The Spy: Série de espionagem de Sacha Baron Cohen ganha primeiro trailer
A Netflix divulgou o pôster e o primeiro trailer de “The Spy”, série de espionagem estrelada por Sacha Baron Cohen (“O Ditador”). Ao contrário dos trabalhos mais conhecidos do ator, a série é bastante dramática. Baseada na história de Eli Cohen, explora a dificuldade de um espião para equilibrar sua vida real com a existência fictícia criada para sua missão. Agente do Mossad, serviço secreto israelense, Eli Cohen foi um dos espiões mais lendários do mundo. Infiltrado na Síria no início dos anos 1960, ele viveu anos disfarçado em Damasco, inserindo-se na alta sociedade a ponto de ter acesso aos bastidores da política do país. Suas ações tiveram conseqüências duradouras, moldando o Oriente Médio de hoje. “The Spy” é uma criação do israelense Gideon Raff, cuja série “Hatufim” ganhou um famoso remake americano, “Homeland”. Ele também criou “Tyrant”, que durou três temporadas no FX, e a minissérie “Dig”, no USA. O tema ainda reflete o interesse de Baron Cohen na Síria, após doar US$ 1 milhão para organizações voltadas a ajudar os refugiados da guerra civil no país em 2015. O elenco conta com Noah Emmerich (“The Americans”), Hadar Ratzon Rotem (“Homeland”) e Waleed Zuaiter (“Colony”). E a estreia vai acontecer em 6 de setembro em streaming.
Benedict Cumberbatch e Claire Foy se juntam na primeira foto de nova cinebiografia
O Studiocanal divulgou a primeira foto de “Louis Wain”, cinebiografia do artista do título, vivido por Benedict Cumberbatch (“Doutor Estranho”). Na foto, o ator aparece ao lado de Claire Foy (“Millennium: A Garota na Teia de Aranha”) admirado diante de um gato. A presença do gato é significativa, porque Wain era famoso por suas pinturas de gatos. Já Claire Foy interpreta a esposa do pintor do século 19. Escrito e dirigido por Will Sharpe (criador da série “Flowers”), “Louis Wain” também inclui em seu elenco Stacy Martin (“Ninfomaníaca”), Toby Jones (“Jurassic World: Reino Ameaçado”), Andrea Riseborough (“A Morte de Stalin”) e Hayley Squires (“Eu, Daniel Blake”). Ainda não há previsão de estreia.
Eva Longoria vai dirigir filme sobre a origem dos Cheetos apimentados. Sério
O estúdio Fox Searchlight vai fazer um filme dos salgadinhos Cheetos. Mas não será uma animação com salgadinhos falantes, como alguém já teve a ideia de fazer com emojis. Será um drama mesmo. Intitulado “Flamin’ Hot”, o longa será dirigido pela atriz Eva Longoria (de “Desperate Housewives”), que já assinou episódios de várias séries. Mas ao contrário de outro filme famoso sobre a indústria alimentícia americana, “Fome de Poder” (sobre o Macdonald’s), não terá tom de denúncia. A sinopse é praticamente um comercial de Cheetos, que usa uma história de superação para mostrar como a marca de salgadinhos é legal. A produção vai contar como Richard Montanez inventou a versão apimentada do salgadinho Cheetos. Filho de imigrantes mexicanos, ele trabalhou na Califórnia colhendo uvas até ser contratado como zelador da Frito-Lay, multinacional do ramo de salgadinhos e petiscos. Um dia, ao encontrar uma leva de Cheetos que ia ser descartada, ele levou o produto para casa e testou adicionar temperos tradicionais em receitas de sua família. De tão satisfeito com o resultado, ele apresentou a novidade aos executivos da empresa, que também aprovaram e decidiram desenvolver aquele sabor para colocar à venda. O Cheetos picante foi um sucesso absoluto entre os consumidores e se tornou um fenômeno cultural na América do Norte, principalmente entre o público de origem latina. Com isso, Richard Montanez se tornou um empresário e dá até palestras sobre marketing multicultural. Ele é um dos consultores do roteiro de “Flamin’ Hot”, escrito por Lewis Colick (“A Morte e Vida de Charlie”). Ainda não há previsão para a estreia o filme.
Henry Thomas voltará à série de antologia inaugurada por A Maldição da Residência Hill
O ator Henry Thomas vai voltar à antologia de terror da Netflix inaugurada com “A Maldição da Residência Hill” (The Haunting of Hill House). Ele foi escalado na 2ª temporada da atração, que vai se chamar, em inglês, “The Haunting of Bly Manor”. A nova história será uma adaptação de “A Volta do Parafuso”, clássico do terror literário assinado por Henry James em 1898. Thomas vai reencontrar outra atriz da “Residência Hill” na produção, Victoria Pedretti, que terá o papel principal na nova trama. Ela viverá Dani, que é contratada para cuidar de dois jovens órfãos numa velha e afastada mansão e começa a notar acontecimentos estranhos ao seu redor. O papel de Thomas não foi revelado, mas há poucos personagens na conhecida história, como, por exemplo, o tio das crianças, que contrata a governanta/babá. “A Volta do Parafuso” já teve muitas adaptações cinematográficas. A mais famosa é de 1961, o filme “Os Inocentes”, estrelada por Deborah Kerr. Mas também há uma versão brasileira recente, “Através da Sombra” (2015), com direção de Walter Lima Jr. Por coincidência, o canal pago Freeform encomendou um piloto de série baseada no livro, que vinha sendo desenvolvido pela roteirista Alexandra McNally (“Under The Dome”), com produção de Josh Berman (“CSI”) para a Sony Pictures Television. Além disso, ainda há uma nova versão prestes a chegar nos cinemas: “The Turning”, com Mackenzie Davis (“O Exterminador do Futuro: Destino Sombrio”) no papel da babá e Finn Wolfhard (“Stranger Things”) como uma das crianças. A estreia do filme está marcada para janeiro de 2020 nos Estados Unidos. Vale lembrar que a 1ª temporada foi uma adaptação de outra obra literária famosa, “The Haunting of Hill House”, livro de 1959 da escritora Shirley Jackson, que pode ser encontrado nas livrarias brasileiras como “A Assombração da Casa da Colina” (a tradução literal). A obra também já tinha sido adaptada para o cinema anteriormente: em 1963, quando ganhou o título nacional de “Desafio do Além”, e em 1999, ano em que virou “A Casa Amaldiçoada”. A série foi desenvolvida pelo roteirista e diretor Mike Flanagan, especialista no gênero, que dirigiu os elogiados “O Espelho” (2013) e “Ouija – A Origem do Mal” (2016). A 2ª temporada ainda não tem previsão de estreia.
Jennifer Lopez é stripper em novas imagens de As Golpistas
O filme “As Golpistas” (Hustlers) ganhou uma coleção de pôsteres e duas novas fotos, que trazem Jennifer Lopez (“Shades of Blue”) no papel de stripper. O filme contará a história real de um grupo de strippers de Nova York que armou um esquema para roubar os seus clientes, a maioria deles executivos de Wall Street, o centro financeiro do mercado norte-americano, durante a crise econômica do começo dos anos 2000. Lopez vive a líder do bando de ladras sensuais e o elenco também inclui Constance Wu (“Podres de Rico”), Julia Stiles (“Jason Bourne”), Lili Reinhart (“Riverdale”), Madeline Brewer (“The Handmaid’s Tale”), Keke Palmer (“Scream Queens”), Trace Lysette (“Transparent”), Mette Towley (do vindouro “Cats”) e as rappers Cardi B e Lizzo, que fazem suas estreias como atrizes. Escrito e dirigido por Lorene Scafaria (“A Intrometida”), o filme tem estreia marcada para 5 de dezembro no Brasil, três meses após chegar aos cinemas dos Estados Unidos.
Filme de Polanski rende polêmica com presidente do juri do Festival de Veneza
A inclusão do novo filme de Roman Polanski na competição do Festival de Veneza vem gerando protestos de femininas. E a cineasta argentina Lucrecia Martel (“Zama”), que preside o juri do evento, juntou-se ao coro dos descontentes, alimentando ainda mais a polêmica. De fato, ela precisou emitir uma nota pós se manifestar, corrigindo comentários que teriam sido “profundamente mal compreendidos”. Chamado de “An Officer and a Spy” (J’Accuse), o novo filme de Roman Polanski baseia-se numa história real, o mais famoso erro de Justiça na história francesa, que condenou um herói militar inocente à prisão no fim do século 19, inspirando uma campanha na imprensa por sua libertação, acompanhada por denúncias de preconceito, perseguição e antissemitismo. O tema obviamente ecoa os últimos anos tumultuados da vida do diretor, que se considera perseguido e vítima de uma injustiça, além de seu passado como sobrevivente do Holocausto. Na entrevista coletiva de inauguração do festival nesta quarta (28/8), Martel disse que estava “incomodada” com a participação do cineasta, condenado por estupro nos anos 1970 nos Estados Unidos. E disse que não pretende assistir ao filme, para não se “levantar e aplaudir”, “porque represento muitas mulheres que lutam na Argentina por questões como essa”. Mas essa frase, segundo ela afirmou posteriormente, foi mal traduzida. Afinal, na mesma entrevista, ela também ponderou o desdobramento da questão. “Eu vi que a vítima considera o caso encerrado, não nega os fatos, mas acredita que Polanski já cumpriu o que ela e sua família pediram”, explicou Martel. “Se a vítima se sente compensada, o que vamos fazer? Executá-lo, impedi-lo de participar do festival, colocá-lo fora de competição para proteger o festival? Estas são conversas pendentes do nosso tempo. Tirar ou incluir, Polanski nos obriga a conversar. Não é algo simples de resolver”, reconheceu. “Eu não separo a obra do homem, mas acho que sua obra merece uma oportunidade por causa das reflexões que levanta”, acrescentou a cineasta. Em nota posteriormente enviada à imprensa, Martel resolveu deixar mais claro o seu ponto de vista. “Vendo alguns relatos depois da coletiva de imprensa de hoje, acredito que minhas palavras foram profundamente mal compreendidas. Como não separo o trabalho do autor, reconheço muita humanidade nos filmes anteriores de Polanski e não me oponho à presença de seu filme na competição. Eu não tenho nenhum preconceito em relação a isso e, claro, vou assistir ao filme como qualquer outro na competição. Se eu tivesse algum preconceito, teria renunciado à minha posição como presidente do júri”. O diretor do festival, Alberto Barbera, também se manifestou sobre a inclusão do novo filme do cineasta, chamando-o de “obra-prima” e reconstrução “extraordinária” de um evento histórico. “Eu não sou um juiz que deve se expressar com base em critérios e princípios da justiça, se ele deve ir, ou não, para a prisão. Sou um crítico de cinema que deve decidir se um filme merece, ou não, participar de uma competição. Foi isso que eu fiz. Meu trabalho termina aí”, afirmou. Polanski não vai comparecer à première de seu filme em Veneza, porque corre o risco de ser preso se sair da França. Ele tampouco dará entrevista coletiva por vídeo, como chegou a ser cogitado. Mas não há informações sobre a participação do elenco na divulgação do filme durante o festival. “An Officer and a Spy” é estrelado por Louis Garrel (“O Formidável”) no papel do capitão Dreyfus, além de Jean Dujardin (“O Artista”), Mathieu Amalric e a esposa de Polanski, Emmanuelle Seigner, que atuaram juntos no premiadíssimo “O Escafandro e a Borboleta” (2007) e num dos filmes mais recentes de Polanski, “A Pele de Vênus” (2013). O roteiro foi escrito pelo romancista britânico Robert Harris, que também já trabalhou com Polanski: no aclamado “O Escritor Fantasma”, premiado com o troféu de Melhor Direção no Festival de Berlim de 2010.
The New Pope: Jude Law aparece de sunga como Papa no teaser da série da HBO
A HBO divulgou o teaser de “The New Pope”. Estrelada por Jude Law (“Rei Arthur: A Lenda da Espada”) e John Malkovich (“Bird Box”), a série é uma espécie de continuação de “The Young Pope”, protagonizada por Law em 2016, e também foi criada e dirigida pelo cineasta italiano Paolo Sorrentino (“A Grande Beleza”). No vídeo, Law volta ao papel de Pio 13 de sunga na praia, curtindo um descanso, enquanto o personagem de Malkovich se prepara para assumir o posto de líder da Igreja Católica. Ao todo, “The New Pope” terá nove episódios, que ainda não têm previsão de estreia, mas a primeira prévia será exibida no Festival de Veneza, iniciado nesta quarta (28/8).
Trailer de A Lavanderia junta Gary Oldman, Antonio Banderas e Meryl Streep
A Netflix divulgou o primeiro trailer legendado de “A Lavanderia” (The Laundromat), filme sobre o escândalo internacional de lavagem de dinheiro que ficou conhecido na mídia como “Panama Papers”. A prévia tenta tornar o tema financeiro acessível por meio de didatismo e humor. E até lembra “A Grande Aposta” (2015), filme premiado com teor e abordagem similares. Mas o que acaba chamando mais atenção é a performance caricata de Gary Oldman (vencedor do Oscar 2018 por “O Destino de Uma Nação”) como um dos advogados golpistas, em tom praticamente de chanchada. Oldman e Antonio Banderas (“Dor e Glória”), interpretam, respectivamente, Jürgen Mossack e Ramón Fonseca, donos do escritório de advocacia ligada ao escândalo. Para quem não lembra, “Panamá Papers” foi o nome dado à investigação jornalística internacional que revelou 11,5 milhões documentos sigilosos sobre paraísos fiscais ligados ao escritório de advocacia panamenho Mossack Fonseca. O escândalo revelou fortunas não declaradas de diversos políticos e celebridades, entre elas o diretor espanhol Pedro Almodóvar, amigo de Antonio Banderas. O filme tem direção de Steven Soderbergh (“Onze Homens e um Segredo”) e marca sua quarta parceria com o roteirista Scott Z. Burns – após “O Desinformante!” (2009), “Contágio” (2011) e “Terapia de Risco” (2013). E além dos nomes citados, o grande elenco da produção ainda destaca Meryl Streep (“Mamma Mia! Lá Vamos Nós de Novo”), Sharon Stone (“Artista do Desastre”), Melissa Rauch (“Big Bang Theory”), David Schwimmer (“Friends”), James Cromwell (“O Artista”), Matthias Schoenaerts (“Operação Red Sparrow”), Alex Pettyfer (“Magic Mike”), Robert Patrick (“Scorpion”), Will Forte (“Nebraska”) e Jeffrey Wright (“Westworld”). A première está marcada para domingo (1/9) no Festival de Veneza, mas a estreia em streaming só vai acontecer em outubro.
Netflix anuncia que 3% vai acabar na 4ª temporada
A Netflix anunciou que “3%” vai acabar em sua 4ª temporada. A série sci-fi foi a primeira produção original brasileira da plataforma de streaming. Para contornar reações de fãs e amortizar o anúncio do cancelamento, a Netflix usou a mesma tática empregada em “Lucifer”, que consiste em declarar o cancelamento como sendo, na verdade, uma renovação. “Muito feliz de anunciar que ‘3%’ tá indo pra quarta e última temporada e que todo mundo vai poder acompanhar como essa história maravilhosa termina. É minha primeira série original brasileira e eu já tô emocionada só de pensar na derrubada do Conselho!”, escreveu a Netflix no Twitter. “3%” se passa em um futuro distópico, onde a maior parte da população vive no “Lado de Cá”: um lugar decadente, miserável, corrupto. Quando atingem 20 anos de idade, as pessoas passam pelo “Processo”, a única chance de chegar ao “Maralto” – o melhor lugar, com oportunidades e promessas de uma vida digna. Apenas três por cento dos candidatos são aprovados nesse árduo processo seletivo, que os coloca em situações perigosas e testa suas convicções por meio de dilemas morais. Mas existe uma resistência ao “Processo”, chamada de “Causa”. A última temporada resgatou a discussão sobre a suposta meritocracia do “Processo”, focando em Michele (Bianca Comparato), Joana (Vaneza Oliveira), Rafael (Rodolfo Valente). A data de estreia dos novos episódios ainda não foi divulgada. Para o lugar de “3%”, o criador da série, Pedro Aguilera, já prepara nova sci-fi brasileira para a Netflix, chamada de “Onisciente”. Saiba mais aqui.
Joaquin Phoenix dá show em novo trailer tenso e legendado de Coringa
A Warner divulgou novos pôster, fotos e trailer legendado de “Coringa” (Joker), que não é um filme sobre a origem do vilão dos quadrinhos. A prévia confirma que a história não tem nada a ver com o personagem da DC Comics. Mas isso não prejudica o clima tenso, sombrio e o show do ator Joaquin Phoenix (“A Pé Ele Não Vai Longe”) no papel-título. Literalmente, já que ele se apresenta num palco em uma cena, mas também simbolicamente, porque aparece em todos os instantes do material, ilustrando a tragédia do personagem como um palhaço desiludido, que sofre decepções e violências cumulativas até enlouquecer. O tom e a cenografia são de produções dos anos 1970, o que torna referencial a participação de Robert De Niro no elenco – “Taxi Driver” (1976) e “O Rei da Comédia” (1982), de Martin Scorsese, parecem inspirar a trama. Mas também há uma alusão explícita a Charles Chaplin num rápido take, trazendo à tona paralelos com “Luzes da Ribalta” (1952). Ao longo do vídeo, Phoenix aparece em diferentes roupas de palhaço – a maioria vislumbrada nas fotos tiradas por paparazzi durante as filmagens. Até trocar a peruca verde por uma tintura de cabelo da mesma cor, para combinar com o figurino roxo e a maquiagem branca que conjuram uma imagem mais próxima do ícone da DC Comics. O vídeo é impressionante. Mas poderia anunciar um filme chamado Palhaço, já que não traz nada específico que remeta ao Coringa. Ou melhor, Arthur Fleck, o personagem de Phoenix. A começar pelo fato de a DC Comics nunca ter dado nome para a “identidade civil” do Coringa – que virou Jeremiah Valeska na série “Gotham”. O que já dá mostras da abordagem do diretor Todd Phillips (“Se Beber Não Case”), que também escreveu o roteiro com Scott Silver (“O Vencedor”). O elenco ainda conta com Zazie Beetz (“Deadpool 2”), Marc Maron (“GLOW”), Frances Conroy (“American Horror Story”) e Brett Cullen (“Narcos”). “Coringa” será o primeiro filme da safra atual de adaptações da Warner produzido sem qualquer ligação com o universo cinematográfico da DC Comics. Caso seja bem-sucedido, outros lançamentos “independentes” devem ser produzidos. O filme vai ter première no Festival de Veneza, que começou nesta quarta (28/8). e tem estreia marcada para 3 de outubro no Brasil, um dia antes do lançamento nos Estados Unidos.
Festival de Veneza 2019 acumula coleção de polêmicas
O Festival de Veneza 2019, que começa nesta quarta (28/8), aposta nas estrelas de Hollywood, com vários lançamentos americanos, inclusive uma sci-fi estrelada por Brad Pitt (“Ad Astra) e seu primeiro filme de super-herói (no caso, supervilão: “Coringa”, de Todd Phillips) na disputa do Leão de Ouro. E embora chame muita atenção da mídia, o tapete vermelho cheio de estrelas de Hollywood é apenas parte da narrativa projetada pela seleção de filmes. A parte que reafirma Veneza como um palco estratégico para o lançamento de campanhas vencedoras do Oscar. Nos últimos anos, os vencedores da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas dos Estados Unidos iniciaram suas trajetórias com premières no festival italiano, culminando na coincidência da edição retrasada, em que “A Forma da Água”, de Guillermo del Toro, colecionou as duas estatuetas douradas: o Leão de Ouro e o Oscar. Em 2018, o vencedor de Veneza foi “Roma”, que conquistou quatro Oscars. O sucesso dessa proposta coincide com o período em que Alberto Barbera se tornou responsável por dirigir o evento, transformando o mais antigo festival de cinema do mundo, tradicionalmente voltado aos filmes europeus de arte, num desfile midiático de blockbusters americanos. Curiosamente, essa metamorfose é entendida como sinal de prestígio de Veneza. E embora “Coringa” deixe ainda mais evidente a crescente comicconização do festival, o problema é mais embaixo. A justaposição de Veneza com o Oscar vinha tirando o foco de uma narrativa constante de insensibilidade às demandas progressistas. Até este ano, quando a falta de tato ultrapassou todos os limites, tornando-se inaceitável. Para começar, apenas duas das 21 obras selecionadas para a competição principal são dirigidas por mulheres: “Babyteeth”, de Shannon Murphy, e “The Perfect Candidate”, de Haifaa Al-Mansour. Em entrevista coletiva, Barbera bateu na tecla de que isso tem a ver com a qualidade das obras selecionadas e não com o sexo das cineastas. Mas as mulheres estão vencendo prêmios em vários festivais, com obras de qualidade explícita. Não bastasse esse problema, a programação de Veneza resolveu acolher filmes de estupradores conhecidos e até a obra com a cena de estupro mais longa já filmada, que serão exibidos em sessões de gala. A lista destaca o novo filme de Roman Polanski, “An Officer and a Spy” (J’Accuse), que deve concentrar manifestações feministas pela ficha corrida do cineasta, estuprador confesso. Há ainda “American Skin”, novo projeto de Nate Parker, julgado por estupro de uma universitária. E uma exibição especial da versão “integral” de “Irreversível” (2002), de Gaspar Noé, conhecido por incluir a cena mais indigesta de estupro do cinema. Veneza também vai continuar exibindo produções de streaming, após premiar “Roma”, da Netflix, como Melhor Filme do ano passado. “The Laundromat”, de Steven Soderbergh, “História de um Casamento”, de Noah Baumbach, e “O Rei”, de David Michôd, são os representantes da plataforma neste ano, na contramão dos esforços de Cannes para banir o streaming das premiações de prestígio internacional. Por sinal, a programação, que começa com a projeção de “The Truth”, novo drama do premiado cineasta japonês Hirokazu Kore-eda (“Assunto de Família”), se encerra com “Burnt Orange Heresy”, do italiano Giuseppe Capotondi, um diretor mais conhecido por comandar séries da Netflix. Em meio a tanta polêmica, as obras menos midiáticas arriscam-se a só chamar atenção se forem premiadas. Entre elas, há dois filmes de representantes da nova geração do cinema sul-americano, “Ema”, do chileno Pablo Larrain, e “Waiting for the Barbarians”, do colombiano Ciro Guerra – que na verdade é uma produção americana estrelada por Johnny Depp e Robert Pattinson. Quanto aos brasileiros, apenas dois longas foram selecionados em mostras paralelas – o documentário “Babenco – Alguém Tem que Ouvir o Coração e Dizer: Parou”, dirigido por Bárbara Paz, na mostra Venice Classics, e “A Linha”, curta animado de Ricardo Laganaro, na seleção de produções de realidade virtual. Mas há uma produção de Rodrigo Teixeira estrelada por Wagner Moura entre os longas da competição principal: “Wasp Network”, dirigida pelo francês Olivier Assayas. E “Ad Astra”, a sci-fi de James Gray, estrelada por Brad Pitt, também tem produção da RT Features, de Teixeira. Além da programação de filmes, o festival vai homenagear a atriz americana Julie Andrews e o cineasta espanhol Pedro Almodovar com Leões de Ouro pelas respetivas carreiras no cinema. O anúncio dos premiados vai acontecer em 7 de setembro, com a entrega do Leão de Ouro pelo juri presidido pela cineasta argentina Lucrecia Martel (“Zama”). Até lá, Veneza vai dar muito o que falar, para o bem e para o mal.
Diretor de Thor: Ragnarok pode participar da continuação de Esquadrão Suicida
A continuação de “Esquadrão Suicida” pode contar com participação de Taika Waititi, o diretor de “Thor: Ragnarok”. Ele teria sido convidado por James Gunn para encarnar um papel no filme, mas não há confirmação oficial. A Warner não comentou a notícia, que por enquanto deve ser considerada apenas um rumor. Além de cineasta, Taika Waititi também é ator e costuma aparecer nos filmes que dirige. Em “Thor: Ragnarok”, ele viveu o alienígena Korg e será Adolf Hitler em seu próximo lançamento, a comédia “Jojo Rabbit”. Gunn pretende mudar a formação da Força-Tarefa de 2016, juntando novos personagens ao grupo, que manterá apenas quatro integrantes do filme de 2016: Arlequina (Margot Robbie), Rick Flag (Joel Kinnaman), Capitão Bumerangue (Jai Courtney) e Amanda Waller (Viola Davis). As novidades incluem Idris Elba (“A Torre Negra”), John Cena (“Bumblebee”), Flula Borg (“A Escolha Perfeita 2”), Nathan Fillian (“Castle”) e Michael Rooker (“Guardiões da Galáxia”), que não tiveram seus personagens identificados, mas a atriz portuguesa Daniela Melchior (“Parque Mayer”) foi apresentada como a Caça-Ratos, David Dastmalchian (“Homem-Formiga”) como o Bolinha e Storm Reid (“Euphoria”) como a filha de Idris Elba. Os detalhes da continuação permanecem em segredo, mas devem se tornar conhecidos em breve, já que as filmagens devem começar em setembro. A estreia está marcada para agosto de 2021.
Titãs: 2ª temporada ganha trailer repleto de personagens novos
A plataforma DC Universe divulgou um novo pôster e o segundo primeiro trailer da 2ª temporada de “Titãs”, que destaca muitas discussões e vários personagens que vão estrear nos novos capítulos. A prévia também revela que a 2ª temporada vai combinar os Novos Titãs dos quadrinhos, formados por Robin (Brenton Thwaites, de “Piratas do Caribe: A Vingança de Salazar”), Ravena (Teagan Croft, da novela “Home and Away”), Mutano (Ryan Potter, da série “Supah Ninjas”, do Nickelodeon) e Estelar (Anna Diop, de “24: Legacy”), com a Turma Titã original, que inclui além de Robin, Moça-Maravilha/Donna Troy (Conor Leslie, de “The Man in the High Castle”), Rapina (Alan Ritchson, da série “Blood Drive”), Columba (Minka Kelly, da série “Friday Night Lights”) e o estreante Aqualad (Drew Van Acker, de “Pretty Little Liars”). Para completar, também há a volta do segundo Robin, Jason Todd (Curran Walters, de “Mulheres do Século 20”), a chegada de Bruce Wayne, vivido por Iain Glen (o Jorah de “Game of Thrones”), Superboy (o novato Joshua Orpin), o cachorro Krypto, o vilão Exterminador (Esai Morales, de “How to Get Away with Murder”) e seus filhos Devastadora (Chelsea T. Zhang, de “Andi Mack”) e Jericó (o modelo transexual Chella Man). Os novos episódios começarão a ser exibidos em 6 de setembro na plataforma americana de streaming DC Universe e serão disponibilizados no Brasil pela Netflix após o fim da temporada nos Estados Unidos – o que só deve acontecer no começo de 2020.










