Diana Rigg (1938 – 2020)
Diana Rigg, a célebre atriz britânica das séries “Os Vingadores” e “Game of Thrones”, morreu nesta quinta (10/9) aos 82 anos. Ela foi diagnosticada com câncer em março, de acordo com sua filha Rachael Stirling, e “passou seus últimos meses refletindo alegremente sobre sua vida extraordinária, cheia de amor, risos e um profundo orgulho de sua profissão”. No auge de sua popularidade, Rigg foi eleita a “estrela mais sexy da TV em todos os tempos” pela revista TV Guide. Isto aconteceu quando ela foi escalada como a sedutora espiã Emma Peel em “Os Vingadores”, seu primeiro papel na televisão. Enid Diana Elizabeth Rigg nasceu em 20 de julho de 1938, em Doncaster, Inglaterra, mas passou a infância com a família em Jodhpur, na Índia, onde seu pai trabalhava como gerente da ferrovia estadual. Tinha só 8 anos quando precisou a aprender a ser independente, enviada para estudar num internato na Inglaterra. “A Índia me deu um começo de vida glorioso”, disse Rigg em uma biografia de 2004 escrita por Kathleen Tracy. “Isso me deu independência de espírito”. Mas a transição para a triste Inglaterra foi difícil: “A escola não queria ser cruel, mas foi. Eu me sentia como um peixe fora d’água. Não conhecia ninguém. Comecei do zero… Com uma experiência como essa, sua vida muda. Você nunca mais dependerá de seus pais.” Notando seus dotes artísticos, os professores estimularam Rigg a estudar artes dramáticas. Ela estudou na Royal Academy of Dramatic Art, começou a trabalhar como modelo e, após uma breve passagem pela Royal Shakespeare Company, foi contratada para fazer sua estreia na TV. Rigg nunca tinha visto a série “Os Vingadores”, que, após as primeira temporadas com Honor Blackman, perdera a protagonista. Blackman abandonara a série para assumir o icônico papel de Pussy Galore em “007 Contra Goldfinger” (1964), e foi substituída brevemente por Julie Stevens. Mas a nova personagem, Venus Smith, não empolgou o público acostumado com Catherine Gale, a espiã que vestia couro, interpretada por Blackman. A série também estava prestes a começar a ser transmitida nos EUA e se tornar uma produção a cores, quando os produtores conceberam Emma Peel, cujo nome era um trocadilho para “M-Appeal”, apelo aos homens. A atriz interpretou a agente sexy em 51 episódios, de 1965 a 1968, e mostrou que era mais que tinha mais que sex appeal. Ela foi indicada a dois Emmys pelo papel. Como a terceira e mais popular das quatro parceiras femininas de John Steed (personagem de Patrick Macnee) na série britânica, Peel se tornou um ícone na Inglaterra e nos Estados Unidos. Além de sexy, sua independência e ousadia também trouxeram feminismo às aventuras de espionagem da série, fazendo com que “Os Vingadores” se tornasse uma das séries mais modernas da TV. De fato, era literalmente mod e também psicodélica. “Os Vingadores” marcou tanto a TV britânica que Rigg e suas colegas espiãs foram homenageadas pelo BAFTA em 2011 pelo legado de suas personagens à cultura pop. “Ela estava à frente de seu tempo”, disse Rigg em outra homenagem, um tributo de aniversário de 50 anos de Emma Peel, apresentado pelo British Film Institute. “Por acaso, ela se tornou essa mulher de vanguarda, e meu Deus, tive a sorte de ter a chance de interpretar essa mulher. Durante anos depois disso, as pessoas continuaram vindo até mim para dizer: ‘Você era minha heroína’ – não eu, Emma – ‘e me encorajou a fazer isso e aquilo.’ Sem exagerar na influência dela, eu realmente acho que ela foi uma influência muito, muito potente nas mulheres que reivindicaram seu lugar neste mundo.” Depois de duas temporadas, Rigg saiu de “Os Vingadores” para voltar à Royal Shakespeare Company. Os fãs ficaram devastados, mas esta decisão fez com que ela estreasse no cinema em 1968 numa adaptação de Shakespeare, “Sonhos de um Noite de Verão”, ao lado dos colegas da companhia, – ninguém menos que Helen Mirren, Ian Holm e Judi Dench. Diana pertencia a esta geração. No ano seguinte, a atriz protagonizou a comédia “O Sindicato do Crime” (1969), ao lado de Oliver Reed, e se tornou a primeira mulher a se casar com o agente secreto James Bond no cinema, em “007 – A Serviço Secreto de Sua Majestade” (1969). A carreira cinematográfica deslanchou, com papéis em “Júlio César” (1970), “Hospital” (1971), que lhe rendeu uma indicação ao Globo de Ouro, e “As 7 Máscaras da Morte” (1973). Entretanto, ela não resistiu à proposta de estrelar sua própria série americana, batizada com seu nome. Em “Diana”, Rigg interpretou uma estilista de moda que trabalhava em uma loja de departamentos em Nova York após seu divórcio. Mas a atração era moderna demais para 1973 e acabou cancelada na 1ª temporada. Com o fim da série, descobriu que não conseguia mais papéis no cinema. Mas seguiu carreira na TV americana. Ela chegou a ser novamente indicada ao Emmy em 1975, pelo telefilme “In This House of Brede”, como uma mulher de negócios que se torna uma freira beneditina enclausurada. A atriz acabou voltando ao Reino Unido, onde passou a atuar em produções da BBC, montagens teatrais e eventuais filmes britânicos, como o mistério “Assassinato num Dia de Sol” (1982). Em 1994, foi nomeada Comandante da Ordem do Império Britânico por suas contribuições ao cinema e ao teatro, e de 1998 a 2008 serviu como reitora da Universidade de Stirling, na Escócia. A década de 1990 também a consagrou no palco e na telinha. Rigg ganhou seu Tony (o Oscar do teatro) em 1994 por interpretar o papel-título de “Medea”, e finalmente venceu o fugidio Emmy em 1997, pelo papel da governanta antagônica numa adaptação televisiva de “Rebecca, a Mulher Inesquecível”, de Daphne du Maurier. Ela seguia com pequenas aparições nas telas, incluindo “Doctor Who”, até ser escalada em outro papel que marcou época, como Lady Olenna, a “Rainha de Espinhos”, líder da casa Tyrell que enfrentou a ira da vilã Cersei em “Game of Thrones”. Rigg foi indicada a mais quatro Emmys por esse trabalho na série da HBO. Depois de “Game of Thrones”, ela viveu outra nobre na TV, a Duquesa de Buccleuch, na série “Vitória: A Vida de uma Rainha” (Victoria, 2017), mas o trabalho que lhe deu mais alegria, no final de sua vida, foi contracenar com a filha, Rachael Stirling, na série “The Detectorists”, entre 2015 e 2017. “Nós apenas continuamos rindo”, disse Rigg sobre a experiência. “A pessoas levam esse trabalho muito a sério. E é sério, é muito, muito sério, porque é uma comunhão entre você, o público e nós, os atores – mas, ao mesmo tempo, uma das minhas necessidades reais é me divertir”. Os últimos trabalhos da atriz, o filme “Last Night in Soho”, de Edgar Wright (“Em Ritmo de Fuga”), e a minissérie “Black Narcissus”, da BBC, devem estrear nos próximos meses.
Warrior: Trailer da 2ª temporada traz muita ação e artes marciais
O canal pago americano Cinemax divulgou o pôster e o trailer da 2ª temporada de “Warrior”, série inspirada num projeto antigo do astro Bruce Lee (“Operação Dragão”). Com ritmo trepidante, a prévia é repleta de pancadaria, artes marciais e muita ação, numa recriação das guerras entre as gangues de São Francisco no século 19. A recriação de época e as batalhas de gângsteres chegam a lembrar “Peaky Blinders”, mas centrada em facções de tongs (a máfia chinesa) em vez de ciganos e proletários britânicos. A trama acompanha um lutador talentoso, mas moralmente corrupto de Chinatown. Ah Sahm (Andrew Koji, da série “The Innocents”) é um prodígio das artes marciais que chega da China em circunstâncias misteriosas para virar um dos principais integrantes de uma organização criminosa nos EUA. Mas conforme duas famílias disputam o poder entre as facções chinesas, o racismo americano ameaça destruir a ambas. O conceito de “Warrior” foi concebido por Bruce Lee antes do astro morrer subitamente em 1973, aos 32 anos de idade. Os manuscritos que detalhavam a trama acabaram recuperados por sua filha e ganharam roupagem moderna com roteiro de Jonathan Tropper, cocriador da série “Banshee”. A série tem produção do cineasta Justin Lin (franquia “Velozes e Furiosos”), que também assinou o piloto da atração, além da atriz Shannon Lee (“Operação Águia”), herdeira do mestre do kung fu. O elenco inclui Hoon Lee (“Banshee”), Olivia Cheng (“Deadly Class”), Jason Tobin (“Velozes e Furiosos: Desafio em Tóquio”), Dianne Doan (“Vikings”), Joe Taslim (“Operação Invasão”), Rich Ting (“The Man in the High Castle”), Dean Jagger (“Game of Thrones”), Langley Kirkwood (“Dominion”), Kieran Bew (“Rellik”) e, na nova temporada, Chen Tang (“Mulan”). A 2ª temporada estreia em 2 de outubro. “Warrior” é exibido no Brasil pelo canal pago Max Prime.
Anatel decide que streaming não está sujeito às leis da TV paga no Brasil
A Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) decidiu nesta quarta-feira (9/9) que a oferta de conteúdo de canais de TV pela internet (serviço de “streaming”) não é serviço de TV por assinatura. Parece uma decisão simples e até óbvia, mas isso mudo tudo, tendo grande impacto sobre o negócio da TV paga no Brasil. Com a decisão da Anatel, os canais de TV poderão oferecer conteúdo diretamente aos espectadores pela internet. Algumas empresas, como a Globo via Globoplay, já vinham fazendo isso. Mas uma denúncia da Claro, empresa provadora de assinaturas de TV, questionou a atividade quando a Fox quis lançar seus canais online, com assinatura independente pela internet. A Anatel aceitou a denúncia e proibiu a Fox de comercializar a Fox+, mas a Justiça suspendeu a medida. A agência recorreu, perdeu o recurso, depois ganhou novamente, mas teve a liminar suspensa, até que, em julho, ela própria revogou a cautelar que proibia a Fox de vender assinaturas na internet diretamente ao consumidor. O entendimento que prevaleceu entre os conselheiros da agência é que, como é preciso contratar um serviço de telecomunicação — como a internet banda larga — para usufruir do acesso aos canais pela internet, o serviço não pode ser considerado TV por assinatura. Por não ser TV, os serviços de streaming também não estão sujeitos às leis que regulam o setor. A Claro (outra vez ela) tentou impedir o lançamento da Disney+ (Disney Plus) no Brasil usando justamente o argumento de que a plataforma não seguia as cotas de produção de conteúdo nacional determinadas para a TV paga brasileira. A discussão foi superada com o atual entendimento. A decisão da Anatel é o sinal verde que as empresas estrangeiras esperavam para programar os lançamentos de seus serviços do streaming no Brasil – como a HBO Max da WarnerMedia, CBS All Access da ViacomCBS e Peacock da Comcast/NBCUniversal. Mas também serve de sinalização para o mercado de TV nacional, liberando os canais para vender assinaturas de seus conteúdos na internet. De fato, até as operadoras devem migrar seus modelos de negócios. Uma das principais motivações das operadoras para trocar ofertas de assinaturas da TV paga por serviços baseados na internet é a diferença tributária: o serviço televisivo paga ICMS, Fust, Funttel e Condecine, enquanto a única taxa que atualmente incide sobre os serviços online é o ISS. Além disso, o streaming é isento de obrigações, como cotas de conteúdo e de canais obrigatórios. A própria Claro, que criou tanto caso, já prepara uma alternativa a TV por assinatura. A companhia irá comercializar novos planos para acessar conteúdo sob demanda, canais de esporte e canais abertos. Além dela, a operadora Oi também já mostrou interesse em lançar um serviço de streaming com canais lineares, mas isso deixou de ser prioridade no momento, em que empresa tem sua venda negociada no mercado.
In-Edit Brasil exibe mais de 50 documentários musicais online
Seguindo a tendência digital desses tempos de pandemia, a 12ª edição do In-Edit Brasil, festival de documentários musicais, será totalmente online. São mais de 50 filmes nacionais e internacionais da temática, que poderão ser conferidos a partir desta quarta (9/9) até o dia 20 de setembro. A programação tem vários atrativos, como “The Quiet One”, centrado no baixista Bill Wyman, dos Rolling Stones, “My Darling Vivian”, em que as filhas de Johnny Cash falam sobre o relacionamento do cantor com sua mãe, “Stiv – No Compromise, No Regrets”, sobre o falecido cantor Stiv Bators (ex-Dead Boys e The Lords of the New Church), “Punk The Capital”, sobre a famosa cena punk de Washington, e “White Riot”, sobre o movimento musical anti-racista nascido no bojo do punk rock britânico. Além disso, o In-Edit deste ano exibe uma seção dedicada à cena musical portuguesa. Entre os destaques nacionais, vale conferir “Dom Salvador & The Abolition”, sobre o lendário pianista e pioneiro da “black music” brasileira que inventou o samba-funk, e “Faça Você Mesma”, sobre as riot grrrls e a moderna cena punk feminina brasileira. Além dos filmes, também está prevista uma master class com o lendário diretor Julien Temple, responsável pelo longa clássico da banda Sex Pistols, “The Great Rock’n’Roll Swindle” (1980), o musical “Absolute Beginners” (1986), com David Bowie, além de documentários sobre Joe Strummer e The Clash, sem esquecer muitos clipes. Todos os títulos podem ser acessados pelo site oficial (https://br.in-edit.org/), mas nem todos os filmes são gratuitos. Há algumas sessões pagas (R$ 3, por 72 horas de acesso), com arrecadação voltada para ajudar trabalhadores da música e do cinema afetados pela pandemia. Parte da programação também pode ser conferida na plataforma do Sesc Digital (https://sesc.digital/colecao/42876/cinema-emcasacomsesc), com acesso gratuito. E depois de 20 de setembro os filmes se mudam para a Spcine Play (https://www.spcineplay.com.br/).
Diretor de Parasita fará remake americano de filme que escreveu em 2014
O premiado diretor Bong Joon-ho, do filme “Parasita”, vencedor do Oscar 2020, vai produzir uma versão americana de “Haemoo”, filme sul-coreano que ele escreveu (mas não dirigiu) em 2014. O filme original era baseado em uma história real e seguia um barco pesqueiro em uma perigosa missão para contrabandear um grupo de imigrantes sem documentos da China para a Coreia do Sul. O cineasta escreveu o filme em parceria com Shim Sung-bo, com quem já tinha trabalhado no ótimo “Memórias de um Assassino” (2003), mas em “Haemoo” a direção coube ao colega. Intitulada, em inglês, “Sea Fog”, a nova versão será dirigida por Matt Palmer, de “Calibre”, e terá produção da Participant Media (estúdio de “Fábrica Americana”, vencedor do Oscar 2020 de Melhor Documentário). Palmer também está elaborando o roteiro, com base em um rascunho anterior de Oren Moverman (“The Beach Boys: Uma História de Sucesso”). Detalhes específicos do enredo, que pode mudar para esta adaptação, não foram divulgados. “Não consigo conter o meu entusiasmo e expectativa em colaborar com esta equipe no recém-nascido ‘Sea Fog'”, disse Joon-ho no comunicado da produção. Veja abaixo o trailer do longa original.
The Loud House é renovada para a 6ª temporada
O canal pago Nickelodeon renovou “The Loud House” para sua 6ª temporada, dois dias antes da estreia do quinto ano da produção, que vai acontecer na sexta-feira (11/9) nos EUA. A série animada é atualmente o programa mais visto da TV americana entre o público formado por crianças de 6 a 11 anos de idade. Produzido pelo Nickelodeon Animation Studio, a 6ª temporada vai mostrar a família Loud embarcando em aventuras ainda mais selvagens, repletas de coração e humor, incluindo musicais, festas de aniversário e brincadeiras com todos os personagens adoráveis que habitam Royal Woods. Diferente de “Os Simpsons” e tantas outras animações, que mantém os personagens com a mesma idade sem refletir a passagem do tempo, a série criada por Chris Savino e Michael Rubiner acompanha a evolução dos irmãos Loud, que continuam a crescer de temporada em temporada. Vale lembrar que Lincoln e seus amigos estão agora no ensino médio, enfrentando novos desafios e aventuras à medida que se adaptam à hierarquia da nova escola. Cada uma de suas irmãs também subiu de ano, tornando Leni a mais velha da casa, enquanto Lori inicia seu primeiro ano de faculdade. “The Loud House” também é exibida no Brasil pelo Nickelodeon. Veja a abertura dublada da série abaixo.
Halsey vai estrelar série do diretor de Big Little Lies
A cantora Halsey anunciou nesta quarta-feira (9/9) o começo de sua carreira como atriz. Ela vai estrelar a série “The Player’s Table”, baseada no romance best-seller de Jessica Goodman, “They Wish They Were Us”. A produção se passa em um colégio de elite de Long Island, em Nova York, e segue Jill, uma antiga estudante que investiga a verdade sobre a morte de sua melhor amiga, Shaila, que aconteceu três anos antes e pode ter relação com uma sociedade secreta da escola. Halsey viverá Rachel Calloway, uma jovem emocionalmente perturbada que se envolve na jornada da protagonista em busca de respostas. Ex-membro da sociedade secreta, Rachel se formou há três anos e deixou o grupo quando seu irmão mais novo, Graham, foi condenado pelo assassinato de Shaila, mas agora volta à Long Island convicta de que o irmão não é responsável pelo crime. Como Rachel tem a esperança de inocentar o irmão antes que ele complete 18 anos, as duas unem forças para descobrir o que aconteceu de verdade na noite da morte de Shaila. O papel de Jill Newman será interpretado por Sydney Sweeney (a Cassie da “Euphoria”). Halsey e Sweeney se conheceram quando a atriz participou do videoclipe de Halsey para “Graveyard”, que foi indicado ao VMA (premiação de clipes da MTV). “Eu sou a garota mais sortuda do mundo por fazer minha estreia como atriz com meu ser humano favorito, Sydney Sweeney, em uma adaptação para a TV de um livro incrível de Jessica Goodman”, a cantora escreveu em seu Instagram. “Eu simplesmente mal posso esperar”. A série, que ainda não tem endereço definido, tem produção do cineasta Jean-Marc Vallée, responsável pela 1ª temporada de “Big Little Lies” e “Objetos Cortantes” (Sharp Objects), por meio de sua produtora Crazyrose. O roteiro está a cargo de Annabelle Attanasio, que escreveu e dirigiu o longa “Mickey and the Bear”, além de quatro curtas. Ela também deve dirigir alguns episódios e dividir a produção com Halsey, Sweeney, Vallée e seu sócio Nathan Ross. Ver essa foto no Instagram I am the luckiest girl in the world because I get to make my acting debut with my favorite human-being @sydney_sweeney , on a tv adaptation of an amazing book by @jessicagoodman , to be written/adapted + directed by one of the greatest @annabelleattanasio and wildest of all I will also be a PRODUCER on the series with some of my idols JEAN-MARC VALLÉE + NATHAN ROSS @crazyrosefilms with Sydney’s Fifty-Fifty Films @fiftyfiftyfilms ! You guys are gonna fall in love with The Players Table. I simply cannot wait…. photos by @samdameshek Uma publicação compartilhada por halsey (@iamhalsey) em 9 de Set, 2020 às 9:33 PDT
Clipe animado junta Robert Smith e a banda Gorillaz
A banda Gorillaz divulgou o sexto “capítulo” de sua temporada de parcerias. Em novo clipe, os personagens animados vão à lua, que tem a cara de Robert Smith. O líder da banda The Cure canta “Strange Times”, acompanhando Damon Albarn (também do Blur) e companhia no desenho espacial de Jamie Hewlett, o criador do visual dos Gorillaz. A faixa faz parte de um projeto chamado “Song Machine – Season One”, uma coleção de parcerias que o grupo liderando por Albarn e o animador Hewlett tem feito com vários artistas ao redor do mundo, “Strange Times” é o sexto “episódio” de “Song Machine”, série iniciada em janeiro com “Momentary Bliss”, em parceria com o rapper Slowthai e a banda punk Slaves. A “temporada” que já teve participações de Peter Hook (ex-New Order), Skepta, ScHoolboy Q e Fatoumata Diawara, e que a seguir vai incluir St. Vicent, Beck e até Elton John na lista de convidados.
Ator de Star Trek: Discovery processa Kevin Spacey por assédio
O ator Anthony Rapp, primeiro homem a acusar publicamente Kevin Spacey (vencedor de dois Oscars, por “Os Suspeitos” e “Beleza Americana”) de assédio sexual em 2017, resolveu levar a queixa à justiça. A iniciativa acontece três anos após ele se pronunciar pela primeira vez sobre o caso, que ocorreu quando era menor de idade. A denúncia do intérprete do oficial Paul Stamets de “Star Trek: Discovery” foi responsável pelo efeito-dominó que levou diversas homens a denunciar Spacey. Como resultado, o ator foi demitido da série “House of Cards” e do filme “Todo o Dinheiro do Mundo”, teve contratos encerrados e passou a se defender de processos. Spacey vinha se livrando das ações na Justiça por conta de coincidências mórbidas. Após um jovem desistir do primeiro processo contra ele, o ator evitou comparecer ao tribunal devido à morte de dois acusadores: um massagista, que teria morrido de câncer, e o ex-marido da princesa da Noruega, que se suicidou. Rapp revelou originalmente que os dois se conheceram em 1986, quando ambos apareceram em peças da Broadway e ele tinha apenas 14 anos. Uma noite, Spacey o convidou para uma festa em seu apartamento. Mas ele ficou entediado e preferiu assistir TV no quarto de Spacey, até que percebeu que era o único que ainda estava no apartamento com o ator, que tinha 26 anos na época. O ator de “Star Trek” afirmou que Spacey tentou forçá-lo sexualmente. “Ele ficou em cima de mim”, contou, em entrevista ao site Buzzfeed há três anos, dizendo que conseguiu escapar e ir para casa. Agora, de acordo com o site TMZ, Rapp encontrou um segundo homem disposto a acusar Spacey. O denunciante, que está sendo mantido no anonimato, alega que também tinha 14 anos de idade quando o ator tentou convencê-lo a fazer sexo. Enquanto Rapp diz que conseguiu fugir das investidas de Spacey, o novo acusador afirma que o ator só o deixou em paz depois que ele concordou em fazer sexo oral nele. O processo detalha como o incidente “deixou feridas psicológicas” nos dois denunciantes. Rapp chega a dizer que se afastou da atuação por anos por causa do acontecido. Procurados pelo TMZ, os advogados de Spacey se recusaram a comentar a acusação.
Grey’s Anatomy: Atores voltam ao trabalho com máscaras e foco na pandemia
Alguns atores de “Grey’s Anatomy” revelaram no Instagram que voltar ao set da série para as gravações da 17ª temporada nos Estados Unidos. Kevin McKidd, que vive o Dr. Owen Hunt, postou uma foto ao lado de Kim Raver, a Dra. Teddy Altman, enquanto Ellen Pompeo, que interpreta a protagonista Meredith Grey, posou ao lado do colega Richard Flood, o Dr. Cormac Hayes. Todos apareceram usando máscaras de proteção nos bastidores na produção da rede americana ABC. Popmpeo ainda aproveitou para dedicar sua volta ao trabalho aos profissionais na linha de frente da luta contra a pandemia de covid-19. “Primeira vez de volta ao meu uniforme. Desde que paramos as gravações, 7 mil profissionais da saúde morreram de covid. Eu dedico minha temporada 17 a todos aqueles que caíram e a todos aqueles que, graças a Deus, continuam em pé. Essa temporada é para vocês, com muita humildade, um pouco de humor para nos ajudar a suportar, e incontáveis montantes de gratidão. Esperamos deixá-los orgulhosos” A gravação da série foi interrompida em março, devido à pandemia, levando a 16ª temporada a ser encurtada pela crise sanitária. Em julho, a showrunner Krista Vernoff, afirmou que a série tinha a “oportunidade e a responsabilidade” de abordar o coronavírus nos novos episódios. “Todos os anos temos conversas com médicos, que nos contam suas histórias. Normalmente, são as coisas mais engraçadas ou loucas que eles já viram. Este ano, isso aconteceu mais como uma terapia. Muitos deles estão falando pela primeira vez sobre isso [a pandemia], e começam a chorar e tremer. Eles falam sobre isso como se fosse uma guerra para a qual não foram treinados”, ela contou, durante um evento da Academia da Televisão. Estas histórias reais dos médicos servirão para inspirar a forma como a série irá abordar a pandemia. Ver essa foto no Instagram First time back in my scrubs… since we shut down filming 7000 healthcare workers have died from Covid. I dedicate my season 17 to all who have fallen and to everyone of you who by the grace of God is still standing… this season is for you with humility and a bit of humor to get us through and endless amounts of gratitude. I hope we do you proud 🙏🏼❤️ @greysabc #seasonseventeen @richardfloodofficial Uma publicação compartilhada por Ellen Pompeo (@ellenpompeo) em 8 de Set, 2020 às 4:47 PDT Ver essa foto no Instagram @kimraver and me partners in crime !! We r back !! @greysabc Uma publicação compartilhada por Kevin McKidd (@therealkmckidd) em 8 de Set, 2020 às 6:38 PDT
Novo curta de Frozen vai explorar a origem de Olaf
A Disney anunciou a produção de um novo curta derivado da animação “Frozen”. Intitulado, em inglês, “Once Upon A Snowman” (era uma vez um boneco de neve, em tradução livre), o desenho vai explorar a origem do amado boneco de neve Olaf. O curta vai mostrar o que aconteceu com Olaf depois que Elsa o criou e antes de Anna e Kristoff o encontrarem na floresta, seguindo os primeiros passos do personagem enquanto ele ganha vida e busca sua identidade nas montanhas nevadas fora de Arendelle. Josh Gad, que dublou Olaf em “Frozen” (2013) e “Frozen 2” (2019), voltará a atuar como a voz original do personagem na nova animação. Já a direção ficou a cargo de Trent Correy, supervisor de animação de Olaf em “Frozen 2”, e do veterano animador Dan Abraham, que trabalhou na sequência musical de Olaf (“When I Am Older”) em “Frozen 2”. O lançamento vai acontecer com exclusividade na plataforma Disney+ (Disney Plus) em 23 de outubro. Ainda não disponível no Brasil, o serviço de streaming da Disney tem previsão de chegada no mercado nacional em novembro.
Duna ganha primeiro trailer épico ao som de Pink Floyd
A Warner divulgou novas fotos oficiais e o primeiro trailer legendado do remake de “Duna”, que destaca o papel de Timothée Chalamet (“Me Chame Pelo Seu Nome”) como herói predestinado e apresenta a escala épica da produção. Ao som de Pink Floyd (“Eclipse”), a prévia também distribui closes do elenco estrelado, uma direção de fotografia de tirar o fôlego e diversos efeitos visuais, culminando na ameaça de um verme gigante, que emerge das areias. A história de “Duna” é bastante conhecida pelos fãs de ficção científica. Trata-se de um clássico do gênero, originalmente escrito por Frank Herbert em 1965 e levado às telas em 1984 com direção de David Lynch (o criador de “Twin Peaks”). O material ainda rendeu duas minisséries do canal Syfy e uma franquia literária, que continua a ser estendida, anos após a morte de Herbert, em 1986. Na trama, uma família aristocrática deixa seu planeta para assumir a supervisão da mineração da Especiaria, o elemento mais valorizado do universo, que só existe no mundo de Arrakis. Quem controla a Especiaria tem uma vantagem econômica significativa diante dos adversários, o que faz com que a família real enfrente complôs e sofra um atentado. Mas o filho, Paul Atreides, escapa e procura se vingar, usando a ecologia bizarra de Arrakis como sua principal arma. Em particular, os vermes gigantes que habitam as grandes dunas – e que são os verdadeiros responsáveis pela produção da Especiaria. Além de Timothée Chalamet como Paul Atreides, o elenco grandioso inclui Zendaya (“Homem-Aranha: De Volta ao Lar”), Jason Momoa (o “Aquaman”), Josh Brolin (o Thanos de “Vingadores: Guerra Infinita”), Oscar Isaac (“Star Wars: Os Últimos Jedi”), Rebecca Ferguson (“Missão Impossível: Efeito Fallout”), Sharon Duncan-Brewster (“Rogue One: Uma História Star Wars”), Charlotte Rampling (indicada ao Oscar por “45 Anos”), Dave Bautista (“Guardiões da Galáxia”), Stellan Skarsgard (“Thor”) e Javier Bardem (“007: Operação Skyfall”). A direção é de Denis Villeneuve (“Blade Runner 2049”), que também trabalhou no roteiro com Jon Spaihts (“Prometheus”) e Eric Roth (“Forest Gump”). Já o favorito ao Oscar 2021 de Melhor Direção de Fotografia se chama Greig Fraser, em sua primeira parceria com Villeneuve e após estrear na sci-fi com “Rogue One: Uma História Star Wars” (2016). Meses antes da estreia, “Duna” já tem uma continuação confirmada. Isto sugere que a adaptação será dividida em duas partes. Além dos filmes, Villeneuve também está trabalhando numa série derivada para o serviço de streaming HBO Max. Apesar da pandemia, a Warner não alterou a previsão de estreia do longa, que segue mantida para o mês de dezembro.
Academia impõe critérios de diversidade para disputa do Oscar
A Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos EUA, responsável pela premiação do Oscar, anunciou uma iniciativa para estimular o aumento de diversidade no cinema. Para isso, estabeleceu novos critérios para qualificar produções na categoria de Melhor Filme do ano, e todos têm a ver com representatividade na frente e atrás das câmeras. A partir de 2022, as produções que quiserem disputar o Oscar precisarão se submeter aos Padrões de Inclusão da Academia, que serão cada vez mais rígidos até atingir a meta de representatividade em 2025. Os padrões foram divididos em quatro pilares. O primeiro é Representação na Tela, nos Temas e nas Narrativas. Isto significa que os filmes deverão possuir ao menos uma das seguintes características: atores principais ou coadjuvantes importantes de grupos raciais “sub-representados”, mínimo de 30% dos atores em papéis secundários sendo mulheres, LGBTQ +, de grupos de diferentes etnias e/ou pessoas com deficiências cognitivas ou físicas; ou ainda ter um dos enredos centrado em um destes grupos. O segundo padrão abrange Liderança Criativa e Chefes de Departamento. Para se qualificar, o filme precisa ter, nos principais cargos da produção, ao menos dois ocupados por pessoas que sejam de etnia “sub-representada”, pertençam à comunidade LGBTQ +, sejam mulher ou tenham uma deficiência. Caso este critério não seja preenchido, o filme deverá ter pelo menos seis integrantes de sua equipe de grupos étnicos “sub-representados” ou ainda 30% da equipe com pessoas pertencentes aos grupos mencionados. O terceiro padrão diz respeito a Acesso e Oportunidades da Indústria. Para cumprir o critério, a distribuidora ou financiadora do filme deverá obrigatoriamente possuir “estagiários/aprendizes pagos” dos grupos citados anteriormente e deverá oferecer “oportunidades de treinamento e/ou trabalho para o desenvolvimento de habilidades” destes profissionais. Por fim, o quarto critério se baseia no Desenvolvimento da Audiência e consiste incluir representatividade no marketing, publicidade e distribuição do filme. Os critérios começarão a ser cobrados de forma crescente, em etapas para atingir o objetivo de maior integração da indústria em cinco anos. O presidente da Academia, David Rubin, e a CEO, Dawn Hudson, disseram em uma declaração conjunta que “a abertura deve se alargar para refletir nossa população global diversificada tanto na criação de filmes quanto nas audiências que se conectam com eles”. Ainda, de acordo com o comunicado, “a Academia está empenhada em desempenhar um papel vital para ajudar a tornar isso uma realidade.”












