Dave Franco vai estrelar cinebiografia de Vanilla Ice
O ator Dave Franco (“Vizinhos”) revelou que vai estrelar uma cinebiografia de Vanilla Ice. O filme vai se chamar “To the Extreme”, mesmo nome do disco de 1990 do rapper, que contém seu maior sucesso, “Ice Ice Baby”. Em entrevista ao site Insider, Franco comparou o tom de “To the Extreme” ao de “Artista do Desastre”, que ele estrelou ao lado do irmão, James Franco. Aquele filme recriava as filmagens de “The Room”, um dos piores filmes de todos os tempos. “As pessoas esperavam que fizéssemos uma comédia ampla, em que zombaríamos de Tommy Wiseau, diretor de ‘The Room’, mas, quanto mais realista fizemos, mais engraçado e sincero ficou – e esse é o tom que queremos repetir”, disse Franco à Insider. Na mesma entrevista, Franco contou que já está em contato diário com Rob Van Winkle, nome real de Vanilla Ice, para aprender mais sobre sua vida e discutir como interpretá-lo. “Rob é um cara doce e inteligente, que está ajudando muito no processo de acertar todos os detalhes. Ele nos deu acesso a informações que o público não tem. Falando com ele, já posso imaginar quais aspectos de sua personalidade quero aprofundar no filme.” O longa vai acompanhar a jornada do jovem vendedor de carros usados de Dallas, no Texas, que lançou o primeiro single de rap a alcançar o topo da parada de sucessos da Billboard. E que, após o sucesso imenso de seu disco de estreia, decidiu fazer uma pausa na carreira, apenas para descobrir em seu retorno, em 1994, que já tinha saído de moda. Ao perder relevância e sumir da mídia, Vanilla Ice se casou com Laura Giaritta em 1997. A relação foi marcada por conflitos, e ele acabou preso duas vezes (em 2001 e 2008) por violência doméstica. Os dois se separaram em 2016. O mais curioso foi sua insistência em continuar na indústria da música. Achando que o problema era de estilo musical, ele virou metaleiro e gravou discos de rock pesado. Até perceber que as pessoas só o conheciam como rapper, voltando ao gênero em “W.T.F.” (2011), seu disco mais recente, que já tem quase uma década. Desde então, ele vem cantando menos e aparecendo mais em reality shows e comédias de Adam Sandler. Não há maiores informações sobre a equipe que desenvolve “To the Extreme”, mas Dave Franco acaba de estrear como diretor. Elogiadíssimo, o primeiro longa que ele dirigiu, o terror “The Rental”, tem 73% de aprovação no Rotten Tomatoes e chega nesta sexta (24/7) para locação digital nos EUA. Relembre abaixo o fenômeno “Ice Ice Baby”.
Pabllo Vittar vira super-heroína em clipe animado do estúdio de Super Drags
Pabllo Vittar voltou a virar desenho animado num novo clipe. Depois de aparecer na curta série animada “Super Drags”, artista retomou as curvas desenhadas no vídeo de “Rajadão”. A animação foi realizada pelo Combo Estúdio, justamente a produtora responsável por “Super Drags” da Netflix – além de “Any Malu Show” do Cartoon Network. E segue a mística de transformar drag queen em super-heroína, como na série – desta vez, com influência de Tempestade, personagem dos X-Men. As cenas animadas aparecem mescladas a imagens live-action de Pabllo, que se livra de correntes no vídeo, enquanto a música vai do sertanejo-axé-brega ao batidão eletrônico. Indigesto em outros tempos, o mistureba style define o superpop genérico atual.
Sob Pressão vai voltar ainda este ano com episódios sobre a pandemia
A série “Sob Pressão” vai voltar ao ar ainda este ano. A 4ª temporada continua prevista para 2021, mas, segundo a coluna de Patricia Kogut, do jornal O Globo, dois episódios serão antecipados numa espécie de edição especial. Estes episódios serão centrados na pandemia do coronavírus. Eles contarão histórias de pacientes que enfrentam a doença e mostrarão a rotina de Carolina (Marjorie Estiano), Evandro (Julio Andrade) e outros médicos num hospital de campanha no Rio de Janeiro. A edição especial será uma homenagem aos profissionais da saúde que atuam na linha de frente do combate à covid-19. Os roteiros já estão prontos e a produção estuda agora como as gravações podem ocorrer dentro dos novos protocolos de segurança, com figuração e equipe reduzidas. A abordagem da pandemia já era um tema previsto desde abril. Mas a doença pode resultar num desdobramento trágico. Em maio, o roteirista Lucas Paraizo revelou que um dos integrantes da equipe médica da série morreria por conta disso. A série, uma coprodução da Globo com a Conspiração Filmes, é escrita por Paraizo e já confirmou duas novas temporadas, sob direção artística de Andrucha Waddington, diretor do filme de 2016 em que a produção se baseia. A Globo ainda não definiu a data de estreia da edição especial.
3%: Trailer mostra disputa da temporada final
A Netflix divulgou o trailer da 4ª e última temporada de “3%”, que vai concluir a trama da primeira série brasileira da plataforma. A prévia apresenta o conflito final entre o Maralto e o Continente, mas também sugere reviravoltas, alianças inesperadas e uma disputa ao estilo de “Jogos Vorazes” entre os protagonistas. “Seis candidatos. Quem ganhar, ganhou”, anuncia uma voz de reality show. “3%” se passa em um futuro distópico, onde a maior parte da população vive no “Lado de Cá” do Continente: um lugar decadente, miserável, corrupto. Quando atingem 20 anos de idade, as pessoas passam pelo “Processo”, a única chance de chegar ao “Maralto” – o melhor lugar, com oportunidades e promessas de uma vida digna. Apenas três por cento dos candidatos são aprovados nesse árduo processo seletivo, que os coloca em situações perigosas e testa suas convicções por meio de dilemas morais. Mas existe uma resistência ao “Processo”, chamada de “Causa”. A temporada anterior resgatou a discussão sobre a suposta meritocracia do “Processo”, focando em Michele (Bianca Comparato), Joana (Vaneza Oliveira) e Rafael (Rodolfo Valente). Esta história agora chega ao fim, com os capítulos finais disponibilizados no dia 14 de agosto.
Sergio Ricardo (1932 – 2020)
O músico, escritor, pintor e cineasta Sergio Ricardo morreu na manhã desta quinta-feira (23/7), aos 88 anos no Hospital Samaritano, no Rio de Janeiro. A causa da morte não foi divulgada. Um dos integrantes de primeira hora da bossa nova, autor de “Zelão” e também da belíssima “Folha de Papel”, gravada por Tim Maia, Sergio ficou conhecido nacionalmente, a contragosto, por ter quebrado um violão no II Festival da Música Brasileira em 1967, quando foi vaiado ao apresentar a canção “Beto Bom de Bola”. Anos mais tarde, no princípio da década de 1990, escreveu uma autobiografia que batizou de “Quem Quebrou meu Violão”. Mas antes do banquinho e o violão, ele já era conhecido pela câmera na mão. Sergio Ricardo, que na verdade se chamava João Lutfi, seu nome de batismo, começou a filmar em 1962 sem nunca ter quebrado recordes de bilheteria. Mesmo assim criou um trio de clássicos do cinema brasileiro. Ao todo, ele assinou seis filmes, incluindo dois curtas, a maioria com participação importante de seu irmão Dib Lufti, um dos mais famosos diretores de fotografia do Brasil. O primeiro curta, “Menino da Calca Branca” (1962), ainda contou com apoio de outro mestre do Cinema Novo, o cineasta Nelson Pereira dos Santos, que realizou sua montagem. A história do menino favelado que sonhava com uma calça nova foi lançada no Festival Karlovy Vary, na então Tchecoslováquia, e acabou premiada no Festival de San Francisco, nos EUA. O primeiro longa, “Êsse Mundo É Meu”, foi um drama social estrelado por Antonio Pitanga e abordava a vida dura na favela. Além de escrever e dirigir, Sergio Ricardo compôs sua trilha sonora, lançada em disco – a música-título também foi gravada por Elis Regina. E sua qualidade chamou atenção da crítica internacional. Na época, o critico e diretor francês Luc Moullet, em artigo publicado na revista Cahiers du Cinema, condenou a ausência da obra de Sérgio Ricardo no festival de Cannes de 1965 e listou “Êsse Mundo É Meu” entre os melhores filmes de 1964. Mas pouca gente viu, inclusive no Brasil, onde foi lançado em 1 de abril de 1964, junto do golpe militar que esvaziou as ruas e os cinemas do país. Sergio Ricardo costumava brincar que tinha sido seu primeiro fracasso cinematográfico. Vieram outros. Romance engajado, “Juliana do Amor Perdido” (1970) denunciava como fanatismo religioso mantinha o povo escravizado numa comunidade de pescadores, e foi exibido no Festival de Berlim. Mais proeminente, “A Noite do Espantalho” (1974) consagrou-se como a primeira ópera “rock” brasileira ou o primeiro filme-cordel. Rodada no “palco a céu aberto” de Nova Jerusalém, onde anualmente é encenada a Paixão de Cristo, a trama registrava a luta de camponeses contra um poderoso coronel latifundiário, que agia comandado por um dragão. Em meio a surrealismo e psicodelia sertaneja, o filme ainda revelou, de uma só vez, os talentos de Alceu Valença e Geraldo Azevedo. E arrancou elogios da crítica mundial, com sessões lotadas no Festival de Cannes e de Nova York. Seus três longas formaram uma trilogia não oficial sobre a crise social brasileira. O diretor começou na favela urbana, foi para o litoral distante e acabou no sertão nordestino. E nesse trajeto evoluiu do neorealismo preto e branco para o psicodelismo colorido, criando uma obra digna de culto. Mas apesar da grande repercussão internacional, os filmes do diretor não receberam a devida valorização no Brasil. Sem incentivo, ele acabou se afastando das telas. Só foi voltar recentemente, em 2018, para seu quarto e último longa-metragem, “Bandeira de Retalhos”, que sintetizou seus temas. O filme acompanhava a luta de moradores de uma favela carioca contra a desapropriação de suas casas, que políticos poderosos tinham negociado com empresários do setor imobiliário. A história, inspirada numa tentativa da Prefeitura do Rio de transformar o Vidigal num empreendimento de luxo em 1977, foi encampada pela ONG Nós do Morro e filmada com poucos recursos. Novamente com Antonio Pitanga em papel de destaque, além de Babu Santana. Mas pela primeira vez sem Dib Lufti atrás das câmeras, falecido em 2016, o que fez toda a diferença. “Bandeira de Retalhos” foi exibida na Mostra de Tiradentes, festival de filmes independentes, e nunca estreou comercialmente. O diretor acabou lançando o filme por conta própria no YouTube, em maio passado, no começo da pandemia de covid-19. Além do trabalho como cineasta, Sergio Ricardo ainda contribuiu com outros talentos para o cinema brasileiro. São dele as trilhas de clássicos como “Deus e o Diabo na Terra do Sol” (1964), “Terra em Transe” (1967) e “O Dragão da Maldade contra o Santo Guerreiro” (1969), para citar só obras de Glauber Rocha, entre muitas outras colaborações. Ele também foi ator, embora tenha desempenhado poucos papéis, como no clássico infantil “Pluft, o Fantasminha” (1962) e como narrador de “Terra em Transe”, além de aparecer em dois de seus filmes e ter estrelado a minissérie “Parabéns pra Você” em 1983, na rede Globo.
Clint Eastwood processa remédio por uso fraudulento de seu nome
O ator e cineasta Clint Eastwood está processando fabricantes e comerciantes do remédio canabidiol (CDB) nos EUA por fazerem fraude usando seu nome. Ele entrou com duas ações no tribunal de Los Angeles contra várias empresas por tentarem relacioná-lo à droga de diferentes maneiras. O primeiro processo tem como alvo empresas envolvidas com a publicação e divulgação de artigos com entrevistas falsas, ilustradas por fotos de Eastwood, alegando que o astro de 90 anos é usuário e entusiasta da droga. Os textos também atribuíam ao diretor encontros para promover e vender produtos. A ação indica ainda que as três empresas — Sera Labs Inc, Greendios e For Our Vets LLC — enviaram e-mails de spam com o assunto “Clint Eastwood expõe um segredo impactante hoje”, que faziam referência a uma suposta entrevista à rede NBC, que nunca ocorreu. “A verdade é que o senhor Eastwood não tem nenhuma relação com nenhum produto de CBD e nunca deu tal entrevista”, assinala o processo por difamação, que busca “responsabilizar as pessoas e entidades que se beneficiaram ilegalmente do seu nome e semelhança”. O segundo processo visa 10 empresas e indivíduos de vários estados americanos, acusados de usarem tags embutidas nos códigos de páginas do remédio para que buscas com o nome do ator apontassem para os sites dos demandados. “Colocaram, no sentido figurado, um cartaz com a marca do senhor Eastwood na frente de sua loja eletrônica, para atrair clientes, e fizeram o consumidor acreditar que o senhor Eastwood estava associado ou apoiava essas empresas”, destaca o texto da ação. Eastwood, que reclama milhões de dólares em perdas e danos, também pediu que o tribunal determine que as empresas renunciem a toda a receita derivada do esquema. O CBD é um composto não-psicoativo da cannabis e também é derivado da planta de cânhamo. Legalizado nos EUA em 2018, é usado para tratar condições como dor, insônia e ansiedade. Não é a primeira vez que celebridades de Hollywood processam empresas que exploram endossos falsos. Sandra Bullock e Ellen DeGeneres também apresentaram queixas similares na justiça americana no ano passado.
Lucifer: Conheça os pôsteres da 5ª temporada
A Netflix divulgou os pôsteres da 5ª temporada de “Lucifer”, que trazem Tom Ellis no papel-título e Lauren German como a detetive Chloe Decker, acompanhados por um texto sobre cair em tentação. Após o final dramático da 4ª temporada, em que Lucifer é enviado de volta ao inferno, a nova temporada trará o protagonista ligeiramente diferente. Isto porque seu “irmão gêmeo” resolveu tomar seu lugar na Terra, fingindo ser o diabo. O falso Lucifer é ninguém menos que Michael, mais conhecido como o arcanjo Miguel no Brasil. Por sinal, a ideia de colocar Michael no lugar do protagonista também é conhecida – como podem atestar os fãs da série “Supernatural”. A estreia dos novos episódios está marcada para 21 de agosto.
3%: Veja as fotos da temporada final
A Netflix divulgou as fotos da 4ª temporada de “3%”, que vai concluir a trama da primeira série brasileira da plataforma. O final da sci-fi nacional será disponibilizado no dia 14 de agosto – um ano após a Netflix anunciar que a série acabaria em seu quarto ano de produção. “3%” se passa em um futuro distópico, onde a maior parte da população vive no “Lado de Cá”: um lugar decadente, miserável, corrupto. Quando atingem 20 anos de idade, as pessoas passam pelo “Processo”, a única chance de chegar ao “Maralto” – o melhor lugar, com oportunidades e promessas de uma vida digna. Apenas três por cento dos candidatos são aprovados nesse árduo processo seletivo, que os coloca em situações perigosas e testa suas convicções por meio de dilemas morais. Mas existe uma resistência ao “Processo”, chamada de “Causa”. A temporada anterior resgatou a discussão sobre a suposta meritocracia do “Processo”, focando em Michele (Bianca Comparato), Joana (Vaneza Oliveira) e Rafael (Rodolfo Valente). Ainda não há detalhes sobre a trama de encerramento.
Alice Braga e Ricardo Darín estrelam curta com texto clássico de García Márquez sobre a pandemia
A Fundação Gabo, criada pelo escritor Gabriel García Márquez (1927-2014) para estimular o jornalismo latino-americano, produziu um curta com vários astros da América Latina, que refletem sobre a pandemia a partir de textos do romance mais aclamado do autor, “Cem Anos de Solidão”. A obra de 1967 abordava uma epidemia de esquecimento e insônia que assolava a fictícia cidade de Macondo. Intitulado “La Peste del Insomnio” (a peste da insônia), o curta dirigido pelo venezuelano Leonardo Aranguibel (“Prisionera”) conta com 30 atores de 7 países diferentes, que abordam com as palavras de García Márquez a possibilidade de encarar de forma leve os tempos atuais. A produção traz artistas como a brasileira Alice Braga e o argentino Ricardo Darín lendo trechos do livro sobre a praga que vai tomando toda a população de Macondo. Mas as imagens que aparecem entre suas falas são de cidades reais e atuais da América Latina, sob o impacto da covid-19. O elenco ainda conta com a participação dos colombianos Andrés Parra e Ana María Orozco, do mexicano Héctor Bonilla, e da cubana Yoandra Suárez, entre outros.
Rolling Stones revelam canção inédita de 1974 com participação de Jimmy Page
Os Rolling Stones lançaram nesta quarta (22/7) uma canção inédita gravada com Jimmy Page, o lendário guitarrista do Led Zeppelin. A faixa “Scarlet” foi disponibilizada nas plataformas digitais, inclusive no YouTube, onde foi acompanhada por um clipe. O vídeo traz apenas a letra da canção e alguns rabiscos virtuais preenchidos na embalagem da fita master. A fita estava guardada desde os anos 1970. A gravação aconteceu em 1974, após os Stones lançarem o álbum “Goat’s Head Soup” (1973). Page apareceu para uma jam e o resultado acabou gravado. Keith Richards chegou a espalhar que se tratava de uma música para um disco solo do colega, mas os planos sempre foram de lançar a faixa num disco dos Stones, com Mick Jagger escrevendo uma letra e cantando sobre o material. O próprio Page acreditava que ela apareceria no lado B de algum single da banda. O nome da faixa, de todo modo, é uma homenagem à filha mais velha de Page, chamada de Scarlet, que na época tinha três anos de idade. O guitarrista do Led Zeppelin é um velho amigo dos Stones, tendo tocado ainda adolescente numa versão de “Heart of Stone”, de 1965, além de fazer o solo da música “One Hit (To the Body)”, em 1985. “Scarlet” será incluída numa versão estendida do álbum “Goat’s Head Soup”, que ganhará uma nova versão de luxo no dia 4 de setembro. Além desta faixa, o lançamento contará com mais duas faixas inéditas, gravadas naquele período: “All the Rage” e “Criss Cross”.
Série pretende imaginar Hillary Clinton presidente dos EUA
A plataforma Hulu encomendou o roteiro de uma série baseada no livro “Rodham”, de Curtis Sittenfeld, que imagina uma realidade alternativa em que Hillary Clinton não se casou com Bill Clinton e virou presidente dos EUA. Rodham é o nome de solteira de Hillary, atual senadora dos EUA. Em 1971, Hillary Rodham era uma jovem com futuro promissor: ela estudava Direito na Universidade de Yale e liderava movimentos de ativismo entre estudantes e na luta por direitos das mulheres. Segundo o Deadline, a série pretende mostrar como, após decidir não casar com Clinton, ela conquista espaço com seu próprio nome e, posteriormente, acaba eleita presidente. A adaptação está a cargo de Sarah Treem, criadora da série “The Affair”, e ainda não recebeu encomenda formal de episódios, apenas de seu roteiro inicial. Caso a produção avance, “Rodham” será a segunda série focada em Hillary Clinton na Hulu. A plataforma também se uniu à senadora para realizar “Hillary”, uma série documental de quatro partes com entrevistas com a ex-candidata presidencial e dezenas de amigos, colegas, jornalistas e familiares, traçando um painel de sua vida e carreira. Essa série teve première no Festival de Sundance e foi lançada em março nos EUA.
Ancine ataca cinema brasileiro com reprovação recorde de contas
A Ancine divulgou nesta semana uma lista de filmes que tiveram suas prestações de contas reprovadas. A iniciativa não tem precedentes. Em mais de um sentido. Mas é apenas mais uma nova batalha da guerra cultural travada pelo desgoverno Bolsonaro contra o cinema brasileiro. Para começar, a Ancine nunca tinha divulgado listas similares. A iniciativa teria sido feita em nome da “transparência”, mas o motivo das reprovações não foi divulgado. Ou seja, um ato opaco – o oposto de transparente. O que mais chama atenção nesta iniciativa é a grande quantidade de filmes com contas reprovadas. De uma lista de 168 produções – de um total de cerca de 4 mil pendências – , a entidade reprovou completamente 102 delas — 60,7% do total analisado – , aprovou 56 com ressalvas e considerou apenas 10 projetos plenamente aprovados. É um volume recorde de reprovações. Ainda mais considerando que nos primeiros 20 anos de captação da Ancine, entre 1993 e 2013, apenas 17 (dezessete!) projetos tiveram contas totalmente reprovadas – e um deles teria revertido a condição, “Chatô, O Rei do Brasil”. Outro detalhe inusitado é a idade dos projetos. Há filmes que completaram a maioridade, como “Desmundo”, “Madame Satã” e “Rocha que Voa”, lançados em 2002, há 18 anos. Os títulos mais novos também são da década passada, “Viajo porque Preciso, Volto porque Te Amo”, “Xuxa em O Mistério de Feiurinha” e “Budapeste”, que chegaram aos cinemas em 2009. Por conta dessa abrangência, a relação também enquadra obras de cineastas já falecidos, como Nelson Pereira dos Santos (1928-2018) e Carlos Reichenbach (1945-2012). Mas enquanto se observa uma mescla “democrática” de blockbusters (“2 Filhos de Francisco”) com trabalhos engajados (“Serra da Desordem”), chama atenção, por outro lado, um predomínio de títulos de diretores ligados à rede Globo, como Guel Arraes (“Lisbela e o Prisioneiro”), Andrucha Waddington (“Casa de Areia”), Jorge Furtado (“Saneamento Básico, O Filme”), Cao Hamburger (“O Ano em Que Meus Pais Saíram de Férias”) e Selton Mello (“Feliz Natal”), e principalmente de produções com a chancela da Globo Filmes – a grande maioria da relação. O presidente Jair Bolsonaro considera a Globo como uma de suas principais inimigas. Além de incentivar a hashtag #Globolixo nas redes sociais, ele já mandou cortar a verba de publicidade federal destinada à emissora e supostamente – embora não haja contradito – envolvido fiscais da receita numa devassa nos impostos dos principais artistas da emissora – mas não de outros canais. Ao justificar a lista, a Ancine alega atender uma demanda do Tribunal de Contas da União (TCU). Vale observar que o TCU tem considerado prescritas as dívidas públicas não cobradas após cinco anos. Todas as eventuais cobranças dos filmes com contas rejeitadas estariam, portanto, prescritas. Esta prescrição, contudo, não impede que as obras sejam incluídas numa lista negra. E aí encontra-se o objetivo prático da relação. As produtoras “negativadas” não poderiam, segundo os critérios para fomento da Ancine, “aprovar novos projetos, prorrogar, redimensionar, remanejar ou obter autorização para movimentar recursos já aprovados”. Elas também estariam “impedidas de contratar com o Fundo Setorial do Audiovisual ou receber apoio de fomento direto da agência”. Sem prestar contas do Fundo Setorial do Audiovisual e mantendo trancada a verba arrecadada em 2018 – e já aprovada – para fomento de novos filmes, a Ancine agora trabalha para impedir que as principais produtoras de cinema do Brasil possam apresentar novos projetos em busca de incentivos. Além da Globo Filmes, a relação inclui produções e coproduções da Conspiração Filmes, Gullane, Diller Associados, Bananeira Filmes, Casa de Cinema de Porto Alegre, até mesmo da Acerp (Associação de Comunicação Educativa Roquette Pinto), com quem o governo está brigando por dever mais de R$ 12 milhões em custos de manutenção da Cinemateca Brasileira, entre outras. Mas não há na lista de contas reprovadas produções ligadas ao setor evangélico, relacionadas a movimento político de direita ou a canais de TV rivais da Globo.
Perry Mason é renovada para 2ª temporada
Apresentada originalmente como uma minissérie, “Perry Mason” agradou tanto que vai virar série anual. O canal pago americano HBO anunciou ter renovado a atração estrelada por Matthew Rhys para uma 2ª temporada. A produção teve uma estreia promissora no mês passado, atraindo 1,7 milhões de telespectadores nos EUA. Os números foram maiores que os da estreia da incensada “Watchmen”, vista por 1,5 milhões de americanos após uma campanha de marketing significativamente mais intensa. “Foi uma jornada emocionante trabalhar com a equipe imensamente talentosa por trás de ‘Perry Mason'”, disse Francesca Orsi, vice-presidente executiva de programação da HBO, em comunicado. “Os telespectadores gostaram de ser transportados de volta no tempo para a Los Angeles da década de 1930 e estamos felizes em receber o programa de volta para uma 2ª temporada.” O maior diferencial do reboot é justamente sua encenação nos anos 1930, época dos primeiros livros do personagem, criado por Erle Stanley Gardner. Essa característica não chamou atenção nos filmes e séries anteriores, porque eram contemporâneos dos livros – os sete longas de “Perry Mason” foram lançados entre 1934 e 1940 e a série imensamente popular, que consagrou o ator Raymond Burr, seguiu-se de 1957 e 1966. As histórias eram contemporâneas porque Gardner só parou de escrever os casos do mais famoso advogado da literatura ao morrer em 1970 – ele até apareceu no último episódio da série clássica, em 1966. Com isso, a maioria do público acabou esquecendo que o personagem surgiu como detetive na época da Lei Seca e dos gângsteres de chapéu e metralhadora. Mas é esta encenação original que a nova série retoma. O revival de “Perry Mason” foi desenvolvido pelos roteiristas Rolin Jones e Ron Fitzgerald (ambos de “Friday Night Lights”) para a Team Downey, a produtora do ator Robert Downey Jr., que chegou a considerar uma adaptação cinematográfica. Além de Rhys, o elenco destaca a vencedora do Emmy Tatiana Maslany (“Orphan Black”) e o vencedor do Emmy John Lithgow (“The Crown”), além de Chris Chalk (o Lucius Fox de “Gotham”), Juliet Rylance (“McMafia”), Madeline Zima (“Californication”), Shea Whigham (“Agent Carter”), Robert Patrick (“O Exterminador do Futuro 2”) e outros. Dirigida e coproduzida pelo também vencedor do Emmy Tim Van Patten (“Boardwalk Empire”), a 1ª Temporada de 8 episódios de “Perry Mason” segue no ar, com seu encerramento marcado para 9 de agosto.












