Stuart Whitman (1928 – 2020)
O ator Stuart Whitman, que estrelou a série “Cimarron” e vários clássicos de cinema dos anos 1960, morreu na segunda (16/3) em seu rancho em Santa Bárbara, nos Estados Unidos, aos 92 anos. Segundo o TMZ, ele lutava há algum tempo contra um tipo agressivo de câncer de pele. Stuart Maxwell Whitman nasceu em 1 de fevereiro de 1928 em São Francisco, serviu no Corpo de Engenheiros do Exército dos EUA durante a 2ª Guerra Mundial e ainda foi campeão de boxe, vencendo 24 combates como peso-leve, antes de decidir estudar atuação no Los Angeles City College. A aparência musculosa lhe garantiu figuração na sci-fi “O Fim do Mundo” (1951), que inaugurou sua trajetória cinematográfica. Mas antes de ficar famoso precisou superar muitos papéis sem nome ou importância. A situação só mudou ao virar coadjuvante no western “7 Homens Sem Destino” (1956), ao lado de Randolph Scott e Lee Marvin. O primeiro protagonismo demorou menos, surgindo no ano seguinte com o noir “A Esperança Morre Conosco” (1957), ao lado de Ethel Barrymore e Carolyn Jones. A notoriedade veio com “Terror no Mar” (1958), ao compartilhar um dos primeiros beijos inter-raciais do cinema, com Dorothy Dandridge. E isso o ajudou a ser escalado em grandes produções, como o religioso “A História de Ruth” (1960), o filme de gângsteres “Assassinato S.A.” (1960) e o drama “A Marca do Cárcere” (1961), que lhe rendeu indicação ao Oscar de Melhor Ator. Produção britânica, “A Marca do Cárcere” deveria ter sido estrelada por Richard Burton, que preferiu fazer “Camelot” na Broadway a encarar um papel tão terrível. Whitman aceitou o desafio e viveu um molestador de crianças na tela. Seu personagem tinha um grande arco dramático. Ao sair da prisão, pedia a ajuda de um psiquiatra (Rod Steiger) para tentar levar uma vida normal, mas acabava denunciado – erroneamente – por um novo abuso que não cometeu. A Academia se impressionou com o ator, que viu sua carreira se valorizar com a indicação. Em seguida, Whitman estrelou um de seus filmes mais populares, o western “Comancheros” (1961), ao lado de John Wayne. E repetiu a parceria no longa seguinte, no épico de guerra “O Mais Longo dos Dias” (1962). Depois de filmar as duas obras finais do húngaro Michael Curtiz, “São Francisco de Assis” (1961) e “Comancheros”, ele ainda incluiu em sua filmografia notável “O Dia e a Hora” (1963), drama de guerra assinado por outro mestre europeu de Hollywood, o francês René Clement, e a divertida comédia “Esses Maravilhosos Homens e suas Máquinas Voadoras” (1965), do inglês Ken Anakin. Portanto, estava no auge quando decidiu fazer algo inesperado: estrelar uma série de TV. Whitman apostou que ganharia uma fortuna com o western “Cimarron”, já que também era creditado como produtor, e de fato recebeu bastante dinheiro com as reprises. Embora tenha durado apenas uma temporada (1967-68) e 23 episódios originais, a popularidade do ator fez com que a atração fosse reprisada à exaustão durante os anos 1970, tornando o delegado Jim Crown um dos personagens mais conhecidos do ator. Mas a ideia de produzir episódios com 90 minutos de duração enfrentou rejeição da audiência ao vivo. E a carreira cinematográfica de Whitman entrou em declínio devido à decisão, já que, na época, atores de TV eram menosprezados pelos grandes estúdios de Hollywood. Ele acabou se especializando em produções B, incluindo cults como “Loucura da Mamãe” (1975), de Jonathan Demme, “Devorado Vivo” (1976), de Tobe Hooper, e “O Massacre da Guiana” (1979), como líder de uma seita suicida. Após os anos 1970, também encaixou uma coleção de aparições em séries de TV, incluindo “Galeria do Terror”, “F.B.I”, “Os Novos Centuriões”, “S.W.A.T.”, “Ilha da Fantasia”, “A Supermáquina”, “Esquadrão Classe A”, “Assassinato por Escrito” e “Chuck Norris: O Homem da Lei”. Embora tenha surgido num excesso de 7 episódios de “Ilha da Fantasia”, sempre como personagens diferentes, foram poucas as suas participações recorrentes. Entre elas, contam-se um pequeno arco de cinco episódios em “Knots Landing” (1990) e o papel de Jonathan Kent, o pai de Clark Kent, na série “Superboy (1988-92). Seu último trabalho nas telas foi “O Homem do Presidente” (2000), um telefilme de ação, em que atuou ao lado do amigo Chuck Norris. A decisão de largar a atuação partiu dele próprio. Whitman tinha feito uma fortuna no mercado imobiliário, com investimentos certeiros. E, cansado de convites para filmes ruins, preferiu aproveitar a vida com a família, mudando-se para um rancho de 35 acres em Santa Barbara. O ator foi casado três vezes, a última em 2006, teve cinco filhos, sete netos e quatro bisnetos. “Ele adorava Jack Daniel’s, charutos e sujar as mãos com o trabalho em seu rancho, enquanto observava os pássaros e o Oceano Pacífico”, disse sua família em comunicado. “Ele adorava as pessoas e abraçava a todos igualmente, fosse um amigo famoso de longa data, como Frank Sinatra, ou um técnico que vinha reparar qualquer coisa em sua casa. Contador de histórias, ele sempre foi o centro das atenções, vivendo de acordo com um conselho de sua mãe, que ele se esforçou para nos ensinar: ‘Aproveite ao máximo tudo o que vier e o mínimo de tudo o que se for’.”
Idris Elba vai estrelar western produzido por Jay-Z para a Netflix
O astro Idris Elba (“A Torre Negra”) vai estrelar um western produzido pelo rapper Jay-Z, que contará apenas com personagens negros. Elba vai interpretar o vilão da história, que será disponibilizada pela Netflix. O título “Harder They Fall” remete à letra da música “The Harder They Come” (“The harder they come, the harder they fall, one and all”, diz o refrão) de Jimmy Cliff, que também batizou um filme estrelado pelo cantor, chamado no Brasil de “Balada Sangrenta” (1972). Na trama, Elba viverá o pistoleiro misterioso que matou os pais do fora da lei Nat Love, protagonista da trama. Quando Love descobre que, duas décadas após o crime, o personagem de Elba está saindo da cadeia, ele se reúne com amigos de longa data para buscar vingança. O ator Jonathan Majors (dos recentes “A Rebelião” e “Hostis”) vai interpretar Nat Love e a direção estará a cargo de Jaymes Samuel, mais conhecido como o cantor-compositor The Bullitts, que já comandou projeto semelhante – isto é, um western negro: “They Die by Dawn”, em 2013. Ele também foi parceiro de Jay-Z em um projeto cinematográfico anterior. Ambos colaboraram na produção musical de “O Grande Gatsby” (2013), de Baz Luhrmann. “Harder They Fall” ainda não tem data de estreia na Netflix. Atualmente, Elba está filmando a sequência de “Esquadrão Suicida”, dirigida por James Gunn, que vai chegar aos cinemas em agosto de 2021.
Tarantino prepara série derivada de Era uma Vez em Hollywood
Quentin Tarantino quer produzir uma série derivada de “Era uma Vez em Hollywood”. E já escreveu cinco roteiros, com planos de completar mais três. Intitulada “Bounty Law”, a atração seria a materialização da série fictícia estrelada por Rick Dalton, o personagem interpretado por Leonardo DiCaprio no filme. “Depois de assistir diferentes séries de faroeste e tudo mais, eu realmente entrei no clima de ‘Bounty Law’. Eu comecei a realmente gostar da ideia de Jake Cahill como um personagem. Eu comecei a amar estes roteiros faroeste de meia hora”, comentou o diretor, em entrevista ao site Deadline. Como resultado, ele escreveu “cinco episódios diferentes para uma série preto e branco e de meia hora de western, ‘Bounty Law'”. Insistindo numa produção em preto e branco, para passar a ideia “de época”, Tarantino não imagina a série nas redes de televisão, mas mencionou que ela poderia ser lançada num canal pago ou plataforma de streaming. “Eu não me importaria em fazer para a Netflix, mas gostaria de filmar em filme. Showtime, HBO, Netflix, FX. Me agrada a ideia de construir esta mitologia de ‘Bounty Law’ com o personagem Jake Cahill”. Questionado se o projeto já está pronto para ser oferecido ao mercado, ele tenta tergiversar, mas confirma o interesse, inclusive, em dirigir os episódios. “Eu não estou planejando isso, mas também tenho o rascunho para outros três episódios. Então devo escrever mais três e fazer. Dirigir cada episódio”. O único problema é que ele terá que reescalar o protagonista. “Não consigo imaginar Leonardo querendo fazer isso. Colocar outra pessoa no lugar? Se ele quiser fazer, seria ótimo”. Nono filme de Tarantino, “Era uma Vez em Hollywood” se passa em Los Angeles no ano de 1969 e acompanha Rick Dalton (DiCaprio), astro de série de TV e seu dublê de longa data, Cliff Booth (Brad Pitt), que lutam para chegar a Hollywood. O destino decadente da dupla contrasta com a ascensão da vizinha de Rick, a atriz Sharon Tate (Margot Robbie), casada com o cineasta Roman Polanski. Mas a felicidade dela não vai durar muito, pois é 1969 e o psicopata Charles Manson (Damon Herriman, da série “Justified”) começou a aparecer em sua vizinhança. Além dos citados, há muitos outros astros famosos no elenco, como James Marsden (“Westworld”), Dakota Fanning (“The Alienist”), Damian Lewis (“Billions”), Emile Hirsch (“O Grande Herói”), Clifton Collins Jr (também de “Westworld”), Nicholas Hammond (ele mesmo, o Homem-Aranha dos anos 1970), , a menina Julia Butters (Anna-Kat Otto em “American Housewife”), Lena Dunham (criadora e protagonista da série “Girls”), Austin Butler (“The Shannara Chronicles”), a chilena Lorenza Izzo (“Bata Antes de Entrar”), Maya Hawke (“Stranger Things”), filha de Uma Thurman e Ethan Hawke, sem esquecer cinco dos “Os Oito Odiados”, Keith Jefferson, Kurt Russell, Michael Marsden, Tim Roth e Bruce Dern. A estreia está marcada para 26 de julho nos Estados Unidos e apenas em 15 de agosto no Brasil. Ambientado em
Yellowstone: Série de Kevin Costner é renovada para 3ª temporada com novidades no elenco
O canal pago Paramount renovou “Yellowstone” para sua 3ª temporada. O anúncio coincidiu com a estreia do segundo ano da produção, vista por 2,4 milhões de telespectadores – só perdeu para a audiência de estreia da série no ano passado (2,8 milhões). Além da renovação, a série vai receber o ator Josh Holloway (das séries “Colony” e “Lost”) no elenco da 3ª temporada. Fenômeno de audiência na TV paga americana, “Yellowstone” é a primeira série semanal estrelada pelo ator Kevin Costner (“Robin Hood”, “Dança com Lobos”), que anteriormente só tinha feito a minissérie premiada “Hatfields & McCoys” (2012) para a TV. “Yellowstone” é também a primeira série criada pelo cineasta Taylor Sheridan, que foi indicado ao Oscar 2017 pelo roteiro de “A Qualquer Custo” (2016) e estreou como diretor com “Terra Selvagem” (2017), vencendo um prêmio no Festival de Cannes. Ele assina os roteiros, a produção e a direção da atração, que aborda o mesmo universo de seus filmes premiados: o interior rural dos Estados Unidos, onde os homens ainda usam chapéus de cowboy, andam a cavalo (e helicóptero) e são rápidos no gatilho. Por sinal, o ator indígena Gil Birmingham, que trabalhou nos dois filmes citados de Sheridan, também está no elenco da série. Os demais atores confirmam a ambição cinematográfica da produção, com destaque para Wes Bentley (“Jogos Vorazes”), Kelly Reilly (série “Britannia”), Luke Grimes (“Cinquenta Tons de Liberdade”), Cole Hauser (“Transcendence: A Revolução”), Kelsey Asbille (“Terra Selvagem”), Dave Annable (série “Red Band Society”), Danny Huston (“Mulher-Maravilha”), Josh Lucas (“Mark Felt – O Homem que Derrubou a Casa Branca”), Gretchen Mol (série “Boardwalk Empire”), Jill Hennessey (série “Shots Fired”) e Patrick St. Esprit (“Velozes e Furiosos 8”). Filmado em Utah e Montana, “Yellowstone” acompanha John Dutton (Costner), um cowboy moderno, proprietário da maior fazenda contígua dos Estados Unidos, que sofre constante pressão para diminuir suas fronteiras – por parte de desenvolvedores de terras e do governo – e enfrenta seus adversários num mundo violento e corrupto, que resolve seus problemas longe do olhar da mídia, onde envenenamento de poços d’água ou o sumiço de testemunhas não viram notícias. Costner divide a produção executiva com Sheridan, além de John e Art Linson, pai e filho que trabalharam juntos anteriormente na produção do sucesso “Sons of Anarchy”. A 2ª temporada estreou na quarta-feria (19/6) nos Estados Unidos.
Peggy Stewart (1923 – 2019)
A atriz Peggy Stewart, que atuou em mais de 30 westerns do antigo estúdio Republic Pictures, nos anos 1940 e 1950, e foi presença constante na TV até recentemente, morreu em 29 de maio aos 95 anos. A notícia foi divulgada somente agora por sua família. Nascida Peggy O’Rourke em 5 de junho de 1923, em Palm Beach, Flórida, Stewart estava de férias com a família na Califórnia quando conheceu o ator Henry O’Neill, que convenceu a Paramount a escalá-la no papel da filha adolescente de Joel McCrea e Frances Dee em “Uma Nação em Marcha” (Wells Fargo, 1937). Ela seguiu carreira em pequenos papéis em filmes como “Idade Perigosa” (1938), com Deanna Durbin, e o clássico “Tudo Isto e o Céu Também” (1940), com Bette Davis, e após 15 figurações assinou contrato com a Republic para virar estrela. O contrato impulsionou sua carreira, mas também teve impacto em sua vida pessoal. Ela se casou em 1940 com Don “Red” Barry, o primeiro intérprete do cowboy dos quadrinhos Red Rider no cinema. E a crise se instalou quando ela virou coadjuvante feminina nos novos filmes do personagem em 1944. O problema era que seu marido, estrela do seriado original do personagem de 1940, foi substituído por “Wild” Bill Elliott como protagonista de uma nova leva de longa-metragens. O casamento acabou na mesma data. Mas Peggy Stewart tornou-se conhecida em uma dezena de filmes do herói ruivo. Além dos muitos filmes de Red Rider, a Republic a escalou em parcerias com alguns de seus cowboys famosos, como Allan Lane, Sunset Carson e até os cantores Gene Autry e Roy Rogers, sem esquecer de sete seriados de aventura do Velho Oeste que ela estrelou para o estúdio. Um detalhe muito interessante é que ela não era uma mocinha típica, ao estilo das donzelas em perigo da época. Suas personagens geralmente mostravam fibra e eram capazes de vencer tiroteios. Várias fotos de publicidade de sua juventude a retrataram de arma em punho. Quando seu contrato se encerrou nos anos 1950, Peggy migrou para a televisão, aparecendo, claro, em séries de faroeste, a começar por participações nos programas de seu ex-colegas da Republic, “The Gene Autry Show”, em 1950, e “The Roy Rogers Show”, em 1952. A lista se tornou enorme, com as séries de “Cisco Kid”, “Wyatt Earp”, “Gunsmoke”, “Daniel Boone”, “Paladino do Oeste”, etc. Até que o Velho Oeste, como gênero, tornou-se realmente velho e antiquado, substituído por novos ciclos. Longe disso significar uma estagnação em sua carreira, apenas mostrou sua versatilidade, tornando-a uma presença ubíqua nas produções televisivas por décadas a fio. A amplitude de sua carreira na telinha inclui um episódio clássico de “Além da Imaginação”, de 1961, inúmeras séries policiais dos anos 1970, e até um dos capítulos mais icônicos de “Seinfeld”, como a tia de uma namorada de George Costanza (Jason Alexander), em 1993. Também apareceu em “Barrados no Baile”, “Weeds”, “Justified” e retratou a avó de Pam Beesly (Jenna Fischer) em dois capítulos de “The Office”. Incansável, Peggy ainda continuou fazendo cinema. Entre seus papéis de “vovó” mais recentes, incluem-se a biografia roqueira “Runaways: Garotas do Rock” (2010) e a comédia “Este É o Meu Garoto” (2012), estrelada por Adam Sandler e Andy Samberg. Seu último trabalho foi uma participação na série “Getting On”, em 2014, quando completou 90 anos.
Tarantino desenvolve encontro de Django Livre e Zorro no cinema
Quentin Tarantino estaria desenvolvendo uma continuação de seu filme “Django Livre” (2012). Melhor ainda: o projeto seria um crossover que traria o encontro de Django com o lendário herói mexicano Zorro. O detalhe é que os dois personagens já se encontraram antes. Eles compartilharam uma minissérie de sete edições em quadrinhos, escrita pelo próprio Tarantino e publicada entre 2014 e 2015 pelas editoras Vertigo (divisão adulta da DC Comics) e Dynamite (proprietária dos direitos de Zorro) nos Estados Unidos. Segundo fontes ouvidas pelo site Collider, o cineasta quer agora trazer a história para as telas e contratou o comediante e roteirista Jerrod Carmichael (criador de “The Carmichael Show”) para realizar a adaptação. A trama dos quadrinhos se passa logo após os eventos do filme de 2012 e traz uma nova aventura de Django como caçador de recompensas. Em uma de suas viagens, Django conhece Diego de la Vega, o Zorro, e os dois decidem se unir para impedir que uma vila indígena seja escravizada. Ainda segundo o site, Tom Rothman, chefe da Sony Pictures, está muito empolgado com esse projeto. Tarantino iniciou um relacionamento com a Sony após a Weinstein Company implodir, devido às acusações de abuso sexual contra seu chefe, o produtor Harvey Weinstein. O filme “Era uma Vez em Hollywood” será a primeira obra do diretor produzida pela Sony. Entretanto, não está claro em que situação se encontram os direitos dos personagens criados por Tarantino em seus filmes anteriores. “Django Livre” foi lançado pela Weinstein Company, mas a distribuição internacional ficou por conta da Sony. Vale lembrar, ainda, que o interesse do estúdio em “Django/Zorro” vem desde 2014, quando um ataque de hackers vazou vários projetos sigilosos da Sony, entre eles este crossover. Atualmente, o cineasta também está envolvido num filme da franquia “Star Trek”, que ele pretende dirigir para a Paramount. Veja abaixo a capa da primeira edição de “Django/Zorro” em quadrinhos.
Remake de Meu Ódio Será Sua Herança escala Michael Fassbender, Jamie Foxx e Peter Dinklage
Mel Gibson começou a montar o elenco do seu próximo projeto na direção, o remake do western “Meu Ódio Será Sua Herança” (The Wild Bunch), clássico dirigido por Sam Peckinpah em 1969, que é considerado pioneiro do chamado cinema ultraviolento. A imprensa americana informa que a produção está negociando com os atores Michael Fassbender (“X-Men: Fênix Negra”), Jamie Foxx (“Django Livre”) e Peter Dinklage (“Game of Thrones”). Mas vale lembrar que não há personagem negro ou anão no filme original. A trama filmada por Peckinpah se passava em 1913 e girava em torno de uma quadrilha de foras da lei envelhecidos, que planejam um último assalto para se aposentarem, mas acabavam caindo numa armadilha, vítimas dos novos tempos do século 20. Após o massacre da maioria de seus integrantes, os remanescentes fogem pela fronteira, apenas para se verem em meio a outro conflito, durante a revolução mexicana. Indicado ao Oscar de Melhor Roteiro Original, o longa tinha no elenco nomes como William Holden, Ernest Borgnine, Robert Ryan, Edmond O’Brien, Warren Oates e Ben Johnson. O próprio Gibson escreveu o roteiro da adaptação ao lado de Bryan Bagby (“L.I.N.X.”). Com financiamento da Warner Bros., o longa-metragem deve começar filmagens perto do fim do ano e ganhar data de lançamento em 2020. A refilmagem será o primeiro projeto de Gibson como diretor desde “Até o Último Homem”. Lançado em 2016, o épico de guerra venceu dois Oscar e rendeu outras quatro indicações, incluindo Melhor Filme e Direção, recuperando o prestígio de Gibson, arranhado por surtos públicos. Divulgação
Os Oito Odiados vira minissérie com 45 minutos a mais na Netflix
O filme mais longo de Quentin Tarantino ficou ainda maior – para ser maratonado como uma série. A Netflix relançou “Os Oito Odiados” como uma minissérie de quatro episódios, com 45 minutos de cenas extras. A nova versão já se encontra disponível – sem maior alarde – na plataforma. “A Netflix veio até nós e disse, ‘Olha, se você tiver interesse… Se tiver mais material, se você estiver interessado em juntar tudo de forma que possa ser exibida em 3 ou 4 episódios, dependendo do material extra, poderíamos fazer isso'”, explicou Tarantino sobre o projeto, em entrevista ao site Slash Film. “Eu pensei, nossa isso parece intrigante. Quer dizer, o filme existe como filme, mas se fôssemos usar todo o material que filmamos e colocar em forma episódica… Eu quis tentar isso”, completou o diretor. “Algumas sequências são mais parecidas do que outras em comparação com o filme, mas tem uma sensação diferente. Tem uma sensação diferente que eu gosto bastante, na verdade. Há muitas cenas que se desenrolam diferentemente”, comparou. O filme original chegou aos cinemas com 168 minutos (2h48) em 2016 e até chegou a ganhar uma versão estendida, exibida em circuito limitado nos Estados Unidos, com 187 minutos (3h07). Já a versão da minissérie tem 213 minutos (3h33). A minissérie é 45 minutos mais longa que a edição comercial do filme, e tem 26 minutos a mais que a versão estendida – ou seja, com muitas cenas que nunca foram vistas anteriormente. A prática lembra as parcerias da Globo com alguns filmes brasileiros, que rodam cenas extras – e são remontados – para virar minissérie do canal. O oitavo filme de Quentin Tarantino se passa no Velho Oeste e acompanha um pequeno grupo de pistoleiros que se vê isolado numa cabana durante uma tempestade. O elenco inclui Samuel L. Jackson (“Os Vingadores”), Kurt Russell (“Velozes & Furiosos 7”), Jennifer Jason Leigh (“Mulher Solteira Procura”), Walton Goggins (“Homem-Formiga e a Vespa”), Demian Bichir (série “The Bridge”), Tim Roth (“O Incrível Hulk”), Michael Madsen (“Kill Bill”) e Bruce Dern (“Nebraska”).
Trailer revela confronto central do telefilme de Deadwood
A HBO divulgou o pôster e o trailer completo do telefilme que vai retomar a série “Deadwood”. A prévia tem enforcamentos, tiroteios, caixões e renovações de velhas rixas, além de confirmar a participação da maioria dos integrantes do elenco original e revelar o confronto central da trama. O vídeo mostra como o retorno do agora senador George Hearst (Gerald McRaney) à Deadwood, cobiçando suas minas, divide os habitantes da cidadezinha, que temem a reação do dono de saloon Al Swearengen (Ian McShane) e do xerife Seth Bullock (Timothy Olyphant). A história de “Deadwood” é uma versão fictícia de personagens e fatos reais. Hearst, por exemplo, é o pai de William Randolph Hearst, primeiro magnata da imprensa americana, que inspirou o filme clássico “Cidadão Kane” (1941). O telefilme foi escrito pelo criador da série, David Milch (de “Nova Iorque Contra o Crime”), que pretende concluir a trama original, cancelada abruptamente em 2006 após três temporadas e sob protestos dos fãs. Além de Olyphant e McShane nos papéis que redefiniram suas carreiras e McRaney como vilão principal, também retornam Molly Parker (Alma Ellsworth), Paula Malcomson (Trixie), John Hawkes (Sol Star), Anna Gunn (Martha Bullock), Dayton Callie (Charlie Utter), Brad Dourif (Doc Cochran), Robin Weigert (“Calamity” Jane Canary), William Sanderson (E.B. Farnum) e Kim Dickens (Joanie Stubbs). Ficaram de fora Titus Welliver (hoje em “Bosch”), além de Powers Boothe, que faleceu no ano passado, e Ralph Richeson, morto em 2015. A direção é de Daniel Minahan, que comandou quatro episódios da série original, e a estreia está marcada para 31 de maio.
Nancy Gates (1926 – 2019)
A atriz Nancy Gates, que estrelou vários filmes de western nas décadas de 1940 e 1950, além de ter contracenado duas vezes com Frank Sinatra, morreu no dia 24 de março, aos 93 anos. A informação só foi compartilhada agora por sua filha, para a revista The Hollywood Reporter. Ela estreou em Hollywood ainda como atriz mirim, ao assinar contrato com a RKO com 15 anos. Seus primeiros trabalhos foram figurações em “A Vida Assim é Melhor” (1942), aventura romântica de Charles Vidor passada no Taiti, no cultuadíssimo “Soberba” (1942), de Orson Welles, e em “Esta Terra é Minha” (1943), de Jean Renoir. Mas só foi se destacar em westerns B, a partir de “A Lei de Cheyenne” (1947), que lhe promoveu a coadjuvante, e “Revólveres Trovejantes” (1948), em que finalmente apareceu num pôster, encarnando a “mocinha” do bangue-bangue. Gates chegou a se aventurar por outros gêneros nos anos 1950, aparecendo no drama clássico “Cruel Desengano” (1952), de Fred Zinneman, no noir “Meu Ofício é Matar” (1954), em que dividiu o pôster com Frank Sinatra, na sci-fi “20 Milhões de Léguas a Marte” (1956), no qual viveu uma astronauta, e no romance “Deus Sabe Quanto Amei” (1958), seu segundo filme com Sinatra, dirigido pelo mestre Vincent Minnelli. Mas nunca deixou de lidar com cowboys. A diferença é que, já consagrada, passou a estrelar grandes produções do gênero, como “Cavaleiro Misterioso” (1955), de Jacques Tourneur, “Renúncia ao Ódio” (1956), de Henry Hathaway, “Pista Sanguinária” (1958), de Robert Gordon, e “Cavalgada Trágica” (1960), seu último filme, em que fez par com o célebre ator-cowboy Randolph Scott, sob direção do especialista Budd Boetticher. Em sua autobiografia, Boetticher chegou a dizer que as protagonistas favoritas com quem trabalhou foram a lendária Maureen O’Hara e… Nancy Gates. Gates também fez muitas participações em séries do período, e para variar a maioria se passava no Velho Oeste, como “Couro Cru” (Rawhide), “Bonanza”, “Laramie”, “O Homem de Virgínia” (The Virginian), “Gunsmoke”, “Bronco”, “Caravana” (Wagon Train) e “Maverick”. “Como sou do Texas, fiz muitos westerns”, ela constatou em uma entrevista em 1961. “Eu estive em tantos cavalos que comecei a sentir que eles eram uma parte de mim. O engraçado é que eu não sou uma grande amazona.” A atriz se aposentou em 1969, encerrando a carreira num episódio da série policial “Mod Squad”.
Roberta Haynes (1927 – 2019)
A atriz Roberta Haynes, que estrelou “A Volta ao Paraíso” (1953) ao lado de Gary Cooper, morreu na quinta-feira (4/4) em sua casa em Delray Beach, na Flórida, aos 91 anos. Nascida Roberta Schack em 19 de agosto de 1927, em Wichita Falls, Texas, ela se mudou para Los Angeles ainda criança, acompanhando sua família, e ao completar a maioridade passou a buscar trabalho como atriz. Hayes estreou no cinema com papéis não creditados em dois filmes de 1949, “O Crime não Compensa”, de Nicholas Ray, e “Resgate de Sangue”, de John Huston. E após uma passagem pela Broadway em 1950, conseguiu maior destaque no drama noir “The Fighter” (1952), que foi filmado no México. No ano seguinte, ela emplacou seu primeiro filme como protagonista feminina, interpretando uma nativa polinésia em “A Volta ao Paraíso”, que se envolvia e tinha um filho com Gary Cooper. Com seus cabelos escuros, olhos escuros e pele morena, Haynes costumava interpretar mulheres mexicanas, nativas americanas ou polinésias no cinema. “Eu queria ser uma atriz séria, para interpretar os papéis que Ingrid Bergman desempenhou. Mas eu sempre fui rotulada como uma ‘mexicana ardente'”, disse ela em uma entrevista em 2017 para o site Vulture . “Os papéis da ‘boa garota’ sempre foram para atrizes de cabelos loiros e olhos azuis.” Sua carreira vinha crescendo e no mesmo ano ela ainda apareceu em dois westerns: “Irmãos Inimigos” (1953), dirigido por Raoul Walsh, e “O Valente de Nebraska” (1953), em que voltou a ter papel de protagonista. Mas um acidente envolvendo tiros e explosões no set prejudicou seriamente sua visão. Ela não trabalhou por vários anos até que as operações restaurassem a maior parte de sua visão. Com a trajetória cinematográfica encurtada, ela passou a participar de séries de TV, sem papel fixo, e fazer pequenas aparições no cinema, como no thriller “À Queima-Roupa” (1967), de John Boorman, e “Reencontro do Amor” (1972), de Martin Ritt. Seu último papel foi como figurante na comédia “Loucademia de Polícia 6: Cidade em Estado de Sítio”, em 1989. Ela teve um relacionamento com Marlon Brando e um caso com Richard Burton, além de três maridos. O último foi o ator Larry Ward (da série clássica “The Dakotas”), de quem se divorciou em 1971.
Yellowstone: Trailer da 2ª temporada da série estrelada por Kevin Costner explode em violência
O canal pago Paramount divulgou o trailer da 2ª temporada de “Yellowstone”. A prévia é um coleção de cenas tensas, que segue num crescendo até explodir em violência – inclusive de forma literal. Fenômeno de audiência na TV paga americana, com uma média de 2,3 milhões de telespectadores ao vivo e mais de 5 milhões com exibições digitais, “Yellowstone” só teve menos público em 2018 que “The Walking Dead”. A atração é a primeira série semanal estrelada pelo ator Kevin Costner (“Robin Hood”, “Dança com Lobos”), que anteriormente só tinha feito a minissérie premiada “Hatfields & McCoys” (2012) para a TV. “Yellowstone” é também a primeira série criada pelo cineasta Taylor Sheridan, que foi indicado ao Oscar 2017 pelo roteiro de “A Qualquer Custo” (2016) e estreou como diretor com “Terra Selvagem” (2017), vencendo um prêmio no Festival de Cannes. Ele assina os roteiros, a produção e a direção da atração, que aborda o mesmo universo de seus filmes premiados: o interior rural dos Estados Unidos, onde os homens ainda usam chapéus de cowboy, andam a cavalo (e helicóptero) e são rápidos no gatilho. Por sinal, o ator indígena Gil Birmingham, que trabalhou nos dois filmes citados de Sheridan, também está no elenco da série. Os demais atores confirmam a ambição cinematográfica da produção, com destaque para Wes Bentley (“Jogos Vorazes”), Kelly Reilly (série “Britannia”), Luke Grimes (“Cinquenta Tons de Liberdade”), Cole Hauser (“Transcendence: A Revolução”), Kelsey Asbille (“Terra Selvagem”), Dave Annable (série “Red Band Society”), Danny Huston (“Mulher-Maravilha”), Josh Lucas (“Mark Felt – O Homem que Derrubou a Casa Branca”), Gretchen Mol (série “Boardwalk Empire”), Jill Hennessey (série “Shots Fired”) e Patrick St. Esprit (“Velozes e Furiosos 8”). Filmado em Utah e Montana, “Yellowstone” acompanha John Dutton (Costner), um cowboy moderno, proprietário da maior fazenda contígua dos Estados Unidos, que sofre constante pressão para diminuir suas fronteiras – por parte de desenvolvedores de terras e do governo – e enfrenta seus adversários num mundo violento e corrupto, que resolve seus problemas longe do olhar da mídia, onde envenenamento de poços d’água ou o sumiço de testemunhas não viram notícias. Costner divide a produção executiva com Sheridan, além de John e Art Linson, pai e filho que trabalharam juntos anteriormente na produção do sucesso “Sons of Anarchy”. A 2ª temporada terá dez novos episódios previstos para 19 de junho nos Estados Unidos. Apesar do sucesso de público, a série permanece inédita no Brasil.
Telefilme que retoma a série Deadwood ganha primeiro teaser e data de estreia
A HBO divulgou o teaser e duas fotos dos protagonistas do telefilme que vai retomar a série “Deadwood”. A prévia tem enforcamentos, tiroteios, caixões e conversas de saloon, além de confirmar a participação da maioria dos integrantes do elenco original e a data de estreia. “Deadwood” narrava a origem de uma cidade no Velho Oeste americano, mostrando seus moradores implacáveis e violentos enquanto tentavam estabelecer uma comunidade. A série era protagonizada por Timothy Olyphant (hoje em “Santa Clarita Diet”) como o xerife brutal Seth Bullock e Ian McShane (hoje em “Deuses Americanos”) como o dono de saloon Al Swearengen, que marcou os telespectadores com seu jeito irascível e palavrões constantes. A série durou três temporadas, entre 2004 e 2006, e seu cancelamento foi marcado por protestos dos fãs. O criador da série, David Milch (de “Nova Iorque Contra o Crime”), é o responsável pelo roteiro do telefilme, que traz novamente Olyphant e McShane nos papéis que redefiniram suas carreiras. Além dos dois protagonistas, retornam Molly Parker (Alma Ellsworth), Paula Malcomson (Trixie), John Hawkes (Sol Star), Anna Gunn (Martha Bullock), Dayton Callie (Charlie Utter), Brad Dourif (Doc Cochran), Robin Weigert (“Calamity” Jane Canary), William Sanderson (E.B. Farnum), Kim Dickens (Joanie Stubbs) e Gerald McRaney (George Hearst). Ficaram de fora Titus Welliver (hoje em “Bosch”), além de Powers Boothe, que faleceu no ano passado, e Ralph Richeson, morto em 2015. Boothe interpretava um dos personagens principais da trama, Cy Tolliver, dono do saloon Bella Union e rival de Al Swearengen. A direção é de Daniel Minahan, que comandou quatro episódios da série original, e a estreia está marcada para 31 de maio.











