Ashton Kutcher e Mila Kunis “assumem” separação em vídeo irônico
O casal de atores Ashton Kutcher e Mila Kunis não se contiveram após uma notícia sobre sua suposta separação virar capa de revista de fofocas. Os rumores sobre problemas no casamento do casal já tinham separado Kutcher e Kunis anteriormente. E eles resolveram brincar com tudo isso, postando um vídeo irônico em que confirmam tudo. “Amor, o que está acontecendo?”, pergunta Ashton Kutcher, aflito. Mila responde, mostrando a capa da revista In Touch Weekly em seu celular, que diz que eles estavam se separando: “Está tudo acabado entre a gente”. “Minha nossa, o que nós vamos fazer?”, responde Kutcher. “Eu me senti sufocada. E também… eu fiquei com as crianças”, continua Kunis, lendo a revista. Na legenda, Kutcher ainda acrescentou: “Acho que é mesmo o fim. A In Touch Weekly se divertiu vendendo revistas nesta semana. Talvez na próxima semana minha mulher dê a luz a gêmeos. Pela terceira vez. Mas quem está contando…” Como diria o ator na série “That ’70s Show”: “Burn!” Ver essa foto no Instagram I guess it’s over @intouchweekly have fun selling magazines this week. Maybe next week my wife will be having twins. For the third time. But who’s counting. Uma publicação compartilhada por Ashton Kutcher (@aplusk) em 19 de Jun, 2019 às 6:52 PDT
Happy e Tia May viram casal em novo comercial de Homem-Aranha: Longe de Casa
A Sony divulgou um novo comercial de “Homem-Aranha: Longe de Casa”, que mostra o que acontece quando o Homem-Aranha fica muito tempo “longe de casa”. A prévia mostra cenas de flerte entre Happy Hogan (Jon Favreau) e a Tia May (Marisa Tomei), que surpreendem Peter Parker (Tom Holland) e o deixam bastante desconfortável. Novamente escrito por Erik Sommers e Chris McKenna, e com direção de Jon Watts, responsáveis pelo filme anterior, “Homem-Aranha: Longe de Casa” estreia em 4 de julho no Brasil, dois dias depois do lançamento nos Estados Unidos.
Descendentes 3 ganha trailer dublado e data de estreia no Brasil
O Disney Channel divulgou a versão dublada em português do trailer de “Descendentes 3”, que revela a data de estreia nacional do novo telefilme com os filhos reformados dos vilões clássicos das fábulas encantadas. A prévia dá detalhes da trama, ao mostrar Mal (filha de Malévola) pedida em casamento por Ben (filho da Bela e da Fera) e a volta da maldição da Bela Adormecida. Para impedir que a população do reino de Auradon caia em sono eterno, Mal reúne seus amigos para ir atrás do vilão Hades e obter um objeto mágico capaz de reverter a maldição. Além de Dove Cameron como Mal, Cameron Boyce, Sofia Carson, Booboo Stewart e Mitchell Hope também retornam na continuação, repetindo seus papéis como Carlos, Evie, Jay e Ben, enquanto Cheyenne Jackson (de “American Horror Story”) veste uma peruca púrpura new wave para encarnar Hades. Para completar, Kenny Ortega também retorna como diretor. A estreia vai acontecer em 9 de agosto no Brasil, uma semana após a exibição nos Estados Unidos.
Danny Boyle revela planos de filmar Extermínio 3
O diretor britânico Danny Boyle contou que existem planos para retomar a franquia de zumbis “Extermínio” com um terceiro filme. Em entrevista ao jornal The Independent, ele comentou que teve uma conversa com o roteirista original, Alex Garland, que rendeu uma “ideia maravilhosa” para continuar a história. “Alex Garland e eu tivemos uma ideia maravilhosa para o terceiro filme. É realmente boa”, disse o diretor. “O filme original inspirou um tipo de ressurreição dos dramas envolvendo zumbis e não faz referência a nada disso. Não parece estagnado. Ele [Alex Garland] está concentrado na direção de seu próprio filme no momento, então estamos no limbo por enquanto, mas nunca se sabe”, completou o diretor. O “Extermínio” original, lançado em 2002, foi responsável pela renovação do interesse em histórias de zumbis. Não apenas no cinema. Os primeiros minutos do longa foram basicamente “refletidos” na primeira edição dos quadrinhos de “The Walking Dead”, lançada um anos depois com a mesma premissa, ao mostrar um protagonista que desperta num hospital sem saber do apocalipse zumbi. O longa ganhou uma boa continuação em 2007, escrita e dirigida pelo espanhol Juan Carlos Fresnadillo, com Boyle e Garland atuando como produtores. Atualmente, Boyle divulga o lançamento de seu novo filme, o musical “Yesterday”, com estreia marcada para agosto no Brasil, e Garland prepara seu terceiro longa como diretor, a adaptação do game “Halo”, além de sua primeira série, “Devs”. Relembre abaixo o trailer do primeiro “Extermínio”.
Trilha do remake de O Rei Leão terá música inédita de Elton John
A Disney anunciou que a trilha sonora de “O Rei Leão” será lançada em 11 de julho, pouco mais de uma semana antes do lançamento do filme, e que ela contará com uma canção inédita de Elton John. Intitulada “Never Too Late”, a nova música foi composta por Elton John e Tim Rice, e interpretada pelo cantor junto com um coral africano produzido por Lebo M. As demais faixas são trechos da trilha orquestral de Hans Zimmer e as canções clássicas da animação de 1994, entre elas “Can You Feel the Love Tonight”, que também foi composta por Elton John e Tim Rice e venceu o Oscar de Melhor Canção Original. No remake com computação gráfica, a música ganhou regravação da cantora Beyoncé e do ator Donald Glover, que é conhecido no meio musical como o rapper Childish Gambino. Veja a capa da trilha sonora oficial abaixo. Com direção de Jon Favreau, dos aclamados “Homem de Ferro” (2008) e “Mogli: O Menino Lobo” (2016), “O Rei Leão” chega aos cinemas brasileiros em 18 de julho, um dia antes do lançamento nos Estados Unidos.
Democracia em Vertigem reflete impasses do cinema militante no Brasil
Lamento profundamente discordar da grande onda de encantamento e comoção em torno de “Democracia em Vertigem”, de Petra Costa, mas gostaria de propor uma reflexão sobre porque esse filme me pareceu tão insatisfatório. Gostaria de começar lançando uma pergunta: a quem esse filme se destina? Petra tem como objetivo promover uma análise panorâmica sobre as transformações políticas de nosso país. Como um país que guiava em direção à democracia, enfrentou, em tão pouco tempo, uma descontinuidade abrupta, a ponto de a diretora considerar que a democracia foi na verdade “um sonho efêmero”? A base dessa pergunta já revela os pressupostos políticos da realizadora. A questão não é propriamente “de que lado ela (ou o filme) está” mas quais os métodos utilizados pelo filme para dar forma ao seu discurso. E o que o desenvolvimento desse discurso provoca como reflexão sobre o curso de nosso país. Pois bem: a partir dessa ambição panorâmica a nível macro, Petra adiciona um elemento típico de sua filmografia – uma análise pessoal, como uma espécie de documentário em primeira pessoa. Contemplar a presença da morte, do fracasso ou da culpa já estava presente no seu anterior “Elena” (2012). O desafio de “Democracia” é então articular o drama familiar individual em primeira pessoa com a observação macro dos rumos políticos do país. Na dimensão individual, Petra lança alguns elementos. O principal deles é a sua própria voz-over, que se afasta das imponentes “vozes-de-deus” em tom “branco” e preenche a camada sonora com um perfil humano comum. O segundo é a reflexão sobre o choque de perspectivas entre seus pais, antigos militantes de esquerda (sua mãe chegou a ser presa no mesmo local de Dilma), e a tradição de seus avós, ricos empresários da Andrade Gutierrez, uma das empresas denunciadas na Lava Jato. Petra então é herdeira direta desses dois grupos opostos que fracassaram – os militantes de esquerda e a elite empresarial brasileira. No entanto, os impasses dessa filiação não são aprofundados de fato pela realizadora. “Democracia em Vertigem” não é uma reflexão sobre a posição de classe da realizadora ou sobre o fracasso de uma geração, aos moldes de filmes que trabalham as fissuras da linguagem documental, aprofundando e complexificando suas cicatrizes, como “Os Dias com Ele” (2012), de Maria Clara Escobar, um duro acerto de contas da própria realizadora com seu pai, ou mesmo “Santiago” (2007) e “No Intenso Agora” (2017), de João Moreira Salles. A inclusão do elemento familiar ou íntimo acaba servindo na verdade como mero entremeio para a principal função do filme: a construção de uma narrativa sobre as transformações do regime político brasileiro, ou ainda, a perda de legitimação do Partido dos Trabalhadores e a ruptura da tradição democrática. A forma como Petra constrói essa narrativa macropolítica articula as imagens de arquivo com a própria narração de Petra, que, por boa parte do filme, meramente ilustra e costura o que as imagens em si não conseguem propor. Assim, a voz-over, mais do que investir no documentário em primeira pessoa, funciona como alicerce para a corroboração da construção de uma narrativa (um discurso) sobre o país. É ela quem no fundo apresenta o que é o filme. A forma didática e linear, com relações de causa-e-efeito forçadas, sem grandes sutilezas, desvela uma narrativa sem grandes novidades em relação ao discurso hegemônico da esquerda. São raros os momentos em que o filme procura inserir camadas de cinza ou questionamentos sobre algumas contradições e paradoxos internos do PT. São raros os momentos em que o filme reflete sobre a própria produção dessas imagens, sobre suas lacunas ou fissuras. Um deles, notável exceção, ocorre durante a posse de Dilma, quando Lula, Dilma e Marisa descem a rampa do Planalto, com a companhia de Temer. Nesse momento, o filme promove uma leitura dessa imagem como um certo prenúncio do impeachment, visto o nítido isolamento de Temer em relação aos outros três corpos. Em outro deles, Dilma confidencia a Lula, no momento imediatamente após a confirmação do resultado da sua primeira eleição como presidente: “você que inventou essa”. Nesses momentos, parece que o filme escapa de sua vocação apriorística e se abre para as dobras e os paradoxos das imagens. São momentos em que o filme se liberta da necessidade de corroborar um discurso e mergulha em simplesmente olhar para as imagens e tentar entender o que elas dizem, suas camadas e hiatos. Sinto falta no filme de Petra que ela realmente olhe para as imagens, antes de manuseá-las como função no interior da narrativa. Ou seja, as imagens parecem que estão aprisionadas diante do discurso prévio da realizadora. Petra lida com essas imagens sem deixá-las respirar ou falar por si mesmas, mas as mostra apenas se servem como testemunha ou elemento de acusação, ou ainda como mera peça de uma grande tapeçaria, como se realizasse uma narrativa típica do cinema clássico, mas com imagens que não lhe pertencem. O que sobrevive do filme de Petra não é sua narrativa de costura forçada, em grande máquina industrial, simulando um look semicaseiro, mas os pequenos momentos em que as imagens, sorrateiras e traiçoeiras, se libertam do arremedo totalizante da realizadora e se deixam revelar em suas bordas e lacunas. Mas aqui volto a pergunta inicial: a quem o filme se destina? Pela exposição minuciosa dos grandes temas já exaustivamente apresentados pela grande imprensa, como um grande resumo jornalístico, sem apresentar grandes novidades ou reflexões mais aprofundadas, me parece que o filme se destina primordialmente para um público que não tem muita intimidade com o desenrolar dos fatos, especialmente para o público estrangeiro. Ainda mais pelo fato de o filme ser produzido e distribuído mundialmente pela Netflix, a suspeita se reforça. Alguns poderiam estranhar o fato de uma empresa internacional – que se movimenta para aprovar a regulação do VOD no país, ainda em suspenso, favoravelmente a seus interesses comerciais, inclusive articulando sua inclusão no Conselho Superior de Cinema – produzir um filme com um discurso claramente oposto ao governo no poder. Mas “Democracia em Vertigem” é o outro lado de “O Mecanismo” – série de José Padilha que causou polêmica ao tratar, por meio da ficção, os acontecimentos da Lava Jato de forma um tanto caricata e irresponsável, como um mero thriller policial. É o avesso que confirma a regra, já que, no fundo, o que a empresa busca, para além de sua inclinação ideológica, é a realização de produtos que gerem dinheiro. E o valor, no mundo do capitalismo cognitivo, está diretamente relacionado com o quanto de buzz o filme consegue movimentar nas mídias, nas redes sociais, de uma classe média pronta para consumir esses produtos. Ou seja, a ideologia do capital é o próprio capital. Pois se a democracia está em vertigem, em crise ou em risco, “Democracia em Vertigem” nunca se põe verdadeiramente em risco, nunca provoca de fato o espectador para as contradições de seu momento histórico ou para o papel e a função das imagens. Meramente ilustrativo sobre um discurso firmemente sustentado a priori, descrito pela narração em over, “Democracia” arrola um conjunto de tautologias, repetindo para o público de esquerda os mantras já fartamente conhecidos por ele. Concluo então pensando como pode ser o cinema político. No mundo de grandes dualismos em que vivemos, a política no cinema não deve ser dissociada da questão da liberdade. O fracasso de “Democracia em Vertigem” é que o projeto tautológico da realizadora raramente estimula que o espectador veja o mundo com seus próprios olhos. Guiando-o pelas mãos a partir de uma identificação com a própria posição da realizadora, o público (de esquerda) de “Democracia em Vertigem” passeia pela narrativa confortavelmente, como se estivesse descorporificado, com se flanasse pelas belas imagens de Brasília a bordo de um dos drones que sobrevoam a paisagem. Há aqueles que criticam a posição de Petra analisando as contradições de seu “lugar de fala”, que exacerba sua leitura classista dos acontecimentos – ou seja, a diretora, mesmo filha de militantes, permanece seguramente ancorada no seu lugar de privilégio. Mas nem recorro a esse ponto. Para além da falta de coerência entre a articulação entre o íntimo e o coletivo, destinada aos brasileiros e estrangeiros da “esquerda do Netflix”, o grande problema de “Democracia” está na superficialidade de sua visão de país. Problema que também perpassa, ou atravessa, um elemento crucial, tipicamente cinematográfico: sua falta de ousadia, sua incapacidade de sonhar, sua atrofia em imaginar aquilo que as imagens e os discursos prontos não respondem de supetão. No fundo, a tautologia de “Democracia em Vertigem”, ao construir uma narrativa fechada dos vilões que surrupiaram o poder, reflete a falta de um projeto político-estético para o cinema de esquerda do país de hoje – ou ainda, os impasses de certo cinema militante hoje no país. Por isso, o que me espanta não é propriamente o filme realizado por Petra mas especialmente a recepção – rápida e instantânea – que o filme atingiu num certo público – em especial cineastas e artistas de esquerda. Uma adesão instantânea que bloqueia os paradoxos do discurso apresentado pelo filme. Uma reação que me parece refletir um certo “desespero”, como se esse filme fosse uma âncora, bússola ou mapa, para mostrar à sociedade que é preciso acreditar nessa narrativa para que possamos sobreviver à loucura ou à tormenta. Mais interessante que o filme tem sido acompanhar a recepção de “Democracia em Vertigem”. A comoção em torno do filme acaba evidenciando a profunda falta de perspectivas e a crise de pensamento da hegemonia da esquerda brasileira. Se quisermos virar o jogo, precisamos de narrativas melhores.
Diretor de Thor: Ragnarok vai dirigir animação de Flash Gordon
A Disney vai produzir o primeiro longa-metragem animado do herói espacial “Flash Gordon”. E, segundo o site Deadline, ninguém menos que Taika Waititi, que conquistou os fãs da Marvel com outra aventura espacial, “Thor: Ragnarok”, foi contratado para escrever e dirigir o projeto. Os direitos da produção foram adquiridos pela Disney junto de sua compra do acervo da 20th Century Fox. O lançamento deve se manter com produção da Fox, que há anos tenta encontrar uma abordagem para relançar Flash Gordon no cinema – chegando a cotar Matthew Vaughn (“Kingsman” e “Kick-Ass”) e Julius Avery (“Operação Overlord”) como diretores. Criado pelo gênio dos quadrinhos Alex Raymond em 1934, “Flash Gordon” acompanha um atleta americano, o herói do título, que vai parar com sua namorada e um cientista russo num planeta chamado Mongo, onde alia-se à revolucionários que pretendem derrubar o ditador Ming, um líder sanguinário com planos para a conquista da Terra. Repleto de mulheres fatais, com direito às primeiras minissaias da História, além de naves espaciais, raios laser, homens-leões e homens com asas, a obra de Raymond já foi adaptada em três filmes na época dos seriados de aventura dos anos 1930 e 1940, cujo visual avançado chegou a servir de referência para “Guerra nas Estrelas” (1977) e “O Império Contra-Ataca” (1980). O personagem também ganhou um filme em 1980, que tentou pegar carona justamente no sucesso de “Guerra nas Estrelas”, mas o resultado decepcionou os fãs dos quadrinhos e é mais lembrado por sua trilha sonora, composta pela banda Queen, e por ter virado piada na comédia “Ted” (2012), de Seth MacFarlane.
Filmagens de Viúva Negra em Budapeste indicam que filme se passa antes de Os Vingadores
A mudança de locação das filmagens de “Viúva Negra” para Budapeste, na Hungria, registrada na semana passada, é um forte indício de que o filme é realmente um prólogo de “Os Vingadores” (2012). A heroína vivida por Scarlett Johansson mencionou uma missão de Budapeste no primeiro longa dos super-heróis. E esse detalhe voltou a ser destaque em “Vingadores: Ultimato”. Pelo que se deduz do contexto das conversas, a missão envolveu a SHIELD e outro Vingador, o Gavião Arqueiro, interpretado por Jeremy Renner. Em “Os Vingadores”, durante a invasão de Nova York, a Viúva Negra disse que a situação lembrava Budapeste. Ao que o Gavião retrucou: “Você e eu lembramos de Budapeste de forma muito diferente”. A referência foi retomada em novo diálogo entre os dois em “Vingadores: Ultimato”, sugerindo que eles tiveram um envolvimento romântico no passado. Além de Scarlett Johansson no papel principal, o longa também terá a atriz inglesa Florence Pugh, que demonstrou suas habilidades de luta no recente “Lutando pela Família” (ainda inédito no Brasil), além de Rachel Weisz (vencedora do Oscar por “O Jardineiro Fiel” e indicada por “A Favorita”), David Harbour (o xerife Hopper de “Stranger Things” e o novo “Hellboy” do cinema), O-T Fagbenle (“The Handmaid’s Tale”) e o recém-anunciado Ray Winstone (“Noé”). “Viúva Negra” tem roteiro de Jac Schaeffer (do curta “Olaf em uma Nova Aventura Congelante de Frozen”), direção da australiana Cate Shortland (“A Síndrome de Berlim”) e não possui previsão de estreia. O filme ainda nem sequer foi oficialmente anunciado pela Marvel!
Krysten Ritter descarta voltar a viver Jessica Jones em nova série
A atriz Krysten Ritter descartou retornar ao papel de Jessica Jones, caso a série da heroína seja resgatada por outro canal ou plataforma. Em entrevista ao site TVLine, ela disse que a 3ª temporada encerrou a história de “Jessica Jones” para ela. “Se acho que vou interpreta-la novamente? Não. Sinto que já fiz o que tinha fazer, sabe? E me sinto muito bem como concluídos as coisas. A porta se fechou de uma forma satisfatória”, disse Ritter. “Jessica Jones” foi a última série da Marvel na Netflix. Os capítulos finais chegaram ao streaming em 14 de junho. E seu final também marcou o fim da parceria, que desandou com o anúncio do projeto da plataforma Disney+ (Disney Plus). Todas as séries da parceria (“Demolidor”, “Jessica Jones”, “Luke Cage”, “Punho de Ferro” e “Justiceiro”) foram canceladas como retaliação. Uma cláusula contratual proíbe os personagens de serem reutilizados pela Disney durante um período de dois anos. Mas há rumores de resgate na Disney+ (Disney Plus).
Samuel L. Jackson não perdoa erro em pôsteres de Homem-Aranha: Longe de Casa
Um erro do material promocional de “Homem-Aranha: Longe de Casa” chamou atenção do olhar crítico do ator Samuel L. Jackson . O intérprete de Nick Fury usou seu Instagram para questionar cartazes colocados lado a lado numa estação de metrô, em que seu personagem aparece com tapa-olho em olhos diferentes. “Uhhhhhhh, que p***a é essa que está acontecendo aqui?”, escreveu Jackson ao postar o erro, originalmente flagrado por um internauta. O ator ainda incluiu uma hashtag indicando que o lado correto era o esquerdo: #letfeyemuthafukkah (“olho esquerdo, filho da p***”, em tradução livre). Jackson interpreta Fury desde 2008, quando o personagem apareceu na cena pós-créditos do primeiro filme da Marvel Studios, “Homem de Ferro”. Mais recentemente, o longa da “Capitã Marvel” mostrou como Fury perdeu o seu olho esquerdo. Ver essa foto no Instagram Uhhhhhhh, What In The Actual FUCK IS GOING ON HERE???!!! #headsgonroll #lefteyemuthafukkah Uma publicação compartilhada por Samuel L Jackson (@samuelljackson) em 23 de Jun, 2019 às 7:03 PDT
Cineasta argentina Lucrecia Martel vai presidir o juri do Festival de Veneza 2019
A cineasta argentina Lucrecia Martel foi escolhida para presidir o júri do Festival de Veneza 2019. Diretora de quatro longas, “O Pântano” (2001), “A Menina Santa” (2004), “A Mulher sem Cabeça” (2008) e “Zama” (2017), Martel vai comandar o grupo de artistas que selecionará os melhores da mostra competitiva do festival e o filme vencedor, que receberá o Leão de Ouro. “Quatro longas-metragens e um punhado de curtas, em pouco menos de duas décadas, foram suficientes para tornar Lucrecia Martel a mais importante diretora feminina da América Latina e uma das principais do mundo”, disse o diretor do festival, Alberto Barbera, ao anunciar a cineasta na presidência do juri. “Em seus filmes, a originalidade de sua pesquisa estilística e sua meticulosa mise-en-scène estão a serviço de uma cosmovisão livre de compromissos, dedicada a explorar os mistérios da sexualidade feminina e a dinâmica de grupos e classes”, continuou ele. “Somos gratos por ter concordado entusiasticamente em utilizar seu olhar exigente, mas nada menos que caridoso, a serviço desse compromisso que pedimos a ela.” É uma honra, uma responsabilidade e um prazer fazer parte desta celebração do cinema e do imenso desejo da humanidade de se entender”, disse Martel, no mesmo comunicado. Ela será a primeira cineasta feminina a presidir o júri em mais de 20 anos. A australiana Jane Campion (“O Piano”, “Retrato de Uma Mulher”) tinha sido a última escolhida, em 1997. Nos últimos anos, o júri de Veneza vem sendo marcado pela presidências de cineastas latinos, como os diretores mexicanos Guillermo Del Toro e Alfonso Cuarón. Outros talentos que presidiram o evento recentemente foram a atriz americana Annette Bening e o compositor francês de trilhas sonoras Alexandre Desplat. O Festival de Veneza de 2019 vai acontecer entre os dias 28 de agosto e 7 de setembro.
Toy Story 4 emociona mesmo repetindo situações dos filmes anteriores
“Toy Story”, “Toy Story 2” e “3” não são apenas excelentes. São alguns dos melhores filmes já feitos e entregam com perfeição um começo, um meio e um fim como poucas trilogias foram capazes. E o que é “Toy Story 4”? Um novo final? Um novo começo? Precisava mesmo disso? Não fica claro. É tão relevante quanto desnecessário. Uma delícia de assistir, praticamente um complemento, mas não chega à altura dos anteriores. Entretanto, todos amam Woody, Buzz & Cia. É ótimo rever velhos amigos mesmo quando não contam muita novidade. E é exatamente isso que acontece com “Toy Story 4”, um pot-pourri dos melhores momentos e conflitos da (antes considerada) trilogia. Isso é bom e ruim, porque satisfaz quem gosta da saga, mas também é o primeiro dos quatro filmes a não entregar um roteiro desenvolvendo dramas e obstáculos inéditos. O único ponto de Toy Story 4 diferente de tudo que foi mostrado desde 1995 é o seu final. Mas até chegar lá, a história é uma repetição. Divertida, emocionante, mas ainda uma repetição. E fica a pergunta: esse final foi feito para (de novo) encerrar a série pela segunda vez ou para indicar sua reinvenção? Enfim, o tempo se encarregará de responder essa questão. Mas é um final que arrancará lágrimas dos fãs; não na mesma quantidade derramada em “Toy Story 3”, mas vai. Pode não ser o que você queria, porém é honesto com toda a série e demonstra o esforço de “Toy Story 4” em, no mínimo, honrar os anteriores. Até porque era impossível não retomar os temas de aceitação, abandono, lealdade, e existencialismo, amizade e a busca pelo nosso verdadeiro eu e nosso lugar no mundo, que são base da franquia. Tudo isso foi e explorado de alguma forma na trilogia, como a história do brinquedo que não sabe que é um brinquedo (“Toy Story”), a dúvida de Woody sobre se juntar a outros brinquedos e deixar sua criança para trás (“Toy Story 2”) e a fuga de um lugar estranho e ameaçador (“Toy Story 3”), que ressurgem repaginados com Garfinho e outros novos personagens, além de um antiquário tenebroso. Mas não há como negar que tudo é bem amarrado e que a história flui com maestria. Mesmo com seus repetecos, “Toy Story 4” é mágico e envolvente do início ao fim, como um entretenimento de primeira, coisa que às vezes até a própria Pixar se esquece de fazer. Talvez por causa da coragem de sua conclusão. Quando tudo está igual, a Pixar resolve fechar com uma última decisão inesperada, mas que faz todo o sentido depois de tantos anos acompanhando esses brinquedos. Principalmente, porque a franquia sempre foi representada por Woody (voz de Tom Hanks) e Buzz Lightyear (Tim Allen). Mas, no fundo, sempre foi sobre o caubói. Woody dedicou sua vida à Andy e aos amigos; nunca a si próprio. Em “Toy Story 4”, pela primeira vez, veremos Woody fazendo algo para ele mesmo. Ele representa pessoas que você conhece (ou talvez seja você) que abdicam de sonhos e vontades para cuidar dos outros e, num piscar de olhos, a vida já passou. Gostei de ver essa discussão na série, assim como a introdução de novos personagens, como o dublê Duke Caboom (voz de Keanu Reeves) e a dupla Patinho e Coelhinho (Keegan-Michael Key e Jordan Peele). Também é interessante ver a indefesa Betty (Annie Potts) surgindo como uma jedi após cerca de sete anos vivendo nas ruas. Mas é o tal do Garfinho (voz de Tony Hale) que rouba a cena. Um brinquedo que pode ser criado por qualquer criança no mundo, e que se torna mais valioso que qualquer produto caríssimo vendido nas lojas. Ironicamente é o que deve acontecer com o Garfinho, que deve ser vendido a mais de R$ 100,00 nas megastores. Mas voltando ao filme, o personagem se vê como lixo, descartável e recusa sua existência. Se não fosse por Woody, ficaria para sempre numa lata de lixo. Ou seja, a Pixar toca sutilmente no tema do suicídio, mas não se preocupe, porque a abordagem é leve e divertida por incrível que pareça, porque mostra a metáfora por meio de um garfo tosco de plástico e não de uma pessoa. Só que, enquanto temos ótimos personagens principais com muito tempo em cena, incluindo a boneca Gaby Gaby (voz de Christina Hendricks) e seus assustadores bonecos ajudantes, os tradicionais Rex, Cabeça de Batata, Slink e até Jessie se tornam descartáveis na trama. E nunca “Toy Story” tratou seus coadjuvantes de maneira tão pobre. Resta saber se o desfecho de “Toy Story 4” foi uma conclusão mesmo (de novo) ou se foi um (outroz) recomeço. Talvez tenha chegado a hora da Pixar tomar uma decisão radical, porque se continuar a apostar na reprise de situações, o antiquário pode ter uma estante reservada para “Toy Story 5”.
Deslembro é uma pequena obra-prima do cinema brasileiro
É possível notar, mesmo sem saber nada de “Deslembro”, que se trata de um filme muito pessoal de sua diretora, Flavia Castro. Ao perceber que o desaparecimento do pai durante a ditadura já havia sido abordado no documentário “Diário de uma Busca” (2010), fica claro que ela é movida pela necessidade de recontar essa história. O que impressiona é o quanto ela consegue ser bem-sucedida nisso, estreando no registro de ficção. A sensibilidade com que a cineasta conta a história da jovem adolescente que é trazida da França para o Brasil na virada dos anos 1970 para os 80, quando começou o processo de anistia política, é realizada com uma vivacidade impressionante. Nos primeiros minutos de “Deslembro” vemos uma família dialogando em francês. A menina Joana (Jeanne Boudier, ótima) não quer sair da França e ir para um país em que se torturam e matam pessoas. Mas a mãe (Sara Antunes) prefere que a filha e seus outros dois filhos (na verdade, um deles é filho do seu companheiro com outra mulher) venham com ela para o Rio de Janeiro. O impacto da chegada ao novo país começa a trazer memórias fortes de um momento traumático na vida da pequena Joana. Lembranças escondidas em um canto seguro de sua memória. Assim, essas lembranças – ou possíveis lembranças, já que não se sabe ao certo o que é verdade ou o que é construído como uma espécia de sonho – vão surgindo em flashbacks bem fragmentados. Às vezes, a diretora usa um recurso plasticamente muito bonito de mostrar uma imagem tão próxima que não permite distinguir o está sendo mostrado, como em um quadro de pintura abstrata com textura em alto relevo. A inclusão de canções é também um acerto do filme. Lou Reed, Caetano Veloso, The Doors, Nelson Gonçalves (em uma canção de Noel Rosa que também aparece no maravilhoso “Arábia”, de João Dumas e Affonso Uchôa, ainda que com um intérprete diferente), citações a David Bowie e Pink Floyd; além do amor pelos livros por parte de Joana e a recitação de um poema de Fernando Pessoa. Tudo isso faz com que a paixão pela vida, embora dolorosa pela falta trágica do pai, esteja o tempo todo presente. E há ainda o amor no seio familiar. A família mostrada no filme, tão fragmentada quanto as memórias da menina, é de encher o coração (o que são aquelas cenas no carro, meu Deus?). As questões de afetividade envolvendo a mãe, o padrasto chileno e os dois irmãos pequenos somam-se à avó da menina que mora no Rio, vivida com brilho por Eliane Giardini. A cena mais tocante do filme, aliás, surge sutil, num momento em que a avó e a menina estão sozinhas e a avó olha com lágrimas nos olhos para o rosto daquela garota que lembra o seu filho assassinado pela ditadura. Um exemplo de sensibilidade ímpar por parte da diretora e de seu belo elenco. O amor romântico também surge em “Deslembro” de maneira muito bonita. Há, inclusive, uma cena de sexo muito discreta e muito elegante entre a garota e o seu interesse amoroso, um rapaz que também é filho de exilados. E esse aspecto romântico e a quantidade generosa de canções pop faz com que o filme dialogue com o ótimo “Califórnia”, de Marina Person. No que se refere às questões políticas, há diálogo com o momento atual, embora o filme tenha sido finalizado antes das últimas eleições presidenciais. O que não deixa de torná-lo ainda mais forte e urgente nos dias de hoje. Aliás, o que não parece urgente nos dias de hoje, quando o assunto é direitos humanos? Restrito ao circuito alternativo, “Deslembro” infelizmente terá um público pequeno. Por isso, é importante que o boca a boca seja positivo e que atraia o público, para que mais pessoas tenham a honra de ver esta pequena obra-prima no cinema, em toda sua glória.










