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    Peter Donat (1928 – 2018)

    15 de setembro de 2018 /

    Peter Donat, o ator canadense que apareceu em dois filmes de Francis Ford Coppola e interpretou o pai do agente Fox Mulder em “Arquivo X”, morreu na segunda (10/9) aos 90 anos, de complicações do diabetes em sua casa em Point Reyes Station, Califórnia. Ele se tornou ator inspirado por seu tio, o astro britânico Robert Donat, conhecido por suas atuações em filmes como “Os 39 Degraus” (1935), de Alfred Hitchcock, e no longa vencedor do Oscar “Adeus, Mr. Chips” (1939). Donat inciou a carreira no teatro e integrou a companhia do Festival de Shakespeare de Connecticut, da qual também faziam parte Christopher Plummer, Raymond Massey, Roddy McDowall e Michael Learned, a matriarca da série “Os Waltons”, com quem o ator se casaria, num relacionamento que durou de 1956 até o divórcio em 1972. Após aparecer em inúmeras séries desde os anos 1950, ele fez sua estreia no cinema como o advogado de “O Poderoso Chefão II” (1974), de Francis Ford Coppola. O diretor ainda voltou a escalá-lo como advogado em “Tucker: O Homem e Seu Sonho” (1988). Entre um e outro, ele ainda apareceu nos famosos filmes de desastre “O Dirigível Hindenburg” (1975) e “Síndrome da China” (1979), além de ter sido marido de Liv Ullman e pai de Kiefer Sutherland em “Virando Adulto” (1984). Também emplacou seu primeiro papel fixo numa série, “Flamingo Road” (1980-82), e viveu o médico que tratou J.R. Ewing (Larry Hagman) após o personagem levar um tiro em 1980 e entrar para a história dos mistérios televisivos (“Quem atirou em JR?”). Entre os anos 1980 e 1990, trabalhou com diretores importantes, como os veteranos Blake Edwards (em “As Confusões de um Sedutor”, 1989) e Arthur Hiller (“Ânsia de Viver, 1992). Participou também dos ótimos “A Guerra dos Roses” (1989), segundo longa dirigido pelo ator Danny DeVito, e “Vidas em Jogo” (1997), o terceiro de David Fincher. Mas o papel pelo qual é mais lembrado é o de William Mulder, o pai do personagem de David Duchovny, em seis episódios de “Arquivo X”, exibidos entre 1995 e 1999. Seu último trabalho foi num telefilme da franquia “Assassinato por Escrito”, que continuava a série homônima (1984-1996) estrelada por Angela Lansbury, que foi ao ar em 2003.

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  • Filme

    Cheio de clichês, A Freira é um terror que não assusta

    15 de setembro de 2018 /

    O terror “A Freira” é o mais recente derivado da franquia “Invocação do Mal” (os outros são os filmes da “Annabelle”), mas o idealizador da franquia, James Wan, aparece aqui apenas como produtor, sem exercer muita influência na realização do longa. Wan tem um talento ímpar para o terror, investindo muito mais na tensão do que no susto (embora este sempre surja como uma forma alívio para a tensão). Mas mais do que isso, o diretor trabalha com protagonistas tridimensionais, estabelecendo uma ligação entre eles e o espectador (algo essencial para o gênero). Infelizmente, essas são qualidades que nenhum destes derivados conseguiu atingir. E “A Freira” não é diferente. Escrito por Gary Dauberman (“Annabelle 2: A Criação do Mal”), o roteiro busca explorar a origem da figura demoníaca vista pela primeira vez em Invocação do Mal 2 – há, inclusive, algumas menções a Ed e Lorraine Warren. A trama se passa em 1952 e acompanha Burke (Demián Bichir, de “Os Oito Odiados”), um padre que trabalha investigando casos sobrenaturais à mando do Vaticano, e Irene (Taissa Farmiga, de “American Horror Story”), uma jovem noviça que costuma ter visões sobrenaturais. Os dois são enviados para uma abadia localizada numa região remota da Romênia para investigar o suicídio de uma freira. Chegando lá, eles contam com a ajuda de um guia, Frenchie (Jonas Bloquet, de “Elle”), que lhes fala sobre o medo dos moradores em relação àquele lugar e sobre como parece que a abadia serve para aprisionar algum tipo de mal em seu interior. Dauberman é um roteirista bastante limitado. Quando trabalha com outras pessoas é capaz de criar personagens tridimensionais e metáforas eficientes (como aconteceu em “It: A Coisa”). Mas quando escreve sozinho apela para situações inverossímeis e escolhas duvidosas. Isso fica claro quando descobrimos que a trama aqui envolve um portal para o inferno e o sangue de Cristo (literalmente). O roteirista também sacrifica a estrutura do texto em busca de entendimento rápido e raso: é o que acontece, por exemplo, quando vemos o flashback de um exorcismo realizado pelo padre, que culminou na morte de um garoto, somente para que este mesmo garoto apareça assombrando-o na cena seguinte. Já o fato de Irene ter visões sobrenaturais pouco importa para a história, a não ser quando tais visões servem para esmiuçar alguma informação importante – numa decisão narrativa um tanto preguiçosa. Aliás, Irene é a única personagem a ganhar algum tipo de desenvolvimento. Enquanto o padre Burke é mostrado como uma espécie de Indiana Jones a serviço da igreja, e Frenchie tenta a todo custo ser um alívio cômico, a jovem noviça ao menos esboça um conflito interior a respeito da obediência cega aos dogmas da Igreja. Não que isso seja bem explorado pelo filme, mas ao menos possibilita que se crie algumas tomadas visualmente interessantes: em determinado momento, vemos um círculo de freiras rezando, todas vestidas de preto, e a noviça está localizada no centro, com suas vestes brancas simbolizando, entre outras coisas, as visões distintas daquelas mulheres em relação à fé. Porém, a inexpressividade de Taissa Farmiga a impede de expressar todos os conflitos da sua personagem, cabendo ao roteiro explicitá-los por meio de diálogos expositivos. Baseando-se em um texto tão limitado, o diretor Corin Hardy (“A Maldição da Floresta”) faz o possível para dar ao seu filme uma identidade própria. A ambientação de época é um ponto que funciona a seu favor, com a arquitetura gótica do cenário remetendo às produções do estúdio Hammer, uma grande influência. Hardy também acerta ao tornar a Freira uma presença que habita a escuridão daquele lugar; ela é mais sentida do que vista. O problema é que ele não sabe trabalhar os protagonistas, que são separados em cômodos diferentes sem qualquer motivo aparente e passam a maior parte do tempo andando em círculos, procurando por assombrações em cantos escuros apenas para descobrirem que estas não estão mais lá. A repetição das mesmas estratégias para gerar tensão acaba gerando o efeito contrário. A ideia de mostrar a ameaça se aproximando das costas do personagem sem que este a perceba é repetida à exaustão, até o ponto em que o público consiga antecipá-las. Falta a Corin Hardy a originalidade para conceber situações inovadoras ou a criatividade para manipular os clichês a seu favor. Estas são algumas das qualidades que fazem os trabalhos de James Wan se descarem dentro do gênero. A ausência destes atributos iguala “A Freira” aos demais spin-offs deste universo. Ou seja, é um terror mediano, que se encontra a anos-luz do material que o originou.

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  • Filme

    Ferrugem cria tensão com abordagem de bullying, mas subverte expectativas

    15 de setembro de 2018 /

    Aly Muritiba é um nome que se infiltra no sistema desde os curtas-metragens. Foi semifinalista do Oscar nesta categoria em 2013 com “A Fábrica”, que conta a história de um detento que convence a mãe a trazer um celular para a penitenciária. Seus curtas seguintes, com destaque para “Tarântula”, circularam em dezenas de festivais nacionais e internacionais, ganhando prêmios que foram crescendo de relevância gradativamente. A transição para os longas aparentemente foi natural para o diretor baiano radicado em Curitiba. Começou com o documentário “A Gente”, mostrando o cotidiano de carcereiros, ex-colegas do diretor (Muritiba trabalhou como carcereiro durante 7 anos antes de iniciar a carreira de cineasta), num presídio em Curitiba. Mas o salto mesmo veio com o excelente “Para Minha Amada Morta”, um dos melhores filmes de 2016. Este longa, o primeiro de ficção do diretor, circulou em festivais de maior destaque, como San Sebastián e Montreal – além de ter vencido seis prêmios no Festival de Brasília – fazendo com que o nome de Muritiba pintasse como uma nova voz instigante do cinema brasileiro. Portanto, não foi tão surpreendente ver “Ferrugem” surgindo com o carimbo da seleção oficial do Festival de Sundance, e conquistando Gramado no fim do mês passado. A sensação que fica ao se assistir ao trabalho é a de um filme tenso, bem filmado, com uma temática relevante e encarada com profundidade, mas que parece carecer de intensidade e foco na segunda metade, até que determinado personagem assuma maior função e, perto do fim, diga sobre o que de fato é o filme como um todo. Dividido em duas partes, o filme inicia apresentando o cotidiano da adolescente Tati (Tifanny Dopke), uma garota popular no colégio, que numa festa fica com Renet (Giovanni de Lorenzi). Nesse dia, o celular da garota some, e logo depois um vídeo íntimo dela cai no grupo de whats app do colégio. A situação da garota vai se tornando cada vez mais tensa, até culminar num gravíssimo acontecimento. A segunda parte é mais focada em Renet, e nas consequências do que vimos antes. O garoto é levado pelo pai, Davi (Enrique Diaz), para passar um tempo numa casa de praia, e lá percebemos de que maneira os acontecimentos mexem com a vida do rapaz, além do próprio pai. Quando conduzido por Tati, “Ferrugem” é grande. Muritiba é um cineasta que apresenta com densidade os desdobramentos psicológicos de suas personagens que, quando colocadas em situações extremas, são obrigadas a tirar de si atitudes que aparentemente não fazem parte da sua personalidade, mas que se tornam possíveis pelo contexto. Desde a inconsequência da adolescência e suas ações impensadas, e a evidente misoginia que casos como esse apresentam – afinal apenas a garota é vista como vagabunda, ou outra ofensa do tipo, enquanto que para o garoto exposto as consequências são muito mais brandas – , tudo chega na tela a partir de uma cadeia coerente de acontecimentos e comportamentos violentos que levam a uma atitude extrema. Essa violência está presente nas relações entre os adolescentes, nos insultos pichados no banheiro, nas “brincadeiras” durante a apresentação de um trabalho escolar, ou em ações mais sérias, como o garoto que também estava no vídeo, que reage com falta de caráter num momento delicado para a garota. Muito por conta da construção de tensão na excelente primeira metade, o filme causa uma impressão de forte queda ao iniciar sua segunda parte. É claro que a quebra de ritmo é uma proposta assumida pelo filme, deixando claro o elemento hitchcockiano da troca de protagonista e foco no meio do filme, o que demanda um tempo para que o espectador se acostume. Ao mesmo tempo, porém, é forte a sensação de que a história mudou para pior, seja qual for a intenção que a segunda parte tenha, principalmente no início. E aqui acredito que haja uma deficiência coletiva na construção do personagem de Renet, dividida entre os roteiristas, Muritiba e Jessica Candal, com o intérprete, Giovanni de Lorenzi. Aparentemente, teríamos uma versão adolescente do Raskolnikov de Dostoiévski, mas logo entendemos que não. E depois compreendemos que a segunda metade também não pretende dar continuidade à tensão da primeira parte com a dúvida se “ele fez ou não”, pois não há suspense. Sabemos o que o filme não quer ser, mas o que sobra? As imagens mostrando Renet na casa de praia, caminhando por ali perto, estão esvaziadas. A construção dramatúrgica e visual criada para que, ao vermos Tati parada olhando para o nada, reflexiva, compreendamos o que está passando pela sua cabeça, e que sua inação na verdade esconde uma cabeça fervilhando, está longe de se repetir com Renet. Ele não parece ter um conflito suficientemente bem desenvolvido para ter a missão de carregar a trama vinda de um momento de alto teor dramático. E a inexpressividade de Lorenzi não combina com a naturalidade dos atores ao redor. Não consigo me sentir conduzido pelo ator nas cenas dele encarando o nada, em que supostamente devemos projetar nessa imagem sentimentos do personagem. Sugere apenas aqueles filmes indies chatíssimos, com adolescentes caminhando num lugar aberto, com vento no rosto e nada na cabeça, algo que o filme de Muritiba não é. Com Tati, sim, somos conduzidos com determinação, compreendendo o que está em jogo, e como a personagem interpreta os fatos. No fim, entendemos a função do personagem de Enrique Diaz, e aí se fecha a ideia de Muritiba, que é sobre como os pais, por desleixo, falta de aptidão, ou por darem liberdade sem limites aos filhos, também são atores fundamentais dessa cadeia desestabilizada de relações. Sobre o quanto eles estão despreparados para ajudar seus filhos a encontrarem respostas, pois não estão sequer voltados para isso, nem demonstram vontade de conhecer de fato seus filhos (percebam que os pais de Tati não possuem rosto, quando estão em cena sempre estão fora de quadro) ou, mais grave ainda, fingem que os jovens estão bem, que o melhor a fazer é fingir que nada acontece, que está tudo bem, é só um probleminha. Se temos um déficit na atuação nesta segunda metade, é compensada pelo trabalho de Diaz, discreto, mas certeiro. Terminando de maneira condizente com a abordagem escolhida pela direção, “Ferrugem” é um exercício que subverte as expectativas do espectador, e isso acaba cobrando um preço. Ao mesmo tempo, Muritiba demonstra que é um diretor que veio pra ficar, pela maneira contundente com que aborda temáticas difíceis com naturalidade e segurança. Não é tão bom quanto “Para Minha Amada Morta”, mas ainda é um dos bons exemplares dessa ótima fase do cinema brasileiro.

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  • Filme

    Benzinho retrata relações familiares de maneira honesta e emocionante

    15 de setembro de 2018 /

    O drama nacional “Benzinho”, filme mais premiado do recente Festival de Gramado, conta a história de Irene (Karine Teles), uma mãe de família que cuida dos quatro filhos e faz alguns bicos para complementar a renda, enquanto o marido, Klaus (Otávio Müller), conta as moedas no seu negócio falido. Vivendo numa casa com diversos problemas estruturais, Irene controla esses problemas à medida que eles aparecem, apertando a torneira que está vazando ou saindo pela janela quando a fechadura da porta não abre mais. Desta forma, ela consegue criar uma rotina mais ou menos funcional em meio a tantas adversidades – que ainda envolvem o acolhimento da irmã, Sônia (Adriana Esteves), após esta ter sido agredida pelo marido. Porém, a rotina de Irene muda quando seu filho mais velho, Fernando (Konstantinos Sarris), recebe uma proposta para ir estudar na Alemanha. A notícia causa uma variação na organização da família e assuntos que antes haviam sido deixados de lado – como a venda da casa de praia – precisam voltar à tona, por mais que Irene se esforce para ignorá-los. Assustada com a quebra dos seus hábitos diários, ela se retrai, internalizando um turbilhão de sentimentos, tentando – nem sempre com sucesso – manter uma aparência calma diante dessas mudanças. E nisso, é necessário destacar a excelente atuação de Karine Teles, premiada como Melhor Atriz no Festival de Gramado, que explicita todos esses sentimentos sem dizer nenhuma palavra, apenas com o olhar. Sabendo do talento da sua protagonista, com quem já foi casado por mais de uma década, o cineasta Gustavo Pizzi (que também a dirigiu em “Riscado”) aproxima a sua câmera do rosto da atriz, com o intuito de captar e compartilhar com o público toda a expressividade dela. É notável, por exemplo, que no momento em que fica sabendo que o filho vai sair de casa, Irene expressa orgulho e tristeza ao mesmo tempo. Da mesma maneira, existe um alívio em seu olhar quando um atraso burocrático pode atrapalhar os planos do jovem. São pequenos detalhes, que só se tornam perceptíveis por conta da abordagem do diretor, cuja câmera parece penetrar na intimidade daquelas pessoas. Pizzi opta por filmar cenas que narrativamente não têm importância para a história (como aquela das crianças tomando banho ou delas brincando no quintal), mas que servem para estabelecer uma conexão maior com o espectador. O realizador também faz uso constante de metáforas. A quebra da torneira, que acontece logo após o recebimento da notícia de Fernando, simboliza um problema que não pode mais ser contornado. A própria degradação da casa pode ser vista como a “destruição” daquela estrutura familiar, ao passo que a construção da casa nova é um recomeço. E as cenas em que Fernando é mostrado entrando embaixo de uma cabana feita com o lençol vermelho ou deitado em posição fetal sob a barriga da mãe representam o desejo desta de mantê-lo sempre por perto, e a tristeza diante da constatação de que isso não é possível. Ao buscar estes significados por meio das imagens, o diretor exclui a necessidade de verbalizar a relação daqueles personagens. O silêncio, neste caso, é muito mais importante do que as palavras. Assim, “Benzinho” retrata de maneira honesta e emocionante as complicadas relações familiares, relações estas que misturam sorrisos e lágrimas, alegrias e tristezas, gritos e silêncios. Mais do que isso, relações que são complexas demais para serem definidas por dicotomias. Não é à toa que venceu os prêmios do Público e da Crítica em Gramado.

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  • Série

    Hilda: Série animada baseada nos quadrinhos de Luke Pearson ganha trailer dublado

    15 de setembro de 2018 /

    A Netflix divulgou o trailer dublado em português da série animada “Hilda”, inspirada nos quadrinhos de Luke Pearson, que são lançados no Brasil pela Companhia das Letras sob o selo Quadrinhos na Cia. A animação mantém um visual muito próximo dos quadrinhos, além do mesmo clima surreal. A trama acompanha a mudança de vida da jovem protagonista, que troca a floresta mística onde vive pela loucura da cidade, onde fará novos amigos, encontrará criaturas mágicas e embarcará em aventuras incríveis. A animação é produzida pela Mercury Filmworks, responsável por “Enrolados: A Série”, do Disney Channel, tem roteiros de Stephanie Simpson (“Arthur”), direção de Andy Coyle (“Atomic Puppet”) e trilha da cantora canadense Grimes. Com 12 episódios, “Hilda” será disponibilizada na Netflix em 21 de setembro.

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  • Filme

    Confira o trailer de O Grande Circo Místico, candidato do Brasil a uma vaga no Oscar 2019

    15 de setembro de 2018 /

    A H2O filmes divulgou o trailer de “O Grande Circo Místico”, escolhido para representar o Brasil na disputa por uma indicação ao Oscar 2019 na categoria de Melhor Filme em Língua Estrangeira. Apresentado em sessão especial fora de competição no Festival de Cannes, “O Grande Circo Místico” marca a volta do diretor Cacá Diegues à ficção cinematográfica após 12 anos – desde “O Maior Amor do Mundo” (2006). Trata-se de uma coprodução internacional, em parcerias com Portugal e França. Além disso, foi rodado em Portugal, devido às leis que proíbem uso de animais selvagens em produções no Brasil, e destaca o ator francês Vincent Cassel (“O Filme da Minha Vida”) entre os papéis principais. “O Grande Circo Místico” era originalmente um poema do escritor Jorge de Lima (1893-1953), que inspirou um espetáculo de dança de Naum Alves de Souza nos anos 1980 e um álbum musical homônimo de Chico Buarque e Edu Lobo. Inspirado em tudo isso, o filme conta os feitos e desventuras dos membros de uma companhia circense ao longo de um século, entre 1910 e 2010. O elenco inclui Jesuíta Barbosa (“Malasartes e o Duelo com a Morte”), Bruna Linzmeyer (“O Filme da Minha Vida”), Mariana Ximenes (“Uma Loucura de Mulher”), Antônio Fagundes (“Alemão”) e Marcos Frota (“Os Saltimbancos Trapalhões: Rumo a Hollywood”). A imprensa internacional não se empolgou. O filme estreia em 15 de novembro, mas para cumprir regra do Ministério da Cultura, entrou em cartaz neste fim de semana em apenas uma sala em Macaé, no Rio de Janeiro.

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  • Filme

    Benzinho é escolhido para representar o Brasil no Prêmio Goya 2019

    14 de setembro de 2018 /

    Agora vai ser curioso. “Benzinho”, de Gustavo Pizzi, foi escolhido para representar o Brasil no Prêmio Goya 2019, equivalente espanhol ao Oscar, na categoria de Melhor Filme Ibero-americano. O evento acontece em 2 de fevereiro de 2019, na Espanha. A escolha da comissão da Agência Nacional do Cinema (Ancine) foi publicada no Diário Oficial na quinta (13/9), três dias após outra comissão, da Academia Brasileira de Cinema (ABC) escolher “O Grande Circo Místico” para representar o Brasil no Oscar, buscando indicação na categoria de Melhor Filme em Língua Estrangeira. “O Grande Circo Místico” também fazia parte da lista analisada pela Ancine, que, entretanto, preferiu o filme mais premiado e de maior repercussão internacional. A comissão justificou a escolha dizendo que o “Benzinho” foi considerado uma “obra cinematográfica com consistente marca autoral e força criativa”. Além disso, salientou na mesma nota que apresenta “um universo genuinamente brasileiro, com capacidade de se comunicar com plateias de todo o mundo”. Profissionais indicados por entidades do setor audiovisual brasileiro compuseram a comissão: Josiane Osório de Carvalho, por indicação do Fórum dos Festivais; Marcelo Müller, por indicação da Associação Brasileira dos Críticos de Cinema (Abraccine); João Daniel Tikhomiroff, por indicação do Programa Brasil de Cinema; Adriana de Lucena Navais Dutra, por indicação da Academia Brasileira de Cinema (ABC); e Gustavo Ferreira Rolla, por indicação da Ancine. “Ficamos super felizes com a escolha, até porque estamos em cartaz em muitos países ibero-americanos. Incluindo a Espanha, onde o filme estreou dia 3 de agosto, com o título ‘Siempre juntos’, e está em 46 salas no país inteiro”, disse o diretor do longa. Por enquanto, Pizzi preferiu não comentar a escolha da comissão de seleção do Oscar. Só disse achar que uma decisão como essa deve ser sempre tomada levando em conta o filme enquanto projeto cinematográfico, e as chances que tem de alcançar ao menos uma indicação. O filme de Cacá Diegues foi exibido fora de competição nos festivais de Cannes e Gramado e não empolgou a crítica. Já “Benzinho” foi elogiadíssimo ao passar no Festival de Sundance, venceu os prêmios do Público e da Crítica no Festival de Gramado, e ainda conquistou o troféu de Melhor Filme Ibero-americano no Festival de Málaga, na Espanha – mesmo prêmio que buscará no Goya. As chances de “Benzinho” ficar entre os cinco finalistas na disputa do Goya são infinitamente maiores que as possibilidades de “O Grande Circo Místico” emplacar no Oscar. Aí, vai ficar a dúvida se o filme de Pizzi não poderia retomar também a trajetória do Brasil na premiação da Academia dos Estados Unidos, após um hiato de 20 anos sem indicações. Infelizmente, a comissão da ABC preferiu prestigiar a carreira do amigo Cacá Diegues, sem levar em conta a repercussão dos 93% de aprovação de “Benzinho” no site Rotten Tomatoes. Vencedor do Oscar de Melhor Filme em 2018, “A Forma da Água” tem 92% de aprovação. Já “O Grande Circo Místico” não tem nota, porque só há duas críticas americanas do filme disponíveis, das revistas The Hollywood Reporter e Variety, ambas negativas.

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  • Série

    Vilão de The Walking Dead vai aparecer em Supergirl

    14 de setembro de 2018 /

    O ator Xander Berkeley, intérprete do vilão Gregory na série “The Walking Dead”, vai aparecer na 4ª temporada de “Supergirl” como pai de um novo inimigo da heroína, o Agente Liberdade. Peter Lockwood é descrito como “um homem de família que dedicou sua vida a ajudar pessoas”. Mas seu descontentamento com a crescente população de alienígenas em National City desencadeia o início de uma onda anti-alienígena. E pode ter a ver com o radicalismo de seu filho, Ben Lockwood. Vivido por Sam Witwer (“Being Human”), o Agente da Liberdade foi criado em 1991 por Dan Jurgens como um ex-agente da CIA que abandona a agência secreta desgostoso com seus métodos e se junta a um grupo paramilitar de extrema direita para derrubar o governo. O problema é que a organização não passava de um disfarce da própria CIA para agir nos Estados Unidos e esta descoberta o faz abandonar os Filhos da Liberdade, passando a usar seus conhecimentos de espionagem para ajudar outros heróis contra ameaças globais. Ele chegou até a integrar a Liga da Justiça por um breve período, mas teve um final trágico. Essa história será alterada para a série, que o apresentará como fundador dos Filhos da Liberdade, um grupo de ódio antialienígena, que tem como objetivo estabelecer os humanos como a raça superior. De acordo com os produtores da série, “ele esconde sua natureza vilanesca por trás da persona de um pai de família”, tornando mais difícil derrotá-lo. Entre outros personagens que serão apresentados na nova temporada estão ainda a vilã Mercy Graves, vivida por Rhona Mitra (“The Last Ship”), e Nia Nal, uma repórter da CatCo que acaba se tornando a Sonhadora, primeira super-heroína transexual da TV, encarnada pela atriz transexual Nicole Maines (vista num episódio de “Royal Pains”). “Supergirl” retorna em 14 de outubro nos Estados Unidos. No Brasil, a série é transmitida pelo canal pago Warner Channel, e também está disponível no catálogo da Netflix.

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  • Série

    Mulher de Stephen Amell vai viver a esposa do Sr. Frio no crossover de séries da DC Comics

    14 de setembro de 2018 /

    O próximo crossover das séries “The Flash”, “Arrow” e “Supergirl”, planejado para dezembro, deve mesmo levar os heróis a Gotham City. Além de introduzir a Batwoman (Ruby Rose, de “Megatubarão”), a produção do evento confirmou a aparição de Nora Fries, que é a esposa do Sr. Frio, vilão clássico dos quadrinhos de Batman. A personagem será interpretada por Cassandra Jean Amell, que é esposa de um herói na vida real. Como o sobrenome sugere, ela é casada com Stephen Amell, o intérprete do Arqueiro Verde em “Arrow”. A atriz tem em seu currículo participações em séries como “One Tree Hill”, “Hart of Dixie” e “Mad Men”. Isto significa que o Sr. Frio também vai aparecer? O site TVLine fez esta pergunta à rede CW e um porta-voz do canal afirmou que não. O personagem faz parte atualmente da galeria de vilões de “Gotham”, interpretado por Nathan Darrow. Também foram confirmadas as participações de Superman e Lois Lane, com Tyler Hoechlin reprisando o papel do Homem de Aço, que ele já desempenhou em “Supergirl”, e Elizabeth Tulloch (Juliette e Eve em “Grimm”) na pele de sua namorada repórter. Mais novidades devem surgir em breve, já que as gravações do crossover estão prestes a começar. A primeira parte será exibida nos Estados Unidos em 9 de dezembro, um domingo, com o episódio de “The Flash”. Seguirá pela segunda em “Arrow”. E se encerrará na terça, dia 11 de dezembro, em “Supergirl”. As três séries são exibidas no Brasil pelo canal pago Warner.

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  • Filme

    Neto de Jack Nicholson vai debutar no cinema no próximo filme do diretor de Corra!

    14 de setembro de 2018 /

    Duke Nicholson, neto do lendário Jack Nicholson, vai estrear no cinema em “Us”, próximo filme do diretor Jordan Peele (“Corra!”). Ele vai se juntar a um elenco que inclui Lupita Nyong’o, Winston Duke (ambos de “Pantera Negra”), Elisabeth Moss (“The Handmaid’s Tale”) e Tim Heidecker (“Homem-Formiga e a Vespa”). Duke é filho de Jennifer Nicholson, a filha mais velha do ator de “O Iluminado” (1980), que é dona de uma boutique em Santa Monica, na Califórnia. Quando jovem, ela fez figurações em dois filmes estrelados por seu pai, “Hoffa – Um Homem, Uma Lenda” (1992) e “Lobo” (1994), mas não investiu na carreira. A trama de “Us” é mantida em segredo pelo estúdio Universal. Mas o primeiro pôster divulgado o descreve como “um novo pesadelo” de Jordan Peele. A estreia está marcada para 15 de março nos cinemas americanos e ainda não há previsão de lançamento no Brasil. Apesar de representar sua estreia no cinema, “Us” não será o primeiro trabalho de atuação do Nicholson mais novo. Ele deu seus primeiros passos num clipe da banda The Dandy Warhols, “Catcher in the Rye”, onde entrou mudo e saiu calado. Confira abaixo.

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  • Filme

    Roma, de Alfonso Cuarón, vira maior favorito ao Oscar de Melhor Filme em Língua Estrangeira

    14 de setembro de 2018 /

    O Oscar 2019 de Melhor Filme em Língua Estrangeira já tem favorito. O México oficializou nesta sexta-feira (14/9) a candidatura do filme “Roma”, primeiro filme de Alfonso Cuarón desde vencer o Oscar de Melhor Direção por “Gravidade”, em 2013. O longa foi o vencedor do prestigiado Leão de Ouro do Festival de Veneza neste ano. E além de disputar o prêmio “estrangeiro”, deve aparecer em várias outras categorias, já que a Netflix pretende investir em sua consagração. Rodada em preto e branco, “Roma” altera momentos intimistas com cenas épicas de revolta popular, ao acompanhar Cleo (a estreante Yalitza Aparicio), empregada doméstica que testemunha as mudanças sociais e políticas no México durante os anos 1970. A produção deverá ganhar um lançamento limitado nos cinemas para atender ao critério da Academia e, depois disso, chegará ao serviço de streaming da Netflix em 14 de dezembro. Outros concorrentes fortes à vaga na disputa de Melhor Filme em Língua Estrangeira incluem o japonês “Shoplifters”, de Hirokazu Koreeda, vencedor da Palma de Ouro do Festival de Cannes, o belga “Girl”, de Lukas Dhont, consagrado com a Câmera de Ouro em Cannes, o paraguaio “As Herdeiras”, de Marcelo Martinessi, premiado no Festival de Berlim, o romeno “I Do Not Care If We Go Down in History As Barbarians”, de Radu Jude, vencedor do Festival de Karlovy Vary, e o ucraniano “Donbass”, de Sergei Loznitsa, premiado na mostra Um Certo Olhar, em Cannes. Ainda falta a definição dos candidatos de muitos países. A comissão da Academia Brasileira de Cinema escolheu “O Grande Circo Místico”, de Cacá Diegues, que não disputou nem ganhou nenhum prêmio em festival internacional, para representar o país, com pouquíssimas chances de obter uma vaga entre os cinco indicados ao Oscar. Há 20 anos o Brasil não emplaca nenhum representante na disputa do Oscar de Melhor Filme em Língua Estrangeira.

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  • Filme

    Roteiristas de Skyfall e Spectre retomam rumos de 007 após saída de Danny Boyle

    14 de setembro de 2018 /

    Os veteranos roteiristas Neal Purvis e Robert Wade, que assinaram todos os filmes da franquia “007” estrelados por Daniel Craig, foram recontratados pela Eon Productions para desenvolver o script da próxima aventura do espião. Com isso, a dupla completará duas décadas como roteiristas oficiais de James Bond. Seu primeiro filme foi “007 – O Mundo Não é o Bastante” (1999), ainda estrelado por Pierce Brosnan. Depois disso, escreveram “007 – Um Novo Dia Para Morrer” (2002), “007: Cassino Royale” (2006), “007 – Quantum of Solace” (2008), “007 – Operação Skyfall” (2012) e “007 Contra Spectre” (2015). Eles também tinham escrito um roteiro para o vindouro 25º filme do espião britânico, mas sua trama original foi arquivada após a contratação de Danny Boyle (“Trainspotting”) para dirigir o projeto. O cineasta exigiu filmar uma história própria (em parceria com John Hodge) como condição para comandar a produção. Mas como ele acabou se desligando do filme, citando as famosas “diferenças criativas”, agora a Eon e o estúdio MGM voltaram ao plano original. O estúdio ainda está tentando encontrar um substituto para Boyle na função de diretor. Segundo a revista Variety, três nomes tem circulado a lista de negociações, nenhum famoso como Boyle: S.J. Clarkson (“Os Defensores”), Yann Demange (“71 – Esquecido em Belfast”) e Bart Layton (“American Animals”). A estreia do 25º filme da franquia “007” continua marcada para 14 de novembro de 2019, mas o estúdio deve revelar uma data mais realista após contratar o diretor definitivo da produção.

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  • Série

    The Romanoffs: Trailer da nova série do criador de Mad Men mergulha em lenda histórica

    14 de setembro de 2018 /

    A Amazon divulgou fotos, novo pôster e o segundo trailer de “The Romanoffs”, nova série de Matthew Weiner, o criador de “Mad Men”. O vídeo explora a curiosa premissa da produção, mostrando diversas pessoas que se apresentam como integrantes da nobre família Ramonoff. O projeto é descrito como uma antologia contemporânea, que focará oito histórias diferentes ao redor do mundo sobre pessoas que acreditam ser descendentes da família imperial russa Romanoff, assassinada há 100 anos. Weiner dirige todos os episódios, além de ser responsável pelos roteiros e a produção executiva. O fascínio que ronda a família remonta a 1918, quando os revolucionários bolcheviques, que transformaram a Rússia num país comunista, assassinaram brutalmente o czar Nicolau II, a mulher e os filhos. Mas o fato de o corpo de uma de suas filhas, Anastasia, não ter sido enterrado com a família alimentou, por muito tempo, teorias de que ela teria sobrevivido à tragédia e fugido da Rússia com uma identidade nova. Várias mulheres reivindicaram ser Anastásia, e Hollywood até produziu um clássico sobre o mistério, “Anastácia, A Princesa Esquecida” (1956), com Ingrid Bergman no papel de uma mulher que podia ou não ser a princesa perdida. Graças a isso, muitos afirmam até hoje descenderem de Anastasia, embora um esqueleto que poderia ser da princesa tenha sido encontrado em outra cova, na região em que os Romanoff foram executados. Na série, cada episódio terá um elenco diferente, uma história diferente e um locação diferente. A única coisa que mantém a unidade temática é que todas as histórias envolvem pessoas que acreditam ser descendentes da família real russa. Esta abordagem permitiu à Weiner selecionar um elenco invejável para a produção. Alguns dos atores incluem Isabelle Huppert (“Elle”), Aaron Eckhart (“Invasão a Casa Branca”), Kathryn Hahn (“Perfeita É a Mãe!”), Amanda Peet (“Dormindo Com as Outras Pessoas”), Jack Huston (“Ben-Hur”), Corey Stoll (“Homem-Formiga”), Diane Lane (“Liga da Justiça”), Ron Livingston (“Invocação do Mal”), Noah Wyle (série “Falling Skies”), Kerry Bishé (“Halt and Catch Fire”), Marthe Keller (“Além da Vida”), Clea DuVall (“Veep”), Radha Mitchell (“Horror em Silent Hill”), Paul Reiser (“Stranger Things”), Hugh Skinner (“Mamma Mia! Lá Vamos Nós de Novo!”), Griffin Dunne (“Oito Mulheres de um Segredo”) e três ex-integrantes de “Mad Men”, Christina Hendricks, John Slattery e Cara Buono. A lista ajuda a explicar porque a atração é uma das mais caras da Amazon. Mesmo assim, esteve duas vezes prestes a ser cancelada devido a dois escândalos. O primeiro escândalo foi o que precipitou o movimento #MeToo, a denúncia de abusos sexuais do produtor Harvey Weinstein. Como “The Romanoffs” era uma produção da TWC (The Weinstein Company), a Amazon optou por tirar a série da empresa e investir sozinha na sua gravação, orçada em US$ 75 milhões. Um mês após tomar essa decisão, o criador da série, Matthew Weiner, se somou ao crescente número de personalidades de Hollywood acusadas de assédio sexual. A roteirista Kater Gordon, que venceu um Emmy por seu trabalho em “Mad Men”, afirmou ao site The Information que Weiner se comportou de forma imprópria com ela há oito anos. Como a polêmica não teve grande repercussão, a Amazon respirou fundo e foi adiante. “The Romanoffs” vai estrear em 12 de outubro.

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