Anthony James (1942 – 2020)
O ator Anthony James, que viveu vilões memoráveis do cinema, incluindo em filmes vencedores do Oscar, morreu na terça passada (26/5) de câncer. Ele tinha 77 anos. James tinha feito apenas uma breve aparição numa série de TV quando o diretor Norman Jewison o escalou como o frio assassino de “No Calor da Noite” (1967), estrelado por Sidney Poitier e Rod Steiger. O longa venceu cinco Oscars, incluindo Melhor Filme. Apesar desse destaque inicial, sua carreira cinematográfica demorou a decolar. Mas isso não o impediu de ficar conhecido, graças a inúmeras participações em séries clássicas. Ele chegou a ter um papel recorrente em “Gunsmoke”, entre 1968 e 1969, mas também apareceu em “Bonanza”, “Havaí 5-0”, “Mod Squad”, “Têmpera da Aço” (Ironside), “Justiça em Dobro” (Starsky and Hutch), “As Panteras” (Charlie’s Angels), “Esquadrão Classe A” (The A Team), etc. E sem esquecer que estrelou um clipe da banda Poison, “Fallen Angel”, em 1988. Seus personagens geralmente causavam confusão, precisando ser despachados pelo mocinho das histórias. Até quando fazia filmes infantis e comédias, James interpretava vilões, como em “Perigo na Montanha Enfeitiçada” (1978) e “Corra que a Polícia vem Aí! 2 1/2” (1991). Seu principal rival no cinema acabou sendo Clint Eastwood, que o enfrentou – e dirigiu – duas vezes, nos faroestes clássicos “O Estranho sem Nome” (1973) e “Os Imperdoáveis” (1992). Este último também venceu o Oscar e marcou a despedida de James da profissão de ator. Ele trocou as telas de cinema e TV por telas de pintura. A partir dos anos 1990, James iniciou uma bem-sucedida carreira como artista plástico, tendo vendido mais de 100 obras para galerias em Boston, Nova York, São Francisco, Santa Fe, Novo México e Japão. Também escreveu livros sobre arte, poesia e até uma biografia, publicada em 2014.
2020 – Japão Submerso: Adaptação animada de sci-fi clássica ganha trailer legendado
A Netflix divulgou dois pôsteres e o trailer legendado de “2020 – Japão Submerso” (Japan Sinks: 2020), série animada que adapta o best-seller homônimo escrito por Sakyo Komatsu em 1973. A trama cataclísmica descreve um futuro (2020!) em que todo o Japão começa a afundar no mar, acompanhando uma família que tenta sobreviver em meio ao caos e a destruição causados por terremotos. A obra é considerada um clássico da sci-fi japonesa e já foi adaptada anteriormente para o cinema, no filme “A Submersão do Japão” (1973), e também ganhou uma série live-action em 2006. Esta é a primeira vez que “2020 – Japão Submerso” obra é transformado em animação. O anime tem produção estúdio Science SARU, responsável por “Devilman Crybaby”, e o diretor é Masaaki Yuasa, justamente do aclamado “Devilman Crybaby”. A estreia em streaming está marcada para 9 de julho.
Série sobre Leonardo Da Vinci ganha primeiro teaser com astro de Poldark
A série “Leonardo”, em que Aidan Turner (o “Poldark”) vive Leonardo Da Vinci, ganhou o primeiro teaser. Criada por Frank Spotnitz (“O Homem do Castelo Alto”) e Steve Thompson (roteirisa de “Doctor Who”), “Leonardo” pretende desvendar o mistério de uma dos maiores gênios da História, cuja obra é mundialmente conhecida, mas de quem pouco se sabe realmente. Passada no final do século 15, a trama encontra Leonardo Da Vinci acusado de assassinato e colocado sob vigília de um policial, que tenta desenterrar o passado do pintor para conectá-lo à investigação. É assim que a infância solitária do filho ilegítimo de um notário na cidade rural de Vinci, na Toscana, entra em foco, revelando porque ele desenvolveu um desejo implacável e quase sobre-humano de pesquisar e descobrir tudo o que pudesse dar sentido ao mundo ao seu redor. Spotnitz já abordou esse universo antes em “Medici: Mestres de Florença”, que durou três temporadas, entre 2016 e 2019, e “Leonardo” tem os mesmos parceiros, as produtoras Lux Vide, Big Light Productions e os canais RAI, na Itália, France Télévisions, na França, e RTVE, na Espanha. A distribuição internacional está a cargo da Sony. Além de Turner, o elenco inclui Giancarlo Giannini (“Catch-22”) como o mestre Andrea del Verrocchio, Matilda De Angelis (“The Undoing”) como a musa Caterina da Cremona e Freddie Highmore (“The Good Doctor”) como Stefano Giraldi, um jovem detetive do Podestà encarregado de resolver o mistério central. A previsão de estreia é apenas para 2021.
Atriz de Manto & Adaga vai estrelar série produzida por Jessica Biel
A atriz Olivia Holt, que viveu a heroína Adaga na série “Manto & Adaga” (Cloak & Dagger), cancelada com o desmonte da Marvel Television pela Disney, vai continuar na programação do canal pago americano Freeform. Seu novo projeto é “Cruel Summer”, série que conta com a atriz Jessica Biel (“The Sinner”) entre seus produtores executivos. A trama vai se passar durante três verões diferentes – de 1993, 1994 e 1995 – em uma pequena cidade do Texas, e refletir o desaparecimento misterioso de uma adolescente bonita e popular (Holt). Ao mesmo tempo, a garota estranha do colégio (Chiara Aurelia, de “Tell Me Your Secrets”) se torna a mais popular. Mas isso só dura dois verões. Em 1995, ela será a pessoa mais odiada de todo o país. Criada por Bert V. Royal (“Caminho da Recuperação”), a série já teve o piloto aprovado, mas durante as gravações originais o papel de Kate, a garota desaparecida, foi vivido por Mika Abdalla (“Project Mc²”). Holt vai substituí-la em regravações no capítulo inaugural, que ainda não tem previsão para ir ao ar.
Diretor de Chernobyl vai comandar minissérie do roteirista do filme Judy
O diretor Johan Renck, vencedor do Emmy por “Chernobyl”, vai comandar uma nova minissérie. Ele próprio indicou o tema, ao escrever “Algo está vindo” junto da capa de um livro no Instagram. Trata-se da adaptação de “The Magus”, escrito por John Fowles (“O Colecionador”). No livro, o jovem professor inglês Nicholas Urfe se muda para uma ilha grega a trabalho e vê envolvido nos jogos mentais de um enigmático milionário recluso no local, cada vez mais complexos e perigosos. Publicada em 1965, a obra já ganhou uma adaptação para os cinemas em 1968, batizada no Brasil de “Mago – O Falso Deus”. Adaptado pelo próprio Fowles, o filme estrelado por Michael Caine e Anthony Quinn dividiu opiniões na época de seu lançamento. O roteiro da adaptação está a cargo de Tom Edge, que escreveu o filme “Judy”, pelo qual Renée Zellweger venceu o Oscar de Melhor Atriz. Edge também trabalhou em vários episódios de “The Crown”, entre eles “Paterfamilias”, que rendeu o Emmy de Melhor Diretor para Stephen Daldry. Para completar, a produtora responsável pelo projeto é a Neal Street Productions, empresa do cineasta Sam Mendes, que realizou o premiado longa “1917”, vencedor de três Oscars. Como é praxe entre os contratos assinados durante a pandemia de coronavírus, não há cronograma de produção nem previsão de estreia para a minissérie. Ver essa foto no Instagram Something is brewing 🌚 Uma publicação compartilhada por Johan Renck (@johanrenck) em 27 de Mai, 2020 às 10:18 PDT
Awkwafina e Karen Gillan vão estrelar comédia sobre assassina profissional
As atrizes Awkwafina e Karen Gillan, que trabalharam juntas em “Jumanji: Próxima Fase”, voltarão a contracenar numa nova comédia. Elas vão estrelar a comédia de ação “Shelly”. Descrita pelo site Deadline como uma mistura de “Meninas Malvadas” e a série “Barry”, a produção trará Awkwafina como Shelly Wheeler, que nunca superou uma pegadinha no baile de formatura da escola. Como resultado, além de se tornar uma mulher fria, ela seguiu carreira como assassina de aluguel. Anos depois, recebe a missão de matar uma das pessoas responsáveis por transformar sua vida em um inferno, Dianna Park (Gillan). Porém, para a sua surpresa, ao reconectar-se com o alvo para cumprir seu objetivo, as duas viram amigas, e ela decide impedir que outros assassinos atrapalhem essa nova amizade. O roteiro de “Shelly” foi escrito por Michael Doneger (“A Acompanhante”) e Liz Storm (“Tall Tales”) e a direção está a cargo de Jude Weng, diretora de séries como “Fresh off the Boat”, “The Good Place” e “Young Sheldon”, que atualmente finaliza seu primeiro longa, “Finding Ohana”. Como é regra nos contratos firmados durante a pandemia de coronavírus, não há cronograma de produção nem previsão de estreia.
Ataque dos Titãs: Desespero marca o trailer da última temporada da série animada
A rede japonesa NHK divulgou o pôster e o trailer da 4ª e última temporada do cultuado anime “Ataque dos Titãs” (Attack on Titan). A prévia, em tom desesperado, pode ser conferida abaixo, em japonês sem legendas. Fenômeno de vendas no Japão, o mangá de Hajime Isayama já teve mais de 76 milhões de exemplares comercializados desde seu lançamento em 2009, e começou a ser adaptado como série animada em 2013, com direção de Tetsurō Araki (da série anime “Death Note”). A trama se passa num futuro pós-apocalíptico, que mostra a humanidade enclausurado em territórios cercados por imensos muros. As construções servem para proteger as pessoas dos Titãs, criaturas imensas e perigosas, que surgiram para literalmente consumir a humanidade – comer mesmo. Decidido a enfrentar os gigantes, o protagonista Eren Yeager, sua irmã adotiva Mikasa Ackerman e seu amigo de infância Armin Arlert se unem para vingar a morte de entes queridos e tentar reconquistar a Terra. A franquia já ganhou versão “live action” nos cinemas japoneses, lançada em duas partes em 2015, e está na mira dos grandes estúdios de Hollywood. A Warner adquiriu os direitos da adaptação e há dois anos definiu o diretor Andy Muschietti (“It: A Coisa”) à frente do projeto. Mas, desde então, ele foi remanejado pelo próprio estúdio para a produção de “The Flash”. Anteriormente feita pela Wit Studio, divisão da IG Animation, a série vai se encerrar com produção do Studio MAPPA, sob a direção de Jun Shishido (“A Princesa e o Piloto”) e Yūichirō Hayash (“Dorohedoro”), mas os últimos episódios ainda não têm previsão de estreia. A série é disponibilizada no Brasil pela plataforma Crunchyroll com o título em inglês “Attack on Titan”.
Cush Cumbo anuncia saída da série The Good Fight
A atriz Cush Jumbo não voltará a “The Good Fight” quando a série da plataforma CBS All Access voltar em sua 5ª temporada. Ela anunciou sua despedida da atração na sexta (29/5), por meio de um comunicado. “Nos últimos cinco anos, vive um período incrível trabalhando com Robert, Michelle e as equipes de ‘The Good Wife’ e ‘The Good Fight'”, disse Jumbo. “Sentirei muita falta de todos eles, mas estou muito animada para explorar novas paisagens. Devido à pandemia que nos obrigou a encerrar mais cedo, não fomos capazes de encerrar a história de Lucca por completo e, portanto, espero que as agendas permitam que eu possa voltar na próxima temporada para fazer isso.” Jumbo interpretava Lucca Quinn desde o início da série, mas a personagem era ainda anterior, vindo de “The Good Wife”, atração da qual “The Good Fight” é derivada. Ela é a terceira integrante do elenco central a deixar o programa, seguindo Rose Leslie, que saiu ao final da 3ª temporada, e Delroy Lindo, que também encerraria sua participação no final do quarto ano. “Adoramos cada momento de trabalho com Cush nos últimos cinco anos e todos no universo ‘The Good Fight’ sentirão terrivelmente a sua falta”, disseram os criadores da série, Robert e Michelle King. Eles também reforçaram que, “diante do final prematuro da 4ª temporada”, têm “esperança que Cush possa retornar quando retomarmos as filmagens da 5ª temporada, com o objetivo de dar a Lucca uma despedida adequada.” “The Good Fight” foi renovada para sua 5ª temporada no início deste mês, depois da 4ª temporada ser interrompida pela pandemia de coronavírus, o que tinha deixado a trama sem fim. A série é estrelada por Christine Baranski, Sarah Steele, Nyambi Nyambi, Michael Boatman, Zach Grenier, John Larroquette e Audra McDonald. Além deles, Hugh Dancy também se juntou à 4ª temporada em um papel recorrente.
J.K. Simmons revela ter assinado contrato para aparecer em vários filmes da Marvel
O ator J.K. Simmons (“Whiplash”) revelou ter assinado contrato para reprisar o papel de J. Jonah Jameson em vários filmes do MCU (Universo Cinematográfico da Marvel) e não apenas na impactante cena pós-créditos de “Homem-Aranha: Longe de Casa”. A informação veio à tona durante entrevista para um podcast da revista Entertainment Weekly, quando Simmons respondeu se poderíamos esperar vê-lo em outros filmes da Marvel. “Eu não sei se usaria a palavra ‘esperar'”, disse o ator, explicando que está contratado para outros filmes, mas o estúdio não é obrigado contratualmente a incluí-lo. Ainda assim, ele revela vontade de reprisar o papel. “É ótimo ter a oportunidade, à medida que essas coisas evoluem, e ser um dos que restaram da versão anterior”. Simmons interpretou o memorável JJJ na primeira trilogia do “Homem-Aranha”, dirigida por Sam Raimi entre 2002 e 2007, e retornou ao papel do editor do Clarim Diário no mais recente filme do herói, exibido nos cinemas em 2019. A diferença é que, nos filmes de Raimi, o ator usava uma peruca para disfarçar sua calvície natural – liberada na nova versão. No último filme, o Clarim Diário também deixou de ser um jornal tradicional para virar uma espécie de telejornal, aparentemente criado como produção para o YouTube. Por curiosidade, Simmons também é o dublador oficial de J.J. Jameson em todos os desenhos da Marvel desta década, como “Ultimate Homem-Aranha”, “Hulk e Os Agentes de S.M.A.S.H.” e “Os Vingadores Unidos”.
Filha de Dwayne Johnson não acredita que ele é Maui no desenho de Moana
O ator Dwayne “The Rock” Johnson publicou um vídeo superfofo em seu Instagram, em que tenta convencer sua filha Tiana “Tia” Johnson, de dois anos de idade, de que é a voz de Maui, personagem favorito da menina na animação “Moana”. Mas se frustra, porque ela se recusa a crer na “lenda urbana que seu pai é realmente Maui”. Para provar que dublou mesmo o desenho, ele canta um trecho de “You’re Welcome”, música do personagem. Sem resultado. “A esta altura, também é pura especulação que seu pai seja The Rock”, ele acrescentou na legenda do vídeo. Em “Moana – Um Mar de Aventuras”, Maui é um semideus heroico que se junta à protagonista adolescente (dublada pela havaiana Auli’i Cravalho) numa jornada cheia de perigos no Pacífico Sul. No caminho, eles encontram criaturas marinhas, mundos submersos e uma antiga cultura. O filme de 2016 foi dirigido por Ron Clements e John Musker (dupla de “A Pequena Sereia”, “Aladdin” e “A Princesa e o Sapo”) e disputou o Oscar de Melhor Animação – mas perdeu a estatueta para “Zootopia”, também produzido pela Disney. Ver essa foto no Instagram Never mind. She still refuses to believe the urban legend that her daddy is actually, Maui. At this rate it’s even pure speculation that her daddy is also The Rock. I’ll happily take these L’s and laugh as long as I get my daddy/daughter bond 😆💪🏾❤️ #3000timesandcounting Uma publicação compartilhada por therock (@therock) em 26 de Mai, 2020 às 12:14 PDT
Quentin Tarantino diz que A Rede Social foi o melhor filme da década
O diretor Quentin Tarantino afirmou que “A Rede Social” (2010), dramatização da criação do Facebook, dirigido David Fincher, foi o melhor filme da última década. A declaração foi feita durante entrevista ao site da revista francesa Premiere. “Sem dúvidas, ‘A Rede Social’… é o número 1 porque é o melhor, é isso. Destrói a concorrência”. Lançado em 2010, “A Rede Social” recebeu oito indicações ao Oscar e venceu os prêmios de Melhor Roteiro Adaptado, Melhor Trilha Sonora Original e Melhor Montagem.
Diary of a Future President: Série de Gina Rodriguez é renovada na Disney+ (Disney Plus)
A Disney+ (Disney Plus) anunciou a renovação de “Diary of a Future President” para sua 2ª temporada. A série em que Gina Rodriguez, a estrela de “Jane the Virgin”, é Presidente dos EUA estreou em janeiro na plataforma de streaming americana e voltará em 2021 com mais 10 episódios. Na trama, a vida de Elena Cañero-Reed, primeira presidente latina dos EUA, é apresentada por meio de flashbacks, que recordam como era sua adolescência entre os altos e baixos do ensino médio. Graças a esse recurso, Gina Rodriguez assume o papel de narradora, deixando o protagonismo para a estreante Tess Romero, intérprete da Elena adolescente em sua fase de descobertas – do primeiro amor, da primeira grande amizade e até do primeiro namorado de sua mãe – , numa trama típica de comédia teen, com o diferencial de que a protagonista vai virar presidente dos EUA quando crescer. Criação de Ilana Peña (roteirista de “Crazy Ex-Girlfriend”), a série ainda destaca em seu elenco Selenis Levya (a Gloria de “Orange Is the New Black”) como mãe da protagonista, Michael Weaver (“The Real O’Neals”) como o candidato a padrasto e o estreante Charlie Bushnell como o irmão mais velho. “Histórias otimistas e sinceras que inspiram são fundamentais para o nosso conteúdo e a série da criadora Ilana Peña tem esses atributos de sobra”, diz Agnes Chu, vice-presidente sênior de conteúdo da Disney+ (Disney Plus). “Famílias ao redor do mundo se apaixonaram por Elena e a família Cañero-Reed e estamos entusiasmados por trazer de volta a jornada muitas vezes hilária e sempre significativa de Elena na adolescência por mais uma temporada. Foi maravilhoso fazer parceria com a extraordinária Gina Rodriguez para defender pontos de vista específicos e diversos e estamos ansiosos para ver ainda mais da presidente Cañero-Reed nestes próximos capítulos”. Além de atuar, Rodriguez também dirigiu o episódio inaugural e produz a série, e voltará a realizar essas funções nos novos episódios.
Netflix compra um dos cinemas mais famosos de Hollywood
É oficial: a Netflix é a nova proprietária do Egyptian Theatre, um dos “palácios de cinema” mais antigos de Hollywood. O preço de venda não foi divulgado, mas o acordo permite ao ex-proprietário, a American Cinematheque (Cinemateca Americana), continuar a programar o cinema histórico nos fins de semana, após a superação da pandemia de coronavírus. Localizado no coração de Hollywood, mais exatamente no número 6706 da Hollywood Boulevard, o cinema foi inaugurado em 1922 e serviu de palco para a primeira première hollywoodiana, com o lançamento de “Robin Hood” (1922), estrelada por Douglas Fairbanks. Concebido pelo artista Sid Grauman e pelo desenvolvedor imobiliário Charles E. Toberman, o “cinema egípcio” acabou servindo de modelo para o lançamento do “cinema chinês” na mesma avenida. Inaugurado por Grauman em 1928, o Chinese Theater acabou se tornando mais popular, graças à sua calçada com a impressão de mãos e pés de astros famosos – costume que teria começado por acidente durante a construção. O Egyptian Theatre foi adquirido pela organização cultural American Cinematheque em 1998, após passar seis anos fechado durante um período de decadência da região de Hollywood. Há uma ironia na aquisição, porque ao restaurar o cinema nos anos 1990, a Cinematheque dividiu a grande sala original em duas, batizando o espaço menor de sala Steven Spielberg. É o nome do célebre diretor que se manifestou contra a participação dos filmes da Netflix na disputa pelo Oscar deste ano. A Netflix pretende agora usar o local para realizar as premières dos filmes que pretende lançar na disputa das próximas edições do Oscar. Por sinal, a ideia de comprar o Egyptian surgiu, justamente, da experiência positiva da plataforma com a première de “Roma” no local. O filme de Alfonso Cuarón acabou vencendo quatro Oscars – o fato que teria incomodado Spielberg. Além das premières, a Netflix vai programar exibições e eventos especiais, de segunda a quinta, em seu espaço físico. “A American Cinematheque teve a honra de trazer de volta à vida Egyptian Theatre em 1998, e, juntamente com a Netflix, estamos entusiasmados em continuar essa administração, restaurando-a mais uma vez para uma nova geração de fãs de cinema assistirem filmes na tela grande”, disse o presidente da American Cinematheque, Rick Nicita, em comunicado sobre o negócio. A venda levou mais de um ano para ser finalizada, pois a Cinematheque é uma organização sem fins lucrativos, que comprou o marco histórico por um preço simbólico (US$ 1) da agora extinta Autoridade de Reconstrução de Los Angeles. Posteriormente, a organização investiu quase US$ 13 milhões para restaurar o antigo palácio do cinema. “O amor pelo cinema é inseparável da história e da identidade de Los Angeles”, acrescentou o prefeito Eric Garcetti, em nota oficial. “Estamos trabalhando para o dia em que o público possa retornar aos cinemas – e essa parceria extraordinária preservará uma parte importante de nossa herança cultural que poderá ser compartilhada nos próximos anos.” Além de assumir a programação dos dias de semana, a Netflix investirá na renovação do espaço exibidor. “O Egyptian Theatre é uma parte incrível da história de Hollywood e é apreciado pela comunidade cinematográfica de Los Angeles há quase um século”, disse Scott Stuber, chefe da divisão de filmes da Netflix. “Estamos ansiosos para expandir sua programação de maneiras que beneficiem tanto os amantes do cinema quanto a comunidade de Hollywood”.












