Pantera Negra e Stranger Things são os grande vencedores da premiação de cinema e TV da MTV
A premiação de cinema e TV da MTV entregou os troféus de sua segunda edição na noite de segunda-feira (18/6), em Santa Monica, Califórnia, após vários anos dedicada apenas aos filmes. E as produções mais premiadas da cerimônia foram “Pantera Negra”, com quatro troféus, e “Stranger Things” com três, entre eles os prêmios principais de suas respectivas categorias, como Melhor Filme e Série. Indicado a cinco prêmios, “Pantera Negra” só perdeu na categoria de Rouba Cena, e foi uma surpresa, já que Letitia Wright, a Shuri, parecia favorita. Mas acabou derrotada por uma atriz de série, a bastante emocionada Madelaine Petsch (Cheryl Blossom em “Riverdale”). Chadwick Boseman foi o intérprete mais premiado individualmente, por Melhor Performance em Filme e Melhor Herói, justamente o Pantera Negra. Mas foi Michael B. Jordan, vencedor da categoria de Melhor Vilão, quem fez o público se dobrar, ao alfinetar em seu agradecimento a humorista Roseanne Barr, que viu sua série ser cancelada após escrever um tuíte racista. “Estou chocado por ter vencido o prêmio de Melhor Vilão, porque tinha certeza que Roseanne já tinha faturado”. Millie Bobby Brown, que sofreu uma fratura recente, enviou por vídeo seu discurso de agradecimento, pela vitória em Melhor Performance em Série. E além de agradecer aos criadores de “Stranger Things” e seus colegas de elenco, ela também aproveitou a oportunidade para mandar uma mensagem especial sobre o bullying. “Como eu sei que há muitos jovens assistindo isso – e até mesmo adultos – eles provavelmente poderiam usar algo que me ensinaram. Se você não tem nada de bom para dizer, apenas não diga nada”, disse Brown. “Não deve haver espaço neste mundo para o bullying, e eu não vou tolerar isso, e nenhum de vocês deve. Se você precisar de um lembrete de como você é digno e capaz de superar o ódio, mande-me uma mensagem no Instagram.” A mensagem foi gravada após a intérprete de Eleven (Onze) em “Stranger Things” deletar sua conta de Twitter em reação a uma brincadeira sem graça, que associava sua imagem à frases homofóbicas. Outros dois colegas da atriz também foram premiados. Noah Schnapp (o Will Byers) pela melhor Performance Assustada, e Finn Wolfhard (o Mike), só que por outro trabalho. Ele venceu (por seu papel de Richie) junto do elenco de “It: A Coisa” na categoria de Melhor Time na tela. O prêmio de melhor beijo ficou com o único casal gay, Nick Robinson (Simon) e Keiynan Lonsdale (Bram) pelo filme “Com Amor, Simon”. E Mulher-Maravilha surpreendeu os heróis da Marvel ao vencer a disputa da categoria de Melhor Briga. O ator Chris Pratt foi homenageado com o troféu Geração MTV pelos personagens populares de sua carreira e fez um discurso escatológico, ensinando como fazer cocô. Não se sabe porquê, mas maldosos sugeriram que foi também uma referência à sua carreira. E, para completar, a apresentadora da noite, Tiffany Haddish, levou para casa o troféu de Melhor Performance em Comédia por “Viagem das Garotas”, grande sucesso do cinema americano, lançado apenas em DVD e streaming no Brasil. Ela até voltou a se reunir com as colegas da comédia na reconstituição de uma cena de luta de “Pantera Negra”, gravada especialmente para o evento e repleta de participações especiais. Além de lutar contra o Pantera Negra, ela ainda flertou com Kylo Ren, o vilão de “Star Wars: Os Últimos Jedi”, numa montagem superproduzida do evento. Confira abaixo estes e outros vídeos da premiação e logo depois a lista completa dos premiados. Vencedores do MTV Movie & TV Award 2018 MELHOR FILME “Pantera Negra” MELHOR SÉRIE “Stranger Things” MELHOR PERFORMANCE EM FILME Chadwick Boseman, “Pantera Negra” MELHOR PERFORMANCE EM SÉRIE Millie Bobby Brown, “Stranger Things” MELHOR HERÓI Chadwick Boseman (Pantera Negra em “Pantera Negra”) MELHOR VILÃO Michael B. Jordan (N’Jadaka em “Pantera Negra”) MELHOR BEIJO “Com Amor, Simon” – Nick Robinson (Simon) e Keiynan Lonsdale (Bram) PERFORMANCE MAIS ASSUSTADA Noah Schnapp (Will Byers em “Stranger Things”) MELHOR TIME “It: A Coisa”: Finn Wolfhard (Richie), Sophia Lillis (Beverly), Jaeden Lieberher (Bill), Jack Dylan Grazer (Eddie), Wyatt Oleff (Stanley), Jeremy Ray Taylor (Ben), Chosen Jacobs (Mike) MELHOR PERFORMANCE DE COMÉDIA Tiffany Haddish em “Viagem das Garotas” ROUBA CENA Madelaine Petsch (Cheryl Blossom em “Riverdale”) MELHOR LUTA “Mulher-Maravilha”: Gal Gadot vs. soldados alemães MELHOR DOCUMENTÁRIO MUSICAL “Gaga: Five Foot Two” MELHOR REALITY SHOW “Keeping Up with the Kardashians” GERAÇÃO MTV Chris Pratt
Produtora defende decisão polêmica de lançar filme estrelado por Kevin Spacey
A produtora Vertical Entertainment emitiu um comunicado para defender sua decisão de lançar nos cinemas o filme “Billionaire Boys Club”, último trabalho estrelado pelo ator Kevin Spacey. A participação do ator, vencedor de dois Oscars, tornou-se um fardo para a produção, após ele ser acusado por diversas pessoas de assédio e abuso sexual. As denúncias acabaram com sua carreira, levando-o a ser demitido da série “House of Cards” e ter sua atuação apagada em “Todo o Dinheiro do Mundo”, sendo substituído em refilmagens por outro ator. Ao abordar a polêmica, a produtora chamou atenção para o fato de o filme ter envolvido o trabalho de dezenas de outras pessoas, que deram duro para finalizar o produto, e que não mereciam ser penalizadas por conta do mal comportamento de uma pessoa. “Esperamos que essas alegações angustiantes relativas ao comportamento de uma pessoa – que não eram conhecidas publicamente quando o filme foi feito há quase três anos – não manchem o lançamento”, explicou a empresa em nota à imprensa. “Não toleramos o assédio sexual em qualquer nível e apoiamos totalmente as vítimas. Ao mesmo tempo, lançar este filme nos cinemas não é uma decisão fácil nem insensível, mas acreditamos em dar ao elenco, assim como centenas de membros da equipe que trabalharam duro no filme, a chance de ver seu produto final chegar ao público”, completa o curto texto. O filme foi produzido em meados de 2016, quando seus dois outros protagonistas, os jovens Ansel Elgort (“Em Ritmo de Fuga”) e Taron Egerton (“Kingsman: O Círculo Dourado”), estavam começando a chamar atenção, mas sua estratégia de aproveitar o sucesso da dupla para conseguir maior visibilidade saiu pela culatra com o excesso de visibilidade do caso de Spacey. Sem a mesma verba de Ridley Scott para refilmar “Todo o Dinheiro do Mundo”, os produtores se viram sem alternativas para recuperar o investimento. Na verdade, viram-se numa armadilha não muito diferente da experimentada pelos personagens da trama. Escrito e dirigido por James Cox (“Tudo em Família”), o longa é, ainda por cima, inspirado por um escândalo real, ao narrar como um grupo de estudantes ricos de Los Angeles se deixam engabelar por um golpista nos anos 1980, ao arquitetarem um esquema para ganhar dinheiro de forma fácil, convencendo diversos amigos a investirem em seu negócio. Até que o pilantra que os incentivou some com todo o dinheiro, deixando-os endividados e incriminados. A história virou um caso criminal famoso e não terminou nada bem para nenhum dos personagens reais. Foi tão midiático que chegou a ganhar um telefilme em 1987, estrelado por Judd Nelson, logo após estrelar “O Clube dos Cinco” – no papel agora vivido por Ansel Elgort. O próprio Judd Nelson também integra o elenco da nova versão, numa homenagem, ao lado ainda de Emma Roberts (série “Scream Queens”), Suki Waterhouse (“Orgulho e Preconceito e Zumbis”), Cary Elwes (“Jogos Mortais”), Billie Lourd (“Star Wars: Os Últimos Jedi”), Jeremy Irvine (“Cavalo de Guerra”), Bokeem Woodbine (“Homem-Aranha: De Volta ao Lar”) e Rosanna Arquette (série “Ray Donovan”). É um ótimo elenco. Mas a decisão de ir adiante com um filme que mostra Kevin Spacey abusando de imberbes autodenominados “boys” pode ser considerada indigesta demais, diante das acusações de pedofilia que pesam contra o ator – que, para se defender, resolveu se assumir homossexual, ultrajando também a comunidade LGBT+. Ficou curioso? Veja o trailer aqui. A estreia está marcada para o dia 3 de agosto.
Will Ferrell vai estrelar comédia musical na Netflix
O comediante Will Ferrell (“Pai em Dose Dupla”) vai estrelar seu primeiro filme para a Netflix. Intitulada “Eurovision”, a comédia vai girar em torno do famoso festival musical que lhe dá nome, uma competição anual de músicas inéditas da Europa. O Eurovision foi realizado pela primeira vez na Suíça em 1956 e já teve entre seus participantes astros célebres, como a cantora Céline Dion (em 1988) e o grupo ABBA (em 1974). Além de estrelar, Ferrell também vai coproduzir com seu sócio Adam McKay (diretor de “A Grande Aposta”) e escrever o roteiro em parceria com Andrew Steele, com quem já trabalhou na minissérie “The Spoils of Babylon” (2014) e na comédia em espanhol “Casa de mi Padre” (2012). A produção vai se juntar a filmes com Adam Sandler, Chris Rock e Kevin James no arsenal de comédias exclusivas da plataforma de streaming. Mas ainda não possui data de estreia.
Dr. Dre vai produzir filme sobre o cantor Marvin Gaye
O rapper e magnata dos negócios Dr. Dre está trabalhando em um filme sobre a lenda do soul Marvin Gaye, cantor de sucesso que morreu em 1984 depois de ser baleado pelo próprio pai. O músico, cujo nome real é Andre Young, fez bastante sucesso em sua primeira incursão no cinema, ao coproduzir a cinebiografia de sua banda, “Straight Outta Compton: A História do N.W.A.”, indicada ao Oscar Melhor Roteiro. Ele também produziu e estrelou “Vital Signs”, série de documentário musical para a Apple. De acordo com a revista Variety, Dre garantiu os direitos do catálogo musical de Gaye, entre eles clássicos como “What’s Going On”, “Get It On” e “Sexual Healing”, e a aprovação da família Gaye para realizar o filme. Entretanto, esta não é a primeira produção a garantir aval dos herdeiros do cantor. Em 2016, o ator Jamie Foxx ganhou a benção para produzir uma minissérie sobre a vida de Gaye. A ocasião marcou o primeiro projeto desse tipo a receber autorização da família, após diversas tentativas feitas por pesos pesados da indústria como o diretor Cameron Crowe, o ator James Gandolfini e o produtor Scott Rudin. Além disso, atualmente está em desenvolvimento um documentário sobre a vida de Gaye com imagens nunca antes vistas, ainda sem previsão de lançamento. Embora o projeto da minissérie tenha sido apresentado há dois anos, nada mais se falou a respeito dele desde então. Por conta disso, Dr. Dre resolveu avançar na produção do filme.
Mulher-Maravilha voa em “veículo” invisível nas novas fotos e vídeos das filmagens
As filmagens das cenas externas de “Mulher-Maravilha 1984” em Washington, capital dos Estados Unidos, continuam a ser flagradas em vídeos e fotos. As novas imagens registram a heroína voando e uma cena curiosa, em que ela parece acelerar num veículo invisível no meio do tráfego. Ambos os efeitos são obtidos por meio de cabos especiais. Vale lembrar que nos quadrinhos e na animação dos “Superamigos” a heroína tinha um avião invisível. A Warner ainda não divulgou a sinopse de “Mulher-Maravilha 1984” e, por enquanto, tudo o que se sabe sobre a produção é que ela se passa nos anos 1980. E que, de alguma forma miraculosa, o personagem de Chris Pine, morto no primeiro filme, está de volta. Novamente dirigido por Patty Jenkins, “Mulher-Maravilha 1984” estreia em novembro de 2019. IS SHE DRIVING THE INVISIBLE BOAT MOBILE pic.twitter.com/dZO7FbJdy5 — gal gadot ♡ (@loveforgal) June 18, 2018
Documentário sobre Maria Bethânia e o carnaval vence o Festival In-Edit Brasil
O documentário “Fevereiros”, sobre a relação entre a cantora Maria Bethânia e o carnaval, foi o vencedor do prêmio do Júri da 10ª edição do Festival In-Edit Brasil. O filme será apresentado pelo diretor Marcio Debellian na edição do In-Edit Bracelona, além de entrar no circuito In-Edit de Festivais. O festival de documentários musicais também deu menção honrosa para o filme “Dê Lembranças a Todos”, sobre o cantor Dorival Caymmi. A 10ª edição do In-Edit Brasil aconteceu entre os dias 7 e 17 de junho em São Paulo.
Jon Bernthal voltará a viver Shane em The Walking Dead
Após ser flagrado no set de “The Walking Dead” por fotos de fãs, a participação do ator Jon Bernthal foi confirmada na série. Ele irá reprisar o papel de Shane na 9º temporada da atração. De acordo com o site da revista The Hollywood Reporter, o ator retornará para uma participação especial em um episódio. Como Andrew Lincoln vai se despedir na 9ª temporada, é provável que não apenas Shane, mas vários personagens importantes do passado da série reapareçam para dar mais emoção a seu arco final. De todo modo, não será a primeira vez que Bernthal reaparece após a morte de seu personagem no final da 2ª temporada. Ele já tinha voltado antes em delírios de Rick (Andrew Lincoln) durante a 3ª temporada. A 9ª temporada deve estrear em outubro, em data ainda não confirmada. No Brasil, a série é exibida pelo canal pago Fox.
The Flash: Filha do futuro de Barry Allen será integrante fixa da 5ª temporada
A garota misteriosa da 4ª temporada de “The Flash” será integrante fixa da 5ª temporada. A atriz Jessica Parker Kennedy (da série “The Secret Circle”) foi confirmada no elenco central dos próximos episódios, juntando-se a Hartley Sawyer (que vive o Homem-Elástico) e Danielle Nicolet (a promotora Cecile Horton) como os atores promovidos pela produção. Após diversas aparições, a garota vivida por Kennedy se apresentou no último episódio da temporada como Nora West-Allen, a filha de Barry (Grant Gustin) e Iris (Candice Patton), vinda do futuro, que não apenas herdou a supervelocidade do pai como, aparentemente, sua capacidade para viajar no tempo. O detalhe é que ela só revelou quem era após admitir ter cometido um “grande erro” em relação ao tempo. E este erro pode ter sido salvar a vida do Flash. Os próximos episódios devem explorar esse “grande erro”, considerando a necessidade de corrigi-lo ou encontrar um modo de enviar a jovem de volta à sua linha temporal original. O próprio Flash já precisou lidar com erros, ao mudar fatos do passado para melhorar sua vida, o que causou problemas para todos os que conhecia e afetou inclusive outras séries da DC Comics. A 5ª temporada de “The Flash” vai estrear no outono norte-americano, entre setembro e novembro, na rede CW. A série é exibida no Brasil pelo canal pago Warner.
Boarding School: Trailer de terror mostra crianças peculiares num reformatório sinistro
A Momentum Pictures divulgou o pôster, fotos e o primeiro trailer de “Boarding School”, terror escrito e dirigido por Boaz Yakin (“Dueto de Titãs”, “Max: O Cão Herói”). A prévia revela uma escola para crianças peculiares, que é bem diferente de “O Lar das Crianças Peculiares” (2016). Ao ser pego se vestindo com as roupas de sua avó falecida, um garoto é enviado pela própria família para um reformatório afastado, em que um diretor linha dura e sua esposa prometem endireitar todos os que se afastam do caminho puro. Lá, encontra outros jovens rejeitados, que não pretendem seguir as regras, mas não demora para descobrir que há consequências sinistras para a rebelião. O elenco inclui diversos adolescentes, como o estreante Luke Prael, que vive o protagonista, e Sterling Jerins (de “Invocação do Mal”), além dos veteranos Will Patton (série “Falling Skies”), Samantha Mathis (série “Under the Dome”), Lucy Walters (série “Power”), Tammy Blanchard (“O Convite”) e Robert John Burke (“Dose Dupla”). A estreia está marcada para 31 de agosto nos EUA e ainda não há previsão de lançamento no Brasil.
Coisa Mais Linda: Série da Netflix sobre a Bossa Nova escala Marisa Casadevall como protagonista
A série “Coisa Mais Linda”, produção da Netflix sobre a época da Bossa Nova, começou a escalar seu elenco. E já tem os primeiros nomes confirmados. Segundo a coluna de Patrícia Kogut, do jornal O Globo, Maria Casadevall (novela “Os Dias Eram Assim”) interpretará a protagonista da atração. Sua personagem, Maria Luiza, será uma mulher dependente do pai, Ademar, e do marido, Pedro. Quando esse último desaparece, ela resolve se mudar de São Paulo para o Rio, onde o marido ia abrir e restaurante, e transformar aquela propriedade numa casa noturna dedicada à Bossa Nova. Além dela, a atração contará com Fernanda Vasconcellos (série “3%”) e Thaila Ayala (“Pica-Pau: O Filme”) em papéis de destaque. Criada por Heather Roth e Giuliano Cedroni (roteirista de “Estação Liberdade” e produtor da série “(fdp)”), a série terá oito episódios escritos por Pati Corso e Leo Moreira.
Relatório da Ancine aponta paradoxo entre quantidade de lançamentos e bilheterias do cinema nacional
Um relatório inédito da Ancine revelou um novo paradoxo do cinema nacional. Nunca se lançou tantos filmes brasileiros, que nunca deram tão pouca bilheteria. Claro, há um exagero superlativo na afirmação acima, mas não totalmente descabido. Segundo pesquisa de mercado divulgada pela Ancine, 160 filmes nacionais foram exibidos nos cinemas do país em 2016. Trata-se do maior número de lançamentos do setor desde 1995. O que deveria mesmo ser esperado, considerando o crescimento do parque exibidor nacional. Mais cinemas deveriam realmente permitir a exibição de mais filmes. No entanto, a percentagem do público que assistiu aos filmes brasileiros é o menor desde 2009, em relação ao total de quem comprou ingressos de cinema no ano passado. O estudo aponta que 163,8 milhões de pessoas assistiram produções estrangeiras em 2017, o que representa 90,4% de todos os espectadores do ano passado. Enquanto isso, 17,3 milhões procuraram filmes nacionais: 9,6% da amostra total. Dentre todos os lançamentos nacionais do período, apenas quatro produções foram assistidos por mais de 1 milhão de espectadores: “Minha Mãe É uma Peça 2” (lançado em dezembro de 2016), “Os Parças”, “Polícia Federal – A Lei É para Todos” e “D.P.A. – Detetives do Prédio Azul”. O relatório só traz planilhas e não aponta causas do paradoxo. Mas não é difícil encontrá-las, bastando ver a quantidade de filmes nacionais lançados em menos de 10 salas a cada semana, enquanto blockbusters americanos chegam a ocupar mais de 1,5 mil salas em “pré-estreia”. Os quatro sucessos nacionais citados foram dos poucos a chegar em mais de 200 salas no ano passado.
Jurassic World lidera bilheterias do Brasil sem ter “estreado” no país
O inevitável paradoxo aconteceu. Conforme previsto, o filme que não “estreou”, “Jurassic World: Reino Ameaçado”, liderou as bilheterias do fim de semana no Brasil, levando 625 mil pessoas aos cinemas entre quinta (14/6) e domingo (17/6), de acordo com dados da empresa de consultoria ComScore Brazil. Isto lhe rendeu R$ 11,3 milhão. Nada mal para um filme que, supostamente, ainda nem sequer entrou em cartaz. A estreia oficial do longa está marcada apenas para a próxima quinta (21/6), mas a Universal driblou sua própria programação com um recurso semântico. Chamou de “pré-estreia” o lançamento em mais de 1,5 mil salas em todos os horários comerciais. E que, na prática, foi uma estreia convencional mesmo. Diante do delírio semântico, a Pipoca Moderna já tinha avisado a seus leitores que o filme entraria em cartaz na quinta passada e que lideraria as bilheterias antes de ganhar sua suposta “estreia” nos cinemas. Como se viu, o rei estava realmente nu. Diante do sucesso do filme dos dinossauros gigantes, “Oito Mulheres e um Segredo” caiu para o 2º lugar, com um desempenho bastante inferior ao líder. O longa teve apenas 156 mil pagantes em sua segunde semana de exibição. O Top 3 nacional ainda destacou “Deadpool 2”, que mantém salas lotadas em sua quinta semana em cartaz. O longa da Fox vendeu mais 89 mil ingressos para atingir um total de 4,38 milhões de espectadores desde a estreia. A comédia estreante “Do Jeito que Elas Querem” e o blockbuster “Vingadores: Guerra Infinita” completam o Top 5. E vale apontar o tamanho do sucesso da produção de super-heróis da Disney, que, vista por mais de 14 milhões de pessoas no país, bateu a marca de R$ 235,4 milhões em arrecadação apenas no Brasil. Em todo o mundo, o valor já superou os US$ 2 bilhões.
Atriz de Jogos Vorazes se assume homossexual nas redes sociais
A jovem atriz Amandla Stenberg, revelada em “Jogos Vorazes” (2013) no papel de Rue, resolveu assumir sua orientação sexual em um post em suas redes sociais. Ela se disse orgulhosa de poder falar abertamente sobre ser lésbica ao anunciar uma entrevista para uma revista. “Assumida e orgulhosa”. “Estou tão feliz de dizer essas palavras. Sim, eu sou gay oficialmente. Entrevistada pela revista ‘Wonderland’. Obrigada por me darem um espaço tão seguro para me revelar. Falamos sobre ser gay, primeiros encontros com masturbação lésbica, ícones queer, Toni Morrison, desilusões como passo crítico, a arte em que venho trabalhando e os filmes que virão este ano”, afirmou ela. Ela também destacou trechos da entrevista, em que diz: “Sou grata por ser gay ter me permitido a habilidade e experiência de entender amor e sexo de uma forma expansiva e infinita. O processo de desaprender a heteronormatividade e a internalização da homofobia podem ser difíceis, , mas uma das bençãos está na mágica de se entender fora dos papéis heterossexuais. Quando entendi isso, me senti livre para amar longe do domínio do patriarcado. Minha sexualidade não é um produto das relações que tive com homens, que amei, mas parte de mim que nasceu comigo e que eu amo.” O post ganhou mais de 200 mil curtidas e muitas mensagens de encorajamento. Além de “Jogos Vorazes”, Stenberg, que tem 19 anos, também estrelou o thriller indie “Como Você É” (2016) e o romance “Tudo e Todas as Coisas” (2017). Neste ano, ela protagoniza os filmes “Mentes Sombrias”, “The Hate U Give” e “Where Hands Touch”, todos em pré-produção. ?️?✨ OUT & PROUD. ✨?️? So happy to say the words Yep, I’m Gay in official print. Interviewed for @wonderland by someone I stan infinitely – the fiercest garbagio pop queen @kingprincess69. Thank you to KP for providing me with such a safe space to come out. We talk about gay sobbing, first encounters with lesbian masturbation, queer icons, Toni Morrison, disillusionment as a critical step, the art I’ve been working on, and the films that I have coming out this year. Full interview on newsstands now and available online Monday. ?? Uma publicação compartilhada por amandla (@amandlastenberg) em 16 de Jun, 2018 às 4:44 PDT












