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    Diretor de filme LGBTQIA+ atacado por Bolsonaro diz sofrer ameaças de morte

    14 de setembro de 2019 /

    O cineasta Bruno Victor Santos revelou que vem recebendo ataques nas redes sociais após seu filme “Afronte” ser mencionado pelo presidente Jair Bolsonaro (PSL) numa live. O projeto da adaptação do curta numa série foi citado entre por Bolsonaro numa live em agosto, em que o presidente se manifestou contra produções de temática LGBTQIA+, afirmando que não iria liberar verba para esse tipo de “filmes”. “Um discurso de ataque tão direto do presidente valida que outras pessoas façam o mesmo”, escreveu o diretor num desabafo publicado pelo site The Intercept Brasil. “E eu recebi ataques extremamente dolorosos, desde apoios à fala [de Bolsonaro] e à censura, até gente falando da cor da minha pele, da minha orientação sexual.” Bruno conta que ele foi chamado de “cosplay de Marielle Franco” em um dos ataques. Ele considera motivo de orgulho ser comparado à figura da vereadora assassinada em 2018, mas o motivo da associação é o pior possível. “O que eles estão falando que eu mereço ter uma morte parecida com a dela. E eu fiquei com medo, me retirei das redes sociais. E sei que essas pessoas são covardes e gostam de violência, e que elas querem que a população preta, principalmente LGBT, continue sendo massacrada”, declarou. Codirigdo por Bruno Victor e Marcus Azevedo, o curta “Afronte” mostra a realidade vivida por negros homossexuais no Distrito Federal. Exibido no Festival Mix Brasil de Cultura da Diversidade e no Festival de Brasília em 2017, a obra venceu o Prêmio Saruê, concedido pelo jornal Correio Braziliense no evento da capital – o nome é homenagem ao longa-metragem “O País de São Saruê”, de Vladimir Carvalho, retirado do Festival de Brasília em 1971 por conta da censura. “Confesso que não entendi nada. Olha, a vida particular de quem quer que seja, ninguém tem nada a ver com isso, mas fazer um filme mostrando a realidade vivida por negros homossexuais no DF, não dá para entender. Mais um filme que foi para o saco”, disse o Bolsonaro, deixando claro a ordem de impedir a produção do projeto. Seis dias depois, uma portaria do Ministério da Cidadania suspendeu o edital para a produção das séries atacadas pelo presidente – que, na ocasião da live, achava que eram filmes. Para não fazer as séries, o ministro da Cidadania, Osmar Terra, encontrou uma brecha. Ele mandou suspender tudo alegando falta de nomeação dos membros do Comitê Gestor do FSA, responsável por direcionar as verbas arrecadadas com o Condecine (Contribuição para o Desenvolvimento da Indústria Cinematográfica Nacional, taxa cobrada da indústria de cinema, TV e telefonia) para seus respectivos programas de fomento. O detalhe é que a formação do comitê depende das indicações do governo. E, passados nove meses de sua posse, Bolsonaro ainda não indicou nenhum representante. O decreto prevê a suspensão do edital por 180 dias, podendo prorrogar o prazo caso o comitê gestor continue sem as indicações dos membros do governo. Trata-se, portanto, de uma inação intencional, como estratégia para censurar obras, cujo efeito colateral, pela justificativa apresentada, travou o financiamento de todo o setor. Como (apenas) a Pipoca Moderna vem alertando, isto não afetou apenas as séries que tiveram seu edital suspenso. Todos os projetos audiovisuais estão impedidos de receber financiamento, com base na justificativa apresentada. E isso já traz consequências claras para o setor. Após a fala de Bolsonaro e a ação de Osmar Terra, entidades LGBTQIA+ denunciam o presidente na Procuradoria Geral da República por homofobia e o MPF (Ministério Público Federal) no Rio de Janeiro já instaurou um inquérito civil para apurar a suspensão do edital. A suspeita de homofobia também é uma das questões apuradas. Além disso, a suspensão do edital está enfrentando processos da entidades representantes da indústria audiovisual brasileira. Bolsonaro já foi condenado por declarações homofóbicas em 2011, tendo que pagar R$ 150 mil, por danos morais, ao Fundo de Defesa dos Direitos Difusos (FDDD) do Ministério da Justiça. Isto porque na época o crime não era equiparado ao racismo, que contempla penas de reclusão. Isto mudou neste ano, em entendimento do STF (Supremo Tribunal Federal) que igualou as punições a todos os atos de intolerância.

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    Festival de Gramado emite nota contra violência sofrida por artistas no evento

    26 de agosto de 2019 /

    O Festival de Gramado emitiu nota repudiando a violência sofrida por artistas que atravessaram o tapete vermelho na noite de sábado (24/8), em que aconteceu a premiação do evento. Ao longo do festival, diversos cineastas criticaram declarações e decisões do governo sobre o setor audiovisual, incluindo a suspensão, na véspera do evento, de um edital voltado a financiamento de séries, para prejudicar produções com temática LGBTQIA+. A decisão do governo também tirou dinheiro de produções evangélicas e paralisou todo o financiamento do audiovisual brasileiro. Mas simpatizantes de Bolsonaro resolveram contra-atacar com táticas de violência fascista, jogando comida, objetos e pedras de gelo nos artistas que erguiam cartazes contra a censura, enquanto gritavam “mito”. Emiliano Cunha, diretor de “Raia 4”, eleito o Melhor Filme na votação da crítica, foi um dos alvos da agressão. Ele estava com sua filha de dois anos no colo, e mencionou o fato ao receber sua premiação. “Estou tremendo aqui não pela emoção de receber um kikito, mas porque agora há pouco eu estava passando com minha filha de dois anos no colo e um cara nos jogou pedras de gelo. Quando eu me virei para ele mostrando que eu estava com minha filha, ele voltou a jogar. Só quando eu apontei a câmera aí ele se escondeu, como costumam fazer os covardes que realizam esse tipo de agressão”, disse no palco do festival. Leia a nota da organização na íntegra: “A cidade de Gramado e o Festival de Cinema têm uma história sólida, de fortalecimento e crescimento mútuo. São 47 anos ininterruptos de encontros que trazem à cidade atores, produtores e público do Brasil e América Latina para as mostras, os debates e outras atividades paralelas ligadas à cultura cinematográfica e ao mercado do audiovisual. Os dias em que acontece o Festival também mobilizam atividades paralelas, festas e shows, reforçando a vocação turística da cidade. O último fim de semana do Festival é particularmente concorrido, enchendo a cidade de diferentes públicos, entre cinéfilos e pessoas que buscam outros eventos. Todos são bem-vindos e o tapete vermelho do Festival é democrático. Os espaços em seu entorno são públicos e de livre circulação. Servem de atrativo para os que apenas querem ver artistas e também para os profissionais do audiovisual que acreditam na importância e na história do mais antigo e respeitado Festival de Cinema do Brasil. Conviver com esta diversidade de motivos e desejos para estar na cidade é democrático e fundamental para a harmonia de tudo e todos. Como sempre fez em sua tela, o Festival de Cinema de Gramado acolhe, contempla e evidencia diferentes estéticas e opiniões, sendo historicamente um espaço para debates e manifestações. O que não se pode admitir é a violência como prática ou resposta a ideias e opiniões diferentes. Só a tolerância e o respeito seguirão fortalecendo a história da cidade, do festival, reforçando e saudando o convívio de todos”.

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  • Filme

    Donald Trump culpa a indústria dos games pela onda de atentados nos Estados Unidos

    6 de agosto de 2019 /

    O presidente dos Estados Unidos não é Johnny Bravo, mas também é capaz de raciocínios impressionantes. Em discurso contra a onda crescente de atentatos da extrema direita racista americana, Donald Trump resolveu condenar… os videogames. Após dizer a frase que toda a mídia reproduziu, “O ódio não tem lugar na América. O ódio deturpa a mente, devasta o coração e devora a alma”, Trump embutiu em seu discurso de repúdio aos massacres do fim de semana passado uma critica aos games de tiros, culpando-os por incentivar a prática de assassinatos armados nos Estados Unidos. O presidente disse que há “necessidade de parar com a glorificação da violência na nossa sociedade, incluindo os horríveis e infelizes jogos violentos, agora, algo comum.“ Trump também afirmou que “é muito fácil hoje para jovens perturbados rodearem-se de uma cultura que celebra a violência. Temos que parar ou reduzir substancialmente e tem de começar de imediato”, afirmou. Ou seja, o presidente dos Estados Unidos sugere que a indústria de games, uma das mais lucrativas de seu país, pare ou reduza drasticamente sua produção. De imediato. Já os fabricantes de armas nem sequer são mencionados nesse raciocínio. Nem de imediato nem nunca. Os atentados do fim de semana passado aconteceram nos arredores de supermercados da rede Wallmart, que vende armas junto de alimentos para a família. Não é a primeira vez que a retórica dos políticos do Partido Republicano condena videogames por massacres cometidos por jovens e ignora que as armas utilizadas foram adquiridas legalmente, devido às leis que incentivam o porte e o uso de armamento no país. A tática de condenar a indústria cultural para dissimular a culpa da indústria armamentista nasceu durante o atentado cometido na escola de Columbine, em 1999. Na ocasião, políticos também culparam, além dos videogames, o filme “Matrix” e o cantor Marilyn Manson pela violência. Já as leis que permitem a venda de armas em supermercados jamais são mencionadas. Os grandes fabricantes de revólveres, rifles e balas são os maiores financiadores do Partido Republicano nos Estados Unidos. Em resposta ao presidente americano, a ESA (Electronic Software Association), organização que representa editores e desenvolvedores de jogos, divulgou um comunicado que refuta as alegações de gatilho de violência, argumentando o óbvio: games de tiros não existem apenas nos Estados Unidos e os outros países não enfrentam a mesma epidemia de atentados. “Numerosos estudos científicos estabeleceram que não há conexão causal entre videogames e violência. Mais de 165 milhões de americanos gostam de videogames e bilhões de pessoas jogam videogames em todo o mundo. No entanto, outras sociedades, onde os videogames são jogados com avidez, não enfrentam os níveis trágicos de violência que ocorrem nos EUA”, repara a organização.

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    Astro do cinema de ação de Hong Kong é esfaqueado na China

    20 de julho de 2019 /

    O ator Simon Yam, um dos mais famosos do cinema de Hong Kong, foi esfaqueado na barriga neste sábado (20/7), durante participação de um evento promocional na província de Guangdong, no sul da China. Um homem correu até o palco, esfaqueou o ator e fez um corte em sua mão direita, de acordo com a mídia local. Simon Yam foi hospitalizado imediatamente e sua vida não está em perigo, disse a polícia local em um comunicado. “Estamos extremamente chocados com este incidente”, disse a empresa que trabalha com o ator em um comunicado publicado no Weibo, o Twitter chinês. O astro de 64 anos foi operado com sucesso no estômago e em outros órgãos. A polícia informou que prendeu um suspeito no caso. Um dos atores favoritos dos mestres do cinema de ação de Hong Kong, Simon Yam tem uma filmografia gigantesca e repleta de clássicos criminais, como “Bala na Cabeça” (1990), de John Woo, “À Flor da Pele” (1992), de Ringo Lam, “Eleição” (2005), de Johnnie To, “Comando Final (2005), de Wilson Yip, e “Vingança” (2009), também de To. Ele ainda estrelou os filmes de artes marciais “O Grande Mestre” (2008), de Yip, e “O Homem do Tai Chi” (2013), dirigido por Keanu Reeves, mas o público ocidental talvez se lembre mais dele como o vilão de “Lara Croft: Tomb Raider – A Origem da Vida” (2003).

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  • Etc

    Pamela Anderson denuncia ex-namorado da seleção de futebol da França por abusos

    27 de junho de 2019 /

    Dois dias depois de anunciar o fim de seu relacionamento com o zagueiro francês Adil Rami, jogador do Olympique de Marselha, que foi campeão do mundo com a França em 2018, a atriz Pamela Anderson (“SOS Malibu”) tornou públicas denúncias de abusos físicos e psicológicos cometidos pelo ex-namorado contra ela. As acusações foram feitas em uma troca de mensagens entre Pamela e uma outra mulher com quem Rami teve relacionamento e é identificada como S. pela atriz. Segundo a imprensa americana, trata-se de Sidonie Biémont, com quem o atleta teve dois filhos em 2016. Nas conversa, que foi publicada pela atriz no site de sua fundação, Pamela relata duas ocasiões em que teria sido agredida por Rami. Na primeira, teve o seu cabelo puxado durante uma briga em Los Angeles. Em outra, teve a mão esmagada a ponto de ter que procurar atendimento em um hospital. “Ele foi muito cruel comigo às vezes. Ele me jogou, puxando meu cabelo em Los Angeles no verão passado. Porque eu o deixei para ir ao hotel depois de uma sessão de fotos com amigos. Eu não queria ficar com ele por mais tempo com seus amigos em uma casa em Hollywood. Eles festejavam todas as noites, me deixando em casa”, escreveu Pamela. “No verão anterior, ele me perseguiu por toda a parte em Los Angeles e em St. Tropez – este verão foi o pior. Ele esmagou minhas duas mãos. Eu precisei ir ao hospital (6 meses depois) porque estava com muita dor. Eu não conseguia abrir uma garrafa de água. Eles precisaram me colocar para dormir para fazer injeções. Minhas mãos estavam ficando melhores e ele me machucou novamente”, completou. Na troca de mensagens, as duas mulheres conversam e chegam a um consenso de que Adil Rami estava levando uma vida dupla, enganando as duas. “Nós terminamos em junho de 2016 mas, por quase um ano e meio, continuamos a nos ver como amantes, ele sendo realmente discreto e me dizendo que tudo acabaria em breve. Então, no início de 2019, nós paramos o caso porque acho que valho mais do que ser escondida e tratada assim. Sinta-se livre para me ligar ou me encontre em Paris. E eu realmente desejo que você seja feliz”, escreveu S., segundo Pamela. No texto de apresentação da troca de mensagens, a atriz voltou a atacar Adil Rami, a quem já tinha chamado de “monstro” ao anunciar o fim do relacionamento na última terça-feira (25/6), e ainda ironizou o comunicado do francês no qual ele negava alegações de abuso. “Ele é um narcisista pervertido e perigoso. Só cuida de si mesmo, mesmo em seu post. Ele não nega ser abusivo. Ele só está bravo que as pessoas saibam. Ele quer continuar a ferir, trair, mentir, f… quem ele quiser e parecer machista para seus amigos doentes. Ele pensou que poderia fugir disso. Ele é o retrato de um sociopata. Nada de atencioso ou gentil, ele não sabe o que é amor. Ele definitivamente não sabe amar”, escreveu. “Ele e todos como ele devem ser expostos. Exponham todos eles, não tenham medo. Apoie outras que passam pela mesma coisa. Não acobertem abusos. Acabou a época em que homens que destroem corações e vidas podem dormir em paz, enquanto suas vítimas não conseguem dormir. O abuso não deve ficar oculto. Não é um negócio pessoal, é uma epidemia. E ele só se importa com sua imagem e dinheiro. Sua família é bajuladora. Eles só ganham dinheiro com ele e o protegem. Eles permitem que os homens abusivos em suas famílias. E eles deveriam ter vergonha”, completou.

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  • Etc,  Série

    Pauley Perrette insinua ter sido agredida por Mark Harmon e demitida de NCIS

    8 de junho de 2019 /

    A atriz Pauley Perrette, que interpretou a cientista Abby Sciutto durante 15 temporadas de “NCIS”, disse em seu Twitter que nunca voltará para a série porque morre de medo de Mark Harmon, protagonista da produção. Ela sugeriu que foi agredida por ele e que, depois de denunciá-lo, acabou demitida da atração. “Não, eu nunca vou voltar [para ‘NCIS’]! Nunca! Por favor, parem de perguntar. Eu morro de medo de Harmon e de que ele me ataque. Tenho pesadelos sobre isso. Estou em uma nova série que é segura e feliz”, escreveu ela em seu perfil no Twitter na noite de sexta-feira (7/6). Duas horas depois, a atriz publicou um outro tuíte, com duas imagens de uma pessoa que Pauley alegou ser um integrante da equipe de ‘NCIS’ que recebeu pontos na região dos olhos após um ataque no set da série. O site TMZ havia noticiado que um profissional havia sido mordido pelo cachorro de Mark Harmon durante as gravações em outubro de 2016. “Vocês acharam que eu não ia protestar? Então não me conhecem. Isso aconteceu com um colega de equipe e eu lutei muito para impedir que acontecesse novamente. Para proteger a minha equipe! E aí eu fui atacada por falar ‘não’ e ainda perdi meu emprego”, continuou ela na rede social. Não é a primeira vez que a atriz menciona supostas agressões. Logo após sair da série, no ano passado, ela fez um desabafo polêmico no Twitter. “Eu sinto que preciso proteger minha equipe e os empregos de tanta gente. Mas a que preço? Eu não sei. Apenas saibam que estou tentando fazer a coisa certa, e o silêncio não é o certo quando se trata de um crime”, escreveu ela em maio de 2018. “Há uma ‘máquina’ que me mantém calada, e publicando informações falsas sobre mim. É uma ‘máquina’ muito rica e poderosa. Sem nenhuma moral, sem compromisso com a verdade. E eu fico aqui, lendo essas mentiras, tentando proteger a equipe e manter a calma. Ele fez isso”, completou ela, sem explicar quem era “ele”. Na ocasião, a rede CBS abafou o caso. “Pauley Perrette teve uma jornada incrível em ‘NCIS’ e nós vamos sentir sua falta. Há mais de um ano, ela nos procurou com uma preocupação sobre o ambiente de trabalho. Nós levamos o assunto a sério e trabalhamos juntamente com ela para resolvê-lo. Temos um compromisso de manter a segurança em todas as nossas séries”, disse a rede em comunicado, sem detalhar nada. A emissora que exibe ‘NCIS’ nos Estados Unidos ainda não comentou as novas declarações da atriz. Além de ser o principal nome do elenco de “NCIS”, no papel de Leroy Jethro Gibbs, Mark Harmon também é produtor da série e do spin-off “NCIS: New Orleans”. Ao se despedir da série no final da 15ª temporada, em maio do ano passado, Pauley Perrette postou várias fotos em que aparecia ao lado de integrantes da atração. Mas nenhuma com Harmon. Ela decidiu mudar até de canal. A atriz voltará à TV como protagonista da comédia “Broke”, que irá ao ar pela rede CBS na temporada norte-americana de outono (entre setembro e novembro). Veja aqui o primeiro trailer do novo programa. “NCIS” foi renovada para sua 17ª temporada, que será a segunda sem a presença de Abby (Perrette), considerada durante anos a personagem favorita do público. No Brasil, a série é exibida pelo canal pago AXN. NO I AM NOT COMING BACK! EVER! (Please stop asking?) I am terrified of Harmon and him attacking me. I have nightmares about it. I have a new show that is SAFE AND HAPPY! You’ll love it!#HappyPlace Love y’all! — Pauley Perrette (@PauleyP) June 7, 2019 You think I didn’t expect blow back? You got me wrong. THIS happened To my crew member and I fought like hell to keep it from happening again! To protect my crew! And then I was physically assaulted for saying NO!?and I lost my job. pic.twitter.com/PYwJcH95Mi — Pauley Perrette (@PauleyP) June 7, 2019

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  • Série

    Silicon Valley é próxima série da HBO a acabar em 2019

    31 de maio de 2019 /

    “Silicon Valley” será a próxima atração a se despedir da HBO. Uma das comédias mais bem-sucedidas do canal pago, a série vai acabar no final da 6ª temporada, que estreia ainda este ano. E será um final sucinto. O sexto ano da produção criada por Mike Judge (“Beavis e Butt-Head”) terá apenas sete episódios, em vez dos oito capítulos das temporadas anteriores. Judge e o showrunner Alex Berg prometeram “um final adequado à jornada dos personagens”, em comunicado oficial. “‘Silicon Valley’ se provou um dos grandes momentos de nossa vida e de nossa carreira”, disseram no texto. “Vamos sentir muita falta da série, e teremos uma dívida eterna com o nosso incrível elenco, nossa equipe e nossos parceiros na HBO”. A série é ambientada no Vale do Silício, região na Califórnia que reúne empresas de tecnologia como Apple e Google, e acompanha um grupo de amigos que tenta emplacar sua própria empresa de informática. Os atores Thomas Middleditch, Kumail Nanjiani, Zach Woods e Martin Starr formam o núcleo principal do elenco. O comediante T.J. Miller (o Fuinha de “Deadpool”) também fez parte da produção até sua 4ª temporada, mas acabou saindo do elenco após uma série de polêmicas envolvendo o seu nome, incluindo abusos de álcool e drogas, acusações de assédio sexual e uma bizarra prisão por fazer falsa ameaça de bomba. O final de “Silicon Valley” vai acontecer no mesmo ano em que a HBO se despediu de dois de seus maiores sucessos de público e crítica, as séries “Game of Thrones” e “Veep”. A data de estreia dos últimos episódios ainda não foi divulgada.

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  • Etc

    Johnny Depp diz ter sido vítima de Amber Heard em processo contra a atriz

    21 de maio de 2019 /

    Durante depoimento judicial na última segunda-feira (20/5), o ator Johnny Depp (“Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald”) alegou que sua ex-esposa Amber Heard (a Mera de “Aquaman”) forjou machucados utilizando maquiagem para poder acusá-lo de violência doméstica. “Eu nego as acusações da senhora Heard veementemente desde que elas foram feitas em maio de 2016, quando ela entrou na Justiça para obter uma ordem de restrição temporária com hematomas pintados que testemunhas e imagens de câmeras de segurança mostram que ela não tinha na semana anterior”, afirmou o ator, de acordo com a revista People. Em maio de 2016, Amber Heard recorreu à Justiça para obter uma ordem de restrição contra o então marido, alegando ter sido vítima de violência doméstica. Ela estava com o rosto marcado por hematomas e foi atendida pelo juiz. Na época, o ator acusou Heard de querer aparecer e ganhar dinheiro às suas custas. A resposta da atriz foi prometer doar todo o dinheiro que recebesse do divórcio à instituições de apoio à mulheres, o que ela realmente fez. “Como descrito na ordem de restrição e no acordo do divórcio, dinheiro não teve nenhum papel para mim pessoalmente e não tem, exceto pelo fato de que eu posso doá-lo para a caridade e, fazendo isso, espero ajudar aqueles com menor capacidade para se defender”, declarou a atriz na ocasião. Depp, que a princípio não queria pagar nada, acabou cedendo e assinando rapidamente o divórcio, um dia antes do caso de violência doméstica ir parar nos tribunais. Junto do divórcio, o casal também assinou um comunicado conjunto, chamando a relação entre eles de “intensamente passional e às vezes volátil, mas sempre ligada pelo amor”, acrescentando que “nunca houve qualquer intenção de danos físicos e emocionais”. Mas o próprio ator achou boa ideia trazer o caso de volta à justiça, após a continuidade de comentários de Heard e especificamente um artigo sobre violência doméstica que ela escreveu para o jornal Washington Post – sem nomear Depp. Quando se divorciou, ele pagou US$ 7 milhões para Heard. Agora, quer que ela lhe pague US$ 50 milhões por difamação. “Ela era a perpetradora, e eu era a vítima”, garantiu Depp, em sua audiência. “Enquanto misturava receitas de anfetaminas e outros remédios com álcool, a senhora Heard cometeu inúmeros atos de violência doméstica contra mim, frequentemente na presença de terceiros, o que, em algumas circunstâncias, me causou sérios danos corporais”. O ator ainda disse que a ex-mulher “batia, socava e chutava” seu corpo, além de jogar objetos nele, incluindo “garrafas pesadas, latas de refrigerante, velas acesas, controles remotos e latas de solvente”. Além de se dizer ele próprio vítima de violência doméstica, Depp alega em sua ação judicial que as acusações de Heard causaram danos à sua carreira. Ele sofreu rejeição do público após ser escalado como o vilão de “Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald” e foi removido da franquia “Piratas do Caribe”, onde interpretava o protagonista Jack Sparrow. Entretanto, após entrar com essa ação na justiça, o caso que vinha sendo esquecido voltou à mídia. E a continuidade de Depp na franquia “Animais Fantásticos” passou a ser considerada de baixa probabilidade. O antigo astro de cinema não tem mais nenhum outro projeto em andamento em Hollywood. Seus trabalhos mais recentes foram dois longas independentes de baixo orçamento, que ele já terminou de filmar e atualmente estão em fase de pós-produção, visando chegar aos cinemas em 2020.

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  • Filme

    Johnny Depp pode sair da franquia Animais Fantásticos

    4 de maio de 2019 /

    Segundo o site The Blast, Johnny Depp não deve repetir o papel de Gellert Grindelwald no terceiro filme da franquia “Animais Fantásticos”. Uma fonte próxima ao ator revelou ao site que ele ainda não foi procurado pela Warner para atuar no novo filme do spin-off de “Harry Potter”. Depp teria um acordo para cinco filmes de “Animais Fantásticos”, mas, assim como o restante do elenco, precisa assinar com o estúdio antes de cada filme. Alguns executivos da Warner estariam em campanha para que ele deixasse a franquia por conta da grande negatividade ligada a seu nome. Ele próprio tratou de ampliar o problema ao processar sua ex-mulher, Amber Heard, devido à alegações de violência doméstica, o que devolveu à mídia um assunto aparentemente encerrado com seu divórcio. Claro que a falta de um contrato, a esta altura, não significa muita coisa. A produção do terceiro “Animais Fantásticos” só deve começar nos primeiros meses de 2020. O filme foi adiado pela Warner, após o fraco desempenho de “Animais Fantásticos: Os Crimes de Grindelwald” nas bilheterias. O segundo longa da franquia se tornou o menos lucrativo de todo o universo Potter, arrecadando US$ 653 milhões ao redor do mundo. Um dos motivos apontados para a performance abaixo do esperado foi o destaque dado a Depp, que vive o vilão do título. A escritora J.K. Rowling chegou a defender Depp publicamente na ocasião de sua escalação, o que lhe traria dificuldades para justificar qualquer mudança no papel. Oficialmente, o presidente da Warner, Toby Emmerich, disse em um comunicado que o espaçamento maior entre os lançamentos da franquia tinha o objetivo de “dar aos cineastas a chance de deixar sua arte fluir de verdade”. Detalhe: o ator Dan Fogler, intérprete de Jacob, revelou em entrevista que a história de “Animais Fantásticos 3” vai se passar no Brasil. O filme tem estreia marcada para novembro de 2021.

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    Liam Neeson volta a se desculpar por confissão racista

    30 de março de 2019 /

    O ator Liam Neeson voltou a se desculpar pela revelação polêmica feita durante a divulgação de seu novo filme “Vingança a Sangue-Frio”. Numa entrevista do começo de fevereiro, ele confessou que já teve desejo “de matar um homem negro” após uma amiga ser estuprada. A frase pegou mal e as explicações do contexto só pioraram a situação, gerando impacto negativo nas bilheterias do novo filme do ator. “Vingança a Sangue Frio” registrou a pior estreia do astro desde 2010. Desde então, ele disse ter refletido bastante. “Ao longo das últimas semanas, tenho refletido e falado com várias pessoas que foram prejudicadas pela minha lembrança impulsiva de um estupro brutal de uma querida amiga há quase 40 anos e meus pensamentos e ações inaceitáveis”, disse o ator em novo comunicado. “O horror do que aconteceu com minha amiga deu início a pensamentos irracionais que não representam a pessoa que eu sou. Para explicar essas declarações: eu passei do ponto e magoei muitas pessoas em um momento em que a linguagem é tão frequentemente armada e uma comunidade inteira de pessoas inocentes é alvo de atos raivosos”, acrescentou. “O que não consegui perceber é que não se trata de justificar minha raiva há tantos anos, mas também do impacto que minhas palavras têm hoje. Eu estava errado em fazer o que fiz. Eu reconheço que, embora os comentários que fiz não reflitam, de forma alguma, meus verdadeiros sentimentos, eles foram prejudiciais e divisivos. Eu peço desculpas profundamente.”, concluiu. Durante a entrevista realizada ao jornal Independent, Neeson contou que pretendia se vingar do estupro de uma de suas melhores amigas. “Minha reação imediata foi… Eu perguntei se ela sabia quem foi, e ela disse que não. Perguntei se era alguém branco ou negro, e ela disse negro”, disse Neeson. “Eu fui para a rua com um cassetete, esperando que alguém me abordasse. Eu sinto vergonha de dizer isso hoje em dia. Eu fiquei andando pela rua todas as noites por uma ou duas semanas, esperando que algum negro viesse para cima de mim ou algo assim. Para que eu pudesse matá-lo”, completou. Após as declarações, o ator de 66 anos negou ao programa “Good Morning America”, da emissora americana ABC, ter preconceito. “Não sou racista”, garantiu, explicando que “nunca tinha experimentado esse sentimento antes”. “Foi um impulso primitivo de atacar alguém”. Após a polêmica, “Vingança a Sangue-Frio” chegou a ser adiado no Brasil por algumas semanas, estreando no dia 14 de março.

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  • Etc

    Presidente dos EUA quer que Estado e FBI investiguem ator de Empire

    28 de março de 2019 /

    A justiça americana não permite que uma pessoa seja julgada duas vezes por um mesmo crime. Mas o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, quer que o ator Jussie Smollett seja. Isto porque a promotoria desistiu do julgamento inicial. Usando o Twitter, Trump chamou o caso de “revoltante” e disse que ele será analisado pelo FBI e pelo Departamento de Justiça. “O FBI e o Departamento de Justiça vão revisar o revoltante caso Jussie Smollett em Chicago. É uma vergonha para a nossa nação”, escreveu o mandatário da nação americana nesta quinta (28/3). É mais um desdobramento polêmico do caso que se iniciou em janeiro, quando o astro da série “Empire” alegou ter sido vítima de um ataque racista e homofóbico, ao sair de um restaurante em Chicago. Semanas depois, ele foi acusado pela polícia de ter forjado o crime – supostamente por estar insatisfeito com o seu salário na série. Na terça-feira, os promotores de Chicago decidiram desistir do caso e entraram em acordo com os advogados de Smollett para que ele apenas deixasse com o estado os US$ 10 mil que pagou como fiança quando foi preso. A decisão de abandonar as acusações foi tomada pela promotora chefe Kim Foxx, justificando-se ao dizer que Smollett seria apenas condenado a prestar serviço comunitário se o caso fosse a julgamento. Como ele já realiza trabalho voluntário em Chicago, ela considerou que a condenação seria redundante. Entretanto, o caso só foi abandonado depois de várias supostas provas e alegações feitas pelo chefe de polícia de Chicago terem sido contestadas publicamente. Fontes do site TMZ afirmam que a ação da promotoria simplesmente “se desintegrou” nas últimas semanas. Apesar de testemunhar que seus agressores eram brancos, as autoridades prenderam dois homens negros como suspeitos. Eles são irmãos e pelo menos um deles já trabalhou como figurante na série da rede Fox. Em entrevista coletiva pouco antes da prisão do ator, o superintendente da polícia de Chicago, Eddie Johnson, apresentou um cheque assinado por Smollett para os irmãos como prova das acusações. Entretanto, em depoimento à polícia, os irmãos supostamente contratados por Smollett disseram que o dinheiro que receberam do ator na verdade era pagamento pela prestação de serviços como personal trainers. Há fotos no Instagram desse trabalho. Johnson também afirmou à imprensa que Smollett havia escrito uma carta de conteúdo ameaçador que chegou ao set de “Empire” alguns dias antes do ataque. Na realidade, segundo o TMZ, as investigações da polícia e do FBI não conseguiram determinar que o ator foi autor da carta. Ao prender o ator, a polícia de Chicago ainda declarou que o ataque foi “um golpe publicitário” para chamar atenção visando obter um aumento de salário. Mas a revista The Hollywood Reporter fez sua própria investigação sobre essas afirmações e descobriu que Smollett já tem um dos maiores salários do elenco de “Empire”, tinha conseguido aumento recente e não negociava com os produtores por mais dinheiro. Nem seus agentes nem a Fox sabiam que ele queria receber mais. Antes desta hipótese ser apresentada, a investigação teria vazado que o objetivo do suposto falso ataque seria evitar que ele fosse dispensado da série. Só que os roteiristas de “Empire” e a rede Fox também rechaçaram essa teoria, alegando que nunca houve planos para dispensá-lo. Além disso, ao contrário do que disse a promotora a respeito de uma possível condenação render serviços comunitários, o ator de 36 anos enfrentava 16 acusações de conduta desordeira e cada acusação implicava em uma pena máxima de três anos de prisão e uma multa de US$ 25 mil. Levado diante de um juiz, ele se declarou inocente e esperava voltar ao tribunal no dia 12 de abril para o início do julgamento. “Jussie foi atacado por duas pessoas que ele não conseguiu identificar em 29 de janeiro. Ele foi uma vítima, mas foi tratado como vilão e criminoso, graças à declarações falsas e inapropriadas feitas ao público [pela polícia]”, disseram os advogados do ator em comunicado oficial. “Jussie e muitas outras pessoas foram prejudicadas por estas ações injustas”, continuaram. “Toda esta situação serve para nos lembrar que um caso criminal não deve ser julgado no tribunal da opinião pública. Fazer isso é errado”. Além de Trump, o prefeito e o chefe de polícia de Chicago continuam usando a mídia para atacar o ator, após acusações e afirmações levianas levaram à implosão judicial do caso.

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    Prefeito de Chicago ataca Jussie Smollett: sem moral, ética ou decência

    26 de março de 2019 /

    O Prefeito de Chicago, Rahm Emanuel, e o chefe de polícia da cidade, Eddie Johnson, atacaram Jussie Smollett após o ator da série “Empire” se pronunciar sobre o cancelamento de seu julgamento por supostamente forjar um ataque racista e homofóbico contra si mesmo. Emanuel foi um dos políticos mais estridentes no embalo da acusação da polícia de que Smollett teria mentido sobre o ataque apenas para conseguir aumentar seu salário. E Johnson foi quem elucubrou sobre esses motivos alegados para a encenação da violência, além de ter trazido à público cheques contestados e testemunhos retratados, que implodiram o caso da promotoria. O Superintendente da Polícia disse que defendia o trabalho de seu departamento e acreditava que as acusações contra o ator de “Empire” foram justificadas. “Todos sabemos o que aconteceu mesta manhã”, disse ele. “E todos vocês sabem de que lado eu fico nisso. Eu acho que a justiça foi cumprida? Não. Eu acho que esta cidade ainda merece um pedido de desculpas.” Ele continuou: “Se alguém me acusasse de fazer qualquer coisa que pudesse comprometer minha integridade, eu iria querer o meu dia no tribunal. Ouvi dizer que eles [equipe jurídica de Smollett] queriam seu dia no tribunal só para as câmeras de TV. Os Estados Unidos poderiam saber a verdade, mas não, eles escolheram esconder-se atrás de segredos e negociar um acordo para contornar o sistema judicial. Meu trabalho como policial é investigar um incidente, reunir provas, reunir os fatos e apresentá-las ao Procurador do Estado. Foi o que fizemos. Eu apoio a investigação dos detetives”. Quanto ao valor de US$ 10 mil Smollett perdeu, o prefeito disse: “US$ 10 mil nem chega perto do que a cidade gastou em recursos [na investigação do suposto ataque]. E ele fez isso tudo em nome da autopromoção”. Emanuel insistiu que Smollett usou as “leis. princípios e valores” por trás da legislação de crimes de ódio “para auto-promover sua carreira”. Ele acrescentou que isso representava um custo para todos os indivíduos, “homens e mulheres homossexuais que um dia dirão que foram vítimas de um crime de ódio e agora serão duvidados; pessoas de fé, muçulmanas ou qualquer outra fé, que serão vítimas de crimes de ódio; pessoas de todas as esferas da vida, antecedentes, raça, etnia, orientação sexual, agora isso lança uma sombra sobre se eles estão dizendo a verdade”. Exaltando-se, o prefeito sugeriu que, por ser ator, Smollett foi privilegiado pela promotoria: “Onde está a responsabilidade do sistema? Você não pode, devido à posição de uma pessoa, aplicar um conjunto de regras a ela e outro conjunto de regras a todos os outros. De outra forma, você vendo este jogo em universidades onde as pessoas pagam extra para obter seus filhos uma posição especial nas universidades. Agora você tem uma pessoa por causa de sua posição e trabalho ser tratado de uma forma que ninguém nunca seria.” Depois que as acusações foram oficialmente retiradas na manhã de terça-feira, Smollet deu uma entrevista coletiva e que voltou a repetir sua inocência e manteve sua história sobre o que supostamente aconteceu na noite em janeiro em teria sido atacado. Essa declaração injuriou Emanuel. “O Sr. Smollett ainda está dizendo que é inocente, ainda reclamando do departamento de polícia de Chicago. Como ele ousa? Como ele ousa? Mesmo depois dessa pá de cal, ainda não demonstra senso de responsabilidade pelo que fez… Esta é uma pessoa que agora foi liberada sem ser responsabilizada pelo erro moral e ético de suas ações.” Ele acrescentou: “Você tem uma pessoa usando leis de crimes de ódio que estão nos códigos penais para proteger as minorias da violência para fazer avançar sua carreira e conseguir sua recompensa financeira. Não há decência neste homem?” A decisão de abandonar as acusações foi tomada pela promotora Kim Foxx. Ela explicou que, se fosse a julgamento, Smollett teria no máximo que prestar serviço comunitário, mas como o ator já realiza trabalho voluntário em Chicago, a condenação seria redundante. Entretanto, fontes do site TMZ afirmam que o caso da promotoria “se desintegrou” nas últimas semanas. Smollett foi acusado de pagar dois homens que conheceu no set da série “Empire” para atacá-lo nas ruas de Chicago no fim de janeiro, supostamente para criar comoção nacional em torno de seu nome. Abertamente gay, ele teria sido agredido por dois homens que gritavam palavras racistas e homofóbicas, ao sair de um restaurante em 29 de janeiro, e o caso inspirou uma grande onda de solidariedade. Mas apesar de testemunhar que seus agressores eram brancos, as autoridades prenderam dois homens negros como suspeitos. Eles são irmãos e pelo menos um deles já trabalhou como figurante na série da rede Fox. A polícia teria encontrado evidências em suas casas e eles se tornaram colaboradores da investigação, transformando o próprio ator em suspeito. A polícia de Chicago diz que chegou aos dois irmãos de origem nigeriana por meio do complexo sistema de vigilância por vídeo que existe em Chicago. Os vídeos foram elogiadíssimos no detalhamento de como os investigadores conseguiram identificar os suspeitos. Entretanto, nenhum vídeo da agressão foi visto, embora ela tenha ocorrido diante de câmeras – estariam viradas para o lado errado. Ao prender o ator, a polícia de Chicago afirmou que o ataque foi “um golpe publicitário” para chamar atenção visando obter um aumento de salário. Mas a revista The Hollywood Reporter fez sua própria investigação sobre essas afirmações e descobriu que Smollett já tem um dos maiores salários do elenco de “Empire”, tinha conseguido aumento recente e não negociava com os produtores por mais dinheiro. Nem seus agentes nem a Fox sabiam que ele queria receber mais. Antes desta hipótese ser apresentada, a investigação teria vazado que o objetivo do suposto falso ataque seria evitar que ele fosse dispensado da série. Só que os roteiristas de “Empire” e a rede Fox também rechaçaram essa teoria, alegando que nunca houve planos para dispensá-lo. Em entrevista coletiva pouco antes da prisão do ator, o superintendente da polícia de Chicago, Eddie Johnson, apresentou um cheque assinado por Smollett para os irmãos como prova das acusações. Entretanto, em depoimento à polícia, os irmãos supostamente contratados por Smollett disseram que o dinheiro que receberam do ator na verdade era pagamento pela prestação de serviços como personal trainers. Há fotos no Instagram desse trabalho. Johnson também afirmou à imprensa que Smollett havia escrito uma carta de conteúdo ameaçador que chegou ao set de “Empire” alguns dias antes do ataque. Na realidade, segundo o TMZ, as investigações da polícia e do FBI não conseguiram determinar que o ator foi autor da carta. Além disso, ao contrário do que disse a promotora a respeito de uma possível condenação render serviços comunitários, o ator de 36 anos enfrentava 16 acusações de conduta desordeira e cada acusação implicava em uma pena máxima de três anos de prisão e uma multa de US$ 25 mil. Levado diante de um juiz, ele se declarou inocente e esperava voltar ao tribunal no dia 12 de abril para o início do julgamento. “Jussie foi atacado por duas pessoas que ele não conseguiu identificar em 29 de janeiro. Ele foi uma vítima, mas foi tratado como vilão e criminoso, graças à declarações falsas e inapropriadas feitas ao público [pela polícia]”, disseram os advogados do ator em comunicado oficial. “Jussie e muitas outras pessoas foram prejudicadas por estas ações injustas”, continuaram. “Toda esta situação serve para nos lembrar que um caso criminal não deve ser julgado no tribunal da opinião pública. Fazer isso é errado”. O prefeito e o chefe de polícia de Chicago continuam usando a mídia para atacar o ator, após acusações e afirmações levianas levaram à implosão judicial do caso.

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    Jussie Smollett reafirma sua inocência e diz querer apenas voltar a trabalhar

    26 de março de 2019 /

    O ator Jussie Smollett, da série “Empire”, fez um pronunciamento sobre a decisão da promotoria de Chicago de abandonar a acusação de que ele teria forjado um ataque racista e homofóbico contra si mesmo. Ele leu um comunicado oficial para a imprensa, simbolicamente diante do tribunal da cidade norte-americana. Em sua declaração, Smollett reafirmou sua inocência e disse que agora “só quer voltar ao trabalho”. “Antes de qualquer coisa, quero agradecer à minha família, meus amigos, e às pessoas incríveis de Chicago e ao redor do mundo que rezaram por mim e demonstraram o seu amor. Ninguém pode saber o quanto isso significou para mim, e sou muito grato. E quero que saibam que nada disso foi em vão”, disse o ator. “Eu fui verdadeiro e consistente [com a polícia] em todos os níveis, desde o primeiro dia deste caso. Eu não seria o filho da minha mãe se fosse capaz daquilo que fui acusado de fazer. Esta foi uma época difícil, provavelmente uma das piores da minha vida inteira”, continuou. “Eu sou um homem de fé, e um homem que conhece a sua própria história. Eu não colocaria a minha família ou os movimentos que eu represento nesta situação. Eu nunca faria isso. Eu quero agradecer muito aos meus advogados e ao estado de Illinois por fazer a coisa certa neste caso”, reafirmou. “Agora eu desejo apenas voltar ao trabalho e seguir em frente com a minha vida. Mas não se enganem, eu continuarei lutando pela justiça, pela igualdade e pela melhoria de vida de todas as pessoas marginalizadas ao redor do mundo”. Ele se despediu com novos agradecimentos. “Novamente, obrigado a vocês por todo o apoio. Obrigado pela fé e obrigado a Deus. Que Deus os abençoe. Muito obrigado”, concluiu. Veja o vídeo com a íntegra do pronunciamento abaixo. A polícia de Chicago se recusou a comentar as declarações do ator ou o caso. A decisão de abandonar as acusações foi tomada pela promotora Kim Foxx. Ela explicou que, se fosse a julgamento, Smollett teria no máximo que prestar serviço comunitário, mas como o ator já realiza trabalho voluntário em Chicago, a condenação seria redundante. Entretanto, fontes do site TMZ afirmam que o caso da promotoria “se desintegrou” nas últimas semanas. Smollett foi acusado de pagar dois homens que conheceu no set da série “Empire” para atacá-lo nas ruas de Chicago no fim de janeiro, supostamente para criar comoção nacional em torno de seu nome. Abertamente gay, ele teria sido agredido por dois homens que gritavam palavras racistas e homofóbicas, ao sair de um restaurante em 29 de janeiro, e o caso inspirou uma grande onda de solidariedade. Mas apesar de testemunhar que seus agressores eram brancos, as autoridades prenderam dois homens negros como suspeitos. Eles são irmãos e pelo menos um deles já trabalhou como figurante na série da rede Fox. A polícia teria encontrado evidências em suas casas e eles se tornaram colaboradores da investigação, transformando o próprio ator em suspeito. A polícia de Chicago diz que chegou aos dois irmãos de origem nigeriana por meio do complexo sistema de vigilância por vídeo que existe em Chicago. Os vídeos foram elogiadíssimos no detalhamento de como os investigadores conseguiram identificar os suspeitos. Entretanto, nenhum vídeo da agressão foi visto, embora ela tenha ocorrido diante de câmeras – estariam viradas para o lado errado. Ao prender o ator, a polícia de Chicago afirmou que o ataque foi “um golpe publicitário” para chamar atenção visando obter um aumento de salário. Mas a revista The Hollywood Reporter fez sua própria investigação sobre essas afirmações e descobriu que Smollett já tem um dos maiores salários do elenco de “Empire”, tinha conseguido aumento recente e não negociava com os produtores por mais dinheiro. Nem seus agentes nem a Fox sabiam que ele queria receber mais. Antes desta hipótese ser apresentada, a investigação teria vazado que o objetivo do suposto falso ataque seria evitar que ele fosse dispensado da série. Só que os roteiristas de “Empire” e a rede Fox também rechaçaram essa teoria, alegando que nunca houve planos para dispensá-lo. Em entrevista coletiva pouco antes da prisão do ator, o superintendente da polícia de Chicago, Eddie Johnson, apresentou um cheque assinado por Smollett para os irmãos como prova das acusações. Entretanto, em depoimento à polícia, os irmãos supostamente contratados por Smollett disseram que o dinheiro que receberam do ator na verdade era pagamento pela prestação de serviços de personal trainers. Há fotos no Instagram desse trabalho. Johnson também afirmou à imprensa que Smollett havia escrito uma carta de conteúdo ameaçador que chegou ao set de “Empire” alguns dias antes do ataque. Na realidade, segundo o TMZ, as investigações da polícia e do FBI não conseguiram determinar que o ator foi autor da carta. Além disso, ao contrário do que disse a promotora a respeito de uma possível condenação render serviços comunitários, o ator de 36 anos enfrentava 16 acusações de conduta desordeira e cada acusação implicava em uma pena máxima de três anos de prisão e uma multa de US$ 25 mil. Ele se declarou inocente e esperava voltar ao tribunal no dia 12 de abril para o início do julgamento. “Jussie foi atacado por duas pessoas que ele não conseguiu identificar em 29 de janeiro. Ele foi uma vítima, mas foi tratado como vilão e criminoso, graças à declarações falsas e inapropriadas feitas ao público [pela polícia]”, disseram os advogados do ator em comunicado oficial. “Jussie e muitas outras pessoas foram prejudicadas por estas ações injustas”, continuaram. “Toda esta situação serve para nos lembrar que um caso criminal não deve ser julgado no tribunal da opinião pública. Fazer isso é errado”. "I am a man of faith, and I am a man that has knowledge of my history, and I would not bring my family, our lives, or the movement through a fire like this." WATCH: Jussie Smollett speaks after charges against him are dropped. https://t.co/Id9kl0AfIa pic.twitter.com/lh8V8J7AHY — NBC News (@NBCNews) March 26, 2019

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