Ministério Público entra com ação contra censura do filme de Danilo Gentili
O MPF (Ministério Público Federal) ingressou com ação civil pública com pedido de liminar para suspender a censura ao filme “Como Se Tornar o Pior Aluno da Escola”. A ação foi iniciada três dias após a publicação de um despacho do Ministério da Justiça determinando que Netflix, Telecine, Globoplay, YouTube, Apple TV+ e Amazon Prime Video suspendam a exibição e oferta do filme, “tendo em vista a necessária proteção à criança e ao adolescente consumerista”. Caso as plataformas não cumprissem a determinação em cinco dias, seria aplicada multa diária no valor de R$ 50 mil. Para o MPF, o ato do Ministério da Justiça configura censura ao impedir a coletividade de consumidores de exercer sua autonomia de escolha, para consumo próprio, de obra artística cinematográfica sem interferência do Poder Público. “O objetivo dessa ação é corrigir uma violação à liberdade de expressão artística”, declarou o procurador da República Claudio Gheventer. A censura à produção de 2017 de Danilo Gentili foi a primeira de um filme desde o final da ditadura militar. Ela foi decidida cerca de 48 horas após “Como Se Tornar o Pior Aluno da Escola” passar a ser associado à pedofilia por perfis bolsonaristas e 24 horas após o ministro da Justiça Anderson Torres cobrar “providências” contra o filme. Nesta sexta, porém, Anderson Torres teve uma postura radicalmente oposta em relação ao aplicativo Telegram. Denunciado por disseminar pedofilia, tráfico de drogas e armas, desinformação, discursos de ódio, propaganda nazista e outras barbaridades, o aplicativo que se recusa a obedecer a Justiça brasileira foi defendido pelo Ministro da Justiça com base no “direito de escolha”.
Disney reverte corte e “Lightyear” terá primeiro beijo LGBTQIAP+ da Pixar
Após protestos dos funcionários da Pixar, que denunciaram a Walt Disney Company em carta aberta por censurar cenas de afeto LGBTQIAP+ em suas animações, a Disney resolveu reverter um corte no filme “Lightyear”. Graças a isso, o spin-off de “Toy Story”, focado na origem do astronauta da franquia de brinquedos, terá o primeiro beijo entre um casal do mesmo sexo da história da Pixar. A cena é um beijo lésbico entre a personagem Hawthorne (dublada por Uzo Aduba, de “Orange is the New Black”) e sua namorada. Será apenas a segunda vez que uma personagem abertamente LGBTQIAP+ é retratada numa animação da Pixar. A primeira foi Specter (Lena Waithe), uma policial de “Dois Irmãos”, que durante uma cena faz uma rápida alusão a sua namorada. Segundo a revista Variety, a cena tinha sido integralmente vetada pela Disney, mas o estúdio se viu pressionado a alterar sua decisão após a repercussão da carta do dia 9 de março e das críticas recebidas por financiar legislação anti-LGBTQIAP+ na Flórida. A Disney fez uma doação de US$ 5 milhões para apoiar o projeto legislativo conhecido como “Don’t Say Gay”, que proíbe a “discussão sobre orientação sexual ou identidade de gênero nas salas de aula” do estado americano. Em “Lightyear”, o personagem não é um boneco, mas um astronauta de verdade, e a trama é uma aventura sci-fi legítima, acompanhando uma missão espacial ao “infinito e além”, com clima épico e dramático. Ainda que inspirado em “Toy Story”, até o design do personagem é diferente. Assim como sua voz. Dublador oficial do personagem em “Toy Story”, Tim Allen deu lugar a Chris Evans, o Capitão América do MCU (Universo Cinematográfico da Marvel). Uma curiosidade sobre os dois é que ambos fazem aniversário no mesmo dia. A direção é de Angus MacLane, animador da Pixar que co-dirigiu “Procurando Dory” e também já trabalhou com “Toy Story”, assinando dois curtas da franquia e animando “Toy Story 3”. A estreia está marcada para 16 de junho no Brasil, um dia antes do lançamento nos EUA. Veja abaixo o trailer em versões legendada e dublada em português.
“Pânico 6” já tem data de estreia
O sexto filme da franquia “Pânico” já tem data de estreia. As redes sociais oficiais do longa anunciaram nesta sexta (18/3) que o terror será lançado nos cinemas em 31 de março de 2023 nos cinemas dos EUA. Um dia antes, a atriz Courteney Cox chegou a revelar que já tinha recebido o roteiro e que as filmagens da continuação começariam em junho, no Canadá. Após o sucesso acima das expectativas do recente lançamento da franquia, a equipe do quinto filme será mantida no comando da nova sequência. Os cineastas Bettinelli-Olpin e Tyler Gillertt, dupla que também dirigiu o “Casamento Sangrento” (2019), continuarão na direção e os roteiristas Guy Busick (também de “Casamento Sangrento”) e James Vanderbilt (“Mistério no Mediterrâneo”) seguem como responsáveis pela história da sequência, que ainda contará com os atores que sobreviveram ao último massacre. Lançada em janeiro, a quinta produção da franquia da Paramount, orçada em US$ 24 milhões, fez US$ 139 milhões nas bilheterias de todo o mundo. Don’t forget to set your alarm. The new #ScreamMovie is coming to theatres March 31, 2023 🔪 — Scream (@ScreamMovies) March 18, 2022
Sentença: Série estrelada por Camila Morgado ganha trailer
A Amazon Prime Video divulgou o pôster e o trailer de “Sentença”, sua mais nova série brasileira, que destaca Camila Morgado (“Bom Dia, Verônica”) no papel de uma advogada criminalista. Acreditando que todos têm direito à defesa, por pior que tenha sido o crime cometido, a protagonista assume um caso que chocou o país, de uma mulher que incendiou um policial. Mas ao defender a suposta assassina, ela se vê no meio de um caso maior, envolvendo o líder da maior facção criminosa do Brasil e pessoas misteriosas que o querem morto. Com seis episódios, a série produzida pela Cimarron Cine foi criada por Paula Knudsen (“Spectros”) e conta com direção da argentina Anahí Berneri (“Alanis”) e de Marina Meliande (“A Alegria”). O elenco ainda traz Fernando Alves Pinto (“Vou Nadar Até Você”), Lena Roque (“Quanto Vale Ou É Por Quilo?”), Rui Ricardo Diaz (“Impuros”), Heloisa Jorge (“Sob Pressão”), Lourinelson Vladmir (“Insânia”), Samya Pascotto (“Amarração do Amor”), Pedro Caetano (“Sem Fôlego”), Lucinha Lins (“O Rico e Lázaro”), Arthur Kohl (“O Mecanismo”), Bárbara Colen (“Bacurau”) e o estreante Victor Hugo Martins, entre outros.
Paul Dano vai escrever quadrinhos do Charada
O ator Paul Dano, intérprete do Charada em “Batman”, vai continuar seu relacionamento com o personagem num novo projeto. Ele vai escrever uma minissérie em quadrinhos do vilão. Intitulada em inglês “Riddler: Year One”, a publicação da DC Comics pretende dar aos fãs uma história de origem para a versão do Charada vista no filme de Matt Reeves. O próprio diretor fez a revelação do projeto em seu Twitter, revelando inclusive uma primeira arte. Veja abaixo. “Riddler: Year One” será lançada em outubro pelo selo Black Label, voltado ao público adulto da DC, com arte de Stevan Subic (“Elric: The Dreaming City”). Ainda não há previsão para o mercado brasileiro. Paul Dano's incredible journey with The Riddler isn't over yet… Unmask his new @DCComics comic book: "Riddler: Year One," this October and see @TheBatman #OnlyInTheaters now. #TheBatman #Riddler #DCComics pic.twitter.com/YmmqgBTsFS — Matt Reeves (@mattreevesLA) March 18, 2022
STF bloqueia Telegram no Brasil
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta sexta (18/3) o bloqueio do aplicativo de mensagens Telegram no país. A decisão atende a um pedido da Polícia Federal e foi encaminhada a plataformas digitais e provedores de internet, que devem adotar em cinco dias os mecanismos para inviabilizar a utilização do Telegram no país. Em caso de descumprimento, será aplicada multa diária de R$ 500 mil para as operadoras e R$ 100 mil para pessoas físicas e jurídicas que insistirem em continuar usando o aplicativo após a ordem de bloqueio. Em fevereiro, Moraes havia determinado que o aplicativo de mensagens fizesse o bloqueio de perfis acusados de disseminar desinformação. Enquanto os demais serviços de mensagens e redes sociais do país atenderam a mesma demanda, o Telegram ignorou a ordem, aproveitando-se do fato de que o STF não conseguiu intimar a representação da empresa responsável pelo aplicativo, que não tem sede no país. Em outra frente, no início do mês, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) também tentou localizar os representantes da empresa, por meio do escritório de advocacia que a representa no Brasil. Um ofício também foi endereçado ao diretor-executivo do serviço de mensagens, o russo Pavel Durov. Os tribunais já tinham alertado que a ausência de respostas levaria ao bloqueio do funcionamento do serviço, o que acabou acontecendo agora. No domingo passado (13/3), uma reportagem do “Fantástico” mostrou que o Telegram é usado para propagar desinformação, discursos de ódio, tráfico de drogas, comércio de dinheiro de falso, propaganda nazista, comércio de armas, imagens de pedofilia e até vendas de certificados de vacinação.
U2 vai virar série do roteirista de “Bohemian Rhapsody”
A famosa banda de rock U2 vai virar uma série da Netflix. O site The Hollywood Reporter apurou que a produtora do cineasta JJ Abrams (“Star Wars: A Ascensão Skywalker”) fechou com a plataforma de streaming para desenvolver uma atração dramática sobre a história da banda. Ainda sem título, a produção está em estágios iniciais de desenvolvimento. Detalhes do envolvimento do U2 estão sendo mantidos em sigilo, mas fontes do THR afirmam que a banda aceitou apoiar o projeto, que está sendo escrito por Anthony McCarten, indicado ao Oscar por “Bohemian Rhapsody” (2018), filme sobre a banda Queen. A série tem produção da Warner Bros. Television e da Bad Robot, empresa de Abrams. Não está claro se a produção vai contar toda a trajetória da banda, formada por Bono Vox, The Edge, Adam Clayton e Larry Mullen Jr. em 1976 na cidade de Dublin, na Irlanda, ou se focará numa fase específica de sua longa carreira, que rendeu 14 álbuns de estúdio e venceu um recorde de 22 Grammys. Vale lembrar que o início da carreira do U2 já foi abordado no cinema na comédia “Killing Bono” (2011), centrada na história real de Ivan McCormick, o guitarrista que participou dos primeiros ensaios e quase integrou a banda de seu colega de aula Larry Mullen Jr.
Danilo Gentili é obrigado a deletar piadas gordofóbicas das redes sociais
Danilo Gentili foi obrigado pela Justiça da Bahia a deletar de suas redes sociais vários posts gordofóbicos sobre a influenciadora Thais Carla. Alvo de piadas do humorista desde 2019, Thais está processando Gentili por danos morais e, além da retirada dos posts, exige uma indenização de R$ 30 mil. Na primeira decisão sobre o caso, proferida em 9 de março, o juiz João Batista Perez Garcia Moreno Neto determinou o prazo de cinco dias para que o apresentador do programa “The Noite” apagasse todos os conteúdos relacionados à autora da ação de suas páginas no Twitter e Instagram, sob pena de multa diária de R$ 150 em caso de descumprimento. Em um deles, o comunicador ironizou a “boa forma” atribuída à modelo plus size em uma reportagem sobre ela. Em outro, debochou de uma notícia sobre reclamação do tamanho do assento de um avião. “Eu nunca vi essas pessoas reclamarem que a cadeira do McDonald’s é pequena”, escreveu. No processo, a defesa de Thais alega que ela “foi vítima de preconceito pelo demandado [Gentili], o qual apresenta manifestada fobia e aversão às pessoas às quais não considera semelhante”. A ação movida pelo escritório advocatício Abreu e Bittencourt denuncia que Gentili se apropriou de vídeos publicados por Thais Carla para “divulgá-los em suas [próprias] redes sociais, incluindo em suas divulgações piadas de tom jocoso e degradantes”. E arremata dizendo que o apresentador “é famoso no país inteiro por valer-se de comédia preconceituosa e pejorativa contra populações minoritárias, socialmente vulneráveis”. Com as evidências, o juiz entendeu que houve violação da parte de Gentili e concedeu a liminar que obriga o apresentador a deletar as ofensas. “No caso dos autos, a permanência das publicações denegrindo [sic] a imagem da autora poderá lhe causar danos irreparáveis. Neste sentido, os elementos constantes nos autos são suficientes para o deferimento do pedido em caráter de urgência, posto que evidenciam a conduta preconceituosa do demandante e a exposição e ridicularização da autora, sem o seu consentimento”.
Roteirista de “Grey’s Anatomy” é suspensa por mentir sobre aborto e câncer
A produtora Shondaland suspendeu a roteirista Elisabeth Finch, acusada de mentir sobre seu histórico de saúde e vida pessoal ao escrever para a série “Grey’s Anatomy”. A roteirista teria usado experiências supostamente falsas para escrever sobre condições médicas que não viveu, como câncer e aborto. Ela chegou até a aparecer na série, num papel de enfermeira no episódio “Silent All These Years”, de 2019, que girou em torno de uma vítima de estupro. A denúncia teria vindo à tona durante o divórcio da roteirista, segundo deram a entender seus advogados. O caso, porém, está sendo tratado com sigilo. De acordo com uma reportagem no site The Ankler, Finch tinha carta branca dentro da Shondaland por ser aberta e honesta sobre seus supostos problemas médicos, incluindo alegações sobre um câncer ósseo, um diagnóstico errado que a levou a perder um rim e parte de sua perna, além de ter sido acolhida após relatar abuso verbal e sexual de um diretor masculino enquanto escrevia para “The Vampire Diaries”. O departamento de recursos humanos da Disney, empresa dona da rede ABC, que exibe e produz “Grey’s Anatomy”, apura o caso. Segundo informações dos sites Deadline e The Hollywood Reporter, o foco da investigação é saber qual é a verdadeira ficha médica da roteirista e se ela abusou da simpatia dos produtores para ser contratada. Entretanto, ela se recusa a fornecer seu histórico hospitalar, que é legalmente protegido. Elisabeth Finch está na equipe de “Grey’s Anatomy” desde 2014 e, além de ter escrito 13 episódios, é uma das produtoras da série.
Mila Kunis e Ashton Kutcher arrecadam US$ 30 milhões para a Ucrânia
O casal Mila Kunis e Ashton Kutcher conseguiu alcançar a meta de arrecadar US$ 30 milhões em doações para a Ucrânia. Eles lançaram a campanha há duas semanas no site GoFundMe em parceria com outras instituições, e assumiram o compromisso de contribuir com US$ 3 milhões do montante, para ajudar a auxiliar os refugiados do país invadido por tropas militares da Rússia. “Queremos dizer que atingimos nosso objetivo”, informou Kunis em um vídeo compartilhado nas redes sociais. “Estamos impressionados e gratos pelo apoio. E embora isso esteja longe de resolver o problema, nosso esforço coletivo proporcionará um pouso mais suave para muitas pessoas que caminham para um futuro de incertezas”, completou a atriz, que nasceu na Ucrânia. “Nosso trabalho não acabou”, acrescentou Kutcher no vídeos. “Faremos tudo o que pudermos para garantir que a demonstração de amor que veio de todos vocês, como parte desta campanha, tenha o maior impacto possível para os necessitados”, afirmou. O ator continuou prometendo que ele e a esposa vão “tratar cada dólar como se estivesse sendo doados do nosso bolso – com respeito pelo trabalho que deu para ganhá-lo e honrando a intenção de amor com o qual foi dado, e o desejo de que seja maximizado para um resultado positivo para os outros.” “Por favor, não parem de doar”, pediu a atriz. “Este é apenas o começo de uma jornada muito, muito, muito longa”, completou. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Ashton Kutcher (@aplusk)
Confira 10 filmes que chegam às plataformas digitais
Homem-Aranha, Homem-Aranha, aí vem o Homem-Aranha. O fenômeno das bilheterias chega às plataformas digitais nesta sexta (18/9) e é, sem dúvida, o grande destaque das estreias da semana. Mas a relação também tem indicado ao Oscar e títulos elogiadíssimos pela crítica, oferecendo uma boa variedade de opções. Confira abaixo 10 dicas para programar o cinema em casa, com seus respectivos trailers e informações relevantes. HOMEM-ARANHA: SEM VOLTA PARA CASA | NOW, VIVO PLAY, VOD* Maior blockbuster da era pandêmica, “Homem-Aranha: Sem Volta para Casa” abre o multiverso e infinitas possibilidades no MCU (Universo Cinematográfico da Marvel), além de transformar “fan service” em arte, representando o ápice do modelo cinematográfico da Marvel. Há muitas participações especiais – todas que os fãs pediram – e citações envolvendo 20 anos de cronologia do herói, desde o primeiríssimo “Homem-Aranha” de 2002. E só não é um grande easter egg com trechos esporádicos de trama porque os roteiristas (Chris McKenna e Erik Sommers) se superaram ao dar sentido ao excesso, tornando o “fan service” indispensável para a narrativa. Há cenas de muita ação, comédia de rir à toa e tragédia para soluçar de choro. Não é à toa que está sendo considerado o melhor filme do Homem-Aranha já feito – há quem diga que seja o melhor filme do MCU. E de quebra ainda oferece uma conclusão para a primeira trilogia estrelada por Tom Holland e Zendaya, com direção de Jon Watts. Com tanto sucesso, nem precisavam anunciar, mas já está oficializado que este não é realmente o fim da história. O BECO DO PESADELO | STAR+ O novo espetáculo sombrio de Guillermo Del Toro (vencedor do Oscar por “A Forma da Água”) tem clima de terror, mas é o primeiro trabalho da carreira do cineasta que deixa de lado elementos sobrenaturais para focar apenas no pior da raça humana. A história é uma adaptação do livro homônimo de William Lindsey Graham, publicado em 1946 e que já foi transformado num clássico do cinema noir, batizado no Brasil como “O Beco das Almas Perdidas” (1947). A trama gira em torno de um vigarista (Bradley Cooper, de “Nasce uma Estrela”) que entra num circo, aprende os truques de uma suposta vidente (Toni Colette, de “Hereditário”) e resolve aplicar golpes como um falso médium, com a ajuda de uma jovem assistente (Rooney Mara, de “Carol”). Tudo muda quando ele conhece uma psicóloga pilantra (Cate Blanchett, também de “Carol”) que grava as confissões de seus pacientes. E aí percebe que pode tornar seu truque ainda mais convincente e extorquir uma clientela milionária com estas informações. Cheio de estrelas, o resultado foi aclamado com quatro indicações ao Oscar. FRESH | STAR+ O terrir elogiado pela crítica traz Daisy Edgar-Jones (“Normal People”) como uma jovem frustrada com a realidade desencantadora dos encontros por aplicativos, que conhece um bonitão no supermercado e logo se vê fisgada, embarcando em um relacionamento intenso. Tão intenso, que sofre uma reviravolta de psicopatia. Sebastian Stan (“Falcão e o Soldado Invernal) vive o par antirromântico do longa, que marca a estreia em longa-metragem de Mimi Cave, diretora de diversos clipes indies. Exibido no Festival de Sundance, atingiu 81% de aprovação no Rotten Tomatoes. CARANGUEJO NEGRO | NETFLIX O filme de guerra pós-apocalíptica traz Noomi Rapace (“Prometheus”) como uma ex-patinadora olímpica alistada no combate visceral que dizimou a Europa. Durante um inverno longo e rigoroso, ela se junta a cinco soldados numa missão secreta, precisando patinar sobre o mar congelado, arriscando suas vidas, para transportar um pacote misterioso que pode acabar com o conflito. Só que para a patinadora a missão é sobre algo completamente diferente: salvar sua filha. “Caranguejo Negro” é o primeiro longa escrito e dirigido pelo sueco Adam Berg. Ele se destacou como diretor de clipes de bandas como A-ha e Cardigans, além de ter produzido a série sci-fi “Contos do Loop” (Tales From The Loop), da Amazon. SORTE DE QUEM? | NETFLIX No suspense minimalista, Lily Collins (“Emily in Paris”) e Jesse Plemons (indicado ao Oscar 2022 por “Ataque dos Cães”) vivem um casal rico que é feito de refém em sua casa de campo por um assaltante com contas a ajustar. O ladrão é interpretado por Jason Segel (“How I Met Your Mother”) num de seus raros papéis dramáticos. Segel também concebeu a história com o diretor Charlie McDowell, após os dois trabalharem juntos na sci-fi romântica “A Descoberta”, lançada pela Netflix em 2017. E o roteirista daquele filme, Justin Lader, deu o acabamento final na trama em parceria com Andrew Kevin Walker (do famoso suspense “Seven: Os Sete Crimes Capitais”). ÁGUAS PROFUNDAS | AMAZON PRIME VIDEO Ben Affleck (“Liga da Justiça”) e Ana de Armas (“Blade Runner 2049”) vivem um casamento quente e aberto na adaptação do suspense da famosa escritora Patricia Highsmith (“O Talentoso Ripley”, “Carol”) publicado em 1957. Enquanto ela se comporta como uma mulher sem amarras, ele se esforça ao máximo para disfarçar o ciúme crescente. Até que começam a surgir cadáveres de amantes e ele se torna o principal suspeito. A história foi adaptada pelos roteiristas Sam Levinson (criador de “Euphoria”) e Zach Helm (“Mais Estranho que a Ficção”), e dirigida pelo veterano Adrian Lyne (“Atração Fatal”), que, curiosamente, estava afastado de Hollywood há uma década, desde o fracasso de um filme de temática muito similar – “Infidelidade” (2002). Outro detalhe interessante é que o clima esquentou de verdade durante as filmagens, levando o casal de protagonistas a iniciar um relacionamento real nos bastidores – encerrado em janeiro do ano passado, antes de Affleck retomar seu antigo namoro com Jennifer Lopez. Mas a crítica não se entusiasmou como eles, considerando o filme morno, quase frio, com apenas 44% de aprovação no Rotten Tomatoes. PEQUENA MAMÃE | VOD* O novo filme da cineasta francesa Céline Sciamma (“Retrato de uma Jovem em Chamas”) retrata o luto sob o ponto de vista infantil. Combinando drama e fantasia, a trama acompanha uma menina de 8 anos chamada Nelly, que viaja com os pais ao campo para limpar a casa de sua avó recém-falecida. No fim do dia, a mãe some e a menina conhece outra criança da sua idade, que por coincidência tem o mesmo nome da sua mãe. As duas se tornam rapidamente amigas. Mas depois de ser convidada a visitar a casa dela, Nelly se choca ao ver que o lugar é a própria casa de sua avó falecida e que sua amiga é, na verdade, sua mãe na infância. A fábula com elementos de viagem no tempo teve première no Festival de Berlim e venceu seis troféus internacionais, entre eles o Prêmio do Público do Festival de San Sebastián e o Prêmio da Crítica do Festival de Estocolmo. Além disso, encantou a crítica americana, atingindo 97% de aprovação no Rotten Tomatoes. UMA LIÇÃO DE ESPERANÇA | NOW, VIVO PLAY, VOD* O drama do ucraniano Vadim Perelman conta como um jovem judeu tenta escapar da morte num campo de concentração nazista ao fingir ser iraniano. Mas a farsa corre risco de ruir quando um comandante nazista decide convocá-lo a lhe ensinar a língua persa, fazendo com que ele precise inventar palavras para sobreviver. Baseado numa história real, o longa teve première no Festival de Berlim de 2020 e conta com 78% de aprovação no Rotten Tomatoes. UM ELEFANTE SENTADO QUIETO | MUBI Premiado no Festival de Berlim de 2018, o primeiro e único longa do diretor Hu Bo tem 96% de aprovação no Rotten Tomatoes, apesar de suas quase quatro horas de duração. É longo. E lento. E sem sorrisos. Uma jornada deprimente pelas margens da vida na China moderna, seguindo múltiplos personagens em uma cidade industrial, todos vítimas do egoísmo de outras pessoas. O tom sombrio reflete o estado de espírito do próprio diretor, que se matou após terminar o longa, aos 29 anos de idade. “Um Elefante Sentado Quieto” é seu epitáfio. THE SPARKS BROTHERS | NOW, VIVO PLAY, VOD* Primeiro documentário musical do diretor Edgar Wright (“Noite Passada em Soho”), a obra é uma homenagem de fã ao legado da banda Sparks, formada pelos irmãos Ron e Russell Mael em Los Angeles no ano de 1970. Vanguardista e experimental, Sparks foi pioneiro na criação da música eletrônica e considerado um dos grupos musicais mais inovadores de todos os tempos, cuja influência pode ser traçada de Queen a Duran Duran, chegando até Suede e atualmente em The Killers e Franz Ferdinand. Ao mesmo tempo, também é uma das bandas mais subestimadas e pouco conhecidas do rock – apesar de ter lançado 25 álbuns. Exibido no Festival de Sundance com 96% de aprovação da crítica americana, o documentário tenta fazer justiça ao legado dos irmãos Mael por meio do resgate de sua trajetória e depoimentos de artistas influenciados por suas músicas, como Beck, Björk, Giorgio Moroder, Nick Rhodes (Duran Duran), Jane Wiedlin (Go-Go’s), Vince Clarke (Erasure), Bernard Butler (Suede), Andy Bell (Ride), Alex Kapranos (Franz Ferdinand), Thurston Moore (Sonic Youth), Flea (Red Hot Chili Peppers), Tony Visconti (produtor de David Bowie) e muitos outros. O lançamento coincide com a redescoberta da banda, que recebeu um raro reconhecimento por seu trabalho inovador com um prêmio especial no Festival de Cannes do ano passado, pela composição da trilha do filme musical “Annette”, de Leos Carax. * Os lançamentos em VOD (video on demand) podem ser alugados individualmente em plataformas como Apple TV, Google Play, Loja Prime Video, Looke, Microsoft Store e YouTube, entre outras, sem necessidade de assinatura mensal.
Confira 10 séries que estreiam em streaming
Quer experimentar uma série nova? Das 10 indicações da semana, apenas duas são “antigas” – chegando como uma maratona completa e uma continuação de temporada. Portanto, sobram novidades para serem descobertas pela primeira vez, entre minisséries fechadas e novas atrações para favoritar. Confira abaixo as melhores estreias, com seus respectivos trailers e informações relevantes. MINX | HBO MAX Mistura de comédia de época e comentário social, a série se inspira em publicações como Playgirl e Viva para conceber uma trama fictícia e imaginar o impacto do lançamento da primeira revista erótica para mulheres. Passada em Los Angeles nos anos 1970, evoca o período com grande autenticidade e, de forma diferente de outras produções passadas no universo do entretenimento adulto, não esconde seu tema de forma tímida. Ao contrário, exibe em closes, em todos os tamanhos, cores e formatos. A trama acompanha uma jovem feminista que, desanimada com o cenário editorial das revistas para mulheres, aceita a proposta inusitada de um editor de revistas masculinas para criar a primeira revista erótica para o público feminino – como a Viva do publisher da Penthouse. Seu idealismo acadêmico logo é posto à prova ao embarcar nesse mundo, mas a experiência se revela um enorme sucesso. Criada por Ellen Rapoport (roteirista de “Clifford, o Gigante Cão Vermelho”) e estrelada por Ophelia Lovibond (“Trying”) e Jake Johnson (“New Girl”), atingiu 94% de aprovação no Rotten Tomatoes com comparações a “Boogie Nights” e “GLOW”. Toda as quintas, a HBO Max disponibilizará dois episódios diferentes (são oito, no total). WECRASHED | APPLE TV+ A minissérie estrelada pelos vencedores do Oscar Jared Leto (“Clube de Compra Dallas”) e Anne Hathaway (“Os Miseráveis”) retrata a ascensão ambiciosa da WeWork, cujo conceito de espaços de trabalho compartilhados flexíveis chegou a torná-la uma das startups mais valiosas do mundo. Isto antes que a megalomania de seu fundador saísse de controle e a pandemia desferisse um golpe mortal nos negócios. Leto interpreta o fundador da WeWork, Adam Neumann, e Hathaway vive sua esposa e co-fundadora do negócio, Rebekah Newmann, narcisistas cujo amor caótico tornou tudo possível. Criada por Lee Eisenberg (criador de “Little America”) e Drew Crevello (produtor de “O Grito 2”), a atração é dirigida pela dupla de cineastas John Requa e Glenn Ficarra (de “Golpe Duplo” e “Amor a Toda Prova”). LIFE & BETH | STAR+ A série de comédia dramática é criada, escrita, produzida, dirigida e estrelada por Amy Schumer. Ela vive a Beth do título, uma mulher que precisa lidar com a vida de solteira, após sair de um relacionamento do qual ela era totalmente dependente, e se reencontrar, após perceber que não se encaixa entre as pessoas ao seu redor. O elenco inclui participações de famosos como Jonathan Groff (“Mindhunter”), Michael Cera (“Arrested Development”) e Michael Rapaport (“Atypical”), que surgem como interesses românticos da protagonista desinteressada por romance – além do cantor David Byrne (“Aqui é o Meu Lugar”) de cabelos brancos no papel de um médico. DMZ | HBO MAX A nova minissérie produzida e dirigida pela cineasta Ava DuVernay (“Olhos que Condenam”) é baseada nos quadrinhos de mesmo nome da Vertigo, antiga linha adulta da DC Comics, e se passa num futuro próximo, após uma guerra civil transformar Manhattan numa zona desmilitarizada (daí o título, cuja sigla significa “zona desmilitarizada” em inglês) – isto é, sem autoridades e isolada do resto do mundo. A adaptação é estrelada por Rosario Dawson (“Luke Cage”), que volta à ilha de Manhattan em busca do filho, de quem se separou durante a evacuação, encontrando no local uma cidade destruída e sem lei. A premissa escrita por Roberto Patino (“Westworld”) envolve combates com gangues e milícias, e tem vários pontos em comum com o cenário distópico de “Fuga de Nova York” (1981), de John Carpenter. THE CURSED | NETFLIX A nova série de terror sul-coreana de Yeon Sang-ho, criador de “Profecia do Inferno” e da franquia “Invasão Zumbi”, acompanha a história de três personagens: uma repórter investigativa que luta contra um terrível mal escondido por trás de um conglomerado, um poderoso empresário envolvido em rituais shamânicos e uma adolescente que tem o poder de invocar a morte usando nomes, fotos e pertences de uma pessoa. Esta última é vivida por Jung Ji-so, a atriz mais jovem de “Parasita”, que recentemente também estrelou “Profecia do Inferno”. MONSTROS DA CRACÓVIA | NETFLIX Escrita e dirigida por mulheres – as diretoras Kasia Adamik e Olga Chajdas trabalharam juntas na minissérie “1983” – , a produção polonesa segue Alex (Barbara Liberek), uma estudante de medicina que troca o interior por uma universidade de prestígio. Seu destino muda quando ela é selecionada para entrar num grupo de estudo liderado por um patologista famoso e descobre que, sob o pretexto de pesquisa científica, eles estão fazendo algo completamente diferente, que envolve mitos eslavos, monstros antigos e divindades sanguinárias. TOP BOY | NETFLIX Originalmente uma produção do Channel 4, “Top Boy” foi cancelada na 2ª temporada em 2013, mas acabou salva por um fã famoso, ninguém menos que o rapper canadense Drake, que resgatou a atração em 2019 num acordo com a Netflix. Só que muitos podem até ter esquecido que a série continuava a ser produzida, porque a pandemia atrasou a 2ª temporada (ou 4ª na contagem completa do Reino Unido) a ponto de os novos capítulos chegarem três anos após o lançamento em streaming. Com status de cult, a série retrata de forma realista os conflitos entre gangues de East London. Mas apesar do tema atrativo para fãs de séries criminais, o seriado criado por Ronan Bennett (da minissérie “Gunpowder”) enfrenta dificuldades para emplacar nos países de língua inglesa devido à quantidade de gírias e sotaques londrinos. Uma das gírias batiza a produção – “top boy” se refere ao chefão do fluxo, status que o protagonista Dushane (Ashley Walters, de “Bulletproof”) persegue a todo o custo. Vale apontar que “Top Boy” não é a única aposta de Drake no mundo das séries. Ele também é produtor de “Euphoria”. 3 TONELADA$: ASSALTO AO BANCO CENTRAL | NETFLIX A série documental relata um dos maiores assaltos já cometidos no Brasil, reunindo depoimentos inéditos e materiais de arquivo para reconstituir o roubo histórico de 2005, quando um grupo de criminosos cavou um túnel para roubar mais de R$ 150 milhões – ou três toneladas de dinheiro – de um cofre forte do Banco Central em Fortaleza sem nenhuma violência. Com três episódios, o programa de “true crime” tem roteiro e direção de Daniel Billio (“A Grande Luta”). RECURSOS HUMANOS | NETFLIX A série derivada de “Big Mouth” é focada no mundo dos monstros hormonais, que são meros coadjuvantes na produção original sobre adolescentes em crise de puberdade. A trama acompanha as criaturas em seus trabalhos cotidianos, incentivando ou atrapalhando os seres humanos, como guias dos muitos sentimentos que podem ser experimentados na vida. Além dos já conhecidos monstros Maurice (voz de Nick Kroll) e Connie (Maya Rudolph), o universo sobrenatural foi expandido com novas criaturas terríveis, como Magos da Vergonha e Gatinhos da Culpa, dublados em inglês por astros famosos como Hugh Jackman (“Logan”), Rosie Perez (“Aves de Rapina”) e Randall Park (“WandaVision”), entre outros. LABORATÓRIO SUBMARINO 2021 | HBO MAX A cultuada série animada foi exibida de 2000 a 2005 no Cartoon Network durante o bloco de animação adulta Adult Swim, seguindo a tendência lançada por “Space Ghost: De Costa à Costa” de reciclar personagens e artes originais de produções clássicas da Hanna-Barbera num contexto de comédia não indicada para crianças. O “Laboratório Submarino” original era uma série sci-fi totalmente séria – e muito obscura – , que teve só 13 episódios produzidos em 1972. A versão do século 21, criada por Adam Reed (que depois criou “Archer”) e Matt Thompson (“Frisky Dingo”), replica o visual original para zoar a premissa ecológica da atração, mostrando que a equipe do laboratório científico ficou louca após permanecer um ano isolada no fundo mar, e pouco a pouco foi deixando as pesquisas de lado. O resultado é humor nonsense, como a piada recorrente que mostra o laboratório explodindo no final de quase todos os episódios. As cinco temporadas completas foram disponibilizadas em streaming.
Estrela de “Round 6” vai estrelar série de Alfonso Cuarón
Grande revelação de “Round 6” (2021), Hoyeon já definiu sua próxima série, que marcará sua estreia numa produção americana. Ela se juntou ao elenco de “Disclaimer”, minissérie de suspense da Apple TV+ criada e dirigida pelo cineasta Alfonso Cuarón (vencedor do Oscar por “Gravidade” e “Roma”). A top model sul-coreana, que virou atriz em “Round 6”, mudou seu nome neste ano de Jung Ho-yeon para apenas Hoyeon. Depois de vencer o SAG Award, prêmio do Sindicato dos Atores dos EUA, como Melhor Atriz em Série de Drama pela produção da Netflix, ela fechou contrato com a Louis Vitton para ser embaixadora global da grife e começa sua carreira americana de atriz com a série de dois capítulos de Cuarón. Em “Disclaimer”, ela vai se juntar às estrelas de Hollywood Cate Blanchett (“O Beco do Pesadelo”), Kevin Kline (“Última Viagem a Vegas”), Sacha Baron Cohen (“Borat”) e Kodi Smit-McPhee (“Ataque dos Cães”) na série. O projeto adapta o livro homônimo de Renee Knight, que gira em torno de Catherine Ravenscroft, uma respeitada jornalista investigativa devotada a revelar as transgressões ocultas de instituições respeitadas. Quando um romance escrito por um viúvo aparece em sua mesa de cabeceira, ela fica horrorizada ao perceber que é a personagem chave de uma história que revela seu segredo mais sombrio. Blanchett interpretará o jornalista e Kline interpretará o viúvo. Tudo indica que a minissérie terá um visual de tirar o fôlego, já que a equipe que trabalhará com Cuarón inclui dois diretores de fotografia consagrados: Emmanuel Lubezki, vencedor de três Oscars – o primeiro deles com “Gravidade” – e Bruno Delbonnel, indicado quatro vezes ao prêmio da Academia – desde “O Fabuloso Destino de Amélie Poulain” (2001).











