Espaço Itaú lança festival online com filmes inéditos nos cinemas
O Espaço Itaú de Cinema aderiu ao streaming, promovendo um festival de “pré-estreias” de filmes online. A iniciativa começa nesta sexta (19/6), Dia do Cinema Brasileiro, e vai até o domingo que vem (28/6), oferecendo 19 títulos no lançamento de seu serviço Espaço Itaú Play – criado em parceria com a plataforma Looke. Os filmes ficarão disponíveis por apenas 48 horas, com preço de locação acessível, R$ 10, dos quais 20% serão destinado à APRO (Associação Brasileira da Produção de Obras Audiovisuais). Mas o primeiro título está no ar de graça. Trata-se de “Piedade”, de Cláudio Assis, estrelado por Fernanda Montenegro, Irandhir Santos, Matheus Nachtergaele e Cauã Reymond, e vencedor de três troféus no Festival de Brasília passado. O filme gira em torno de três histórias entrelaçadas, em que os personagens estão desesperados em viver um grande amor. Uma dessas tramas inclui uma cena homossexual muito falada entre Nachtergaele e Reymond (que vive o dono de um cinema pornô). A seleção de inéditos inclui ainda “Mangueira em Dois Tempos”, de Ana Maria Magalhães, “Três Verões”, de Sandra Kogut, “A Febre”, de Maya Da-Rin, “Dora e Gabriel”, de Ugo Giorgetti, “Boni Bonita”, de Daniel Barosa, “Música para Morrer de Amor”, de Rafael Gomes, “Pacarrete”, de Allan Deberton, “Querência”, de Helvécio Marins Jr, “Aos Olhos de Ernesto”, de Ana Luiza Azevedo, “Guerra de Algodão”, de Marília Hugues e Claudio Marques. “Três Verões” estava prestes a entrar em cartaz quando a pandemia fechou os cinemas. O filme rendeu o troféu de Melhor Atriz para Regina Casé no Festival do Rio e ainda recebeu prêmios nos festivais de Havana, em Cuba, e Antalya, na Turquia. “A Febre” e “Pacarrete” também foram reverenciados em grande circuito internacional e acumulam expectativas. Para completar, o festival online do Espaço Itaú ainda programou a exibição de títulos estrangeiros, em que se destacam “Deerskin – A Jaqueta De Couro De Cervo”, de Quentin Dupieux, “O Chão Sob Meus Pés”, de Marie Kreutzer, e “Liberté”, de Albert Serra, premiado no Festival de Cannes passado. Depois de serem exibidos online, os títulos entrarão em cartaz no circuito Itaú Cinemas, em datas a serem definidas, conforme plano de retomada das autoridades sanitárias. A lista completa, datas de exibição e o acesso direto para os filmes podem ser conferidos aqui.
Wasp Network, 7500, Aberrações e Aniara são destaques digitais do fim de semana
“Wasp Network: Rede de Espiões”, lançamento da Netflix, não é exatamente a melhor estreia digital da semana, mas com certeza é a que chama mais atenção na programação, pela equipe envolvida e por ser uma coprodução brasileira, baseada em livro de autor nacional – “Os Últimos Soldados da Guerra Fria”, de Fernando Morais, lançado em 2011. O elenco é uma verdadeira seleção ibero-americana, com destaque para o brasileiro Wagner Moura (“Narcos”), a espanhola Penélope Cruz (“Dor e Glória”), o mexicano Gael García Bernal (“Museu”), a cubana Ana de Armas (“Entre Facas e Segredos”), o venezuelano Édgar Ramírez (“A Garota no Trem”) e o argentino Leonardo Sbaraglia (também de “Dor e Glória”). Com direção do premiado cineasta francês Olivier Assayas (Melhor Diretor no Festival de Cannes de 2016 por “Personal Shopper”), o filme é repleto de reviravoltas, que ilustram os esforços da espionagem cubana durante a Guerra Fria. Entretanto, há filmes melhores disponíveis em outras plataformas, como “7500”, “Aberrações” e “Aniara”. Confira abaixo mais detalhes destes e de outros lançamentos digitais inéditos nos cinemas brasileiros, que valem a conferida nos serviços de VOD (locadoras online) e streaming neste fim de semana. A curadoria não inclui títulos clássicos e produções que, em outros tempos, sairiam diretamente em vídeo. Wasp Network: Rede de Espiões | França, Brasil | 2020 O thriller de espionagem conta a história da Rede Vespa, um grupo de agentes duplos cubanos que se passaram por desertores para se infiltrar em organizações anticastristas de extrema-direita em Miami, entre as décadas de 1980 e 1990. Uma das curiosidades de seu elenco estrelado (veja a lista completa acima) é que volta a juntar Warner Moura e Ana de Armas, que viveram par romântico em “Sergio”, outro lançamento da Netflix, disponibilizado no mês passado. A produção é da RT Features, do brasileiro Rodrigo Teixeira, em parceria com a francesa CG Cinemas e sua première aconteceu no último Festival de Veneza. Na época, a crítica achou chato (41% no Rotten Tomatoes), mas o filme acabou recebendo um prêmio especial do Festival de Deauville, realizado uma semana depois na França. Netflix 7500 | EUA | 2020 O título 7500 refere-se ao código para sequestro aéreo, alerta transmitido pelo co-piloto de um voo de rotina de Berlim para Paris após ver terroristas tentando tomar o controle do avião e se trancar na cabine. Como os sequestradores não conseguem invadir a cabine, passam a ameaçar de morte todos os passageiros para forçar o co-piloto a abrir a porta. Com Joseph Gordon-Levitt (“Snowden”) no papel principal, o filme explora a tensão psicológica que resulta desse impasse – e tem 65% de aprovação no Rotten Tomatoes Amazon Aberrações (Freaks) | EUA | 2019 Mistura de suspense e sci-fi ao estilo de “Rua Cloverfield, 10”, traz uma menina de sete anos trancada em casa pelo pai perturbado (Emile Hirsch), que a alerta para nunca sair, devido aos graves perigos do lado de fora. Até que um homem misterioso (o veterano Bruce Dern) surge e tenta convencer a garota a se juntar a ele em uma jornada ao mundo exterior. Longe de ser frenético, o filme é para fãs de atmosferas psicológicas e foi premiado nos festivais de cinema fantástico de Paris, Bruxelas e Trieste. Com direção da dupla Zach Lipovsky e Adam B. Stein, que assinou o bem-sucedido telefilme live-action de “Kim Possible”, tem a melhor avaliação crítica desta lista: 87% no Rotten Tomatoes! iTunes, Now, Oi Play e Vivo Play Aniara | Suécia, Dinamarca | 2018 Sci-fi espacial escandinava sobre uma nave repleta de passageiros que, após um acidente num voo para Marte, fica à deriva no espaço. Com clima mais melancólico que catastrófico, explora as diferentes reações à situação de mergulho sem volta na imensidão, que vão da resignação ao desespero, trazendo à tona um retrato cru da humanidade. A obra adapta um poema do vencedor do Noel Harry Martinsson e conquistou prêmios em festivais do gênero, atingindo 70% de aprovação no Rotten Tomatoes – e quase 100% nos gatilhos de depressão. Now, Vivo Play e Sky Play Olhos de Gato (A Whisker Away) | Japão | 2020 Anime sobre uma garota que se transforma em gato para ficar perto do garoto que ama. Escrita por Mari Okada (de “Maquia: Quando a Flor Prometida Floresce”), a história, digamos, peculiar mescla aspectos culturais japoneses com uma trama romântica adolescente. Vale observar que um dos diretores, Jun’ichi Satô, é veterano da animação japonesa, tendo trabalhado em clássicos como “Sailor Moon” e “Neon Genesis Evangelion”. Netflix Feel The Beat | EUA | 2020 Sofia Carson (a Evie de “Descendentes”) é uma dançarina malvada que vira professara de dança infantil numa comédia de desenvolvimento previsível, mas divertido. Após seu fracasso em um teste para Broadway tornar-se um vídeo viral, ela volta para a cidade onde nasceu e lá é convidada a treinar um grupo de crianças para uma competição. A malvadinha só aceita ao descobrir que a final teria jurados da Broadway, e então decide transformar as meninas inexperientes em bailarinas vencedoras… em duas semanas! Netflix Anton: Laços de Amizade | Ucrânia | 2019 Dois meninos, um católico e um judeu, crescem juntos em 1919, aprendendo sobre amizade e preconceito em meio às tragédias e à revolução bolchevique na Ucrânia. O drama marcou a despedida do diretor georgiano Zaza Urushadze, que disputou o Oscar de Melhor Filme Estrangeiro em 2015 por “Tangerinas”. Ele morreu em dezembro passado, de ataque cardíaco aos 57 anos. Cinema Virtual iTunes Wendy | EUA | 2019 Incluído mais por curiosidade que recomendação, trata-se de um desastre retumbante. O filme tem roteiro e direção de Benh Zeitlin, que em 2012 encantou os cinéfilos de todo o mundo com seu primeiro longa, “Indomável Sonhadora”, vencedor do Festival de Sundance, premiado em Cannes e indicado ao Oscar de Melhor Filme. Ele demorou sete anos para voltar a filmar e “Wendy” têm vários pontos em comum com o trabalho anterior, a começar pelo fato de contar uma história fantástica filtrada pelo olhar de uma menina. Trata-se, na verdade, de uma versão de “Peter Pan”, em que crianças abandonadas embarcam para uma ilha distante, trocando suas vidas duras por um cotidiano de aventuras, com o bônus de o tempo não parecer passar. Até que “piratas” descobrem o local, colocando em risco sua liberdade e os obrigando a crescer. O problema é que qualquer vestígio dessa narrativa é enterrado pela fotografia da paisagem, ainda mais exasperante que nos filmes de Terrence Malick. Seu belo visual não esconde a bela decepção, com pífios 38% no Rotten Tomatoes. iTunes, Now, Google Play e YouTube Filmes Revelação (Disclosure) | EUA | 2020 O documentário sobre a representação de pessoas trans no cinema e na TV mostra como Hollywood ao mesmo tempo reflete e cria ansiedades relacionadas à questão de gênero. No longa, ativistas e artistas trans famosos nos EUA, como Laverne Cox (“Orange Is the New Black”), Lilly Wachowski (“Matrix”), Yance Ford (“Strong Island”), MJ Rodriguez (“Pose”), Jamie Clayton (“Sense8”) e Chaz Bono (“American Horror Story”), explicam suas reações e resistências à forma como a transexualidade é apresentada nas telas, discutindo o contraste entre a ficção, o que pensa a sociedade e a realidade das pessoas trans. Netflix
Vampiros atacam navio nazista em trailer e fotos de terror australiano
A distribuidora indie The Horror Collective, que como o nome indica é especializada em filmes de terror, divulgou 20 fotos, o pôster e o trailer da produção australiana “Blood Vessel”. A prévia combina nazistas, navio fantasma e vampiros, ao acompanhar a chegada de um pequeno bote com sobreviventes de um naufrágio a uma embarcação abandonada da 2ª Guerra Mundial. Na nave à deriva, eles descobrem bandeiras nazistas e cadáveres apodrecidos, além de caixões misteriosos, que, claro, contém criaturas sanguinárias e precipitam uma luta pela sobrevivência. A ideia dos vampiros marítimos vem do romance “Drácula”, de Bram Stoker, que descreveu a viagem do Demeter, navio responsável por conduzir o caixão do vampiro da Transilvânia até a Inglaterra. A premissa tem sido explorada no cinema desde o clássico “Nosferatu”, de 1922. Roteiro e direção de “Blood Vessel” são assinados por Justin Dix, técnico de efeitos da franquia “Star Wars”, que trabalhou no cultuado terror australiano “O Babadook” (2014). O elenco destaca Alyssa Sutherland (a rainha Aslaug, de “Vikings”), Robert Taylor (o xerife “Longmire”) e Nathan Phillips (Flynn na série “Hunters”). A estreia está marcada para 21 de julho em VOD nos EUA e ainda não há previsão de lançamento no Brasil.
Luccas Neto em o Hotel Mágico é primeiro sucesso nacional lançado na pandemia
A comédia infantil “Luccas Neto em o Hotel Mágico”, do artista e empresário Luccas Neto, dono de um dos maiores canais do YouTube, é o primeiro sucesso nacional a surgir em meio à pandemia de coronavírus. O filme estreou em 15 de maio nas plataformas digitais e já acumula mais de R$ 1,8 milhão em arrecadação de público. No longa, produzido pela empresa do próprio Luccas Neto, o ator e sua irmã Gi (Giovanna Alparone) precisam se livrar de elfos que conheceram no Polo Norte e que agora estão de volta para perturbar a paz dos dois no Rio de Janeiro. O filme está disponível em várias plataforma de VOD a preços bem diferentes. Confira: Google Play (venda, R$19,90), YouTube (venda, R$19,90), Now (aluguel, R$14,90), Vivo Play (aluguel, R$11,90), AppleTV (compra, R$29,90, ou aluguel, R$14,90) e Sky Play (aluguel, R$14,90). Assista ao trailer abaixo.
Ator e diretora de Selma dizem que filme foi vítima de racismo no Oscar
O filme “Selma: Uma Luta Pela Igualdade” (2014), que a Paramount liberou de graça para aluguel digital nos EUA, em apoio aos protestos contra o racismo estrutural, teria sido vítima deste mesmo racismo durante o Oscar 2015. Um dos filmes mais aclamados pela crítica em 2014, alcançando 99% de aprovação no Rotten Tomatoes, “Selma” teve uma recepção frustrante da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, recebendo apenas duas indicações ao Oscar: Melhor Canção Original (que ganhou) e Melhor Filme. Mas todos esperavam uma nomeação histórica para Ava DuVernay em Melhor Direção, além do reconhecimento da atuação impressionante de David Oyelowo como Martin Luther King Jr. Enquanto isso, dramas medíocres como “O Jogo da Imitação” (8 indicações), “A Teoria de Tudo” (5 indicações) e “Sniper Americano” (6 indicações) saíram consagrados. A frustração da equipe de “Selma” voltou à tona nesta semana, durante uma conversa de Oyelowo com a Screen International, em que ele acusou a Academia de ter sido racista. O ator lembrou que os atores de Selma usaram camisetas “I Can’t Breathe” em homenagem a Eric Garner, que, assim como no recente caso de George Floyd, foi sufocado até a morte por policiais brancos em julho de 2014. Integrantes da Academia teriam comentado que eles estavam “mexendo com m****” e não votariam no filme porque “onde já se viu fazer isso?” DuVernay confirmou o relato de Oyelowo no Twitter. “História verdadeira”, ela escreveu. Na ocasião, nenhum ator negro foi indicado entre as 20 vagas de interpretação possíveis do Oscar, disparando uma campanha histórica que enquadrou o racismo da Academia nas redes sociais com a hashtag #OscarSoWhite. Nos anos seguintes, a Academia mudou de comando e rumos, trabalhando para diversificar seu quadro de membros. Isto resultou nas vitórias até então impensáveis de “Moonlight” (2016) e “Parasita” (2019) na premiação, apesar da derrota do impactante “Infiltrado na Klan” (2018) para o convencional “Green Book” (2018) no ano retrasado. True story. https://t.co/l7j8EUg3cC — Ava DuVernay (@ava) June 5, 2020
Selma: Filme premiado de Ava Duvernay é liberado de graça nas plataformas digitais dos EUA
Depois de a Warner liberar a versão digital de “Luta por Justiça” (2019) de graça para o público americano, a Paramount seguiu a tendência e está oferecendo acesso gratuito a “Selma: Uma Luta Pela Igualdade” (2014) durante o mês de junho nos EUA. O anúncio acompanha os protestos que agitam o país e pedem um fim da brutalidade policial e o racismo estrutural após a morte de George Floyd, um homem negro desarmado em Minneapolis que foi sufocado por policiais brancos na rua à luz do dia. “Esperamos que este pequeno gesto incentive as pessoas em todo o país a examinar a história de nossa nação e refletir sobre as maneiras pelas quais a injustiça racial afeta nossa sociedade. A mensagem principal de ‘Selma’ é a importância da igualdade, dignidade e justiça para todas as pessoas. Claramente, essa mensagem é tão vital hoje quanto em 1965”, disse o estúdio em comunicado. A diretora do longa, Ava DuVernay, também chamou atenção para a disponibilização gratuita em sua conta do Twitter. “Precisamos entender de onde viemos para fazer estratégias para onde estamos indo. A história nos ajuda a criar o modelo”. Indicado ao Oscar de Melhor Filme, “Selma” retrata a marcha dos direitos civis comandada por Martin Luther King Jr., que em 1965 reunião uma multidão numa passeada de cinco dias no estado do Alabama, que foi da cidade de Selma até Montgomery, em defesa da garantia do direito ao voto dos afro-americanos. O longa trouxe David Oyelowo no papel de Martin Luther King Jr., e incluiu em seu elenco Carmen Ejogo, Tessa Thompson, Andre Holland, Colman Domingo, LaKeith Stanfield e a apresentadora Oprah Winfrey. Sua música-tema, “Glory”, composta pelo músico John Legend e o rapper Common (também no elenco), venceu o Oscar de Melhor Canção Original.
Kevin James surpreende com papel de vilão sádico em suspense ultraviolento
A distribuidora indie Quiver lançou nesta sexta (5/6) nos EUA o candidato a cult “Becky”, um suspense ultraviolento de baixo orçamento, que se diferencia da vasta quantidade de títulos similares em VOD pelo elenco famoso e inesperado. Para começar, o vilão é vivido pelo comediante Kevin James (“Segurança de Shopping”), que não só desempenha um raro papel dramático como o interpreta com excesso de sadismo. Ele encarna o líder de uma gangue neonazista que invade a casa de uma família para torturar os pais da personagem-título, uma adolescente rebelde que conhece o paradeiro de algo que os criminosos procuram. Outro comediante, Joel McHale (“Community”), vive o pai, enquanto Amanda Brugel (“The Handmaid’s Tale”) interpreta a madrasta. Mas o grande destaque da produção é Lulu Wilson, que já tinha chamado atenção em “Objetos Cortantes”, “A Maldição da Residência Hill” e “Annabelle 2: A Criação do Mal”. Com apenas 15 anos, ela tem uma filmografia maior que muitos veteranos e pode ser considerada o principal atrativo da produção. Na trama, Lulu é a terrível Becky, que dá enorme trabalho para os pais. Mas por pior que se comporte, isso não é nada perto do que a mini-Rambo faz com os invasores. Além de “Rambo”, outra comparação possível é com o Kevin de “Esqueceram de Mim”, num contexto de terror de sobrevivência. Filme B assumido em todos os seus exageros viscerais, “Becky” é o terceiro longa da dupla Cary Murnion e Jonathan Milott, que também assina os cultuados “Cooties: A Epidemia” (2014), com Elijah Wood, e “Ataque a Bushwick” (2017), com Dave Bautista. Ainda sem previsão para chegar ao Brasil, “Becky” dividiu a crítica, agradando mais aos jornalistas profissionais (67% de aprovação dos críticos top do Rotten Tomatoes) que aos blogueiros amadores (57%). Ficou curioso? Confira abaixo o trailer e o pôster, divulgados no começo da semana.
A Despedida: Um dos melhores filmes de 2019 estreia em VOD no Brasil
Um dos melhores filmes de 2019, “A Despedida” (The Farewell), finalmente chegou ao Brasil. O lançamento acontece em VOD (locação digital), mas não é exatamente por causa da pandemia de coronavírus. A distribuidora nunca pretendeu lançar no cinema. A produção que projetou Awkwafina é um produção indie com toques de comédia, que começa de forma dramática e termina em tom reconfortante. Awkwafina vive a rebelde de uma família sino-americana, que viaja completa para a China para o casamento arranjado de um primo. Na verdade, trata-se de uma desculpa para todos se reúnam pela última vez com a vovó da família. Eles querem se despedir, ao mesmo tempo em que tentam esconder dela que um exame apontou que seu câncer está em estágio avançado. Baseado numa experiência real da diretora Lulu Wang, “A Despedida” rendeu o Globo de Ouro e o Gotham Awards de Melhor Atriz para Awkwafina, além de ter vencido o Spirit Awards (o Oscar indie) de Melhor Filme e Melhor Atriz Coadjuvante (para Shuzhen Zhao, a vovó). Imperdível. Mas fica a dica: não se apresse e leia todo o texto dos créditos finais sobre a verdadeira vovó da história. Confira abaixo outras estreias digitais, que também são inéditas nos cinemas brasileiros e chegam em VOD neste fim de semana. A Despedida (The Farewell) | EUA, China | 2019 Quando a família de uma doce senhora descobre que ela possui apenas mais algumas semanas de vida, eles decidem não informá-la a respeito do diagnóstico. Em vez disso, seus filhos e netos tentam arranjar um casamento de última hora para que todos os parentes mais distantes possam vê-la por uma última vez sem que ela saiba o que está acontecendo de verdade. Now e Looke Lupin 3º: O Primeiro (Lupin III: The First) | Japão | 2019 Indicado ao troféu da Academia Japonesa, o primeiro anime computadorizado do personagem clássico de Monkey Punch acompanha Lupin 3º, descendente do famoso ladrão francês Arsene Lupin, em busca do precioso Diário de Bresson para descobrir a história de seu avô. Leia mais aqui. Now, Looke, Sky Play e Vivo Play Corpus Christi | Polônia, França | 2019 Indicado ao Oscar de Melhor Filme Internacional, o longa do polonês Jan Komasa (da série “Ultraviolet”) acompanha um jovem de 20 anos que passa por uma transformação espiritual em um centro de detenção e decide se tornar padre, mas é impedido por sua ficha criminal. Ao ser solto e se mudar para uma cidade pequena, ele acidentalmente assume a paróquia local. Cinema Virtual Amigos para Sempre (Storm Boy) | Austrália | 2019 Premiado no Festival de Cinema Infantil de Zlín, na República Tcheca, gira em torno de um homem aposentado que começa a se lembrar de fatos traumáticos de sua infância. Ele compartilha as histórias com sua neta, como a vez em que resgatou e criou um pelicano. Cinema Virtual Glastonbury | Reino Unido | 2006 Documentário dirigido por Julian Temple (“The Great Rock ‘n’ Roll Swindle”) que mostra a história do festival de música Glastonbury, criado no Reino Unido na década de 1970, e suas transformações. Belas Artes à La Carte
Nova adaptação do mangá clássico Lupin III estreia em VOD no Brasil
A Sato Company mudou os planos de lançamento da animação “Lupin III, O Primeiro”, devido à pandemia de covid-19. Originalmente previsto para os cinemas, o filme chega nesta quarta (3/6) diretamente nas plataformas digitais para aluguel e venda – já disponível no Now, Vivo Play, SKY Play e Looke e em seguida no iTunes, Microsoft Store, YouTube Filmes e Google Play. Trata-se da primeira animação feita em computação gráfica com o clássico personagem dos quadrinhos japoneses. Criado por Monkey Punch (pseudônimo de Kato Kazuhiko) em 1967, o mangá clássico seguia as façanhas e aventuras incríveis de Arsène Lupin III, neto de Arsène Lupin, o mais famoso ladrão da literatura francesa. Para fazer jus ao legado da família, Lupin III viaja o mundo roubando objetos de valor inestimável. Mais que isto, ele anuncia suas intenções através de telefonemas antes de realizar os assaltos, apenas para provocar a polícia. Apesar da ousadia, Lupin não está sozinho nessa empreitada. Junto com ele, agem o exímio atirador e braço direito Daisuke Jigen e o mestre espadachim Goemon Ishikawa XIII, além da femme fatale Fujiko Mine, uma eterna rival e interesse romântico do ladrão, que às vezes é aliada, mas geralmente só quer passar a perna em Lupin. Todos eles ainda são perseguidos pelo inspetor Koichi Zenigata, que tem como missão de vida pegar a quadrilha. A popularidade de Lupin III já rendeu várias adaptações, inclusive dois filmes live-action – em 1974 e outro mais recente, de 2014. Mas o personagem é mais conhecido pela série anime de 1971, que durou 23 episódios, 15 deles dirigidos por ninguém menos que Hayao Miyazaki, vencedor do Oscar de Melhor Animação por “A Viagem de Chihiro” (2001). A estreia de Miyazaki no cinema foi justamente dirigindo o primeiro longa animado de Lupin III, “O Castelo de Cagliostro” (1979). A nova animação não inova na trama, contando com a mesma configuração de personagens dos mangás e animes originais, desta vez em busca de um lendário Diário de Bresson. Segundo uma lenda, quem desvendar os segredos do Diário poderá adquirir imensa fortuna. Este teria sido o único tesouro que Arsène Lupin, o avô, não conseguiu adquirir durante sua vida, tendo sido procurado até pelos nazistas durante a 2ª Guerra Mundial. A direção é de Takashi Yamazaki, que comandou a versão live-action do anime clássico “Patrulha Estelar”, lançada em 2010. Veja abaixo o trailer nacional de “Lupin III, O Primeiro”, produzido quando o plano ainda previa estreia nos cinemas.
Warner libera filme Luta por Justiça para o público aprender sobre racismo estrutural
A Warner resolveu disponibilizar de graça nos EUA a versão digital de “Luta por Justiça”, filme de 2019 que aborda o preconceito racial do sistema de justiça do país. O objetivo é oferecer uma fonte de referência sobre o racismo estrutural americano, que tem gerado situações como o assassinato de George Floyd e motivado os protestos antirracistas dos últimos dias. No longa, Michael B. Jordan (“Pantera Negra”) interpreta o advogado Bryan Stevenson que assume o caso de um homem negro (Jamie Foxx, de “O Espetacular Homem-Aranha 2”) condenado à morte por assassinato, apesar das evidências comprovarem sua inocência. Enquanto luta pela vida de seu cliente, ele enfrenta todo tipo de obstáculo racista e manobras legais do sistema para levar o inocente à morte, apenas por ser negro. A trama é baseada em fatos reais e tem direção do cineasta Destin Daniel Cretton (“O Castelo de Vidro”), que vai dirigir “Shang-Chi and the Legend of the Ten Rings” para a Marvel. O anúncio da liberação de “Luta por Justiça” foi feito nesta terça (2/6), no Twitter oficial do filme. “Acreditamos no poder da história. Nosso filme ‘Luta por Justiça’, baseado no trabalho da vida do advogado de direitos civis Bryan Stevenson, é um recurso que podemos humildemente oferecer a quem estiver interessado em aprender mais sobre o racismo sistêmico que atormenta nossa sociedade. Durante o mês de junho, o filme estará disponível gratuitamente em plataformas digitais de VOD nos EUA”, diz o texto. “Para participar ativamente da mudança que nosso país está buscando tão desesperadamente, encorajamos vocês a aprender mais sobre o nosso passado e as inúmeras injustiças que nos levaram aonde estamos hoje. Obrigado aos artistas, equipe e advogados que ajudaram a fazer esse filme acontecer. Assista com sua família, amigos e aliados”, completa. Não há informação sobre a extensão dessa iniciativa a outros países. No Brasil, “Luta por Justiça” ainda está sendo oferecido para locação digital por R$ 14,90 nos sites de VOD. Veja abaixo o trailer legendado do filme.
Force of Nature: Mel Gibson enfrenta assaltantes e um furacão no trailer de novo filme de ação
A Lionsgate divulgou o pôster e o trailer de “Force of Nature”, novo thriller de ação estrelado por Mel Gibson (“Máquina Mortífera”). Na trama, Gibson é um policial aposentado que se recusa a sair de seu apartamento durante a chegada de um furacão. Sua filha pede ajuda de dois policiais para convencê-lo a evacuar. Mas logo o clima piora, com a chega de um grupo de assaltantes armados, em busca de uma fortuna ilegal que Gibson escondeu no prédio. Com muita troca de tiros e perseguição entre andares, a prévia evoca o já clássico “Operação Invasão” (The Raid), de 2011, ainda que também demonstre a inexperiência do diretor no gênero. A direção é de Michael Polish (“Big Sur”) e, como em seus dramas indies anteriores, o elenco inclui sua mulher, a atriz Kate Bosworth (“The I-Land”). Os demais atores são Emile Hirsch (“Era Uma Vez em… Hollywood”) e a peruana Stephanie Cayo (da novela “Rebelde”) como os policiais, além de David Zayas (“Gotham”) como líder dos criminosos. O lançamento está marcado para 30 de junho em VOD nos Estados Unidos, mas por enquanto não há previsão para a distribuição do filme no Brasil.
Scooby! O Filme ganha dezenas de imagens com personagens e dubladores originais
A Warner divulgou dezenas de imagens novas do longa “Scooby! O Filme” (Scoob!, em inglês), que reúnem pôsteres, cenas da animação e fotos dos dubladores. Em sua dublagem original, o filme traz astros famosos como as vozes da turma animada. Zac Efron (“Vizinhos”) dubla Fred, Amanda Seyfried (“Mamma Mia!”) faz Daphne, Will Forte (“O Último Cara na Terra”) interpreta Salsicha e Gina Rodriguez (“Jane the Virgin”) dá voz a Velma. Já Scooby continuará a ter a voz do veterano Frank Welker. Ele foi o primeiro dublador de Fred, em 1969, mas desde 2002 assumiu o papel do cachorrão falante nas séries e DVDs animados da franquia. O longa vai revelar a origem dessa turma animada, desde o primeiro encontro de Scooby e Salsicha, ainda crianças, demonstrando que a amizade do grupo é bastante antiga. Como mostrará a versão mirim dos personagens, “Scooby!” ainda tem um segundo time de vozes famosas, com as participações de Iain Armitage (“Young Sheldon”) como o Salsicha criança, Mckenna Grace (“Annabelle 3: De Volta para Casa”) como a pequena Daphne, Pierce Gagnon (“Twin Peaks: O Retorno”) dando voz ao jovem Fred e Ariana Greenblatt (“A Irmã do Meio”) como a Velma mirim. Além disso, a nova aventura envolve vários personagens clássicos das animações da Hanna-Barbera. Há desde o encontro entre Scooby e o Bionicão, do Falcão Azul, até a aparição do vilão mais famoso do estúdio: Dick Vigarista, da “Corrida Maluca”. Seguindo tendência, os outros personagens também ganham vozes estreladas: Mark Wahlberg (“Pai em Dose Dupla”) dubla o Falcão Azul, Ken Jeong (“Se Beber, Não Case”) faz o Bionicão e Jason Issacs (“Star Trek: Discovery”) dá voz ao vilão Dick Vigarista. Além deles, o elenco ainda inclui Tracy Morgan (“30 Rock”) como o Capitão Caverna e Kiersey Clemons (“A Dama e o Vagabundo”) como sua parcerinha Dee Dee. Para completar, a coleção de fotos revela participação de Simon Cowell, conhecido jurado de programas de calouros, como “American Idol”, “The X-Factor” e “America’s Got Talent”. Adivinhem quem ele vai interpretar? Ninguém menos que outro personagem famoso, que Cowell já dublou em “Os Simpsons” e “Uma Família da Pesada”: ele mesmo. O roteiro é de de Matt Lieberman (“Dr. Dolittle 4”) e a direção é assinada por Tony Cervone (“Space Jam – O Jogo do Século”), que já trabalhou na franquia – produziu a série “Scooby-Doo! Mistério, S/A” (2010-2013) e comandou o recente vídeo animado “Scooby-Doo e Kiss: O Mistério do Rock and Roll” (2015). Originalmente previsto para os cinemas, o filme será lançado direto em VOD, para locação e compra digital, nesta sexta (15/5) nos EUA – mesmo dia em que deveria estrear nas salas de exibição. Apesar de não se tornar, como previsto, a primeira animação de Scooby-Doo nos cinemas, a obra traz algumas novidades em relação às adaptações anteriores, a começar pelo uso da computação gráfica. Graças à tecnologia, os personagens ganham uma aparência diferente dos desenhos tradicionais, mas a mudança não chega a ser radical, já que os traços originais foram preservados. Confira abaixo.
Os Novos Mutantes ganha nova data de estreia no cinema
A Disney não desistiu de lançar “Os Novos Mutantes” nos cinemas. Nove dias depois do filme aparecer como futuro lançamento digital na Amazon, o estúdio definiu uma nova data de estreia, a quarta desde o início da produção. O anúncio foi feito no Twitter oficial do longa, por meio de um novo pôster que destaca o lançamento em 28 de agosto. Ainda não há confirmação da data no Brasil. “Os Novos Mutantes” é um dos filmes mais adiados de todos os tempos – só deve perder para a continuação de “Avatar”. A estreia anterior estava marcada para março, data que se tornou inviável devido à pandemia de coronavírus. Mas enquanto outros filmes da Disney foram rapidamente remanejados, a última produção da Fox com heróis da Marvel tinha ficado fora do calendário do estúdio até esta quarta-feira (13/5), alimentando rumores sobre seu destino. Filmado em 2016, “Os Novos Mutantes” deveria ter estreado originalmente em 2018, mas a Fox decidiu agendar refilmagens e remarcou seu lançamento para 2019. Só que neste meio tempo a Disney comprou a Fox e as refilmagens nunca foram feitas. Enquanto o novo proprietário decidia o que fazer com o longa, mais um ano se passou. O trabalho de pós-produção ficou interrompido por meses sem que os efeitos visuais tivessem sido finalizados, nem os efeitos sonoros, edição, trilha e vários outros detalhes. O diretor Josh Boone (de “A Culpa É das Estrelas”) só retomou a produção no fim do ano passado, acrescentando efeitos que aprimoraram o visual das habilidades místicas de Illyana/Magia, notadamente sua espada de energia, além de Lockheed, o dragão roxo da personagem, para lançar o longa em março. O que, de novo, não aconteceu. Enquanto isso, acumulam-se três anos de trailers que não revelam muita coisa, refletindo uma sinopse incrivelmente curta sobre cinco jovens mutantes que ainda estão descobrindo seus poderes e que são mantidos reclusos em um local contra a sua vontade. Os intérpretes dos Novos Mutantes são Maisie Williams (a Arya Stark, de “Game of Thrones”) como Lupina, Charlie Heaton (O Jonathan Byers de “Stranger Things”) como Míssil, Anya Taylor-Joy (“Vidro”) como Magia, Blu Hunt (a vilã Hollow em “The Originals”) como Miragem e o brasileiro Henry Zaga (série “13 Reasons Why”) como Mancha Solar. Para completar, o elenco inclui a também brasileira Alice Braga (série “Queen of the South”) como a Dra. Cecilia Reyes. we’re back pic.twitter.com/JsoRciPYpj — New Mutants (@NewMutantsFilm) May 13, 2020












