Criador de Deadwood e Nova York Contra o Crime revela sofrer de Alzheimer
O escritor e produtor David Milch, que criou as séries clássicas “Nova York Contra o Crime” (NYPD Blue) e “Deadwood”, revelou em entrevista ao site Vulture que foi diagnosticado com o mal de Alzheimer. “Pelo meu entendimento, que é mínimo, a doença causa uma deterioração na organização do meu cérebro”, definiu Milch. “E é uma doença progressiva. De todas as formas que eu posso pensar, esta é uma notícia desencorajadora”. Um dos mais influentes roteiristas da TV, que ganhou proeminência nos anos 1980 na série “Chumbo Grosso” (Hill Street Blues), Milch disse que começou a suspeitar que algo estava errado há pouco tempo. “Minha memória se tornou menos precisa, ou eu demorava para me lembrar das coisas, e ficava facilmente irritado”, comentou. Por conta disso, o profissional de 74 anos interferiu menos na produção do vindouro filme de “Deadwood”, que vai retomar e possivelmente concluir a história da série exibida pela HBO entre 2004 e 2006. Conhecido por burilar diálogos até o momento das câmeras ligarem, Milch deixou o dia a dia das filmagens nas mãos do diretor Daniel Minahan e da produtora executiva Regina Corrado. Ele disse ao Vulture que pretendia continuar escrevendo, mas admitiu que a doença dificulta muito o processo. Ele não especificou seus projetos para o futuro. Recentemente, ele ajudou o colega Nic Pizzolatto a conceber a 3ª temporada de “True Detective”, escrevendo um dos episódios. Milch venceu quatro prêmios Emmys e foi indicado mais 13 vezes como Melhor Roteirista e também como produtor de “Deadwood”, “Nova York Contra o Crime” e “Chumbo Grosso”.
Zachary Levi vai apresentar a premiação do MTV Movie & TV Awards 2019
O ator Zachary Levi, que está em cartaz nos cinemas como o personagem-título de “Shazam!”, foi escolhido para apresentar a próxima edição do MTV Movie & TV Awards. A novidade foi anunciado num rápido vídeo, publicado nas redes sociais da MTV, em que Levi aparece com um dos troféus de pipoca dourada do canal. Embora o MTV Movie Awards seja um prêmio antigo, esta será apenas a terceira edição de seu atual formato, que passou a premiar tanto filmes quanto séries em 2017. Os indicados deste ano ainda não foram divulgados, mas as categorias costumam incluir prêmios inusitados como “melhor beijo” e “melhor performance assustada para c***”. Os vencedores são determinados por votação popular. A premiação de 2019 vai acontecer no dia 17 de junho. Introducing our 2019 host @ZacharyLevi ❗️❗️ Catch the #MTVAwards Monday June 17 at 9p on @MTV ? pic.twitter.com/OnO0sNCmKz — Movie & TV Awards (@MTVAwards) April 23, 2019
The Good Fight é renovada para sua 4ª temporada
A plataforma americana CBS All Acess renovou “The Good Fight” para sua 4ª temporada. Primeiro lançamento do serviço de streaming da rede CBS, a série tem atraído muita atenção nos Estados Unidos devido à politização de seus episódios, que chegaram a tratar de um potencial impeachment de Donald Trump. “’The Good Fight’ continua a ser uma série original emblemática para o serviço”, disse Julie McNamara, vice-presidente executiva de conteúdo original da CBS All Access. “Seus criadores visionários Robert e Michelle King e o elenco extraordinário continuam a explorar o clima cultural com discernimento, humor e coragem, e mal podemos esperar para ver aonde os personagens irão a seguir.” Com quatro episódios ainda inéditos em sua 3ª temporada, a série jurídica acompanha Diane Lockhart (Christine Baranski), Adrian Boseman (Delroy Lindo) e Liz Reddick-Lawrence (Audra McDonald) “num novo mundo pós-factual onde o advogado que conta a melhor história triunfa sobre o advogado com os melhores fatos”. Além dos três, os capítulos atuais também mostram Lucca Quinn (Cush Jumbo) equilibrando sua maternidade recente com um novo amor, bem como um novo cliente politicamente complicado, e Maia Rindell (Rose Leslie) lidando com um novo Mefistófeles chamado Roland Blum (Michael Sheen), um advogado que é “a corrupção encarnada”. Spin-off de “The Good Wife” criado por Robert e Michelle King, o casal responsável pela série anterior, “The Good Fight” tem 96% de aprovação no site Rotten Tomatoes. A 3ª temporada se encerra em 16 de maio e não há previsão para a estreia dos próximos episódios. A série é disponibilizada no Brasil pelo serviço de streaming da Amazon.
Primeiras reações a Vingadores: Ultimato exaltam “obra-prima” da Marvel
A imprensa norte-americana teve a oportunidade de assistir a première de “Vingadores: Ultimato” na noite de segunda (22/4), em Los Angeles. E as reações exaltadas à nova “obra-prima” da Marvel já começaram a ser publicadas no Twitter. A maioria dos jornalistas recomentou levar uma caixa de lenços de papel ao cinema, porque o filme é altamente emotivo, concluindo a jornada dos principais heróis da Marvel com uma luta decisiva contra Thanos. Os tuítes também confirmaram que 90% das imagens exibidas nos trailers retratam apenas os primeiros 15 minutos do longa – deixando muitas surpresas para os fãs descobrirem no cinema. Um dos fãs mais exaltados, Sean Gerber, do blogue Superhero News, vestiu a camiseta e comprou a pipoca do filme. “‘Ultimato’ é a obra-prima que merece ser. É extraordinário. É a conclusão merecida para a maior saga do cinema de todos os tempos. Estou emocionalmente exausto”, escreveu, hiperventilando sobre o teclado. Brandon Davis, do site Comic Book, escreveu que o filme é “fantástico” duas vezes em suas poucas linhas de tuite. “‘Ultimato’ é surpreendente, um filme fantástico. Eu nunca vi nada como isso. Esse filme é tudo que eu queria que fosse e muito mais. Fantástico.” Ele ainda acrescentou: “Enquanto assistia ao filme, eu ri muito alto, bati palmas com muita força e chorei demais. O filme excede toda a expectativa e é a culminação perfeita para todo o universo cinematográfico da Marvel”. O editor-chefe do Rotten Tomatoes Joel Meares escreveu que “os fãs vão ficar malucos” com o filme. E a reação dos coleguinhas reforça a tese. Já seu colega do Fandango, o editor Erik Davis, é capaz de deixar os fãs “malucos” antes do filme, apenas com sua descrição: “O filme é a culminação de uma série de 22 filmes que não apenas conclui a história, mas a expande para além disso.” “Expande para além disso” é a frase que libera a piração. Ele ainda acrescentou: “Você descobre mais sobre os filmes enquanto [‘Ultimato’] se desenrola. Se ‘Guerra Infinita’ foi músculo, ‘Ultimato’ é cérebro. Uau, que encerramento!”. Beatrice Verhoeven, do site The Wrap, citou como apostar nas teorias dos fãs é inútil. “Vocês não estão prontos para essa m… Todas as teorias não te prepararam para isso. Eu chorei muito.” Peter Sciretta, editor do Slash Film, também destacou o choro. “Imagine a melhor versão para ‘Ultimato’ e ainda assim o filme supera as expectativas. Chorei cinco ou seis vezes. É o filme mais emocional e épico. Um tributo a dez anos deste universo e o maior ‘fan service’ do mundo. Muito bom” Anthony Breznican, da revista Entertainment Weekly, tentou descrever a sensação causada pela sessão com um tom poético. “O filme me deixou com o coração cheio, mas um coração com algumas cicatrizes. Mas, ao fim, estes são os mais fortes.” Mas o comentário mais curioso veio de Dave Itzkoff, do jornal The New York Times: “Eu não estava preparado para a gama de emoções que ‘Ultimato’ me faria ter, do profundo desespero à pura euforia. Eu ri, chorei e quis que Tony Stark fosse meu pai”. O filme dirigido pelos irmãos Joe e Anthony Russo estreia no Brasil nesta quinta-feira (25/4).
Revista americana Variety destaca crise do cinema brasileiro sob Bolsonaro
A imagem internacional da cultura brasileira já é de crise nos Estados Unidos. A revista Variety, uma das mais tradicionais publicações americanas sobre o mercado de entretenimento, publicou uma reportagem sobre a paralisação da indústria de cinema e TV do Brasil, sob o governo de Jair Bolsonaro. A revista vê a cultura brasileira ameaçada por cortes de incentivos do governo, e lamenta a estagnação do prestigioso cinema brasileiro “A agência brasileira Ancine, a principal fonte de financiamento público do cinema do país, congelou todos os seus programas de incentivo potencialmente paralisando novas produções da maior indústria de cinema e TV da América Latina”, publicou a Variety. Segundo a publicação, a decisão “dramática” deixou a indústria cinematográfica do país em choque e muito preocupada com o futuro. Também houve o corte de patrocínio estatal, o fim do Ministério da Cultura e o enterro da lei Rouanet, rebatizada de Lei de Incentivo a Cultura e com diversas restrições. Mas a Variety apontou outros dados do desmantelamento da rede de apoio estatal à produção cultural brasileira, que nem a imprensa nacional chegou a noticiar com o devido destaque. A revista revelou que a Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex) está descontinuando seu apoio financeiro para o programa Cinema do Brasil, voltado à exportação de filmes brasileiros. Até a eleição de Bolsonaro, o Departamento Cultural do Itamaraty, no Ministério das Relações Exteriores, trabalhava junto a entidades públicas e privadas do setor audiovisual para fortalecer a presença de filmes e programas televisivos brasileiros no mundo, com o objetivo de divulgar a cultura nacional e facilitar contatos com vistas à comercialização dos bens audiovisuais. Isto acabou. A Variety também destacou o fim do apoio da Petrobras aos principais eventos de cinema do Brasil, lembrando que “a Petrobras figurou por duas décadas como o maior patrocinador corporativo do setor”. “O congelamento de incentivos apareceu em um contexto de animosidade não disfarçada entre a indústria de cinema e TV e grandes parcelas do governo Bolsonaro, que vê a indústria de entretenimento brasileira como um ralo de orçamento federal”, diz a reportagem. “A grande questão para a indústria é se o congelamento de incentivos é uma moratória temporária ou parte de um desmantelamento contínuo do apoio crucial do governo à indústria brasileira de TV e cinema. A atual falta de visibilidade de qualquer resposta a essa pergunta é, em si mesma, um fator incapacitante para novas produções”, acrescenta o texto. A revista conclui que a tensão entre o governo e os produtores de cinema e TV deve gerar protestos ao longo das próximas semanas, com possíveis manifestações durante apresentações brasileiras em grandes eventos internacionais, como o Festival de Cannes.
Dilema: Primeira série estrelada por Renee Zellweger ganha imagens e teaser
A Netflix divulgou seis fotos, o pôster e o teaser da primeira série estrelada pela atriz Renee Zellweger (“O Bebê de Bridget Jones”). A prévia revela a premissa um tanto quanto nebulosa, além da data de estreia e ainda destaca uma nova tradução aleatória dos funcionários da plataforma. “What/If” (E/Se) virou “Dilema” em português. Criada por Mike Kelley (o criador de “Revenge”) e produzida por Robert Zemeckis (diretor de “De Volta ao Futuro” e “Forest Gump”), “What/If” é descrita como um thriller social e vai explorar o que acontece quando pessoas comuns começam a fazer coisas socialmente inaceitáveis. Em formato de antologia, cada temporada irá apresentar uma história diferente, todas calcadas numa fábula moral contemporânea sobre o poder da influência de uma única decisão errada na trajetória de uma vida. A 1ª temporada, com dez episódios, irá acompanhar um casal que aceita uma proposta arriscada da personagem de Zellweger para conseguir sair de problemas financeiros. A personagem da atriz, chamada de Anne, é descrita como uma mulher poderosa e investidora de risco que vive em San Francisco. Ela é carismática e sedutora e esconde vários segredos, incluindo um evento que mudou o curso de sua vida quando ainda era uma garota. Zellweger nunca estrelou uma série, mas curiosamente começou a carreira na televisão, no elenco do telefilme “A Taste for Killing”, em 1992. O vídeo revela que a estreia para “What/If” foi marcada para 24 de maio.
As Trapaceiras: Novo trailer da comédia de Anne Hathaway e Rebel Wilson faz piada com os Vingadores
A MGM divulgou um novo trailer da comédia “As Trapaceiras” (The Hustle), estrelada por Anne Hathaway (“Oito Mulheres e um Segredo”) e Rebel Wilson (“A Escolha Perfeita”). E a prévia começa fazendo piada com os Vingadores (Avengers). O detalhe é que a piada dos “Revengers” já foi feita pela própria Marvel, de forma mais engraçada, em “Thor: Ragnarok”. O filme é uma versão feminina da comédia “Os Safados”, de 1988, que reunia Steve Martin e Michael Caine como dois trambiqueiros na Riviera Francesa. Enquanto o inglês Caine era sofisticado e seduzia milionárias de classe para seus golpes, o americano Martin era um vigarista folgado e sem sofisticação, que usava a lábia para se dar bem. No remake, Hathaway ensina Wilson a se tornar mais refinada, após um encontro casual. E logo vão da união à competição para roubar a fortuna de um ingênuo milionário do Vale do Silício. “As Trapaceiras” tem direção do galês Chris Addison, que faz sua estreia como diretor de cinema após comandar episódios da série “Veep”, atuar em “Doctor Who” e criar a série britânica “Trying Again”. O roteiro é de Jac Schaeffer, que está escrevendo o futuro filme solo da “Viúva Negra”. A estreia está marcada para 10 de maio nos Estados Unidos e apenas 25 de julho no Brasil.
Trailer legendado de Godzilla II: O Rei dos Monstros é balé apocalíptico de monstros gigantes
A Warner divulgou um novo trailer legendado de “Godzilla II: O Rei dos Monstros”, que mostra uma espécie de balé apocalíptico de monstros gigantes, ao som de “Over the Rainbow”, versão orquestral da famosa canção de “O Mágico de Oz” (1939). A continuação vai mostrar os esforços da agência cripto-zoológica Monarch para enfrentar os ataques de diversos monstros gigantes, incluindo o poderoso Godzilla, que colide com Mothra, Rodan e seu inimigo final, o rei de três cabeças Ghidorah. Chamados de Titãs na prévia, os monstros devastam tudo o que encontram pelo caminho, deixando a existência da humanidade em risco. O novos inimigos gigantes de Godzilla são kaijus conhecidos dos fãs do gênero, que entraram na cultura pop há mais de 50 anos, cada um com seu próprio filme individual no Japão: “Mothra, a Deusa Selvagem” (1961), “Rodan!… O Monstro do Espaço” (1956) e “Ghidrah, O Monstro Tricéfalo” (1964), todos dirigidos pelo mestre Ishirô Honda, o verdadeiro rei dos monstros. Em meio aos astros gigantescos criados por efeitos visuais, o elenco inclui Millie Bobby Brown (“Stranger Things”), Vera Farmiga (“Bates Motel”), Kyle Chandler (“A Noite do Jogo”), O’Shea Jackson Jr. (“Straight Outta Compton”), Bradley Whitford (série “The Handmaid’s Tale”), Thomas Middleditch (“Silicon Valley”), Charles Dance (“Game of Thrones”), Zhang Ziyi (“O Grande Mestre”), Aisha Hinds (“9-1-1”) e traz de volta os personagens de Sally Hawkins (“A Forma da Água”) e Ken Watanabe (“A Origem”), representantes da Monarch em “Godzilla” (2014). Com roteiro de Zach Shields e direção de Michael Dougherty (ambos de “Krampus: O Terror do Natal”), a estreia está marcada para 30 de maio no Brasil, um dia antes do lançamento nos Estados Unidos.
Mudanças na ex-Lei Rouanet confirmam teto de R$ 1 milhão por projeto
O governo anunciou as mudanças na lei que garante grande parte da produção cultural do Brasil. Em vídeo publicado na página de Facebook do Ministério da Cidadania, o ministro Osmar Terra explicou algumas das diretrizes da nova Lei de Incentivo à Cultura, nome que será adotado pelo governo em substituição à denominação Lei Rouanet. Conforme anunciado há duas semanas pelo presidente Jair Bolsonaro, o limite para captação de recursos pela lei vai baixar de R$ 60 milhões para R$ 1 milhão por projeto. Mas uma mesma empresa poderá apresentar várias propostas diferentes, respeitando um teto de R$ 10 milhões por ano. Embora Bolsonaro tenha dito que não haveria exceções, elas existirão. Feiras de livros e festas populares, como o Festival Folclórico de Parintins, no Amazonas, e o Natal Luz, em Gramado (RS), poderão captar até R$ 6 milhões. Restauração de patrimônio tombado, construção de teatros e cinemas em cidades pequenas, e planos anuais de entidades sem fins lucrativos, como museus e orquestras, também ficarão fora do limite de R$ 1 milhão, mas não foram fornecidos maiores detalhes para esses casos. As mudanças serão feitas por meio de uma instrução normativa a ser publicada na quarta-feira (24/4) no Diário Oficial da União. Assim que isso ocorrer, elas terão validade imediata e não precisarão ser referendadas pelo Congresso. “Com isso, vamos enfrentar a concentração de recursos nas mãos de poucos. Com o mesmo dinheiro, mas melhor distribuído, vamos ter muito mais atividades culturais e artistas apoiados, dando oportunidade para os novos talentos” disse Terra, a quem a Secretaria de Cultura (o finado MinC) é subordinada. Outras mudanças vão ocorrer na cota de ingressos gratuitos, que hoje é de 10%e deverá ficar entre 20% e 40% nos projetos aprovados. Além disso, o valor dos ingressos populares terá que baixar de R$ 75 para R$ 50. Também haverá editais focados no incentivo à cultura regional, em parceria com as empresas estatais, e estímulo para que estados que não sejam São Paulo e Rio de Janeiro tenham mais recursos. O objetivo é desconcentrar os projetos patrocinados, que em sua maioria estão nesses dois estados. Além disso, os beneficiados pelos repasses terão que fazer ação educativa em escolas ou na comunidade, em parceria com as prefeituras. “Os brasileiros, que estão cansados de ouvir falar dos abusos no uso dos recursos da Lei Rouanet, podem ter certeza que isso está acabando. Vamos enfrentar a concentração de recursos públicos beneficiando poucos. Nossa nova lei de incentivo vai aumentar o acesso da população brasileira à cultura, especialmente para as pessoas mais pobres. Nossas ações também terão foco no estímulo ao surgimento de novos talentos, no fortalecimento de ações de inclusão social, formando profissionais na área artística e promovendo a cultura popular”, disse Terra no vídeo. O ministro, porém, não quis responder perguntas sobre o assunto, recusando entrevistas. O estabelecimento de um teto de US$ 1 milhão atingirá com mais força os musicais, como “O Fantasma da Ópera”, autorizado a captar R$ 28,6 milhões, mas também grandes mostras de arte, como a Bienal de São Paulo, com orçamento sempre acima dos R$ 20 milhões, além de todos os festivais de cinema importantes do país: Festival do Rio, Mostra de São Paulo, Festival de Brasília, Festival de Gramado, Anima Mundi, É Tudo Verdade, etc. As mudanças da Lei Rouanet, transformada em Lei de Incentivo à Cultura, se juntam ao fim do Ministério da Cultura, ao corte do patrocínio de estatais a eventos culturais e à paralisação do investimento da Ancine em novos filmes e séries, como saldo dos primeiros 100 dias de Bolsonaro. Enquanto vários eleitores do presidente comemoram o “fim da mamata” de artistas da Globo e de petistas e compartilham apoio ao “mito”, projetos já começam a ser cancelados. Não vai demorar para se ter noção do saldo da tempestade perfeita que se abate sobre a indústria cultural brasileira, sob aplausos de uma turba barulhenta que brande foices e forcados, enquanto queima “bruxas” e celebra o incêndio que se alastra ao seu próprio redor. A Lei de Incentivo à Cultura mudou para melhor! A Lei de Incentivo à Cultura mudou para melhor! Agora, cada projeto poderá captar no máximo R$ 1 milhão, distribuindo melhor os recursos. Com as mudanças, vamos aumentar o acesso da população brasileira à cultura, principalmente das pessoas mais pobres, priorizar o estímulo de novos talentos, fortalecer as ações de inclusão social e promover a cultura popular. No vídeo, o ministro Osmar Terra explica direitinho como vai funcionar a nova Lei de Incentivo à Cultura. Confira! Publicado por Ministério da Cidadania em Segunda-feira, 22 de abril de 2019
Revelação de Pantera Negra entra na nova versão de Morte no Nilo
A atriz Letitia Wright, que roubou a cena como a princesa Shuri em “Pantera Negra”, entrou no elenco de “Morte no Nilo”. A adaptação da obra de Agatha Christie, que vai servir como continuação de “Assassinato no Expresso do Oriente” (2017), voltará a ser dirigida e estrelada por Kenneth Branagh. Ele viverá mais uma vez o detetive Hercule Poirot, mas não será o único a reprisar seu papel. Monsieur Bouc, o diretor da companhia ferroviária vivido por Tom Bateman em “Assassinato no Expresso do Oriente” (2017), também participará do novo filme. O elenco também destaca Gal Gadot (“Mulher-Maravilha”), Armie Hammer (“Me Chame Pelo Seu Nome”) e Jodie Comer (“Killing Eve”). Publicado em 1937, “Morte no Nilo” já foi anteriormente adaptado para o cinema. Em 1978, também serviu de continuação para “Assassinato no Expresso Oriente” (1974) e reuniu outro elenco notável, formado por Bette Davis, Jane Birkin, Angela Lansbury, Maggie Smith, Mia Farrow, David Niven, Jon Finch e George Kennedy, além de Peter Ustinov no papel de Poirot. A estreia da nova versão está marcada para outubro de 2020.
Trailer do final de Gotham apresenta nova Mulher-Gato e volta de Jeremiah
A rede americana Fox divulgou um novo trailer do último capítulo de “Gotham”, que se passa uma década depois do capítulo anterior e destaca a transformação dos vilões. Pinguim (Robin Lord Taylor) e Charada (Cory Michael Smith) finalmente assumem o visual dos quadrinhos, mas a maior mudança coube à Mulher-Gato, que trocou de intérprete. A atriz Lili Simmons (“Banshee”) assumiu o papel de Camren Bicondova como a Selina Kyle adulta. Além disso, Jeremiah Valeska (Cameron Monaghan) se prova difícil de matar, escapando do Asilo Arkham completamente deformado e com a risada enlouquecida do Coringa. Até a capa e o vulto de Batman entram em cena. A prévia só não mostra Bruce Wayne (David Mazouz), que, de forma conveniente, parece estar sempre ocupado. Será que o ator, que ainda é adolescente, vai aparecer como a versão adulta do personagem? Criada por Bruno Heller (criador também da série “Mentalist”), a produção vai chegar ao fim após acompanhar, ao longo de cinco temporadas, o começo da carreira do futuro Comissário Gordon (Ben McKenzie) em seus primeiros dias como policial em Gotham City, e a adolescência de Bruce Wayne, logo após o assassinato de seus pais. A série também mostrou a juventude do Pinguim, da Mulher Gato e do Charada, revelando os eventos que os transformaram nos vilões dos quadrinhos. Intitulado “The Beginning…”, o capítulo final vai ao ar nesta terça (23/4) nos Estados Unidos. “Gotham” é exibida no Brasil pelo canal pago Warner.
Disney barra A Canção do Sul e vai cortar cenas de Dumbo para lançamento em streaming
A Disney pretende liberar quase todas as suas animações clássicas no serviço de streaming Disney+ (Disney Plus). Quase todas, porque “A Canção do Sul” não vai entrar no catálogo. Mistura de animação e live-action, o polêmico longa-metragem foi lançado originalmente em 1946 e faz um retrato caricatural dos escravos libertados após a Guerra Civil, encarnados como figuras pacificamente submissas aos donos de plantação. Graças à polêmica, o filme nunca foi lançado em vídeo nos EUA. Em 2011, o CEO da Disney, Bob Iger, disse que reviu o filme e decidiu que “muitas cenas não cairiam bem para o público atual, e não seria do nosso interesse relançar este longa em nenhum formato”. Pelo mesmo motivo, uma cena polêmica do desenho original de “Dumbo”, de 1941, será cortada na versão disponibilizada no Disney+ (Disney Plus). Trata-se da sequência em que Dumbo se encontra com um grupo de corvos (em inglês, “crows”), liderado por um personagem chamado Jim. O nome Jim Crow é emprestado de um personagem popular no século 19, usado para fazer piadas e reforçar estereótipos negativos sobre pessoas negras. Mais tarde, o nome “Jim Crow” também foi usado nos EUA para definir um conjunto de leis de segregação, que só foram revogadas décadas depois do lançamento de “Dumbo”, com o avanço da luta pelos direitos civis nos EUA. Para completar, os corvos ainda se comportam de forma caricatural no desenho. Sem alarde, o remake live-action de “Dumbo”, lançado neste ano e dirigido por Tim Burton, eliminou totalmente os corvos da história.
Bolsonaro usa técnica de lavagem cerebral de Laranja Mecânica em vídeo contra Cultura
Para justificar sua política de cerco ao “setor que alguns dizem ser de cultura”, a partir da ordem de corte de patrocínios culturais da Petrobras, o presidente Jair Bolsonaro publicou um vídeo no mínimo questionável em seu Twitter e YouTube oficiais. O material, sem fonte clara – como tem sido praxe na comunicação do governo – , é uma versão editada de um noticiário da Globo News, submetida à tática de choque “golden shower” do presidente. Ele incorpora flashes aleatórios, alguns escatológicos, outros “apenas” preconceituosos, para forçar generalização contra o conceito de incentivo cultural. Entre os exemplos subliminares está um pôster do filme “Lula, o Filho do Brasil”, que apesar de ser um vexame, não foi feito com dinheiro da Petrobras – ao menos, não diretamente – nem usou qualquer lei de incentivo fiscal federal, estadual ou municipal. Outro exemplo é um flash de cartaz do Encontro Nacional de Arte e Cultura LGBT de 2014, com destaque para o fato de que ele ocorreu no Centro Petrobras de Cinema. A imagem entrou no momento em que a cineasta Lais Bodanzky (“Como Nossos Pais”), presidente da Spcine, falava sobre a importância do Festival do Rio, que é dos eventos ameaçados após os cortes da Petrobras. Tendo em vista que todas as imagens aleatórias tem o objetivo de “negativar” as falas apresentadas, o uso do cartaz trata a cultura LGBT como se fosse uma perversão. O vídeo editado segue incorporando fake news, preconceito e generalizações de modo subliminar, para formar opiniões a partir de presunções completamente equivocadas. É uma técnica de lavagem cerebral, popularizada durante a Guerra Fria, para fomentar ódio contra aquilo que é mostrado. Uma das cenas mais icônicas do clássico filme “Laranja Mecânica” (1971), de Stanley Kubrick, lança mão de projeções de filmes para fazer lavagem cerebral no protagonista. O objetivo é recondicionar Alex (Malcolm McDowell) a reagir com repulsa à determinadas situações exemplificadas nas imagens. O condicionamento pela repulsa se alia a outra tática de lavagem cerebral. Você conhece o ditado que diz que “uma mentira contada mil vezes se transforma em uma verdade”? Pois o cérebro humano funciona mais ou menos dessa maneira e, quando não está preparado, cai nas armadilhas da repetição e do reforço de falsidades, passando a acreditar numa visão de mundo completamente mentirosa. Contrariando a visão de mundo do presidente, a Petrobras foi responsável por salvar o cinema brasileiro, junto da Lei Rouanet, do caos criado por Fernando Collor de Mello ao extinguir a Embrafilme – isto e a popularização da música sertaneja foram os maiores legados culturais de Collor, ao passo que a destruição da Cultura nacional parece ser o projeto de Bolsonoro. Em release divulgado em dezembro passado, dias antes de Bolsonaro assumir o poder, a Petrobras ainda se dizia orgulhosa de sua atuação como incentivadora do cinema nacional. “São 22 anos e mais de 500 títulos entre longas e curtas metragens que fizeram da Petrobras a principal parceira da Retomada do Cinema Brasileiro, atuando em todos os elos da cadeia produtiva do setor audiovisual”, diz o texto, que ainda acrescenta: “Acreditamos em especial na importância do apoio aos festivais de cinema por promoverem o lançamento e circulação de novos filmes, estimularem a formação de plateia e constituírem espaços privilegiados de debate e reflexão sobre o audiovisual”. “Carlota Joaquina, a Princesa do Brasil” e “O Quatrilho”, indicado ao Oscar, foram as primeiras produções cinematográficas que contaram com patrocínio da Petrobras. Com seu sucesso e repercussão internacional, os dois filmes de 1995 mudaram os rumos do cinema brasileiro, que foi quebrado por Collor, impichado por corrupção. Um dos slogans da Petrobras até o ano passado celebrava: “Para nós, Cultura é uma energia poderosa que movimenta a sociedade”. Entretanto, com Bolsonaro, a Petrobras passou a pensar ou pelo menos fazer o oposto, anunciando que não renovará o patrocínio de 13 eventos neste ano, o que inclui a Mostra de Cinema de São Paulo, o Festival do Rio, o Festival de Brasília e o Anima Mundi, entre outros projetos. Em fevereiro, Bolsonaro já tinha anunciado seu espanto com o investimento da Petrobras em Cultura, ao expor números não fundamentados no Twitter. “A soma dos patrocínios dos últimos anos passa de R$ 3 BILHÕES”, tuitou o presidente, aproveitando para afirmar que o Estado “tem maiores prioridades”. Vale lembrar que, com um único telefonema no começo de abril, em que mandou reverter aumento no preço do diesel, Bolsonaro deu prejuízo de R$ 32 BILHÕES (para usar a mesma grafia inflamada do presidente) para a Petrobras. O suficiente para décadas de investimento de Cultura, segundo cálculos dele mesmo. Bolsonaro também extinguiu o Ministério da Cultura e congelou a aprovação de novos projetos na Lei Rouanet desde que assumiu a Presidência em janeiro. Nenhum projeto foi aprovado para receber incentivo em quase cinco meses de governo. E não há prazo para o descongelamento, que só deve acontecer quando forem aprovadas mudanças na Lei. O presidente pretende estabelecer o teto de R$ 1 milhão por projeto, o que também acerta os festivais de cinema do Brasil. Paralelamente, o TCU paralisou a Ancine, proibindo-a de investir em novos projetos de cinema e séries nacionais. É uma tempestade perfeita, que tende a culminar na maior catástrofe sofrida pela indústria cultural do país, com resultados já vistos sob o governo Collor: estagnação da produção cultural, aumento no índice de desempregados, quebradeira de empresas, impacto no consumo e na economia (recessão) e queda na arrecadação dos impostos que o governo deixará de receber do setor. Caso o pior aconteça, a equipe que prepara os vídeos de lavagem cerebral de Bolsonaro precisará trabalhar dobrado. Uma dica é acrescentar as técnicas do filme “Sob o Domínio do Mal” (1962). Respeitando a aplicabilidade do dinheiro público, determinamos a revisão dos contratos vigentes e possibilidades futuras da Petrobras ligados ao setor que alguns dizem ser de cultura. A ordem é saber o que fazem com bilhões da população brasileira. https://t.co/qc56MPKV7e — Jair M. Bolsonaro (@jairbolsonaro) April 21, 2019











