Woody Allen repete que não molestou a filha e culpa Mia Farrow por lavagem cerebral

Pressionado por novas declarações de Dylan Farrow, Woody Allen decidiu se manifestar. Ele enviou um comunicado ao programa “This Morning”, da rede CBS, que exibiu a primeira entrevista televisiva de Dylan na quinta (18/1). Aproveitando o impulso do movimento #Metoo, a filha adotiva de Woody Allen resgatou as acusações de abuso sexual, que teria sofrido do pai quando tinha sete anos de idade.

Na entrevista, ela assume que está em campanha para derrubar Allen. “Por que eu não deveria derrubá-lo? Por que não deveria estar com raiva? Por que não deveria estar ferida? Por que não deveria sentir algum tipo de ultraje, após todos estes anos sendo ignorada, desacreditada e descartada?”, ela afirmou.

Leia abaixo a íntegra da resposta do diretor.

“Quando esta reivindicação foi feita pela primeira vez há mais de 25 anos, foi investigada tanto pela Clínica de Abuso Sexual Infantil do Hospital Yale-New Haven quanto pelo Bem-estar da Criança do Estado de Nova York. Ambos fizeram isso por muitos meses e concluíram de forma independente que nenhum abuso ocorreu. Em vez disso, eles acharam que uma criança vulnerável tinha sido treinada para contar sua história por uma mãe irritada durante uma disputa contenciosa.

O irmão mais velho de Dylan, Moses, disse que ele testemunhou sua mãe fazendo exatamente isso – implacavelmente treinando Dylan, martelando para ela que seu pai era um perigoso predador sexual. Parece ter funcionado – e, infelizmente, tenho certeza de que Dylan realmente acredita no que ela diz.

Mas mesmo que a família Farrow esteja usando cinicamente a oportunidade oferecida pelo movimento Time’s Up para repetir essa acusação desacreditada, isso não a torna mais verdadeira hoje do que no passado. Nunca molestei minha filha – como todas as investigações concluíram há um quarto de século”.