Brad Pitt vai estrelar sci-fi espacial do diretor de Era uma Vez em Nova York
Brad Pitt vai estrelar “Ad Astra”, próximo filme do diretor James Gray (“Era uma Vez em Nova York”), informou o site da revista Variety. A trama é uma ficção científica futurista que traz Pitt como Roy McBride, um engenheiro espacial levemente autista, que parte em uma viagem pelo sistema solar para tentar localizar seu pai, sumido há 20 anos em uma missão a Netuno. O roteiro foi escrito pelo próprio Gray em parceria com Ethan Gross (da série “Fringe”). Além de estrelar, Pitt vai participar da produção do longa, por meio de sua empresa, a Plan B, em parceria com outras empresas, entre elas a produtora RT Features, do brasileiro Rodrigo Teixeira. Este não é o primeiro projeto internacional da produtora brasileira, que já esteve à frente de filmes como “Frances Ha” (2012) e “A Bruxa” (2015) e este ano lança “Call Me by Your Name”, dirigido por Luca Guadagnino (“A Piscina”), e “Patti Cake$”, do estreante Geremy Jasper. Ambos os longas tiveram première mundial no Festival de Sundance 2017. O novo filme de James Gray, “The Lost City of Z”, será exibido no Festival de Berlim 2017, que começou nesta quinta (9/2). Já Brad Pitt poderá ser visto nos cinemas brasileiros na próxima quinta (16/2), quando estreia oficialmente “Aliados”, em que interpreta um espião da 2ª Guerra Mundial. O filme já começou a ser exibido em pré-estreias neste fim de semana.
M. Night Shyamalan planeja continuação de Fragmentado
O sucesso de “Fragmentado” assinala uma festejada volta por cima do cineasta M. Night Shyamalan, que ficou tão empolgado por ter conquistado aprovação do público e da crítica com seu novo filme, após quase uma década de desprezo, que já traça planos para sua continuação. Ex-prodígio de Hollywood, o cineasta que foi catapultado ao sucesso no final dos anos 1990, com o fenômeno “O Sexto Sentido” (1999), passou o inferno entre “A Dama da Água” (2006) e “Depois da Terra” (2013), quando cada lançamento parecia pior que o anterior. A reviravolta começou com a série “Wayward Pines” e o terror barato “A Visita”, ambos lançados em 2015. Mas “Fragmentado” sacramenta que Shyamalan está de volta. O filme foi concebido como extensão do universo de “Corpo Fechado” (2000), seu segundo filme mais apreciado. E a recepção levou o diretor de volta aos teclados, para escrever mais um capítulo da saga. “Tenho 11 páginas do meu próximo filme na minha bagagem. Não posso falar o que é, mas se você assistiu #Fragmentado”, escreveu Shyamalan em seu Twitter. A mensagem deixa no ar se a trama será continuação direta de “Fragmentado” ou retomará os personagens de “Corpo Fechado”, o que também está implícito no comentário para quem assistiu “Fragmentado” – o que, infelizmente, não é o caso do público brasileiro. “Fragmentado” gira em torno de Kevin (James McAvoy), um sujeito que possui 23 personalidades distintas, e uma delas decide sequestrar três adolescentes que encontra em um estacionamento. Vivendo em cativeiro, elas passam a conhecer as diferentes facetas de Kevin, enquanto planejam um meio de escapar. Há três semanas em 1º lugar nas bilheterias dos EUA e com 74% de aprovação no Rotten Tomatoes, o filme só vai estrear no Brasil no dia 23 de março.
Astro de Dexter viverá o presidente Kennedy na 2ª temporada de The Crown
O ator Michael C. Hall (o protagonista de “Dexter”) entrou para o elenco da 2ª temporada de “The Crown”. Segundo o site Deadline, ele viverá o presidente americano John F. Kennedy. A publicação também diz que Jodi Balfour (série “Quarry”) viverá sua mulher, Jackie Kennedy. Isto significa que a trama avançará até os anos 1960. Além do casal americano, a série também contará com Matthew Goode (“Aliados”) como o marido fotógrafo boêmio da Princesa Margaret, Tony Armstrong-Jones A 1ª temporada de “The Crown” foi uma das atrações mais premiadas de 2016. A 2ª tem estreia prevista para o final de 2017 na Netflix.
Game clássico Castlevania vai virar série da Netflix
O produtor Adi Shankar (“Dredd”) está desenvolvendo uma série baseada no game clássico “Castlevania” para a Netflix. O título tinha aparecido na lista de programação da plataforma de streaming para 2017, mas a empresa não tinha dado maiores informações sobre o projeto. Mas na noite de quarta (8/2), Shankar usou seu Facebook para confirmar a produção. No post, ele garante que a série “será a primeira adaptação de videogames boa do mundo Ocidental”. Veja abaixo. Ele também confirmou que a produção já tem uma 2ª temporada confirmada para 2018, e que o responsável pelo desenvolvimento é o aclamado escritor inglês de quadrinhos Warren Ellis, criador dos quadrinhos adaptados nos filmes “Red – Aposentados e Perigosos” (2010) e “Homem de Ferro 3” (2013). Ellis estava envolvido originalmente num longa animado baseado em “Castlevania”, que pode ter mudado de configuração. Não está claro se a série será animada ou live action. O game original japonês, que foi sucesso e rendeu diversas continuações ainda nos anos 1980, gira em torno de Simon Belmont, descendente de caçadores lendários de vampiros, que adentra o horripilante castelo de Drácula, conhecido como Castlevania, para tentar derrotar o antigo adversário de uma vez por todas, mas para chegar até ele precisa antes derrotar vários vilões clássicos dos filmes de terror. BREAKING NEWS: Castlevania is a Netflix Original Series with Season 1 launching in 2017 and Season 2 in 2018…. Publicado por Adi Shankar em Quarta, 8 de fevereiro de 2017
Filhos de Audrey Hepburn brigam pelo direito de realizar exposições com acervo da atriz
Os filhos da atriz Audrey Hepburn (“Bonequinha de Luxo”) estão em uma disputa judicial pelo direito de realizar exposições com os objetos da atriz. Segundo o site da revista Variety, Luca Dotti, filho mais novo de Hepburn e administrador do Fundo Audrey Hepburn para Crianças, alega que seu irmão mais velho, Sean Ferrer, está interferindo nos planos da ONG de realizar diversas exposições. Hepburn morreu em 1993 e deixou seus pertences para os dois filhos, que vivem na Itália. Logo depois da morte da mãe, os dois assinaram um acordo que previa a doação do lucro de exibições para caridades com foco em crianças. A atual interferência de Ferrer teria relação com a sua falência financeira.
Carmen Miranda é homenageada pelo Google no dia de seu aniversário
A atriz e cantora Carmen Miranda faria 108 anos nesta quinta-feira (9/2), e ganhou uma homenagem do Google, como tema do Doogle de hoje. Veja abaixo. O desenho na página inicial do buscador traz Carmen rodeada de dançarinas, numa imagem bastante colorida e animada, assim como era a portuguesa Maria do Carmo Miranda da Cunha. Sim, a artista brasileira mais popular do século 20 era, na verdade, nascida em Portugal. Mas desde que Hollywood eternizou seu “chapéu tropical”, com penas carnavalescas, flores e frutas, especialmente bananas desta república, ela virou o maior ícone cultural do Brasil no exterior, fazendo até Grouxo Marx sambar. E quem era capaz de resistir à graça de seu “Tico Tico no Fubá” ou ao rebolado de “Chica Chica Boom Chic”? Até Woody Allen selecionou suas músicas na trilha de “A Era do Rádio” (2007), sua homenagem ao auge da arte radiofônica e um dos melhores filmes de sua carreira.
Revista revela novo visual de Onze e detalhes da 2ª temporada de Stranger Things
Apesar do teaser da 2ª temporada de “Stranger Things” já ter sido divulgado pela Netflix, só agora o novo visual de Onze (Eleven) está sendo apresentado aos fãs, por meio de uma reportagem de capa da revista americana Entertainment Weekly, que revelou como será o visual da menina na sequência. A atriz Millie Bobby Brown, que interpreta a jovem com poderes telecinéticos e passado misterioso, aparece ao lado dos meninos do elenco mirim com cabelos encaracolados, muito diferente da cabeça raspada que ostentava na 1ª temporada. Os três melhores amigos Mike (Finn Wolfhard), Dustin (Gaten Matarazzo) e Lucas (Caleb McLaughlin) estão na companhia da atriz, além de Will Buyers (Noah Schnapp), o menino resgatado das garras do Demogorgon. Além do visual, que pode ser uma peruca como a cabeleira loira que Onze adotou em alguns episódios anteriores, a EW revelou alguns detalhes da trama, que começa quase um ano depois do primeiro ano, no Halloween de 1984 em Hawkins – o que explica a fantasia de “Caça-Fantasmas” das crianças, antecipada em foto e no trailer. Conforme revelado no vídeo, Will retornou ao convívio dos amigos, mas continua a ter visões do Mundo Invertido em uma espécie de estresse pós-traumático. Joyce (Winona Ryder) permanece tentando criar um ambiente estável para Will e seu irmão, Jonathan (Charlie Heaton), mas deu sequência à sua vida, passando a se relacionar com um antigo colega de escola, Bob (que será interpretado por Sean Astin). Ao mesmo tempo, o xerife Hopper (David Harbour) está tentando esconder os eventos da temporada passada para proteger Joyce e as crianças, enquanto os irmãos Nancy (Natalia Dyer) e Mike permanecem em luto pelas mortes de Barb (Shannon Purser) e Onze (que, obviamente, não morreu de verdade). Outra dupla de irmãos chega à cidade, Billy (Dacre Montgomery) e Max (Sadie Sink). Enquanto Billy não consegue fazer amigos por seu temperamento (ele deve assumir uma postura de vilão na série), Max logo se aproxima dos meninos e atrai as atenções de Lucas e Dustin. Enquanto isso, a passagem para o Mundo Invertido continua aberta no laboratório, que agora é administrado pelo simpático Dr. Owens (Paul Reiser). Sobre o mostro da vez, os irmãos Duffer não entraram em detalhes, mas garantem que vão explorar diferentes tipos de horror nessa temporada. Dustin, porém, deve interagir com uma pequena criatura de outro planeta ou dimensão (numa possível referência a “Gremlins”). A série vai retornar em outubro na Netflix. Veja abaixo a capa, uma foto de estúdio e um vídeo das crianças produzido pela Entertainment Weekly.
Berlim: Django abre o festival em ritmo de jazz e política
O Festival de Berlim 2017 deu a largada em sua maratona de cinema nesta quinta (9/2), em clima de jazz, afinação política e sob aplausos contidos, com a exibição de “Django”. O filme de abertura, dirigido pelo estreante Etienne Comar, conta a história do lendário guitarrista de jazz Django Reinhardt (1910-1953), belga de origem cigana (interpretado pelo ator francês de origem argelina Reda Kateb), que fugiu dos nazistas na 2ª Guerra Mundial, durante a ocupação da França pelos nazistas. Segundo o diretor do Festival de Berlim, Dieter Kosslick, o “perigo constante, a fuga e as atrocidades cometidas contra sua família não foram capazes de fazê-lo parar de tocar”. Apesar de estreante, Comar é um conhecido roteirista e produtor de obras como “Homens e Deuses” (2010), “Timbuktu” (2014) e “Meu Rei” (2015). Ele conheceu o trabalho de Django Reinhardt por intermédio de seu pai, fã do músico, que foi grande inovador e vanguardista musical. “Procurei evitar o modelo tradicional de cinebiografia, daqueles que cobrem todo o período da vida de um personagem, para me concentrar nessa janela de tempo bastante específica, em que a música adquire um papel importante na tomada de consciência política de Django. Ao mesmo tempo, quis fazer um paralelo entre a tragédia dos refugiados de guerra da época e os refugiados de hoje”. Os paralelos são, de fato, evidentes. Há fortes conexões entre o nazismo e alguns dos temas mais polêmicos no debate político atual, que incluem, obviamente, a crise dos refugiados do Oriente Médio e a proibição de entrada nos EUA de cidadãos de sete países específicos. “Eu queria mostrar um músico em um período complexo da história”, explicou o diretor. “E enquanto tomava esta via, percebi que havia muitos paralelos – refugiados, a maneira que você pode proibir pessoas de viajar…” Comar acrescentou que o tema do filme recai sobre a liberdade que a arte, no caso a música, pode proporcionar durante a repressão, e justamente por conta disso é a primeira coisa a ser atacada por regimes totalitários e terroristas. “Não é nenhum segredo que a propaganda nazista tentou criar regras para conter o jazz, que misturava todos os tipos de culturas diferentes”, disse ele. “Promotores da pureza, os nazistas discriminavam o jazz por ser um gênero nascido de uma mistura de diferentes culturas, em especial daquela desenvolvida por descendentes de negros africanos nos EUA, e por isso considerada arte degenerada. Espero que a mensagem seja entendida”. O cineasta ainda ressaltou a importância da arte em períodos tumultuados. “Declarações nem sempre funcionam. Mas quando se faz isso através da arte, o resultado é muito impressionante”, acrescentou. A crítica internacional, porém, não achou a estreia de Comar tão impressionante assim. Com mais boas intenções que conteúdo, não deve ameaçar os principais concorrentes do Leão de Ouro. “Django” faz parte da competição oficial do festival, que inclui o brasileiro “Joaquim”, cinebiografia de Tiradentes dirigida por Marcelo Gomes. Além deste, outros sete longa-metragens brasileiros serão exibidos na programação da Berlinale 2017, nas mostras Panorama, Geração e Fórum: o documentário “No Intenso Agora”, de João Moreira Salles, e as ficções “Como Nossos Pais”, de Laís Bodanzky, “Vazante”, de Daniela Thomas, “Pendular”, de Júlia Murat, “Mulher do Pai”, de Cristiane Oliveira, “As Duas Irenes”, de Fábio Meira, e “Rifle”, de Davi Pretto, que foi a última adição do evento. O Festival de Berlim acontece até o dia 19 de fevereiro na capital alemã.
Cinquenta Tons Mais Escuros domina os cinemas com a pior estreia da semana
Maior estreia da semana, “Cinquenta Tons Mais Escuros” será lançado em mais de 1,2 mil salas, após seu trailer inicial bater recorde de visualizações na internet. Mas o filme não entrega o que muitos imaginam encontrar. Seu erotismo é de minissérie da Globo (para maiores de 16 anos) e o suspense frustrante. E, com 9% no Rotten Tomatoes, tem tudo para chegar em 2018 como favorito ao troféu Framboesa de Ouro. Portanto, também gera a maior curiosidade da semana: será que o público vai se atirar no abismo de olhos fechados ou prestar atenção nos avisos de perigo? E se ousar, assim mesmo, entrar na sala escura, vestirá a máscara do masoquista feliz, capaz de gostar de filme tão ruim? Vale lembrar que “Cinquenta Tons de Cinza”, lançado em mil salas, teve a 4ª maior abertura de 2015, com 1,6 milhão de espectadores no primeiro fim de semana. A animação “Lego Batman”, spin-off de “Uma Aventura Lego”, chega em 777 salas praticamente sem cópias legendadas (só 6% do total tem as vozes originais) e ocupando a maioria das telas 3D do país (497). As vozes originais são todas famosas, mas o dublador brasileiro de Batman (Duda Ribeiro?) impressiona ao soar exatamente como Will Arnet no papel do super-herói. Em clima de besteirol furioso, o desenho transforma Robin em filho de Batman e promove Batgirl à Comissária de Gotham City. Mas, ao contrário do filme cinzento, seu humor de brinquedo agradou 97% da crítica americana. Estes dois lançamentos ocupam dois terços do total das salas de cinema disponíveis no país. Considerando que ainda há filmes de sucesso em cartaz, só a contabilidade criativa e o jeitinho brasileiro conseguem fazer com que caibam mais estreias nos cinemas. Despejado no circuito alternativo, e provavelmente em sessões alternadas com outros títulos, encontra-se o favorito ao Oscar 2017 de Melhor Filme Estrangeiro, a comédia alemã “Toni Erdmann”, que mostra a conturbada relação entre uma executiva workaholic e seu pai maluco, que adora aprontar pegadinhas por onde passa. Tem 92% de aprovação da crítica americana e venceu cinco troféus da Academia Europeia de Cinema, inclusive como Melhor Filme Europeu do ano. Enquanto a produção do remake americano começa a sair do papel, por aqui a comédia original chega só em 12 salas entre São Paulo, Rio/Niterói, Brasília, Recife e Porto Alegre. A programação também inclui dois dramas brasileiros que igualmente conquistaram destaque e prêmios importantes, espremidos em 30 salas cada um. Em “Redemoinho”, dois amigos se reencontram no interior mineiro, em clima de suspense, após um fato traumático levar um deles a desaparecer por um longo tempo. Estreia no cinema do diretor José Luiz Villamarim, da aclamada série “Justiça”, o longa foi premiado no Festival do Rio. Já “A Cidade onde Envelheço” foi o vencedor do último Festival de Brasília e gira em torno de duas amigas portuguesas, que moram juntas em Belo Horizonte. Enquanto uma acaba de chegar à capital mineira e está deslumbrada com as novidades, a outra já pensa em voltar a Lisboa. Com passagem ainda pelo festival de Roterdã, a primeira obra de ficção da documentarista Marília Rocha (“A Falta que Me Faz”) também venceu o Festival de Biarritz de Cinema Latino-Americano, realizado na França. O trash de ação “Vale da Luta” continua a presença brasileira nas telas. A produção B americana inclui Cristiane Venancio, mais conhecida como Cris Cyborg, numa história mal-contada de lutas ilegais entre feras da MMA e modelos que surtariam ao quebrar a unha. Com cara de malvada, Cris vive a vilã que faz as bonitinhas chorarem, como sua colega de elenco, Holly Holm, fez com Ronda Rousey na luta pelo título do UFC. Outra campeã do octógono, Miesha Tate, vive a heroína. Completa a lista de estreias um romance francês incestuoso, “Marguerite & Julien: Um Amor Proibido”, sobre um casal de irmãos apaixonados desde a infância, durante a era renascentista. O mais interessante nesta produção é que o roteiro de Jean Gruault estava entre os projetos que François Truffaut pretendia filmar antes de morrer em 1984. A história acabou reescrita e filmada por Valérie Donzelli, do superestimado melodrama “A Guerra Está Declarada” (2011), com direito a anacronismos que boa parte do público terá dificuldades de aceitar. Passou em branco no Festival de Cannes de 2015, levou quase dois anos para desembarcar aqui e estreia em apenas sete salas. Clique nos títulos dos filmes para ver os trailers de cada lançamento.
Assinantes da Sky precisarão ser compensados pela saída da Fox da operadora
Com a saída do Grupo Fox da Sky, oficializada no fim de semana, sete canais foram retirados dos pacotes de assinatura da operadora. O colunista do UOL Ricardo Feltrin foi apurar junto a Anatel como fica a situação dos assinantes que perderam os canais Fox, FX, Fox Life, Nat Geo, Nat Geo Wild, Fox Sports e Fox Sports 2. E a resposta é que eles precisarão ser compensados, seja com a oferta de outros sete canais similares (que em tese não existem), com a redução do valor das assinaturas de forma proporcional à diminuição da oferta ou, ainda, com a possibilidade de cancelamento da assinatura, devido à mudança unilateral, sem qualquer tipo de multa. Segundo a Anatel, em caso de descumprimento destas medidas, a operadora estaria sujeita a um processo administrativo, no qual terá amplo direito de defesa, mas que pode acarretar numa multa, cujo teto é de R$ 50 milhões. A coluna apurou que o impasse ocorreu porque o Grupo Fox exigiu, para a renovação do contato, que a Sky passasse a remunerar seus canais pelo mesmo valor com que é remunerada por outras operadoras como Net e Oi. Ou seja, o Grupo Fox queria “isonomia” de remuneração. A Sky recusou. A operadora informou, por meio de sua assessoria, que ainda não tem um posicionamento oficial a respeito das medidas que serão tomadas com os assinantes.
Estrelas Além do Tempo exalta a conquista do espaço de três mulheres negras
Nos anos 1960, os EUA ainda tinham banheiros segregados para negros e banheiros para brancos. Embora estivesse ao lado de um toilette feminino, Katherine (Taraji P. Henson), que é negra, precisava sair do prédio onde trabalhava, e correr alguns blocos para chegar ao tal banheiro. Afinal, quando se tem vontade é preciso ir. Em “Estrelas Além do Tempo”, o diretor Theodore Melfi (“Um Santo Vizinho”) repete essa cena diversas vezes ao som de uma música, digamos, engraçadinha. E, vejam só, muita gente na plateia ri. O ápice dessa sequência envolve uma discussão entre Katherine e seu chefe interpretado por Kevin Costner. E quem riu antes, não volta a rir nessa cena em que Taraji P. Henson brilha de forma monumental. Que atriz! É a melhor parte do filme. Por que é a melhor? Porque é uma síntese de “Estrelas Além do Tempo” e sua passagem mais complexa. Podemos pensar, inicialmente, que a intenção do diretor foi fazer graça com o racismo, mas ao culminar a humilhação de Katherine com a cena do desabafo, a produção revela seu verdadeiro objetivo, que é expor o problema, induzir o espectador (a maioria branca) a rir da situação, para, depois, substituir o riso por uma imensa, justa e irreparável sensação de culpa. A situação descrita ilustra o quanto Katherine Gordon (depois Katherine Johnson) é uma mulher forte, mas ela também é talentosa e insubstituível. Não só ela, como suas amigas Dorothy Vaughan (Octavia Spencer) e Mary Jackson (Janelle Monáe), pessoas que existiram de verdade e merecem ter suas histórias contadas, vistas e compartilhadas. A História oficial da conquista especial norte-americana costuma esquecer, mas as três trabalharam na NASA e foram essenciais para transformar em realidade as primeiras viagens dos astronautas dos EUA ao espaço, incluindo a primeira órbita ao redor da Terra, realizada por John Glenn. Pode-se, entretanto, dizer que, no geral, “Estrelas Além do Tempo” se contenta em ser um filme correto, convencional e simpático até demais. Só que a história de suas personagens é tão importante, envolvente e bem narrada, que pouco importa. “Estrelas Além do Tempo” enfatiza o lado profissional e a capacidade do trio de matemáticas, que se destaca independente da cor da pele e, talvez por isso, o filme não mostre suas estrelas como vítimas. Ao contrário, faz a exaltação de Katherine, Dorothy e Mary, exemplos de mulheres duplamente discriminadas, por serem mulheres e negras, numa época em que a conquista do espaço para mulheres e negros se dava mesmo na Terra. A conquista do espaço de Katherine, Dorothy e Mary aconteceu em seu cotidiano, no ambiente de trabalho. Além de Taraji, o filme permite bastante destaque para Octavia Spencer, indicada ao Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante, e à cantora Janelle Monáe, que se mostra uma ótima revelação. Mas também não se pode esquecer de Kevin Costner, não somente por seu retorno a um filme importante, mas por também entregar uma atuação imponente. Daria para fazer um paralelo ou, melhor, uma sessão dupla com “Estrelas Além do Tempo” e “Os Eleitos”, obra-prima de 1983, dirigida por Philip Kaufman. Em seu épico sobre o início da corrida espacial, Kaufman não menciona Katherine, Dorothy e Mary, apesar de trazer diversos personagens em comum e destacar aspectos da mesma história. No clássico vencedor de quatro Oscars, as mulheres aparecem apenas como esposas e os negros nem sequer aparecem, sinalizando que o mundo mudou muito desde os anos 1960, mas também bastante dos anos 1980 para cá, a ponto de agora vermos o que era invisível, mas que sempre esteve lá. “Estrelas Além do Tempo” concorre ao Oscar 2017 de Melhor Filme, Atriz Coadjuvante e Roteiro Adaptado.
Na Sala de Julie: Série infantil de Julie Andrews ganha primeiro trailer
A Netflix divulgou o trailer de “Na Sala de Julie” (Julie’s Greenroom), a nova série infantil em que Julie Andrews tenta ensinar para crianças como se tornar Julie Andrews. Ou seja, um artista capaz de cantar e atuar com sucesso. A produção coloca a estrela que marcou a infância de milhões no século 20 com os musicais clássicos “Mary Poppins” (1964) e “A Noviça Rebelde” (1965), para entreter, aos 80 anos de idade, as crianças do século 21. O detalhe é que as crianças – e alguns bichos – vistas na série são fantoches que tem aulas de atuação e música com diversos convidados famosos. No vídeo, aparecem Alec Baldwin (série “30 Rock”), Ellie Kemper (série “Unbreakable Kimmy Schmidt”), Chris Colfer (série “Glee”) e a cantora Sara Beirelles, entre outros. Os fantoches são criações da Jim Henson Company, a empresa responsável pelos bonecos de “Vila Sésamo” e “Muppet Show”. Por sinal, o projeto tem a inclinação pedagógica de “Sésamo” com o foco no mundo de entretenimento dos “Muppets”. Na série, os bonecos são chamados de Greenies, recebendo da professora Julie a missão de desenvolver um espetáculo que requer conhecimentos de atuação, canto, dança, roteiro, iluminação e performances circenses. “Esse projeto representa a realização de um sonho guardado por muito tempo: educar as crianças sobre as maravilhas das artes”, disse Andrews em comunicado, ao anunciar a série. “Na Sala de Julie” foi criada pela própria atriz, ao lado de sua filha, Emma Walton Hamilton, e da roteirista Judy Rothman-Rofe (“O Cisne Apaixonado”). A 1ª temporada terá 13 episódios de meia hora e estreia em 17 de março.
Teaser de Grace and Frankie vibra para revelar a data de estreia da 3ª temporada
O teaser da estreia da 3ª temporada da série “Grace & Frankie” usa uma coleção variada e colorida de vibradores de forma criativa, para informar a data de estreia da atração. A brincadeira também ilustra o prazer da Netflix com a atração, que teve sua 3ª temporada anunciada em dezembro de 2015, antes mesmo da estreia da 2ª. Estrelada pelas veteranas Lily Tomlin e Jane Fonda, a série acompanha duas mulheres que nunca se deram bem, mas que acabam formando laços ao se tornarem solteiras na terceira idade e precisarem lidar com vibradores, encontros e a recriminação de suas famílias. O elenco inclui Martin Sheen (série “Anger Management”) como o ex-marido de Fonda, Sam Waterston (série “The Newsroom”) como o ex-marido de Tomlin, além de Brooklyn Decker (série “Friends with Better Lives”), Ethan Embry (série “Once Upon a Time”), Craig T. Nelson (série “Parenthood”), Geoff Stults (série “Elisted”), Barry Bostwick (série “Spin City”) e Joe Morton (série “Eureka”). A 3ª temporada estreia em 24 de março. Pode vibrar com o anúncio abaixo.












