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A atriz Nancy Gates, que estrelou vários filmes de western nas décadas de 1940 e 1950, além de ter contracenado duas vezes com Frank Sinatra, morreu no dia 24 de março, aos 93 anos. A informação só foi compartilhada agora por sua filha, para a revista The Hollywood Reporter.Ela estreou em Hollywood ainda como atriz mirim, ao assinar contrato com a RKO com 15 anos. Seus primeiros trabalhos foram figurações em "A Vida Assim é Melhor" (1942), aventura romântica de Charles Vidor passada no Taiti, no cultuadíssimo "Soberba" (1942), de Orson Welles, e em "Esta Terra é Minha" (1943), de Jean Renoir.Mas só foi se destacar em westerns B, a partir de "A Lei de Cheyenne" (1947), que lhe promoveu a coadjuvante, e "Revólveres Trovejantes" (1948), em que finalmente apareceu num pôster, encarnando a "mocinha" do bangue-bangue.Gates chegou a se aventurar por outros gêneros nos anos 1950, aparecendo no drama clássico "Cruel Desengano" (1952), de Fred Zinneman, no noir "Meu Ofício é Matar" (1954), em que dividiu o pôster com Frank Sinatra, na sci-fi "20 Milhões de Léguas a Marte" (1956), no qual viveu uma astronauta, e no romance "Deus Sabe Quanto Amei" (1958), seu segundo filme com Sinatra, dirigido pelo mestre Vincent Minnelli.Mas nunca deixou de lidar com cowboys. A diferença é que, já consagrada, passou a estrelar grandes produções do gênero, como "Cavaleiro Misterioso" (1955), de Jacques Tourneur, "Renúncia ao Ódio" (1956), de Henry Hathaway, "Pista Sanguinária" (1958), de Robert Gordon, e "Cavalgada Trágica" (1960), seu último filme, em que fez par com o célebre ator-cowboy Randolph Scott, sob direção do especialista Budd Boetticher. Em sua autobiografia, Boetticher chegou a dizer que as protagonistas favoritas com quem trabalhou foram a lendária Maureen O'Hara e... Nancy Gates. Gates também fez muitas participações em séries do período, e para variar a maioria se passava no Velho Oeste, como "Couro Cru" (Rawhide), "Bonanza", "Laramie", "O Homem de Virgínia" (The Virginian), "Gunsmoke", "Bronco", "Caravana" (Wagon Train) e "Maverick"."Como sou do Texas, fiz muitos westerns", ela constatou em uma entrevista em 1961. "Eu estive em tantos cavalos que comecei a sentir que eles eram uma parte de mim. O engraçado é que eu não sou uma grande amazona."A atriz se aposentou em 1969, encerrando a carreira num episódio da série policial "Mod Squad".

Etc,  Filme|20 de abril de 2019

Nancy Gates (1926 – 2019)

A atriz Nancy Gates, que estrelou vários filmes de western nas décadas de 1940 e 1950, além de ter contracenado duas vezes com Frank Sinatra, morreu no dia 24 de março, aos 93 anos. A informação só foi compartilhada agora por sua filha, para a revista The Hollywood Reporter.

Ela estreou em Hollywood ainda como atriz mirim, ao assinar contrato com a RKO com 15 anos. Seus primeiros trabalhos foram figurações em “A Vida Assim é Melhor” (1942), aventura romântica de Charles Vidor passada no Taiti, no cultuadíssimo “Soberba” (1942), de Orson Welles, e em “Esta Terra é Minha” (1943), de Jean Renoir.

Mas só foi se destacar em westerns B, a partir de “A Lei de Cheyenne” (1947), que lhe promoveu a coadjuvante, e “Revólveres Trovejantes” (1948), em que finalmente apareceu num pôster, encarnando a “mocinha” do bangue-bangue.

Gates chegou a se aventurar por outros gêneros nos anos 1950, aparecendo no drama clássico “Cruel Desengano” (1952), de Fred Zinneman, no noir “Meu Ofício é Matar” (1954), em que dividiu o pôster com Frank Sinatra, na sci-fi “20 Milhões de Léguas a Marte” (1956), no qual viveu uma astronauta, e no romance “Deus Sabe Quanto Amei” (1958), seu segundo filme com Sinatra, dirigido pelo mestre Vincent Minnelli.

Mas nunca deixou de lidar com cowboys. A diferença é que, já consagrada, passou a estrelar grandes produções do gênero, como “Cavaleiro Misterioso” (1955), de Jacques Tourneur, “Renúncia ao Ódio” (1956), de Henry Hathaway, “Pista Sanguinária” (1958), de Robert Gordon, e “Cavalgada Trágica” (1960), seu último filme, em que fez par com o célebre ator-cowboy Randolph Scott, sob direção do especialista Budd Boetticher.

Em sua autobiografia, Boetticher chegou a dizer que as protagonistas favoritas com quem trabalhou foram a lendária Maureen O’Hara e… Nancy Gates.

Gates também fez muitas participações em séries do período, e para variar a maioria se passava no Velho Oeste, como “Couro Cru” (Rawhide), “Bonanza”, “Laramie”, “O Homem de Virgínia” (The Virginian), “Gunsmoke”, “Bronco”, “Caravana” (Wagon Train) e “Maverick”.

“Como sou do Texas, fiz muitos westerns”, ela constatou em uma entrevista em 1961. “Eu estive em tantos cavalos que comecei a sentir que eles eram uma parte de mim. O engraçado é que eu não sou uma grande amazona.”

A atriz se aposentou em 1969, encerrando a carreira num episódio da série policial “Mod Squad”.

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Marcel Plasse

Marcel Plasse é jornalista, participou da geração histórica da revista de música Bizz, editou as primeiras graphic novels lançadas no Brasil, criou a revista Set de cinema, foi crítico na Folha, Estadão e Valor Econômico, escreveu na Playboy, assinou colunas na Superinteressante e DVD News, produziu discos indies e é criador e editor do site Pipoca Moderna.

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