Liga da Justiça: Darkseid é destaque do primeiro teaser da versão de Zack Snyder
A HBO Max divulgou o primeiro teaser da versão de “Liga da Justiça” do cineasta Zack Snyder, que destaca o vilão Darkseid. O personagem não foi incluído no filme exibido nos cinemas em 2017, mas estava na versão original do diretor. Com a exclusão de Darkseid, o vilão principal de “Liga da Justiça” acabou sendo o secundário Lobo da Estepe (Ciarán Hinds), o que rendeu muitas críticas negativas dos fãs. Para quem não lembra, a Warner aproveitou uma crise pessoal de Snyder, que perdeu uma filha, para afastá-lo da produção de “Liga da Justiça” após a fase das filmagens, chamando Joss Whedon (“Os Vingadores”) para refilmar boa parte do longa. Seria uma forma de impedir uma catástrofe, na visão dos responsáveis pelo estúdio na época, que não gostaram da linha sombria adotada pelo cineasta. O resultado híbrido, parte Snyder e parte Whedon, não agradou nem à crítica nem ao público, disparando a curiosidade sobre a versão do diretor original. Graças ao clamor dos fãs, em uma campanha resistente no Twitter, a AT&T, que comprou a Warner, resolveu apostar no projeto e produzir um “Snyder Cut” para a plataforma HBO Max. A volta de Darkseid à trama confirma que a versão reeditada de “Liga da Justiça” será um filme bem diferente do visto no cinema. Em entrevista ao podcast ReCode Media, Bob Greenblatt, CEO da HBO Max, revelou que, apesar dos boatos, a versão de Snyder não está pronta para ser exibida, por isso há um orçamento de produção e uma data distante para o lançamento, em 2021. “Não é tão fácil quanto ir ao cofre da Warner e tirar o ‘Snyder Cut’ de lá. Ele ainda não existe. Zack está trabalhando nisso, e é algo complexo, teremos que fazer novos efeitos especiais. É uma reimaginação radical daquele filme e vai sair muito caro. Teremos sorte se custar só US$ 30 milhões”, disse. O valor elevado representa apenas 10% do custo original de “Liga da Justiça”, orçado em cerca de US$ 300 milhões (mais de R$ 1,5 bilhão), graças às refilmagens de Whedon. Snyder também queria fazer refilmagens, mas a HBO Max impôs que tudo fosse resolvido com efeitos e dublagens dos atores.
Se spin-off de Arrow não for aprovado, personagens podem aparecer em Legends of Tomorrow
O produtor Marc Guggenheim, que supervisiona o Arrowverso, abordou o impasse criado com a demora da rede The CW definir se vai ou não encomendar a série derivada de “Arrow”, intitulada “Green Arrow and the Canaries”. A série foi introduzida com um piloto plantado no final de “Arrow”, que deixou o destino de alguns personagens no ar. Mas caso o spin-off não seja aprovado, Guggenheim revelou que pretende revelar o que aconteceu após o sequestro de William, o filho do Arqueiro Verde, numa outra atração do Arrowverso. “Acho que devemos respostas a muitos desses momentos”, ele disse ao site TVLine. Guggenheim afirmou que poderia resolver a trama aberta numa revista em quadrinhos ligada à franquia, mas também “poderia fazer isso nas outras séries”. Quando perguntado sobre qual série estava pensando, Guggenheim mencionou “Legends of Tomorrow”, que lida com viagens no tempo, já que os filhos do Arqueiro Verde estão no futuro – mais precisamente, em 2040. Ele também comentou que o tom de comédia de “Legends” é bem diferente do projeto do spin-off, que seguiria o clima dramático de “Arrow”. E isso exigiria criatividade dos roteiristas. “Eu vejo essas coisas como ‘problemas de qualidade’. Eu amo o fato de que agora temos um universo de séries que nos permite enfrentar essas questões”, acrescentou. Havia a expectativa que a CW se posicionasse sobre “Green Arrow and the Canaries” em maio, durante a apresentação da programação de 2021 do canal. Mas, na ocasião, o presidente do canal, Mark Pedowitz, disse apenas que o spin-off seguia em análise. A posição continua a mesma na metade de junho.
Legends of Tomorrow promove ator ao elenco fixo
O ator Shayan Sobhian foi promovido para o elenco fixo de “Legends of Tomorrow”. Ele teve uma participação recorrente como Behrad Tarazi ao longo da 5ª temporada e agradou aos fãs da atração pelo humor zoeiro e espírito otimista, apesar de ter morrido duas vezes na série. Behrad é o irmão mais novo de Zari (Tala Ashe), que foi morto num futuro distópico na introdução da irmã, durante a 3ª temporada. Entretanto, devido a uma mudança na linha do tempo, a ameaça a sua vida nunca se materializou e ele acabou o lugar de Zari como guardião do Totem do Ar, materializando-se como uma das Lendas no final da 4ª temporada. Graças a isso, Zari jamais ganhou superpoderes – a personagem é uma versão da heroína Isis, que teve seu próprio programa nos anos 1970. Em vez disso, virou uma influencer digital, enquanto Behrad viveu suas aventuras a bordo da nave Waverider. O detalhe é que, mesmo assim, a existência de Behrad foi considerada uma anomalia e ele foi morto no meio da 5ª temporada. A tragédia não durou muito, já que ele acabou ressuscitado pela segunda vez, graças a outra mudança temporal, desta vez por intervenção mágica das três Parcas (Fates) da mitologia greco-romana. A derrota das divindades possibilitou que Behrad retomasse seu lugar entre as Lendas. A 6ª temporada de “Legends of Tomorrow” deve estrear entre a primavera e o verão norte-americano de 2021, na rede The CW. A série é exibida no Brasil pelo canal pago Warner.
Mulher-Maravilha 1984 vai estrear em outubro no Brasil
Após sofrer mais um adiamento nos EUA por causa da pandemia do novo coronavírus, “Mulher-Maravilha 1984” também ganhou nova data de estreia no Brasil. O segundo filme da heroína interpretada por Gal Gadot vai chegar nos cinemas brasileiros em 1º de outubro. A data foi revelada num novo pôster nacional da produção. Veja abaixo. Originalmente previsto para 4 de junho no Brasil, o lançamento já tinha sido adiado para 13 de agosto devido a pandemia de coronavírus. Na sexta passada (12/6), a Warner alterou novamente diversas datas de suas estreias, passando o filme para 2 de outubro nos EUA. O lançamento no Brasil vai acontecer um dia antes da estreia norte-americana. A direção é novamente de Patty Jenkins e, além da volta a atriz Gal Gadot como a personagem-título, o longa também contará com o retorno de Chris Pine como o Capitão Steve Trevor. Apesar de poucos detalhes sobre o enredo terem sido revelados até o momento, os atores Kristen Wiig (“Caça-Fantasmas”) e Pedro Pascal (“Narcos”) viverão os vilões, nos papéis da Mulher-Leopardo e do milionário Maxwell “Max” Lord.
DC FanDome: Warner anuncia sua própria “Comic Con” online para a DC Comics
A WarnerMedia vai realizar sua própria “Comic Con”, voltada exclusivamente a lançamentos relacionados à DC Comics. O cancelamento da Comic-Con Internacional, de San Diego, que este ano vai acontecer online, e o sucesso da D23, da Disney, motivaram a empresa a programar o DC FanDome, um evento online gratuito para divulgar as novidades do universo DC, incluindo filmes como “The Batman”, “Mulher-Maravilha 1984” e o “Snyder Cut” de “Liga da Justiça”, além das inúmeras séries do “Arrowverso” na rede CW, atrações da DC Universe, da HBO Max e outras (como “Lucifer” da Netflix), baseadas nos quadrinhos da editora. Os painéis virtuais também abrangerão, logicamente, os quadrinhos da DC, as produções animadas e até games. Prometendo uma experiência imersiva, o DC Famdome vai acontecer em 24 horas consecutivas, com participações de estrelas, cineastas e criadores por trás de todo esse conteúdo, no dia 22 de agosto, um sábado, a partir das 14h (horário de Brasília), com acesso aberto ao público pelo site DCFanDome.com – que já está acessível para que os fãs se cadastrem. O evento será dividido em seis áreas diferentes no site oficial, com seções batizadas de DC WatchVerse, DC YouVerse, DC KidsVerse, DC InsiderVerse, DC FunVerse e o Hall of Heros, que contará com as principais atrações. A programação estará disponível em dez línguas diferentes, incluindo português, e terá alguns conteúdos produzidos exclusivamente para diferentes regiões. “Não há fã como o fã da DC”, diz Ann Sarnoff, Presidente e CEO da Warner Bros., no comunicado que anuncia o evento. “Por mais de 85 anos, o mundo se voltou aos heróis e histórias inspiradoras da DC para nos animar e entreter, e este massivo e imersivo evento digital dará a todos novas maneiras de personalizar sua jornada pelo Universo da DC, sem filas, sem ingressos e sem barreiras. Com o DC FanDome, somos capazes de dar aos fãs ao redor do mundo uma maneira única e empolgante de conectar-se com seus personagens preferidos da DC, além dos incríveis talentos que os trazem à vida nas páginas e nas telas”, ela completa.
…E o Vento Levou vai voltar a HBO Max com introdução sobre racismo
O clássico “…E O Vento Levou” (1939) vai retornar à plataforma HBO Max, após ser retirado sob o argumento de conter conteúdo racista. Por conta disso, em sua volta contará com uma introdução que abordará o racismo da trama, apresentada pela acadêmica, pesquisadora e apresentadora de TV Jacqueline Stewart. A informação foi confirmada pela própria pesquisadora em depoimento ao site do canal de notícias CNN. “Vou gravar uma introdução apresentando os múltiplos contextos das histórias do filme. Para mim será uma oportunidade de pensar o que esse clássico pode nos ensinar”, afirmou a pesquisadora. O longa foi retirado do serviço de streaming da WarnerMedia após manifestações contra o racismo, insufladas pelo assassinato de George Floyd, passarem a questionar o legado histórico da opressão. O premiado roteirista John Ridley, vencedor do Oscar por “12 Anos de Escravidão” (2013), lançou luz sobre o velho filme da Warner num artigo no jornal Los Angeles Times, publicado na terça-feira passada (9/6). Segundo ele, “…E o Vento Levou” deveria ser retirado do streaming porque “não só fica aquém da representação da escravidão como ignora seus horrores e perpetua alguns dos estereótipos mais dolorosos sobre as pessoas de cor”. Ele acrescentou: “É um filme que, como parte da narrativa da ‘Causa Perdida’ [a defesa da escravidão], romantiza a Confederação de uma maneira que continua a legitimar a noção de que o movimento secessionista era algo mais nobre do que realmente foi – uma insurreição sangrenta para manter o ‘direito’ de possuir, vender e comprar seres humanos”. A WarnerMedia, dona da HBO Max, concordou. “‘E o Vento Levou’ é um produto de seu tempo e contém alguns dos preconceitos étnicos e raciais que, infelizmente, têm sido comuns na sociedade americana”, afirmou um porta-voz da HBO Max em comunicado à imprensa. “Estas representações racistas estavam erradas na época e estão erradas hoje, e sentimos que manter este título disponível sem uma explicação e uma denúncia dessas representações seria irresponsável”, continua o texto. Ao retirar o filme da plataforma, a HBO Max afirmou que ele retornaria com uma explicação sobre seu cotexto, mas sem cortes que pudessem configurar censura. “Sentimos que manter esse título sem uma explicação e uma denúncia dessas representações seria irresponsável. Essas representações certamente são contrárias aos valores da WarnerMedia; portanto, quando retornarmos o filme à HBO Max, ele retornará com uma discussão de seu contexto histórico e uma denúncia dessas mesmas representações. Nenhum corte será feito no longa-metragem, “porque fazer isto seria como dizer que estes preconceitos nunca existiram”, acrescenta o comunicado. “Se vamos criar um futuro mais justo, equitativo e inclusivo, nós devemos primeiro reconhecer e entender nossa história”, afirmou a HBO Max. O longa é acusado de mostrar escravos conformados e felizes com suas condições e escravocratas heroicos, lutando contra os opressores do Norte que desejam suas terras – na verdade, desejam libertar os escravos e acabar com a escravidão. Ironicamente, o filme também é responsável pelo primeiro Oscar vencido por um intérprete negro, Hattie McDonald, como Melhor Atriz Coadjuvante. Ela própria era filha de dois escravos. Desde então a Academia realizou mais 80 premiações, distribuindo somente mais 18 Oscars para atores negros.
Estrela transexual de Supergirl refuta argumentos transfóbicos de J.K. Rowling
A atriz Nicole Maines, estrela de “Supergirl” que vive a primeira super-heroína transexual da TV, deu um depoimento à revista Variety em que desarma os ataques de J.K. Rowling contra comunidade trans. A intérprete da Sonhadora refutou os argumentos da escritora dos livros de “Harry Potter” e dos filmes “Animais Fantásticos” para justificar sua transfobia, afirmando que eles contradizem as próprias histórias que ela escreveu. Nicole Maines não é apenas atriz. Ele se tornou ativista trans ao enfrentar, aos 15 anos de idade, o mesmo preconceito assumido por Rowling em seus ataques contra a comunidade transexual. Após redefinir sua identidade, ela foi humilhada e impedida de frequentar o banheiro feminino de sua escola. Como também não podia ir ao banheiro masculino, onde sofria bullying, sua família entrou com uma ação na Justiça contra discriminação. Em junho de 2014, a Suprema Corte dos Estados Unidos concluiu que o distrito escolar havia violado seus direitos humanos. A família Maines recebeu uma indenização de US$ 75 mil e a escola foi proibida de impedir alunos transgêneros de entrar no banheiro com qual se identificassem. A decisão criou jurisprudência e virou um marco histórico na luta pela aceitação da comunidade trans. E também tornou a ainda adolescente Nicole Maines conhecida em todos os EUA. O argumento do banheiro exclusivo feminino foi utilizado por Rowling para justificar seus ataques à comunidade trans. Rowling já tinha se manifestado contrária aos direitos transexuais em dezembro passado, ao defender uma mulher demitida por tuitar que as pessoas não podiam alterar seu sexo biológico. Naquele momento, ela se posicionou contra uma legislação do Reino Unido que permitiria que as pessoas trans pudessem assumir suas identidades sociais. Os ataques foram retomados no sábado passado (6/6) com ironias contra “pessoas que menstruam”, que não seriam mulheres. Os comentários se acirraram e Rowling acabou publicando um texto longo em seu site pessoal contra o “ativismo trans”, que, segundo sua interpretação, colocava mulheres em perigo. “Eu me recuso a me curvar a um movimento que eu acredito estar causando um dano demonstrável ao tentar erodir a ‘mulher’ como uma classe política e biológica e oferecer cobertura a predadores como poucos antes dele”, ela escreveu. “Quando você abre as portas dos banheiros e dos vestiários para qualquer homem que acredite ser ou se sinta mulher – e, como já disse, os certificados de confirmação de gênero agora podem ser concedidos sem a necessidade de cirurgia ou hormônios -, você abre a porta a todo e qualquer homem que deseje entrar. Essa é a verdade simples”, disse a autora. “A atual explosão do ativismo trans está exigindo a remoção de quase todos os sistemas robustos pelos quais os candidatos à reatribuição sexual eram obrigados a passar. Um homem que não pretendia fazer cirurgia e não tomar hormônios pode agora obter um certificado de reconhecimento de gênero e ser uma mulher à vista da lei. Muitas pessoas não estão cientes disso”, completou a escritora. A posição de Rowling foi criticada pelos três astros dos filmes de “Harry Potter”, Daniel Radcliffe, Emma Watson e Rupert Grint, bem como pelo protagonista do prólogo “Animais Fantásticos”, Eddie Redmayne. Mas foi Maines quem teve a paciência de demonstrar, com clareza, a falta de fundamento dos argumentos da escritora, que expressariam apenas preconceito. “A parte central do movimento trans-excludente e seus argumentos residem na ideia de que mulheres trans são uma ameaça para a segurança de mulheres cisgênero e, assim, ao conquistarmos o direito de existir em locais públicos e participar da sociedade, estaríamos tirando os direitos de outras mulheres”, escreveu Maines. “Eu conheço bem esse argumento. A primeira vez que eu o ouvi, ainda estava na escola. Um ofício estava circulando sobre eu usar o banheiro feminino em minha escola em Orono, Maine. Havia uma garota, que devia ser de uma série ou duas acima da minha, e que disse que tinha medo de me ver no mesmo banheiro porque ‘ela vai olhar pra mim enquanto eu estiver me trocando’”, ela lembrou. “Como uma criança da 6ª série, foi muito desolador saber que eu estava sendo excluída porque as pessoas achavam que eu era algum predador perigoso.” Maines diz que é um absurdo mulheres se sentirem inseguras porque banheiros e vestiários são frequentados pela comunidade trans. “Nos 20 estados e em aproximadamente 200 cidades que têm políticas de gênero, descobrimos que permitir que as pessoas trans utilizem as instalações que correspondem à sua identidade de gênero não traz o menor impacto negativo na segurança pública.” “Acho engraçado no ensaio dela que ela também crie uma ‘câmara de eco’, porque acho que é exatamente onde e como essa mentalidade se desenvolve, e como essas ideologias permaneceram tão fortes por todos esses anos, porque são as pessoas que afirmam ser especialistas e pessoas que afirmam ter feito suas pesquisas que ficam alimentando seus preconceitos mutuamente. Achei surpreendente que ela dissesse que estava fazendo toda essa pesquisa e conversando com psiquiatras e membros da comunidade. Um, eu adoraria ver os recibos. Segundo, acho que ela está realizando pesquisas de maneira bastante tendenciosa, porque na minha pesquisa a grande maioria do mundo da medicina discorda da sua linha de pensamento”, acrescenta. “Outra coisa que Rowling mencionou em seu ensaio é que uma pessoa pode mudar sua certidão de nascimento sem ter que se submeter a terapia sexual ou hormonal – ou seja, agora qualquer pessoa pode entrar em um banheiro específico de gênero. Isso é falso”, ela contesta. “Eu tive que passar por anos de terapia e aconselhamento antes de mudar minha identificação de gênero na carteira de identidade. Eu tive que obter duas cartas de recomendação vindas de diferentes psicólogos. Eu fui questionada por todos na minha vida se eu me conhecia bem como eu dizia que me conhecia. Ninguém passa por todo esse questionamento, essa invasão em sua identidade para ir a um banheiro e ver um completo estranho dizer: ‘Ei, você não pode estar aqui. Você é alguém que apenas decidiu ser uma garota um dia’”. “Não, eu não ‘decidi’ apenas: tive que provar a mim mesmo e reforçar minha identidade com estranhos e outras pessoas da minha família, psiquiatras, amigos, colegas e colegas e minha comunidade, repetidamente”, contou. A atriz também revelou que decidiu fazer a transição médica, mas nem todo transexual faz. “Existem milhões de razões pelas quais uma pessoa trans pode não querer uma transição médica e nenhuma delas é da conta de ninguém, a não ser de quem precisa decidir. Tudo isso remonta à autonomia corporal. Ninguém – cis, trans, homem ou mulher – deve sujeitar seu corpo a mais ninguém. As pessoas trans não precisam e não devem ser obrigadas a alterar seu corpo para serem consideradas aceitáveis. Quero dizer, não é exatamente a mesma coisa pelas quais as mulheres lutam há décadas? Contra a pressão para mudar a nós mesmas e nossos corpos para agradar outras pessoas? Este é apenas mais um conjunto de padrões de beleza irracionais. E isso machuca todos nós”. “O que torna tudo isso tão decepcionante é que eu era – e ainda sou – uma fã de ‘Harry Potter’. Eu sou completamente Sonserina. E esses comentários são de partir o coração para muitos fãs LGBTQIA+. Esses livros ajudaram muitos a assumirem e aceitarem suas identidades. Quantas crianças fantasiam sair do armário e aprender mágica?”, lamentou. “Os comentários de Rowling falam contra a própria mensagem de seus livros – sobre sermos mais fortes juntos, sobre inclusão, sobre autodescoberta, bravura e triunfo sobre as adversidades. São contraditórios em relação ao mundo que ela criou”. É neste ponto que ela defende a separação entre arte e artista, defendendo que, a partir do momento da publicação, a arte pertence ao público. “Mas ainda sou fã e vou lhe dizer o porquê: porque esses livros e suas mensagens ainda existem, e o que quer que Rowling acredite pessoalmente não pode tirar isso de nós. Ninguém pode tirar isso de nós, e esse mundo realmente pertence aos fãs agora. Ninguém pode mudar se isso te ajudou a se assumir. Isso pertence a você”. “Eu acho que é realmente importante reconhecer e falar que, num momento em que estamos testemunhando uma mudança histórica na luta para acabar com a opressão contra vidas negras, ela tenha escolhido atacar identidades trans e usar sua enorme plataforma para se afastar da discussão racial. O movimento trans e o movimento Black Lives Matter (vidas negras importam) compartilham uma luta semelhante em nossas batalhas para nos sentirmos seguros em nossos corpos e em nossas peles, quando outras pessoas determinam que somos de alguma forma inferiores. É exaustivo ter que constantemente tentar explicar às pessoas, em termos cada vez mais simples, que merecemos direitos humanos, que merecemos nos sentir tão seguros quanto eles. E é sobre isso que deveríamos estar falando”, ela conclui.
Warner atrasa várias estreias e deixa Matrix 4 para 2022
A Warner Bros. anunciou várias mudanças em seu calendário, adiando todos os seus lançamentos previstos. É a segunda vez que isso acontece devido à pandemia do coronavírus. Como os cinemas permanecem fechados, o estúdio achou melhor rever as datas, a começar por “Tenet”. Na mudança anterior, a Warner não tinha mexido na data do filme de Christopher Nolan, mas agora se tornou inevitável. Porém, não será um grande atraso. O estúdio resolveu esperar duas semanas a mais para exibi-lo, alterando sua data de 17 para 31 de julho nos EUA. No lugar da data original do filme, a Warner vai exibir uma edição comemorativa dos dez anos de “A Origem”, do mesmo diretor, que também incluirá uma prévia de “Tenet”. “Mulher-Maravilha 1984” teve um atraso maior, saindo de 14 de agosto para 2 de outubro – novamente, datas americanas. “Godzilla vs. Kong” também não será mais lançado em 20 de novembro, ficando para 21 de maio de 2021. Esta data, por sinal, pertencia à “Matrix 4”, que foi atrasado em praticamente um ano, para abril de 2022. O remake de “Convenção das Bruxas” ficou sem data, após sair de 9 de outubro. E o filme live-action de “Tom e Jerry” trocou 23 de dezembro por 5 de março de 2021. Há ainda um filme de terror sem título previsto para 4 de julho de 2021. E outro filme sem título, reservado para outubro deste ano, evaporou do calendário.
Destacamento Blood é a principal estreia digital do fim de semana
O lançamento de “Destacamento Blood” é a principal estreia digital do fim de semana. No momento em que o mundo inteiro para para acompanhar o movimento Black Lives Matter (Vidas Negras Importam), após o assassinato de George Floyd por policiais brancos, o filme novo de Spike Lee aborda outra faceta da história de opressão afro-americana, lembrando o envio de negros para lutar na Guerra do Vietnã. Confira abaixo esta e outras boas novidades digitais, todas inéditas nos cinemas brasileiros, que merecem uma conferida em VOD neste fim de semana. A lista não inclui clássicos, filmes já lançados em tela grande e títulos não recomendados. Destacamento Blood (Da 5 Bloods) | EUA | 2020 Com 89% de aprovação no Rotten Tomatoes, o filme de Spike Lee acompanha um grupo de veteranos da Guerra do Vietnã que retorna ao país asiático em busca de um tesouro enterrado durante o confronto, 50 anos antes. A viagem resgata memórias dos personagens e apresenta detalhes da guerra sob o ponto de vista de combatentes afro-americanos. Netflix As Ondas | Waves | EUA | 2019 Bastante premiado, o drama indie que rendeu o Gotham Award de Revelação para a atriz Taylor Russell (a Judy de “Perdidos no Espaço”) acompanha uma família suburbana liderada um pai controlador (Sterling K. Brown, de “This Is Us”). Apesar de conturbadas, suas relações são marcadas por amor, perdão e pela união necessária depois de sofrerem uma perda. 83% no Rotten Tomatoes. Google Play, Oi Play, Sky Play, Vivo Play, Um Cão Latindo para a Lua (A Dog Barking at the Moon) | China | 2020 A saga de uma família chinesa, contada em diferentes períodos de tempo, começando com a descoberta da esposa da homossexualidade do marido. Quando sua filha vem visitar a família com o marido americano, outros segredos vêm à tona. As decisões tomadas ilustram como a aparência de respeitabilidade ainda afeta a China moderna. Primeiro longa de Lisa Zi Xiang, foi premiado com o Teddy de Melhor Filme LGBTQIA+ do Festival de Berlim passado e tem 100% de aprovação no Rotten Tomatoes. Now Daqui Até a China (De Acá a la China) | Argentina | 2019 Depois da família ir à falência por conta da concorrência chinesa, um comerciante argentino tem o plano de se vingar montando um supermercado no país asiático para viciar a população com produtos de seu país. Chamado de La Mano de Dios, em homenagem a Maradona, o mercadinho acaba não resultando no planejado e o protagonista começa a sentir empatia pela dura vida dos chineses. Filmado quase em tom documental, o filme é estrelado pelo próprio diretor, Federico Marcello. Apple TV+, Now, Oi Play e Vivo Play Liga da Justiça Sombria: Guerra de Apokolips (JLD: Apokolips War) | EUA | 2020 Quem queria ver a Liga da Justiça enfrentar Darkseid no cinema deve se interessar pela animação que mostra exatamente isso. Com o diferencial de que os heróis são liderados por John Constantine (dublado por Matt Ryan, que vive o personagem na série live-action “Legends of Tomorrow”). Para completar, o veterano Tony Todd (o Candyman do terror homônimo) dá voz ao vilão Darkseid. Mas atenção: nos EUA, o lançamento recebeu classificação “R” (para maiores de 17 anos) pela violência. Apple TV+, Google Play, Looke e Microsoft Store Superman Entre a Foice e o Martelo (Superman: Red Son) | EUA | 2020 A animação adapta os quadrinhos homônimos de Mark Millar (o criador de “Kick-Ass” e “Kingsman”), que exploram o que aconteceria se a nave que trouxe Kal-El de Krypton tivesse caído na União Soviética, em vez de em Smallville, no interior do Kansas (EUA). A trama acompanha o herói por cinco décadas, mostrando seus esforços para submeter a Europa ao stalinismo até sua transformação em líder do Partido Comunista. Vale lembrar que a história também inspirou um arco importante da 4ª temporada da série “Supergirl”, mas a adaptação da obra original se afasta dessa versão por também incluir Mulher-Maravilha, um Batman russo, a tropa dos Lanternas Verdes e muitas reviravoltas inesperadas. Apple TV+, Google Play e Microsoft Store
Mel Winkler (1941 – 2020)
O ator Mel Winkler, que apareceu em diversos filmes entre os anos 1970 e 1990 e se destacou como dublador, morreu nesta quinta-feira (11/6), pacificamente em seu sono de causas desconhecidas aos 78 anos. Nascido em St. Louis, Winkler chamou atenção de Hollywood após estrear na Broadway, na montagem de “A Grande Esperança Branca”, em 1968. No ano seguinte, ele virou o Dr. Simon Harris na novela diurna “The Doctors”, da NBC, fazendo sua transição para o cinema em 1972, no clássico “A Máfia Nunca Perdoa”. Ao longo da carreira, ele ainda apareceu nos filmes “A Chance” (1983), com Tom Cruise, “Policial por Acaso” (1986), com Judge Reinhold, “Dominick e Eugene” (1988), com Tom Hulce, Ray Liotta e Jamie Lee Curtis, “Dr. Hollywood: Uma Receita de Amor” (1991), com Michael J. Fox, “O Diabo Veste Azul (1995), com Denzel Washington, “City Hall: Conspiração no Alto Escalão” (1996), com Al Pacino, e “Por uma Vida Menos Ordinária” (1997), com Cameron Diaz e Ewan McGregor. Também apareceu em episódios de várias séries, incluindo o piloto de “Lois & Clark – As Novas Aventuras do Superman”, em 1993, como o inspetor William Henderson, de Metropolis. O papel acabou sendo repetido em “Superman: A Série Animada”, lançando sua carreira como dublador em 1996. Em seguida, ele foi contratado para dar voz a Lucious Fox, famoso personagem dos quadrinhos de Batman, na animação “As Novas Aventuras do Batman”, e Johnny Snowman em “Oswalt”, do Cartoon Network. Seus últimos filmes foram “Coach Carter: Treino para a Vida” (2005), com Samuel L. Jackson, e o drama indie “The Disciple” (2008).
Retirado da HBO Max, …E o Vento Levou vira campeão de vendas da Amazon
O anúncio de que “…E o Vento Levou” foi retirado da plataforma HBO Max devido a seu conteúdo racista fez com que o filme se tornasse um campeão de vendas da Amazon. Em poucas horas, o clássico de 1939 alcançou o topo da lista de mais vendidos na seção de filmes e TV da Amazon, ocupando o 1° lugar e mais duas posições no topo do ranking com suas versões em DVD, Blu-ray e a edição especial de aniversário de 70 anos. O filme rapidamente se esgotou em todos os formatos, a ponto de uma cópia em Blu-ray começar a ser oferecida por US$ 334. Por um lado, o frenesi não é surpreendente, dada a popularidade e o status duradouro do longa como a maior bilheteria de todos os tempos (quando os números de bilheteria são ajustados pela inflação). Mas, por outro lado, o interesse não leva em conta o fato de a HBO Max ter informado que recolocará o filme de volta em seu serviço sem realizar nenhum corte, incluindo apenas “uma discussão sobre seu contexto histórico”. O longa foi retirado do serviço de streaming da WarnerMedia após manifestações contra o racismo, insufladas pelo assassinato de George Floyd, questionarem o legado histórico da opressão. E isso acabou incluindo “…E o Vento Levou”. O premiado roteirista John Ridley, vencedor do Oscar por “12 Anos de Escravidão” (2013), lançou luz sobre o velho filme da Warner num artigo no jornal Los Angeles Times, publicado na terça-feira (9/6). Segundo ele, “…E o Vento Levou” deveria ser retirado do streaming porque “não só fica aquém da representação da escravidão como ignora seus horrores e perpetua alguns dos estereótipos mais dolorosos sobre as pessoas de cor”. Ele acrescentou: “É um filme que, como parte da narrativa da ‘Causa Perdida’ [a defesa da escravidão], romantiza a Confederação de uma maneira que continua a legitimar a noção de que o movimento secessionista era algo mais nobre do que realmente foi – uma insurreição sangrenta para manter o ‘direito’ de possuir, vender e comprar seres humanos”. A WarnerMedia, dona da HBO Max, concordou. “‘E o Vento Levou’ é um produto de seu tempo e contém alguns dos preconceitos étnicos e raciais que, infelizmente, têm sido comuns na sociedade americana”, afirmou um porta-voz da HBO Max em comunicado à imprensa. “Estas representações racistas estavam erradas na época e estão erradas hoje, e sentimos que manter este título disponível sem uma explicação e uma denúncia dessas representações seria irresponsável”, completou. Porém, o filme voltará a ser disponibilizado novamente em uma data futura, junto com uma discussão de seu contexto histórico, informou a empresa. “Sentimos que manter esse título sem uma explicação e uma denúncia dessas representações seria irresponsável. Essas representações certamente são contrárias aos valores da WarnerMedia; portanto, quando retornarmos o filme à HBO Max, ele retornará com uma discussão de seu contexto histórico e uma denúncia dessas mesmas representações. Nenhum corte será feito no longa-metragem, “porque fazer isto seria como dizer que estes preconceitos nunca existiram”, acrescenta o comunicado. “Se vamos criar um futuro mais justo, equitativo e inclusivo, nós devemos primeiro reconhecer e entender nossa história”, afirmou a HBO Max.
Conteúdo racista faz …E o Vento Levou ser retirado da HBO Max
“Amanhã será um novo dia”, dizia Scarlett O’Hara… e este dia chegou. A plataforma de streaming HBO Max resolveu retirar de seu catálogo o clássico “…E o Vento Levou”, devido a seu conteúdo racista. O longa-metragem de 1939 sobre a Guerra Civil americana (quando o Sul dos EUA se recusou a aceitar a abolição da escravatura e entrou em guerra com o Norte) venceu oito estatuetas do Oscar, incluindo Melhor Filme, e se mantém entre as maiores bilheterias de todos os tempos (quando os valores são ajustados pela inflação), mas sua representação negativa dos negros escravizados e retrato positivo de escravagistas heroicos não envelheceu bem, sendo alvo de muitas críticas. Diante das manifestações contra o racismo e a brutalidade policial que tomaram conta dos EUA após o assassinato de George Floyd, trazendo a discussão da representação negra para o centro dos debates, vários canais de TV começaram a revisar o conteúdo de suas programações, levando, por exemplo, ao cancelamento do reality policial “Cops” na Paramount Network. Após manifestantes ingleses derrubarem a estátua de um traficante de escravos em Bristol, jogando-a no rio que corta a cidade, o legado cultural histórico de opressão também passou a ser questionado. E isso acabou incluindo “…E o Vento Levou”. O premiado roteirista John Ridley, vencedor do Oscar por “12 Anos de Escravidão” (2013), lançou luz sobre o velho filme da Warner num artigo no jornal Los Angeles Times, publicado na terça-feira (9/6). Segundo ele, “…E o Vento Levou” deveria ser retirado do streaming porque “não só fica aquém da representação da escravidão como ignora seus horrores e perpetua alguns dos estereótipos mais dolorosos sobre as pessoas de cor”. Ele acrescentou: “É um filme que, como parte da narrativa da ‘Causa Perdida’ [a defesa da escravidão], romantiza a Confederação de uma maneira que continua a legitimar a noção de que o movimento secessionista era algo mais nobre do que realmente foi – uma insurreição sangrenta para manter o ‘direito’ de possuir, vender e comprar seres humanos”. A WarnerMedia, dona da HBO Max, concordou. “‘E o Vento Levou’ é um produto de seu tempo e contém alguns dos preconceitos étnicos e raciais que, infelizmente, têm sido comuns na sociedade americana”, afirmou um porta-voz da HBO Max em comunicado à imprensa. “Estas representações racistas estavam erradas na época e estão erradas hoje, e sentimos que manter este título disponível sem uma explicação e uma denúncia dessas representações seria irresponsável”, completou. Porém, o filme voltará a ser disponibilizado novamente em uma data futura, junto com uma discussão de seu contexto histórico, informou a empresa. “Sentimos que manter esse título sem uma explicação e uma denúncia dessas representações seria irresponsável. Essas representações certamente são contrárias aos valores da WarnerMedia; portanto, quando retornarmos o filme à HBO Max, ele retornará com uma discussão de seu contexto histórico e uma denúncia dessas mesmas representações. Nenhum corte será feito no longa-metragem, “porque fazer isto seria como dizer que estes preconceitos nunca existiram”, acrescenta o comunicado. “Se vamos criar um futuro mais justo, equitativo e inclusivo, nós devemos primeiro reconhecer e entender nossa história”, afirmou a HBO Max.
Supergirl: Chyler Leigh diz que momento em que Alex assumiu-se lésbica ecoou sua vida real
Casada com o ator Nathan West, após os dois se conhecerem na série “Sétimo Céu”, e mãe de três crianças, a atriz Chyler Leigh tem aproveitado seu papel na série “Supergirl” para revelar detalhes de sua sexualidade que não parecem tão evidentes. Assim como Alex Danvers se assumiu lésbica na série, a atriz vem trazendo à tona que não é tão hetero quanto seu casamento sugere, e que ao longo dessa jornada de autodescoberta tem contado com o apoio do próprio marido. Depois de se assumir queer no ano passado, ela revelou na segunda-feira (8/6) que a saída do armário de sua personagem em “Supergirl” foi muito parecida com sua própria experiência pessoal. A confissão foi feita num texto do site Create Change, que Chyler lançou com o marido e outros parceiros para encorajar positividade e mudanças, com o objetivo de criar um mundo melhor. É importante notar que, embora o post de Leigh fale sobre sua jornada pessoal, a atriz não rotulou sua sexualidade, mas descreveu como pessoas próximas sentiram-se ressentidas pelo que viram na série e, pelo que dá para entender, também em sua vida. “Quando me disseram que minha personagem sairia do armário na 2ª temporada, uma enxurrada de pensamentos e emoções passou por mim por causa da responsabilidade que senti em representar autenticamente a jornada de Alex”, escreveu Leigh. “O que eu não percebi na época era como a cena em que ela finalmente confessou sua verdade saltaria das páginas do roteiro e se tornaria genuinamente uma variação da minha situação. Na vida real. Meu coração parecia que ia sair do meu peito em cada take que gravamos, sempre apresentando uma oportunidade para tirar essas palavras honestas da minha boca. Embora elas não correspondam exatamente ao meu diálogo pessoal, o coração por trás delas certamente foi o mesmo. O diretor, a imprensa, a mídia, o elenco e os fãs ainda me dizem que foi a saída do armário mais realista que eles já assistiram, e para roubar as palavras de Alex, é porque havia alguma verdade no que ela disse sobre mim. A cena está na 2ª temporada, episódio 6, se vocês quiserem ver por si mesmos”, acrescentou. Leigh também comentou como aquele episódio levou sua família a perder amigos, mas que ela e o marido aprenderam “a se orgulhar de quem somos, não importa o custo”. “Aqui está o lado ruim”, continuou. “Desde que o episódio foi ao ar, amigos queridos (e até seguidores ávidos de ‘Supergirl’) me disseram que eles não assistiriam mais à série por causa da jornada de Alex ter se afastado do que suas crenças consideravam aceitável. Logo depois, eles começaram a se distanciar e, eventualmente, minha família e eu fomos excluídos, marcando a perda de muitas pessoas que amávamos. No entanto, após essa ferida inicial, não guardei rancor pela resposta negativa, porque, como eu disse, todos nós temos dificuldades de uma maneira ou de outra com aceitação (seja qual for o assunto), seja em relação a nós mesmos ou com os outros”, considerou. “Tem sido um caminho longo e solitário para meu marido e para mim, mas posso dizer de todo o coração que, depois de todos esses anos, ele e eu ainda estamos descobrindo as profundezas de nós mesmos e um do outro, mas ao longo de nossa jornada aprendemos a ter orgulho de quem somos, não importa o custo”. Veja abaixo a cena citada pela atriz e outra em que Alex revela sua sexualidade para a irmã Kara (Melissa Benoist), a Supergirl.











