Vin Diesel lança nova música nas plataformas digitais
A carreira musical de Vin Diesel não era brincadeira. Para não ficar parado durante a pausa nas filmagens causada pelo coronavírus, o astro da franquia “Velozes e Furiosos” investiu em gravações e já está lançando seu segundo single. “Days Are Gone”, que chegou nas plataforma digitais nesta sexta (30/10), segue a mesma linha de balada pop eletrônica da antecessora, “Feel Like I Do”, e é um lançamento do selo Palm Tree Records, do DJ Kygo. Foi o DJ norueguês quem teve a ideia de gravar a voz grave e rouca do fortão, até então mais celebrada por dizer “I’m Groot” nos filmes dos “Guardiões da Galáxia”. Kygo registrou a primeira brincadeira séria de Diesel no microfone em 2017, quando lançou uma versão alternativa de “It Ain’t Me” que juntava o ator e Selena Gomez. O resultado não foi um desastre e deixou Diesel mais a vontade para tentar cantar sozinho, o que finalmente aconteceu neste ano. “Normalmente, eu estaria em um set de filmagens o ano inteiro, mas em 2020 tive que procurar outra forma de me expressar. Este é só mais um jeito de mostrar ou compartilhar com vocês um pouco do meu coração”, ele explicou em setembro passado, ao participar do “Kelly Clarkson Show” – ocasião em que debutou sua primeira música solo. Ouça abaixo a nova gravação do agora cantor Vin Diesel.
Atriz de Queen & Slim será primeira negra a viver a rainha Ana Bolena
A atriz e modelo britânica Jodie Turner-Smith, que brilhou no recente filme “Queen & Slim”, está pronta para a polêmica em seu próximo projeto. Ela será a primeira intérprete negra de Ana Bolena, a célebre segunda esposa do rei inglês Henrique VIII, que foi decapitada em 1536 porque, digamos, ainda não existia divórcio. Volúvel ao extremo, Henrique VIII criou uma nova religião para se casar com Ana Bolena em 1533, a Igreja Anglicana, porque a Igreja Católica não aceitou seus argumentos para anular seu primeiro casamento com Catarina de Aragão. Mas o reinado de Bolena durou pouco, apenas três anos. Um dia depois de sua decapitação, o rei se casou com Jane Seymour. A mãe da futura rainha Elizabeth 1ª foi executada em 1536 na Torre de Londres depois de cair em desgraça com o rei da dinastia Tudor e perder uma batalha política para inimigos na corte, como Thomas Cromwell. Esta história já foi contada várias vezes no cinema e na TV, mas será a primeira vez que será encenada com uma atriz negra e com a perspectiva da controversa personagem, que levou a Inglaterra a abandonar o catolicismo, mudando a história do mundo. O projeto é uma minissérie de três partes, escrita pela atriz Eve Hedderwick Turner e encomendada pelo Channel 5 britânico (da ViacomCBS). “O drama explorará os últimos meses da vida de Ana Bolena pela perspectiva da rainha. Em clima de suspense psicológico, acompanhará enquanto ela luta para sobreviver, para garantir um futuro para a filha e para desafiar o patriarcado poderoso que a oprime”, informou o Channel 5 em um comunicado. “A lenda desta rainha formidável e mãe aguerrida será vista como uma história profundamente humana que ainda é muito relevante para a atualidade”, acrescentou Turner-Smith.
Filha de Michael Jackson vira cantora solo em clipe gótico sangrento
A filha de Michael, Paris Jackson, está inaugurando sua carreira musical solo. Mas a única comparação possível com seu pai famoso é que seu primeiro clipe segue a linha de terror de “Thriller”. Perfeito para o Halloween. Mesmo assim, o clima é totalmente diferente. O vídeo sombrio de “Let Down” é assumidamente gótico, com uma historinha mais alinhada a “Entrevista com o Vampiro” que “Crepúsculo”, e termina de forma trágica, com o coração de Paris não apenas partido por um parceiro galã, mas arrancado de seu peito num banho de sangue. Não chega a ser uma mensagem cifrada. Afinal, ela só está seguindo sua carreira solo após se separar do namorado com quem formou a dupla de folk medíocre The Soundflowers. Apesar da base acústica de “Let Down” ligar os dois projetos, a nova canção é uma grande evolução, em parte pela produção de Andy Hull, da banda Manchester Orchestra, e serve de mostra do que vem em seu primeiro álbum, “Wilted”, previsto para 13 de novembro. A propósito, a direção do clipe é de Meredith Alloway, jornalista pop transformada em curta-metragista especializada em produções de terror, que atualmente prepara seu primeiro longa-metragem com produção de David S. Goyer (o roteirista de “Batman – O Cavaleiro das Trevas”).
Estreias online: Séries completas oferecem maratonas imperdíveis
O Top 10 de séries da semana compensa a falta de variedade inédita com produções completas, temporadas recuperadas em streaming e minisséries relevantes. Embora não seja novidade, fazer maratona com a coleção completa dos episódios de “The Americans” é um privilégio que não pode ser subestimado. Em seis temporadas (2013–2018), a série do canal pago FX subverteu o gênero da espionagem, levando o público americano a torcer por comunistas. E a Academia da Televisão ainda premiou os responsáveis por essa ousadia, um deles ex-agente da CIA, com o Emmy de Melhor Roteiro. Com começo, meio e fim perfeitos, a produção estrelada por Keri Russell e o vencedor do Emmy Matthew Rhys está de fato em outro Top 10: o das melhores séries dos anos 2010. A lista de “clássicos” também oferece opção para quem busca um programa gótico à rigor, com vampiros, bruxas, lobisomens, monstros de laboratório, perversões e possessão demoníaca, para maratonar no Halloween. Cinematográfica e assustadora, “Penny Dreadful” foi uma das séries de terror mais bem produzidas dos últimos anos. Suas três temporadas (2014–2016), disponibilizadas agora pela Starz Play, prestam uma belíssima homenagem à era de ouro do gênero – com referências tanto à literatura do século 19 quanto a suas adaptações da Hammer nos anos 1960. Criada por um dos principais roteiristas da franquia 007 e estrelada por um ex-James Bond, uma ex-Bond Girl e um colega atual do espião vivido por Daniel Craig, também pode ser considerada um alento para fãs dos filmes do agente secreto britânico, torturados pelos adiamentos consecutivos de “007 – Sem Tempo para Morrer”. Por falar em terror, as plataformas apostaram num clima de Halloween antecipado, disponibilizando séries do gênero ao longo de todo o mês de outubro, por isso o fim de semana das bruxas começa sem muitas alternativas do gênero. Mesmo assim, a melhor atração estreante desta sexta (30/10) é justamente uma série fantasmas e casas mal-assombradas, o terrir britânico “Truth Seekers”. Como comédia, não é tão engraçada quanto outras parcerias de seus criadores, a divertida dupla Simon Pegg e Nick Frost, mas quem criou “Todo Mundo Quase Morto” é incapaz de errar na fórmula que junta arrepios e risos, nem que sejam amarelos. Confira abaixo mais detalhes destes e dos demais destaques do streaming deste fim de semana. Truth Seekers | Reino Unido | 1ª Temporada Primeira série dos comediantes britânicos Simon Pegg e Nick Frost desde sua estreia em “Spaced”, em 1999, a atração também marca a volta da dupla ao terrir, 16 anos depois do cultuado “Todo Mundo Quase Morto” (2004). Para quem não lembra, Pegg e Frost viraram celebridades com a repercussão do filme de 2004, uma hilária comédia britânica de zumbis, que também catapultou a carreira do então diretor de séries, Edgar Wright. Os dois parceiros criaram “Truth Seekers”, que estreia com oito episódios de 30 minutos de duração, mas Pegg faz apenas uma pequena participação como ator. Ele vive o patrão de Frost numa empresa de serviços de banda larga. A premissa deslancha quando o personagem de Frost e seu novo colega de atendimento domiciliar, vivido por Samson Kayo (“Dolittle”), encontram fantasmas num serviço de rotina e passam a explorar o desconhecido em uma nova linha de trabalho. Eles investigam igrejas, bunkers subterrâneos e hospitais abandonados usando ferramentas caseiras de detecção de fantasmas e compartilham suas aventuras em um canal online. O elenco também inclui Emma D’Arcy (“Wanderlust”), Susan Wokoma (“Year of the Rabbit”) e o veterano Malcolm McDowell (“O Escândalo”). Disponível na Amazon A Voz Mais Forte – O Escândalo de Roger Ailes | EUA | 1 Temporada A minissérie que destaca a impressionante transformação do astro Russell Crowe (“Robin Hood”) no magnata Roger Ailes, fundador da Fox News, conta em detalhes como a emissora se tornou referência da direita americana por meio da manipulação e distorção de notícias, ao mesmo tempo em que relata os bastidores da cultura tóxica de abuso moral e sexual em seu ambiente de trabalho. Ailes morreu em maio de 2017, aos 77 anos, poucos meses após ser afastado da chefia do canal por denúncia de assédio encabeçada por Gretchen Carlson, uma ex-Miss norte-americana que virou apresentadora do canal de notícias. Esta denúncia também foi tema do filme “O Escândalo” (2019), centrado na queda do todo-poderoso. Desenvolvida por Tom McCarthy, que venceu o Oscar de Melhor Roteiro por “Spotlight” (outro trabalho em jornalismo), “The Loudest Voice” (título original) ainda destaca em seu ótimo elenco Naomi Watts (“A Série Divergente: Convergente”), Sienna Miller (“American Sniper”), Seth MacFarlane (“The Orville”), Simon McBurney (“Missão: Impossível – Nação Secreta”), Guy Boyd (“Sharp Objects”) e Annabelle Wallis (“A Múmia”). Disponível na Globoplay The Night Manager | Reino Unido | 1 Temporada A minissérie premiada de espionagem adapta o livro homônimo de John le Carré (autor de “O Espião que Sabia Demais”) e traz Tom Hiddleston (“Thor”) no papel-título, um ex-soldado britânico transformado em gerente de hotel. Ao receber documentos incriminadores sobre um empresário britânico (Hugh Laurie, de “House”), que fez fortuna no mercado negro vendendo armas, ele se vê envolvido numa disputa entre agências de inteligência e é arrastado para as sombras da espionagem. O resto do elenco grandioso inclui Elizabeth Debicki (“Tenet”), Olivia Colman (“A Favorita”), Tom Hollander (“Missão: Impossível – Nação Secreta”), Tobias Menzies (“The Crown”), David Harewood (“Supergirl”) e a portuguesa Aure Atika (“O Verão do Skylab”). Para completar, os roteiros foram escritos por David Farr (criador de “Hanna”) e a cineasta dinamarquesa Susanne Bier (“Bird Box”) venceu o Emmy por dirigir todos os seis episódios. Disponível na Starzplay Suburra: Sangue em Roma | Itália | 3ª Temporada No desfecho da primeira série italiana da Netflix, a batalha pelo império do crime em Roma se torna ainda mais implacável com a promessa de uma nova fonte de tráfico, dinheiro e poder. A produção é baseada no livro de Giancarlo De Cataldo e Carlo Bonini que já rendeu um filme de mesmo nome, produzido pela própria Netflix e dirigido por Stefano Sollima em 2015. Sollima também comandou a série “Gomorrah” e dirigiu “Sicario: Dia do Soldado”, sua estreia em Hollywood. A trama se passa vários anos antes dos eventos vistos no filme homônimo, funcionando como um prólogo, ao revelar a formação de uma aliança no submundo mafioso entre três jovens de diferentes grupos, que resolvem se juntar contra os demais, visando realizar seus sonhos de enriquecimento e poder num território disputado por empresas imobiliárias, a máfia, a Igreja e políticos corruptos. Se a temporada inaugural girou em torno do Vaticano e da aquisição de terras em Ostia para a construção de um porto e a 2ª foi centrada na competição pelo poder político com a eleição de um novo prefeito, o ato final terá as ruas de Roma como o palco de uma batalha cheia de reviravoltas e alianças inesperadas, completando a história iniciada em 2017 e concebida, desde o início, para representar uma trindade profana – Igreja, Estado, Crime. Disponível na Netflix Sangue de Zeus | EUA | 1ª Temporada A série que transforma a mitologia grega em trama de anime é basicamente uma versão de “Ataque dos Titãs” passada na Grécia antiga, em que os Titãs mitológicos conjuram uma raça de demônios gigantes para destruir a civilização helênica. Entre os heróis da resistência destaca-se Heron, um bastardo que na verdade é filho do deus Zeus. Curiosamente, apesar do visual estilizado de anime, a produção não é japonesa, mas americana. A série foi criada pelos irmãos Charley e Vlas Parlapanides, de Nova Jersey, que já tinham usado sua descendência grega como inspiração para o roteiro do filme “Imortais” (2011), em que Henry Cavill (“The Witcher”) viveu o herói mitológico Teseu. O elenco de vozes originais destaca vários atores conhecidos dos EUA. Jason O’Mara (“Agents of SHIELD”) dubla Zeus, Claudia Christian (“Babylon 5”) faz Hera, Jessica Henwick (“Punho de Ferro”) vive a heroína Alexia, Chris Diamantopoulos (“Silicon Valley”) encarna Poseidon, Mamie Gummer (“True Detective”) dá voz à Elektra e Derek Phillip (“Longmire”) interpreta Heron. Disponível na Netflix The Americans | EUA | 6 Temporadas A premiada produção do canal pago FX, criada pelo ex-agente da CIA Joseph Weisberg, chega completa à Amazon, permitindo uma maratona de descoberta para quem não acompanhou sua exibição entre 2013 e 2018, quando se tornou uma das melhores séries da década. Passada durante os anos 1980, em plena Guerra Fria, a trama acompanha dois agentes soviéticos, vividos por Keri Russell (“Planeta dos Macacos: O Confronto”) e Matthew Rhys (“Um Lindo Dia na Vizinhança”), que se passam por uma típica família americana para realizar missões secretas e sabotagens no território inimigo. Nem seus filhos sabem de sua missão, muito menos o vizinho (Noah Emmerich, de “Em Busca de Justiça”), um agente do FBI que investiga justamente espiões infiltrados no país. Com muitos disfarces, reviravoltas e tensão, a trama sofre reviravoltas atrás de reviravoltas, prendendo a atenção até seu desfecho. Disponível na Amazon Penny Dreadful | Reino Unido | 3 Temporadas A saga de terror gótico criada pelo roteirista John Logan (“007 Contra Spectre”) impressionou público e crítica com uma estética caprichada, visual cinematográfico (com direção de J.A. Bayona, de “Jurassic World: Reino Ameaçado”), elenco primoroso e também pelo final surpreendente – que foi exibido na TV sem aviso de que representava o desfecho da série, pegando os fãs de surpresa com seu impacto. Com uma trama repleta de personagens da literatura gótica do século 19, como Frankenstein, Dr. Jeckyll e Dorian Gray, a atração acabou destacando uma personagem original, graças ao desempenho sobrenatural de Eva Green (“007 Cassino Royale”) na pele de uma médium atormentada por demônios. O fato dela não ter sido indicada ao Emmy de Melhor Atriz só ressalta o preconceito existente contra produções de terror. O resto do elenco inclui Timothy Dalton (“Patrulha do Destino”), Josh Hartnett (“30 Dias de Noite”), Rory Kinnear (“Years and Years”), Harry Treadaway (“Mr. Mercedes”), Billie Piper (“Doctor Who”) e Reeve Carney (“Rocky Horror Picture Show”). Quem perdeu a exibição original na TV – feita no Brasil pela HBO – tem no fim de semana do Halloween a data perfeita para entrar no clima da série. Disponível na Starzplay Pessoa de Interesse | EUA | 5 Temporadas Primeira série criada por Jonathan Nolan, “Person of Interest” (título original) já incluía em seu enredo elementos que seriam aprofundados em “Westworld”. A premissa de 2011 girava em torno de uma inteligência artificial capaz de prever crimes com antecedência – um antecessor do Rehoboam, de “Westworld”, mas claramente influenciado pelo conceito de “Minority Report” (2002). De posse desse conhecimento, o programador foragido Harold Finch (Michael Emerson) busca uma aliança com o ex-agente secreto John Reese (Jim Caviezel), tirando-o da aposentadoria informal para impedir crimes que ainda não aconteceram. Mas esta atividade acaba chamando atenção da polícia. A trama evolui em ritmo lento, graças à estrutura procedimental típica de atrações da TV aberta, com foco num caso diferente por episódio. Disponível na Globoplay Arrow | EUA | 8ª Temporada O final da série que inaugurou o Arrowverso se materializa como a espinha dorsal do crossover “Crise nas Infinitas Terras”, mas supera expectativas com a grande carga emocional representada pelo reencontro/despedida de Oliver Queen (Stephen Amell) com vários personagens importantes da história da produção. Ao longo de seus episódios, a trama também planta o piloto de um spin-off centrado em Mia (Katherine McNamara), a filha de Oliver, que até agora não foi confirmado nem descartado, e desafia os fãs a segurar as lágrimas em seu desfecho impactante, durante o enterro do herói. Isto não é spoiler, porque o destino do Arqueiro Verde já tinha sido predito desde a temporada passada. Mas embora não consiga mudar seu futuro, Oliver não é completamente eliminado do Arrowverso, transformando-se em outro personagem da DC Comics, assim como, aparentemente, seu melhor amigo John Diggle (David Ramsey). Desde “Smallville”, uma série de super-heróis não tinha um final tão envolvente. Disponível na Netflix The Flash | EUA | 6ª Temporada Os episódios do sexto ano da série estrelada por Grant Gustin se conectam aos eventos do crossover “Crise nas Infinitas Terras”...
Filmes online: Estreias de terror marcam fim de semana do Halloween
No fim de semana do Halloween, metade das dicas são filmes de terror. Há outros lançamentos do gênero nas plataformas de streaming e VOD, mas os cinco selecionados são as melhores estreias do montão, indicados para ver quando a noite de sábado chegar, entre raios e trovões. A peneira levou em conta a criatividade e qualidade das produções, embora alguns títulos sejam mais bem-sucedidos que outros. Para não ter dúvidas, leia os comentários completos abaixo. O Top 10 reserva mais cinco opções para quem preferir um passatempo sem sustos, com destaque para “Meu Cachorro e Eu”, comédia francesa que, apesar do título enganoso, não é uma produção infantil. A relação ainda marca o começo da longa temporada natalina de 2020 na Netflix. Com jingle bells tocando já no Halloween, a plataforma claramente exagerou nos pedidos de Natal deste ano, mas parece ter deixado de fora da lista o bom e velho Papai Noel assassino que cairia melhor nesta data menos feliz. Confira abaixo 10 das doçuras e travessuras lançadas na semana. O que Ficou para Trás | Reino Unido | 2020 Um casal de refugiados, que tenta construir uma nova vida na Inglaterra, precisa lidar com uma presença maligna na casa onde o governo britânico os acomodou. O resultado é um filme de casa-assombrada com crítica social. Ao contrário das histórias tradicionais de assombração em que é possível escapar pela porta, os personagens vividos pelo inglês Sope Dirisu (“O Caçador e a Rainha do Gelo”) e a nigeriana Wunmi Mosaku (“Lovecraft Country”) não têm o privilégio de simplesmente sair. Após uma fuga angustiante do Sudão do Sul, devastado pela guerra, recusar a residência na pequena cidade inglesa os fará ser devolvidos ao lugar que lutaram tanto para deixar para trás. Primeiro filme do cineasta Remi Weekes, “His House” (título original) venceu o prêmio NHZ de melhor cineasta emergente no Festival de Sundance deste ano, arrancou elogios rasgados da crítica e conta com impressionantes 100% de aprovação no Rotten Tomatoes. Disponível na Netflix Swallow | EUA, França | 2019 Haley Bennett (“O Diabo de Cada Dia”) venceu o prêmio de Melhor Atriz no Festival de Tribeca pelo papel de uma dona de casa grávida, que sofre uma transformação alarmante ao desenvolver uma compulsão de comer objetos perigosos. Enquanto seu marido (Austin Stowell) e sua família passam a querer controlar sua vida, ela é forçada a confrontar um segredo obscuro por trás dessa obsessão incontrolável. Sucesso no circuito dos festivais internacionais, o terror psicológico do estreante Carlo Mirabella-Davis foi exibido na Mostra de São Paulo e consagrado no Fantasia Film Festival do Canadá com os troféus de Melhor Direção e Roteiro. Elogiadíssimo, tem 88% de aprovação no Rotten Tomatos. Disponível na MUBI a partir de sábado (31/10) Antebellum | EUA | 2020 A Paris Filmes chegou a batizar o filme de “A Escolhida” para seu lançamento nos cinemas, mas ele acabou saindo direto em VOD com o título original. Anunciado como o novo thriller racial dos produtores de “Corra!” e “Nós”, a produção estrelada pela cantora Janelle Monaé (“Estrelas Além do Tempo”) dividiu a crítica dos EUA. A maioria não aceitou a guinada da trama e as críticas em geral foram bem negativas. Mas quem embarcou no simbolismo, considerou brilhante. Na trama, a personagem de Janelle é uma escritora feminista, que se vê inesperada transportada para o que parece ser uma plantação do século 19, onde passa a sofrer os horrores da escravidão. Roteiro e direção são da dupla Gerard Bush e Christopher Renz, que estreiam em longa-metragem após assinar vários curtas e um clipe do rapper Jay-Z, e o elenco ainda destaca Jena Malone (“Jogos Vorazes: A Esperança”), Kiersey Clemons (“A Dama e o Vagabundo”), Gabourey Sidibe (“American Horror Story”), Jack Huston (“Ben-Hur”) e Eric Lange (“Narcos”). Disponível na Looke, Vivo Play e YouTube Filmes Sem Conexão | Polônia | 2020 Após causar impacto com o terror psicológico “Playground” (2016), o cineasta polonês Bartosz M. Kowalski resgata a tendência slasher dos massacres de acampamentos adolescentes, que rendeu muitos hits em VHS nos anos 1980. A trama atualiza a história para a era dos celulares, acompanhando um grupo de adolescentes viciados em tecnologia, que participa de um acampamento offline de reabilitação forçada, enquanto algo tenta desligá-los do mundo para sempre. Com muitas e esperadas mortes sangrentas, o filme segue direitinho o manual do gênero e assim não surpreende nem decepciona quem já sabe o que esperar. Disponível na Netflix Terra Assombrada | EUA | 2018 Terror passado numa fazenda afastada do Velho Oeste, ao estilo de “A Bruxa” (2015). Na trama, uma mulher simples (Caitlin Gerard, de “Sobrenatural: A Última Chave”) se muda com o marido para o meio do nada, e embora a chegada de outro casal de pioneiros encerre sua solidão, ela está convencida que o vento que castiga a região tem algo de sobrenatural. Aos poucos, a paranoia a convence que tem razão. Com 82% de aprovação, o filme de estreia da diretora Emma Tammi é bastante elogiado pela crítica, mas costuma desagradar quem busca sustos fáceis, devido ao ritmo lento e estrutura não linear – a história é contada fora de ordem. Disponível na Now e Vivo Play Meu Cachorro e Eu | França | 2019 Com título de filme infantil, a comédia é na verdade sobre um casal em crise, interpretado pelo israelense Yvan Attal (“Seberg Contra Todos”) e a francesa Charlotte Gainsbourg (“Ninfomaníaca”), que são casados na vida real. Este é o terceiro filme em que eles levam às telas reflexos de seu relacionamento real. Embora se trate de uma adaptação literária – um conto do célebre escritor John Fante (“Pergunte ao Pó”) -, o próprio Attal assina roteiro e direção, despindo a si mesmo e sua esposa de glamour cinematográfico para abordar um romance de hábitos cotidianos. Na trama, Attal vive um escritor famoso, que descobre que seu bloqueio criativo e falta de libido são culpa de seus quatro filhos. Um dia, um cachorro enorme invade seu quintal e resolve mudar-se para sua residência. Impondo-se por seu tamanho descomunal, o cão, batizado de Estúpido, acaba se tornando um grande incômodo para a família. Mas depois de ressaltar a impotência do patriarca, acaba catalisando uma grande mudança. Diferente do esperado até em sua resolução, o filme encantou os críticos da Variety, Hollywood Reporter e outras publicações profissionais dos EUA, atingindo 100% de aprovação entre os veículos tops no Rotten Tomatoes (e 78% entre blogueiros). Disponível na Looke, Now e Vivo Play Amor com Data Marcada | EUA | 2020 Abrindo em outubro a longa temporada de filmes do Natal de 2020 da Netflix, esta comédia romântica traz Emma Roberts (“American Horror Story”) cansada de ser empurrada para pretendentes em datas comemorativas. Um dia, ela conhece outro solteiro convicto (Luke Bracey, de “Até o Último Homem”) em uma festa de Natal e os dois fazem um pacto: por um ano, serão o acompanhante um do outro em ocasiões especiais para evitar que os parentes tentem lhes encontrar namorados. Com o mesmo desdém por comemorações e sem interesse em se apaixonar, eles se tornam o par perfeito um do outro. Já adivinhou o final? Este enredo tão tradicional quanto o próprio Natal foi escrito por Tiffany Paulsen, que já tinha assinado um filme de Emma Roberts anteriormente, “Nancy Drew e o Mistério de Hollywood” (2007). A direção é de John Whitesell (“Vovó… Zona 2”) e o elenco ainda conta com Frances Fisher (“Watchmen”), Kristin Chenoweth (“Final de Semana em Família”), Andrew Bachelor (“A Babá”) e Jessica Capshaw (“Grey’s Anatomy”). Disponível na Netflix Assassinato no Congo | Noruega | 2018 Baseado em fatos reais, o drama tenso de Marius Holst (“Inferno na Ilha”) acompanha uma viagem turística de dois noruegueses viciados em adrenalina que acaba em prisão e julgamento por espionagem e assassinato no Congo. O ator alemão Tobias Santelmann, conhecido pelos fãs da série “The Last Kingdom” como o jovem Ragnar, ganhou alguns prêmios europeus por sua interpretação convincente como um dos protagonistas. Disponível em iTunes/Apple TV, Looke, Vivo Play e YouTube Filmes Agente Infiltrada | França, Israel | 2019 A alemã Diane Kruger (“Em Pedaços”) vive uma mulher recrutada pela agência de espionagem de Israel para se infiltrar no programa nuclear iraniano. Mas enquanto ela é movida pela paranoia, o filme se diferencia por retratar os iranianos sem clichês e até com simpatia, o que surpreende especialmente por ser uma produção israelense, país que vive uma relação de conflito com o Irã real. Segundo filme de Yuval Adler, que venceu os prêmios de Melhor Direção e Roteiro da Academia de Israel pelo elogiado “Belém: Zona de Conflito” (2013), “The Operative” (título original) ainda traz Martin Freeman (“Pantera Negra”) e Cas Anvar (“The Expanse”) em seu elenco. Disponível em iTunes/Apple TV, Google Play, Looke, Vivo Play e YouTube Filmes Abraço | Brasil | 2020 Eleito Melhor Filme pelo júri popular no Festival Cine PE, o longa dirigido por DF Fiuza dramatiza o protesto de 30 mil professores sergipanos em 2008, que se mobilizaram para evitar a perda de direitos. A protagonista Ana Rosa, interpretada pela atriz Giuliana Maria (“Carcereiros”), ainda sofre com machismo ao viver o desafio de ser mãe, mulher e sindicalista em meio à intensa luta jurídica contra o governo estadual. Disponível na Looke e Now
Série sobre Marielle Franco tem novas roteiristas
A série de ficção sobre Marielle Franco tem novas escritoras. Duas semanas após quatro roteiristas demitirem-se do projeto, por divergências com orientações da narrativa, a produção da Globoplay definiu Mariana Jaspe e Maria Camargo como responsáveis por desenvolver a história. Como o roteiro de nenhum capítulo tinha sido finalizado, elas vão começar do zero, seguindo as orientações da roteirista Antônia Pellegrino e do diretor José Padilha, idealizadores do projeto. Mariana Jaspe e Maria Camargo já desenvolveram trabalhos anteriores na Globo. Juntas, acabam de escrever um épico escravagista baseado no livro “Um Defeito de Cor”, de Ana Maria Gonçalves, que vai virar série em 2021 na emissora. Mais experiente, Maria Camargo criou as séries “Assédio” (2018) e “Dois Irmãos” (2017), colaborou nas novelas “Lado a Lado” (2012) e “Babilônia” (2015) e ainda assinou o roteiro do filme “Nise: O Coração da Loucura” (2015) e do documentário “Babenco: Alguém Tem que Ouvir o Coração e Dizer Parou” (2019). Em comunicado, a Globo afirmou que “a chegada das duas à equipe é resultado da recomposição da sala de roteiro e de um processo de escuta que garantiu a representatividade da mulher negra também no grupo de liderança criativa do projeto”. “Marielle foi protagonista de sua própria história e será também a protagonista desta série. É por isso que me junto a este projeto: para contar a história de Marielle – pessoa e personagem – com a dignidade e a força que ela exige e merece”, diz Mariana. “Vamos somar forças e mergulhar juntas em busca da melhor forma de contar a história de Marielle, com o cuidado, a responsabilidade e a delicadeza que sua trajetória merece”, complementa Maria. Além dos produtores executivos Antonia Pellegrino e José Padilha, a série também terá Jeferson De (“Bróder”) entre os diretores. Desde que foi anunciada, a produção enfrenta questionamentos de representatividade. Vereadora pelo PSOL, Marielle Franco era negra, lésbica e feminista, e sempre militou por políticas de inclusão racial e social e contra as ações de extermínio da política em comunidades negras. O que a fez ser assassinada por milicianos. Além de ser concebida por dois brancos, a produção enfrentou muitas críticas pelo envolvimento de José Padilha, responsável pelo filme “Tropa de Elite” (2007), visto como apologia à truculência policial, e a série “O Mecanismo” (2018), que glorificou a operação Lava Jato e o então juiz Sérgio Moro. Por outro lado, Antonia Pellegrino é mulher do deputado federal Marcelo Freixo, do PSOL, mesmo partido de Marielle, além de amigo pessoal da ex-vereadora. Antonia é coautora de novelas da Globo – “Da Cor do Pecado” (2004) e “Aquele Beijo” (2011), entre outras – , além de ter escrito o roteiro do filme “Bruna Surfistinha” (2011).
Scarlett Johansson se casa com comediante do Saturday Night Live
A atriz Scarlett Johansson (“Viúva Negra”) casou-se com o comediante Colin Jost (do humorístico “Saturday Night Live”) no fim de semana passado, em uma cerimônia discreta para poucos convidados, que conseguiu evitar totalmente a cobertura da imprensa. A revelação do matrimônio foi feita nesta quinta-feira (29/10) pela instituição de caridade Meals on Wheels, que recebe apoio do casal para ajudar idosos durante a pandemia do coronavírus. “Estamos emocionados em dar a notícia de que Scarlett Johansson e Colin Jost se casaram no fim de semana em uma cerimônia íntima com seus parentes e entes queridos, seguindo as precauções de segurança da Covid-19”, disse a Meals on Wheels America em sua conta no Instagram. “O desejo dos dois para seu casamento é ajudar a fazer a diferença para idosos vulneráveis durante este momento difícil”, disse a instituição de caridade, pedindo aos fãs do casal que façam uma doação. O agente de Johansson confirmou o casamento. Os dois começaram a namorar há cerca de três anos e eles anunciaram o noivado em maio de 2019. Em dezembro passado, quando a atriz se apresentou no “SNL”, ela chamou Jost de “o amor da minha vida” e o beijou diante das câmeras. É a primeira vez que o humorista de 38 anos se casa, enquanto a atriz de 35 embarca em seu terceiro matrimônio, após se separar do colega Ryan Reynolds (o “Deadpool”) e do empresário francês Romain Dauriac, com quem tem uma filha. Johansson é uma das atrizes mais bem pagas do mundo graças a seus papéis nos filmes da Marvel, e neste ano foi indicada duplamente ao Oscar, por seus papéis em “História de um Casamento” e “Jojo Rabbit”. Ela voltará ao papel de heroína da Marvel em “Víuva Negra”, que, após ser várias vezes adiado por conta da pandemia, tem estreia prevista para maio de 2021. Ver essa foto no Instagram We’re thrilled to break the news that Scarlett Johansson and Colin Jost were married over the weekend in an intimate ceremony with their immediate family and loved ones, following COVID-19 safety precautions as directed by the CDC. Their wedding wish is to help make a difference for vulnerable older adults during this difficult time by supporting @mealsonwheelsamerica. Please consider donating to celebrate the happy couple by clicking the link in our bio. Uma publicação compartilhada por Meals on Wheels America (@mealsonwheelsamerica) em 29 de Out, 2020 às 11:52 PDT
Produtor do filme Resgate, da Netflix, volta a ser preso por crime sexual
O produtor e agente de talentos David Guillod voltou a ser preso novamente sob nova acusação de crime sexual, informou a polícia de Los Angeles. Responsável por sucessos como “Atômica” e “Resgate”, o produtor de 53 anos foi detido pela primeira vez em junho passado pelo Departamento do Xerife de Santa Barbara e respondia em liberdade às acusações de estupro de quatro mulheres na região, mas mesmo assim teria voltado a cometer violência sexual. Ele foi preso na quarta-feira (28/10) em sua casa em Los Angeles, uma semana após a denúncia da nova vítima. “Em 21 de outubro de 2020, uma vítima feminina cuja identidade é protegida por sigilo relatou ter sido abusada sexualmente por Guillod durante uma reunião noturna”, informou um comunicado do LAPD (Departamento de Polícia de Los Angeles), sobre a nova prisão. Em junho, Guillod se declarou inocente das acusações. E enquanto três vítimas daquele processo criminal preferiram o anonimato, a atriz Jessica Barth (do filme “Ted”) decidiu vir à público detalhar seu caso, revelando que o produtor a teria drogado durante um encontro em 2012 para estuprá-la. Quando fez a denúncia, Barth disse que o surgimento do movimento #MeToo permitiu que ela descobrisse uma história semelhante de outra atriz com o mesmo produtor, o que a encorajou a contar tudo o que sofreu.
Fãs de Borat 2 arrecadam US$ 130 mil para recompensar “babá” de Tutar
O público resolveu recompensar uma das poucas pessoas reais que demonstrou empatia durante sua participação no filme “Borat: Fita de Cinema Seguinte”, lançado no fim de semana passado e que já se tornou um dos maiores sucessos da plataforma Amazon Prime Video. Jeanise Jones, de 62 anos, foi recrutada para participar do longa por meio de um engodo. Ela foi levada a acreditar que gravaria cenas de um documentário sério sobre o casamento arranjado de uma garota, que calhou de ser Tutar, a filha fictícia de Borat. Ela deveria ser “babá” da jovem e aparece em várias cenas de “Borat 2” dando bons conselhos para a personagem vivida por Maria Bakalova. Talvez não fosse isso que Sacha Baron Cohen esperasse registrar ao buscar uma voluntária entre os frequentadores mais velhos da Igreja Batista Ebenezer, na cidade de Oklahoma. Afinal, sempre que flagrou conservadores, o filme impressionou por encontrar o pior da humanidade. Entretanto, a participação positiva de Jeanise foi fundamental para formatar a evolução narrativa de Tutar na produção, que após as conversas com a babá se torna independente e empoderada. Isso não muda o fato de que Jeanise foi enganada, como quase todos que participaram do longa, recebendo US$ 3,6 mil por sua participação – que ela acreditou ser pagamento por uma obra bem diferente. Recentemente, ela perdeu o emprego que tinha há 32 anos, devido à pandemia de coronavírus. Por isso, o pastor de sua igreja, Derrick Scobey, tomou a iniciativa de lançar uma campanha no site de financiamento coletivo Go Fund Me para dar a Jeanise um cachê digno de cinema por seu papel na produção da Amazon. O objetivo era alcançar US$ 100 mil e a meta foi atingida em apenas quatro dias. Mas as contribuições continuam, superando US$ 132 mil no quinto dia de campanha. A vontade de contribuir demonstra como o público ficou sensibilizado pela participação de Jeanise, que ensina Tutar a “usar o cérebro” e não aceitar comentários misóginos. “Isso não foi planejado por Jeanise. Tudo veio do coração”, disse Scobey na página da campanha. “Ela é uma das pessoas mais autênticas que já conheci.” O pastor ainda revelou que a mulher tinha ficado preocupadíssima com o destino de Tutar, chegando a rezar por ela. “Uma coisa boa disso tudo [ser apenas um filme] é que Jeanise não precisa mais se preocupar com ‘Tutar’. Ela está preocupada com esta jovem há um ano”, contou Scobey. Após a estreia de “Borat 2” na sexta passada (23/10), a imprensa americana encontrou Jeanise e questionou sua participação. Em entrevista ao jornal New York Post, ela declarou que se esforçou apenas em dar os melhores conselhos possíveis. “Naquele tipo de situação, você não pode deixar de ter paciência, porque está tentando ajudar alguém — pelo menos, foi o que pensei”, disse ela. Jones revelou que, depois que uma amiga mostrou um trailer do filme no começo deste mês, ela não se sentiu ultrajada, apenas respirou aliviada por Tutar e relembrou a experiência com bom humor. “Estou feliz em saber que [a Sra. Bakalova] não estava realmente naquela situação”, disse ela à Variety.
Ray Fisher diz que Joss Whedon, produtores e presidente da Warner são racistas
Ray Fisher voltou a falar sobre supostos problemas nos bastidores da produção de “Liga da Justiça”. Desta vez, o intérprete do herói Ciborgue deixou as alegações genéricas de lado para sugerir que o cineasta Joss Whedon, os produtores do filme e até o presidente da Warner são racistas. Durante uma entrevista para a revista Forbes, publicada nesta quinta (28/10), Fisher explicou que foi o fato de “ter sido informado” sobre um possível racismo de Whedon que o fez começar a tuitar contra o diretor e os produtores do filme no meio do ano, sem que tivesse feito qualquer comentário anterior. O ator começou a denunciar a produção de “Liga da Justiça” em julho passado, num tuíte em que definiu o comportamento do cineasta Joss Whedon no set como “nojento, abusivo, não profissional e inaceitável”. Ele ainda alegou que os produtores Geoff Johns e Jon Berg incentivavam o cineasta, que entrou na produção para fazer refilmagens depois que o diretor Zack Snyder se afastou devido a uma tragédia pessoal. Fisher nunca disse especificamente o que caracterizou o comportamento de Whedon. Isto é, o que o diretor fez para deixá-lo revoltado. Agora, ele diz que foi racismo. “O que deixou minha alma em chamas e me forçou a falar sobre Joss Whedon neste verão foi o fato de eu ter sido informado de que Joss ordenou que a aparência de um ator de cor fosse mudada na pós-produção, porque ele não gostava da cor de seus tom de pele”, disse Fisher. O filme, como todos sabem, mudou a aparência de Henry Cavill, que apareceu para as filmagens das cenas extras, dirigidas por Whedon, usando o bigode de seu personagem em “Missão: Impossível – Efeito Fallout”. Além dele, dois vilões da história, interpretados por Ciarán Hinds e Peter Guinness, também tiveram efeitos visuais aprimorados na pós-produção. Os três são atores brancos. Além de Fisher, o único outro ator negro proeminente da história foi Joe Morton, que não sofreu intervenção computadorizada. Mas ele teria ouvido de alguém do departamento de edição ou efeitos visuais que houve correção de cor em algum figurante, que ele não identifica. A acusação, porém, é pior. Ele denuncia os executivos da Warner Bros. por participarem de “conversas racistas” em torno da produção. “Antes do processo de refilmagem da ‘Liga da Justiça’, conversas abertamente racistas foram mantidas e entretidas – em várias ocasiões – por antigos e atuais executivos de alto nível da Warner Bros. Pictures”, disse o ator. “Os tomadores de decisão que participaram dessas conversas racistas foram Geoff Johns, Jon Berg e o atual presidente do Warner Bros. Pictures Group, Toby Emmerich.” De fato, personagens negros foram eliminados e/ou tiveram suas participações diminuídas, inclusive o próprio Ciborgue vivido por Fisher. Entre os papéis cortados estão os interpretados por Ryan Choi, Karen Bryson e Kiersey Clemons. “O apagamento de pessoas de cor da versão cinematográfica de ‘Liga da Justiça’ de 2017 não foi um acidente nem uma coincidência”, garante o ator. Entretanto, ele não testemunhou nada ofensivo pessoalmente. “Essas conversas foram relatadas a mim por outras pessoas presentes na sala. E eu só fui informado depois de ter reclamado de Joss Whedon”, explicou. Porém, acrescenta: “Percebi que as anotações que acabei recebendo de Johns durante as refilmagens eram apenas uma versão codificada das coisas racistas que ele dizia a portas fechadas com os outros executivos”. Fisher ainda afirma que mais detalhes virão à tona após uma investigação, atualmente em curso sobre os bastidores da produção do filme. “Pretendo ser muito mais específico sobre cada um desses caras depois que a investigação terminar – esta entrevista é apenas uma versão resumida”, explicou. O ator aponta que a falta de refutação categórica contra suas declarações conferem veracidade às suas acusações. De fato, a Warner permitiu que as queixas de abusos do ator fossem investigadas, embora nada de desabonador tenha sido encontrado até aqui pelo investigador independente que faz a verificação. Fisher, por sinal, também já contestou este inquérito, por não seguir seus próprios critérios. O raciocínio que ele expõe é o seguinte: “Você realmente tem que se perguntar o que é mais plausível. Eu arruinar minha carreira de propósito fazendo declarações sobre figuras poderosas em Hollywood, que, se falsas, poderiam ser facilmente refutadas, ou algumas pessoas em posições de poder dizerem e fazerem coisas terríveis para manter esse poder durante uma fusão corporativa massiva?”. A fusão referida foi a compra da Warner pela AT&T. O ator disse que apresentou uma série de testemunhas para serem ouvidas durante a investigação, mas a Warner estaria evitando todas. “A Warner Bros. sabe muito bem que minhas afirmações são confiáveis. Eles estão apenas lutando contra elas. ” “Um monte de gente do elenco e da equipe técnica estendeu a mão para mostrar seu apoio, alguns esperados, outros nem tanto. Eu tentei o meu melhor para lidar com as coisas em particular e deixar o processo de RH funcionar, mas a única coisa que parece dar resultado é eu aplicar pressão publicamente”, completou o ator.
Klara Castanho vai estrelar filme na Netflix
A atriz Klara Castanho vai estrear na Netflix num filme escrito por Thalita Rebouças. Será a terceira parceria entre a Klara e Thalita, após “É Fada!” (2016) e “Tudo por um Pop Star” (2018), que adaptaram livros infanto-juvenis famosos da escritora. Na produção, ela fará par com Lucca Picon, da última temporada de “Malhação”. Mas não há mais detalhes sobre a trama. Vale lembrar que, quando assinou contrato para desenvolver projetos para a Netflix, Thalita recebeu a missão de criar histórias inéditas. A primeira produção desse acordo será “Um Pai no Meio do Caminho”, estrelado por Maisa Silva, que originalmente deveria estrear em 2020, mas ainda não ganhou previsão de lançamento.
Jeniffer Oliveira tem sentença confirmada em processo do ex Douglas Sampaio por danos morais
A 20ª Câmara Cível do Rio confirmou a sentença que condenou a atriz Jeniffer Oliveira (“Malhação: Vidas brasileiras”) a indenizar seu ex-namorado e ex-“Fazenda” Douglas Sampaio por danos morais, em R$ 10 mil. A ação teve início depois que ela o acusou publicamente de tê-la agredido, após uma discussão em um bar do Rio em 2018. Na época da denúncia, Jeniffer registrou queixa na 16ª DP (Barra da Tijuca) por lesão corporal com violência doméstica e publicou um texto nas redes sociais relatando que foi agredida por ele durante uma briga causada por ciúmes no bar Coco Mambo, no Recreio, na Zona Oeste do Rio. Ela também divulgou imagens de hematomas no braço e no pescoço, e chegou a receber apoio de muitas celebridades, como Petra Gil e Bruna Marquezine. A história começou a mudar dias depois, quando, encaminhada ao IML, ela não teria comparecido ao local para fazer o exame de corpo de delito, e após a polícia ouvir as testemunhas e avaliar as gravações feitas no bar. Sete testemunhas que afirmaram estar no bar no momento da confusão foram ouvidas no processo e disseram que não presenciaram agressão por parte de Sampaio. A polícia também analisou as gravações do dia da suposta briga e constatou que não houve “qualquer indício de autoria e materialidade do delito de lesão corporal em face de Jeniffer”. Posteriormente, veio a público um vídeo em que a atriz aparecia discutindo com uma mulher. Segundo Douglas, as manchas roxas que ela fotografou e colocou nas redes sociais poderiam ser resultado dessa desavença. Com o encerramento das investigações por falta de evidências, o ator desabafou nas redes sociais: “Que isso sirva de exemplo para vocês pararem de acusar sem saber de nada, sem investigar. Um monte de famoso apoiando uma mentira, e não vieram ao mínimo me pedir desculpas! Errar é humano, mas tentar consertar o erro é nobre. Minha vida foi devastada por conta dessa mentira, perdi trabalhos, chorei, tinha vergonha de sair nas ruas por causa dessa maldade feita covardemente. As pessoas me olhavam como um criminoso. Minha família sofreu, meus amigos sofreram, me viram me afundar em lágrimas e sem saber o que fazer. Mas mesmo com tudo isso acontecendo, nunca perdi minha fé que um dia ia provar a verdade” O vencedor de “A Fazenda” também resolveu processar Jeniffer. Ele chegou a pedir uma indenização de R$ 100 mil, alegando que foi prejudicado pessoal e profissionalmente pela denúncia. Mas embora a Justiça tenha concordado com seus argumentos, reduziu o valor para R$ 10 mil, no final do ano passado. Douglas não achou justo e resolveu recorrer, mas seu recurso foi negado nesta quinta-feira (29/10) pela 20ª Câmara Cível do Rio, que manteve a indenização em R$ 10 mil, a ser paga por Jeniffer Oliveira em compensação pela acusação sem provas.
Aos 70 anos, Ricardo Petraglia vira YouTuber com canal sobre maconha
O veterano ator – e roqueiro! – Ricardo Petraglia completou 70 anos no dia 7 e decidiu oficializar sua aposentadoria como ator. Agora, vai se dedicar a uma nova atividade, como YouTuber. Há algumas semanas, ele lançou seu canal MobyDickShow, anunciando seu engajamento na causa da liberação da maconha. Com o slogan “Sai do armário, usuário”, Petraglia pretende entrevistar médicos, psiquiatras, artistas, pesquisadores nacionais e internacionais. A primeira entrevista foi ao ar na noite de quarta-feira (28/10) com Pedro Zarur, um dos fundadores da Abracannabis (Associação Brasileira para a Cannabis). Veja abaixo. “Acho que os usuários têm que mostrar a cara, principalmente, os artistas”, disse o ator, que tem um sítio em Xerém, Duque de Caxias, em que cultiva legalmente maconha orgânica para uso medicinal. Ele tem autorização da Justiça. Com uma carreira iniciada nos anos 1970, com diversos papéis em peças, filmes, novelas e séries, Petraglia se despediu das telas com a série “Conselho Tutelar”, da Record, em 2015. “A maconha me salvou em 1975, porque me ajudou a me livrar de drogas pesadas. E, agora, mais velho, fiz uma operação no quadril e só o canabidiol me tirou a dor”, conta.












