel “dos sonhos”, e o anti-herói alienígena parece sob medida para o estilo do diretor de “Guardiões da Galáxia”. Vale apontar que essa reestruturação não leva em conta filmes como “Shazam! Fúria dos Deuses” (previsto para 17 de março de 2023) e “Besouro Azul” (18 de agosto de 2023), ambos produzidos por Safran. Diante de um possível sucesso desses filmes, uma das possibilidades poderia ser dar continuidade a essas propriedades, que não estão conectadas ao snyderverso. Além disso, a dupla não deve mexer no universo de “Batman” (2022). O diretor Matt Reeves já está trabalhando numa continuação, que será novamente estrelada por Robert Pattinson, além de supervisionar o lançamento de duas séries derivadas de seu filme, incluindo uma focada no personagem do Pinguim (interpretado por Colin Farrell).
Jerrod Carmichael vai apresentar Globo de Ouro 2023
O comediante Jerrod Carmichael (“The Carmichael Show”) vai apresentar a próxima edição do Globo de Ouro. A informação foi divulgada pela Associação da Imprensa Estrangeira de Hollywood (HFPA na sigla em inglês), que organiza o evento. “Estamos muito empolgados em ter Jerrod Carmichael como anfitrião do histórico 80º Globo de Ouro”, afirmou Helen Hoehne, presidente da HFPA, em comunicado. “Seus talentos cômicos divertiram e emocionaram o público, proporcionando momentos instigantes que são tão importantes nos tempos em que vivemos. Jerrod é o tipo especial de talento que este programa exige para iniciar a temporada de premiações.” Carmichael co-criou, co-escreveu, produziu e estrelou a sitcom semi-autobiográfica “The Carmichael Show”, exibida 2015 e 2017 no canal americano NBC. Em setembro, ele venceu um Emmy pelo seu especial de comédia “Jerrod Carmichael: Rothaniel” e foi indicado a outro Emmy pela sua estreia como apresentador no programa humorístico “Saturday Night Live”, em abril. “Jerrod é um talento fenomenal com uma nova perspectiva e excelente estilo cômico”, acrescentou Jesse Collins, produtor executivo e CEO da Jesse Collins Entertainment, que produz o evento. “Estamos todos entusiasmados por tê-lo como apresentador do programa deste ano”. O “tipo especial de talento” do comediante também inclui ser negro, o que chama atenção após a HFPA ser acusada de propagar racismo por não ter integrantes negros em seus quadros. A denúncia foi feita numa reportagem do jornal Los Angeles Times, que revelou que nenhum dos 80 integrantes originais da HFPA e eleitores do Globo de Ouro era negro. Para complicar, um ex-presidente da entidade, Philip Berk, escreveu um email para os filiados chamando o movimento “Vidas Negras Importam” (Black Lives Matter) de um “movimento de ódio racista”. Ele foi expulso da associação. Além disso, o Los Angeles Times também expôs a corrupção da entidade, que aceitava presentes dos estúdios para influenciar seus votos na premiação. Denúncias de assédio sexual da “imprensa estrangeira de Hollywood” também se juntaram ao caldo, citadas por astros como Scarlett Johansson e Brendan Fraser. E isso levou a rede americana NBC, responsável pela exibição da premiação desde 1996, decidir não transmitir o Globo de Ouro em 2022. A emissora cancelou a transmissão após a pressão das plataformas Amazon e Netflix, de uma coalizão de 100 agências de talentos, que representam as principais estrelas do cinema e da televisão dos EUA e do Reino Unido, e também de vários estúdios, que anunciaram rompimento com a entidade após as denúncias. Por isso, o Globo de Ouro deste ano “aconteceu” sem a presença de astros de Hollywood, apenas com o anúncio de vencedores pelas redes sociais. Para recuperar sua credibilidade, a HFPA anunciou várias mudanças, incluindo a ampliação da diversidade de seus membros com a adição de 103 novos votantes, que se somaram aos cerca de 80 anteriormente existentes, e a criação de um manual de ética. Além disso, a entidade teve seu controle adquirido pela empresa de investimentos Eldridge Industries, que também assumiu a propriedade da Dick Clark Productions, a produtora de longa data do evento. Desse modo, o dono da Eldridge Industries, Todd Boehly, passou a aturar como CEO interino do HFPA desde outubro de 2021. Mas tantas mudanças podem não ser suficientes. O ator Brendan Fraser, que vem de uma performance elogiada em “The Whale” (A Baleia) e é considerado presença garantida nos diversos eventos de premiação da temporada, já afirmou que não aceitará convite para participar do Globo de Ouro 2023. A cerimônia marcará 20 anos de um abuso que ele sofreu de Philip Berk no evento. A 80ª edição do Globo de Ouro foi marcada para o dia 10 de janeiro de 2023, uma terça-feira. A escolha da data se deve ao fato de o domingo anterior estar ocupado com um jogo de futebol da NFL e o seguinte com a premiação do Critics Choice Awards. A cerimônia terá exibição simultânea nos EUA na rede de TV NBC e no serviço de streaming Peacock.
Toni Collette anuncia divórcio após traição pública do marido
A atriz Toni Collette (“Hereditário”) anunciou que vai se separar do marido, Dave Galafassi, depois de 20 anos de casamento. A separação foi divulgada no Instagram da artista nessa quarta (7/12) e foi motivada pela infidelidade de Galafassi. A decisão foi tomada um dia depois do surgimento de fotos de Galafassi beijando outra mulher em uma praia em Sydney, na Austrália. O Daily Mail publicou as fotos que também mostram Galafassi e a mulher sentados juntos, de mãos dadas na água e trocando vários beijos. Em seu Instagram, Collette compartilhou uma declaração em comum acordo com o marido em que declarou: “É com graça e gratidão que anunciamos que estamos nos divorciando. Estamos unidos em nossa decisão e nos separamos com respeito e atenção contínuos um com o outro”. O texto afirma os filhos Sage Florence (de 14 anos) e Arlo Robert (11 anos) são agora suas prioridades. “Nossos filhos são de suma importância para nós e continuaremos a prosperar como uma família, embora com uma forma diferente”, acrescentou. E concluiu: “Somos gratos pelo espaço e amor que você nos concederam à medida que evoluímos e passamos por essa transição pacificamente. Muito obrigado.” Antes de postar o anúncio da separação, Collette havia compartilhado uma citação em Stories que dizia: “Não importa quais sejam suas circunstâncias atuais, se você pode imaginar algo melhor para si mesmo, você pode criá-lo”. Collette e Galfassi se casaram em uma cerimônia budista em 2003. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por TONI COLLETTE (@toni_collette_official)
Johnny Depp, Will Smith e Lula foram os nomes mais pesquisados no Google em 2022
O ator Johnny Depp (“Animais Fantásticos: Os Segredos de Dumbledore”) foi um dos nomes mais pesquisados no Google em 2022. A informação foi divulgada pelo próprio serviço de buscas na internet, que disponibilizou sua lista com os conteúdos mais buscados do ano. Depp liderou as buscas entre todos os atores graças à infame disputa judicial que travou contra a ex-esposa, a também atriz Amber Heart (“Aquaman”), que, não por acaso, também apareceu na relação, em 3º lugar. Ou seja, o público estava ativamente buscando mais informações sobre as polêmicas envolvendo o casal. Polêmicas também influenciaram o resto do Top 5, que contou com Will Smith em 2º lugar por conta do tapa que deu no rosto de Chris Rock (4º lugar) na cerimônia do Oscar. Na ocasião, Rock havia feito uma piada com a esposa de Smith, Jada Pinkett Smith (5º lugar), que o ator não gostou. Além de lideraram a lista de atores mais buscados, Depp, Smith, Rock e Heart também apareceram no Top 5 da relação geral de “pessoas” mais pesquisadas no Google, categoria em que dividem o Top 5 com o presidente da Rússia, Vladimir Putin (4º lugar). Na categoria de Filmes, os destaques ficaram com “Thor: Amor e Trovão”, “Adão Negro” e “Top Gun: Maverick”, e as séries mais buscadas foram “Euphoria”, “A Casa do Dragão” e “Cavaleiro da Lua”. Para compensar as duas da HBO Max no topo, a Netflix emplacou seis títulos no Top 10, que pode ser conferido abaixo. Já na lista dos nomes mais buscados no Brasil, o presidente eleito Lula ficou em 1º lugar, seguido pelo atriz Klara Castanho (“Bom Dia, Verônica”) e pelo ex-BBB Rodrigo Mussi. O candidato derrotado Jair Bolsonaro ficou em 5º, atrás de outro político, o extremista Roberto Jefferson, preso após jogar bombas em agentes da polícia federal. Veja as listas completas. Atores 1. Johnny Depp 2. Will Smith 3. Amber Heard 4. Chris Rock 5. Jada Pinkett Smith 6. Joseph Quinn 7. Evan Peters 8. Andrew Garfield 9. Julia Fox 10. Ezra Miller Pessoas 1. Johnny Depp 2. Will Smith 3. Amber Heard 4. Vladimir Putin 5. Chris Rock 6. Novak Djokovic 7. Anna Sorokin (Delvey) 8. Andrew Tate 9. Rishi Sunak 10. Simon Leviev Filmes 1. “Thor: Amor e Trovão” 2. “Adão Negro” 3. “Top Gun: Maverick” 4. “Batman” 5. “Encanto” 6. “Brahmāstra: Part One – Shiva” 7. “Jurassic World Dominínio” 8. “K.G.F: Chapter 2” 9. “Uncharted: Fora do Mapa” 10. “Morbius” Séries de TV 1. “Euphoria” 2. “A Casa do Dragão” 3. “Cavaleiro da Lua” 4. “Bem-Vindos à Vizinhança” 5. “Inventando Anna” 6. “Dahmer: Um Canibal Americano” 7. “The Boys” 8. “All of Us Are Dead” 9. “Sandman” 10. “Heartstopper” Mortes 1. Rainha Elizabeth II 2. Betty White 3. Anne Heche 4. Bob Saget 5. Aaron Carter 6. Olivia Newton-John 7. Ray Liotta 8. Taylor Hawkins 9. Shinzo Abe 10. Ivana Trump Brasil 1. Lula 2. Klara Castanho 3. Rodrigo Mussi 4. Roberto Jefferson 5. Jair Bolsonaro 6. Jade Picon 7. Simone Tebet 8. Alexandre de Moraes 9. Padre Kelmon 10. Chris Rock
Premiação da Academia Australiana de Cinema consagra “Elvis” com 9 troféus
A Academia Australiana de Cinema e Televisão (AACTA, na sigla em inglês) anunciou os vencedores de seu 11º Prêmio AACTA Internacional, e a cinebiografia “Elvis”, dirigida por Baz Luhrmann, foi a grande campeã, levando para casa nove troféus, incluindo Melhor Filme do ano. Os demais prêmios foram para o cineasta Baz Luhrmann na categoria de Melhor Direção, o protagonista Austin Butler, eleito o Melhor Ator, a atriz Olivia DeJonge como Melhor Atriz Coadjuvante, e mais cinco troféus técnicos – Melhor Figurino, Design de Produção, Direção de Fotografia, Som e Montagem. O AACTA também consagrou atrações televisivas, destacando “Mystery Road: Origin” como Melhor Série Dramática. A atração também levou os prêmios de Melhor Ator Principal (para Mark Coles Smith) e Melhor Atriz (para Tuuli Narkle). Outro grande vencedor foi o drama adolescente “Heartbreak High”, da Netflix, que conquistou três prêmios na votação popular: Melhor Série, Ator (Bryn Chapman) e Atriz (Chloe Hayden). O ator Chris Hemsworth (“Thor: Amor e Trovão”) foi homenageado com o Prêmio Trailblazer, que destaca conquistas, talento e sucesso de um artista australiano na indústria do entretenimento. Ao receber o prêmio das mãos de Russell Crowe, seu colega de cena em “Thor: Amor e Trovão” e atual presidente da AACTA, Hemsworth destacou a importância do cinema e de equipes australianas em sua carreira. “Esta noite é uma grande honra. Não desvalorizo as oportunidades que a indústria australiana me proporcionou e estou animado e orgulhoso que o resto do mundo esteja descobrindo o quão bom é fazer filmes de primeira classe com nossas incríveis equipes e pessoas criativas”, discursou. “Sinto que estamos apenas começando.” Confira a lista completa dos vencedores no site oficial do evento.
Mrs. Davis: Nova série do criador de “Watchmen” ganha fotos e data de estreia
A plataforma americana de streaming Peacock divulgou a data de estreia e as primeiras fotos de “Mrs. Davis”, nova série de Damon Lindelof (criador de “The Leftovers” e “Watchmen”). Os quatro primeiros episódios chegarão em 20 de abril, com os demais disponibilizados semanalmente. As imagens destacam a atriz Betty Gilpin (“A Caçada”) no papel de Simone, uma freira que precisa lutar contra uma poderosa Inteligência Artificial conhecida como “Sra. Davis”. Para isso, ela vai contar com a ajuda de um rebelde (interpretado por Jake McDorman, de “Os Eleitos”) que tem uma vingança pessoal contra o algoritmo. Desenvolvida por Lindelof em parceria com Tara Hernandez (“The Big Band Theory”), “Mrs. Davis” vai falar sobre o duelo entre fé e tecnologia no mundo moderno, adotando um tom satírico e sombrio para retratar um universo em que praticamente todas as decisões do dia a dia serão feitas por meio de algoritmos. O elenco ainda conta com David Arquette (“Pânico”), Elizabeth Marvel (“Homeland”), Andy McQueen (“Coroner”), Ben Chaplin (“Mad Dogs”), Margo Martindale (“Your Honor”), Katja Herbers (“Evil: Contatos Sobrenaturais”), Chris Diamantopoulo (“Silicon Valley”), Ashley Romans (“NOS4A2”), Tom Wlaschiha (“Stranger Things”) e Mathilde Ollivier (“1899”). Como a Peacock só funciona na América do Norte, “Mrs. Davis” ainda não tem previsão de estreia no Brasil.
Diretor de “O Rei da Paquera” é acusado de abuso sexual por 38 mulheres
O cineasta James Toback, indicado ao Oscar pelo roteiro de “Bugsy” (1991), foi acusado de abuso sexual por 38 mulheres. As mulheres entraram com uma ação contra o diretor na segunda (5/12), na Suprema Corte de Manhattan, em Nova York. As acusações foram feitas sob o Adult Survivors Act, uma lei do estado de Nova York que suspende temporariamente a prescrição de denúncias de agressões sexuais mais antigas. Vigente desde novembro, a lei permite que se abra uma “janela retroativa” de um ano para os acusadores entrarem com ações civis de agressão sexual, independentemente da data em que foram cometidas. As acusações de que Toback praticara abuso sexual surgiram no final de 2017, e foram relatadas pela primeira vez pelo jornal Los Angeles Times quando o movimento #MeToo ganhou atenção. Entre as atrizes mais famosas a denunciar Toback na ocasião, estavam Selma Blair e Rachel McAdams. Em entrevista ao programa The Talk, Blair disse que esperava ver o diretor na prisão, após passar “17 anos com medo de James Toback”, que a ameaçou de morte. “Ele disse que me colocaria num sapato de cimento e furaria meus olhos com canetas se eu contasse para alguém”, ela afirmou. Em 2018, os promotores de Los Angeles disseram que o prazo de prescrição havia expirado em cinco dos casos denunciados e se recusaram a apresentar acusações criminais contra Toback. Agora, porém, com a nova janela, as acusações serão levadas à Justiça. Do total de acusadoras, 15 das mulheres são identificadas por nome no processo, enquanto outras 23 são listadas como Jane Does (ou seja, suas identidades são mantidas em segredo). Além de Toback, o Clube Harvard da cidade de Nova York também está listado como réu, visto que algumas das mulheres disseram que foram abusadas lá. O diretor nega as acusações feitas contra ele. Além da indicação ao Oscar por escrever o filme “Bugsy” (1991), ele também roteirizou o clássico “O Jogador” (1974) e dirigiu 12 longas, incluindo as comédias “O Rei da Paquera” (1987) e “Uma Paixão Para Duas” (1997), ambas estreladas por Robert Downey Jr., e o documentário “Tyson” (2008), que foi premiado no Festival de Cannes. Seu último filme foi “História de um Assassinato” (2017), com Sienna Miller e Alec Baldwin, lançado na época das denúncias.
Primeiras impressões de “Avatar 2” celebram “obra-prima” e “espetáculo visual”
O filme “Avatar: O Caminho da Água” teve sua première oficial na noite de terça-feira (6/12) em Londres, e embora as críticas estejam embargadas, os comentários de quem assistiu ao filme na primeira sessão já encheram o Twitter de elogios. Tanto os blogueiros geeks quanto os críticos de grandes portais de cinema ressaltaram a qualidade da obra, destacando principalmente o aspecto visual do filme. Mas alguns foram ainda mais longe dizendo que a continuação é melhor que o filme original. Dentre os aspectos técnicos, sobraram elogios aos efeitos especiais e ao uso do 3D, que proporciona uma maior imersão no mundo de Pandora. Mas a taxa de quadros de 48 frames por segundo (a mesma usada por Peter Jackson na trilogia “O Hobbit”) foi um ponto divisivo. Entre os comentários negativos destaca-se a duração do filme, que ultrapassa três horas, o que levou alguns críticos a questionarem a necessidade da obra ser tão longa. Mas, fora esse detalhe, “Avatar: O Caminho da Água” parece ter agradado muito. Novamente dirigida por James Cameron, a continuação acompanha a família dos personagens Sully (Sam Worthington) e Neytiri (Zoe Saldaña), introduzindo seus filhos, que são forçados a buscar asilo com uma tribo litorânea ao serem expulsos de sua comunidade na floresta pelos invasores da Terra. O elenco também inclui a volta da maioria dos atores do primeiro filme – como Sigourney Weaver, Stephen Lang, CCH Pounder, Joel David Moore e Matt Gerald (mas não Michelle Rodriguez!) – , junto com novidades como Kate Winslet (“O Leitor”), Michelle Yeoh (“Star Trek: Discovery”), Oona Chaplin (“Game of Thrones”), Edie Falco (“Nurse Jackie”) e Cliff Curtis (“Fear the Walking Dead”). A estreia está marcada para 15 de dezembro no Brasil, um dia antes do lançamento nos EUA. Confira algumas impressões compartilhadas nas redes sociais após a première. “Sim, nunca aposte contra James Cameron. Tentando poupar hipérbole, mas nunca vi nada assim do ponto de vista técnico e visual. É impressionante. Talvez muito impressionante. Às vezes, perco detalhes da trama porque estou olhando para um peixe de Pandora. Além disso, revi o primeiro AVATAR no fim de semana e basicamente decidi que ‘aquilo é bom’. A sequência tem um desenvolvimento de personagem muito melhor e mais profundo”, escreveu Mike Ryan, do site Uproxx. AVATAR: THE WAY OF WATER: Yeah never bet against James Cameron. Trying to spare hyperbole, but I’ve never seen anything like this from a technical, visual standpoint. It’s overwhelming. Maybe too overwhelming. Sometimes I’d miss plot points because I’m staring at a Pandora fish — Mike Ryan (@mikeryan) December 6, 2022 Also, I rewatched the first AVATAR over the weekend and basically settled on “that was fine.” The sequel has much better and deeper character development. — Mike Ryan (@mikeryan) December 6, 2022 “‘Avatar: O Caminho da Água’ é incrível. Eu tinha fé que James Cameron iria elevar a fasquia com os efeitos, mas esses visuais são alucinantes. Um quadro impressionante após o outro. Mas o que mais gostei é como os feitos técnicos sempre parecem a serviço dos personagens e da construção do mundo”, destacou Perri Nemiroff, do site Collider. #AvatarTheWayOfWater is pretty incredible. I had faith James Cameron would raise the bar w/ the effects but these visuals are mind-blowing. One stunning frame after the next. But the thing I dug most is how the technical feats always feel in service of character & world-building. pic.twitter.com/MXeN3z8BnP — Perri Nemiroff (@PNemiroff) December 6, 2022 “Sem surpresa, ‘Avatar: O Caminho da Água’ é uma obra-prima visual com rico uso de 3D e imagens de tirar o fôlego. Ele sofre com uma história tênue e muitos personagens para fazer malabarismos, mas James Cameron o reúne para um extraordinário ato final cheio de emoção e ação emocionante”, disse Ian Sandwell, do site Digital Spy. Unsurprisingly, #AvatarTheWayOfWater is a visual masterpiece with rich use of 3D and breathtaking vistas. It does suffer from a thin story and too many characters to juggle, yet James Cameron pulls it together for an extraordinary final act full of emotion and thrilling action. pic.twitter.com/opr6CRyOwk — Ian Sandwell (@ian_sandwell) December 6, 2022 “‘Avatar: O Caminho da Água’ é uma maravilha visual com uma beleza hipnotizante em cada quadro. A sequência de James Cameron prospera quando explora novos terrenos, elaborando desafios emocionais maiores e melhores. A definição de épico”, comentou Jeff Nelson, do site Cheat Sheet. #Avatar /#AvatarTheWayOfTheWater is a visual marvel with mesmerizing beauty in every frame. James Cameron's sequel thrives when it explores new terrain, crafting bigger and better emotional stakes. The definition of epic. pic.twitter.com/GqSffkZKBE — Jeff Nelson (@SirJeffNelson) December 6, 2022 “É um filme de ‘Avatar’: início lento, grande construção, incrivelmente envolvente no segundo ato com uma tonelada de construção de mundo e criaturas legais que te deixam feliz, então uma hora de ação emocionalmente incisiva incrivelmente boa e cristalina para mandá-lo para casa satisfeito e feliz”, definiu David Sims do site The Atlantic. it’s an Avatar movie: slow start, big build, incredibly involving second act with a ton of world building and cool creatures that blisses you way out, then an hour of screamingly good crystal clear emotionally trenchant action to send you home full and happy — David Sims (@davidlsims) December 6, 2022 “Feliz em dizer que ‘Avatar: O Caminho da Água’ é fenomenal! Maior, melhor e mais emocionante que ‘Avatar’, o filme é visualmente de tirar o fôlego, visceral e incrivelmente cativante. A história, o espetáculo, a espiritualidade, a beleza – isso é o que há de melhor em fazer filmes e contar histórias”, declarou Erik Davis, do site Fandango. Happy to say #AvatarTheWayOfWater is phenomenal! Bigger, better & more emotional than #Avatar, the film is visually breathtaking, visceral & incredibly engrossing. The story, the spectacle, the spirituality, the beauty – this is moviemaking & storytelling at its absolute finest. pic.twitter.com/RicnpDghrx — Erik Davis (@ErikDavis) December 6, 2022 Já vi ‘Avatar’ duas vezes e estou impressionado com seu domínio técnico e escopo emocional inesperadamente íntimo. Sim, o mundo é expandido e as sequências são sugeridas, mas os personagens são mais importantes. Cameron está em sua melhor forma, especialmente no ato final. Bom tê-lo de volta”, disse Drew Taylor, do site The Wrap. Have now seen #Avatar twice and am overwhelmed by both its technical mastery and unexpectedly intimate emotional scope. Yes the world is expanded and sequels teased but the characters are most important. Cameron is in top form, especially in final act. Good to have him back. 🐟 pic.twitter.com/PR9drN5Zph — Drew Taylor (@DrewTailored) December 6, 2022 Como uma fã de ‘Avatar’, eu tinha grandes esperanças para ‘Avatar: O Caminho da Água’ e para mim ele entrega totalmente. Claro que é um pouco longo, mas vale a pena pelos lindos visuais, novos personagens maravilhosos. Uma emoção total”, contou Kara Warner, da revista People. As an Avatar stan, I had high hopes for #AvatarTheWayofWater and for me it totally delivers. Sure it's a little long, but worth it for the gorgeous visuals, wonderful new characters. A total thrill. — Kara Warner (@karawarner) December 6, 2022 “Então, ‘Avatar: O Caminho da Água’: gostei, não amei. A boa notícia é que o 3D está bom novamente (yey!), e a ação é incrível (especialmente no ato final). Mas muitas das histórias parecem ter que parar e começar, e a alta taxa de quadros foi um sucesso e um fracasso para mim”, afirmou Amon Warmann, da revista Empire. So, #AvatarTheWayOfWater: Liked it, didn't love it. The good news is that 3D is good again (yay!), and the action is pretty incredible (especially in the final act). But many of the storylines feel like they have to stop and start, and the high frame rate was hit & miss for me. pic.twitter.com/eY4G76R1AJ — Amon Warmann (@AmonWarmann) December 6, 2022
“Adão Negro” deve dar prejuízo milionário para Warner
O filme “Adão Negro” vai gerar um prejuízo milionário para o estúdio Warner Bros. Estimativas financeiras apontam que o longa estrelado por Dwayne “The Rock” Johnson não deve render mais de US$ 400 milhões nas bilheterias, ficando abaixo do necessário para pagar seus custos de produção e divulgação. O orçamento de “Adão Negro” foi de US$ 195 milhões, um valor bastante elevado e que exige um grande retorno nas bilheterias. Para maximizar o lançamento, a Warner ainda investiu entre US$ 80 e US$ 100 milhões em marketing, o que, entretanto, só aumentou a pressão pelo sucesso do filme. Como resultado de todo esse investimento, o filme precisaria render ao menos US$ 600 milhões nas bilheterias para empatar os custos – visto que os donos dos cinemas ficam com metade do lucro da venda de ingressos e ainda há impostos. Mas “Adão Negro” já está quase encerrando a sua exibição no cinema, o que deve gerar um prejuízo de US$ 50 ou US$ 100 milhões, de acordo com estimativas de especialistas. Ainda assim, fontes da Warner Bros. contestam esses números, dizendo que o filme vai se pagar quando chegar à marca de US$ 400 milhões nas bilheterias. A Warner explica que, quando o filme foi encomendado, acreditava-se que o ponto de equilíbrio (ou seja, a quantia necessária para o filme se pagar) era de US$ 450 milhões nas bilheterias, mas esse número caiu devido às particularidades do novo cenário de entretenimento doméstico, no qual “Adão Negro” superou as projeções. Isto é, performou bem no lançamento em VOD (locação digital). O estúdio também argumenta que os fluxos de receita auxiliares se tornaram mais lucrativos com janelas mais curtas de exibição nos cinemas. Graças às concessões da era pandêmica, os filmes chegam às plataformas de entretenimento doméstico em 33 dias, em vez de 75, o que reduz o dinheiro necessário para reviver campanhas de marketing para um lançamento digital. Com as receitas secundárias, fontes da Warner Bros. dizem que o filme está prestes a sair do vermelho. Mesmo que isso seja verdade, “Adão Negro” não virou o arrasa-quarteirões que a DC esperava quando o concebeu em 2019. A exibição no cinema pode ser apenas um componente do rendimento, mas é inegável que os retornos das bilheterias são os maiores elementos da lucratividade de uma produção deste porte. E mesmo com as vendas em VOD, que podem render entre US$ 25 e US$ 35 milhões a mais, “Adão Negro” ainda estará no vermelho quando chegar de graça para os assinantes da HBO Max – por mais que a Warner afirme o contrário. Vale lembrar que a maioria dos filmes perde dinheiro durante o lançamento nos cinemas e depende de aluguéis, vendas e produtos derivados para eventualmente obter lucro. Também há valor não monetário em estabelecer uma nova propriedade intelectual cinematográfica que nem sempre é refletido nesse balanço. Recentemente, outros filmes como “Mundo Estranho”, “Lightyear”, “Amsterdam” e “Moonfall – Ameaça Lunar” também torraram grandes orçamentos que não foram recuperados nas bilheterias. Mesmo com a diminuição dos casos de covid e a gradativa recuperação do costume de ir ao cinema, o setor cinematográfico ainda luta para se recuperar. E isso tem sido um grande problema para filmes de mega-orçamento que dependem de grande público. “Adão Negro” chegou aos cinemas no final de outubro e fez US$ 67 milhões na sua estreia, um rendimento sólido, mas nada espetacular para um filme de quadrinhos. Mas, ao contrário de outros filmes do Universo DC, como “Aquaman” (que estreou com US$ 67,8 milhões) e “Shazam!” (US$ 53,5 milhões), o longa não tinha a qualidade para justificar seu orçamento. Recebido com críticas mistas (e uma aprovação de 43% no Rotten Tomatoes), “Adão Negro” não teve divulgação boca a boca e lutou para expandir seu apelo além dos fãs de quadrinhos. Até agora, o filme gerou US$ 165 milhões na América do Norte e US$ 219 milhões internacionalmente. Como a maioria dos filmes de Hollywood, a bilheteria no exterior foi limitada porque eles foram impedidos de passar na China ou na Rússia, dois grandes mercados. Em comparação, “Aquaman” conseguiu arrecadar consideráveis US$ 335 milhões na América do Norte. E no caso de “Shazam”, embora o filme tenha encerrado sua exibição com US$ 140 milhões no mercado interno, ele custou US$ 100 milhões para ser produzido – cerca de metade do orçamento de “Adão Negro”. Outras propriedades da DC da era pandêmica incluem “Mulher Maravilha 1984”, que arrecadou US$ 164 milhões ao estrear simultaneamente na HBO Max, “O Esquadrão Suicida”, que gerou US$ 165 milhões (também chegando no mesmo dia na HBO Max) e “The Batman”, com um rendimento incrível de US$ 770 milhões. E embora “Adão Negro” tenha conseguido manter o primeiro lugar nas bilheterias por três semanas – em parte graças à falta de outros grandes títulos – as vendas de ingressos caíram 60% em seu segundo fim de semana. E quando “Pantera Negra: Wakanda para Sempre” estreou em 11 de novembro, o filme foi rapidamente para o topo das bilheterias, rendendo US$ 140 milhões na estreia – e US$ 331 milhões em três dias. Na ocasião, Johnson comemorou os resultados do filme concorrente. “Sempre torcendo para que nosso negócio vença”, escreveu ele no seu Twitter. “Todos nós nos beneficiamos em geral quando as bilheterias florescem.” “Adão Negro” conta com a direção de Jaume Collet-Serra (“Sem Escalas”) e vai mostrar o protagonista enfrentando o grupo de heróis conhecido como a Sociedade da Justiça, formado por Aldis Hodge (“O Homem Invisível”) no papel do Gavião Negro, Quintessa Swindell (“Gatunas”) como Ciclone, Noah Centineo (“Para Todos os Garotos que Já Amei”) como o Esmaga-Átomo e Pierce Brosnan (“007 Um Novo Dia Para Morrer”) como Sr. Destino. O elenco também destaca Sarah Shahi (“Sex/Life”) como Adrianna Tomaz (identidade civil da Poderosa Isis) e Viola Davis, retomando seu papel como Amanda Waller, a inescrupulosa líder do Esquadrão Suicida. Johnson já deixou claro que ele quer estrelar uma sequência de “Adão Negro”, mas os resultados do filme nas bilheterias não parecem justificar um novo investimento.











