Jason Ritter ganha uma anja da guarda no primeiro trailer da série The Gospel of Kevin
A rede ABC divulgou as fotos e o primeiro trailer da nova série de comédia “The Gospel of Kevin”, estrelada por Jason Ritter (série “Parenthood”). A premissa sugere uma combinação de “Saving Grace” (2007-2010) e “Angel from Hell” (2016), ao mostrar Kevin, o personagem de Ritter, como um aproveitador fracassado que, após se mudar para a casa da irmã e da sobrinha, tem uma experiência sobrenatural. Ao investigar a queda de um meteoro nas redondezas, ele passa a ser acompanhado por uma mulher que só ele vê, que diz ser do céu e que ele foi escolhido para salvar o mundo. Mas, para isso, precisará melhorar de atitude e de vida. “The Gospel of Kevin” foi criada por Tara Butters e Michele Fazekas, que anteriormente imaginaram uma narrativa inversa, sobre um cara comum aliciado pelo diabo, na boa série “Reaper”. Além de Ritter, o elenco da nova atração inclui JoAnna Garcia Swisher (a Ariel da série “Once Upon a Time”), Chloe East (série “Liv e Maddie”), J. August Richards (série “Agents of SHIELD”), Dustin Ybarra (série “Us and Them”) e India de Beaufort (série “Jane by Design”), mas Cristela Alonzo (série “Cristela”), vista no trailer como a “anja da guarda” de Kevin, será trocada por outra intérprete no episódios. O piloto foi dirigido pelo cineasta Paul McGuigan (“Victor Frankenstein”) e a exibição vai acontecer às terças, na temporada de outono dos Estados Unidos.
Ator de Bates Motel vira médico com autismo no primeiro trailer da série The Good Doctor
A rede ABC divulgou as fotos e o primeiro trailer da nova série dramática “The Good Doctor”, em que Freddie Highmore (o Norman Bates da série “Bates Motel”) interpreta um médico com autismo. Não deixa de ser curioso com o jovem ator trocou um personagem com problemas mentais por outro. Mas, desta vez, a forma como seu protagonista enxerga o mundo é usada de forma produtiva. “The Good Doctor” adapta uma atração sul-coreana e se foca no Dr. Shaun Murphy (Highmore), um jovem cirurgião com autismo, que vai trabalhar na unidade de cirurgia de pediatria de um prestigiado hospital. Não por acaso, a série foi desenvolvida por David Shore, criador de “House”. A descrição do personagem lembra uma espécie de versão jovem do Dr. House: um homem anti-social que é terrível na hora de interagir com as pessoas, mas também honesto e direto. Ele sobreviveu a uma infância complicada e se tornou um médico talentoso. Incapaz de acessar emoções, mas brilhante e intuitivo quando o assunto é Medicina, o médico conta com a ajuda de seu mentor e amigo, Dr. Aaron Glassman (Richard Schiff, de “O Homem de Aço”), que apoia sua contratação com determinação. O elenco também inclui Beau Garrett (série “Criminal Minds: Suspect Behavior”), Nicholas Gonzalez (série “Pretty Little Liars”), Hill Harper (série “Covert Affairs”), Antonia Thomas (série “Misfits”) e Irene Keng (série “Grey’s Anatomy”). O piloto foi dirigido pelo cineasta Seth Gordon (de “Quero Matar Meu Chefe” e do vindouro “Baywatch”) e a exibição vai acontecer às segundas, na temporada de outono dos Estados Unidos.
Revival da série Roseanne ganha primeiro vídeo e fotos do reencontro
A rede ABC divulgou as fotos e o primeiro vídeo anunciando o revival da série clássica de comédia “Roseanne”. O vídeo não traz nenhuma cena inédita, mas comprova, em seu apanhado, o bom humor, a relevância cultural e o pioneirismo da produção dos anos 1980. A nova temporada vai contar com a volta do elenco original completo – e as fotos, feitas no palco da apresentação do upfront do canal, mostram como (quase) todos estão hoje, 20 anos após o último episódio. Exibida na rede ABC entre 1988 e 1997, “Roseanne” foi um sucesso imenso de público e crítica, e grande influência nas sitcoms que a sucederam. Vencedora de três Globos de Ouro e quatro Emmys, a série acompanhava a família Conner e os problemas de seu cotidiano de classe trabalhadora: casamento, filhos, dinheiro etc. Enquanto as famílias televisivas anteriores eram todas certinhas, os Conners enfrentavam problemas que refletiam a realidade vivida pela audiência, com dificuldades para pagar contas e criar os filhos. A produção também foi responsável por popularizar o astro John Goodman (visto mais recentemente em “Kong: A Ilha da Caveira”), que ressuscitará seu personagem para participar do revival. Fãs da série devem lembrar que seu personagem, Dan, havia morrido de ataque cardíaco. Mas vale observar que, num post de 2009 no Facebook, Roseanne Barr (que além de protagonista foi também criadora da série) admitiu que imaginava que ele havia fingido a sua morte. Goodman vai voltar a se reunir com sua esposa e filhos televisivos. As crianças eram Sara Gilbert, Alicia Goranson e Michael Fishman, que hoje estão adultos e terão seus próprios problemas financeiros e familiares para lidar. Além deles, quem também volta é Laurie Metcalf, irmã de Roseanne na trama. Sara Gilbert é a única ausente nas fotos, mas ela não só está confirmada no elenco como também participa como produtora, ao lado de Roseanne Barr. “Roseanne” vai se juntar a “Twin Peaks”, “Arquivo X”, “Fuller House”, “Prison Break”, “Heroes”, “Gilmore Girls” e “Will & Grace” na lista das séries que sacudiram a poeira dos arquivos para voltar ao ar. A exibição vai acontecer na midseason, no começo de 2018 nos Estados Unidos.
Trailer de Splitting Up Together revela premissa da nova série de comédia de Jenna Fischer
A rede ABC divulgou as fotos e o primeiro trailer da nova série de comédia “Splitting Up Together”, estrelada por Jenna Fischer (série “The Office”) e Oliver Hudson (série “Scream Queens”). Com uma premissa típica de comédia romântica, a atração traz os dois atores como um casal que resolve se separar, mas continua morando junto para dividir despesas e cuidar dos filhos. O arranjo choca seus amigos, que tentam fazê-los retomar o casamento, mas também permite que os dois apreciem melhor um ao outro. Se fosse um filme, o final feliz chegaria em 1h40 de projeção. Mas como é série, espera-se muita enrolação para manter a mesma situação por uma ou mais temporadas. Remake de uma série dinamarquesa, adaptada por Emily Kapnek (criadora de “Suburgatory”), “Splitting Up Together” ainda inclui no elenco Lindsay Price (série “Eastwick”), Diane Farr (série “Numb3rs”), Kelsey Asbille (série “Teen Wolf”), Bobby Lee (série “Love”), Geoff Pierson (série “Dexter”) e as crianças Van Crosby e Olivia Keville como os filhos do casal. O piloto foi dirigido por Dean Holland (série “Parks and Recreation”) e a série será exibida na midseason, no começo de 2018 nos Estados Unidos.
Alex, Inc: Série que marca volta de Zach Braff à TV ganha primeiro trailer
A rede ABC divulgou as fotos e o primeiro trailer da nova série de comédia “Alex, Inc”, produzida, dirigida e estrelada por Zach Braff, que assim volta à televisão, sete anos após o final de “Scrubs”. A série é basicamente uma extensão das ideias de “Lições em Família” (2014), a comédia indie em que o diretor-roteirista-ator interpretava um sonhador em crise, forçado a reexaminar sua vida e carreira, tendo mulher e filhos para sustentar. Tudo isso se repete em “Alex, Inc”, com mais detalhes e situações típicas de sitcom. Curiosamente, não foi o ator quem criou a premissa, mas o roteirista Matt Tarses (criador de “Mad Love”). Os dois tinham trabalho juntos em “Scrubs”. O trailer mostra o momento “Jerry Maguire” do protagonista, que abandona o emprego com um discurso sobre o lançamento de seu próprio negócio. No caso, um podcast. E para viabilizar o projeto, ele se associa ao primo (Michael Imperioli, de “Família Soprano”) e parte em busca de um investidor (Chris Sacca, de “Shark Tank”), deixando sua esposa pragmática preocupada com as contas. O elenco inclui Tiya Sircar (série “The Good Place”), Hillary Anne Matthews (série “Drive Share”) e as crianças Elisha Henig e Audyssie James. “Alex, Inc” será exibido apenas na midseason, que acontece no começo de 2018 nos Estados Unidos.
The Mayor: Nova série de comédia com Lea Michele ganha primeiro trailer
A rede ABC divulgou as fotos e o primeiro trailer da nova série de comédia “The Mayor”. A prévia é bem divertida, ainda que a ideia da eleição de um rapper negro da periferia para um cargo político importante não seja inédita – veja-se o filme “Ali G Indahouse” (2002). Criada por Jeremy Bronson (roteirista de “The Mindy Project”), a série gira em torno de um jovem rapper iniciante que resolve se candidatar a prefeito para tornar seu nome conhecido e conseguir um contrato com uma gravadora. Mas, como mostra o trailer, ele se sai muito melhor que o esperado e acaba sendo eleito. A premissa é instigante e daria um bom filme de comédia. Resta saber como isso será esticado numa série semanal. O elenco destaca Brandon Micheal Hall (série “Search Party”) como o prefeito rapper, Yvette Nicole Brown (série “The Odd Couple”) como sua mãe e Lea Michele (série “Scream Queens”), ex-funcionária do candidato rival, que vira chefe do gabinete do jovem inexperiente. David Spade (“Gente Grande”) também participa como o adversário político. O piloto foi dirigido por James Griffith (série “Episodes”) e a exibição vai acontecer às terças na temporada de outono nos Estados Unidos.
The Odd Couple, Pure Genius, Training Day e Doubt são oficialmente canceladas
A rede CBS oficializou os cancelamentos das séries “The Odd Couple”, “Training Day”, “Pure Genius” e “Doubt”. As quatro já estavam informalmente canceladas. Única “veterana” da lista, a produção de “The Odd Couple” foi interrompida ao final da 3ª temporada. O Matthew Perry compartilhou a notícia em abril, em seu Twitter. Remake de uma série clássica dos anos 1970, por sua vez inspirada no filme “Um Estranho Casal” (1968), a nova versão da história dos dois solteiros (Perry e Thomas Lennon) que dividem um apartamento nunca conseguiu emplacar uma boa audiência, exibindo apenas temporadas reduzidas – de 12 a 13 episódios – nos três anos em que esteve no ar. Curiosamente, seus números seriam suficientes para garantir renovação em outro canal. A última temporada registrou média de 4,9 milhões de telespectadores. Infelizmente, a CBS, como líder de audiência, exige mais público que as demais emissoras para manter uma série no ar. As outras três séries eram estreantes e tiveram seus destinos determinados com mais antecedência. “Pure Genius” teve apenas 13 episódios exibidos, mas poderia até ser considerada um sucesso, com média de 5,3 milhões de telespectadores. Seu problema era o tipo de público que alcançava, marcando apenas 0,86 pontos na demografia-chave para os anunciantes (adultos de 18 a 49 anos). Criação de Jason Katims e Sarah Watson (ambos de “Parenthood”), sua trama se passava num hospital high tech, financiado por um bilionário do Vale do Silício (Augustus Prew, da série “The Borgias”), que aplicava o que havia de mais moderno e revolucionário na Medicina para tratar casos complexos, na esperança de que seus médicos pudessem curar sua própria doença rara. O bom elenco incluía Dermot Mulroney (“Sobrenatural: A Origem”), Odette Annable (séries “House” e “Banshee”), Brenda Song (série “Dads”), Reshma Shetty (série “Royal Pains”), Ward Horton (“Annabelle”) e Matthew John Armstrong (série “Heroes”). “Training Day” foi um fiasco de público e crítica, com 3,4 milhões de telespectadores e míseros 21% de aprovação no Rotten Tomatoes. Mas o final da série se tornou inevitável devido a um fator trágico: a morte inesperada de Bill Paxton, seu protagonista. Criada por Will Beall (roteirista do fraco “Caça aos Gângsteres”), a série era inspirada pelo filme “Dia de Treinamento” (2001). Paxton tinha o papel equivalente ao que rendeu o Oscar a Denzel Washington, como o policial corrupto que recebe a missão de treinar um novato, um jovem negro idealista, vivido pelo quase estreante Justin Cornwell (visto antes num episódio de “Chicago P.D.”), numa inversão das etnias dos protagonistas do filme. A versão televisiva ainda incluía outros jovens policiais, interpretados por Katrina Law (série “Arrow”) e Drew Van Acker (série “Pretty Little Liars”). Por fim, “Doubt” foi o grande fiasco da temporada, tirada do ar após a exibição de apenas dois episódios. Os capítulos chegaram a ter média de 4,6 milhões de telespectadores, mas somente 0,66 pontos na demo. Criação do casal Tony Phelan e Joan Rater (de “Grey’s Anatomy”), “Doubt” era estrelada por Katherine Heigl (também ex-“Grey’s Anatomy”), que interpretava uma advogada impulsiva, atraída por um cliente suspeito de assassinar a própria esposa. O elenco também incluía Steven Pasquale (série “Rescue Me”), Laverne Cox (série “Orange Is the New Black”), Dulé Hill (série “Psych”), Dreama Walker (série “Apartment 23”) e o veterano Elliott Gould (“Onze Homens e um Segredo”).
Filmes da Netflix fazem Pedro Almodóvar e Will Smith dividirem o júri do Festival de Cannes
A polêmica sobre a inclusão de filmes da Netflix no Festival de Cannes 2017 dividiu os responsáveis pela escolha do vencedor da Palma de Ouro. De um lado, o cineasta espanhol Pedro Almodóvar (“Julieta”), que preside o juri, manifestou-se contra premiar um filme que não seja exibido no cinema. Do outro, o ator americano Will Smith (“Esquadrão Suicida”), que estrela um lançamento exclusivo da Netflix, disse estar pronto a bater o pé e discordar. A disputa da Palma de Ouro terá este ano dois filmes que não serão exibidos nos cinemas: “The Meyerowitz Stories”, de Noah Baumbach, e “Okja”, de Bong Joon-Ho. Ambos serão disponibilizados apenas via streaming na França, o que levou os exibidores franceses a protestarem contra sua inclusão do evento. Por conta da controvérsia, o festival acabou se comprometendo a não selecionar mais filmes com distribuição exclusiva em streaming. Para Almodóvar, seria um paradoxo que um filme premiado em Cannes não pudesse ser visto nos cinemas. Durante a entrevista coletiva do juri, ele partiu com ímpeto contra o streaming. “Eu pessoalmente entendo que a Palma de Ouro não deve ser entregue para um filme que não seja visto nos cinemas”, afirmou. “Tudo isso não significa que eu não esteja aberto para celebrar novas tecnologias e oportunidades, mas enquanto eu estiver vivo, vou defender a capacidade de hipnose que uma tela grande tem sobre o espectador, algo que as novas gerações não conhecem”. A imprensa internacional resolveu provocar, questionando se ele preferia vencer a Palma de Ouro ou ser assistido nos 190 países nos quais os serviços da Netflix são oferecidos. Almodóvar reagiu de forma exaltada. “Mais do que ser visto em 190 países, para mim um filme meu precisa sempre ser assistido em uma tela grande”. Em seguida, o cineasta leu um comunicado em que esclarece sobre sua opinião do assunto. “Plataformas digitais são uma nova maneira de oferecer imagens e palavras, o que, por si só é enriquecedor. Mas estas plataformas não deveriam tomar o lugar de plataformas pré-existentes, como cinemas”, afirmou. “Elas não deveriam, sob nenhuma circunstância, mudar a oferta para os espectadores. A única solução que vejo seria que as novas plataformas aceitassem e obedecessem as regras que já foram adotadas e respeitadas por meios mais antigos.” A declaração de Almodóvar levantou a suspeita de que as produções da Netflix não seriam consideradas para os prêmios do festival. Mas Will Smith promete lutar contra o preconceito cinéfilo. Ele afirmou que discorda de Almodóvar e que não se furtaria de realizar um belo “escândalo”, em suas palavras. “Eu tenho filhos de 16, 18 e 24 anos em casa”, disse o ator, usando Willow, Jaden e Trey Smith como exemplos. “Eles vão aos cinemas duas vezes por semana e assistem Netflix. Uma coisa não atrapalha a outra”, comentou o astro, que estrela a sci-fi “Bright”, com lançamento exclusivo por streaming. “Em casa, a Netflix é absolutamente benéfica — meus filmes assistem filmes que não teriam acesso de outra maneira. Ela tem expandido a compreensão global dos meus filhos sobre cinema”, afirmou o ator, observado por um Almodóvar contrariado. Também parte do júri, a diretora francesa Agnès Jaoui (“Além do Arco-Íris”) se aliou a Will Smith ao defender as produções da Netflix que concorrem à Palma de Ouro. “Não podemos fingir que a tecnologia não existe. Mas seria um absurdo penalizar esses diretores apenas por causa disso.” Os demais integrantes do júri da Palma de Ouro são a atriz americana Jessica Chastain (“A Colina Escarlate”), a atriz chinesa Fan Bingbing (“X-Men: Dias de um Futuro Esquecido”), o diretor italiano Paolo Sorrentino (“Juventude”), a cineasta alemã Maren Ade (“Toni Erdmann”), o diretor sul-coreano Park Chan-woo (“A Criada”) e o compositor libanês Gabriel Yared (“É Apenas o Fim do Mundo”). Vale observar que “Okja” será lançado nos cinemas na Coreia do Sul. E os dois filmes da Netflix só não serão exibidos nas salas francesas porque as redes se valem de uma regulamentação que estabelece uma janela de 36 meses entre a distribuição em cinema e a disponibilização em streaming de uma produção. “Estamos certos de que os amantes franceses de cinema não vão querer ver esses filmes três anos depois do resto do mundo”, rebateu a Netflix em um comunicado.
Festival de Cannes completa 70 anos de relevância cinematográfica
O Festival de Cannes começa nesta quarta-feira (17/5) sua 70ª edição, repleto de estrelas e provocações, mas também em clima de medo por ataques terroristas e em meio a uma polêmica de mercado. Em seu aniversário de 70 anos, o evento promete uma disputa acirrada pela Palma de Ouro, já que privilegiou cineastas veteranos. São todos nomes de peso. Mesmo assim, entre os diretores da mostra competitiva, apenas o austríaco Michael Haneke já foi premiado. E ele venceu duas vezes: por “A Fita Branca” (2009) e “Amor” (2012). Seu novo filme é “Happy End”, sobre a crise dos refugiados na Europa, em que volta a trabalhar com Isabelle Huppert após “Amor”. A abertura do evento está a cargo de “Les Fantômes d’Ismael”, do francês Arnaud Desplechin (“Três Lembranças da Minha Juventude”), com Marion Cotillard. “Talvez eu não devesse dizer isto, mas não é fácil ser um diretor francês em Cannes”, afirmou o cineasta na entrevista coletiva de seu filme. “Há uma tensão, uma pressão com a imprensa, os espectadores… Há menos indulgência com os cineastas do país”. Apesar dessa declaração, há mais franceses que nunca no festival deste ano. A seleção reúne alguns dos cineastas mais famosos da nova geração do país. A lista inclui “L’Amant Double”, do sempre excelente François Ozon (“Dentro da Casa”), “Le Redoutable”, filme sobre Godard de Michel Hazanavicius (“O Artista”), “Rodin”, a cinebiografia do mestre da escultura com direção de Jacques Doillon (“O Casamento a Três”), e “120 Battements par Minute”, de Robin Campillo, responsável por “Eles Voltaram” (2004), que deu origem à série “Les Revenants”. Por sua vez, os americanos se destacam com “Wonderstruck”, novo filme feminino de Todd Haynes (“Carol”), estrelado por Julianne Moore e Michelle Williams, “Good Time”, dos irmãos Ben e Joshua Safdie (“Amor, Drogas e Nova York”), com Jennifer Jason Leigh e Robert Pattinson, “The Meyerowitz Stories”, do cineasta indie Noah Baumbach (“Frances Ha”), que junta Adam Sandler e Ben Stiller, e o western feminista “The Beguiled”, de Sofia Coppola (“Bling Ring”), remake de “O Estranho que Nós Amamos” (1971), com Nicole Kidman, Colin Farrell, Kirsten Dunst e Elle Fanning. Outros destaques incluem “You Were Never Really Here”, da escocesa Lynne Ramsay (“Precisamos Falar Sobre o Kevin”), em que Joaquin Phoenix luta contra o tráfico sexual, “The Killing of a Sacred Deer”, segundo filme do grego Yorgos Lanthimos estrelado por Colin Farrell, após o sucesso de “O Lagosta” (2015), e o retorno de cineastas sempre apreciados no circuito dos festivais, como Sergei Loznitsa (“Na Neblina”), Hong Sangsoo (“A Visitante Francesa”), Bong Joon-Ho (“Expresso do Amanhã”), Naomi Kawase (“Sabor da Vida”), Fatih Akin (“Soul Kitchen”), Andrey Zvyagintsev (“Leviatã”) e Kornél Mandruczó (“White Dog”). Apenas três filmes são dirigidos por mulheres (Coppola, Kawase e Ramsay), mesmo número da seleção do ano passado. Mas o que tem mais se discutido na véspera do festival é a representação da Netflix na competição. Os exibidores franceses fizeram pressão contra os organizadores por terem selecionado dois filmes que não serão exibidos nos cinemas: “The Meyerowitz Stories”, de Noah Baumbach, e “Okja”, de Bong Joon-Ho. Ambos serão disponibilizados apenas via streaming na França, pois os exibidores não abrem mão de uma janela de 36 meses de exclusividade, antes que um filme possa ser disponibilizado por via digital no país. Por conta da controvérsia, o festival acabou se comprometendo a não selecionar mais filmes com distribuição exclusiva em streaming. Mas a questão é bem mais complexa que simplesmente barrar longas produzidos pela Netflix. No ano passado, o filme vencedor da Câmera de Ouro, o francês “Divines”, foi adquirido pela Netflix após passar no festival e não respeitou a janela de 36 meses para entrar no catálogo da plataforma de streaming. O presidente do júri deste ano, o espanhol Pedro Almodóvar, já se posicionou a respeito da polêmica, afirmando que seria um paradoxo que um filme premiado em Cannes não pudesse ser visto nos cinemas. “Seria um enorme paradoxo que uma Palma de Ouro (…) ou qualquer outro filme premiado não pudesse ser visto em salas” de cinema, disse Almodóvar, convocando as plataformas de streaming a “aceitar as regras do jogo”. A discussão ainda vai longe, conforme o mercado evolui com as novas tecnologias, como a digitalização que as próprias salas de cinema atualmente usufruem. E vale lembrar que até cartaz do festival (foto acima) foi acusado de retocar digitalmente as curvas clássicas de Claudia Cardinale. Maladies du 21ème siècle. Mas o simples fato de Cannes estar no centro da polêmica comprova a relevância duradoura do evento, 70 anos após seu primeiro tapete vermelho.
Dylan O’Brien e Michael Keaton ilustram pôsteres dos personagens de American Assassin
A CBS Films divulgou cinco pôsteres de personagens do filme “American Assassin”, estrelado por Dylan O’Brien (“Maze Runner”). Além do intérprete do assassino americano do título, também são destacados Michael Keaton (“Spotlight”) como seu treinador, Sanaa Lathan (série “Shots Fired”) como sua aliciadora, Shiva Negar (série “Four In The Morning”) como uma agente turca aliada e Taylor Kitsch (“John Carter”) como seu inimigo. A produção gira em torno de Mitch Rapp (O’Brien), um jovem que, após tragédias pessoais, é recrutado pelo governo para se tornar um agente secreto impiedoso. O personagem protagonizou 14 best-sellers do escritor Vince Flynn, que faleceu em 2013. Portanto, a produção pode inaugurar uma nova franquia de ação. O roteiro da adaptação é de Stephen Schiff (“Wall Street: O Dinheiro Nunca Dorme” e série “The Americans”) e a direção está a cargo de Michael Cuesta (de “O Mensageiro” e da série “Homeland”). A estreia está marcada para 14 de setembro no Brasil, um dia antes do lançamento nos EUA. Clique nas imagens abaixo para ampliá-las em tela inteira.
Novo trailer de Transformers: O Último Cavaleiro é o mais infantil de todos
A Paramount divulgou uma nova foto de Bumblebee (via revista Empire) e o novo trailer de “Transformers: O Último Cavaleiro”, disponível em versões legendada e dublada em português. A prévia não poupa destruição. Não apenas nas cenas de ação, com robôs que se retorcem enquanto partem em pedaços e explodem tudo a sua volta, mas até nas piadinhas. O vídeo também sugere um tom mais infantilizado que nunca na franquia. Entre os cacos da trama, Anthony Hopkins (“Thor”) tenta explicar o que cavaleiros medievais tem a ver com uma invasão de robôs alienígenas. O resto é correria, tiros e explosões. O elenco traz de volta Mark Wahlberg, Stanley Tucci e John Goodman, que estrelaram o quarto “Transformers”, e John Turturro, Josh Duhamel e Tyrese Gibson, que estiveram nos três primeiros. Já as novidades incluem Isabela Moner (da série “100 Coisas para Fazer Antes do High School”), Laura Haddock (série “Da Vinci’s Demons”), Jerrod Carmichael (“Vizinhos”), Mitch Pileggi (série “Arquivo X”), Allen Phoenix (“The Birth of a Nation”) e o chileno Santiago Cabrera (das séries “Heroes” e “The Musketeers”), que vai interpretar um militar brasileiro na trama. Novamente dirigido por Michael Bay, “Transformers: O Último Cavaleiro” estreia no dia 22 de junho.
Série de ação militar The Brave ganha primeiro trailer
A NBC divulgou fotos e o primeiro trailer de “The Brave”, nova série militar estrelada por Mike Vogel (série “Under the Dome”) e Anne Heche (série “Aftermath”). Criada por Dean Georgaris (roteirista de “Lara Croft: Tomb Raider – A Origem da Vida” e do remake de “Sob o Domínio do Mal”), a série usa a premissa da guerra ao terror para apresentar uma unidade militar de elite dos Estados Unidos que age em missões arriscadas em território estrangeiro. A personagem de Anne Heche supervisiona as missões a partir do quartel general, em Washington, com acesso às mais avançadas tecnologias de vigilância mundial, enquanto o militar vivido por Mike Vogel comanda a unidade de especialistas altamente treinados. A prévia demonstra que a série vai ter uma missão por episódio, num formato bem diferente de “Homeland”, que usou contextos similares em suas 3ª e 4ª temporadas. O elenco ainda inclui Sofia Pernas (série “Jane the Virgin”), Tate Ellington (série “Quantico”), Natacha Karam (série “Homeland”), Demetrius Grosse (série “Banshee”) e Noah Mills (série “2 Broke Girls”). O cineasta Brad Anderson (“Refúgio do Medo”, “Chamada de Emergência”) dirigiu o piloto e também produz a atração. “The Brave” será exibido às segundas na temporada de outono nos Estados Unidos.
Primeiro trailer da série Law & Order: True Crime destaca Eddie Falco
A NBC divulgou fotos e o primeiro trailer de “Law & Order: True Crime – The Menendez Murders”, nova série criminal, que vai partir da premissa de investigação e julgamento da veterana franquia “Law & Order” para narrar crimes verídicos. Além de histórias reais, a série também trocará o formato procedural, de investigação de um crime por semana, pela estrutura de antologia, concentrando-se na narrativa de um único crime por toda a temporada – por sinal, com duração de minissérie. Em resumo, trata-se de um “American Crime Story” com produção de Dick Wolf. A 1ª temporada foi subtítulada “The Mendendez Brothers” porque abordará, em 8 episódios, o caso dos irmãos Lyle e Erik Menendez, que foram condenados à prisão perpétua em 1996 após serem considerados culpados de matar os próprios pais. Os irmãos tinham 21 e 18 anos na época, respectivamente. O produtor-roteirista René Balcer, veterano da franquia “Law & Order”, será o showrunner da nova série, que na 1ª temporada será estrelada por Eddie Falco (série “Nurse Jackie”) no papel da advogada Leslie Abramson. O piloto foi dirigido por Lesli Linka Glatter, indicada a quatro Emmy por episódios de “Homeland” e “Mad Men”. “Law & Order: True Crime – The Menendez Murders” será exibido às quintas na temporada de outono nos Estados Unidos.












