Miguel Falabella lança nova série animada no YouTube
Miguel Falabella lançou uma nova série de animação no YouTube. Intitulada “Família Pharmaco”, a série teve seu primeiro episódio disponibilizado na quinta (12/8) no Canal Desopila e retrata uma família brasileira “pouco convencional” – “que se trata unida”, segundo o slogan. A produção conta com dublagem de Cininha de Paula, Stella Miranda e Alessandra Maestrini, além de Marisa Orth, que fez uma dobradinha histórica com Falabella na sitcom “Sai de Baixo”. Falabella também atua na atração, além de escrever, dirigir e produzir os desenhos em nova parceria com a ilustradora Vivian Suppa. Os dois criaram anteriormente “Os Óculos Mágicos de Charlotte”, que a Disney acabou adquirindo para exibição na TV paga e em streaming. No total, são 22 episódios que serão exibidos semanalmente no Canal Desopila com direção geral de Filipe Fratino (também de “Os Óculos Mágicos de Charlotte”). Veja o primeiro episódio abaixo, seguido por uma apresentação do projeto por Falabella.
Clipe bloqueado de Luísa Sonza volta ao YouTube e fica entre os mais vistos
O YouTube desbloqueou a exibição do clipe de “Mulher do Ano”, da cantora Luísa Sonza. O vídeo ficou fora do ar e listado como indisponível após seu lançamento na noite de quinta-feira (5/8), mas ao voltar na tarde desta sexta imediatamente entrou entre os mais vistos da plataforma. Apresentado como lyric video (vídeo com letra de música), a produção de “Mulher do Ano” não segue o padrão do formato, assumindo linguagem de clipe mesmo, ao exibir a cantora em cenas quentes com o namorado Vitão no interior de um carro. Trata-se de um espetáculo voyeur, que ainda inclui fãs em torno do veículo, como testemunhas dos beijos e carícias quentes. A aparente censura do clipe foi exposta pela própria artista em suas redes sociais. “Acabaram de censurar e bloquear o lyric de ‘Mulher do Ano’ no YouTube”, ela contou durante a madrugada. “Censurar o Bolsonaro que só fala bosta ninguém faz. Vou subir essa p*rra no Xvideos até isso se resolver”, completou. No fim da tarde de sexta, ela ainda tentava desbloquear o vídeo. “Conversei com o YouTube e eles alegaram que não foram eles que censuraram. Sigo sem respostas e sem poder fazer meu trabalho em paz. Isso tem se tornado cada dia mais cansativo”, desabafou. Ela não explicou como o vídeo voltou. Antes da polêmica, a música já tinha cerca de 4 milhões de streams nas plataformas digitais, segundo a assessoria de imprensa de Luísa.
Luísa Sonza tem clipe supostamente censurado pelo YouTube
A cantora Luísa Sonza teve seu clipe mais recente, com a letra da música “Mulher do Ano”, supostamente censurado pelo YouTube. Após o vídeo com cenas quentes entre a cantora o namorado Vitão ser retirado da plataforma, ela resolveu protestar nas redes sociais e anunciar a disponibilização no Xvideos, site de vídeos pornôs. “Acabaram de censurar e bloquear o lyric de ‘Mulher do Ano’ no YouTube”, ela contou. “Censurar o Bolsonaro que só fala bosta ninguém faz. Vou subir essa p*rra no Xvideos até isso se resolver”, completou. Cumprindo o que disse, minutos depois de sua reclamação, Luisa subiu o vídeo no portal de produções adultas. O vídeo foi postado na tarde de quinta-feira (5/8) no YouTube e ficou menos de cinco horas no ar antes de passar a ser listado como indisponível. A música já possui cerca de 4 milhões de streams nas plataformas digitais, segundo a assessoria de imprensa de Luísa. Ela também publicou trechos do vídeo em três posts de seu Instagram. Veja abaixo. acabaram de censurar e bloquear o lyric de mulher do ano no YouTube. Censurar o Bolsonaro q só fala bosta ngm faz. Vou subir essa porra no xvideos até isso se resolver. — luísa SONZA (@luisasonza) August 6, 2021 Achei que a Luísa tava zoando dizendo que ia postar o vídeo da música dela no xvideos, aí fui entrar lá pra ver e num é que a mana não tava de zoas 😳 pic.twitter.com/iYdoisQSD0 — Gabriela, a perdida (@naoviajaneeunao) August 6, 2021 Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por luísa SONZA (@luisasonza) Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por luísa SONZA (@luisasonza) Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por luísa SONZA (@luisasonza)
YouTube remove vídeos de Bolsonaro por espalhar fake news durante a pandemia
O YouTube removeu nesta quinta (22/7) vários vídeos do canal do presidente Jair Bolsonaro por violarem suas diretrizes. Até então com passe livre para difundir fake news sobre a pandemia, Bolsonaro perdeu vários conteúdos publicados desde 2020, em que defendia medicamentos comprovadamente ineficazes contra a covid-19, como cloroquina, hidroxicloroquina e ivermectina no tratamento da covid-19. Também foram deletados vídeos de conteúdo negacionista, em que Bolsonaro se manifestava contra o uso de máscaras de proteção e medidas preventivas contra o coronavírus, além de minimizar a pandemia e questionar a eficácia das vacinas. Em comunicado, a plataforma disse que, após análise cuidadosa, os vídeos foram removidos por violarem as políticas do YouTube de informações médicas incorretas sobre a covid-19. “Nossas regras não permitem conteúdo que afirma que hidroxicloroquina e/ou ivermectina são eficazes para tratar ou prevenir covid-19; garante que há uma cura para a doença; ou assegura que as máscaras não funcionam para evitar a propagação do vírus”, informou o YouTube. “Essas diretrizes estão de acordo com a orientação das autoridades de saúde locais e globais e atualizamos nossas políticas conforme as mudanças nessas orientações. Aplicamos nossas políticas de forma consistente em toda a plataforma, independentemente de quem seja o produtor de conteúdo ou de visão política”, acrescentou o comunicado. A verdade, porém, é diferente do que alega o texto. Bolsonaro operou sem restrições por mais tempo que qualquer canal brasileiro enquadrado pelas diretrizes do portal. Tanto é que canais bolsonaristas como Terça Livre e outros vêm sofrendo apagões do YouTube por tempo suficiente para já serem considerados reincidentes. Em agosto de 2020, o próprio YouTube divulgou um relatório de transparência sobre a ação do serviço em moderar conteúdos publicados. E, de acordo com o documento, o Brasil foi um dos países que mais se destacaram negativamente no quesito, acumulando 981 mil vídeos removidos no começo da pandemia. Em março deste ano, a plataforma anunciou que removeu mais 30 mil vídeos com mentiras sobre a vacinação da covid-19. E em abril informou que removeria todos os vídeos que recomendassem cloroquina e ivermectina. Bolsonaro estava acima destas regras até esta quinta, quando o número de mortes por covid-19 no Brasil chegou a 546 mil. Vale observar ainda que, horas após a ação do YouTube, o ex-capitão voltou a espalhar fake news contra a vacina Coronavac em sua live semanal. O novo vídeo, que como os anteriores viola as políticas do portal, ainda está alojado no canal de Bolsonaro.
Nando Reis vira personagem do “Mundo Bita”
O cantor Nando Reis, ex-Titãs, vai aparecer animado e cantando na próxima temporada da série “Mundo Bita”. “Fui convidado por essa turminha a mergulhar no mundo deles e fazer um som! Fiquem ligados na próxima temporada”, anunciou o artista em seu Instagram. A participação especial vai acontecer num episódio previsto para ir ao ar em 6 de agosto no Youtube. Nando vai cantar uma música chamada “O Morcego (Me Perdoe a Hora)”, parceira criativa com Chaps Melo, criador dos personagens e responsável pelas músicas de “Mundo Bita”. Em comunicado, Nando contou que conheceu o fenômeno infantil através da netinha Gal, de 3 anos. “Eu estou exultante com esse lançamento! Agora faço parte de um desenho animado presente no imaginário das crianças. A Gal vai pirar quando vir o vô no desenho”. Desenvolvida pela produtora pernambucana Mr. Plot, “Mundo Bita” é uma animação essencialmente musical e educativa, que ensina crianças por meio de canções sobre preservação da natureza, criação dos filhos e até questões atualíssimas, como igualdade de direitos para meninos e meninas e inclusão de deficientes físicos. Com tramas ambientadas num mundo circense, a série surgiu em aplicativos e DVDs, antes de fazer sucesso no YouTube, na Netflix e no Discovery Kids. A músicas também são lançadas em discos. E um desses discos, “Bita e a Natureza”, foi indicado ao Grammy Latino como Melhor Álbum Infantil no ano passado. Além disso, as gravações fazem muito sucesso no Spotify. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Nando Reis (@nandoreis)
BTS bate recorde de visualizações do YouTube em 24 horas
O clipe de “Butter”, novo lançamento da boy band sul-coreana BTS, bateu o recorde de visualizações do YouTube em 24 horas, que pertencia ao próprio grupo. O trabalho anterior da banda, “Dynamite”, era o antigo campeão e, até então, único clipe a superar 100 milhões de visualizações em um dia no portal de vídeos do Google. Mas “Butter” precisou só de 21 horas para superar os 101,1 milhões do lançamento de agosto passado. Ao final de 24 horas, completou 113 milhões de visualizações. “Butter” já tinha estabelecido outro recorde, como primeiro clipe a atingir 10 milhões de views em uma hora. Prestes a ultrapassar 150 milhões de reproduções, deve quebrar ainda muitos outros recordes do YouTube. Assim como “Dynamite”, “Butter” é cantado em inglês, numa expressão do desejo de dominação global do fenômeno do K-pop. O diretor do novo clipe também é o mesmo do anterior, Choi Yong-seok, que registra uma coreografia cheia de trejeitos para fãs decorarem, incluindo beijinhos na mão. O vídeo ainda chama atenção por destacar ainda mais a diferenciação dos sete membros do BTS por meio de cabelos de cores mais vivas para cada um deles – uma iniciativa dos sonhos do departamento de marketing da gravadora da banda. Some mais um view dando play no clipe abaixo.
BTS lança novo clipe dançante para quebrar o YouTube
Maior fenômeno do K-pop, a boy band BTS lançou um novo clipe, que volta a trazer os artistas sul-coreanos em ritmo de funk oitentista e cantando em inglês, como no mega hit “Dynamite”, que no ano passado quebrou o recorde de vídeo mais visto do YouTube em 24 horas. O clipe de “Butter” já estabeleceu outro recorde: o primeiro a atingir 10 milhões de views em uma hora. E deve quebrar outras marcas nos próximos minutos, podendo fazer História com mais de 100 milhões de visualizações em 24 horas. Sem efeitos, mas com ótima edição, “Butter” se sustenta no carisma dos próprios cantores, que desfilam sua maior egotrip musical, vangloriando-se de ter “brilho de super estrela”, ser “quente como o verão”, “encantador e cool” e “liso como manteiga” (o refrão). A arrogância da letra é apresentada com sorrisos de bebês, detalhe que até combina com o arranjo musical, que evoca o funk branco do Queen em seu sample de baixo, mas também o R&B comercial de Michael Jackson e até o rap sem perigo de MC Hammer. O diretor do novo clipe também é o mesmo do anterior, Choi Yong-seok, que registra uma coreografia cheia de trejeitos para fãs decorarem, incluindo beijinhos na mão. O vídeo ainda chama atenção por destacar ainda mais a diferenciação dos sete membros do BTS por meio de cabelos de cores mais vivas para cada um deles – uma iniciativa dos sonhos do departamento de marketing da gravadora da banda.
Google anuncia fim do aplicativo Google Play para smart TVs
O Google decidiu acabar com o aplicativo Google Play, dedicado à compra e locação digital de filmes e séries. Ele será descontinuado em dispositivos Roku e smart TVs a partir do dia 15 de julho. Por enquanto, o app continuará disponível em dispositivos móveis Android e iOS e na Android TV. Mas a tendência é que também seja descontinuado nessas plataformas. No lugar do Google Play, o conteúdo passará a ser abrigado na página do YouTube Filmes. “O aplicativo do YouTube será o novo lar para filmes e programas”, diz um aviso da Google em seu site. A partir da mudança, os usuários poderão aplicar seus créditos do Google Play em compras no YouTube. A mudança faz parte de um esforço do Google para otimizar seus aplicativos de entretenimento – e para promover o Google TV, sua interface de entretenimento recém-lançada, que combina serviços de streaming, TV ao vivo, filmes, programas de TV e outros aplicativos, como seu principal app para TVs conectadas. O Google TV está disponível no mais novo Chromecast e será lançada em breve em alguns modelos de Android TV, incluindo smarts TV da Sony (que abandonou o mercado brasileiro) e TCL.
Versão soviética de “O Senhor dos Anéis” vira cult em descoberta no YouTube
Uma versão russa e pouco conhecida de “O Senhor dos Anéis”, produzida para a televisão soviética dos anos 1990, ganhou status de cult ao ser descoberta no YouTube nas últimas semanas. Baseado em “A Sociedade do Anel”, primeiro livro da trilogia de J.R.R. Tolkien, o filme chamado “Khranitel” (“Os Guardiões”, em russo), já teve cerca de 2 milhões de visualizações desde o final de março. E está sendo muito comentado na linha do “tão ruim que é ótimo”. O canal russo TV5, sucessor da Leningrad Television estatal, tomou a iniciativa de digitalizar o filme e disponibilizá-lo em duas partes na internet para comemorar o aniversário de 30 anos das gravações, que eram consideradas perdidas até recentemente. De baixíssimo orçamento, o filme dirigida por N. Serebryakova não lembra nada os épicos de Peter Jackson, que custaram o equivalente a R$ 1,6 bilhão. Mas a qualidade tosca é que tem alegrado os fãs de Tolkien. A obra, que parece uma peça de teatro infantil, foi um dos últimos artefatos culturais da União Soviética — que acabaria meses depois de sua exibição. Por isso, Arseny Bulakov, presidente da Sociedade Tolkien de São Petesburgo, disse em entrevista ao New York Times que o filme é um “artefato revelador” de sua era. Ele lembra que, mesmo em tempos difíceis, quando não havia o que comer, fãs de Tolkien se reuniam para discutir suas obras e “reescrever poemas élficos à mão”. “‘Khranitel’ foi filmado em tempos de pobreza, sem recursos de cenário, com figurino emprestado de conhecidos. Ao mesmo tempo, com grande respeito a Tolkien e amor ao seu trabalho”, descreveu Bulakov. Veja o filme abaixo.
Demi Lovato revela bastidores do clipe de “Dancing with the Devil”
A cantora Demi Lovato divulgou um vídeo de bastidores das gravações do clipe de “Dancing with the Devil“, música que dá título à recente série documental em que ela aborda a overdose que quase lhe custou a vida. O clipe recria esse momento trágico, que aconteceu na madrugada de 24 de julho de 2018, e traz a cantora lutando para sobreviver. O vídeo de bastidores revela como foram gravados os takes que recriam as cenas tensas e a internação hospitalar. Descrito como “uma história real”, o clipe foi roteirizada pela cantora, que também dividiu a direção com Michael D. Ratner, o diretor da série “Demi Lovato: Dançando com o Diabo”, recém-finalizada na terça-feira passada (6/4) no YouTube. A música faz parte do novo álbum de Lovato, “Dancing With the Devil… the Art of Starting Over”, lançado em 1 de abril com participações de Ariana Grande, Noah Cyrus, Saweetie e Sam Fisher. Veja abaixo o vídeo de bastidores e o clipe integral, quem foi visto mais de 12 milhões de vezes em sua primeira semana no YouTube.
Demi Lovato recria overdose no clipe de “Dancing with the Devil”
A cantora Demi Lovato lançou o clipe de “Dancing with the Devil”, música que dá título à recente série documental em que aborda a overdose que quase lhe custou a vida. O clipe recria esse momento trágico, que aconteceu na madrugada de 24 de julho de 2018, e traz a cantora lutando para sobreviver. Ela aparece quase sempre deitada, na cama em que foi encontrada desmaiada, na maca que a levou à ambulância e no leito hospitalar. Ela também faz força para se erguer, enquanto toma banho de esponja na clínica, revelando, ao final, uma tatuagem com a palavra “Survivor” (sobrevivente). Entre as muitas cenas, Lovato pode ser vista festejando e bebendo em um bar – como fazia naquela noite de 2018 – e então entrando em contato com seu traficante. O clipe também mostra Lovato sendo deixada sozinha por seu traficante na cama – a cantora revelou que foi abusada sexualmente, deixada para morrer e encontrada nua e azul por seu ex-assistente. Esse momento também é reencenado pela produção, antes de mostrar sua família chorando ao lado de sua cama no hospital. Descrito como “uma história real”, o clipe foi roteirizada pela cantora, que também dividiu a direção com Michael D. Ratner, o diretor da série “Demi Lovato: Dançando com o Diabo”, que exibe sua última parte na próxima terça (6/4) no YouTube. A música faz parte do novo álbum de Lovato, “Dancing With the Devil… the Art of Starting Over”, lançado na quinta-feira (1/4) com participações de Ariana Grande, Noah Cyrus, Saweetie e Sam Fisher.
YouTube monetiza vídeos negacionistas da pandemia no Brasil
Um levantamento da empresa de análise de dados Novelo Data e do Monitor do Debate Político no Meio Digital revelou que o YouTube está monetizando vídeos negacionistas, que pregam tratamento precoce sem eficácia contra a covid-19, atacam o uso de máscaras e buscam desestimular a vacinação no Brasil. A descoberta, feita por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP), limitou-se apenas aos 15 maiores canais de política e mídia do Brasil em janeiro de 2021, onde foram constadas pelo menos 44 postagens com conteúdo negacionista relacionado à pandemia, vistos ao todo 8,7 milhões de vezes. Vale ressaltar que este tipo de postagem contraria as políticas do YouTube. O fato de permanecerem no ar também revela falta de fiscalização ou conivência dos responsáveis por cumprir a determinação de derrubar vídeos – e até cancelar canais reincidentes – que desrespeitam as boas práticas do portal. Em suas diretrizes, a plataforma afirma que “não é permitido o envio de conteúdo que dissemine informações médicas incorretas que contrariem as orientações da Organização Mundial da Saúde (OMS) ou das autoridades locais de saúde” em temas como tratamento, prevenção, diagnóstico e transmissão do vírus, bem como sobre as diretrizes de distanciamento social e autoisolamento, relacionados à existência da covid-19. As publicações foram selecionados por meio de palavras-chave presentes no título ou na descrição e foram manualmente analisadas por pesquisadores que buscaram neles recomendações ao uso de ivermectina, cloroquina, hidroxicloroquina ou ao chamado “tratamento precoce”, promoção da vitamina D como forma de prevenção, além de desestímulo ao distanciamento social, ao uso de máscaras e à vacinação. Um bot do Google, proprietário do YouTube, chegaria nesses vídeos em frações de segundos. O problema é que o canal com o maior número de violações da conduta exigida pelo YouTube pertence ao do presidente Jair Bolsonaro (3,2 de milhões de inscritos). Ele é seguido pelo jornalista Alexandre Garcia (1,8 milhões de inscritos) e o programa “Os Pingos nos Is” (3 milhões de inscritos), da rádio Jovem Pan. Além de encontrar os maiores responsáveis por fake news contra a saúde pública brasileira no YouTube, os pesquisadores também usaram o site Social Blade para estimar quanto o portal pagou para esses canais prejudicarem a prevenção contra a pandemia. Apenas o canal do presidente Jair Bolsonaro não é remunerado. Já o programa “Pingos nos Is” recebeu mais de R$ 100 mil – uma conta mais exagerada chega a calcular R$ 1,729 milhão – somente em janeiro de 2021, embora não seja possível saber quanto desse montante vem dos vídeos desinformativos. Os pesquisadores concluem que, se o YouTube tivesse aplicado as punições previstas em sua própria política, esses canais já teriam sido permanentemente excluídos há muito tempo. “A regra existe e nesse casos a margem de duvida e interpretação é muito pequena. E esses vídeos são só de janeiro, quando já havia passado o pico de postagens por exemplo sobre hidroxicloroquina. Ainda assim, fica claro que existe uma afronta às políticas”, aponta Guilherme Felitti, da Novelo Data, um dos responsáveis pelo levantamento, em declaração à imprensa. Enquanto isso não acontece, a desinformação vem ajudando o Brasil a bater recordes de infecção e mortes pela covid-19. O país se tornou o novo epicentro da pandemia mundial, superando as mais de 2 mil fatalidades diárias. No caso do canal de Bolsonaro, no dia 4 de janeiro, foi compartilhado um vídeo intitulado “o tratamento precoce salva vidas”, com 78 mil visualizações. Nele, o pediatra e toxicologista Anthony Wong afirma em uma entrevista que “os lugares que usaram a hidroxicloroquina, azitromicina precocemente, a mortalidade era 50 a 80% menor tratando precocemente”. Isto não é verdade. O prefeito bolonarista de Uberlândia chegou a distribuir os medicamentos de graça e o resultado deste “tratamento precoce” foi que a cidade se tornou o maior foco de covid-19 de Minas Gerais. O jornalista Alexandre Garcia também defendeu em diversos vídeos compartilhados em seu canal o tratamento precoce sem eficácia comprovada. Em um deles, de 20 de janeiro, afirma que não há qualquer “prejuízo” para as pessoas que usarem medicamentos como hidroxicloroquina. Mais uma vez, isto não é verdade. Vários estudos apontam que a droga desencadeia arritmias cardíacas. “A consequência foi gente morrendo com problema cardíaco. Faleceram de Covid com arritmia. Não dá pra tratar prescrição de medicamento com achismo de autoridade pública”, disse nesta semana o Presidente do Conselho de Secretários Estaduais de Saúde, Carlos Lula. No caso do canal “Pingos nos Is”, os vídeos colocam em xeque o distanciamento social e até as vacinas contra a covid-19. Em um dos vídeos apontados, o jornalista Guilherme Fiuza afirma que não há estudos suficientes que embasem as vacinas. Outra mentira. Todas as vacinas passaram por três fases de testagem intensa e seus resultados foram checados e rechecados por médicos, cientistas e autoridades sanitárias em vários países simultaneamente. O levantamento da Novelo Data e do Monitor do Debate Político acrescentou que parte dos canais teve vídeos apagados depois de algumas semanas. Um exemplo citado foi o canal Foco do Brasil, que viu sumir 2 de 6 vídeos que violam as diretrizes do YouTube. O Foco do Brasil é investigado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no inquérito sobre as manifestações antidemocráticas. Procurado pelo jornal O Globo para comentar os resultados do levantamento, o YouTube se limitou a afirmar que não permite vídeos que promovam desinformação sobre o coronavírus e que, desde o início de fevereiro de 2020, removeu manualmente mais de 800 mil vídeos relacionados a afirmações perigosas ou enganosas sobre o vírus. “Temos o compromisso de zelar pela segurança dos nossos usuários ao utilizarem o YouTube, por isso continuaremos com o trabalho de remoção de vídeos que violem nossas regras. Além disso, qualquer pessoa que acredite ter encontrado um conteúdo no YouTube em desacordo com as diretrizes da nossa comunidade pode fazer uma denúncia e nossa equipe fará a análise do material”, declarou.
Demi Lovato fala de estupros, drogas e choca com revelações de seu documentário
A cantora e atriz Demi Lovato deu um show de sinceridade em seu novo documentário, “Demi Lovato: Dancing with the Devil”, que teve sua pré-estreia no festival SXSW e vai chegar ao YouTube na terça-feira (23/3). São muitas revelações, que estão chocando a imprensa e os fãs. No documentário, Demi fala abertamente sobre as experiências de abuso sexual que sofreu (uma na adolescência), sobre a overdose de 2018, as sequelas que perduram após quase morrer, sua relação com as drogas, sua sexualidade, assumindo sua bissexualidade e preferência por mulheres, e muitas outras verdades impactantes. Ela omite nomes, mas aborda vários detalhes. Diz, por exemplo, que perdeu a virgindade, na adolescência, ao ser estuprada por um jovem ator com quem contracenou num filme. “Nós estávamos ‘nos pegando’, mas eu disse: ‘Isso não pode ir além, eu sou virgem e não quero perder desta forma’. Ele não se importou, me forçou mesmo assim. Eu internalizei a experiência e achei que tinha sido minha culpa, por ter começado a ficar com ele”, relatou Demi. A história não acabou aí. Demi acrescentou que chegou a denunciar o caso para um de seus superiores no filme, mas nada foi feito. “A minha história do #MeToo é essa: eu contei a uma pessoa responsável que esse cara fez isso comigo, e não houve repercussões. Ele não foi tirado do filme”, contou. Durante sua overdose, ela voltou a ser abusada, dessa vez pelo traficante que lhe vendeu as drogas, aproveitando-se do fato que ela ficou indefesa. “O que as pessoas não sabem é que, naquela noite, eu não sofri só uma overdose. Ele também se aproveitou de mim. Quando me encontraram, eu estava nua e cheia de hematomas. Ele me deixou para morrer. Só meses depois é que eu consegui pensar: ‘Eu não estava em condições de dar consentimento a ele'”, apontou. A sinceridade de Demi fez até uma denúncia contra ela mesma, ao dizer que, mesmo depois da overdose, teve uma recaída com a heroína. Ela disse que ligou novamente para o traficante que havia abusado dela para “tentar tomar o controle da situação de volta”. Eu tinha acabado de sair de um retiro de uma semana, para tratar o meu trauma. Na noite em que voltei para casa, liguei para ele. Eu queria reescrever a história, queria que fosse minha escolha o abuso que eu sofri. […] Depois, fiquei pensando: como tive coragem de usar de novo as drogas que me fizeram ir para o hospital? Fiquei mortificada com a decisão que tomei”, assumiu. Em seu relato, ela afirma que esta recaída foi “a gota d’água”. “Só fez com que eu me sentisse pior. Foi o gatilho para que eu tomasse posse da minha vida de uma vez. Naquela noite, caí de joelhos e pedi ajuda a Deus”, comentou. Mesmo assim, Demi disse que continua bebendo com moderação e usando maconha. Ela declarou que “a sobriedade não é a mesma coisa para todo mundo”, e que precisou “se liberar da visão radical de que um drinque era a mesma coisa que um cachimbo de crack”. “Eu sinto que simplesmente falharia se dissesse a mim mesma que não posso beber um pouco ou fumar um baseado às vezes. Eu tenho a mania de pensar em tudo como se fosse preto e branco, e não é. […] Não estou dizendo para outras pessoas sóbrias que está tudo bem beber, ou fumar. Não é o mesmo para todo mundo”, ponderou. Demi contou também o preço pago pela overdose, revelando que sofreu três derrames e um ataque cardíaco por causa do abuso de drogas naquela noite. Ela também teve pneumonia devido a ingestão do próprio vômito e ficou cega durante alguns dias. Mesmo após se recuperar, a visão ficou permanentemente prejudicada e ela tem dificuldades para enxergar direito. “Eu não posso mais dirigir, porque tenho pontos cegos na minha visão. Às vezes, vou me servir de um pouco de água e erro o copo, porque não consigo vê-lo. Também tive pneumonia, porque [durante a overdose] sofri asfixia, e tive falência de órgãos múltipla”, lista a artista. Ele descreveu que, quando acordou, “não conseguia ver a sua família”. “Eu estava legalmente cega. Minha irmã mais nova [Madison de la Garza] estava do meu lado na cama de hospital quando recobrei a consciência, mas não consegui reconhecê-la”, disse. Em seu depoimento para o filme, a mãe da cantora, Dianna de la Garza, descreveu com horror a lembrança da filha no hospital: “Colocaram um tubo no pescoço dela, de onde saía sangue. O sangue era filtrado e voltava para o pescoço dela pelo tubo”. “No fim das contas, o excesso de qualquer coisa pode te matar. Eu tenho muita sorte de estar viva. Os meus médicos disseram que, se tivesse demorado cinco ou dez minutos a mais para alguém me encontrar, eu não estaria aqui hoje”, disse Demi. Além do documentário dirigido por Michael D. Ratner (responsável também por “Justin Bieber: Seassons”), Demi também criou um novo disco, que é quase como uma trilha sonora não-oficial do filme. As canções acompanham os depoimentos, refletindo muitos dos temas discutidos na tela. o disco, que terá 19 faixas (mais 3 canções extras na versão deluxe), inclui três colaborações com outras cantoras, todas mulheres – e uma delas chamada Ariana Grande – e vai chegar às plataformas digitais no dia 2 de abril, 10 dias após a estreia do documentário. Veja abaixo o trailer de “Demi Lovato: Dancing with the Devil”, que será exibido em capítulos no YouTube a partir da semana que vem.












