Alice in Borderland: Série baseada em mangá ganha trailer legendado
A Netflix divulgou dois pôsteres nacionais e um novo trailer legendado de “Alice in Borderland”, série japonesa baseada no mangá homônimo de Haro Aso, que já rendeu uma minissérie de anime (Imawa no Kuni no Arisu) em 2014. Na trama, um grupo de jovens vai parar num universo paralelo, que é exatamente igual a Tóquio, só que deserto, em que parecem ser as únicas pessoas vivas. Mas para permanecerem assim, terão que participar de um intenso jogo de sobrevivência. A série tem direção de Shinsuke Sato, responsável pela adaptação live-action de “GantZ”, mangá cultuadíssimo que pode ser considerado uma influência em “Alice in Borderland”. Ele também assinou “A Sociedade da Espada” (2001), o terror de zumbis “I Am Hero” (2015), a continuação “Death Note: Iluminando um Novo Mundo” (2016) e o filme de “Bleach” (2018), todas produções baseadas em mangás famosos. O elenco, por sua vez, destaca Kento Yamazaki (da versão japonesa de “Good Doctor”) e Tao Tsuchiya (dos filmes de “Samurai X”). A 1ª temporada será lançada no dia 10 de dezembro.
Gorillaz vai lançar longa-metragem animado
O cantor Damon Albarn, líder do Gorillaz, revelou que a banda animada vai ganhar um filme. A banda já lançou registros de shows, mas desta vez será uma obra de ficção, dirigida pelo criador dos personagens, Jamie Hewlett. A revelação foi feita durante uma entrevista ao site Radio.com. “Devemos fazer um filme enquanto trabalhamos na segunda temporada [de ‘Song Machine’, álbum lançado na semana passada]. Assinamos contratos, começamos roteiros e tudo mais”. Lançado em 23 de outubro, “Song Machine, Season One: Strange Timez” foi um disco dedicado a parcerias do Gorillaz com outros artistas, entre eles Elton John, St. Vincent, Beck, Schoolboy Q, Peter Hook (ex-New Order) e Robert Smith (da banda The Cure). Algumas dessas colaborações viraram clipes. O desafio para fazer o longa-metragem é contar uma história de 2 horas com começo, meio e fim. “Fazer um filme animado meio abstrato é um risco e tanto para um estúdio, porque eles são muito caros”, disse Albarn. “A gente não pode contar uma história confusa, que faça sentido em apenas em alguns momentos. Descobrimos que é bem difícil”, concluiu.
Ryan Reynolds revela final das filmagens de Red Notice
O ator Ryan Reynolds (o Deadpool) revelou no seu Instagram que encerrou sua participação nas filmagens de “Red Notice”, nova comédia de ação da Netflix. A informação foi acompanhada por várias fotos dos bastidores da produção, que ele estrela ao lado de Gal Gadot (a Mulher-Maravilha) e Dwayne Johnson (the Rock). “Não tem havido muitos filmes ultimamente. Eu sinto falta deles. Ontem foi meu último dia no ‘Red Notice’. Começamos esse filme há 10 meses. Paramos em março sem ideia de quando ou se voltaríamos. Com a ajuda de tantos profissionais de saúde e segurança inteligentes, a Netflix encontrou uma maneira de nos fazer voltar ao trabalho”, escreveu. Ele ainda elogiou os profissionais que trabalharam na produção. “Tiro meu chapéu para esta equipe. Não conseguiria enfatizar sua coragem o suficiente. Mais de 300 almas vivendo em uma bolha sequestrada para tornar isso uma realidade. Eles foram trabalhar nas circunstâncias mais intensas todos os dias. Esse sacrifício não é só deles, mas também de seus familiares, amigos e entes queridos que não os veem há meses. Nem todos os heróis usam capas. Alguns usam máscaras. E viseiras. E tem cotonetes enfiados em seus narizes todos os dias”, completou. Trama de perseguição de ladrão de arte internacional, “Red Notice” foi escrita e dirigida por Rawson Marshall Thurber (“Família do Bagulho”) e deve ser lançada em 2021 em streaming. Ver essa foto no Instagram There haven’t been a lot of movies lately. I miss them. Yesterday was my final day on #RedNotice. We started this film 10 months ago. We stopped in March with no idea when or if we’d go back. With the help of so many whip-smart health and safety workers, Netflix found a way to get us back to work. My hat is OFF to this crew. I can’t emphasize their grit enough. Over 300 souls living in a sequestered bubble to make this a reality. They went to work under the most intense circumstances every day. That sacrifice is not only theirs, but it also belongs to their family, friends and loved ones who haven’t seen them in months. Not all heroes wear capes. Some wear masks. And visors. And have cotton swabs shoved up their noses every day. #RedNotice @netflix 📷: @masistills @hhgarcia41 Uma publicação compartilhada por Ryan Reynolds (@vancityreynolds) em 30 de Out, 2020 às 9:01 PDT
Maisa Silva se despede oficialmente do SBT
A atriz e apresentadora Maisa Silva se despediu oficialmente do SBT com a última edição do “Programa da Maisa”, que apesar de ter sido gravado há algum tempo, foi ao ar neste sábado (31/10). Maisa antecipou a exibição nas redes sociais avisando que os fãs veriam “fortes emoções” e ela “toda remelenta, porém com mascara de cílios intacta”, porque fez a maquiagem já se preparando “pro choro”. Durante o programa, ela recebeu homenagens de Raul Gil, que a lançou aos três anos de idade na TV, e de Silvia Abravanel, apresentadora do “Bom Dia & Cia”, representando a família de seu patrão desde os cinco anos de idade, Sílvio Santos. Com os olhos cheios de lágrima, Maisa agradeceu ao SBT por ser a sua segunda casa. “Eu vim mais para cá do que para escola. É muito difícil ir embora, mas ir embora daqui feliz e saber que tenho apoio de tanta gente que entendeu o que é melhor para mim nesse momento, é uma felicidade”, contou. A estrelinha também recebeu a visita-surpresa do cantor Luan Santana, de quem é fã, e participou do quadro “Cadeira da Verdade” para responder perguntas de Celso Portiolli, Fê Paes Leme, Pabllo Vittar e Hugo Gloss. Perguntada o que aprendeu nesses anos todos à frente da televisão, ela respondeu: “Tudo o que eu sei sobre comunicação”. Em seu Instagram, Maisa completou: “O encerramento de um ciclo muito lindo e importante na minha vida. Estou realizada, é isso que posso dizer”. Ela ainda postou fotos dos bastidores do último programa, escrevendo ao lado: “Que sensação de missão cumprida, realização e gratidão”. Para completar, comentou o fim da relação com o SBT, que chamou de “experiência maravilhosa”. “Levo daqui as melhores coisas da vida, ensinamentos nobres e uma coisa que nenhum dinheiro pode comprar: uma família. Obrigada família SBT por esses 13 anos”. No SBT, ela também apresentou, ainda criança, os programas “Sábado Animado”, “Domingo Animado” e “Bom Dia & Cia”, além de ter dividido o quadro “Pergunte à Maisa” com Silvio Santos, no “Programa Silvio Santos”, onde chamou atenção pela espontaneidade. A transformação em atriz aconteceu em 2011, quando interpretou Valéria Ferreira no remake da novela “Carrossel”. Ela estreou no cinema no primeiro filme derivado da produção, “Carrossel: O Filme”, em 2015, e participou também da sequência, “Carrossel 2: O Sumiço de Maria Joaquina”. Em 2016 fez sua segunda novela, “Carinha de Anjo”, e no mesmo ano publicou seu primeiro livro, “Sinceramente Maisa”, que contava sua trajetória. Mas aos poucos sua carreira ficou maior que o SBT. Ela lançou mais dois livros e voltou ao cinema em “Tudo Por um Popstar” (2017), “Cinderela Pop” (2018) e “Ela Disse, Ele Disse” (2019). A partir de agora, Maisa vai desenvolver trabalhos na Netflix. E é agora mesmo, a partir de terça (3/11), quando ela começa a apresentar o “festival digital” Tudum, mediando a participação de estrelas da Netflix por videoconferência. Além disso, já filmou seu próximo filme, a comédia “Um Pai no Meio do Caminho”, que será seu primeiro longa realizado para a plataforma de streaming. Ver essa foto no Instagram OBRIGADA! Que sensação de missão cumprida, realização e gratidão. Foram 85 programas feitos com muita dedicação, amor e carinho. Não consigo colocar em palavras tudo o que vocês significam pra mim, mas espero que saibam que os levo comigo pra onde for. O programa da maisa veio num momento inesperado, quando eu nem sabia se estava preparada e ele me fez aprender muito e acreditar em mim. Doeu me despedir sem abraçar vocês, mas foi o que pudemos fazer diante dessa situação na qual nos arriscamos, mesmo com todo cuidado, pra colocar um sorriso no rosto de cada pessoa que ligava a TV aos sábados. Agradeço ao público que nos abraçou, aos convidados que pisaram nesse palco e a todos que fizeram esse programa acontecer. Que experiência maravilhosa, levo daqui as melhores coisas da vida, ensinamentos nobres e uma coisa que nenhum dinheiro pode comprar: uma família. Obrigada familia SBT por esses 13 anos, obrigada familia programadamaisa por esses 2 anos de muita loucura do bem. Amo vocês. Com amor, +A. Uma publicação compartilhada por +A (@maisa) em 31 de Out, 2020 às 3:49 PDT
Atriz de Malhação e Amor de Mãe cai em golpe na OLX
A atriz Cacá Ottoni, que ficou conhecida após estrelar dois anos de “Malhação”, caiu num golpe ao procurar um novo apartamento para alugar no Rio. Segundo relato em seu Instagram, ela e o marido se interessaram por um imóvel. O anúncio estava publicado no portal OLX, revelou posteriormente a coluna de Ancelmo Gois no Jornal O Globo. Mas após entregar os documentos e pagar R$ 3 mil como sinal do primeiro aluguel, descobriram que a suposta proprietária era uma estelionatária que sumiu com o dinheiro. “A sensação de ser enganada é terrível. Além do prejuízo financeiro num momento tão delicado como este”, disse a atriz. Veja o vídeo abaixo. Atualmente no ar na novela “Amor de Mãe”, ela terminou de filmar recentemente seu terceiro longa, “O Auto da Mentira”, de José Eduardo Belmonte (“Alemão”), que ainda não tem previsão de estreia. A OLX, por sua vez, enviou um comunicado para esclarecer que a atividade da empresa consiste na disponibilização de espaço para que usuários possam anunciar e encontrar produtos e serviços de forma rápida e simples. Diariamente, em torno de 500 mil anúncios são inseridos na OLX e a empresa não faz a intermediação ou participa de qualquer forma das transações da vertical de imóveis, que são feitas diretamente entre os usuários. Ver essa foto no Instagram Cuidem-se! Os maiores bandidos nunca serão os que te abordam na rua a procura de um celular e uns trocados. Uma publicação compartilhada por Cacá Ottoni (@cacaottoni) em 30 de Out, 2020 às 8:46 PDT
Séries NeXT e Filthy Rich são canceladas
A Fox anunciou o cancelamento de “NeXT” e “Filthy Rich”, duas das poucas séries com capítulos inéditos na atual programação televisiva dos EUA. Ambas estrearam na emissora há poucos dias. A rede tomou a decisão de não produzir novos episódios após a exibição do segundo capítulo de “NeXT” e do quinto de “Filthy Rich”. A Fox manterá as séries no ar até esgotar sua encomenda inicial de 10 episódios de cada uma delas. “NeXT” era uma série sci-fi tecnológica estrelada por John Slattery (Howard Stark em “Vingadores: Ultimato”) e a brasileira Fernanda Andrade (“The First”). Originalmente concebida para a midseason, quando estreiam séries de menor potencial comercial, foi promovida para a temporada principal para cobrir a falta de programas na TV. Criação de Manny Coto (de “24 Horas”), com produção a cargo da dupla John Requa e Glenn Ficarra (diretores de “Golpe Duplo”), a série se passa durante o ataque de uma Inteligência Artificial maligna, que aprende tudo o que há de errado na humanidade e se volta contra seus criadores, usando conexões da internet, câmeras e equipamentos computadorizados para promover destruição e mortes. Remake de uma produção neozelandesa, “Filthy Rich” era uma comédia novelesca desenvolvida pelo cineasta Tate Taylor (de “Histórias Cruzadas” e “A Garota no Trem”) e estrelada por Kim Cattrall (“Sex and the City”). A trama girava em torno das revelações trazidas à tona pela morte do proprietário da maior rede evangélica de TV dos EUA. Considerado um grande religioso, ele nomeou filhos ilegítimos, que ninguém conhecia, em seu testamento, fazendo a viúva (Cattrall) mostrar as garras para não abrir a mão da herança. Como se não fosse suficiente, a morte do milionário, por queda de avião, começava a levantar suspeitas. A média de audiência da comédia era de 3,2 milhões de espectadores, com uma classificação de 0,5 ponto entre adultos de 18 a 49 anos após cada semana de exibição, enquanto a sci-fi atraiu apenas 2,8 milhões de espectadores e a mesma classificação demográfica. Veja abaixo os trailers das duas séries, que não chegaram ao Brasil.
Cinemas voltam a fechar na Inglaterra, estendendo o lockdown pela Europa
O primeiro-ministro britânico Boris Johnson ordenou uma nova quarentena nacional neste sábado (31/10), dia em que o Reino Unido ultrapassou a marca de 1 milhão de casos de Covid-19 e uma segunda onda de infecções já ameaça sobrecarregar o serviço de saúde. O Reino Unido tem o maior número oficial de mortes causadas por Covid-19 na Europa e o quinto maior do mundo, e atualmente está registrando mais de 20 mil novos casos de coronavírus por dia. Cientistas alertaram que, se a tendência continuar, o “pior cenário” previsto, de 80 mil mortes, pode ser ultrapassado. Em uma entrevista coletiva convocada às pressas em Downing Street, a residência oficial do Primeiro Ministro, após vazamento dos planos na imprensa, Johnson disse que a quarentena de um mês em toda a Inglaterra vai começar no primeiro minuto de quinta-feira (5/10) e durar até 2 de dezembro. As restrições lembram tempos de guerra. As pessoas só poderão sair de casa por motivos específicos, como educação, trabalho, exercícios, compras de itens essenciais e remédios ou cuidar dos vulneráveis. Além dos cinemas, também serão fechados teatros, restaurantes, bares, casas de shows e locais de comércio não essenciais. Já as escolas e serviços essenciais, como hospitais, delegacias e supermercados, vão continuar funcionando normalmente. Johnson também anunciou que o governo vai reativar seu esquema de subsídio salarial de emergência para garantir que os trabalhadores temporariamente demitidos durante a nova quarentena recebam 80% de seu salário. Desta vez, o Primeiro Ministro britânico decidiu agir diferente de quando impôs o primeiro isolamento nacional. Ele foi muito criticado por demorar a ordenar a quarentena, que se estendeu de 23 de março a 4 de julho, e chegou a ficar doente devido à infecção por covid-19 no final de março, precisando ser hospitalizado. A experiência com a doença mudou a forma como passou a encarar a pandemia. Ao optar por fechar o país por um mês, o Reino Unido vai acompanhar a quarentena já anunciada por outros países, como França, Itália e Alemanha, estendendo o lockdown pela Europa. O continente estará praticamente fechado durante o mês de novembro. O objetivo é impedir a proliferação descontrolada da covid-19, visando permitir que as famílias possam se reencontrar para celebrar o Natal. A situação é reforçadas por outros países, que também estão anunciando restrições, como Portugal, que anunciou quarentena em três regiões do país. As pessoas serão orientadas a ficarem em casa, realizar trabalho remoto e só fazer compras essenciais. Mas nem todo mundo está cooperando. Itália e Espanha chegaram a registrar protestos violentos nesta semana, contra o toque de recolher para conter a covid-19.
Daniel Craig homenageia Sean Connery: “Um dos maiores do cinema”
A morte de Sean Connery, o primeiro James Bond do cinema, mobilizou fãs e famosos em todo mundo neste sábado (31/10), e Daniel Craig, que atualmente ocupa o papel de 007, também decidiu se manifestar, por meio de um comunicado à imprensa, em que chama seu predecessor de “um dos maiores nomes do cinema”. “É com grande tristeza que recebi a notícia do falecimento de um dos maiores nomes do cinema. Sir Sean Connery será lembrado como Bond e como muito mais. Ele definiu uma era e um estilo. A sagacidade e o charme que ele levou à tela poderia ser medida em mega watts; ele ajudou a criar o blockbuster moderno. Ele continuará a influenciar atores e cineastas em anos por vir. Meus pensamentos estão com sua família e seus entes queridos. Onde quer que ele esteja, espero que haja um campo de golfe”. Connery gostava de jogar golfe, esporte que se tornou seu maior passatempo após sua aposentadoria precoce dos cinemas em 2003 – depois de se estressar com a fracassada produção de “A Liga Extraordinária”. Os produtores atuais dos filmes de 007, Michael G. Wilson e Barbara Broccoli, também emitiram um comunicado sobre sua morte. “Estamos arrasados com a notícia do falecimento de Sir Sean Connery. Ele foi e sempre será lembrado como o James Bond original, cuja marca indelével na história do cinema começou quando ele pronuciou aquelas palavras inesquecíveis, ‘O nome é Bond … James Bond’. Ele revolucionou o mundo com seu retrato corajoso e espirituoso do agente secreto sexy e carismático. Ele é, sem dúvida, o grande responsável pelo sucesso da série de filmes, e seremos eternamente gratos a ele”, afirmaram.
Sean Connery (1930 – 2020)
O ator Sean Connery, o primeiro e melhor James Bond do cinema, morreu neste sábado (31/10) nas ilhas das Bahamas, enquanto dormia, aos 90 anos, após estar “indisposto há algum tempo”. “Um dia triste para todos que conheciam e amavam meu pai e uma triste perda para todas as pessoas ao redor do mundo que gostaram do maravilhoso talento que ele tinha como ator”, disse seu filho Jason à BBC. Lembrado como o espião mais charmoso e elegante do cinema, e fora das telas como um cavaleiro, nomeado pela Rainha Elizabeth II Sir Sean Connery em 2000, ele não podia ser mais diferente da percepção pública de sua imagem. Em contraste, ele não era nenhum pouco refinado – como os atores britânicos de hoje, que estudaram em faculdades de artes para seguir carreira. Ele quase nem estudou. Para virar ator, foram dois dias de aulas de atuação e canto, que lhe renderam uma vaga no coro de uma montagem itinerante do musical “South Pacific”, no início de sua carreira. A busca pelo teatro surgiu da necessidade de pagar de contas, e era apenas mais uma tentativa numa longa lista de empregos temporários do proletário escocês de sotaque carregado, que cresceu na pobreza e fez muitos trabalhos braçais antes de considerar os palcos. Thomas Sean Connery nasceu em 25 de agosto de 1930, o mais velho de dois filhos de pais operários em Edimburgo (seu pai dirigia um caminhão e trabalhava em uma fábrica de borracha). Ele abandonou a escola pouco antes de completar 14 anos e trabalhou em uma variedade de empregos ocasionais, incluindo como leiteiro, pedreiro e salva-vidas. Convocado para servir na Marinha Real, acabou dispensado depois de três anos por ter desenvolvido úlcera e recebeu uma bolsa do governo para se tornar aprendiz de polidor de caixões. Também trabalhou na impressão de um jornal de Edimburgo antes de tentar fazer carreira no fisiculturismo e levantamento de peso. Em 1950, ele competiu no concurso Mr. Universo, terminando em terceiro. Com quase 2 metros de altura e músculos definidos, ainda modelou nu para uma galeria de arte de Edimburgo. A presença imponente e a maneira rude também lhe renderam dinheiro como figurante em peças, séries e filmes. Até que teve a chance de substituir Jack Palance (“Os Brutos Também Amam”) num teleteatro ao vivo da BBC, em 1957. A aclamação recebida por seu desempenho lhe fez perceber que podia viver apenas como ator. Ele estreou no cinema no mesmo ano, como um capanga com problema de dicção no filme de gângster “No Road Back”, e assim assinou seu primeiro contrato com um estúdio, a 20th Century Fox. Em pouco tempo, progrediu para papéis de coadjuvante, contracenando com Lana Turner em “Vítima de uma Paixão” (1958), mas foi a BBC que o lançou como protagonista, no papel-título de “Macbeth” (1960), como Alexandre, o Grande, em “Adventure Story” (1961) e como o Conde Vronsky em “Anna Karenina” (1961). Após interpretar um soldado em “O Mais Longo dos Dias” (1962), a epopeia de Darryl F. Zanuck sobre o Dia D, da 2ª Guerra Mundial, Connery chamou atenção dos produtores americanos Harry Saltzman e Albert Broccoli, que notaram como ele “caminhava como uma pantera”. Durante a conversa inicial, eles ficaram impressionados com seu magnetismo animal, que emanava de sua presunção e falta de filtros. Antes dele, os produtores procuraram David Niven e Cary Grant, atores bem mais velhos, conhecidos por viverem aristocratas e ricos nas telas, mas ambos recusaram um contrato para cinco filmes, que era a oferta inicial. Ao ouvir que o valor era de US$ 1 milhão, Connery aceitou na hora. E embora fosse muito diferente dos intérpretes que Saltzman e Broccoli inicialmente procuravam, transformou James Bond no personagem que todos imaginam agora, quando fecham os olhos: um homem de forte presença física, enorme apelo sexual e carisma de sobra, mas extremamente brutal quando necessário. Connery definiu cada detalhe de James Bond ao estrelar os primeiros cinco filmes produzidos pela United Artists com a superespião britânico do escritor Ian Fleming. Logo após a estreia do primeiro, “007 Contra o Satânico Dr. No” (1962), feito com o orçamento mais baixo de toda franquia, em locações na Jamaica, Connery passou a receber milhares de cartas de fãs por semana. O segundo, “Moscou Contra 007” (1963), foi a única continuação direta de sua fase como James Bond e ele dizia que também era seu favorito. Mas foi o terceiro, “007 Contra Goldfinger” (1964), que transformou a franquia num fenômeno mundial. Ele ainda fez “007 Contra a Chantagem Atômica” (1965) e ao chegar ao quinto longa, “Com 007 Só Se Vive Duas Vezes” (1967), já tinha se tornado um dos maiores astros de cinema do mundo. Os primeiros filmes de Connery como Bond fizeram tanto sucesso que lançaram moda, inspirando imitadores, paródias e influenciaram para sempre a cultura pop com suas frases icônicas, carros cheio de gadgets, Bond girls e supervilões obcecados em dominar o mundo. Mas quando Saltzman e Broccoli lhe ofereceram mais US$ 1 milhão para renovar seu contrato, Connery disse não. Entre os filmes de 007, ele tinha se diversificado, filmando até um clássico do suspense com Alfred Hitchcock, “Marnie, Confissões de uma Ladra” (1964), e outra produção marcante com Sidney Lumet, “A Colina dos Homens Perdidos” (1965). Portanto, não lhe faltavam ofertas de papéis. Enquanto isso, “007 – A Serviço Secreto de Sua Majestade” (1969) foi rejeitado pelo público, tornando-se um desastre de bilheteria e o único filme do espião estrelado pelo australiano George Lazenby – apesar de, em contraste, ter um dos melhores roteiros da saga. Os produtores voltaram a procurá-lo e Connery então aceitou o maior salário já oferecido para um ator até então, US$ 1,25 milhão por um filme, mais um acordo com o estúdio United Artists para financiar dois outros filmes para ele. E assim James Bond voltou a ser quem era em “007 – Os Diamantes São Eternos” (1971). Com o dinheiro que ganhou para viver 007 mais uma vez, Connery fundou um fundo educacional com o objetivo de ajudar crianças carentes na Escócia. Paralelamente, ele também criou sua própria produtora e retomou sua parceria com Sidney Lumet, estrelando “O Golpe de John Anderson” (1971), “Até os Deuses Erram” (1973) e a adaptação de Agatha Christie “Assassinato no Expresso Oriente” (1974). Mas quando Saltzman e Broccoli lhe procuraram novamente para fazer “Com 007 Viva e Deixe Morrer” (1973), ele disse estar “farto de toda a história de James Bond” e recusou a impressionante oferta de US$ 5 milhões, fazendo com que a franquia trocasse de mãos, para a consagração da versão suave e debochada de Bond, vivida por Roger Moore. Mesmo assim, Connery retrataria 007 uma última vez, aos 52 anos, no apropriadamente intitulado “007 – Nunca Mais Outra Vez”, pelo qual recebeu uma fortuna não revelada da Warner Bros em 1983. O filme só existiu por causa de uma brecha contratual nos direitos do personagem e não foi considerado parte da franquia oficial. O ator continuou sua carreira de sucesso por mais três décadas, variando radicalmente sua filmografia, por meio de títulos como a bizarra e cultuada sci-fi “Zardoz” (1974), de John Boorman, o épico “O Homem que Queria ser Rei” (1975), de John Huston, que lhe valeu uma amizade para toda a vida com Michael Caine, a emocionante aventura medieval “Robin e Marian” (1976), sobre o fim da vida de Robin Hood, dirigida por Richard Lester, o clássico de guerra “Uma Ponte Longe Demais” (1977), de Richard Attenborough, etc. Ele acompanhou os tempos e virou astro de superproduções do cinema hollywoodiano pós-“Guerra nas Estrelas”, repleto de efeitos visuais, estrelando a catástrofe apocalíptica “Meteoro” (1979), de Ronald Neame, o western espacial “Outland: Comando Titânio” (1981), de Peter Hyams, as fantasias “Os Bandidos do Tempo” (1981), de Terry Gilliam, e “Highlander: O Guerreiro Imortal” (1986), mas principalmente “Indiana Jones e a Última Cruzada” (1989), de Steven Spielberg, como o pai do personagem de Harrison Ford. A década também lhe rendeu consagração em dois blockbusters: a adaptação do best-seller “O Nome da Rosa” (1986), dirigida por Jean-Jacques Annaud, pela qual foi premiado com o BAFTA (o “Oscar britânico”) de Melhor Ator, e o célebre filme “Os Intocáveis” (1987), maior sucesso da carreira do diretor Brian de Palma. O papel do policial honesto Jim Malone, integrante da equipe intocável de Elliot Ness (Kevin Costner), marcou seu desempenho mais elogiado e seu primeiro e único Oscar, como Melhor Ator Coadjuvante de 1988. Seu nome continuou a lotar cinemas durante os anos 1990, em sucessos como “A Caçada ao Outubro Vermelho” (1990), que lançou o personagem Jack Ryan nas telas, a aventura “O Curandeiro da Selva” (1992), em que veio filmar no Brasil, e em thrillers como “A Rocha” (1996), ao lado de Nicolas Cage, e “Armadilha” (1999), ao lado de Catherine Zeta-Jones. Mas aos poucos foi se envolvendo em produções que, apesar de extremamente caras, tinham cada vez menor qualidade. “Os Vingadores” (1998), que adaptou a série homônima da TV britânica, e principalmente “A Liga Extraordinária” (2003), baseado nos quadrinhos de Alan Moore, marcaram seu desencanto pelo cinema, levando-o a decidir-se por uma aposentadoria precoce. Connery recusou fortunas e apelos de vários cineastas, ao longos dos anos, para mudar de ideia. Mas sua decisão era final, feito o título de seu último filme de 007. “Nunca mais outra vez”. Fora das telas, ele se casou duas vezes: com a falecida atriz australiana Diane Cilento (“Tom Jones”, “O Homem de Palha”), com quem teve um filho, e a artista francesa Micheline Roquebrune, que permaneceu a seu lado desde 1975 – e em meio a muitos casos bem documentados de infidelidade do ator. Os produtores atuais dos filmes de 007, Michael G. Wilson e Barbara Broccoli, emitiram um comunicado sobre sua morte. “Estamos arrasados com a notícia do falecimento de Sir Sean Connery. Ele foi e sempre será lembrado como o James Bond original, cuja marca indelével na história do cinema começou quando ele pronuciou aquelas palavras inesquecíveis, ‘O nome é Bond … James Bond’. Ele revolucionou o mundo com seu retrato corajoso e espirituoso do agente secreto sexy e carismático. Ele é, sem dúvida, o grande responsável pelo sucesso da série de filmes, e seremos eternamente gratos a ele.”
Diretor de Doutor Estranho volta ao terror em adaptação de Joe Hill
Depois de comandar “Doutor Estranho”, Scott Derrickson voltará a suas raízes de terror numa nova produção da Blumhouse. Ele vai dirigir “Black Phone”, adaptação de um conto de mesmo nome de Joe Hill, filho de Stephen King e autor das histórias adaptadas na séries “Locke & Key” e “NOS4A2”. A trama vai girar em torno de uma criança sequestrada e mantida num porão com um telefone antigo que, apesar de estar desligado, toca à noite com ligações de mortos. A adaptação foi feita por Derrickson e seu parceiro tradicional, o roteirista C. Robert Cargill, e as filmagens vão começar nos próximos dias, com as crianças Mason Thames (“For All Mankind”) e Madeleine McGraw (“Homem-Formiga e a Vespa”) definidas no elenco. Derrickson já trabalhou com sucesso com a Blumhouse em dois filmes da franquia “A Entidade”, mas a nova parceria surpreende pela rapidez com que foi definida, passando à frente de outros projetos que o diretor estava desenvolvendo há mais tempo. A distribuição está a cargo da Universal.
Ellen Page será treinadora de equipe de eSports em comédia feminista
A atriz Ellen Page (“The Umbrella Academy”) vai estrelar uma comédia de tema feminista passada no universo do eSport. Intitulado “1UP”, o longa será a primeira produção do BuzzFeed Studios, nova divisão do site BuzzFeed. Ela vai contracenar com Paris Berelc (“Alexa & Katie”) na trama ambientada no mundo dos jogadores profissionais de videogame. Na trama, Paris viverá uma jogadora que deixou sua equipe de eSports da faculdade por não tolerar o machismo de seus colegas homens. Entretanto, com uma bolsa de estudos em jogo, ela é forçada a montar uma equipe do colégio exclusivamente feminina para que possa competir com os garotos. Para esta missão, ela contará com a ajuda de uma treinadora (Ellen Page). O filme tem roteiro de Julia Yorks (“As Aventuras do Gato de Botas”), será dirigido por Kyle Newman (“Escola de Espiões”) e está sendo descrito como uma versão de “A Escolha Perfeita” do eSport. A produção está prevista para começar nos próximos dias em Toronto, na Canadá.
Atriz de Fuller House inicia dois meses de prisão por fraude
A atriz Lori Loughlin, a Tia Becky de “Três É Demais” e a continuação “Fuller House”, apresentou-se nesta sexta (30/10) em uma prisão federal em Dublin, na Califórnia (EUA), onde vai cumprir dois meses de detenção por subornar uma faculdade e mentir no formulário de inscrição de suas filhas para que elas fossem admitidas entre os alunos da instituição. Loughlin foi condenada em agosto, mais de um ano depois do caso vir a público, e também teve que pagar uma multa de US$ 150 mil e deverá cumprir 150 horas de serviço comunitário. Seu marido também foi preso. Mossimo Gionnulli acabou caracterizado no processo como a parte do casal mais ativamente envolvida no suborno e pegou pena maior: 5 meses de prisão, com multa de US$ 250 mil e 250 horas de trabalho comunitário. As penas resultaram de negociação com a promotoria. A admissão de culpa evitou o julgamento do casal e livrando-os do processo por outros dois crimes, além de receberem uma sentença relativamente branda. Loughlin e Giannulli foram acusados de pagar meio milhão de dólares para garantir que suas duas filhas entrassem na University of Southern California (USC) como integrantes da competitiva equipe de remo da universidade, um esporte que as meninas nunca praticaram. Inicialmente, Loughtlin relutou em admitir o crime. Por meio de seus advogados, ela e o marido alegavam que os US$ 500 mil pagos em favor das filhas eram “uma doação legítima” para a instituição. O casal só mudou de ideia após acompanhar o julgamento de outra personalidade famosa pega no escândalo, que envolve 55 famílias, e ver as vantagens da cooperação. A também atriz Felicity Huffman, de “Desperate Housewives”, declarou-se culpada por ter desembolsado US$ 15 mil para melhorar a pontuação da prova de vestibular de uma de suas filha, e passou apenas 11 dias em uma prisão na Califórnia. Ela teve uma das menores sentenças do processo, porque decidiu se declarar culpada desde o início. Rapidamente condenada, ela foi liberada em outubro do ano passado. O organizador do esquema, William “Rick” Singer, recebeu mais de US$ 25 milhões para subornar treinadores e funcionários que participavam dos processos de admissão nas faculdades, de acordo com os promotores. Ele se declarou culpado e cooperou com as autoridades durante todo o processo, também buscando diminuição de pena. Antes de receber a sentença, Loughlin afirmou que tomou uma “decisão horrível”. “Concordei em participar de um plano para dar às minhas filhas uma vantagem injusta no processo de admissão à faculdade. Ao fazer isso, ignorei minha intuição e me permiti fazer algo amoral”, afirmou.
Sacha Baron Cohen doa US$ 100 mil para comunidade da babá de Borat 2
O ator Sacha Baron Cohen, intérprete de Borat, também resolveu entrar na campanha para ajudar Jeanise Jones, uma das poucas pessoas reais a despertar simpatia no filme “Borat: Fita de Cinema Seguinte”. A mulher de 62 anos foi contratada pela produção para viver a “babá” da Tutar, com a desculpa de que participaria de um documentário sobre uma jovem estrangeira que veio aos EUA para um casamento arranjado. Enquanto a maioria das demais vítimas de pegadinhas de “Borat 2” foram gravados demonstrando o pior da humanidade, Jeanise apareceu apenas dando bons conselhos para a personagem vivida por Maria Bakalova, sem saber que participava de uma comédia de cinema. Pelo trabalho, ela recebeu US$ 3,6 mil. Mas depois de se despedir de Tutar, a pandemia de coronavírus a levou a perder o emprego que tinha há 32 anos, deixando-a em dificuldades. Como era uma pessoa muito querida em sua congregação, o pastor de sua igreja, Derrick Scobey, tomou a iniciativa de ajudá-la, lançando uma campanha no site de financiamento coletivo Go Fund Me para pedir que o público lhe premiasse com um cachê digno de cinema pela dignidade que demonstrou no filme, já considerado um dos maiores sucessos da plataforma Amazon Prime Video. O objetivo era arrecadar US$ 100 mil, mas em seis dias o apelo já rendeu US$ 155 mil para Jeanise. Ao ver a iniciativa, o criador de Borat também decidiu participar com uma doação do próprio bolso. Ele procurou Jeanise para lhe oferecer pessoalmente US$ 100 mil. Mas ela lhe propôs um destino diferente para o dinheiro. Jeanise pediu que Cohen repartisse os US$ 100 mil com toda a sua comunidade, em Oklahoma City. O dinheiro, que será distribuído pela Igreja Batista Ebenezer a pedido de Jones, está sendo destinado para oferecer abrigo e alimentação às pessoas necessitadas que procuram a congregação. Foi a segunda vez que ela ensinou uma lição de humanidade ao criador de Borat. Isto é o que se pode chamar de cena real pós-créditos. “Borat: Fita de Cinema Seguinte” acabou rendendo um final feliz de verdade, após a exibição de seus letreiros.











