Tim Sale (1956–2022)
O famoso artista de quadrinhos Tim Sale, que influenciou os filmes mais recentes de Batman, morreu na quinta-feira (17/6) aos 66 anos. Na semana passada, o diretor criativo e editor da DC Comics, Jim Lee, anunciou que Sale não estava bem, escrevendo no Twitter sobre sua internação num hospital “com graves problemas de saúde”. Os principais trabalhos do desenhista foram realizados nos anos 1990 em parceria com o escritor Jeph Loeb (que virou produtor-roteirista de “Smallville”, “Lost”, “Heroes” e chefiou a extinta Marvel Television). A dupla criou quadrinhos de Batman, Superman e Mulher-Gato que marcaram época, como “Superman As Quatro Estações” (1998), “Batman: O Longo Dia das Bruxas” (1996-1997), “Batman: Vitória Sombria” (1999) e “Mulher Gato: Cidade Eterna” (2004). “Batman: O Longo Dia das Bruxas” é disparada sua publicação mais famosa. A trama foi mencionada por Christopher Nolan como influência em seus filmes do “Cavaleiro das Trevas” e está na base do mais recente “Batman”, de Matt Reeves – que traz “agradecimentos” ao artista em seus créditos. Os quadrinhos originais foram transformados em longa animado pela Warner Bros. Animation, lançado digitalmente em duas partes em 2021. A parceria de Sale e Loeb também se estendeu para a Marvel, onde lançaram uma coleção de títulos “Coloridos”: “Demolidor: Amarelo” (2001), “Hulk: Cinza” (2003), “Homem-Aranha: Azul” (2002) e “Capitão América: Branco” (2015). Em comunicado nas redes sociais, a DC declarou: “Tim Sale foi um artista incrível, cuja visão dos personagens icônicos tinha uma profundidade humana real, e seus designs de página inovadores mudaram a maneira como uma geração inteira pensa sobre a narrativa dos quadrinhos”. Tim Sale was an incredible artist, whose take on iconic characters had real human depth, and his groundbreaking page designs changed the way an entire generation thinks about comic book storytelling. Our condolences go to Tim’s family and friends. He will be deeply missed. pic.twitter.com/VgXxu7O0V4 — DC (@DCComics) June 16, 2022
Universo de “The Vampire Diaries” deve continuar após fim de “Legacies”
A produtora Julie Plec, criadora do universo formado pelas séries “The Vampire Diaries”, “The Originals” e “Legacies”, falou com os sites Deadline TVLine na noite de quinta-feira (17/6), após o final da última série dessa franquia, para revelar que o cancelamento de “Legacies” não representa ainda o fim de uma era. Plec anunciou que está desenvolvendo um novo projeto derivado de “The Vampire Diaries”. Agradecendo à rede The CW e ao estúdio Warner Bros. Television pela informação antecipada de um possível cancelamento, que lhe permitiu dar a “Legacies” um final adequado, Plec ressaltou que isso não a impediu de se sentir “incomodada” pelo encerramento antes do planejado. E esse inconformismo a mantém motivada a resgatar esse universo. Ela confirmou que já está conversando com a Warner sobre uma nova fase da franquia. “Seria parte da linha do tempo compartilhada desse universo, mas ambientada em um cenário diferente e com personagens diferentes”, contou ao Deadline. “Acho que não é segredo que esse não era o final que esperávamos ter”, explicou Plec. “Você sabe, em nossas mentes, ‘Legacies’ teria continuado por muitos anos. Mas os grandes movimentos de negócios, que estão fora do nosso controle, meio que escreveram um final diferente para nós.” Mas a continuação “está vindo, eventualmente”, contou Plec. “Estamos tendo conversas muito boas e divertidas sobre como relançar a franquia em sua próxima fase”. Ela deu mais detalhes ao TVLine: “Este é o fim de um capítulo, mas podemos usá-lo para lançar o início de outro capítulo, que é o que queremos fazer quando tudo estiver confirmado”. E disse mais: a possível nova série contará com participação do cocriador de “The Vampire Diaries”, Kevin Williamson (criador também da franquia “Pânico” no cinema), que não participou da produção dos spin-offs, e do showrunner de “Legacies”, Brett Matthews. “Brett, Kevin e eu temos uma ideia penetrando em nossos cérebros que ainda não tivemos tempo de colocar no papel. Mas definitivamente queremos incluir outro galho nessa árvore. É apenas uma questão de quando, não se.” Diante desses comentários, vale observar que o desfecho de “Legacies” foi um convite para o ingresso de novos personagens no universo televisivo baseado nos livros de L.J. Smith, introduzido por Plec e Williamson em 2009 com a estreia de “The Vampire Diaries”. “Legacies” completou um círculo completo, ao girar em torno de filhas de personagens daquela atração e da derivada “The Originals”, e se despedir num episódio com a participação de um pai e uma mãe das séries que a antecederam. A trama da derradeira produção se passava na Escola Salvatore para adolescentes sobrenaturais, fundada para ensinar seus alunos a lidar com poderes e maldições, e evitar que se tornassem monstros. A escola foi estabelecida na antiga residência Salvatore, lar dos irmãos vampiros de “The Vampire Diaries”, era administrada pelo ex-caçador de vampiros Alaric Saltzman (Matthew Davis) e financiada com a herança do falecido vampiro original Klaus Mikaelson (Joseph Morgan), com o objetivo de assegurar um futuro para sua filha Hope Mikaelson (Danielle Rose Russell, introduzida em “The Originals”), a jovem mais poderosa do mundo. Além de Hope, herdeira de bruxas, vampiros e lobisomens, a série também destacava as filhas gêmeas de Alaric, as bruxas Josie (Kaylee Bryant, de “Santa Clarita Diet”) e Lizzie Saltzman (Jenny Boyd, de “A Jornada dos Vikings”), e diversos jovens sobrenaturais interpretados por Aria Shahghasemi (“No Alternative”), Quincy Fouse (“The Goldbergs”), Chris Lee (“The Chi”), Ben Levin (“Caindo na Real”), Omono Okojie (“Trees of Peace”), Leo Howard (“Porque as Mulheres Matam”), Courtney Bandeko (“Dead of Night”) e Peyton Alex Smith (“Detroit em Rebelião”), entre outros. “The Vampire Diaries”, “The Originals” e “Legacies” foram exibidas no Brasil pelo canal pago Warner e estão disponíveis completas na plataforma HBO Max – que, curiosamente, traduziu o nome da última para “Legados” no streaming.
“Expresso do Amanhã” vai acabar na próxima temporada
A série “Expresso do Amanhã” (Snowpiercer) vai acabar na próxima temporada, a 4ª da atração. O cancelamento é decorrência da fusão da antiga WarnerMedia com a Discovery. A orientação do novo conglomerado, Warner Bros. Discovery, é que os canais pagos TNT e TBS, do grupo Turner, não produzam mais conteúdo original de ficção. Embora exibida no Brasil pela Netflix, a série é uma produção original do TNT. A decisão veio à tona quando os contratos do elenco não foram renovados, liberando os atores para trabalhar em outros projetos. Após esta informação se tornar pública, a TNT emitiu um comunicado. “Podemos confirmar que ‘Snowpiercer’ terminará após uma várias temporadas bem-sucedidas na TNT. Seus talentosos escritores, atores e equipe pegaram uma premissa extraordinária e a trouxeram à vida de maneiras emocionantes. Foi aclamada pela crítica, teve um impacto significativo no gênero pós-apocalíptico e agora permanecerá nos corações e mentes dos fãs para sempre”, diz o texto oficial. Desenvolvida por Graeme Mason (co-criador de “Orphan Black”), “Expresso do Amanhã” é baseada em quadrinhos franceses e no longa-metragem homônimo dirigido pelo sul-coreano Bong Joon-ho (grande vencedor do Oscar 2020 com seu trabalho mais recente, “Parasita”), e destaca em seu elenco Daveed Diggs (da série “The Get Down”) e Jennifer Connelly (de “Noé”). A trama se passa a bordo de um trem de quase mil vagões, que carrega os últimos sobreviventes da humanidade, depois que um desastre climático criou uma nova era do gelo. A 3ª temporada terminou com um grande reviravolta, com a separação dos vagões, divididos em dois trens que decidem rumar em direções opostas, e a descoberta de um lugar descongelado na África. O grande elenco também inclui Sean Bean (o Ned Stark de “Game of Thrones”), Mickey Sumner (“Mistress America”), Annalise Basso (“Ouija: A Origem do Mal”), Sasha Frolova (“Operação Red Sparrow”), Hiro Kanagawa (série “The Man in the High Castle”), Susan Park (série “Vice-Principals”), Ryan Robbins (série “Continuum”), Roberto Urbina (série “Narcos”), Jonathan Walker (“A Coisa”), Aleks Paunovic (“Van Helsing”), Alison Wright (série “The Americans”) e, desde a 2ª temporada, Rowan Blanchard (“Garota Conhece o Mundo”). “Expresso do Amanhã” era última série original restante na TNT, que no domingo (19/5) estreia a 5ª e última temporada de “Animal Kingdom”. A 4ª temporada, atualmente em produção, contará com participação de Clark Gregg e um novo showrunner, Paul Zbyszewski, que já comandou o ator em “Agents of SHIELD”. Ainda não há previsão de estreia para os últimos capítulos, que só devem ser exibidos em 2023.
Tyler Sanders (2004-2022)
O ator Tyler Sanders, que estrelou a série infantil “Uma Pitada de Magia: Cidade Misteriosa”, foi encontrado morto em sua casa na quinta (16/6) aos 18 anos. O empresário do jovem, Pedro Tapia, confirmou a notícia sem dar mais detalhes sobre o ocorrido, pois a morte está sendo investigada pela polícia de Los Angeles. Ele era considerado um talentoso ator mirim, que atuava desde os dez anos de idade, e no ano passado foi indicado ao Daytime Emmy, premiação voltada às atrações diurnas e infantis dos EUA, como Melhor Ator pelo papel de Leo na série da Amazon Prime Video. Sanders viveu o personagem pela primeira vez em 2019, num episódio da série original “Uma Pitada de Magia”, da Amazon. A aparição serviu para lançar um spin-off centrado nos meio-irmãos Leo (Sanders) e Zoe (Jolie Hoang-Rappaport) e seu vizinho Ish (Jenna Qureshi) em 2020. Na trama de “Cidade Misteriosa”, o personagem de Sanders torna-se o novo protetor de um livro de receitas mágicas. Antes disso, ele participou de episódios de “Fear the Walking Dead” (em 2017) e do drama policial “The Rookie” (em 2018). Sua última aparição na TV foi num episódio de “911: Lone Star”, exibido nos Estados Unidos em abril. O ator deixou pronta sua atuação no suspense “The Price We Pay”, que será lançado ainda neste ano.
Marilu Bueno está internada em estado grave
A atriz Marilu Bueno, de 82 anos, está internada desde 27 de maio no Hospital Miguel Couto, no Rio de Janeiro. Segundo informou o jornal O Globo, a situação da artista é considerada grave. Ela fez uma cirurgia no abdômen e está na UTI, sedada e no respirador. Com vários papéis no teatro, Marilu Bueno fez sua estreia em novelas em 1972, com “O Bofe”, e desde então tem sido presença constante nas telas. Entre seus papéis mais recentes estão os de Narcisa em “Êta Mundo Bom!” (2016), de Walcyr Carrasco, e Dulce Sampaio em “Salve-se quem Puder” (2020), de Daniel Ortiz.
Jean-Louis Trintignant (1930–2022)
O ator Jean-Louis Trintignant, um dos maiores intérpretes do cinema francês, morreu nesta sexta-feira (17/6) aos 91 anos. Ele tinha câncer e sua mulher, Mariane Hoepfner Trintignant, informou que ele morreu “pacificamente, de velhice, esta manhã em casa no Gard, cercado por seus entes queridos”, de acordo com o jornal Le Monde. Ao longo de quase 70 anos de carreira e mais de 130 filmes – sem contar dezenas de peças de teatro – , ele foi dirigido pelos principais mestres do cinema europeu, demonstrando enorme versatilidade ao encarar de dramas artísticos da nouvelle vague a comédias comerciais, épicos históricos e até western spaghetti. Originalmente, Trintignant queria ser diretor. Mas para pagar o curso na escola de cinema IDHEC em Paris começou a assumir pequenos papéis na tela. Até que chamou atenção em 1956 como um dos três homens envolvidos com Brigitte Bardot no famoso filme “E Deus Criou a Mulher” (1956), de Roger Vadim. O cineasta ficou com ele mente, mesmo que Trintignant ainda não levasse a carreira de ator à sério, especialmente pelas condições da época – após filmar o clássico de Vadim, ele foi convocado pelo serviço militar e levado a lutar na Guerra da Argélia. Após três anos, Vadim o reencontrou para integrar o elenco de sua adaptação de 1959 de “Ligações Perigosas”, de Choderlos de Laclos – lançada no Brasil como “Ligações Amorosas” – , onde contracenou com Jeanne Moreau e Boris Vian. E a partir daí Trintignant não parou mais. No mesmo ano, fez seu primeiro papel de protagonista naquele que também foi seu primeiro trabalho estrangeiro: o drama de guerra “Verão Violento”, filmado na Itália por Valerio Zurlini. E em seguida foi integrar o elenco internacional de seu primeiro épico, um filme de Napoleão com o especialista Abel Gance, “Com Sangue se Escreve a História” (Austerliz, 1960), ao lado de estrelas de Hollywood (Jack Palance, Orson Welles, Leslie Caron), da Cinecittà (Claudia Cardinale, Vittorio de Sica) e compatriotas (Jean Marais, Pierre Mondy, Martine Carol). O sucesso dos dois longas o tornou requisitado tanto na França quanto na Itália, fazendo sua filmografia inflar. Nos cinco anos seguintes, fez nada menos que 20 filmes, incluindo “Paixões e Duelo” (1962), de Alain Cavallier, como um terrorista casado com Romy Schneider, e duas comédias muito populares com Vittorio Gassman: “Aquele Que Sabe Viver” (1962), de Dino Risi, e “Minha Esposa é um Sucesso” (1963), de Mauro Morassi. Também estrelou coproduções entre França e Itália, como “Castelos na Suécia” (1963), dirigido por Roger Vadim e coestrelado por Monica Vitti, e a aventura romântica “Maravilhosa Angélica” (1964), de Bernard Borderie. Trintignant ainda estrelou o primeiro de seus filmes com Costa Gavras, “Crime no Carro Dormitório” (1965), antes de embarcar no papel que o projetou como nenhum outro, “Um Homem, uma Mulher” (1966), de Claude Lelouch. Considerado um dos filmes românticos mais famosos de todos os tempos, a história de amor vivida pelo ator e Anouk Aimée venceu a Palma de Ouro do Festival de Cannes e dois Oscars – Melhor Filme em Língua Estrangeira e Melhor Roteiro. O filme foi tão marcante que resultou num reencontro entre o casal e o diretor na continuação “Um Homem, uma Mulher: 20 Anos Depois”, lançada em 1986. Seu alcance mundial também transformou Trintignant num dos maiores astros do cinema francês. Por isso, mesmo aumentando a pilha de projetos, ele passou a aparecer em filmes cada vez mais importantes. A lista é enorme, destacando o drama de guerra “Paris Está em Chamas?” (1966), de René Clement, que disputou dois Oscars, o célebre filme lésbico “As Corças” (1968), de Claude Chabrol, premiado no Festival de Berlim, o politizado “Z” (1969), de Costa Gavras, vencedor do Oscar de Melhor Filme em Língua Estrangeira, o romântico “Minha Noite com Ela” (1969), de Éric Rohmer, indicado ao Oscar de Melhor Roteiro, o icônico “O Conformista” (1970), de Bernardo Bertolucci, também indicado ao Oscar e responsável por um dos melhores desempenhos de Trintignant, entre muitos, muitos outros. Com tantos trabalhos marcantes, o próprio ator começou a receber prêmios, a partir de “O Homem que Mente” (1968), de Alain Robbe-Grillet, que lhe rendeu o Urso de Prata no Festival de Berlim. No ano seguinte, foi a vez do Festival de Cannes saudá-lo por “Z”. Mas o César, considerado o Oscar francês, só passou a considerá-lo numa fase mais madura de sua carreira. Na década de 1970, embarcou em novos projetos artísticos do diretor Robbe-Grillet (os cultuados “Deslizamentos Progressivos do Prazer” e “O Jogo com o Fogo”), retomou sua química com Romy Schneider em outros romances (“O Último Trem”, “Escalada ao Poder”), fez mais uma colaboração sensacional com o diretor Valerio Zurlini (“O Deserto dos Tártaros”) e até estreou em Hollywood, contracenando com Burt Reynolds e a conterrânea Catherine Deneuve em “Crime e Paixão” (1975), de Robert Aldrich. Depois de consagrado e rico, o grande astro ficou ainda mais exigente, o que compactuou com sua longevidade artística. Escolhendo a dedo seus projetos, ele só não viveu um renascimento nas décadas seguintes porque sua carreira nunca decaiu. Vieram três parcerias consecutivas com Ettore Scola: “O Terraço” (1980), premiado no Festival de Cannes, “Paixão de Amor” (1981) e “Casanova e a Revolução” (1982), vencedores de vários prêmios David di Donatello (o Oscar italiano). Veio seu melhor filme americano: “Sob Fogo Cerrado” (1983), de Roger Spottiswoode, indicado ao Oscar e vencedor da categoria de Melhor Filme Estrangeiro no David di Donatello. Veio a protelada colaboração com o mestre François Truffaut: “De Repente num Domingo” (1983), indicado ao César e ao BAFTA (o Oscar britânico). E, principalmente, veio a primeira indicação ao César de Trintignant, como Ator Coadjuvante em “A Mulher de Minha Vida” (1986), de Régis Wargnier. Mas ele ainda estava só começando. Com mais de 60 anos, passou a acumular indicações ao César como Melhor Ator: por “A Fraternidade é Vermelha” (1994), de Krzysztof Kieslowski, “Fiesta” (1995), de Pierre Boutron, e “Os que Me Amam Tomarão o Trem” (1998), de Patrice Chéreau. Mostrando-se disposto a se revigorar, passou a trabalhar com uma nova geração de cineastas de visões originais, com destaque para Enki Bilal, um artista de quadrinhos transformado em diretor de ficção científica, com quem filmou três filmes: “Bunker Palace Hotel” (1989), “Tykho Moon” (1996) e “Immortal” (2004). Também fez dobradinha com Jacques Audiard (“O Declínio dos Homens” e “Um Herói Muito Discreto”) e participou de uma das melhores fantasias de Marc Caro e Jean-Pierre Jeunet, dublando um cérebro falante em “Ladrão de Sonhos” (1995). Essa dedicação ao cinema foi recompensada com outro papel importante no fôlego final de sua carreira. Trintignant viveu o marido octogenário e solitário, que opta pela morte misericordiosa de sua esposa (Emmanuelle Riva), após ela sofrer derrame em “Amor” (2012). O filme do austríaco Michael Haneke venceu a Palma de Ouro e o Oscar de Melhor Filme em Língua Estrangeira. E rendeu ao astro veterano o César de Melhor Ator, que tantas vezes escapou de seu alcance. Sobre o filme, o ator disse ao Le Journal du Dimanche: “O personagem me emocionou enormemente. Como ele, estou no fim da minha vida. E como ele, penso muito em suicídio. Qualquer que seja o papel que Haneke queira me escalar a seguir, eu vou aceitar.” De fato, ele voltou a atuar para Haneke em “Happy End” (2014), antes de se despedir das telas com um último drama. O ator foi casado com a atriz Stéphane Audran, que o trocou pelo diretor Claude Chabrol – e depois os três filmaram juntos “A Corsas”. Sua segunda esposa, Nadine Marquand, também foi atriz, roteirista e diretora – e dirigiu o marido em alguns filmes. Eles tiveram três filhos: o diretor Vincent Trintignant, Pauline (que morreu no berço em 1969) e Marie Trintignant, que se tornou uma atriz de sucesso, antes de ser assassinada pelo namorado em 2003, aos 41 anos. Em 2018, Trintignant anunciou que tinha sido diagnosticado com câncer de próstata e não procuraria tratamento. Seu velho amigo, Claude Lelouch, o procurou na ocasião para fazer um filme-homenagem, “Os Melhores Anos de Uma Vida”, título perfeito para o reencontro final de um homem, uma mulher e um diretor. Em sua despedida das telas, Trintignant voltou a contracenar com Ainouk Aimée como um idoso tentando lembrar o grande amor de sua vida, com direito a flashbacks de cenas em que todos eram jovens encantados. “Envelhecer é apenas uma série de problemas”, disse ele em entrevista recente. “Mas, no final, foi bom eu ter permanecido vivo por tanto tempo. Eu pude conhecer muitas pessoas interessantes.”
“Game of Thrones” terá sequência centrada em Jon Snow
A HBO está desenvolvendo sua primeira sequência de “Game of Thrones”. Após produzir o prólogo “A Casa do Dragão”, o canal pago americano decidiu ouvir os fãs, até hoje inconformados com o desfecho da história original, e dar início ao projeto de uma série centrada em Jon Snow. De acordo com as revistas The Hollywood Reporter e Variety, o ator Kit Harington já fechou contrato para estrelar a produção, que ainda não foi anunciada de forma oficial. A nova atração deverá mostrar o que acontece com Jon Snow após descobrir sua verdadeira origem, como legítimo herdeiro do Trono de Ferro, e ser exilado para além da Muralha. Em “Game of Thrones”, ele é visto pela última vez rumando para as terras geladas do Norte. Embora essa premissa tenha potencial para afastá-lo dos personagens principais e locações anteriores, nada impede uma reviravolta capaz de mudar a conclusão da série original, escrita por David Benioff e D.B. Weiss. A produção também voltará a condenar Harington à gravações em regiões gélidas. Suas cenas foram as mais cansativas de todo o programa, incluindo 11 semanas de trabalho noturno no rigor do inverno da Irlanda do Norte para a temporada final. A decisão de continuar “Game of Thrones” pode estar refletindo a expansão do universo Marvel, que tem se multiplicado em séries que se entrelaçam numa mesma linha temporal, além de valorizar um ator consagrado como seu personagem – outra característica das atrações derivadas dos filmes da Marvel. Vale lembrar que, logo que “Game of Thrones” acabou, muitos fãs clamaram por spin-offs nas redes sociais, mas a maioria estava mais interessada em ver novas aventuras de Arya Stark, vivida por Maisie Williams, que partia num barco rumo a mares desconhecidos de Westeros. A iniciativa da HBO de só encomendar prólogos foi um banho de água fria no entusiasmo do público. Quem sabe, a série de Jon Snow seja apenas a primeira de uma leva de atrações sobre o futuro de Westeros. Em teoria, a volta de Jon Snow pode permitir que outros personagens sobreviventes das batalhas de “Game of Thrones” reapareçam – além de Arya, Sansa Stark (Sophie Turner), Bran Stark (Isaac Hempstead Wright), Tyrion Lannister (Peter Dinklage) e Brienne of Tarth (Gwendoline Christie), entre outros. A HBO está desenvolvendo outras três séries do mesmo universo, mas que se passam antes de “Game of Thrones”: “10.000 Ships” (também conhecida como “Nymeria”) com a showrunner Amanda Segel, “9 Voyages” (também conhecido como “The Sea Snake”) com o showrunner Bruno Heller e “Dunk and Egg” com o showrunner Steve Conrad. Há também três projetos de prólogos animados animados, incluindo “The Golden Empire”, que se passa na terra de Yi Ti, inspirada na China. A única série totalmente produzida desse universo é “A Casa do Dragão”, passada 200 anos antes dos eventos de “Game of Thrones” e centrada na família Targaryen, que tem estreia marcada para 21 de agosto.
“Astro Boy” vai ganhar nova série do criador de “Ladybug”
O famoso anime “Astro Boy” vai ganhar uma nova versão, produzida e dirigida pelo francês Thomas Astruc, criador do sucesso “Miraculous: As Aventuras de Ladybug”. Pra quem não sabe, o personagem foi criado por Osamu Tezuka, um dos maiores mangakas de todos os tempos, e publicado em mangás a partir de 1952. Mas seu grande impacto na cultura japonesa se deve à sua adaptação em anime. Lançada em 1963, a série se tornou um fenômeno global. “Astro Boy” foi um dos primeiros desenhos japoneses exibidos com sucesso no Ocidente – inclusive no Brasil – , e se destacou por um detalhe: os olhos grandes dos personagens. Graças à popularidade da série, esse detalhe passou a fazer parte da estética de todas as animações japonesas desde então. A origem do personagem-título foi concebida como uma versão sci-fi de “Pinóquio”: um robô construído por um cientista à imagem e semelhança do filho que perdera. Além disso, antes de tornar-se o herói da história, o menino-robô passa um tempo “perdido” numa espécie de circo, exatamente como na história do boneco de pau de Carlo Collodi popularizado por Walt Disney. A diferença é que o personagem acredita ser um menino de carne e osso e, mesmo depois de descobrir a sua verdadeira origem, continua agindo como tal. Isto, claro, quando não está salvando o mundo de algum dano criado pela própria humanidade ou pregando o pacifismo e ensinando respeito. A nova série deverá ser bem diferente da produção original, já que sua animação será computadorizada – como o longa-metragem lançado em 2009. Mas os temas básicos serão mantidos, com abordagens contemporâneas para expressar o impacto da internet, redes sociais e a devastação do meio-ambiente. “Demoramos vários meses para garantir os direitos e, é claro, havia muitas empresas japonesas e americanas circulando essa propriedade, mas no final (os detentores dos direitos de Tezuka) confiaram e nós, porque temos uma sensibilidade e cultura semelhantes de quadrinhos em ambos nossos países, e o que conseguimos com ‘Ladybug’ no Japão e em todo o mundo também teve um grande papel em convencê-los”, disse em comunicado Aton Soumache, presidente da Method Animation, empresa francesa que vai produzir a nova versão da série. Thomas Astruc, que se tornou um superstar com a criação de “Ladybug”, também se manifestou sobre o projeto, afirmando que “não tinha palavras para descrever o quanto Osamu Tezuka influenciou (sua) vida e (seu) trabalho”. “’Astroboy’ é uma série cult que vislumbrou o futuro como nenhuma outra propriedade. No mundo estranho em que vivemos hoje, todo mundo precisa que o Astroboy volte!” acrescentou Astruc, comparando o impacto cultural do trabalho de Tezuka ao de Victor Hugo e Jack Kirby. “’Astroboy’ desencadeou o boom dos mangás e criou a indústria do anime moderno”, resumiu. A 1ª temporada terá 52 episódios de meia-hora, mas ainda não há previsão de estreia.
Vídeo mostra transformação de Joseph Quinn no Eddie de “Stranger Things”
Depois de divulgar um vídeo mostrando como o ator Jamie Campbell Bower vira o monstro Vecna, a Netflix revelou a maquiagem transformadora de outro personagem novo de “Stranger Things”. Desta vez, o processo é bem mais simples. Mas não deixa de ser impressionante como a colocação de uma peruca realista muda totalmente a fisionomia do ator inglês Joseph Quinn (de “Howards End”) para torná-lo Eddie Munson, o líder do Clube do Inferno na 4ª temporada da série. Quinn foi muito elogiado por sua interpretação. E como mostra sua participação sem disfarces, ele é completamente diferente de seu primeiro papel numa produção feita nos EUA – inclusive no sotaque britânico. O ator e seu personagem ainda vão voltar em mais dois episódios da parte 2 da temporada, que estreiam em 1 de julho e terão tamanho de filmes. O 8º capítulo dura cerca de 1 hora e 25 minutos, enquanto o 9º e derradeiro terá quase 2 horas e meia. the two people with best hair in hawkins in the same room? sign me up. pic.twitter.com/Io92gCoCKB — Stranger Things (@Stranger_Things) June 16, 2022
Ezra Miller sofre novas denúncias e é procurado pela polícia
Ezra Miller, astro de “Liga da Justiça” e da franquia “Animais Fantásticos”, virou procurado pela polícia. O ator é considerado “foragido” desde a semana passada, quando os pais de Tokata Iron Eyes, de 18 anos, conseguiram uma ordem de proteção contra ele. A polícia não conseguiu localizá-lo para entregar a notificação e ele ainda zombou das autoridades por isso, com vídeos publicados em sua conta oficial do Instagram. Nas últimas horas, porém, o caso se tornou ainda mais sério. Outra ordem foi emitida, desta vez para proteção de uma criança de 12 anos. E, desta vez, Miller deletou seu Instagram. A nova ordem foi buscada pela mãe de uma criança não binária no tribunal local de Greenfield, Massachusetts, alegando que o ator ameaçou sua família e agiu de forma inadequada em relação a(o) menor, enquanto estava num apartamento vizinho. O site Daily Beast conversou com a mãe, a criança e o vizinho deles, todos não identificados. Segundo o relato, Ezra Miller apareceu na porta de seu apartamento usando um colete à prova de balas e agindo de forma estranha. Ele teria revelado uma arma e dito: “Desse jeito, você pode levar a uma situação realmente séria”. Depois disso, o ator se voltou para a criança, supostamente incomodando-a com elogios, abraçando-a desconfortavelmente e tocando seus quadris, pedindo que ela o seguisse no Instagram. A criança contou que estava muito nervosa e com medo, porque Miller havia gritado com sua mãe. Ainda segundo o relato, o ator teria pedido desculpas, mas voltou a incomodar a família em várias outras ocasiões, em algumas delas deixando a criança desconfortável ao abraçá-la e pressionar seu corpo contra ela. Este caso vem à tona uma semana após os pais da ativista nativo-americana Tokata Iron Eyes denunciarem que Miller se relacionava com a jovem desde que ela tinha 12 anos. Recentemente, a jovem completou 18 anos, abandonou os estudos, fugiu de casa e foi parar na casa do ator, por isso seus pais pediram na Justiça uma ordem de restrição para impedi-lo de se aproximar dela, alegando que ele a manipula e a enche de drogas. A adolescente usou seu Instagram para defender Miller, dizendo que ele apenas a apoiou num momento difícil, quando ela perdeu o rumo após a morte de seu melhor amigo. Estes não são os únicos problemas recentes do ator. Ele também se meteu em confusões num bar e numa festa no Havaí no início do ano, chegando a ser detido por agressão. Por conta disso, o ator tem sido alvo constante de boatos de substituição em projetos relacionados à DC Comics. Vale lembrar que ele já filmou completamente o filme do Herói Flash, que tem lançamento marcado para 22 de junho de 2023 no Brasil. A revista Variety publicou que a Warner fez uma reunião de emergência sobre a situação na época dos escândalos havaianos e teria chegado à conclusão que refilmar “The Flash” para tirar as cenas de Miller seria caro demais – o ator está em quase todas as cenas e ainda tem papel duplo, como outra versão de si mesmo. Mas a repercussão negativa em torno de seu nome só aumenta. E com a inclusão de um menor na história, “The Flash” passou a correr sério risco de sair direto em streaming, se sair.
Tom Hardy revela ser autor da trama de “Venom 3”
O ator Tom Hardy revelou pelas suas redes sociais a capa do roteiro de “Venom 3”, continuação da franquia que ele estrela na Sony. A grande novidade da imagem é a inclusão do nome do astro como coautor da história, ao lado de Kelly Marcel, que trabalhou nos dois primeiros filmes. Não é a primeira vez que Hardy é creditado como roteirista num projeto. Ele foi cocriador da série “Taboo” com Steven Knight (“Peaky Blinders”) em 2017. A Sony confirmou a produção em abril passado, durante o evento CinemaCon 2022, e esta é a primeira informação deste então. Não há detalhes conhecidos sobre a trama nem previsão de lançamento. Dirigido por Andy Serkis e protagonizado por Tom Hardy e Woody Harrelson, o segundo filme da franquia, “Venom: Tempo de Carnificina”, ultrapassou US$ 500 milhões na bilheteria mundial, entrando para a lista de filmes que mais arrecadaram no período da pandemia.
4ª temporada de “Westworld” ganha trailer apocalíptico
A HBO Max divulgou o pôster nacional e o segundo trailer legendado da 4ª temporada de “Westworld”. Conduzida por uma versão instrumental da música “Perfect Day”, de Lou Reed, a prévia começa com Evan Rachel Wood em clima de “Matrix” e revela o retorno de vários outros atores, além de introduzir novos integrantes do elenco. A prévia também faz um relato parcial do plano de Charlotte (Tessa Thompson), transformada em principal antagonista, que pretende realizar um aparente ataque apocalíptico contra a humanidade. Outras cenas trazem a revelação de um parque temático da era dos gângsteres (anos 1930), jornadas pelo deserto e insetos assassinos. Já lista de atores vislumbrados inclui Jeffrey Wright, Ed Harris, Thandiwe Newton, Angela Serafyan, Aaron Paul, Luke Hemsworth e as novidades representadas por Aurora Perrineau (“Prodigal Son”) e Ariana DeBose (vencedora do Oscar por “Amor, Sublime Amor”). Os novos episódios da série criada pelo casal Jonathan Nolan e Lisa Joy estreiam em 26 de junho – 25 meses após o final da 3ª temporada.
Super-herói Magnum vai ganhar série da Marvel
O super-herói Magnum (Wonder Man) será o próximo personagem da Marvel a ganhar sua própria série na plataforma Disney+. O projeto tem produção de Destin Daniel Cretton, diretor de “Shang-Chi e a Lenda dos Dez Anéis”, que se juntou ao roteirista Andrew Guest (“Brooklyn Nine-Nine”) para realizar a atração. Guest será o roteirista principal da série, enquanto Cretton será o produtor executivo e possivelmente dirigirá um episódio ou mais. O projeto faz parte de um contrato de produção firmado entre Cretton e o Marvel Studios, assinado no final do ano passado no auge do sucesso de “Shang-Chi”. Ainda em estágios iniciais, as gravações não devem começar antes de 2023. Criado em 1964 por Stan Lee, Jack Kirby e Don Heck, Simon Williams (a identidade de Magnum) surgiu como capanga do Barão Zemo, mas foi reconfigurado nos anos 1970 como herói (e um dos Vingadores), até passar a usar sua superforça para trabalhar como dublê e astro de filmes de ação de Hollywood. Enquanto estava nos Vingadores, o personagem também desenvolveu fortes laços com Visão e Wanda, a Feiticeira Escarlate. Histórias chegaram a sugerir que Magnum e Visão era praticamente irmãos. Ele também desenvolveu sentimentos por Wanda, depois que o Visão foi desmantelado. Ainda não está claro qual fase do personagem a série da Disney+ vai abordar. Mas vale lembrar que “Guardiões da Galáxia Vol. 2” chegou a filmar – e posteriormente descartar – uma cena cheia de pôsteres de cinema em que o ator Nathan Fillion (“Castle”, “The Rookie”) aparecia como o astro Simon Williams. Fillion acabou encarnando o personagem apenas como dublador, na série animada “M.O.D.O.K” – que não faz parte oficialmente do MCU (Universo Cinematográfico da Marvel). Após o recente lançamento de “Ms. Marvel”, as próximas séries da Marvel são “Mulher-Hulk” em agosto, “Invasão Secreta”, estrelada por Samuel L. Jackson, e “Coração de Ferro”, ambas previstas para o final deste ano. Além disso, há uma 2ª temporada de “Loki” encomendada e o desenvolvimento de uma nova série do “Demolidor”. Além deste projeto, Cretton está atualmente trabalhando na sequência de “Shang-Chi” e irá dirigir e produzir uma série baseada na graphic novel “American Born Chinese” para a Disney+.












