Humoristas apoiam Marcelo Adnet após ataques: “governo mimimi”
Após sofrer ataques pessoais do secretário especial da Cultura, Mario Frias, e institucionais do perfil da Secom (Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência da República), Marcelo Adnet ganhou solidariedade de vários humoristas brasileiras. Os ataques foram motivados por uma paródia feita por Adnet na sexta (4/5), em seu programa “Sinta-se em Casa”, na Globoplay. O comediante satirizou a participação de Frias num vídeo de tom nacional-triunfalista sobre “Heróis Brasileiros”, e o secretário da Cultura reagiu com ofensas, chamando Adnet de “criatura imunda”, “crápula”, “frouxo”, “sem futuro”, “palhaço”, “idiota”, “egoísta”, “fraco” e “bobão”, além evocar sua vida privada para exemplificar sua “falta de caráter”. Por sua vez, a Secom acusou Adnet de “parodiar o bem e fazer pouco dos brasileiros”, listando “pessoas reais” que não estavam nem foram citadas no vídeo, em que Frias aparece sozinho no Museu do Senado. “Não imaginamos que honrar um morador de rua que salvou uma desconhecida ou uma professora que morreu queimada para salvar dezenas de crianças causaria reações maldosas, carregadas de desprezo por brasileiros simples, mas imensamente bondosos”, diz o texto, que ainda acusa Adnet de “desprezar o ser humano”. A reação, claro, virou piada entre a classe dos humoristas brasileiros. Maurício Meirelles criou a definição que acabou viralizando na internet, ao chamar o governo Bolsonaro de “governo mais mimimi da história deste país”. Danilo Gentili usou ironia para questionar quanto a Secom tinha recebido para fazer publicidade para Adnet. E tanto Fabio Rabin quanto Gregório Duvivier (num retuíte do repórter Rafael Neves) lembraram da recente participação de Adnet no “Roda Viva”, onde Marcelo Tas sugeriu que só governos comunistas, como China e Cuba, perseguiam humoristas e reprimiam o humor. Gentili ainda ponderou, em tom de reclamação, que Adnet não o defendeu na época de sua condenação por fazer piada misógina com a deputada petista Maria do Rosário. Mas o perfil Tesoureiros do Jair lembrou da defesa feita por Bolsonaro à liberdade do humor por ocasião dessa condenação, e o próprio Adnet retuitou em seu perfil. Veja estas e outras reações abaixo. É o governo mais MIMIMI da história do Brasil. PQP https://t.co/t2sLv4OpMA — Mauricio Meirelles (@MauMeirelles) September 5, 2020 Quanto o Adnet pagou pra vocês fazerem essa excelente publicidade pra ele? https://t.co/jh77prkkhd — Danilo Gentili (@DaniloGentili) September 5, 2020 Parabéns @MarceloAdnet ! Isso aqui é pra enquadrar.Era em Cuba que não podia fazer humor ? https://t.co/PPK9ExSYLY — Fabio Rabin (@fabiorabin) September 5, 2020 Corre aqui @MarceloTas, o governo de Cuba está perseguindo um humorista https://t.co/H4rOh2Stad — Rafael Neves (@contaneves) September 5, 2020 Meu presidente. https://t.co/gxnZeXDzOP — paulinho serra🇧🇷🏳️🇯🇲🏴☠️🇦🇱 (@PaulinhoSerra) September 5, 2020 Quem lê a resposta do Mário Frias pro Adnet – a que termina com um “Onde eu cresci ele não durava um minuto” – além de perceber que o Secretário de Cultura não sabe português, pensa que ele é uma mulher negra que enfrentou as adversidades de uma Esparta da vida real brasileira. — Antonio Tabet (@antoniotabet) September 5, 2020 Embora o Adnet tenha mantido o mais completo silêncio qdo fui condenado a prisão pela M. Rosário ou qdo rolou outras investidas do governo anterior contra meu trabalho, ele pode contar com meu total apoio contra essa investida grotesca e babaca do atual governo. Presidente fraco https://t.co/jh77prkkhd pic.twitter.com/TJiGYiZTjC — Danilo Gentili (@DaniloGentili) September 5, 2020 Em abril de 2019, Danilo Gentili foi condenado por esfregar uma notificação que recebeu da deputada Maria do Rosário em suas partes íntimas e a chamar de puta. Em setembro de 2020, o @MarceloAdnet fez uma paródia. pic.twitter.com/apO62pQdeP — Tesoureiros do Jair (@tesoureiros) September 5, 2020
Ray Fisher envolve Warner em polêmica de bastidores de Liga da Justiça
Ray Fisher, intérprete de Ciborgue em “Liga da Justiça”, ampliou seus ataques contra a produção daquele filme, envolvendo a DC Films e, como consequência, a Warner acabou se posicionando oficialmente. Com o novo desenvolvimento a situação mudou de patamar. Não se trata mais de um ator reclamando de abuso de um diretor. Após o comunicado da Warner, Fisher passou a mirar o próprio estúdio de cinema. O ator começou a atacar a produção de “Liga da Justiça” em julho passado, num tuíte em que definiu o comportamento do cineasta Joss Whedon no set como “nojento, abusivo, não profissional e inaceitável”. Ele ainda alegou que os produtores Geoff Johns e Jon Berg incentivavam o cineasta, que entrou na produção para fazer refilmagens depois que o diretor Zack Snyder se afastou devido a uma tragédia pessoal. Fisher nunca disse especificamente o que caracterizou o comportamento de Whedon, o que o diretor fez exatamente. Único a se manifestar sobre o assunto, Jon Berg negou qualquer problema e acusou o ator de estar exagerando. O produtor disse que as alegações se deviam ao descontentamento de Fisher por ter de falar “Booyah” no filme, um bordão do Ciborgue que se tornou famoso nos quadrinhos – e que o personagem fala na série “Patrulha do Destino”, onde é vivido por Joivan Wade. Mas o ator não deixou o assunto morrer. Poucas semanas depois, desafiou Whedon a processá-lo, reforçando as denúncias de abuso. Em seguida, denunciou que Geoff Johns ameaçou sua carreira por causa das queixas no set. Em meio ao clima belicoso, a Warner iniciou uma investigação sobre o ambiente na produção. Teriam sido feitas várias entrevistas internas, que as publicações Variety e The Hollywood Reporter apuraram não ter revelado nada desabonador contra a equipe. Mas Fisher diz que isso faz parte de um acobertamento do estúdio. Na sexta, ele postou: “Para vocês entenderem o quão fundo isso vai: após expor o que aconteceu em ‘Liga da Justiça’, o presidente da DC Films [Walter Hamada] me ligou tentando que eu jogasse Joss Whedon e Jon Berg na fogueira e que eu pegasse leve com Geoff Johns. Eu não vou.” Horas depois, a Warner Bros. Pictures emitiu um comunicado oficial, acusando Ray Fisher de mentir e não colaborar com a investigação sobre suas próprias denúncias. “Em nenhum momento o Sr. Hamada ‘jogou alguém na fogueira’, como o Sr. Fisher falsamente alegou, ou fez qualquer pré-julgamento sobre a produção da ‘Liga da Justiça’, com a qual o Sr. Hamada não teve nenhum envolvimento, desde que as filmagens ocorreram antes do Sr. Hamada ser elevado à sua posição atual”, diz o texto. O estúdio também afirmou que Fisher não apresentou nenhum caso concreto de abuso e tem se recusado a cooperar com a investigação. “Embora o Sr. Fisher não tenha citado nenhum episódio de conduta realmente passível de punição, a WarnerMedia começou uma investigação sobre as suas denúncias. Ainda insatisfeito, o Sr. Fisher insistiu que a WarnerMedia contratasse um investigador de fora do estúdio para garantir imparcialidade. Este investigador já tentou múltiplas vezes se encontrar com o Sr. Fisher para discutir as suas acusações, mas ele recusou os convites”, afirma o estúdio. Neste sábado, Fisher confirmou que, de fato, foi procurado por um investigador, via Zoom, em 26 de agosto. Mas diz que o investigador era contratado da Warner Bros. Pictures e não da WarnerMedia, fazendo com que as conclusões ficassem restritas ao departamento legal do estúdio e não chegassem aos proprietários do conglomerado. Ele também indicou ter se recusado a falar com ele sem um representante (advogado) presente “por segurança”. Entretanto, Fisher também alegou que a revelação de sua recusa em conversar com o investigador era “uma tentativa desesperada e dispersa de me desacreditar para continuar protegendo aqueles que estão no poder”. Num segundo post, Fisher acusou o estúdio de ser responsável por alimentar e ampliar o problema. Segundo o ator, o comunicado da Warner “elevou isso a um nível totalmente diferente, mas estou pronto para enfrentar o desafio”. O “desafio”, na verdade, será promover o lançamento do Snyder Cut, a versão do diretor Zack Snyder de “Liga da Justiça”, que será lançada em 2021 na HBO Max. Snyder tem dito que pretende dar mais destaque ao papel do Ciborgue, que seria “o coração” de sua versão. Mas, com a insistência de Fisher de puxar briga com a Warner, é possível imaginar que esse projeto esteja sendo bastante (re)discutido neste momento. Veja os posts do ator abaixo. So you can better understand how deep this goes: After speaking out about Justice League, I received a phone call from the President of DC Films wherein he attempted to throw Joss Whedon and Jon Berg under the bus in hopes that I would relent on Geoff Johns. I will not. A>E — Ray Fisher (@ray8fisher) September 4, 2020 It’s also worth noting that I made it clear to the world on Aug 21st that I would be vetting the investigator to ensure a fair and protected process for all witnesses. @wbpictures has escalated this to an entirely different level, but I’m ready to meet the challenge. A>E 2/2 pic.twitter.com/OcOmcVZtub — Ray Fisher (@ray8fisher) September 5, 2020
Secretário da Cultura ataca Marcelo Adnet com ofensas após ganhar paródia
Nem todo político tem o bom-humor de Delfim Netto, que colecionou e emoldurou cartuns que o satirizavam na época em que foi ministro em plena ditadura militar. O secretário especial da Cultura, Mario Frias, e o perfil da Secom (Secretaria Especial de Comunicação Social da Presidência da República), resolveram se manifestar – no caso da Secom, oficialmente – contra uma paródia do humorista Marcelo Adnet, que faz os melhores esquetes de humor do período da pandemia em seu programa “Sinta-se em Casa” na Globoplay. Na sexta (5/9), Adnet parodiou a campanha sobre “Heróis Brasileiros”, lançada uma dia antes pelo governo, com narração e atuação de Mario Frias, evocando o estilo nacional-triunfalista já popularizado na pasta da Cultura num vídeo anterior de Roberto Alvim. Na mesma noite, Frias atacou o esquete, lançando várias ofensas pessoais contra o humorista. Ele chamou Adnet de “criatura imunda”, “crápula”, “frouxo”, “sem futuro”, “palhaço”, “idiota”, “egoísta”, “fraco” e “bobão”, além de atacar sua vida privada, comentando sua infidelidade no casamento com a ex Dani Calabresa. “Um Judas que não respeitou nem a própria esposa, traindo a pobre coitada em público por pura vaidade e falta de caráter”. Adnet respondeu com nova piada, dizendo que Frias “recomendou” o esquete. “Até o Secretário Frias recomendou no Instagram dele! Vale conferir o post! A Secom deve replicar em suas redes!”, postou o humorista. Foi a deixa para o Twitter oficial da Secom atacar a sátira, acusando Adnet de “parodiar o bem e fazer pouco dos brasileiros”. A secretaria de Comunicação passou, então, a listar “pessoas reais” que não estão no vídeo, em que Frias aparece sozinho no Museu do Senado – diante de quadro do Rei da Bélgica!. “Não imaginamos que honrar um morador de rua que salvou uma desconhecida ou uma professora que morreu queimada para salvar dezenas de crianças causaria reações maldosas, carregadas de desprezo por brasileiros simples, mas imensamente bondosos”, diz o texto. Seguindo esse raciocínio, a Secon afirma que Adnet despreza “as pessoas reais, de carne e osso, que são exemplos para todos”, e que, no entanto, não aparecem em lugar algum do vídeo parodiado, nem mesmo em citações. De fato, a Secom fez vários posts consecutivos, explicando o vídeo com o que não há no vídeo. Leia abaixo. Melhor ainda, compare os vídeos originais e veja todas as reações. 🇧🇷 O Brasil tem História. Uma História com verdadeiros líderes, respeitados intelectuais e grandes heróis nacionais. Alguns, conhecidos; muitos, ignorados. Uma História tão bela e grandiosa quanto desprezada e vilipendiada por anos de destruição da identidade nacional. pic.twitter.com/N8TDqpASXu — SecomVc (@secomvc) September 3, 2020 Arquivo Confidencial com o presidente no #SintaSeEmCasa Pgm completo https://t.co/t26nDkk4gq pic.twitter.com/t3jPIJhhE5 — Marcelo Adnet (@MarceloAdnet) September 5, 2020 Ver essa foto no Instagram Garoto frouxo e sem futuro. Agindo como se fosse um ser do bem, quando na verdade não passa de uma criatura imunda, cujo o adjetivo que devidamente o qualifica não é outro senão o de crápula. Um Judas que não respeitou nem a própria esposa traindo a pobre coitada em público por pura vaidade e falta de caráter. Um palhaço decadente que se vende por qualquer tostão, trocando uma amizade verdadeira, um amor ou sua história por um saquinho de dinheiro e uma bajulada no seu ego infantil e incapaz de encarar a vida e suas responsabilidades morais. Pior do que isso: conta vantagem por se considerar melhor que as outras pessoas. Mas isso tudo é só para esconder a solidão em que ele se encontra. Quem em sã consciência consegue conviver no mundo real com um idiota egoísta e fraco como esse? Onde eu cresci ele não durava um minuto. Bobão! Uma publicação compartilhada por Mario Frias🇧🇷 (@mariofriasoficial) em 4 de Set, 2020 às 6:47 PDT Até o Secretário Frias recomendou no instagram dele! Vale conferir o post! A Secom deve replicar em suas redes! — Marcelo Adnet (@MarceloAdnet) September 5, 2020 Erramos. Acreditamos que seria possível unir todo o país em torno de bons valores e de bons exemplos. Afinal, ninguém é contra a bondade, o amor ao próximo, o sacrifício por inocentes, certo? Errado! Infelizmente, há quem prefira parodiar o bem e fazer pouco dos brasileiros. pic.twitter.com/kqA2yjx0Rb — SecomVc (@secomvc) September 5, 2020 Coincidentemente, a data é próxima ao nosso 7 de Setembro. Decidimos então fazer uma série única, sobre heróis brasileiros — primeiramente, heróis anônimos; depois grandes heróis nacionais. Em comum, além da bravura de seus atos, o fato de serem amplamente desprezados. — SecomVc (@secomvc) September 5, 2020 Não imaginamos que honrar um morador de rua que salvou uma desconhecida ou uma professora que morreu queimada para salvar dezenas de crianças causaria reações maldosas, carregadas de desprezo por brasileiros simples, mas imensamente bondosos. — SecomVc (@secomvc) September 5, 2020 De que adianta afetar bons sentimentos, falar em defesa do povo e coisas do tipo, mas na prática desprezar as pessoas reais, de carne e osso, que são exemplos para todos? De que adianta gritar que ama a humanidade, mas desprezar o ser humano? — SecomVc (@secomvc) September 5, 2020
Nickelodeon cancela estreia de série acusada de plagiar curta vencedor do Oscar
A Nickelodeon resolveu cancelar a estreia da série animada “Made by Maddie”, após um trailer da atração criar polêmica nas redes sociais. O motivo foi a semelhança entre seus personagens e os do curta-metragem “Hair Love”, de Matthew A. Cherry, vencedor do Oscar de Melhor Curta Animado deste ano. A série tinha previsão de estreia em 13 de setembro no Nick Jr., o canal pré-escolar da rede ViacomCBS, mas agora terá seu histórico examinado com cuidado, segundo os executivos do Nickelodeon. “‘Made by Maddie’ é um programa que adquirimos há vários anos da Silvergate Media, uma renomada produtora com a qual já trabalhamos em outras séries. Desde o anúncio da data de estreia do programa esta semana, temos ouvido atentamente os comentários, críticas e preocupação vindo de espectadores e membros da comunidade criativa”, disse a Nickelodeon em um comunicado. “Em resposta, e por respeito a todas as vozes na conversa, estamos removendo a série de nossa programação, enquanto obtemos mais informações sobre a jornada criativa do programa. Somos gratos à Silvergate Media por todo o seu trabalho. E nós temos Matthew A. Cherry e o maravilhoso e inspirador ‘Hair Love’ na mais alta consideração”, completa o texto. A série “Made by Maddie” deveria mostrar uma menina negra de 8 anos que usa seu senso de moda e habilidades de design para resolver problemas, juntamente com a ajuda de alguns amigos e seus pais, Dee e Rashad. Maddie freqüentemente usa uma faixa rosa no cabelo, enquanto Dee é retratada com cabelo natural e Rashad com dreadlocks. As semelhanças vão desde os cabelos dos personagens até o uso da bandana rosa. Além disso, as famílias em ambos os projetos também têm gatos de estimação. Por esses detalhes, muitos usuários acusaram a Silvergate Media e a Nickelodeon de plagiarem “Hair Love”. Matthew A. Cherry não comentou a polêmica, mas retuitou várias postagens chamando a atenção para a semelhança. Recentemente, ele fechou um contrato com a HBO Max para transformar “Hair Love” numa série animada. A Silvergate Media, por sua vez, afirma que começou a desenvolver a série (anteriormente chamada de “Fashion Ally”) em 2015. Ou seja, antes de Cherry lançar sua campanha no Kickstarter para financiar “Hair Love” em 2017. A Nickelodeon encomendou a então chamada “Fashion Ally” em abril de 2018, enquanto “Hair Love” fez sua estreia no cinema em agosto de 2019. “A Silvergate Media tem trabalhado na série nos últimos cinco anos e ao longo da produção tomou medidas para garantir uma equipe de produção diversificada e um elenco de voz apropriado, que emprestassem suas experiências e talentos”, disse o CEO da companhia, Waheed Alli, em comunicado. “Como criadores, temos o maior respeito e admiração por Matthew A. Cherry e ‘Hair Love’, e nossa esperança é que, quando as pessoas assistirem ao nosso programa, verão que é sua própria história com suas próprias aventuras.” Veja abaixo o trailer de “Made by Maddie”, o curta “Hair Love” e um dos muitos tuítes sobre a polêmica logo em seguida. This series idea is so cute and I know it will make a lot of little girls happy… but this is still plagiarism…? Like, why not just hire black creatives like @MatthewACherry…? — ❥ (@softblackgirls) September 2, 2020
Ator de Titãs será Jack Reacher em série da Amazon
Vivido por Tom Cruise em dois filmes, Jack Reacher terá um novo interprete em streaming. O ator Alan Ritchson, que vive o herói Rapina em “Titãs”, foi escolhido pela Skydance TV para dar vida ao personagem na série que deve chegar em 2022 na Amazon. A adaptação está a cargo de Nick Santora (criador de “Scorpion”) e também conta com a participação do cineasta Christopher McQuarrie, que dirigiu os filmes de 2012 e 2016, como produtor. A 1ª temporada será baseada no primeiro livro de Reacher, “Dinheiro Sujo” (The Killing Floor), publicado em 1997, que introduz o personagem. Vale lembrar que os longas estrelados por Cruise adaptaram o 9º e o 18º livros da franquia. E descontentaram os leitores devido à baixa estatura do ator, que não combinava com a descrição do personagem. Ritchson não é tão famoso, mas tem o físico descrito nos livros. Lee Child, criador do personagem, tinha garantido a seus leitores que a produção escolheria um intérprete mais alto e encorpado. A série está sendo desenvolvida pela Skydance e a Paramount, que já foram bem-sucedidas ao relançar outra franquia literária que derrapava nos cinemas e renasceu com sucesso como uma série da Amazon: “Jack Ryan”. A escolha do intérprete demonstra que o projeto já tem cronograma de produção, mas não há informações sobre o começo das gravações.
Anna Faris anuncia saída da série Mom
A atriz Anna Faris não voltará para a 8ª temporada de “Mom”. A protagonista anunciou sua desistência em um comunicado enviado à imprensa. “Os últimos sete anos em ‘Mom’ foram os mais gratificantes e recompensadores da minha carreira”, disse Faris no texto. “Sou muito grata a Chuck [Lorre], aos escritores e aos meus incríveis colegas de elenco por criarem uma experiência de trabalho verdadeiramente maravilhosa. Enquanto minha jornada como Christy chega ao fim, permitindo-me buscar novas oportunidades, estarei assistindo a próxima temporada e torcendo pela minha família de TV.” O comunicado revela que a série não foi cancelada e que a saída da atriz não se deve às preocupações com a pandemia. Ela apenas busca outros projetos. Não está claro como a série vai continuar sem a protagonista, mas fontes ouvidas pelo site The Hollywood Reporter garantem que o papel da atriz, como Christy, não será reformulado. A série vai seguir centrada em sua mãe Bonnie, vivida por Allison Janney, e a ausência da personagem será abordada nos episódios. As gravações da 8ª temporada estão programadas para começar em 14 de setembro, o que daria pouco tempo para os roteiristas reescreverem o capítulo inicial, caso a decisão não tenha sido comunicada com antecedência. Não há informações sobre se foi o caso. A rede CBS, que exibe o programa nos EUA, ainda não definiu a data de estreia dos novos capítulos. “Mom” é uma das séries de maior audiência da CBS, repetindo o sucesso de outras atrações de Chuck Lorre, como “The Big Bang Theory” e “Young Sheldon”. No Brasil, ela é exibida pelo canal pago Warner.
Amazon revela trailer de antologia de terror da produtora Blumhouse
A Amazon divulgou o pôster e o trailer de “Welcome to the Blumhouse”, uma antologia com quatro filmes de terror produzidos pela Blumhouse Productions, a famosa produtora especializada que lançou “Atividade Paranormal”, “Fragmentado”, “Corra” e “O Homem Invisível”, entre muitos outros longas assustadores. A prévia revela trechos dos quatro filmes, intitulados “The Lie”, “Black Box”, “Evil Eye” e “Nocturne”, três deles assinados por cineastas iniciantes, dentro de uma proposta de dar espaço para novos talentos. Estreia do curtametragista Zu Quirke (“Ghosting”) em longas, “Nocturne” se passa numa academia de artes, onde uma estudante de música tímida começa a ofuscar sua irmã gêmea mais talentosa e extrovertida após descobrir um caderno misterioso, pertencente a um colega de classe recém-falecido. O elenco é encabeçado pelas jovens Sydney Sweeney (“Euphoria”) e Madison Iseman (“Jumanji: Próxima Fase”). Em “Black Box”, Mamoudou Athie (“Ameaça Profunda”) é um pai viúvo que, após perder a esposa e a memória em um acidente de carro, passa por um agonizante tratamento experimental que o leva a questionar quem ele realmente é. Roteiro e direção são de Emmanuel Osei-Kuffour Jr. (do curta “Born with It“), que assina seu primeiro longa. Primeiro filme dirigido por Elan Dassani e Rajeev Dassani, profissionais de efeitos visuais de séries como “Scandal” e “How to Get Away with Murder”, “Evil Eye” mostra um romance aparentemente perfeito, que se transforma em pesadelo quando uma mãe (Sarita Choudhury, de “Homeland”) se convence de que o novo namorado de sua filha tem uma ligação sombria com seu próprio passado. A lista se completa com “The Lie”, escrito e dirigido pela única cineasta experiente do grupo, Veena Sud (criadora de “The Killing” e diretora de “The Salton Sea”). Estrelado por Mireille Enos (também de “The Killing”), Peter Sarsgaard (“Aliança do Crime”) e Joey King (“The Act”), a trama gira em torno de dois pais desesperados que tentam encobrir um crime, após sua filha adolescente confessar ter matado impulsivamente sua melhor amiga. “The Lie” e “Black Box” chegam ao streaming em 6 de outubro, enquanto “Nocturne” e “Evil Eye” serão lançados em 13 de outubro. O projeto “Welcome to the Blumhouse” deve trazer mais quatro filmes em 2021.
Julianne Moore e Alicia Vikander vivem a feminista Gloria Steinem em trailer
O estúdio indie americano Roadside Attractions divulgou o pôster e o trailer de “As Vidas de Glória” (The Glorias), filme em que Julianne Moore (vencedora do Oscar por “Para Sempre Alice”) e Alicia Vikander (“Tomb Raider”) vivem a famosa jornalista e escritora feminista Gloria Steinem. Com direção de Julie Taymor (de “Frida” e “Across the Universe”), o filme é baseado no livro de memórias homônimo de Steinem, lançado no Brasil com o título de “Minha Vida na Estrada”, que foi adaptado pela dramaturga Sarah Ruhl, duas vezes finalista do Tony (o Oscar do teatro), fazendo aqui sua estreia como roteirista de cinema. Atualmente com 83 anos, Steinem foi uma das fundadoras da pioneira revista feminista “Ms.”, criada em 1971 – e que aparece em algumas cenas da prévia. Mas se tornou conhecida nos Estados Unidos ainda em 1969, com a publicação de um artigo-manifesto (“After Black Power, Women’s Liberation”), que tratava da luta das mulheres por igualdade de direitos. A opção escolhida para contar essa história foi mostrar a evolução de Gloria desde a infância, adolescente, juventude e fase adulta, quando é vivida, respectivamente, por Ryan Keira Armstrong (“Anne with an E”), Lulu Wilson (“A Maldição da Residência Hill”), Alicia Vikander e Julianne Moore. O elenco inclui ainda Janelle Monáe (“Estrelas Além do Tempo”), Lorraine Toussaint (“Orange Is the New Black”), Bette Midler (“The Politician”) e Timothy Hutton (também de “A Maldição da Residência Hill”). Exibido no Festival de Sundance, “The Glorias” recebeu críticas positivas, mas apesar dos 73% de aprovação no Rotten Tomatoes será lançado diretamente na internet em 30 de setembro nos EUA.
Ativistas pró-democracia pedem boicote a Mulan na Ásia
“Mulan”, que estreia nesta sexta (4/9) na China, virou alvo de uma campanha de boicote de ativistas pró-democracia na Ásia. Os protestos têm como alvo tanto a história do filme, que enaltece e defende o império chinês, como a intérprete da heroína, a atriz Liu Yifei, que apoiou a polícia de Hong Kong durante os protestos contra a controversa lei de segurança nacional em 2019. “Eu apoio a polícia de Hong Kong, podem me agredir agora”, disse Yifei na rede social Weibo, no auge da repressão. “Que vergonha para Hong Kong”, ela ainda acrescentou. A lei entrou em vigor quase um ano após o início das grandes manifestações pró-democracia em Hong Kong, e foi criada como parte do projeto da China para enquadrar a província em seu regime, acabando a separação entre a Justiça de Hong Kong e do continente. Em agosto, a ativista pró-democracia Agnes Chow foi detida sob esta lei e muitos chineses a descreveram como “a verdadeira Mulan”. Nos últimos meses, também na Tailândia e em Taiwan os jovens têm se unido nas redes sociais para apoiar Chow e outros ativistas em Hong Kong. O movimento tem feito campanha pelo boicote ao filme pelas redes sociais, usando a hashtag MilkTeaAlliance (Aliança do chá com leite), criada nos protestos, e #BoycottMulan. Um dos ativistas que encabeçam os pedidos de boicote, Joshua Wong, líder do movimento pró-democracia de Hong Kong, diz que a Disney se ajoelha para o Partido Comunista e descreveu Liu Yifei como “um ícone do autoritarismo traindo de bom grado os valores que Hollywood dá à personagem”. Outro ativista, o tailandês Netiwit Chotiphatphaisal, também acusa a Disney de ser parceira da China na perpetuação da repressão. “A Disney e o governo chinês sabem que a violência do Estado contra as pessoas é inaceitável”, escreveu. Um cartaz photoshopado de Mulan, divulgado por ativistas, chega a apresentar Liu Yifei como Mulan, usando capacete policial e de cassetete em punho, arrancando sangue de manifestantes. Veja abaixo esta e outras representações da personagem, que acompanham os pedidos de boicote.
Amazon desiste de série sobre conquistadores espanhóis com Javier Bardem
As restrições geradas pelos cuidados demandados pelo coronavírus levaram a Amazona desistir de produzir uma série sobre a conquista espanhola do México. Produzida pela Amblin, empresa de Steven Spielberg, a série, intitulada “Cortés y Moctezuma”, seria estrelada por Javier Bardem (“Piratas do Caribe: A Vingança de Salazar”). Em comunicado conjunto, Amazon e Amblin afirmaram que não haveria como “reiniciar a produção num futuro próximo para alcançar a escala e o escopo planejados” para a série. As empresas afirmaram que têm “enorme respeito” pelo trabalho de toda equipe, incluindo os produtores – e astros mexicanos – Gael García Bernal e Diego Luna e o roteirista Steve Zaillian (“O Irlandês”). “Esperamos trabalhar juntos no futuro”, diz o anúncio do cancelamento. Projeto antigo de Spielberg, que chegou a ser considerado para o cinema, “Cortés y Moctuzema” teria um orçamento altíssimo comparado a outras séries e era vista como a maior produção em língua espanhola da história. Além do custo elevado, a quantidade de figurantes prevista para várias cenas tornou a produção impraticável devido a pandemia. Além disso, manter guardados e intactos todos os (muitos) cenários já criados para produção por tempo indeterminado provou-se proibitivo, especialmente caro para uma série sem previsão de gravação.
CW rebatiza Arrowverse e revela primeiro teaser de Superman & Lois
A rede americana The CW divulgou um vídeo que celebra suas séries de super-heróis da DC. E embora reverencie “Arrow” como a responsável por introduzir esse universo, o canal aproveita o vídeo para rebatizar o até então chamado Arrowverso. Com o fim da série do Arqueiro Verde, no começo do ano, havia dúvidas sobre se a denominação continuaria. O vídeo aponta a alternativa encontrada pelo canal, que agora passa a chamar esse universo de The CWverse (Cwverso). O mesmo vídeo aproveita essa introdução para destacar um teaser de “Superman & Lois”, que apresenta os personagens do próximo programa do universo compartilhado. A prévia traz cenas de Tyler Hoechlin e Elizabet Tulloch em “Supergirl”, além de mostrar Superman e sua superprima (Melissa Benoist) voando juntos. Nas redes sociais, o ator Stephen Amell, que estrelou “Arrow” por oito anos, comentou a nomenclatura proposta pelo canal. Ele escreveu que aquele, na verdade, “é o Berlantiverso”, referindo-se ao nome do produtor de todos os programas, Greg Berlanti. Veja o vídeo abaixo, seguido pelo tuíte de Amell. It’s the Berlantiverse. — Stephen Amell (@StephenAmell) September 2, 2020
Miguel Falabella vai transformar assassinato de sua bisavó em projeto de ficção
Miguel Falabella está aproveitando o período de quarentena para desenvolver novos projetos. Durante uma live com Maria Zilda no Instagram, ele revelou que um deles contará uma história trágica de sua própria família. “Estou escrevendo a história da minha família. Descobri detalhes de uma passagem trágica”, ele contou. Com a ajuda de um genealogista, o ator, roteirista, diretor e produtor descobriu que sua avó testemunhou o assassinato da mãe (bisavó dele) e a tia, num crime que ganhou as páginas dos jornais do começo do começo do século 20. “Minha avó teve a mãe e a tia assassinadas. Ela tinha apenas 4 anos quando estava brincando no jardim e viu a mãe caindo morta do seu lado. Ela lembrava muito bem da avó dela (tetravó dele) gritando, desesperada, porque tinha perdido duas filhas num golpe só. Virou até manchete no jornal da época: ‘Tragédia no Rio Comprido, cafetão mata amante e irmã’. Acho que elas eram do babado, porque na minha família só tem gente do palco e do babado”, disse Miguel Falabella. O crime aconteceu em 1912. Na live, Falabella também contou que, ao fazer essa pesquisa genealógica, descobriu ser primo de Malu Mader e do poeta Artur de Azevedo. Veja a live integral (de 1h22!) abaixo. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Maria zilda bethlem (@mariazildabethlem) em 2 de Set, 2020 às 5:53 PDT
Responsável pelo atentado contra Porta dos Fundos é preso na Rússia
Eduardo Fauzi Richard Cerquise, o homem identificado como um dos responsáveis pelo atentado à bomba contra a sede da produtora Porta dos Fundos em dezembro do ano passado, foi preso pela Interpol em Moscou, na Rússia. Segundo o jornal O Globo, o Ministério da Justiça já foi avisado e começou os trâmites para sua extradição para o Brasil. Após ser identificado pela Polícia Civil do Rio de Janeiro como um dos cinco homens que jogaram coquetéis molotov na seda da produtora, na véspera de Natal, o próprio suspeito assumiu a autoria do crime em postagens nas redes sociais. O motivo do ataque foi uma reação ao especial de fim de ano produzido pelo Porta dos Fundos para a Netflix, em que Jesus foi retratado como gay. Segundo a investigação, o integrante do movimento integralista, da extrema direita brasileira, embarcou para a Rússia, onde moram sua namorada e seu filho, no dia 29 de dezembro. Seu mandado de prisão foi expedido no dia seguinte, o que o fez pedir asilo político. Não conseguiu e agora poderá revelar os nomes de seus cúmplices no ataque, inclusive quem o avisou para fugir. “Achavam que fui muito estúpido pra não cobrir o rosto e não alterar a voz, mas fui conectado o suficiente pra ser avisado do mandado [de prisão] a tempo de viajar pra fora do país”, afirmou Fauzi em sua primeira entrevista após chegar na Rússia, quando também, ao vangloriar-se de sua esperteza, confessou o crime.












