Fiuk revela que foi xavecado por integrante da banda One Direction
O ator e cantor Fiuk revelou que já foi xavecado por um integrante da extinta boy band britânica One Direction. A confissão veio à tona durante a tarde desta terça-feira (16/3), no confinamento do reality show “BBB 21”, após Camilla de Lucas dizer que era fã da boy band. O assunto fez Fiuk compartilhar o que rolou na festa privada realizada durante a passagem do One Direction pelo Brasil. Segundo o filho de Fábio Júnior, na ocasião um dos integrantes da banda deu em cima dele. “Aconteceu muita coisa nessa festa. Não vou entregar, mas rolou uma xavecada comigo. Pena que eu não gosto (de homens). Queria muito gostar. E aquele momento ‘que saco, que eu não gosto’ (risos). Não vou entregar nomes”, disse Fiuk. O evento privado aconteceu em 2014, no Hotel Fasano. Durante a conversa, Carla Diaz contou que também foi convidada para a festa, mas acabou não indo. Vale lembrar que Fiuk não foi o único a ser paquerado na festa. Na época, Anitta viveu um affair com Niall Horan, outro integrante da banda. Nas redes sociais, fãs do cantor relembraram que Fiuk chegou a ser clicado ao lado de Harry Styles, que era um dos vocalistas da banda na época. A associação é reforçada pelo fato do cantor premiado no Grammy 2021, pelo hit “Watermelon Sugar”, dizer que tem uma sexualidade fluida – ele atualmente namora a atriz e cineasta Olivia Wilde. Muitos também lembraram que, dentro do confinamento, Fiuk apareceu chorando diversas vezes ao som de músicas de Styles.
Felipe Neto reforça crítica após ser intimado por chamar Bolsonaro de genocida
O Youtuber Felipe Neto foi intimado pelo vereador Carlos Bolsonaro, que abriu um processo para enquadrá-lo na Lei de Segurança Nacional por chamar o presidente de genocida nas redes sociais. Em resposta, Neto divulgou um vídeo em que reforçou suas críticas. “Não sei exatamente como ele gostaria que eu me referisse ao presidente da República, um presidente que chamou reiteradamente a maior pandemia que se viu em muitos anos de ‘gripezinha'”, disse no vídeo. “Um presidente que incentiva a todos a saírem às ruas como se nada estivesse acontecendo, que provocou aglomerações em todos os momentos da pandemia… Um presidente que sabotou e sabota as medidas de prefeitos e governadores que tentaram fazer alguma coisa contra a propagação do vírus, um presidente que condenou durante todo esse tempo o uso de máscaras e se recusou a utilizá-las, que demitiu dois ministros da Saúde e gastou milhões em cloroquina, uma droga comprovadamente ineficaz, que se recusou veementemente a comprar vacinas. Como eu deveria chamar esse presidente? Colegão, amigo do povo, guerreiro? Não sobrava outra palavra para definir o presidente.” A investigação é presidida pelo delegado Paulo Dacosta Sartori, o mesmo que, em 2020, abriu na Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI) inquérito contra o influenciador digital por “corrupção de menores”. Após a intimação, a expressão “Bolsonaro genocida” disparou na internet. Até sexta-feira passada (12/3), a busca por “Bolsonaro genocida” resultava em 1,3 milhão de links na homepage do Google. Nesta terça (16/3), após a intimação, a pesquisa resulta em mais de 2 milhões de links. Só na segunda, o termo “genocida” foi usado em 330 mil tuítes, de 115 mil perfis mobilizados, segundo o especialista em redes sociais e big data, o professor Fabio Malini, da Universidade Federal do Espírito Santo. Também no Twitter, Neto lembrou que passou cinco anos criticando o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva sem nunca ter sido importunado, apontando uma tentativa de limitar sua liberdade de expressão, via intimidação policial, por parte da família Bolsonaro. Na segunda, Lula prestou solidariedade ao influenciador digital. Jair Bolsonaro foi denunciado por genocídio no ano passado no Tribunal Penal Internacional, com sede na Suíça, que atualmente decide se irá abrir inquérito. Carlos Bolsonaro não intimou os responsáveis pela denúncia, a Comissão Arns e a Conectas Direitos Humanos.
Adolescente gay vai virar Capitão América nos quadrinhos
O Capitão América vai aparecer um pouco diferente nos novos quadrinhos da Marvel. O personagem será reintroduzido na minissérie “The United States of Captain America” (“Os Estados Unidos do Capitão América”, em tradução literal), que homenageará os 80 anos da criação do herói por Jack Kirby e Joe Shuster. Na história, o escudo do Capitão América foi roubado e, para recuperá-lo, Steve Rogers reúne diversos heróis que assumiram o papel de Capitão América nos últimos anos para uma jornada pelos Estados Unidos, incluindo Bucky Barnes/Soldado Invernal, Sam Wilson/Falcão e John Walker/Agente Americano. Por coincidência, os três escolhidos também estarão em “Falcão e o Soldado Invernal”, série que estreia na sexta (19/3) na Disney+ (Disney Plus) e também gira em torno do destino do escudo do Capitão América. Nos quadrinhos, o escudo vai parar nas mãos de vários personagens, a começar por um adolescente gay chamado Aaron Fischer. Aaron fará parte de um “multiverso do Capitão América”, que mostrará pessoas comuns assumindo localmente a identidade do herói, inspiradas por seus atos de coragem. A minissérie terá cinco edições e apresentará um novo Capitão a cada edição. Aaron será o primeiro, para homenagear o Mês do Orgulho LGBTQIA+, em junho. “Aaron é inspirado por heróis da comunidade queer: ativistas, líderes e pessoas comuns que lutam por uma vida melhor. Ele luta pelos oprimidos, os esquecidos. Eu espero que muitos leitores se identifiquem com essa história de origem. Que ela possa inspirar a próxima geração de heróis”, declarou o roteirista Josh Trujillo, criador do personagem com a artista trans Jan Bazaldua. Ela afirmou ter adorado desenhar Aaron pela oportunidade de apresentar “uma pessoa abertamente gay” que ajuda “aqueles que são invisíveis para a sociedade”: “O Capitão América enfrenta seres superpoderosos, mas o Aaron ajuda as pessoas que andam sozinhas nas ruas com problemas que elas enfrentam todos os dias. Eu adorei de verdade desenhá-lo e, como uma pessoa transgênero, estou feliz em poder apresentar uma pessoa abertamente gay que admira o Capitão América e luta contra o mal para ajudar aqueles que são quase invisíveis para a sociedade”, declarou. Veja abaixo a capa da primeira edição da minissérie, com Aaron Fisher em destaque.
Natasha Lyonne estrelará série criada pelo diretor de Star Wars: Os Últimos Jedi
A plataforma Peacock encomendou a produção da primeira série criada por Rian Johnson, o cineasta de “Star Wars: Os Últimos Jedi” e “Entre Facas e Segredos”. A atração vai se chamar “Poker Face” e será estrelada por Natasha Lyonne (de “Orange Is the New Black” e “Boneca Russa”). “Estou muito animado para mergulhar no tipo de diversão focada em personagens recorrentes e mistério da semana que assistia desde a infância”, disse Johnson em um comunicado. “É o meu lugar feliz. Ter Natasha como parceira no crime é um sonho, e encontramos o lar perfeito na Peacock. ” Além de criador, Johnson será roteirista e diretor da série, que não teve detalhes revelados. Embora “Poker Face” seja a primeira série criada por Johnson, ele já trabalhou em produções televisivas, tendo dirigido três episódios importantes da série “Breaking Bad”. Não há previsão para a estreia da nova atração.
Intérprete de Loki vai estrelar série da Apple TV+
O ator britânico Tom Hiddleston (o Loki da Marvel) vai estrelar uma nova minissérie da Apple TV+ ao lado de Claire Danes (“Homeland”). Eles viverão os protagonistas de “The Essex Serpent”, que já começou a ser gravada. Originalmente, Keira Knightley (“Colette”) teria o papel principal, mas ela abandonou a produção em outubro passado, citando a dificuldade de lidar com o longo período de afastamento das filhas para participar da produção. A produção de época é baseada no romance “A Serpente do Essex” de Sarah Perry, vencedor do prêmio de Livro do Ano de 2016 no Reino Unido, e está sendo desenvolvida pela roteirista Anna Symon (“Sra. Wilson”), com direção da cineasta Clio Barnard (“O Gigante Egoísta” e “Dark River”). A trama gira em torno de Cora, que, ao se tornar viúva e encerrar um casamento abusivo na Londres vitoriana, muda-se com o filho para o pequeno vilarejo de Aldwinter em Essex. Lá, fica intrigada com a superstição local de que uma criatura mítica conhecida como a serpente de Essex voltou para a área. Naturalista amadora sem interesse por superstições ou questões religiosas, Cora se empolga com a ideia de que aquilo que as pessoas da região tomam por uma criatura sobrenatural possa, na realidade, ser uma espécie ainda não descoberta. Claire Danes tem o papel de Cora e Tom Hiddleston interpretará Will Ransome, o líder da pequena comunidade inglesa. Hiddleston será visto a seguir na série “Loki”, que tem estreia prevista para 11 de junho na plataforma Disney+ (Disney Plus).
Todo Mundo Odeia o Chris vai virar série animada
A sitcom “Todo Mundo Odeia o Chris”, que é reprisada até hoje na Record, vai voltar à TV americana. Mas agora como uma série de animação. O CBS Studios está desenvolvendo o reboot animado de forma independente, sem compromisso prévio com canais ou plataformas, para oferecer ao mercado – apesar de integrar o conglomerado da plataforma Paramount+. Exibida de 2005 a 2009 na TV americana, a série contava as experiências de infância e adolescência do comediante Chris Rock no Brooklyn dos anos 1990. Os co-criadores da série, Chris Rock e Ali LeRoi, também estão por trás da versão animada, que ainda contará com produção executiva de Michael Rotenberg, integrante da produção original. Rock também voltar a narrar os episódios, como fez com a atração live-action. Não há informações sobre se o elenco central voltará a fazer as vozes dos personagens. A série trazia Tyler James Williams como Chris, e ainda contou Terry Crews, Tichina Arnold, Tequan Richmond, Imani Hakim e Vincent Martella nos papéis principais.
Spike Lee é confirmado como presidente do júri do Festival de Cannes 2021
O Festival de Cannes oficializou a manutenção de Spike Lee como presidente do júri da próxima edição do evento. O diretor de “Infiltrado na Klan” e “Destacamento Blood” tinha sido escolhido para presidir o júri do festival do ano passado, mas a edição de 2020 foi cancelada por causa do coronavírus. “Durante todos os meses de incerteza que enfrentamos, Spike Lee sempre nos apoiou e encorajou. Este apoio vai finalmente dar frutos, e não poderíamos ter escolhido uma personalidade mais poderosa para nos guiar por estes tempos atribulados”, disse Pierre Lescure, diretor do Festival de Cannes, em comunicado. Spike Lee será o primeiro afro-americano a ocupar a presidência do júri do festival francês. Ele terá a tarefa de suceder o diretor mexicano Alejandro González Iñárritu, que presidiu a premiação com louvor em 2019, apresentando ao mundo “Parasita”, do sul-coreano Bong Joon Ho, vencedor da Palma de Ouro em 2019 e, posteriormente, do Oscar em 2020. A seleção dos filmes que disputarão a Palma de Ouro deverá será revelada em junho, assim como os nomes que acompanharão o cineasta nova-iorquino nas votações dos filmes e artistas premiados. A edição 2021 do Festival de Cannes está marcada para acontecer entre 6 e 17 de julho, dois meses após a data tradicionalmente adotada pelo evento – que costuma ser realizado em maio. Apesar de tudo estar sendo marcado, os cinemas permanecem fechados na França desde outubro, quando o país entrou num segundo lockdown como medida de prevenção contra o coronavírus.
Killing Eve vai acabar na 4ª temporada
O canal pago americano BBC America anunciou nas redes sociais que “Killing Eve” vai acabar em sua 4ª temporada. Os últimos episódios começarão a ser gravados no próximo trimestre para uma estreia em 2022. As gravações foram adiadas por conta da pandemia e, apesar do fim da produção oficial, a BBC America afirma estar considerando séries derivadas. Porém, até o momento, nenhuma informação foi divulgada sobre a expansão deste universo. A série protagonizada por Sandra Oh (ex-“Grey’s Anatomy”) e Jodie Comer (“Star Wars: A Ascensão Skywalker”) foi lançada em 2018 e se tornou o maior sucesso e a mais premiada da BBC America após o fim de “Orphan Black”. Criada por Phoebe Waller-Bridge (“Fleabag”), “Killing Eve” acompanha Eve Polastri (Sandra Oh), uma agente secreta britânica que persegue Villanelle (Jodie Comer), a assassina profissional de um cartel internacional com objetivos obscuros, e aos poucos passa a desenvolver uma estranha obsessão por ela. Até que, inesperadamente, começa a ser correspondida de forma doentia. A produção é disponibilizada no Brasil pela plataforma Globoplay. Anything worth having is worth the wait. #KillingEve pic.twitter.com/YCbdDPE8jt — Killing Eve (@KillingEve) March 16, 2021
Elliot Page revela ter feito cirurgia para retirar os seios
O ator Elliot Page, antigamente conhecido como Ellen Page, deu sua primeira entrevista após revelar-se transgênero, tornando-se o segundo transexual (após Laverne Cox em 2014) a aparecer na capa da revista Time. O artigo trouxe algumas revelações, como o fato de que ele passou por uma cirurgia nos últimos meses para retirar seus seios. Na entrevista, Elliot enfatizou que ser trans não significa ter que fazer uma operação. Mas ele tinha condições financeiras e a cirurgia permitiu que finalmente pudesse se reconhecer diante do espelho. “Isso transformou completamente a minha vida”. Por ser branco e bem-sucedido, Elliot diz que quer usar seu privilégio para ajudar outras pessoas trans. “Meu privilégio me permitiu ter recursos para passar e estar onde estou hoje, e é claro que quero usar esse privilégio para ajudar da maneira que puder.” “Eu simplesmente nunca me reconheci. Por muito tempo eu não conseguia nem olhar uma foto minha”, acrescentou, explicando que também tem dificuldade em assistir a seus filmes antigos, especialmente aqueles em que desempenha papéis mais femininos. Isto é um problema porque Page ainda é muito lembrado pelo papel de uma adolescente grávida em “Juno”, filme que lhe rendeu indicações ao BAFTA e ao Globo de Ouro. Mas ele afirma que já naquela época, aos 21 anos, tinha dificuldades em parecer feminina. “Como explicar às pessoas que, embora [eu fosse] um ator, colocar uma camiseta com corte feminino me deixaria tão mal?”. Em 2014, Page se assumiu como homossexual. Em um discurso emocionado em uma conferência da Campanha de Direitos Humanos, ele questionou a indústria do entretenimento “que impõe padrões esmagadores” aos atores e também aos espectadores. “Existem estereótipos generalizados sobre masculinidade e feminilidade que definem como todos devemos agir, nos vestir e falar. E eles não servem a ninguém”, discursou na época. A partir disso, sentiu-se mais livre e passou a usar ternos no tapete vermelho. Também se casou com a coreógrafa Emma Portner em 2018 e produziu seus próprios filmes com atores LGBTQIA+ como “Freeheld” e “My Days of Mercy”. “A diferença em como eu me sentia antes de assumir que era gay para depois foi enorme”, frisou Page. “Mas o desconforto com meu corpo alguma vez foi embora? Não não não não.” Ele contou que a percepção da transexualidade aconteceu durante o isolamento forçado pela pandemia. Ele e a esposa se separaram no verão passado e se divorciaram no início de 2021, fazendo Eliott refletir. “Tive muito tempo sozinho para realmente focar nas coisas que penso, de muitas maneiras, que inconscientemente estava evitando”, diz. “Finalmente pude me tornar quem eu sou” Page diz que foi inspirado por ícones trans pioneiros como Janet Mock e Laverne Cox. E os escritores trans o ajudaram a entender seus sentimentos. Ele se viu refletido nas memórias de P. Carl, em “Becoming a Man: The Story of a Transition”. Por fim, “vergonha e desconforto” deram lugar à revelação. “Eu finalmente fui capaz de aceitar ser transgênero”, comemorou Page, “e me permitir tornar-me totalmente quem eu sou”. Isso levou a uma série de decisões, como mudar seu nome para Elliot, usar o pronome ele para se identificar, criar novas contas nas redes sociais e retirar os seios. Sobre o nome Elliot, ele revelou que sempre foi grande fã de “E.T. – O Extraterrestre”, de Steven Spielberg, e até tem as palavras “E.T. PHONE HOME” tatuadas, por isso decidiu adotar o nome do protagonista do filme, vivido por Henry Thomas no clássico. “Eu amava ‘E.T.’ quando era criança, e sempre quis me parecer com os garotos do filme.” Agora de volta às gravações de “The Umbrella” como Elliot, Page revela que os colegas de trabalho ainda usam os pronomes errados, acidentalmente. “Vai ser um ajuste”. Ele espera que a mudança não afete sua carreira e se mostra entusiasmado em desempenhar novos papéis. “Estou muito animado para atuar, agora que sou totalmente quem sou, neste corpo”, diz Page. “Não importam os desafios e momentos difíceis, nada equivale a sentir como me sinto agora.” Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por @elliotpage
Yaphet Kotto (1939 – 2021)
O ator Yaphet Kotto, que marcou época com suas atuações em “Alien – O Oitavo Passageiro” (1979), “Com 007 Viva e Deixa e Viver” (1973) e na série “Homicídio”, morreu no domingo (14/3), aos 81 anos. O falecimento foi anunciado por sua esposa, Tessie Sinahon, no Facebook na noite de segunda-feira. “Estou triste e ainda chocada com o falecimento do meu marido de 24 anos”, ela escreveu. “Você interpretou um vilão em alguns de seus filmes, mas para mim e muitas pessoas sempre foi um verdadeiro herói. Um bom homem, um bom pai, um bom marido e um ser humano decente, muito raro de encontrar. Um dos melhores atores de Hollywood, uma Lenda. Descanse em paz, querido, vou sentir sua falta todos os dias, meu melhor amigo, minha rocha. ” Kotto nasceu na cidade de Nova York em 15 de novembro de 1939 e começou a estudar atuação aos 16 anos no Actors Mobile Theatre Studio. Aos 19, fez sua estreia profissional numa montagem de “Othello” e logo em seguida entrou na Broadway em “The Great White Hope”. Sua estreia no cinema aconteceu em 1964, com o drama racial “Nothing But a Man”, mas só voltou às telas quatro depois com o thriller “Crown, o Magnífico” (1968). Ele intercalou aparições em episódios de muitas séries (de “Tarzan” a “Havaí 5-0”) antes de finalmente se destacar em “A Máfia Nunca Perdoa” (1972), um clássico da era blaxpoitation. No ano seguinte, conquistou ainda mais destaque como antagonista em “Com 007 Viva e Deixa e Viver” (1973). No filme que introduziu Roger Moore como o agente secreto James Bond, Kotto desempenhou um papel duplo, retratando o corrupto ditador caribenho Dr. Kananga e também seu alter ego defensor das drogas, Mr. Big. Descrito no romance como um chefão monstruosamente obeso com olhos amarelos, pele cinza e uma cabeça com o dobro do tamanho de um homem normal, a versão elegante de Kotto dispensou as grotescas físicas e adicionou uma dose carismática de vilania estilosa. Após seu primeiro blockbuster, ele viveu o ditador de Uganda, Idi Amin, no telefilme “Resgate Fantástico” (1976), sobre o famoso sequestro de um avião israelense por terroristas muçulmanos, e contracenou com Rychard Pryor na comédia “Vivendo na Corda Bamba” (1978). Seu personagem mais conhecido surgiu logo em seguida, onde – o cartaz anunciava – ninguém podia ouvi-lo gritar: no espaço, a bordo de uma nave chamada Nostromo, onde também foi parar a criatura de “Alien”. O papel de Parker, um dos últimos tripulantes a morrer nas garras do monstro sanguinário, virou até “action figure” colecionável após o sucesso do filme, que redefiniu o subgênero sci-fi de terror em 1979. Impulsionada por “Alien”, sua filmografia ganhou volume nos anos 1980, passando a incluir várias outras produções icônicas. Kotto estrelou uma versão cinematográfica de “Othello” (1980), foi o braço direito de Robert Redford no drama prisional “Brubaker” (1980), o policial que denunciou “O Esquadrão da Justiça” (1983) de Michael Douglas, o parceiro de Arnold Schwarzenegger na sci-fi distópica “O Sobrevivente” (1987) e o agente do FBI no encalço de Robert De Niro e Charles Grodin em “Fuga à Meia-Noite” (1988). Até que uma nova fase começou na década seguinte, quando entrou na série “Homicídio” (Homicide: Life on the Street). Kotto interpretou o tenente Al Giardello, chefe dos detetives da série da NBC, por sete temporadas, de 1993 a 1999. A atração revolucionou o formato dos dramas policiais, ganhou vários prêmios e foi considerada uma das melhores séries de todos os tempos num balanço da revista Time, publicado em 2007. Além de estrelar a série, Kotto também foi um dos seus roteiristas. Ele ainda protagonizou o telefilme derivado, “Homicide: The Movie” em 2000, onde seu personagem foi assassinado. E, na véspera de encerrar a carreira, retomou outro papel célebre, dublando Parker no videogame “Alien: Isolation” (2014). Yaphet Kotto deixa sua esposa e seis filhos.
Crise no Globo de Ouro: Hollywood ameaça acabar com prêmio
Denunciado por corrupção e racismo, o Globo de Ouro atravessa uma crise sem precedentes. Após uma reportagem do Los Angeles Times trazer à tona o histórico de subornos e a completa ausência de integrantes negros em seus quadros, a Associação de Imprensa Estrangeira de Hollywood (HFPA, na sigla em inglês) tem recebido pressão da imprensa e entidades sociais para realizar uma reformulação completa em sua premiação. Mas o que era ruim ficou pior. Dependente da participação de celebridades para justificar o acordo milionário de transmissão de seu evento na rede NBC, a HFPA foi surpreendida na segunda-feira (15/3) por uma carta assinada pelas 100 maiores agências de talentos de Hollywood e da Europa, que ao ser aberta revelou um ultimato. Se não houverem mudanças e se elas não forem significativas, as agências sugerem que não permitirão que seus contratados – basicamente, todas as estrelas de cinema e TV – participem de atividades da HFPA. Isto inclui o Globo de Ouro 2022. Em resumo: ou HFPA muda já ou o Globo de Ouro não será transmitido no ano que vem. Para apressar as mudanças, as agências anunciaram que seus clientes foram desautorizados de realizar entrevistas com integrantes da HFPA. Muitos membros da associação usam a influência do Globo de Ouro para conseguir acesso a estrelas para entrevistas exclusivas. Com a proibição, o trabalho dessas pessoas como correspondentes estrangeiros passa a ficar em risco. Veja abaixo o que diz a carta bombástica. “Representamos coletivamente a grande maioria dos artistas da indústria do entretenimento e apelamos à Associação de Imprensa Estrangeira de Hollywood para manifestar rapidamente mudanças profundas e duradouras para erradicar seu ethos excludente de longa data e a prática generalizada de comportamento discriminatório, não-profissional, eticamente inapropriado e a suposta corrupção financeira endêmica da HFPA, financiada pela Dick Clark Productions, MRC, NBCUniversal e Comcast. Na última década, nossa indústria enfrentou um acerto de contas sísmico e começou a abordar seu fracasso em refletir e honrar a diversidade de nossa comunidade, mas não testemunhamos nenhuma esforço de responsabilidade, prestação de contas ou ação da HFPA, que continuou a autorizar a desigualdade sistêmica e mau comportamento flagrante. Concordamos coletiva e inequivocamente que a mudança transformadora em sua organização e em suas práticas históricas é essencial e totalmente realizável. Queremos fazer parte da solução. Para refletir o quão urgente e necessário consideramos este trabalho, não podemos aceitar que nossos clientes participem de eventos ou entrevistas do HFPA enquanto aguardamos seus planos explícitos e cronograma para mudanças transformacionais. Embora estejamos prontos para apoiar seus esforços de boa fé, saibam que qualquer mudança menos transparente e significativa que respeite e honre a diversidade e dignidade de nossos clientes, seus colegas e nosso público global resultará em danos imediatos e irreparáveis ao relacionamento entre nossas agências, nossos clientes e aqueles que permitem a inquietação institucional e a cultura insular que define a Associação de Imprensa Estrangeira de Hollywood atualmente. Os olhos da indústria e daqueles que a apoiam estão abertos”.
Pedro Sampaio responde preconceito contra funk com remix dos Mamomas Assassinas
A inclusão de um trecho do remix funk de “Wap”, produzido por Pedro Sampaio, na apresentação de Cardi B e Megan Thee Stallion no Grammy 2021 despertou o preconceito do veterano produtor Rick Bonadio, até hoje lembrado por ter trabalhado com Mamonas Assassinas. Ele lançou um ataque gratuito ao funk em suas redes sociais. “Já exportamos Bossa Nova, já exportamos Samba Rock, Jobim, Ben Jor. Até Roberto Carlos. Mas o barulho que fazem por causa de 15 segundos de funk na apresentação da Cardi B me deixa com vergonha. Precisamos exportar música boa e não esse ‘fica de quatro'”, ele escreveu no Twitter na segunda-feira (15/3), citando uma frase em português do remix de Pedro Sampaio, que chamou atenção no Grammy. Bonadio exercitou ainda mais preconceito em outros comentários, gerando uma revolta nas redes sociais. Várias estrelas do funk se insurgiram contra o produtor, com Anitta à frente, disparando uma saraivada de tuítes. À noite, Sampaio apresentou sua resposta. Em formato musical. Postou um remix funk de “Pelados em Santos”, dos Mamonas Assassinas. E fez questão de incluir “fica de quatro” em sua versão, deixando sua mensagem bem clara. Na legenda, ele escreveu: “Na minha opinião, Mamonas combina muito com funk. #FicaDeQuatro”. Ouça abaixo a versão funk dos Mamonas Assassinas. // na minha opinião, mamonas combina muito com funk #FicaDeQuatro pic.twitter.com/tRkLAkvzGT — Pedro Sampaio (@DjPedroSampaio) March 16, 2021
Oscar 2021 será evento presencial com indicados e apresentadores
Após revelar os indicados ao Oscar 2021, a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas anunciou os primeiros detalhes da cerimônia de premiação. Em um comunicado dirigido aos membros da Academia, obtido pela imprensa americana, a entidade demonstrou que o evento deve refletir uma tendência já vista neste fim de semana no Grammy, com uma participação presencial limitada, restrita aos indicados, seus “plus one” e aos apresentadores das categorias – que ainda não foram anunciados. O presidente da Academia, Dan Ruby, confirmou também o cancelamento de todos os eventos pré-Oscar, como o almoço dos indicados e o coquetel em homenagem aos filmes internacionais. Confira o comunicado completo abaixo. “Caros membros da Academia, me junto a vocês para parabenizar todos os indicados ao Oscar. Agora estamos a menos de dois meses de uma cerimônia do Oscar nos icônicos monumentos de Los Angeles Union Station e Dolby Theater. Uma cerimônia que com certeza será única e memorável. Embora tenhamos acreditado que a pandemia estaria no nosso retrovisor em abril, a saúde e a segurança dos nossos caros membros e indicados é nossa prioridade, então precisamos tomar algumas decisões em relação aos nossos aguardados eventos de semana do Oscar. Este ano, irão pessoalmente ao evento os indicados, seus convidados e os apresentadores – junto a um público de milhões de pessoas do mundo todo. Por isso, não poderemos realizar nosso sorteio de ingressos para membros. Também não teremos nenhum evento presencial, incluindo exibição dos filmes, o almoço dos indicados e outros eventos da nossa adorada semana do Oscar, como o coquetel de recepção aos filmes internacionais e a programação dos indicados a melhor curta, melhor documentário, melhor filme animado, melhor longa internacional e melhor cabelo e maquiagem. Também não sediaremos nosso baile pós-Oscar, ou as watch parties em Londres e Nova York. Em um ano cheio de incertezas, uma coisa é certa: convocamos o trio ideal de produtores – Jesse Collins, Stacey Sher e Steven Soderbergh – para criar um Oscar único para homenagear os filmes extraordinários, performances memoráveis e façanhas cinematográficas do ano passado. Agradecemos seu apoio e estamos animados para uma grande cerimônia no dia 25 de abril”











