9-1-1 garante 2ª temporada após exibição do segundo episódio
A rede Fox renovou em tempo recorde a nova série “9-1-1”, do produtor Ryan Murphy (“American Horror Story”). A encomenda da 2ª temporada foi feita após a exibição do segundo episódio, que manteve uma audiência elevada para os padrões do canal. A estreia, em 3 de janeiro, foi assistida por 6,8 milhões de telespectadores, e o segundo episódio, exibido em 10 de janeiro, atingiu 5,5 milhões ao vivo. O detalhe é que os números aumentam em mais de 50% com a soma do público de outras plataformas. O primeiro capítulo foi exibido logo após a estreia da 11ª temporada de “Arquivo X”, às 21h, e atraiu 1,6 milhão telespectadores a mais, um aumento de 30% na audiência. O resultado representou a maior abertura de uma série nova da Fox desde “Lethal Weapon” (7,8 milhões) em 2016. Centrada nos profissionais que fazem o atendimento das chamadas de emergência nos Estados Unidos, a série explora as experiências estressantes da polícia, médicos e bombeiros que as ligações de socorro enviam para situações de risco, assustadoras e chocantes. Um diferencial é que todas as histórias são baseadas em emergências reais, registradas nas gravações das chamadas para o serviço telefônico 911. O elenco destaca Connie Briton (que saiu recentemente de “Nashville”) como atendente telefônica, Peter Krause (“The Catch”) como bombeiro e Angela Bassett (“American Horror Story”) como policial, além de Kenneth Choi (“The Last Man on Earth”), Oliver Stark (“Into the Badlands”), Aisha Hinds (“Under the Dome”) e Rockmond Dunbar (“Prison Break”). Produzida por Murphy e seu parceiro Brad Falchuk, “9-1-1” tem apenas 13 episódios em sua 1ª temporada. A Fox não informou quantos capítulos terá a 2ª temporada, nem a previsão de estreia.
Episódio da Legião dos Super-Heróis registra uma das maiores audiências de Supergirl
A série “Supergirl” voltou com tudo de seu hiato de fim de ano na noite de segunda (15/1), introduzindo Brainiac 5 (Jesse Rath) no universo televisivo da DC Comics e apresentando a Legião dos Super-Heróis como aliados da heroína (Melissa Benoist) contra a ameaça de Régia (Odette Annable). E o público aprovou. Apesar do visual e de poderes diferentes dos quadrinhos, a participação da Legião rendeu a segunda maior audiência da 3ª temporada de “Supergirl”. Com 2,1 milhões de telespectadores ao vivo, o episódio só perdeu para o crossover de “Crisis on Earth X”, visto por 2,7 milhões. Em outros tempos, o produtor Greg Berlanti começaria a planejar um spin-off com os personagens. Mas a rede CW já afirmou que atingiu o limite de séries de super-heróis que consegue exibir. São cinco, e a mais nova estreia justamente nesta terça (16/1): “Black Lightning”, com o herói Raio Negro. Para complicar, uma série da Legião seria muito cara: a trama se passa no futuro e em vários planetas, além de incluir duas dezenas de personagens. Por enquanto, Supergirl só conheceu três legionários: seu ex-namorado Mon-El (Chris Wood), Satúrnia (Amy Jackson) e o já mencionado Brianiac 5. Eles continuam na série da heroína, e Satúrnia terá papel importante no próximo episódio, previsto para ir ao ar em 22 de janeiro nos Estados Unidos. “Supergirl” é exibida no Brasil no canal pago Warner. Veja abaixo o trailer do episódio, ainda inédito no país.
Roteiristas de Homem Aranha: De Volta ao Lar negociam dirigir o filme solo do herói Flash
Os diretores-roteiristas John Francis Daley e Jonathan Goldstein estão em negociações com a Warner para dirigir “Flashpoint”, o filme solo do super-herói Flash. A notícia foi confirmada por fontes das principais publicações de cinema dos Estados Unidos. Conhecidos por escrever comédias como “Quero Matar Meu Chefe” (2011) e “Férias Frustradas” (2015), eles também assinaram o roteiro do bem-sucedido “Homem-Aranha: De Volta para Casa” no ano passado. Por outro lado, só dirigiram dois longa-metragens: o citado “Férias Frustradas”, que foi um fracasso de bilheteria, e o vindouro “A Noite do Jogo”, que estreia em março. Ambos são comédias. Não é de hoje que a DC busca imprimir um tom de humor no filme do Flash. Anteriormente, o estúdio tinha definido Rick Famuyiwa como diretor, antes de acontecerem “diferenças criativas” e ele abandonar a produção. Mais conhecido por comédias românticas afro-americanas, como “Noivo em Pânico” (1999), “No Embalo do Amor” (2002) e “Nossa União, Muita Confusão” (2010), ele só veio a se destacar entre o público geek com “Um Deslize Perigoso” (2015), que combinou juventude, tráfico e hip-hop em sua fórmula de humor afro-americano. Apesar dessa inclinação, “Flashpoint”, a história escolhida para o filme, é uma das mais dramáticas dos quadrinhos recentes. Publicada em 2011 pela DC Comics, a trama foi responsável pelo reboot do universo inteiro da editora, que resultou nos “Novos 52”. Nela, Barry Allen vai parar em uma realidade paralela, em que sua mãe está viva, a Liga da Justiça nunca existiu, Bruce Wayne morreu – e a persona de Batman foi assumida por seu pai, Thomas -, o Ciborgue tornou-se o principal super-herói do mundo, enquanto Mulher-Maravilha e Aquaman travam uma guerra brutal que dizimou parte do mundo. A história é tão importante que já foi adaptada duas vezes: no longa animado “Liga da Justiça: Ponto de Ignição” (2013), lançado direto em vídeo, e na série “The Flash”, da rede CW. O primeiro episódio da 3ª temporada da atração também se chamou “Flashpoint”, mas a adaptação se deu de forma frustrante, por abandonar rapidamente o conceito e suas implicações. O único nome garantido no projeto é Ezra Miller, intérprete do herói em “Liga da Justiça”, apesar de Famuyima ter escalado a atriz Kiersey Clemons, com quem trabalhou em “Um Deslize Perigoso”, para viver Iris West. Desde que ele saiu do projeto, até a participação da atriz em “Liga da Justiça” foi cortada. A estreia está marcada apenas para 2020.
Filme de Han Solo vai mostrar como começou a amizade com Chewbacca
“Han Solo: Uma História Star Wars” vai narrar o começo da amizade de Han Solo e Chewbacca, dois integrantes icônicos da franquia espacial. A Disney confirmou este e outros detalhes da produção num kit para a imprensa, apresentando os lançamentos do estúdio em 2018. Como a divulgação do spin-off ainda é escasso, o material acabou revelando mais do que até então se sabia sobre o filme. Vistos pela primeira vez há 41 anos, no clássico “Guerra nas Estrelas” (1977), Han Solo e Chewbacca terão seu primeiro encontro encenado no novo longa-metragem, que se passará antes dos demais filmes da saga. Diz o texto: “Através de uma série de aventuras ousadas nas profundezas de um submundo criminoso, sombrio e perigoso, Han Solo encontra seu poderoso copiloto Chewbacca e o notório jogador Lando Calrissian, numa jornada que irá definir os rumos de um dos heróis mais improváveis da saga da ‘Star Wars'”. Uma versão da história do encontro entre Solo e Chewie já foi contada nos quadrinhos, numa minissérie de 2000 intitulada “Star Wars: Chewbacca”. A trama envolvia uma história complicada em que Solo era um oficial imperial que salvou a vida de Chewbacca duas vezes, enquanto este tentava libertar escravos Wookiee do Império. Como resultado, os dois formaram um vínculo que aumentou ainda mais quando Solo deixou o serviço imperial. A sinopse do filme alude a uma trama muito diferente, assinada por Lawrence Kasdan, roteirista dos clássicos “O Império Contra-Ataca” e “O Retorno de Jedi” – além de “O Despertar da Força” – , em parceria com seu filho Jon Kasdan (“A Primeira Vez”). O longa tem direção de Ron Howard, que assumiu o cargo após a demissão da dupla Christopher Miller e Phil Lord (“Anjos da Lei”) pela Lucasfilm, no meio das filmagens. O elenco destaca Alden Ehrenreich (“Ave Cesar”) no papel-título, além de Emilia Clarke (série “Game of Thrones”), Donald Glover (série “Atlanta”), Woody Harrelson (“Planeta dos Macacos: A Guerra”), Michael Kenneth Williams (série “The Night Of”), Thandie Newton (série “Westworld”) e Joonas Suotamo (“Star Wars: O Despertar da Força”) como Chewbacca. A estreia está marcada para 24 de maio no Brasil, um dia antes do lançamento nos Estados Unidos.
Trailer japonês de Vingadores: Guerra Infinita mostra surra de Thanos nos super-heróis
A Disney divulgou um trailer japonês de “Vingadores: Guerra Infinita” com muitas cenas inéditas. Curiosamente, a forma como o vídeo foi editado chega a lembrar um filme de kaijus, com direito a briga do Pantera Negra (Chadwick Boseman) com um monstro no melhor estilo “Ultraman”. O que chama mais atenção, porém, é a forma como Thanos (Josh Brolin) surra os super-heróis. A prévia o mostra despachando Homem de Ferro (Robert Downey Jr.), Homem-Aranha (Tom Holland) e especialmente o Visão (Paul Bettany), enquanto arranca a joia do infinito de sua testa – em mais uma confirmação de spoiler do Reddit. Filme mais esperado de 2018, o terceiro “Vingadores” deve reunir quase todos os heróis que já apareceram nas produções da Marvel para enfrentar a ameaça de Thanos. Com direção dos irmãos Russo (“Capitão América: Guerra Civil”), a estreia está marcada para 26 de abril no Brasil.
Alec Baldwin diz que ataque de atores a Woody Allen é “injusto e triste”
Alec Baldwin foi às redes sociais defender Woody Allen, após a decisão de Timothee Chalamet e Rebecca Hall de renegarem publicamente o diretor e doar os salários que receberam por participar de seu próximo filme, “A Rainy Day in New York”, para instituições que combatem o assédio sexual. Baldwin, que trabalhou em três filmes de Allen, disse que considera o ataque público ao diretor “injusto e triste”. Ele também critica o ressurgimento das denúncias de abuso sexual contra Woody Allen, feitas por sua filha Dylan Farrow. “Acusar pessoas de tais crimes deve ser algo feito com cuidado”, ele escreveu. “Woody Allen foi investigado por dois estados e nenhuma acusação foi formalizada. A renúncia a ele e ao seu trabalho, sem dúvida, serve a algum propósito. Mas é injusto e triste pra mim. Eu trabalhei com ele três vezes e foi um dos privilégios da minha carreira”, escreveu Baldwin. As decisões de Chalamet e Hall ocorreram após a denúncia de Farrow ser retomada pelo movimento #MeToo e a iniciativa Time’s Up. Em 2014, Farrow escreveu uma carta aberta ao New York Times, detalhando o suposto abuso sofrido em 1992, quando tinha sete anos de idade. Ela voltou a contar a história em dezembro passado, após o estouro dos escândalos sexuais que sacodem Hollywood, num artigo publicado pelo Los Angeles Times. Allen nega ter atacado sexualmente sua filha e a história divide os próprios irmãos de Dylan. Enquanto Ronan Farrow defende a irmã e cobra publicamente atrizes que trabalham com Woody Allen, Moses Farrow veio a público dizer que se alguém era abusivo era sua mãe, a atriz Mia Farrow, que tinha coagido os filhos a mentirem e acusarem Woody Allen durante as audiências de guarda das crianças no processo de separação. Mia se separou de Woody Allen após ele se envolver, de forma escandalosa, com sua enteada Soon-Yi Previn, que a atriz tinha adotado quando era casada com André Previn. Em seu argumento, Baldwin afirma que as denúncias de abuso sexual nunca devem ser descartadas, mas que também devem ser “tratadas com cuidado”. “É possível apoiar sobreviventes de pedofilia e agressões/abusos sexuais e também acreditar que Woody Allen seja inocente? Eu acho que sim”, ele escreveu. “A intenção disto não é descartar ou ignorar tais denúncias. Mas acusar pessoas de tais crimes deve ser algo feito com cuidado. Em nome das vítimas, também”. No ano passado, Baldwin deixou de usar sua conta pessoal do Twitter depois de receber críticas por suas opiniões sobre o movimento #Metoo. Depois disso, o ator expressou sua tristeza pelas vítimas, admitindo que seu “objetivo é me tornar melhor em todas as coisas relacionadas à igualdade de gênero”. Woody Allen was investigated forensically by two states (NY and CT) and no charges were filed. The renunciation of him and his work, no doubt, has some purpose. But it’s unfair and sad to me. I worked w WA 3 times and it was one of the privileges of my career. — ABFoundation (@ABFalecbaldwin) January 16, 2018 Is it possible to support survivors of pedophilia and sexual assault/abuse and also believe that WA is innocent?I think so.The intention is not to dismiss or ignore such complaints. But accusing ppl of such crimes should be treated carefully. On behalf of the victims, as well. — ABFoundation (@ABFalecbaldwin) January 16, 2018
Everything Sucks: Série adolescente passada nos anos 1990 ganha primeiro teaser legendado
A Netflix divulgou quatro fotos e o primeiro teaser legendado de sua nova série de comédia “Everything Sucks!”, sobre a juventude dos anos 1990. A prévia divertida compara vários hábitos dos adolescentes da época com seus equivalentes atuais. A série é uma criação de uma dupla em ascensão no cinema indie americano: o ator e roteirista Ben York Jones (“Newness”) e o diretor e roteirista Michael Mohan (“Save the Date”). A trama se passa em Boring, uma cidade que realmente existe com este nome (Tedioso, em inglês) no Oregon, durante 1996, e acompanha os esforços de um grupo de estudantes do Ensino Médio para suportar a vida no local. Com este objetivo, o clube de audiovisual e o clube de drama do colégio decidem juntar forças para criar um filme. O elenco inclui Peyton Kennedy (do terror “Fábula Americana”), Jahi Winston (minissérie “The New Edition Story”), Rio Mangini (série “Bella e os Bulldogs”), Sydney Sweeney (série “The Handmaid’s Tale”), Zachary Ray Sherman (série “90210”) e Patch Darragh (série “The Path”). A estreia está marcada para 16 de fevereiro.
Selma Blair quer ver James Toback preso, após passar 17 anos com medo do diretor
Selma Blair deu mais detalhes de sua decisão de revelar o assédio que sofreu do diretor James Toback. Em entrevista ao programa The Talk, ela contou que espera ver o diretor na prisão, após passar “17 anos com medo de James Toback”, que a ameaçou de morte. “Ele disse que me colocaria num sapato de cimento e furaria meus olhos com canetas se eu contasse para alguém”, ela afirmou. A atriz confirmou que sentiu muito medo de denunciá-lo, mas depois que surgiram as primeiras acusações contra ele, tomou coragem. “Acreditei que surgiriam ainda mais mulheres, algumas muito mais famosas do que eu, que seriam levadas a sério, com denúncias claras, fazendo as pessoas realmente prestarem atenção, e isto aconteceu. Está realmente acontecendo. E será melhor para todos nós”. Blair fez sua denúncia originalmente à revista Vanity Fair, revelando como, durante uma reunião num hotel em 2000, para discutir sua participação no filme “O Garoto de Harvard”, Toback teria lhe pedido para que tirasse a roupa e recitasse um monólogo. Ainda insatisfeito, disse que iria se masturbar e a impediu de sair, intimidando-a com ameaças. “Há uma garota que foi contra mim”, Blair afirma que ele lhe disse. “Ela ia falar sobre algo que fiz. Mas vou te dizer, e isso é uma promessa, não importa o quanto tempo tenha passado, eu tenho pessoas que podem raptar quem falar e jogar no rio Hudson com blocos de cimento nos pés. Você entende do que estou falando, certo?” Além dela, atrizes como Rachel McAdams, Julianne Moore e Natalie Morales também compartilharam denúncias contra James Toback. Mas a maioria das vítimas do diretor foram atrizes aspirantes. Ao todo, 359 mulheres o acusaram de assédio e abuso, de acordo com o repórter do jornal Los Angeles Times que escreveu o artigo original com denúncias de 30 vítimas, e que inspirou Blair e as demais a finalmente contarem suas histórias. Uma investigação criminal foi aberta contra o diretor e Blair torce para que ele seja preso. “James Toback pertence à prisão”, ela apontou, considerando que este desdobramento será uma vitória “incrível”. “Parece incrivel que isto esteja acontecendo. Para todos nós. Foi um momento que se transformou em um movimento”, disse a atriz, referindo-se ao movimento #Metoo, que iniciou como uma desabafo nas redes sociais, virou campanha de solidariedade e evoluiu para dar nomes aos abusadores. Indicado ao Oscar pelo roteiro de “Bugsy” (1991), James Toback trabalha em Hollywood desde os anos 1970. Seu filme mais recente, “The Private Life of a Modern Woman”, tem Sienna Miller como protagonista e estreou no Festival de Veneza do ano passado.
Ator surta e dispara contra a polícia no interior de São Paulo
O ator Thierre di Castro Garrito, de 39 anos, e sua namorada norte-americana Marriah Bonsal, de 27, foram presos na madrugada de segunda-feira (15/1), após fazerem disparos de arma de fogo num hotel em Rio Claro, interior de São Paulo. Ele é natural de Rio Claro, mas sua carreira foi desenvolvida nos Estados Unidos. Thierre di Castro foi o primeiro modelo brasileiro a participar do concurso Mister Mundo, em 1996. Nos últimos anos, tentava carreira como ator em séries americanas, tendo participado de três episódios de “Shameless”. Ele se preparava para estrear como diretor e produtor de um filme independente americano. De acordo com a Polícia Civil, o casal havia feito uso de drogas e estava, aparentemente, surtado. O ator chegou a atirar contra os policiais militares que foram chamados pela direção do estabelecimento – dez policiais foram ao local em cinco viaturas. Uma bala acertou um escudo usado como proteção pelos policiais, mas ninguém ficou ferido. Garrito estava com um revólver calibre 38 e sua namorada portava uma pistola 6.35. No quarto que ocupavam foram achadas porções de maconha e cocaína. Eles foram levados para o plantão da Polícia Civil, mas tiveram de ser encaminhados para uma Unidade de Pronto-Atendimento, por estarem completamente “alucinados”, conforme o registro policial. O ator foi indiciado por porte ilegal de arma e tentativa de homicídio. Já a jovem americana foi indiciada por porte ilegal de arma e munição. Os dois ficaram presos e devem ser apresentados à Justiça Criminal, no Fórum de Rio Claro, nesta terça-feira (16/1). A advogada do casal informou que vai pedir a internação de ambos para tratamento de dependência química. “Os dois são dependentes, já tiveram passagem por porte de drogas. Eles estão com mania de perseguição, um dos efeitos da droga, por isso compraram as armas antes do Natal”, disse Simone Widmer, que também vai pedir a anulação do interrogatório por entender que eles não tinham condições para depor. A decisão será da Justiça. Como o caso envolve mulher estrangeira, o Centro de Comunicação de Operações da Polícia Civil entrou em contato com a embaixada dos Estados Unidos no Brasil. Um representante consular vai acompanhar o caso.
Atriz de filmes B acusa Seal de assédio sexual
O cantor Seal está sendo investigado pela polícia de Los Angeles, após ser acusado de assédio sexual. A denúncia foi feita por Tracey Birdsall, estrela de diversos filmes B lançados direto em DVD – o mais recente é “Rogue Warrior: Robot Fighter” (2017). Birdsall contou ao site TMZ que decidiu denunciar o cantor após ele fazer declarações polêmicas contra Oprah Winfrey, dizendo que a apresentadora sabia e foi conivente com os crimes cometidos pelo produtor Harvey Weinstein. Segundo seu relato, ela e Seal eram vizinhos em Los Angeles e numa ocasião, em 2016, ela foi agarrada na cozinha do ator, ao pedir de volta um utensílio que lhe tinha emprestado. Birdsall diz que Seal tentou beijá-la à força e, em seguida, agarrou seus seios, insinuando que ela “estava pedindo” por isso, por estar usando shorts e regata. A atriz teria pedido ao cantor que parasse e, nesse momento, ele a convidou para sentar no sofá. Pouco depois, Seal começou novamente a falar de sua roupa e a agarrou. A atriz deixou o local e não teve mais contato com ele. Uma fonte do site confirmou que uma queixa contra o cantor foi aberta no sábado (13/1) e ele está sendo investigado pela polícia de Los Angeles. Em comunicado oficial, um representante do cantor disse que Seal nega “veementemente” as acusações e as classificou como falsas.
Autora do livro que inspirou The Handmaid’s Tale se diz contra radicalização do movimento #Metoo
A escritora canadense Margaret Atwood, autora do livro “O Conto da Aia”, que deu origem à premiada série “The Handmaid’s Tale” (vencedora do Emmy 2017 e Globo de Ouro 2018), entrou em guerra contra feministas por se manifestar contra o movimento #Metoo e defender o julgamento justo para homens acusados de assédio ou abuso sexual. Em um texto escrito para o jornal canadense Globe and Mail, Atwood reconhece que o #Metoo despertou a sociedade para um problema importante, além de ser um sintoma de um “sistema legal danificado”. No entanto, questionou o que querem as mulheres do movimento. “Se o sistema legal é ignorado porque é visto como ineficaz, aonde vamos chegar? Quem serão os novos mediadores?”, perguntou, questionando quem decide os limites e as consequências. Segundo ela, sem limites, “as extremistas vencem”. “A ideologia delas vira uma religião. Qualquer um que não compartilha de suas visões é visto como herege ou traidor. O meio-termo é eliminado.” Para reforçar seu argumento, ela lembrou da vez em que foi chamada de “má feminista” por ter assinado um carta aberta, no ano passado, defendendo um julgamento justo de um amigo, um professor da University of British Columbia, acusado de má conduta sexual. O professor acabou demitido, mas o assédio não chegou a ser comprovado. “As pessoas, incluindo eu, ficaram com a impressão de que aquele homem era um estuprador violento, e todo mundo sentiu-se livre para atacá-lo publicamente”, continuou a escritora. “Sendo que uma pessoa com uma mentalidade justa aguardaria o julgamento até a investigação e as evidências ficarem claras.” O texto de Margaret Atwood causou revolta nas redes sociais. O jornal inglês The Guardian citou vários posts de mulheres que consideraram o posicionamento da escritora como uma “declaração de guerra” contra as vítimas de assédio. “Uma das vozes feministas mais importantes da atualidade desprezou mulheres menos poderosas para manter o poder de um amigo homem”, disparou uma usuária no Twitter. Outros internautas argumentaram que Margaret usou a sua “posição de poder” para silenciar as mulheres que acusaram Steven Galloway, o professor universitário. Em nota ao The Guardian, Margaret Atwood esclareceu que “endossar direitos humanos básicos não equivale a declarar guerra contra as mulheres”. E foi ecoada por seguidores que acusam feministas de fazer bullying. “Nas notícias distópicas de hoje: Mulheres atacam e tentam silenciar outra mulher. E não uma mulher qualquer, mas uma das vozes mais importantes dos nossos tempos. Tem certeza que vocês são as campeãs da luta pelos direitos e liberdades das mulheres que julgam ser?”, resumiu o tuíte de uma defensora da escritora. O livro mais famoso da escritora, “O Conto da Aia”, mostra um futuro distópico, em que mulheres não tem direitos e são condenadas a uma vida de estupros oficiais por parte de homens poderosos. Resistir ou protestar pode render destino pior, como banimento para uma vida equivalente à escravidão em colônias rurais. Levada para as telas na série “The Handmaid’s Tale”, a história é, ironicamente, considerada metáfora perfeita do momento atual, manifestado pelo movimento #Metoo.
Catherine Zeta-Jones diz apoiar Michael Douglas após denúncias de assédio
Catherine Zeta-Jones comentou pela primeira vez a acusação de assédio sexual contra o marido, o ator Michael Douglas. Em entrevista ao programa Entertainment Tonight, realizada durante o evento semestral de imprensa da TCA (Associação dos Críticos de TV dos EUA), a atriz falou que apoia o marido e que os dois apoiam o movimento #Metoo, de denúncias de assédio em Hollywood. “Nossa reação como duas pessoas que estão nesse mercado é que nós apoiamos o #Metoo mais do que qualquer um – eu como mulher, ele como homem”, disse Zeta-Jones, que estava no evento da TCA para promover o telefilme “Cocaine Godmother: The Griselda Blanco Story”, do canal pago Lifetime. A atriz defendeu a atitude do marido de compartilhar a acusação de assédio com o site Deadline, antes da história chegar na imprensa, logo após ser contatado pelas revistas Variety e The Hollywood Reporter, que o procuraram para apurar a denúncia. De forma significativa, as duas revistas não publicaram a reportagem em que apresentariam denúncia, mesmo após a história se tornar conhecida. Michael Douglas se disse “perplexo” diante da acusação, feita por uma ex-funcionária, de que ele teria se masturbado na frente dela e atrapalhado a sua carreira. O ator negou a história e disse que sua acusadora era uma blogueira, interessada em lançar um livro que tinha um capítulo inteiro dedicado a ele. Douglas também disse não ter medo de trazer a história a público, pois nenhuma outra suposta vítima apareceria para contrariá-lo, e que diversos ex-funcionários e amigos foram contatados em busca de outros casos de assédio do ator. Mas, em vez de alimentarem um novo escândalo de Hollywood, testemunharam o bom comportamento de Douglas e correram para avisar ao ator sobre o que estava acontecendo. “Não havia outra forma de se adiantar a uma história que tinha que ser acompanhada. Ele deu uma declaração. Acho que é muito claro como ele se posiciona. Não posso falar mais de algo que é tão pessoal para ele”, continuou Zeta-Jones, que ainda elogiou as mulheres que têm denunciado seus agressores. “Estamos vendo mudanças que levaram muitos anos para começar a ser discutidas. É uma época incrível para as mulheres, e quero que elas se lembrem de como somos fortes e em grande número. Isso [o assédio] vai diminuir. Isso não vai ficar para sempre nas mentes das pessoas, e precisaremos ser gentis uma com as outras. Não podemos pedir para todos sermos gentis conosco se não formos gentis umas com as outras”.
Animações infantis são primeiros filmes exibidos na Arábia Saudita após 35 anos de censura
A Arábia Saudita escolheu animações infantis para retomar as exibições de filmes, após os cinemas serem proibidos no país por 35 anos. A decisão do governo saudita foi anunciado em dezembro e, para surpresa geral, os filmes começaram a ser exibidos no fim de semana passado. Tudo aconteceu de forma improvisada, com projeção em teatros, porque não existem salas de cinema no país. Após três décadas de censura total, o público árabe foi saudado com a exibição de “Emoji: O Filme”, animação que tem cocôs falantes e apenas 9% de críticas positivas no site Rotten tomatoes, e “As Aventuras do Capitão Cueca: O Filme”, que possui 86% de avaliações positivas. Segundo apurou a Reuters, os primeiros cinemas de verdade começarão a ser abertos a partir de março. As salas de exibição foram banidas no início da década de 1980, sob pressão dos líderes islâmicos que, baseados numa interpretação fundamentalista do islã, desaprovavam entretenimento público, além da mistura entre homens e mulheres no mesmo espaço público. A volta dos cinemas é parte de uma campanha de reforma liberalizadora, que tenta trazer a Arábia Saudita para o século… 20. No ano passado, o país também passou a permitir shows musicais e de comédia, além da carteira de motorista para mulheres. As mudanças estão acontecendo sob o comando do príncipe herdeiro da Arábia Saudita, Mohammed bin Salman, um jovem de 32 anos, que resolveu acabar com muitas restrições que atrasam o país. Um mês antes de anunciar as mudanças, ele mandou prender cerca de 40 príncipes, militares, ministros e empresários sob a acusação de corrupção, tirando do poder lideranças conservadoras com apoio do pai, o rei Salman bin Abdulaziz Al Saud, de 81 anos. Curiosamente, apesar da proibição, a Arábia Saudita possui uma pequena indústria audiovisual na capital Riad, que lança longas-metragens e documentários para o mercado internacional. E a ironia suprema é que o nome mais conhecido da produção cinematográfica saudita é uma mulher: Haifaa Al-Mansour, diretora e roteirista do premiado “O Sonho de Wadjda” (2012), sobre uma menina que quer uma bicicleta. O filme fez tanto sucesso que lhe permitiu iniciar carreira em Hollywood com “Mary Shelley”, previsto para julho, em que Elle Fanning vive a escritora de “Frankenstein”.












