Atriz de Xena enfrenta Hércules em briga política no Twitter
Fãs das antigas séries “Xena: A Princesa Guerreira” e “Hércules: A Lendária Jornada” viram um crossover inesperado nas redes sociais nesta semana, quando Lucy Lawless, a eterna Xena, e Kevin Sorbo, o Hércules, brigaram no Twitter por suas posições políticas opostas. Até então, os dois só tinham se enfrentado na ficção – Xena foi introduzida como antagonista de Hércules, antes de ganhar sua própria série em 1995. A discussão aconteceu após o episódio mais lamentável da história da democracia dos EUA, quando apoiadores extremistas de Donald Trump invadiram o Capitólio, sede do Congresso em Washington, e protagonizaram cenas de vandalismo para tentar impedir que Joe Biden fosse considerado vencedor da eleição à presidência dos EUA. Três pessoas foram mortas. Lucy Lawless foi uma das muitas pessoas que repudiou o ocorrido. Ela voltou a seus dias de Princesa Guerreira ao se deparar com as mensagens do ex-colega de elenco. “Os ANTIFA [grupos de oposição ao fascismo e a extrema-direita] lideraram o ataque ao edifício do Capitólio, vestidos como apoiadores de Trump”, escreveu Sorbo, defendendo os “patriotas” que apoiam Trump. Ele compartilhou uma publicação que traz uma imagem dos invasores, junto do seguinte questionamento: “Eles se parecem com apoiadores de Trump? Ou agitadores de esquerda disfarçados de apoiadores de Trump…”. “Eles não parecem patriotas para mim…”, apontou o ator sobre os integrantes da QAnon, na tentativa de passar o pano para Trump, que discursou para inflamar os ânimos da massa antes da invasão do Capitólio. Os posts conspiratórios foram confrontados por Lawless. “Não, querido. Eles não são patriotas. São macacos voadores, terroristas caseiros, atores da QAnon”, começou. “São idiotas que saem por aí seguindo as ordens de pessoas como você, que gostam de fomentá-los como brinquedos para que façam seu pior”, completou Lucy. Ela ainda incluiu duas hashtags ao final do comentário: “#KeepingYourFilthyHandsClean” (“Limpando as suas mãos sujas”, em tradução livre) e “#Enabler” (“facilitador”). Kevin não respondeu à crítica da amiga e seguiu compartilhando teorias de conspiração, associando a invasão a “agentes da esquerda”. Para quem não sabe, o QAnon mencionado é um grupo que acredita numa teoria ampla, difundida pelas redes sociais, que diz que Donald Trump trava uma guerra secreta contra pedófilos “adoradores de Satanás” do alto escalão do governo, do mundo empresarial e da imprensa. Os extremistas também acreditam que há esforços do “estado profundo” para eliminar o atual presidente, que o coronavírus faz parte da conspiração pedófila-satânica-comunista, que a mídia oficial só divulga fake news e que a verdade é apenas o que eles afirmam nas redes sociais. A descrição lembra algum brasileiro?
Johnny Depp acusa Amber Heard de mentir sobre doação de dinheiro do divórcio
O ator Johnny Depp resolveu acusar a ex-mulher Amber Heard de ter embolsado os US$ 7 milhões de seu acordo de separação, apesar de ter alardeado que doaria esse dinheiro destinado ao Hospital Infantil de Los Angeles e a uma ONG de Liberdades Civis. Heard declarou que não queria o dinheiro de Depp após sua separação explosiva em 2016 e, em vez disso, prometeu dividir o pagamento entre duas instituições de caridade. Mas os advogados do ator acreditam que o gesto altruísta foi uma “farsa” e passaram o ano passado tentando levantar com o Children’s Hospital de Los Angeles e a American Civil Liberties Union para descobrir quanto eles realmente receberam da atriz. Corroborando a versão de Depp, o jornal Daily Mail do Reino Unido publicou que Heard doou apenas US$ 541 mil dos US$ 7 milhões prometidos. A publicação ainda diz, sem fontes, que supostos diretores da instituição infantil ficaram tão preocupados que escreveram para Heard em junho de 2019 para perguntar se a promessa seria cumprida. A notícia veio à tona no momento em que Depp tenta conseguir um novo julgamento nos tribunais de Londres, após ser derrotado no processo que moveu por difamação contra o jornal The Sun por ser chamado de “espancador de esposa”. Na derrota judicial de Depp, o juiz Andrew Nichol chegou a citar a doação de Amber Heard como um gesto nobre: “A doação de US$ 7 milhões para a caridade dificilmente é o ato que se esperaria de uma aproveitadora”, disse ele. A advogado da atriz, Elaine Bredehoft, disse em comunicado que “Amber já foi responsável por doações para causas beneficentes e pretende continuar a contribuir e, eventualmente, cumprir sua promessa”. Ele acrescentou: “No entanto, Amber atrasou-se nessa meta porque o Sr. Depp entrou com um processo contra ela e, consequentemente, ela foi forçada a gastar milhões de dólares defendendo as falsas acusações do Sr. Depp contra ela.” Bredehoft também alega que os representantes legais de Depp estão propositalmente especulando sobre o status da doação de Heard para desviar o foco dos problemas legais em andamento do ator. Ela afirma: “O esforço do Sr. Depp para espalhar histórias na mídia criticando Amber por ainda não ter cumprido todas as doações que ela prometeu à caridade é mais uma tentativa desesperada de desviar a atenção das conclusões do Tribunal do Reino Unido relativas às alegações de Sr. Depp cometer abuso doméstico e violência.”
Série da filha do Arqueiro Verde é descartada
A rede The CW decidiu não realizar a série “Green Arrow and The Canaries”, produção derivada de “Arrow” (2012-2020), que acompanharia a filha do Arqueiro Verde e duas intérpretes de Canário Negro. A série seria a primeira do canal protagonizada por um grupo de mulheres – Mia Smoak Queen (Katherine McNamara), Laurel Lance (Katie Cassidy) e Dinah Drake (Juliana Harkavy). A decisão tornou-se conhecida praticamente um ano após a exibição do penúltimo episódio de “Arrow”, que serviu de piloto para a série não aprovada. Detalhe: foi o capítulo de maior audiência de toda a temporada, à exceção do episódio do crossover de “Crise nas Infinitas Terras”. As personagens, entretanto, ainda devem aparecer no Arrowverso – nome que se torna cada vez mais dissociado do universo de séries da DC Comics exibidas na rede The CW. O produtor Marc Guggenheim chegou a afirmar que havia um plano B para concluir a história inacabada do piloto em “Legends of Tomorrow”. Ironicamente, a rede ainda não descartou o outro derivado que estava avaliando, da série sci-fi “The 100”. O que deixa claro que o parâmetro para a rejeição não foi a audiência do piloto. O capítulo que introduziu o spin-off teve uma das piores audiências da temporada final de “The 100”.
Michael Apted (1941 – 2021)
O diretor britânico Michael Apted, que dirigiu vários filmes famosos, inclusive uma aventura do agente secreto James Bond, e uma série documental ainda mais célebre, morreu nesta sexta (8/1) aos 79 anos. Em seu primeiro emprego depois de se formar na Universidade de Cambridge, Apted virou trainee na Granada Television em 1964 e foi encarregado de encontrar algumas crianças que seriam entrevistadas para um documentário de 40 minutos da ITV chamado “Seven Up!”. Paul Almond, o diretor do projeto, “estava mais interessado em fazer um belo filme sobre ter sete anos, enquanto eu queria fazer um trabalho desagradável sobre essas crianças que têm tudo e essas outras crianças que não têm nada”, disse Apted em uma entrevista de 2012 à RadioTimes. “Seven Up!” foi projetado para ser um documentário “único”, mas a Granada resolveu reencontrar as 14 crianças novamente em 1970, resultando no lançamento de “7 Plus Seven”, que marcou a estreia de Apted como produtor e diretor. O projeto virou uma série contínua – e sem igual – e ele dirigiu todas as edições subsequentes: “21 Up” (1977), “28 Up” (1984), “35 Up” (1991), “42 Up” (1998), “49 Up” (2005), “56 Up” ( 2012) e o derradeiro “63 Up” (2019). Logo depois de “7 Plus Seven”, Apted estreou no cinema, comandando o drama de crossdressing “Trágica Decisão” (1972). Em seguida, mostrou sua paixão pelo rock com o musical “Stardust” (1974), história de uma banda fictícia dos anos 1960 encabeçada pelo cantor britânico David Essex. Ele também fez vários documentários do gênero, como “Bring on the Night” (1985), sobre Sting, que lhe rendeu um prêmio Grammy (o Oscar da música), “The Long Way Home” (1989), sobre Boris Grebenshchikov (uma versão soviética de Bruce Springsteen), e um filme sobre a turnê “Forty Licks” dos Rolling Stones em 2002, que, graças ao veto de Mick Jagger, nunca foi lançado. Sua filmografia ainda destaca “O Destino Mudou sua Vida” (1980), biografia dramática da cantora Loretta Lynn, a garota pobre que virou Rainha do Country. O filme rendeu o Oscar de Melhor Atriz para sua intérprete, Sissy Spacek. Eclético, Apted também se arriscou em tramas de suspense, como “O Mistério de Agatha” (1979) e “Mistério no Parque Gorky” (1983). Suas comédias, com John Belushi (“Brincou com Fogo… Acabou Fisgado!”) e Richard Pryor (“Condição Crítica”) não tiveram o mesmo sucesso. Mas seu drama “Nas Montanhas dos Gorilas” (1988), história da cientista Dian Fossey (Sigourney Weaver) e sua paixão pelos gorilas africanos, foi indicado a cinco Oscars e se tornou um de seus filmes mais conhecidos. Seu projeto mais popular, no entanto, foi mesmo “007 – O Mundo Não é o Bastante” (1999), penúltimo filme de James Bond estrelado por Pierce Brosnan, que resgatou a carreira do diretor após quatro filmes de pouca repercussão. Entre seus últimos longas estão “Enigma” (2001), drama de guerra com Kate Winslet, “Jornada pela Liberdade” (2006), sobre a luta pelo fim da tráfico transatlântico de escravos, e “As Crônicas de Nárnia: A Viagem do Peregrino da Alvorada” (2010), que encerrou a franquia no cinema. Ele ainda completou “Tudo Por Um Sonho” (2012), após a morte de Curtis Hanson durante as filmagens, e se dedicou a produzir e dirigir séries premium na parte final de sua carreira – como “Roma”, “Masters of Sex” e “Ray Donovan”. Além do trabalho como diretor, Apted também foi um membro ativo do sindicato da categoria. Ele serviu três mandatos como presidente do DGA (o Sindicato dos Diretores dos EUA), de 2003 a 2009 – o mais longo serviço presidencial consecutivo desde George Sidney na década de 1960 – e recebeu o prêmio Robert B. Aldrich da entidade em 2013, além de ter sido homenageado com o cargo de membro vitalício honorário cinco anos depois. “Sentimos tristeza em nossos corações hoje, enquanto lamentamos o desaparecimento deste amado diretor”, disse Thomas Schlamme, atual diretor do DGA, em comunicado. “Seu legado ficará para sempre gravado no mundo do cinema e em nossa associação”, acrescentou Schlamme, que chamou seu antecessor de um “visionário destemido” e elogiou sua “sabedoria” e “inteligência”.
Malcolm & Marie: Trailer revela filme de Zendaya rodado na quarentena
A Netflix divulgou o pôster e o primeiro trailer legendado de “Malcolm & Marie”, drama romântico dirigido por Sam Levinson (criador de “Euphoria”) durante a quarentena e estrelado por Zendaya (estrela de “Euphoria”) e John David Washington (“Tenet”). Segundo o site Deadline, a plataforma teria oferecido US$ 30 milhões pelos direitos mundiais da obra, rodada de forma íntima e em preto e branco, durante apenas duas semanas, com um orçamento baixíssimo, no momento em que os envolvidos estavam sem outros projetos. “Malcolm & Marie” foi o primeiro filme a completar sua produção durante a pandemia, e seus direitos teriam sido disputados por outras plataformas e até estúdios de cinema. HBO, Amazon, Searchlight, MGM, Apple, A24 e Focus Features teriam entrado na disputa, o que teria feito o preço da produção disparar. O longa foi escrito, dirigido e produzido por Levison, que ainda financiou as despesas de filmagem em conjunto com seus atores. Mas vale considerar que o projeto só existiu por causa de Zendaya. Durante a paralisação das gravações de “Euphoria”, a atriz ligou para Levinson perguntando se ele não teria algo fácil e rápido para filmar durante a quarentena, aproveitando que estavam todos parados. Em seis dias, Levinson escreveu “Malcolm & Marie”. A trama traz Washington e Zendaya como um cineasta e sua namorada, que voltam para casa após a estreia de um filme e esperam comemorar o sucesso. Em vez disso, o clima da noite muda quando revelações sobre seus relacionamentos começam a vir à tona, o que testa a força de seu amor. A estreia está marcada para 5 de fevereiro em streaming.
Séries online: Lupin, Beforeigners e Doctor Who são destaques da semana
A semana das séries online oferece boas novidades europeias. A principal é uma produção francesa da Netflix: “Lupin”, aventura que homenageia Arsène Lupin, famoso criminoso literário de 100 anos atrás, conhecido como “ladrão de casaca” por sua elegância e estilo. O astro Omar Sy (“Intocáveis”) se inspira no personagem para realizar um grande assalto, utilizando o mesmo talento de Lupin para se disfarçar e mudar de identidade em seus delitos. Cheia de reviravoltas, a atração tem direção de Louis Leterrier, o cineasta do thriller “Truque de Mestre” – que, por sinal, serve de parâmetro para o clima da série. Primeira produção norueguesa da HBO, “Beforeigners: Os Visitantes” é uma série policial com vikings. Vários guerreiros nórdicos da Idade Média aparecem misteriosamente nas praias da Noruega e são integrados na sociedade contemporânea. A trama, que estreia no domingo (10/1), divide-se em explorar o choque cultural desses estranhos na era moderna e em investigar crimes que possam estar cometendo. Para isso, o departamento de polícia junta um detetive tradicional e uma recruta viking. A premissa já foi usada com alienígenas na série clássica “Alien Nation” e com orcs no filme “Bright”, mas a versão nórdica é mais divertida. Outros destaques incluem o especial de Ano Novo da sci-fi britânica “Doctor Who”, que a Globoplay disponibilizou na segunda-feira (três dias depois do Reino Unido), e a 2ª temporada da comédia da Apple “Dickinson”, em que Hailee Steinfeld vive a versão teen da poeta Emily Dickinson. Além disso, a série policial brasileira “Rota do Ódio” entrou na Globoplay na íntegra, com três temporadas, enfocando skinheads e crimes de ódio em São Paulo. Confira abaixo essas e outras dicas do Top 10 de séries de streaming da semana. Lupin | França | 1ª Temporada (Netflix) Beforeigners: Os Visitantes | Noruega | 1ª Temporada (HBO Go) Doctor Who | Reino Unido | Especial de Ano Novo (Apple TV+) Dickinson | EUA | 2ª Temporada (Apple TV+) This Is Us | EUA | 5ª Temporada – Parte 2 (Fox Premium) Rotas do Ódio | Brasil | 3 Temporadas (Globoplay) No Escuro | EUA | 2 Temporadas (Globoplay) A História do Palavrão | EUA | 1ª Temporada (Netflix) Faz de Conta que NY é uma Cidade | EUA | 1ª Temporada (Netflix) Marvel Studios: Lendas | EUA | 1ª Temporada (Disney Plus)
Estreias online destacam Bill & Ted e aspirantes ao Oscar
A programação de lançamentos online da semana está bem variada, com comédias, filmes brasileiros e aspirantes ao Oscar 2021. O filme mais conhecido é “Bill & Ted: Encare a Música”, continuação tardia e “totalmente excelente” da franquia dos anos 1980 estrelada por Keanu Reeves e Alex Winter, que conclui a história iniciada em “Bill & Ted: Uma Aventura Fantástica” (1989). Para quem não lembra, Bill e Ted eram dois estudantes extremamente estúpidos que repetiriam de ano se não fizessem um bom trabalho de História. Sua sorte muda quando um homem de futuro resolve ajudá-los, convidando-os para uma viagem no tempo, pois, por mais incrível que pudesse parecer, o destino da humanidade um dia dependeria da inteligência dos dois retardados, que criariam uma música capaz de inspirar uma utopia perfeita. A comédia virou cult, ganhou sequência, série animada, videogame e até revista em quadrinhos, mas finalmente chegou a hora da aventura final, em que a dupla precisará cumprir a profecia e criar a música perfeita – desta vez, com ajuda de suas filhas, Billie e Thea, vividas por Brigette Lundy-Paine (“O Escândalo”) e Samara Weaving (“Casamento Sangrento”). Os destaques da lista também incluem dois longas brasileiros premiados, “Pacarrete”, grande vencedor do último festival presencial de Gramado, no ano passado, e “Babenco: Alguém Tem que Ouvir o Coração e Dizer Parou”, selecionado para representar o Brasil no Oscar 2021. A escolha de um documentário para concorrer à categoria de Filme Internacional da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos EUA é inusitada, mas a inesperada participação brasileira no Oscar passado também se deu por conta de um filme do gênero – “Democracia em Vertigem”, de Petra Costa. Além disso, a obra de Barbara Paz tem muitos méritos. “Babenco: Alguém Tem que Ouvir o Coração e Dizer Parou” teve uma trajetória internacional premiada, vencendo, entre outros, o troféu de Melhor Documentário do Festival de Veneza do ano passado. Homenagem ao cineasta Hector Babenco, que sua parceira cineasta registra em seus últimos instantes de vida – ele morreu em 2016, depois de uma luta contra o câncer – , o filme também serve de testamento das realizações de um dos maiores cineastas do Brasil – mesmo ele sendo argentino. “Pacarrete”, por sua vez, foi recebida com aplausos de pé em Gramado. Os elogios foram direcionados especialmente à performance da atriz Marcélia Cartaxo, que venceu um Urso de Prata no Festival de Berlim no começo da carreira, por “A Hora da Estrela” (1985), e voltou a conquistar um grande prêmio, o Kikito de Melhor Atriz por seu trabalho na nova obra, dando vida à história real de uma mulher de Russas, no interior do Ceará. Bailarina e ex-professora, a personagem-título sonha em se apresentar na principal festa da cidade. Com voz estridente, grita frases desconexas pelas ruas — e é simplesmente tachada de louca pelos moradores. Mas nunca se dá por vencida, defendendo sua arte em protesto e resistência. “Todo artista precisa resistir. Viva o cinema brasileiro”, disse Marcélia Cartaxo, ao receber seu troféu no festival gaúcho – um dos oito conquistados pelo filme de Allan Deberton. A seleção ainda traz mais dois dramas indies cotados a prêmios em 2021 – inclusive o Oscar. “The Assistant”, com Julia Garner (vencedora do Emmy por “Ozark”), é inspirado pelas denúncias de assédio contra Harvey Weinstein e dramatiza o cotidiano de uma assistente de um poderoso executivo não nomeado. Os abusos também são apresentados de forma velada, por meio de detalhes observados pela assistente do título, que testemunha situações constrangedoras e se vê forçada a comprometer seus princípios para não perder o emprego, enquanto os colegas de trabalho acham tudo que a incomoda perfeitamente normal naquele ambiente. “Pieces of a Woman” já rendeu o troféu de Melhor Atriz para a inglesa Vanessa Kirby (a princesa Margaret de “The Crown”) no Festival de Veneza passado. Ela vive uma executiva muito rígida, casada com um operário da construção civil de passado volátil (Shia LaBeouf, de “Ninfomaníaca”). Os dois encontraram o amor apesar da diferença de classes e esperavam ansiosamente seu primeiro filho. Mas complicações com a parteira interrompem o parto planejado em casa, jogando o casal num drama devastador. Primeira produção em inglês da roteirista Kata Wéber e do diretor Kornél Mundruczó, casal húngaro de “Deus Branco” (White God, 2014) e “Lua de Júpiter” (2017), o filme reflete a jornada de superação da perda do filho deles na vida real, enquanto as cenas de julgamento que finalizam a história foram inspiradas por um caso real de 2010, que levou uma parteira aos tribunais da Hungria. Confira abaixo os trailers destes e dos demais filmes que completam o Top 10 digital da semana. Bill & Ted: Encare a Música | EUA | 2020 (Apple TV, Google Play, Looke, Now, Sky Play, Vivo Play, YouTube Filmes) (Netflix) Pieces of a Woman | EUA | 2020 (Netflix) A Assistente | EUA | 2020 (Amazon Prime Video) Babenco: Alguém Tem que Ouvir o Coração e Dizer Parou | Brasil | 2019 (Apple TV, Google Play, Now, Sky Play, Vivo Play, YouTube Filmes) Pacarrete | Brasil | 2019 (Apple TV, Google Play, Looke, Now, Vivo Play, YouTube Filmes) 10 Horas para o Natal | Brasil | 2020 (Apple TV, Now, Vivo Play) Rosa Amarela | Filipinas | 2019 (Apple TV, Google Play, Now, Vivo Play, YouTube Filmes) Big Time Adolescence | EUA | 2019 (Apple TV, Now, Oi Play, Vivo Play) The Little Hours | EUA | 2019 (Amazon) Kim Possible | EUA | 2019 (Disney+ (Disney Plus))
John Richardson (1934 – 2021)
O ator britânico John Richardson, que contracenou com algumas das atrizes mais icônicas dos anos 1960 em produções clássicas, morreu na terça-feira (5/1) de complicações resultantes de infecção por covid-19, aos 86 anos. Richardson começou sua carreira com pequenos papéis em filmes britânicos notáveis como “Somente Deus por Testemunha” (1958), drama sobre o naufrágio do Titanic, o remake do suspense “Os 39 Degraus” (1959), o noir jazzista “Safira, a Mulher Sem Alma” (1959) e a popular comédia criminal “Os Sete Cavalheiros do Diabo” (1960). Mas só foi se destacar após trabalhar no cinema italiano. Ele participou do filme de estreia oficial do mestre do terror italiano Mario Bava, “A Maldição do Demônio” (1960), como um assistente de médico cujo sangue inadvertidamente traz uma bruxa vampírica (Barbara Steele) de volta à vida. O filme se tornou cultuadíssimo e chamou atenção do lendário estúdio britânico especializado em terror, Hammer Films, que lhe deu seus primeiros papéis de protagonista. Escalado como arqueólogo galã em “Ela”, Richardson se aventurou em busca de uma cidade perdida governada por uma rainha imortal e deslumbrante (Ursulla Andress). A mescla de fantasia e terror fez tanto sucesso que ganhou continuação (sem Andress), “A Vingança da Deusa”, que o ator também estrelou em 1968. Entre os dois lançamentos, ele ainda vestiu tanga em “Mil Séculos Antes de Cristo” (1966), aventura da Hammer com dinossauros que é mais lembrada pelo biquíni pré-histórico de Rachel Welch. Embora tenha estreado em Hollywood em 1970, como coadjuvante de “Num Dia Claro de Verão” (1970), com Barbra Streisand, ele passou o resto da carreira na Itália, onde protagonizou os spaghetti westerns “John, o Bastardo” (1967) e “Execução” (1968), o drama criminal “A Candidate for a Killing” (1969), com Anita Ekberg, o terror trash “Frankenstein ’80” (1972) e a sci-fi trash “Batalha no Espaço Estelar” (1977), entre muitos outros filmes. A lista melhora com seus papéis de coadjuvante, no terror cult “Torso” (1973), de Sergio Martino, e na comédia “Pato com Laranja” (1975), com Monica Vitti, culminando no último título de sua filmografia, o terror “A Catedral” (1989), do mestre Dario Argento. John Richardson foi casado com a também atriz Martine Beswick, que interpretou duas Bond girls (em “Moscou contra 007” e “Contra a Chantagem Atômica”) entre 1967 até seu divórcio em 1973. Curiosamente, ele também esteve cotado a assumir o papel de James Bond no final dos anos 1960, após a breve desistência de Sean Connery. Após sair do cinema, ele virou fotógrafo profissional.
Sucesso de Bridgerton faz disparar procura das músicas da série no Spotify
O sucesso de “Bridgerton”, que já teria a 5ª maior audiência da Netflix, chegou a outras plataformas de streaming. Os fãs descobriram que as músicas da trilha sonora, com versões instrumentais de sucessos do pop internacional, foram gravadas pelo Vitamin String Quartet. Agora, o Spotify informou que os números de acesso às músicas do grupo tiveram um salto de 170% globalmente, registrado entre o dia do lançamento de “Bridgerton” em 25 de dezembro e o dia 4 de janeiro. Especificamente nos Estados Unidos, o streaming das músicas do Vitamin String Quartet cresceu 110%. Entre as gravações mais tocadas, estão as versões de “Thank U, Next”, da cantora Ariana Grande, e “Girls Like You”, da banda Maroon 5, que muitos consideram pontos altos da trilha sonora da série. O Spotify ainda informou que foram criadas mais de 5,8 mil playlists com “Bridgerton” no título por usuários da plataforma de todo o mundo. Versões de “In My Blood” (o original é de Shawn Mendes), “Bad Guy” (Billie Eilish) e “Blinding Lights” (The Weeknd) — além das originais “Simon and Ladu Danbury” e “The Latest Whistledown” — também compõem a relação de faixas mais incluídas nas playlists dos fãs da série. Veja abaixo os clipes do Vitamin String Quartet para “Blinding Lights” e “Bad Guy”.
Marion Ramsey (1947 – 2021)
A atriz e cantora Marion Ramsey, mais conhecida por sua interpretação da doce e estridente oficial Laverne Hooks na franquia de comédia “Loucademia de Polícia”, que morreu nesta quinta (7/1) em sua casa em Los Angeles aos 73 anos. Sua morte foi anunciada por sua equipe de agenciamento. Embora a causa não tenha sido revelada, a atriz estava doente nos últimos dias. Nascida na Filadélfia, Ramsey começou sua carreira no palco, aparecendo em espetáculos da Broadway, antes de iniciar uma longa carreira na TV e no cinema. Seu primeiro papel foi uma aparição especial na sitcom “The Jeffersons”, em 1976, e no mesmo ano ela entrou no elenco do programa de esquetes “Cos”, apresentado por Bill Cosby. A estreia no cinema veio em 1984 com o primeiro “Loucademia de Polícia”. E ela seguiu na franquia até o sexto volume, “Loucademia de Polícia 6: Cidade em Estado de Sítio”, lançado em 1989. Como a moderada oficial Laverne Hooks, Ramsey fez bom uso de sua voz aguda e sussurrante, um desempenho vocal que contrastava com as ocasionais explosões em volume elevado da personagem. Após o final da franquia, ela reprisou brevemente o papel no vídeo da comédia “John Virgo: Playing for Laughs” (1993) e, como dubladora, em um episódio de 2006 da animação “Robot Chicken”. Mas também apareceu como uma policial não nomeada em “MacGyver – Profissão: Perigo”, em 1990. Ela também teve um papel fixo como dubladora na série de animação “A Família Addams”, de 1992. E ainda voltou a se reunir com Steve Guttenberg, astro dos primeiros “Loucademia de Polícia”, em dois telefilmes do canal pago Syfy: “Lavalantula” e sua sequência, em 2015 e 2016. Seu último papel foi na comédia “When I Sing” (2018), premiada em vários festivais do circuito independente dos EUA.
Mulher invade mansão de Johnny Depp em Hollywood
A mansão de Johnny Depp em Hollywood Hills, bairro luxuoso de Los Angeles, na Califórnia (EUA), foi invadida por uma mulher — possivelmente uma moradora de rua — no último final de semana. Segundo o site TMZ, a invasão acionou o sistema de segurança da casa e a polícia foi chamada. A mulher, que conseguiu deixar o local antes da chegada dos policiais, foi encontrada nas proximidades da mansão e presa sob suspeita de roubo. Como a investigação ainda está em andamento, não ficou claro se ela roubou algo da casa de Depp. O ator, inclusive, não estava no local no momento da invasão. Sem compromissos cinematográficos após a implosão de sua carreira, Depp tem se dedicado exclusivamente à música, ao ócio e a processos judiciais. Ele já perdeu uma primeira ação contra o jornal britânico The Sun, que processou no ano passado por ter sido chamado de “espancador de esposa”, e tem mais duas jornadas jurídicas para cumprir em 2021, em um processo que ele abriu contra sua ex-esposa Amber Heard e outro em que ela o processa.
Star Wars do chefão da Marvel será escrito por roteirista de Loki
O chefão da Marvel, Kevin Feige, vai produzir um filme de “Star Wars” para a Lucasfilm. E embora este projeto esteja em estágios iniciais, ele definiu seu roteirista. O site Deadline apurou que Michael Waldron, o roteirista e produtor executivo por trás da próxima série da Marvel, “Loki”, vai escrever a história para Feige. O projeto é visto como algo muito diferente para a Lucasfilm, porque está sendo produzido por Feige, o presidente da Marvel Studios, um braço separado da Lucasfilm na Disney. Ele veio à tona há pouco mais de um ano, mas a escolha do roteirista só foi definida após Feige trabalhar com Waldron em dois projetos (ainda inéditos). Além de ser o responsável pela trama da série “Loki”, o roteirista também assina “Doutor Estranho no Multiverso da Loucura” (Doctor Strange in the Multiverse of Madness), atualmente em produção no Reino Unido. O filme produzido por Feige não foi mencionado durante o recente Dia do Investidor da Disney, mas é considerado em desenvolvimento. A empresa espera mantê-lo o mais secreto possível antes de trazê-lo à tona, como fez com “Rogue Squadron”, o futuro longa de “Star Wars” que será dirigido por Patty Jenkins (“Mulher-Maravilha”). A Disney fechou recentemente um contrato de exclusividade com Waldron, para que ele desenvolva novas série e filmes para o conglomerado. Seu retorno também é esperado em alguma capacidade na 2ª temporada de “Loki”.
Cinemas da França ficarão fechados até final de janeiro
Os cinemas e outros espaços culturais da França devem permanecer fechados até pelo menos o final de janeiro, anunciou o primeiro-ministro francês, Jean Castex, durante uma entrevista coletiva na noite de quarta (6/1). A decisão reflete aumento na taxa diária de infecção de novos casos de covid-19 no país, bem acima do limite de 5 mil que havia sido definido como aceitável quando a França entrou em seu segundo lockdown no final de outubro. No início do mês passado, Castex disse que os cinemas não poderiam reabrir em 15 de dezembro, como inicialmente se esperava. Naquela época, as salas de cinema deveriam permanecer fechadas por pelo menos três semanas. Agora, o fechamento foi prorrogado até o resto de janeiro, com uma reavaliação prevista para 20 de janeiro. O governo francês ainda está aguardando os dados do período dos feriados de fim de ano para decidir se, inclusive, amplia as restrições. Junto com os cinemas, também permanecem fechados museus, teatros e instalações esportivas cobertas. Já os bares e restaurantes, que esperavam retomar atividades em 20 de janeiro, devem permanecer fechados pelo menos até meados de fevereiro. O toque de recolher nacional, que foi instalado em 15 de dezembro e vigora das 20h às 6h, continuará até pelo menos 20 de janeiro. Ele se tornou ainda mais restrito, valendo das 18h às 6h em 15 regiões do país.












