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    Alec Baldwin ataca Dylan Farrow em defesa de Woody Allen

    29 de janeiro de 2018 /

    O ator Alec Baldwin voltou a defender Woody Allen no Twitter. Baldwin, que trabalhou em três filmes de Allen, já tinha dito que considera o ataque público ao diretor “injusto e triste”. Agora, decidiu contra-atacar Dylan Farrow, que acusa o diretor de ter abusado dela em 1992, quando tinha sete anos de idade. Em uma postagem de domingo (28/1), Baldwin comparou a filha adotiva de Allen à personagem Mayella, de “O Sol É para Todos”, que mente sobre um estupro, levando um homem negro inocente à prisão. Por meio do Twitter oficial de sua fundação, o ator escreveu: “Uma das armas mais eficientes que Dylan Farrow tem em seu arsenal é a ‘persistência da emoção’. Como Mayella em ‘O Sol É Para Todos’, suas lágrimas e apelos são feitos para constranger você a acreditar na história dela. Mas eu preciso mais do que isso antes de destruir alguém, independentemente da sua fama. Preciso de muito mais”. “Dizer que Dylan Farrow está falando a verdade é dizer que Moses Farrow [irmão dela] está mentindo. Qual dos filhos de Mia herdou o gene da honestidade, e qual não?”, continuou. Dylan há anos afirma que foi abusada pelo pai quando tinha sete anos – e detalhou o incidente em uma entrevista recente. Já seu irmão Moses, que se distanciou da família, nega que ela tenha sido abusada, afirmando que ela sofreu lavagem cerebral da mãe, Mia Farrow. Woody Allen sempre negou as acusações de que tivesse agido de forma imprópria com a filha. Mas Dylan fez as acusações ressurgirem em meio à campanha #MeToo, de denúncia de assédios, e prometeu, entre lágrimas, não parar até destruir a carreira de Woody Allen, numa recente e emocional entrevista televisiva. Ela vem assediando atores que trabalharam com o pai adotivo para cobrar que o reneguem. E os que não o fazem são constrangidos por ela, como aconteceu recentemente com Justin Timberlake. Assim, Dylan vem conseguindo seu objetivo. Diversos artigos publicados no domingo apontaram que a carreira do diretor pode ter chegado a um encruzilhada. Allen estaria enfrentando dificuldades para conseguir que atores se comprometam com seu próximo filme. Não só isso, a Amazon estaria querendo encerrar o acordo de distribuição de suas obras. E o novo longa já filmado do diretor, “A Rainy Day in New York”, pode nem sequer ser lançado, pois vários intérpretes que participaram da produção agora se recusam a promovê-lo. 1 of the most effective things Dylan Farrow has in her arsenal is the “persistence of emotion.” Like Mayella in TKAM, her tears/exhortations r meant 2 shame u in2 belief in her story. But I need more than that before I destroy some1, regardless of their fame.I need a lot more. — ABFoundation (@ABFalecbaldwin) January 28, 2018 To say that @RealDylanFarrow is telling the truth is to say that @MosesFarrow is lying.Which of Mia’s kids got the honesty gene and which did not?https://t.co/vpPhe5VFcG — ABFoundation (@ABFalecbaldwin) January 28, 2018 If my defense of Woody Allen offends you, it’s real simple.Unfollow.Condemn.Move on. — ABFoundation (@ABFalecbaldwin) January 28, 2018

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    Carreira de Woody Allen pode ter chegado ao fim

    29 de janeiro de 2018 /

    A pressão de Dylan Farrow, que afirmou sua intenção de destruir a carreira de Woody Allen em sua recente e emocional entrevista televisiva, na qual cobrou atores e produtores que continuam trabalhando com seu pai, após ela acusá-lo de abuso sexual por mais de 20 anos, pode já ter conseguido seu objetivo. Várias publicações, como os jornais The New York Times, The New York Post, o inglês Daily Mail e o espanhol El País publicaram artigos no domingo (28/1), em que revelam que o diretor está enfrentando dificuldades para conseguir que atores se comprometam com seu próximo filme. Não só isso, a Amazon estaria querendo encerrar seu acordo de distribuição com Allen. E o novo longa já filmado do diretor, “A Rainy Day in New York”, tende a nem sequer ser lançado, pois vários atores que participaram da produção agora se recusam a promovê-lo. “’A Rainy Day in New York’ não vai sair ou (será) eliminado pela Amazon sem qualquer exibição de imprensa ou nos cinemas”, disse à coluna Page Six, do New York Post, um executivo da indústria cinematográfica que não quis ser identificado. Selena Gomez e Timothée Chalamet, que vivem os protagonistas do longa, recentemente doaram o dinheiro que receberam por participar da produção. Selena não mencionou o assunto e teria agido de forma anônima. Mas Timothée Chalamet, indicado ao Oscar de Melhor Ator pela atuação em “Me Chame Pelo Seu Nome”, comunicou no seu Instagram que doaria o cachê para três instituições. Rebecca Hall, que também faz parte do elenco, doou seu salário e ainda disse que não voltaria a trabalhar com o diretor. Já outros integrantes do elenco do filme – Elle Fanning, Jude Law, Liev Schreiber e Diego Luna – não se manifestaram. Outras atrizes que trabalharam como Woody Allen, como Marion Cotillard, Greta Gerwig e Mira Sorvino (que inclusive venceu um Oscar por um filme do diretor), disseram publicamente que não voltarão a trabalhar com ele. O New York Times ainda citou uma profissional de casting de Hollywood, que teria informado, sob a condição de anonimato para proteger seus relacionamentos profissionais, que está recomendando a seus clientes não trabalharem com Woody Allen. Ela disse que um papel em um filme de Allen está se tornando difícil de justificar – uma escolha de carreira, que pode colocar um ator numa saia-justa pouco indicada para o currículo. A reação negativa, por sinal, não se restringe a Hollywood. A produção de uma peça baseada num filme de Woody Allen também foi cancelada, com os produtores citando “os diálogos atuais sobre má conduta e assédio sexual.” Até o momento, a Amazon também não se pronunciou oficialmente sobre o futuro de seu contrato com Allen ou o lançamento de “A Rainy Day in New York”, que não tem estreia marcada. Letty Aronson, irmã mais nova de Woody Allen e produtora de seus filmes, lembrou que a Amazon tem contrato para financiar mais um filme de Allen. Ela também disse que ele pode trabalhar com novos atores. Ou escrever livros.

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    Dylan Farrow questiona credibilidade de Justin Timberlake por trabalhar com Woody Allen

    23 de janeiro de 2018 /

    O que começou com um tuíte inocente de Justin Timberlake virou uma acusação de complacência com um assediador, mostrando que Dylan Farrow vai tornar um inferno a vida de quem filmar com seu pai Woody Allen. Timberlake brincou com o significado de um antigo ditado popular inglês. “Alguém pode me explicar o ditado: ‘Você quer seu bolo e também comê-lo’. O que mais eu deveria fazer com o bolo?”, ele perguntou a seus seguidores. E recebeu a resposta de Dylan: “O ditado significa, por exemplo, que você não pode apoiar a Time’s Up e louvar predadores sexuais ao mesmo tempo. Você não pode manter sua credibilidade como ativista (ou seja, o bolo) e, ao mesmo tempo, elogiar um predador sexual (ou seja, comer o bolo)”. Veja abaixo. Ela se refere, claro, ao fato de Timberlake ter usado um broche da Time’s Up, iniciativa que visa apoiar vítimas de abuso sexual, durante o Globo de Ouro 2018, mas também filmou com Woody Allen o recente “Roda Gigante”. Ao contrário de outros atores que trabalharam com o diretor, ele não o condenou publicamente nos últimos dias. Farrow tem comemorado a reação a sua primeira entrevista televisiva, na qual até chorou ao lembrar que o pai a molestou quando ela tinha sete anos em 1992. A história é bastante controvertida, pois ela era muito pequena e um de seus irmãos denunciou que a mãe, Mia Farrow, ensaiou os filhos na época para acusar Allen de abuso sexual, durante a disputa da guarda das crianças na separação do casal. Na entrevista, Dylan disse que estava determinada a destruir a carreira de Woody Allen, e não tem medido esforços, visando desestabilizar aqueles que trabalharam com seu pai. Desde que ela iniciou sua cruzada, Mia Sorvino, Greta Gerwig, Rebeca Hall, Timothee Chalamet, Marion Cotillard e Colin Firth disseram que não voltarão a trabalhar com o diretor. Woody Allen também voltou a se manifestar, negando todas as acusações. The saying means, for example, you can’t support #TIMESUP and praise sexual predators at the same time. You can’t retain your credibility as an activist (i.e. – retain the cake) and, at the same time, praise a sexual predator (i.e. – eating the cake). — Dylan Farrow (@RealDylanFarrow) January 23, 2018

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    Marion Cotillard e Colin Firth dizem que não filmarão mais com Woody Allen

    19 de janeiro de 2018 /

    Woody Allen pode ter dificuldades para montar o elenco de seu próximo filme. A atriz francesa Marion Cotillard e o ator inglês Colin Firth também disseram que não voltarão a trabalhar com o diretor. Eles ecoam declarações anteriores de Mia Sorvino, Greta Gerwig, Rebeca Hall e Timothee Chalamet. Os dois últimos ainda doaram os cachês que receberam por “A Rainy Day in New York”, o próximo filme do diretor, para instituições que combatem o assédio sexual. Firth foi definitivo ao declarar ao jornal The Guardian que “não voltaria a filmar com ele novamente”. O ator estrelou “Magia ao Luar” (2014), dirigido por Allen. Já Cotillard foi menos incisiva, dizendo que “pensaria duas vezes” antes de decidir, mas deu uma longa explicação e lamentou não ter pesado melhor as consequências de trabalhar com o diretor em “Meia-Noite em Paris” (2011). “Quando eu trabalhei com ele, tenho que confessar que não me questionei”, disse ela, durante uma entrevista para falar de seu filme mais recente, “Ismael’s Ghosts”. “Eu não sabia muito sobre sua vida pessoal. Eu sabia que ele se casou com uma das suas (filhas), o que eu honestamente pensei que era estranho, mas não poderia julgar algo que eu não conhecia. Eu ignorava o que ele fez ou não fez. Mas vejo pessoas sofrendo e é terrível. Hoje, se ele me convidasse novamente, o que eu não acho que fará, recusaria. Toda a experiência que tivemos juntos foi muito estranha. Admiro alguns de seus trabalhos, mas não tivemos nenhuma conexão no set, eu o conheci cinco dias antes das filmagens. Eu questionaria mais se ele me pedisse para trabalhar novamente com ele. Talvez eu investigasse mais. Eu sou muito ignorante sobre a história com ele, e só vejo que isso machuca (sua filha).” Os comentários ocorrem depois de Dylan Farrow condenar os atores que continuam trabalhando com Allen. Eles devem “reconhecer sua cumplicidade” ao perpetuar a “cultura do silêncio” de Hollywood, ela disse, em sua primeira entrevista televisiva. A filha adotiva de Woody Allen acusa o pai de tê-la molestado em 1992, quando ela tinha sete anos, e diz que não descansará enquanto não “derrubar” o diretor, no sentido de acabar com a carreira dele. A acusação veio à tona em meio ao processo de separação de Allen e Mia Farrow, durante a luta pela custódia dos filhos, e foi contestada por investigações independentes de serviços de proteção aos menores. Mesmo assim, o juiz responsável pelo julgamento da custódio negou a guarda a Allen e a história continuou viva, graças a insistência de Dylan de acusar o pai. Allen sempre negou ter atacado sexualmente sua filha e emitiu uma nova nota a respeito disso, após a aparição televisiva da filha. Mas enquanto Hollywood parece finalmente ter chegado a um veredito sobre o diretor, seus outros filhos se dividem a respeito de sua culpa. Enquanto Ronan Farrow defende a irmã e também cobra publicamente atrizes que trabalham com Woody Allen, Moses Farrow veio a público dizer que se alguém era abusivo era sua mãe, que tinha coagido os filhos a mentirem e acusarem Woody Allen durante as audiências de guarda das crianças no processo de separação. Mia se separou de Woody Allen após ele se envolver, de forma escandalosa, com sua enteada Soon-Yi Previn, que a atriz tinha adotado quando era casada com André Previn. Diferente do que diz Marion Cotillard, Soon-Yi não era filha de Woody Allen. Também era maior de idade na ocasião. Mas o relacionamento dos dois – que dura até hoje – causou escândalo na época, dando maior credibilidade à acusação de assédio de Dylan. A história, entretanto, é muito mal-interpretada, como atesta a própria entrevista de Cotillard. Um único ator se pronunciou em defesa de Allen até o momento. Alec Baldwin foi às redes sociais lembrar que “acusar pessoas de tais crimes deve ser algo feito com cuidado”. “Woody Allen foi investigado por dois estados e nenhuma acusação foi formalizada. A renúncia a ele e ao seu trabalho, sem dúvida, serve a algum propósito. Mas é injusto e triste pra mim. Eu trabalhei com ele três vezes e foi um dos privilégios da minha carreira”, escreveu Baldwin. Ao contrário de outros casos de assédio, que alimentam o movimento #Metoo em Hollywood, ninguém mais acusa o diretor de comportamento abusivo. Apenas Dylan, que tinha sete anos na ocasião do suposto abuso.

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    Woody Allen repete que não molestou a filha e culpa Mia Farrow por lavagem cerebral

    18 de janeiro de 2018 /

    Pressionado por novas declarações de Dylan Farrow, Woody Allen decidiu se manifestar. Ele enviou um comunicado ao programa “This Morning”, da rede CBS, que exibiu a primeira entrevista televisiva de Dylan na quinta (18/1). Aproveitando o impulso do movimento #Metoo, a filha adotiva de Woody Allen resgatou as acusações de abuso sexual, que teria sofrido do pai quando tinha sete anos de idade. Na entrevista, ela assume que está em campanha para derrubar Allen. “Por que eu não deveria derrubá-lo? Por que não deveria estar com raiva? Por que não deveria estar ferida? Por que não deveria sentir algum tipo de ultraje, após todos estes anos sendo ignorada, desacreditada e descartada?”, ela afirmou. Leia abaixo a íntegra da resposta do diretor. “Quando esta reivindicação foi feita pela primeira vez há mais de 25 anos, foi investigada tanto pela Clínica de Abuso Sexual Infantil do Hospital Yale-New Haven quanto pelo Bem-estar da Criança do Estado de Nova York. Ambos fizeram isso por muitos meses e concluíram de forma independente que nenhum abuso ocorreu. Em vez disso, eles acharam que uma criança vulnerável tinha sido treinada para contar sua história por uma mãe irritada durante uma disputa contenciosa. O irmão mais velho de Dylan, Moses, disse que ele testemunhou sua mãe fazendo exatamente isso – implacavelmente treinando Dylan, martelando para ela que seu pai era um perigoso predador sexual. Parece ter funcionado – e, infelizmente, tenho certeza de que Dylan realmente acredita no que ela diz. Mas mesmo que a família Farrow esteja usando cinicamente a oportunidade oferecida pelo movimento Time’s Up para repetir essa acusação desacreditada, isso não a torna mais verdadeira hoje do que no passado. Nunca molestei minha filha – como todas as investigações concluíram há um quarto de século”.

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    Mãe de Selena Gomez revela ter tentado convencê-la a não filmar com Woody Allen

    17 de janeiro de 2018 /

    A mãe da cantora e atriz Selena Gomez, Mandy Teefey, escreveu em uma postagem no Instagram que desaconselhou a filha a trabalhar no filme de Woody Allen, “A Rainy Day in New York”. O diretor está na mira do movimento #Metoo, graças à campanha de sua filha Dylan Farrow, que mantém na mídia a polêmica de seu suposto abuso sexual pelo pai, quando tinha sete anos de idade. Respondendo a um internauta em sua página oficial, Mandy, que já foi empresária de Selena, disse ter desaprovado a escolha da filha. “Desculpa. Ninguém pode forçar Selena a fazer algo que ela não quer. Eu tive uma longa conversa com ela sobre não trabalhar com ele [Woody Allen] e não funcionou”, escreveu Mandy. Mandy também disse que Selena “toma suas próprias decisões” e não adiantaria aconselhá-la. Seria como “falar com surdos”, disse. Veja abaixo. A cantora, que ainda não fez nenhuma declaração pública sobre Allen, vem recebendo críticas de seus fãs por não se posicionar. Dois de seus colegas de trabalho no filme do diretor, Timothee Chalamet e Rebecca Hall, renegaram publicamente Allen, anunciando que doariam os salários que receberam por participar de “A Rainy Day in New York” para instituições que combatem o assédio sexual. Mas, segundo a revista People, Selena teria feito uma doação anônima, maior do que o cachê recebido com o filme, para a iniciativa Time’s Up, que recebeu doações dos dois. No começo do mês, ela fez uma postagem em apoio ao movimento organizado por atrizes de Hollywood para combater o assédio sexual.

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    Filha de Woody Allen volta a acusá-lo de abuso sexual em sua primeira entrevista televisiva

    17 de janeiro de 2018 /

    Dylan Farrow, filha de Woody Allen com Mia Farrow, voltou a afirmar que foi abusada sexualmente pelo pai em 1992, quando tinha apenas sete anos. A nova denúncia foi feita no programa “This Morning”, da rede CBS, na primeira entrevista de Dylan para a TV. A entrevista completa será exibida na quinta (18/1), mas já na prévia adiantada pelo programa (veja abaixo) a jovem assume que está em campanha para derrubar Allen. “Por que eu não deveria derrubá-lo? Por que não deveria estar com raiva? Por que não deveria estar ferida? Por que não deveria sentir algum tipo de ultraje, após todos estes anos sendo ignorada, desacreditada e descartada?” “Tudo o que posso fazer é contar minha verdade e esperar. Esperar que me acreditem, em vez de apenas me ouvirem”, ela completa. A campanha de Dylan se tornou pública em 2014, quando ela escreveu uma carta aberta para o jornal The New York Times, denunciando Woody Allen, e ganhou força após o movimento #Metoo. Há algumas semanas, ela publicou uma nova carta no jornal The Los Angeles Times, questionando o tratamento diferenciado entre Allen e outros predadores de Hollywood. “Qual o motivo de Harvey Weinstein e outras celebridades acusadas de abuso terem sido banidas de Hollywood enquanto Allen recentemente conseguiu um contrato milionário de distribuição para seu próximo filme?”, ela questionou. Embora a pergunta seja retórica, a grande diferença entre Allen e os demais é que apenas Dylan acusa o diretor, enquanto os demais casos têm mais de uma acusadora. Dylan sabe disso, a ponto de dizer: “Estou falando a verdade e acho importante que as pessoas entendam que uma vítima importa e é suficiente para mudar as coisas”, ela disse. A história divide os próprios irmãos de Dylan. Enquanto Ronan Farrow defende a irmã e cobra publicamente atrizes que trabalham com Woody Allen, Moses Farrow já disse que se alguém era abusivo nos anos 1990 era sua mãe, a atriz Mia Farrow, que teria coagido os filhos a mentirem e acusarem Woody Allen durante as audiências de guarda das crianças no processo de separação. Mia se separou de Woody Allen após ele se envolver, de forma escandalosa, com sua enteada Soon-Yi Previn, que a atriz tinha adotado quando era casada com André Previn. Nenhuma atriz filmada por Woody Allen ao longo de meio século de carreira o acusou de qualquer coisa. Mas a campanha de Dylan começa a ter resultados. Mia Sorvino, que venceu um Oscar ao estrelar “Poderosa Afrodita” (1995) de Allen, disse que não voltaria a trabalhar mais com ele, assim como Greta Gerwig, que estrelou “Para Roma com Amor” (2012). E Timothee Chalamet e Rebecca Hall renegaram publicamente o diretor, anunciando que doariam os salários que receberam por participar de seu próximo filme, “A Rainy Day in New York”, para instituições que combatem o assédio sexual.

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    Alec Baldwin diz que ataque de atores a Woody Allen é “injusto e triste”

    16 de janeiro de 2018 /

    Alec Baldwin foi às redes sociais defender Woody Allen, após a decisão de Timothee Chalamet e Rebecca Hall de renegarem publicamente o diretor e doar os salários que receberam por participar de seu próximo filme, “A Rainy Day in New York”, para instituições que combatem o assédio sexual. Baldwin, que trabalhou em três filmes de Allen, disse que considera o ataque público ao diretor “injusto e triste”. Ele também critica o ressurgimento das denúncias de abuso sexual contra Woody Allen, feitas por sua filha Dylan Farrow. “Acusar pessoas de tais crimes deve ser algo feito com cuidado”, ele escreveu. “Woody Allen foi investigado por dois estados e nenhuma acusação foi formalizada. A renúncia a ele e ao seu trabalho, sem dúvida, serve a algum propósito. Mas é injusto e triste pra mim. Eu trabalhei com ele três vezes e foi um dos privilégios da minha carreira”, escreveu Baldwin. As decisões de Chalamet e Hall ocorreram após a denúncia de Farrow ser retomada pelo movimento #MeToo e a iniciativa Time’s Up. Em 2014, Farrow escreveu uma carta aberta ao New York Times, detalhando o suposto abuso sofrido em 1992, quando tinha sete anos de idade. Ela voltou a contar a história em dezembro passado, após o estouro dos escândalos sexuais que sacodem Hollywood, num artigo publicado pelo Los Angeles Times. Allen nega ter atacado sexualmente sua filha e a história divide os próprios irmãos de Dylan. Enquanto Ronan Farrow defende a irmã e cobra publicamente atrizes que trabalham com Woody Allen, Moses Farrow veio a público dizer que se alguém era abusivo era sua mãe, a atriz Mia Farrow, que tinha coagido os filhos a mentirem e acusarem Woody Allen durante as audiências de guarda das crianças no processo de separação. Mia se separou de Woody Allen após ele se envolver, de forma escandalosa, com sua enteada Soon-Yi Previn, que a atriz tinha adotado quando era casada com André Previn. Em seu argumento, Baldwin afirma que as denúncias de abuso sexual nunca devem ser descartadas, mas que também devem ser “tratadas com cuidado”. “É possível apoiar sobreviventes de pedofilia e agressões/abusos sexuais e também acreditar que Woody Allen seja inocente? Eu acho que sim”, ele escreveu. “A intenção disto não é descartar ou ignorar tais denúncias. Mas acusar pessoas de tais crimes deve ser algo feito com cuidado. Em nome das vítimas, também”. No ano passado, Baldwin deixou de usar sua conta pessoal do Twitter depois de receber críticas por suas opiniões sobre o movimento #Metoo. Depois disso, o ator expressou sua tristeza pelas vítimas, admitindo que seu “objetivo é me tornar melhor em todas as coisas relacionadas à igualdade de gênero”. Woody Allen was investigated forensically by two states (NY and CT) and no charges were filed. The renunciation of him and his work, no doubt, has some purpose. But it’s unfair and sad to me. I worked w WA 3 times and it was one of the privileges of my career. — ABFoundation (@ABFalecbaldwin) January 16, 2018 Is it possible to support survivors of pedophilia and sexual assault/abuse and also believe that WA is innocent?I think so.The intention is not to dismiss or ignore such complaints. But accusing ppl of such crimes should be treated carefully. On behalf of the victims, as well. — ABFoundation (@ABFalecbaldwin) January 16, 2018

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    Timothee Chalamet anuncia que doará cachê recebido pelo novo filme de Woody Allen

    16 de janeiro de 2018 /

    Mais um integrante do elenco de “A Rainy Day in New York”, próximo filme de Woody Allen, anunciou que doará o cachê recebido pelo trabalho. Repetindo a iniciativa de Rebeca Hall, Timothee Chalamet decidiu destinar seus vencimentos a três instituições que combatem assédio sexual, entre elas o próprio Time’s Up, fundo criado por várias atrizes e produtoras de Hollywood para combater o assédio. Chalamet postou em seu Instagram um texto anunciando a decisão. O ator afirmou que não podia comentar sobre sua participação no longa de Woddy Allen por “questões contratuais”. No entanto, manifestou sua decisão de não querer “lucrar com a atuação no filme”. Considerado um dos grandes nomes da nova geração de Hollywood, ele é favorito ao Oscar 2018 por seu papel em “Me Chame pelo seu Nome” e também está em outro filme badalado da temporada, “Lady Bird”. As denúncias contra Harvey Weinstein e o avanço do movimento #Metoo, em que vítimas denunciam assédio, fizeram renascer as acusações de Dylan Farrow, filha de Woody Allen, que teria sofrido abuso do próprio pai aos sete anos de idade. Um dos principais denunciantes de Weinstein foi Ronan Farrow, irmão de Dylan e também filho de Allen, que assinou a reportagem contundente da revista New Yorker com acusações de estupro contra o produtor. Em sua mensagem, Chalamet disse que até o presente momento de sua carreira, escolheu seus trabalhos com a “perspectiva de um jovem ator tentando seguir atores mais experientes” que admira. No entanto, fazendo alusão a sua decisão de participar do filme de Allen, afirmou que está aprendendo que “um bom papel não é o único critério para aceitar um trabalho”. Veja o post original abaixo. Uma publicação compartilhada por Timothée Chalamet (@tchalamet) em 15 de Jan, 2018 às 8:51 PST

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    Ronan Farrow vai produzir e apresentar série de documentários investigativos na HBO

    12 de janeiro de 2018 /

    O jornalista Ronan Farrow, filho de Mia Farrow e Woody Allen, assinou um contrato de três anos com a HBO para produzir uma nova série de documentários investigativos. Ele ganhou notoriedade há dois anos, após publicar uma denúncia contra o próprio pai, Woody Allen, acusando-o por abusar de sua irmã quando ela era criança. Mais recentemente, tornou-se o principal porta-voz das vítimas do produtor Harvey Weistein, publicando uma série de reportagens na revista The New Yorker, com depoimentos contundentes de atrizes famosas e as primeiras acusações de estupro contra o produtor. O contrato foi fechado após Farrow aparecer na capa da revista Hollywood Reporter, onde foi tratado como o “príncipe de Hollywood que derrubou o castelo” dos poderosos. “Ao longo das minhas investigações na TV e na mídia impressa nos últimos anos, ficou claro para mim que há uma nova geração de telespectadores em busca de reportagens sérias, relevantes que ataquem interesses poderosos e injustiças sistêmicas que muitas vezes são jogadas para debaixo do tapete”, disse Farrow no comunicado do negócio. “A reportagem extraordinária de Ronan na New Yorker ajudou a propagar outras investigações, revelações e debates importantes sobre esses casos. Seu trabalho contribuiu para esse momento de limpeza em nossa cultura e estamos entusiasmados em fornecer uma plataforma para esse repórter perseguir projetos que continuem a revelar a verdade sobre o poder”, disse o presidente de programação da HBO, Casey Bloys, sem especificar os temas dos documentários. Ainda sem título, os programas devem ir ao ar no final do ano.

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    Estrela de Vicky Cristina Barcelona anuncia que não trabalhará mais com Woody Allen

    12 de janeiro de 2018 /

    A atriz Rebecca Hall, estrela de um dos maiores sucessos da carreira de Woody Allen, “Vicky Cristina Barcelona” (2008), anunciou que não trabalhará mais com o diretor. Ela acaba de filmar novamente com o cineasta, num papel em seu próximo filme, “A Rainy Day in New York”. A estrela britânica fez o anúncio em seu Instagram, um mês depois de Dylan Farrow, filha do diretor, escrever que sentia raiva de Hollywood e especialmente das atrizes que continuavam a apoiar seu pai, que ela acusa de abuso sexual. “Depois de ler e reler as declarações de Dylan Farrow alguns dias atrás e voltar e ler as mais antigas, eu vejo que este assunto não só é muito complicado, mas que minhas ações fizeram outra mulher se sentir silenciada e subestimada”, Hall escreveu. “Isso não é algo com o qual eu possa ficar bem no momento atual ou mesmo em qualquer momento, e estou profundamente arrependida”. Ela comentou a sensação surreal de trabalhar com Allen em meio à explosão do escândalo de Weinstein. “No dia seguinte em que a acusação contra Weinstein explodiu, eu estava filmando o último filme de Woody Allen em Nova York. Eu não podia imaginar estar num lugar mais estranho naquele dia. Quando me convidaram a filmá-lo, há cerca de sete meses, eu rapidamente disse que sim. Ele me deu um dos meus primeiros papéis significativos no cinema, pelo qual sempre fui grata, e era um dia de trabalho na minha cidade natal – fácil. Agora, porém, percebemos que não havia nada fácil nisso”. Ela conclui: “Lamento esta decisão e não farei mais isso”. Além de anunciar que não voltará a trabalhar com Woody Allen, ela declarou que doará o que recebeu para filmar “A Rainy Day in New York” para o fundo do movimento Time’s Up, criado para pagar despesas jurídicas de processos de assédio sexual. Hall é a terceira atriz a declarar que não trabalhará mais com Woody Allen, após Greta Gerwig, que participou de “Para Roma, Com Amor” (2012), e Mira Sorvino, que venceu o Oscar por seu trabalho em “Poderosa Afrodite” (1995), do diretor. O novo filme de Allen traz em seu elenco Timothée Chalamet (“Me Chame pelo Seu Nome”), Selena Gomez (“Spring Breakers”), Jude Law (“Rei Arthur: A Lenda da Espada”), Elle Fanning (“Demônio de Neon”), Liev Schreiber (série “Ray Donovan”) e Diego Luna (“Rogue One”). Ainda não há previsão para a estreia. The day after the Weinstein accusation broke in full force I was shooting a day of work on Woody Allen’s latest movie in New York. I couldn’t have imagined somewhere stranger to be that day. When asked to do so, some seven months ago, I quickly said yes. He gave me one of my first significant roles in film for which I have always been grateful, it was one day in my hometown – easy. I have, however subsequently realized there is nothing easy about any of this. In the weeks following I have thought very deeply about this decision, and remain conflicted and saddened. After reading and re-reading Dylan Farrow’s statements of a few days ago and going back and reading the older ones – I see, not only how complicated this matter is, but that my actions have made another woman feel silenced and dismissed. That is not something that sits easily with me in the current or indeed any moment, and I am profoundly sorry. I regret this decision and wouldn’t make the same one today. It’s a small gesture and not one intended as close to compensation but I’ve donated my wage to @timesup. I’ve also signed up, will continue to donate, and look forward to working with and being part of this positive movement towards change not just in Hollywood but hopefully everywhere. #timesup Uma publicação compartilhada por Rebecca Hall (@rebeccahall) em 12 de Jan, 2018 às 2:08 PST

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    Greta Gerwig diz que não voltará a trabalhar com Woody Allen

    11 de janeiro de 2018 /

    Em meio ao clima de denúncias de assédios em Hollywood, a atriz, roteirista e diretora Greta Gerwig, responsável pelo filme indie do ano, “Lady Bird”, anunciou que não voltará mais a trabalhar para Woody Allen. Ela atuou em “Para Roma com amor”, filme de 2012 do diretor, e foi pressionada a se manifestar sobre o cineasta durante as entrevistas que se seguiram ao Globo de Ouro 2018. Woody Allen é acusado de abuso sexual por sua filha adotiva Dylan Farrow. O diretor sempre negou as acusações, alegando que a história foi inventada pela ex-esposa Mia Farrow. O caso dividiu a família, com pelo menos um filho adotivo de Allen e Farrow ficando ao lado do diretor, enquanto o filho biológico do casal, Ronan Farrow, rompeu com o pai e se tornou ativista contra o abuso sexual — foram dele as matérias da revista New Yorker que denunciaram o produtor Harvey Weinstein. Gerwig comentou o caso após uma pergunta sobre o possível efeito de denúncias no legado artístico e futuras oportunidades de trabalho dos acusados, durante uma mesa redonda online do jornal New York Times. “Eu queria falar especificamente sobre Woody Allen, pois me fizeram essa pergunta algumas vezes recentemente. É algo que levo muito a sério e venho pensando muito sobre, então tive tempo de organizar meus pensamentos e dizer o que quero dizer. Só posso falar por mim mesma e cheguei a essa conclusão: Se eu soubesse na época o que sei hoje, não teria atuado no filme.Não trabalhei com ele desde então e não voltarei a trabalhar com ele”. Gerwig mencionou diretamente dois artigos escritos por Dylan Farrow, o de 2014 e outro de outubro de 2017, no qual ela critica o movimento #metoo por poupar Allen e cita especificamente atrizes que trabalharam com ele, como Gerwig, Kate Winslet e Blake Lively. “Os dois artigos de Dylan Farrow me fizeram perceber que eu havia agravado a dor de outra mulher e eu fiquei arrasada com isso”, disse a atriz. “Eu cresci com os filmes dele e eles me formaram enquanto artista, esse é um fato que não posso mudar. Mas posso tomar decisões diferentes de agora em diante.”

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    Woody Allen cansa o público com sua Roda Gigante

    1 de janeiro de 2018 /

    Cinema é uma Arte produzida em conjunto por um imenso grupo de pessoas, e a chance de algo se perder no meio do processo (por descuido, má sorte ou incompetência) é enorme. Woody Allen sempre fala isso quando relembra filmes antigos validando que a obra que está produzindo é, na maioria das vezes, boa no papel, mas toda sorte de infortúnios acontece entre a ideia e a produção resultando em um produto final muitas vezes insatisfatório. “Tive muita sorte com ‘Match Point’”, ele disse certa vez. “Tudo o que costumava dar errado num filme, deu certo nesse. Todas as decisões tomadas, não só por mim, mas por todo mundo, funcionaram. Não sei se um dia consigo repetir isso ou fazer um filme tão bom”, comentou sobre sua obra prima no século 21, um comentário que, ao contrário, serve para explicar o equivoco de “Roda Gigante”. Desde que lançou “Um Assaltante Bem Trapalhão”, seu filme de estreia, em 1969, que Woody Allen marca presença nos cinemas ao menos uma vez por ano. Com exceção de 1970, 1974 e 1981, todos os outros anos entre 1969 e 2017 tiveram Woody Allen nos cinemas (e o projeto de 2018, inclusive, já foi filmado e se chama “A Rainy Day in New York”), resultando em uma filmografia vastíssima que traz tanto momentos de genialidade (“Noivo Neurótico, Noiva Nervosa”, “Manhattan”, “Tiros na Broadway”, “Hannah e Suas Irmãs” e “Crimes e Pecados” formam um Top 5 involuntário) com desleixos tolos (“Igual a Tudo na Vida”, “O Escorpião de Jade”, “Scoop”, “Você Vai Conhecer o Homem dos Seus Sonhos” e “Neblina e Sombras”) insinuando a ideia de que, muitas vezes, Woody não se dedica tanto ao processo no set (e ele é o primeiro a assumir isso) deixando a mercê da sorte o resultado final da produção. Às vezes dá certo. Outras… 40 anos depois, “Roda Gigante” se conecta com “Noivo Neurótico, Noiva Nervosa” numa citação deliciosa que rememora Alvin Singer, o personagem que se apaixona por Annie Hall (que dá título em inglês ao filme de 1977) e cresceu em uma casa no meio do parque de diversões de Coney Island, nos anos 1950. De forma semelhante, é numa casa sobre o estande de tiro ao alvo com a roda gigante tampando a visão do oceano que vive Richie (o ruivinho Jack Gore), um garoto filho da garçonete (e ex-atriz) Ginny (a esplendorosa Kate Winslet), uma mulher que se apaixonou por outro homem e viu seu casamento ruir, mas encontrou e se juntou a Humpty (Jim Belushi, excelente), o operador do carrossel do parque que é pai de Carolina (Juno Temple), uma moça sonhadora que se casou com um gangster, o entregou em um acordo de delação e agora está jurada de morte. A este quarteto se junta Mickey (um tedioso Justin Timberlake), o romântico escritor que trabalha como salva-vidas na praia e narra a história. Um dos equívocos de “Roda Gigante” é utilizar Justin Timberlake como narrador – nada contra o cantor, aliás, ele esteve ótimo em “A Rede Social” (2010), mas aqui somente tirou vida da trama. Woody já havia aplicado “peça” semelhante em seu público: em “Vicky Cristina Barcelona” (2008), por exemplo, Scarlett Johansson e Penélope Cruz distraem a atenção da audiência enquanto a alma do filme estava em Rebeca Hall. Funcionou. Em “Roda Gigante”, porém, Mickey narra o drama de verão (sim, eis mais um drama na carreira de Woody) de maneira vazia e escapista, e mesmo com a história não sendo sobre ele e sim sobre Ginny Rannell, o fato da química entre Justin Timberlake e Kate Winslet ser algo próximo ao Polo Norte esvazia a atuação de ambos, ainda que Kate consiga entregar uma atuação digna das estatuetas de Oscar, Grammy e Emmy que mantém na estante de sua casa. Outro ponto divergente em “Roda Gigante” é a fotografia do italiano Vittorio Storaro, que já havia iluminado de dourado “Café Society” (2016) e assina também o vindouro “A Rainy Day in New York” (2018). Fotógrafo magistral detentor de três Oscars (por nada menos do que “Apocalypse Now”, “Reds” e “O Ultimo Imperador”), Storaro trouxe para “Roda Gigante” o excesso de cores que marcou um dos maiores fracassos da carreira de Francis Ford Coppola: o cult kitsch “O Fundo do Coração” (1982). E este excesso de cores, que simboliza a constante mudança de luzes do parque de diversões, briga por atenção com as longas falas do roteiro, boa parte delas estranhamente sem nenhum aconchego sonoro, o que resulta em diálogos teatralizados e caricaturais que, infelizmente, cansam. E talvez não exista pecado maior na sétima arte do que cansar o espectador. Há uma boa história em “Roda Gigante”, mas ela não foi transportada para a tela. Falta densidade e tensão ao drama de Ginny, algo que Kate Winslet se esforça sozinha para entregar e em muitos momentos do filme até consegue, mesmo com o embaraço de um ator escada fraco (Timberlake) e das luzes exageradas de Storaro, mas é pouco para salvar o drama de integrar o escalão mais baixo da cinebiografia de Woody Allen – ou mesmo levar a atriz ao Oscar. Retomando a análise certeira de Woody Allen citada no primeiro paragrafo, “certas coisas sempre dão um trabalhão num filme – encontrar os atores certos, fazer concessões em certos papeis, o clima colaborar – e tudo isso simplesmente funcionou (em ‘Match Point’)”. Em “Roda Gigante”, pelo contrário, deu tudo errado. Que venha o próximo.

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