Neil Gaiman abre a CCXP virtual com novidades sobre Sandman na Netflix
O escritor britânico Neil Gaiman abriu nesta sexta-feira (5/12) a CCXP Worlds, versão online da Comic Con Experience (CCXP), numa participação remota em que adiantou alguns detalhes sobre a adaptação de “Sandman”, que vai ganhar uma série na Netflix. Mas não deu para entender tudo. O ponto negativo ficou por conta de problemas técnicos envolvendo a transmissão. Na conversa, o autor lembrou o longo caminho que “Sandman” precisou percorrer para chegar às telas, incluindo um projeto de cinema da Warner, em que executivos reclamaram dos quadrinhos não terem um vilão definido como “Harry Potter” e “O Senhor dos Anéis”. Mas Gaiman se diz animado pela forma como tudo aconteceu, pois a produção da Netflix está sendo bastante fiel. “Eu fico de queixo caído. É poderoso ver as imagens desenhadas há 33 anos atrás se mexendo na tela. Nós estamos fazendo a série de Sandman. Não é algo “tipo Sandman”, não é “parecido com Sandman”, não é “quase Sandman”, não é nada disso. É ‘Sandman'”, afirmou. Ele também considera que as dificuldades financeiras de transformar seu texto numa série foram superadas com os recentes avanços tecnológicos nos efeitos visuais e a chegada das plataformas de streaming ao mercado. “Até duas décadas atrás, as TVs não tinham orçamento para realizar uma série parecida. A Netflix e essas empresas vieram e a gente fez um reunião, encheu a sala de gente e no final a Netflix foi a mais convincente. Eles estavam dispostos a se comprometer com aquilo”, contou. Gaiman contou que, mesmo assim, já teve que reescrever uma cena que ficou muito cara, mas foi em outra série: “Belas Maldições”, produção da Amazon Studios em que ele estreou como showrunner. Na adaptação do livro homônimo, que ele escreveu com Terry Pratchett, havia uma cena com alto número de figurantes que deveriam vestir trajes de gala. Sua realização elevaria muito o preço do episódio, então precisou ser cortada. Então, ele lembrou de um antigo conselho de Steven Moffat, showrunner de “Doctor Who”, para escrever uma cena melhor. Já os comentários sobre “Deuses Americanos”, que retorna para sua 3ª temporada (também pela Amazon no Brasil) não puderam ser compreendidos, devido a problemas técnicos, gerando até tela azul e muitas reclamações.
DMZ: Ava DuVernay revela primeiras fotos da adaptação da DC Comics
A cineasta Ava DuVernay divulgou as primeiras fotos de “DMZ”, minissérie baseada em quadrinhos da Vertigo, antiga linha adulta da DC Comics, que está sendo desenvolvida para a plataforma HBO Max. Responsável pela premiada “Olhos que Condenam” na Netflix, DuVernay vai novamente produzir e dirigir os episódios. Ainda sem previsão de estreia, a atração terá apenas quatro episódios, estrelados por Rosario Dawson (“Luke Cage”), Benjamin Bratt (“Star”), Freddy Miyares (“The L Word: Generation Q”) e Hoon Lee (“Banshee”), que são os destaques das fotos reveladas. “DMZ” se passa num futuro próximo, após uma guerra civil abalar os Estados Unidos, e Manhattan virar uma zona desmilitarizada (daí o título, cuja sigla significa “zona desmilitarizada” em inglês) e sem lei, isolada do resto do mundo. É nesse cenário que Matty Roth, um jornalista e fotógrafo, se infiltra na área, onde conhece Zee, uma ex-estudante de medicina que ficou para trás após o exército abandonar a ilha. A premissa envolve combates com gangues e milícias, e tem vários pontos em comum com o cenário distópico de “Fuga de Nova York” (1981), de John Carpenter. A adaptação está a cargo do roteirista Robert Patino (“Westworld”, “Sons of Anarchy”), que dividirá a produção com DuVernay. Este é o segundo projeto da diretora envolvendo quadrinhos da DC Comics. Ela também desenvolve um filme baseado nos “Novos Deuses”, personagens clássicos de Jack Kirby dos anos 1970, que ainda está em fase de roteiro. Sure am! Here’s what our vision of #DMZ looks like. More to come. Let’s go! https://t.co/QWXRQyFmz5 pic.twitter.com/Q2RRrXfPr0 — Ava DuVernay (@ava) November 19, 2020
Ator de Constantine anuncia “continuação em desenvolvimento”
A continuação de “Constantine”, adaptação de quadrinhos estrelada por Keanu Reeves, tem sido especulada desde a estreia do filme em 2005. Mas os fãs também tem encarado com ceticismo várias notícias sobre planos para a produção que nunca se concretizam. A novidade é que agora quem garante que o projeto vai acontecer é o próprio diabo. O ator Peter Stormare, que interpretou o diabo no longa original da Warner, relembrou sua interpretação com um post publicado nesta sexta (13/11) no Instagram. Ao lado da foto, em que aparece caracterizado como o personagem, ele adicionou: “Continuação em desenvolvimento”. Durante a Comic-Con@Home, versão virtual da Comic-Con, que aconteceu em julho, Keanu voltou a se reunir com o produtor Akiva Goldsman e o diretor Francis Lawrence para celebrar os 15 anos do filme. Na ocasião, comentaram o status de cult atingido por “Constantine” e as ideias que existiam para sua sequência. Segundo Akiva, Constantine deveria identificar um homem misterioso que estava preso: ninguém menos que Jesus Cristo. Mas a Warner não considerou apropriado. Nos últimos meses, houve indícios de que o estúdio podem estar reconsiderando seus planos e finalmente fazer “Constantine 2”. Uma dessas dicas se manifestou num vídeo lançado durante a convenção DC FanDome, que inclui o filme original no multiverso de filmes DC Comics. Paralelamente, também existem conversas sobre um filme ou série da Liga da Justiça Sombria, um grupo formado pelos personagens sobrenaturais da DC, que é comandado por Constantine nos quadrinhos. A Liga da Justiça Sombria já ganhou, inclusive, dois longas do departamento de animações da Warner. Mas o atual projeto está sendo desenvolvido pela Bad Robot, produtora do cineasta J.J. Abrams (de “Star Wars: A Ascensão Skywalker”). O post de Stormare também pode significar que o projeto da Liga da Justiça Sombria é uma continuação do filme de 2005, com o retorno de Keanu Reeves ao papel de John Constantine. A conferir. Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por PeterStormare (@therealstormare)
Cancelada em streaming, Monstro do Pântano vira hit na TV
A rede The CW registrou uma de suas maiores audiências do ano com a estreia da série “Monstro do Pântano” (Swamp Thing) na noite de terça (6/10) nos EUA. Assistida ao vivo por 1,1 milhão de espectadores, a atração foi a mais vista do canal desde a estreia de “Stargirl” em 19 de maio passado e rendeu os 90 minutos mais sintonizados da CW desde fevereiro. “Monstro do Pântano” tem algo mais em comum com “Stargirl”. Ambos foram importados da plataforma de streaming DC Universe para cobrir a falta de programas da rede, devido à pandemia de coronavírus. Mas os programas chegaram em situações muito diferentes. Enquanto “Stargirl” foi exibida de forma simultânea na TV e na plataforma, “Monstro do Pântano” chega mais de um ano após ter sido cancelado em streaming. O cancelamento, por sinal, foi completamente bizarro, decretado logo após a exibição do primeiro capítulo e com suspensão abrupta de sua produção, interrompida ao final do 10º de 13 episódios encomendados. Diversas versões conflitantes sobre os motivos do cancelamento vieram à tona e foram rebatidas desde então, incluindo problemas com leis de incentivo e até o fechamento da plataforma DC Universe. O que é fato é que o cancelamento não recebeu explicação oficial e o assunto é proibido. A revista The Hollywood Reporter chegou a perguntar diretamente a um dos criadores, Mark Verheiden, sobre a interrupção durante uma entrevista de divulgação, mas um representante da WarnerMedia impediu que ele respondesse. A série foi criada pelos roteiristas Mark Verheiden (“Constantine”) e Gary Dauberman (“It: A Coisa”), tinha produção de James Wan (“Invocação do Mal”) e incluía entre seus diretores o cineasta Len Wiseman (criador da franquia “Anjos da Noite”). E mesmo com todo esse talento criativo, foi dispensada de forma absolutamente sem cerimônia. O final melancólico alimentou muitos boatos, entre eles a reprovação do conteúdo por executivos da WarnerMedia, empresa formada após a compra da Warner pela AT&T. A série foi encomendada antes da formalização do negócio. Mas a audiência da rede The CW confirma a qualidade da produção. A série foi produzida com visual cinematográfico, bons roteiros e cenas de terror intenso. Muitos agora se perguntam o que pode acontecer se a audiência continuar elevada. Afinal, a rede The CW renovou com exclusividade “Stargirl”, tirando-a da implodida DC Universe, e com o final de “Supernatural” nesta temporada, vai ficar com poucas opções de terror em sua programação. Vale observar que, apesar de todos os problemas, a trama principal é concluída nos episódios produzidos, o que justifica sua exibição na TV e também em outros países – foi lançada no Brasil pela HBO – , apesar de algumas pontas soltas que deveriam ser exploradas numa 2ª temporada. A atriz principal já se disse disposta a voltar ao papel… Crystal Reed (que interpretou Sofia Falcone em “Gotham”) é a protagonista Abby Arcane, uma pesquisadora do Centro de Controle de Doenças Contagiosas (CDC, na sigla em inglês), que retorna à cidade em que nasceu, Marais, na Louisiana, para investigar um vírus mortal transmitido pelo pântano. Durante sua pesquisa, ela desenvolve um vínculo com o cientista Alec Holland (Andy Bean, o Stanley adulto de “It: A Coisa, Capítulo 2”), que ao chegar perto da fonte da poluição ambiental acaba sofrendo uma mutação ao cair nos pântanos contaminados. Enquanto Holland é considerado desaparecido, a cidade é tomada por forças poderosas com o objetivo de explorar as peculiaridades do pântano, o que faz Abby perceber que talvez seu colega e interesse romântico não tenha desaparecido – e sim se tornado um protetor monstruoso da região. O bom elenco da produção também inclui Jennifer Beals (“The L Word”), Virginia Madsen (“Designed Survivor”), Will Patton (“Falling Skies”), Kevin Durand (“The Strain”), Maria Sten (“Straight Outta Compton”), Jeryl Prescott (“The Walking Dead”), Henderson Wade (“Extant”), Leonardo Nam (“Westworld”), Adrienne Barbeau (que estrelou o filme do “Monstro do Pântano” de 1982) e Derek Mears (o Jason da franquia “Sexta-Feira 13”), que tem o papel do monstro. Veja o trailer da série abaixo.
Veja Lucifer dançando Queen em cena de especial musical
Durante o painel de “Lucifer” na DC FanDome, os produtores revelaram uma prévia de um episódio musical que será exibido na segunda parte da 5ª temporada da série. E a cena acabou vazando nas redes sociais. A divertidíssima sequência traz Lúcifer (Tom Ellis), Ella (Aimee Garcia), Chloe (Lauren German) e Dan (Kevin Alejandro) dançando e cantando “Another One Bites The Dust”, clássico do Queen, durante uma investigação de homicídio num campo de futebol americano. A cena tem direito a muitos figurantes, com jogadores, cheerleaders, mascote, banda marcial e até o defunto entrando na dança. A Netflix ainda não divulgou quando a segunda parte da 5ª temporada vai estrear. A série ainda terá uma 6ª temporada antes de acabar. eu tô passando mal kkkkkkkk#Lucifer #LuciferNetflix #DCFanDomepic.twitter.com/GHi6CbLasS — raysa ⧖ || 📖 hp² (@hiddlwidow) September 12, 2020
Lucifer: Conheça os pôsteres da 5ª temporada
A Netflix divulgou os pôsteres da 5ª temporada de “Lucifer”, que trazem Tom Ellis no papel-título e Lauren German como a detetive Chloe Decker, acompanhados por um texto sobre cair em tentação. Após o final dramático da 4ª temporada, em que Lucifer é enviado de volta ao inferno, a nova temporada trará o protagonista ligeiramente diferente. Isto porque seu “irmão gêmeo” resolveu tomar seu lugar na Terra, fingindo ser o diabo. O falso Lucifer é ninguém menos que Michael, mais conhecido como o arcanjo Miguel no Brasil. Por sinal, a ideia de colocar Michael no lugar do protagonista também é conhecida – como podem atestar os fãs da série “Supernatural”. A estreia dos novos episódios está marcada para 21 de agosto.
Lucifer ameaça virar Supernatural no trailer da 5ª temporada
A Netflix divulgou o trailer legendado da muito postergada 5ª temporada de “Lucifer”. E, após tanta espera, a prévia mostra que a série volta com um enredo de “Supernatural”. Após o final dramático da 4ª temporada, em que Lucifer é enviado de volta ao inferno, o vídeo mostra que o protagonista reaparece ligeiramente diferente nos novos episódios. Num grande spoiler, é revelado que, na verdade, o ator Tom Ellis assumiu novo papel. Na trama, o “irmão gêmeo” de Lucifer resolveu tomar seu lugar na Terra, fingindo ser o diabo. E este falso Lucifer é ninguém menos que Michael, também conhecido como Dean Winchester, ops, como o arcanjo Miguel no Brasil. Com isso, quem esperava ver detalhes da nova estadia de Lucifer no inferno recebe mais um lembrete de que a série não tem nada a ver com os quadrinhos da Vertigo/DC em que supostamente se baseia. Como spoiler pouco é bobagem, o trailer ainda mostra a volta do verdadeiro Lucifer e a luta dos gêmeos, dobrando a quantidade de Tom Ellis nas telas. A estreia está marcada para 21 de agosto, mas o vídeo não informa quantos episódios serão disponibilizados. Originalmente, a 5ª temporada teria 10 episódios, como a anterior, mas a Netflix decidiu estender o total para 16, visando permitir aos produtores encerrar a trama de forma apropriada. A partir daí, a ideia era dividir a temporada ao meio, com o lançamento dos primeiros 8 capítulos em maio. Mas nada disso aconteceu. Nem os primeiros capítulos foram lançados em maio nem “Lúcifer” vai acabar no final da temporada. A série já foi renovada para mais um ano, que novamente está sendo anunciado como seu final.
Lucifer é oficialmente renovada para 6ª temporada
A Netflix oficializou a renovação de “Lucifer” para sua 6ª temporada. O anúncio foi feito pelas redes sociais, um ano após a plataforma ter forçado os produtores a dizerem que a 5ª temporada seria a última. “Lucifer” virou uma série da Netflix em 2018, depois que a Fox, responsável pela exibição original, cancelou o programa ao final da 3ª temporada. Mas, assim que fez a primeira renovação, em junho de 2019, a plataforma também avisou que a série acabaria nos próximos episódios. A showrunner Ildy Modrovich chegou a avisar aos fãs revoltados que, daquela vez, o cancelamento era irreversível e que “uma luta não mudaria as coisas”, já que não existia a menor possibilidade de “Lucifer” ganhar uma 6ª temporada. Com isso, o último capítulo da vindoura 5ª temporada foi batizado de “Uma Chance de Final Feliz”, e sua sinopse diz: “O último episódio de Lucifer, a última briga com o pai”. Desde o anúncio do fim da série, os episódios supostamente finais foram desmembrados em duas partes. O detalhe é que essa divisão quase dobrou o número de capítulos encomendados, valendo praticamente por duas temporadas. A reta final de Lucifer teria inicialmente apenas 10 episódios, mas a Netflix decidiu estender o total para 16, visando permitir aos produtores encerrar a trama de forma apropriada – e quase já assumindo o arrependimento. Neste meio tempo, a WBTV (Warner Bros Television) ainda negociou com a Netflix a permissão para o ator Tom Ellis aparecer como Lúcifer no crossover do Arrowverso, “Crise nas Infinitas Terras”, exibido na rede americana The CW. A participação foi um sucesso imenso, com grande repercussão na mídia, o que pode ter sido decisiva para convencer a plataforma a reconsiderar o cancelamento. Desde fevereiro, a plataforma vinha tentando fechar todos os contratos para anunciar a renovação – com os produtores, a WBTV, elenco e principalmente com o ator Tom Ellis, o intérprete de Lúcifer, que negociou um aumento. Agora, os produtores terão que criar uma nova história sobre o que Lúcifer faria após o fim de toda a sua história. Mas há bastante tempo para isso. A primeira parte da 5ª temporada só recebeu data de estreia na segunda passada (22/6), marcada apenas para 21 de agosto. Confira o anúncio da renovação abaixo, que afirma que a 6ª temporada será a final. “Tipo, a final final”. Até parece. the devil made us do it. 😈 #lucifer will return for a sixth and final season. like, FINAL final. pic.twitter.com/o27z6ToMaV — Lucifer (@LuciferNetflix) June 23, 2020
Y: The Last Man e spin-off de American Horror Story viram conteúdo de streaming
Mais duas séries que estavam sendo desenvolvidas para a TV, visando lançamento no canal pago FX, vão estrear diretamente em streaming, na seção FX on Hulu, criada para as atrações da emissora na plataforma de conteúdo adulto da Disney. As séries que serão exclusivas do serviço de streaming são a aguardada adaptação de quadrinhos “Y: The Last Man” (“Y: O Último Homem” nas bancas brasileiras) e o spin-off de “American Horror Story”, a antologia “American Horror Stories”, que contará uma história de terror completa por episódio. Lançada no ano passado com as séries “Mrs. America” e “Devs”, a FX on Hulu faz parte de uma estratégia da Disney para valorizar sua plataforma digital e também vai receber em breve “A Teacher”, com Nick Robinson e Kate Mara, e “The Old Man”, estrelada por Jeff Bridges. A mudança foi comunicada nesta segunda-feira (22/6) durante o “upfront” digital da Hulu. A apresentação da programação em desenvolvimento para a próxima temporada revelou que a seção FX on Hulu ampliou em 130% o alcance da programação do FX. A alteração de endereço também correspondeu a mais uma reviravolta na longa jornada para trazer “Y: The Last Man” às telas. A produção está em desenvolvimento há cerca de cinco anos e chegou a ter uma foto oficial divulgada em fevereiro de 2019. Mas desde então tudo mudou. O piloto não agradou e a série voltou à estaca zero com a saída dos responsáveis pela adaptação, Michael Green (“Logan”) e Aïda Mashaka Croal (“Luke Cage”), que se demitiram após uma crise criativa com o FX. No lugar deles, entrou Eliza Clark (produtora-roteirista de “The Killing” e “Animal Kingdom”), que encomendou mudanças no piloto dirigido por Melina Matsoukas (das séries “Insecure”, “Master of None” e de clipes premiados de Beyoncé e Rihanna), visando retirar da série elementos que causaram a crise com os showrunners anteriores. Entretanto, as mudanças também levaram à desistência do protagonista previamente escalado, fazendo com que todo o primeiro episódio precise ser inteiramente regravado. O material original, concebido por Brian K. Vaughan e Pia Guerra, é repleto de situações de potencial polêmico, que podem ser consideradas até inapropriadas para a TV. Mas não há declarações oficiais sobre o que teria sido excessivo a ponto de levar roteiristas conceituados como Green e Kroal a abandonar a produção. Por outro lado, em streaming o material poderá ser mais ousado. A verdade é que a ideia inicial de adaptar “Y” tem bem mais de uma década e até agora não conseguiu sair do papel. O projeto chegou a ser considerado um possível filme pela Warner em 2007 e foi levado até a HBO, por se tratar de uma propriedade da DC Comics, mas, ao contrário de “Watchmen”, jamais superou a fase inicial de desenvolvimento de roteiro, originando sua fama de ser arriscada demais. Para quem não conhece, “Y: O Último Homem” é um dos quadrinhos mais cultuados do antigo selo adulto da DC, Vertigo, que venceu nada menos que cinco prêmios Eisner (o Oscar dos quadrinhos) e se tornou a primeira graphic novel (num de seus relançamentos como volume encadernado) a vencer o prêmio Hugo (o Oscar/Nobel da literatura sci-fi). Ao longo de 60 edições, publicadas entre 2002 e 2008, Vaughan e a desenhista Pia Guerra contaram a história do jovem ilusionista Yorick Brown, sobrevivente de uma praga que extinguiu toda a população de machos da Terra. Ele e seu macaco Ampersand foram as únicas exceções. Quando grupos de mulheres descobrem que ele é o último homem do planeta, passam a caçá-lo de todas as formas possíveis. Mas ele também encontra aliadas em sua jornada, que veem em sua sobrevivência uma chance de encontrar uma cura que permita o nascimento de novos homens e, assim, impedir a extinção da humanidade. O projeto é a segunda criação de Vaughan a virar série. Ele também criou os quadrinhos dos “Fugitivos” (Runaways), que renderam três temporadas justamente na plataforma Hulu. Já “American Horror Stories” é um projeto recentíssimo, que veio à tona no mês passado. Com produção de Ryan Murphy (criador de “American Horror Story”), a série trará “episódios contidos” de uma hora de duração. Isto é, em vez de contar uma história por temporada como a série original, terá histórias de horror completas e diferentes em cada um de seus episódios. Daí, o “Stories”, no plural. As duas atrações ainda não tem previsão de estreia.
Lucifer: Vídeo com “momentos quentes” anuncia data da 5ª temporada
A Netflix divulgou um vídeo com “os momentos mais quentes” de “Lucifer” para anunciar a data de estreia da 5ª temporada. Depois de mostrar várias cenas do ator Tom Ellis descamisado, envolvido em orgias e exibindo o bumbum, a “prévia” revela que a série retorna no dia 21 de agosto. O vídeo não dá maiores detalhes, mas os planos da Netflix previam dividir a 5ª temporada em duas partes. Só que esses planos já foram alterados, visto que consideravam o lançamento da primeira leva de episódios em maio e o cancelamento da série ao final da segunda parte. Não só maio já passou como “Lucifer” deve ter 6ª temporada – falta apenas o anúncio para oficializar. A reta final de “Lucifer” também teria inicialmente 10 episódios, mas a Netflix decidiu estender o total para 16, visando permitir aos produtores encerrar a trama de forma apropriada. De fato, o último episódio gravado foi batizado de “Uma Chance de Final Feliz”, e sua sinopse diz: “O último episódio de ‘Lucifer’, a última briga com o pai [Deus]”. Mas a Netflix se arrependeu de encerrar a produçãoe já renegociou com a WBTV (Warner Bros. Television), os produtores e o elenco para a série continuar por pelo menos mais um ano. Os fãs agradecem.
Destacamento Blood é a principal estreia digital do fim de semana
O lançamento de “Destacamento Blood” é a principal estreia digital do fim de semana. No momento em que o mundo inteiro para para acompanhar o movimento Black Lives Matter (Vidas Negras Importam), após o assassinato de George Floyd por policiais brancos, o filme novo de Spike Lee aborda outra faceta da história de opressão afro-americana, lembrando o envio de negros para lutar na Guerra do Vietnã. Confira abaixo esta e outras boas novidades digitais, todas inéditas nos cinemas brasileiros, que merecem uma conferida em VOD neste fim de semana. A lista não inclui clássicos, filmes já lançados em tela grande e títulos não recomendados. Destacamento Blood (Da 5 Bloods) | EUA | 2020 Com 89% de aprovação no Rotten Tomatoes, o filme de Spike Lee acompanha um grupo de veteranos da Guerra do Vietnã que retorna ao país asiático em busca de um tesouro enterrado durante o confronto, 50 anos antes. A viagem resgata memórias dos personagens e apresenta detalhes da guerra sob o ponto de vista de combatentes afro-americanos. Netflix As Ondas | Waves | EUA | 2019 Bastante premiado, o drama indie que rendeu o Gotham Award de Revelação para a atriz Taylor Russell (a Judy de “Perdidos no Espaço”) acompanha uma família suburbana liderada um pai controlador (Sterling K. Brown, de “This Is Us”). Apesar de conturbadas, suas relações são marcadas por amor, perdão e pela união necessária depois de sofrerem uma perda. 83% no Rotten Tomatoes. Google Play, Oi Play, Sky Play, Vivo Play, Um Cão Latindo para a Lua (A Dog Barking at the Moon) | China | 2020 A saga de uma família chinesa, contada em diferentes períodos de tempo, começando com a descoberta da esposa da homossexualidade do marido. Quando sua filha vem visitar a família com o marido americano, outros segredos vêm à tona. As decisões tomadas ilustram como a aparência de respeitabilidade ainda afeta a China moderna. Primeiro longa de Lisa Zi Xiang, foi premiado com o Teddy de Melhor Filme LGBTQIA+ do Festival de Berlim passado e tem 100% de aprovação no Rotten Tomatoes. Now Daqui Até a China (De Acá a la China) | Argentina | 2019 Depois da família ir à falência por conta da concorrência chinesa, um comerciante argentino tem o plano de se vingar montando um supermercado no país asiático para viciar a população com produtos de seu país. Chamado de La Mano de Dios, em homenagem a Maradona, o mercadinho acaba não resultando no planejado e o protagonista começa a sentir empatia pela dura vida dos chineses. Filmado quase em tom documental, o filme é estrelado pelo próprio diretor, Federico Marcello. Apple TV+, Now, Oi Play e Vivo Play Liga da Justiça Sombria: Guerra de Apokolips (JLD: Apokolips War) | EUA | 2020 Quem queria ver a Liga da Justiça enfrentar Darkseid no cinema deve se interessar pela animação que mostra exatamente isso. Com o diferencial de que os heróis são liderados por John Constantine (dublado por Matt Ryan, que vive o personagem na série live-action “Legends of Tomorrow”). Para completar, o veterano Tony Todd (o Candyman do terror homônimo) dá voz ao vilão Darkseid. Mas atenção: nos EUA, o lançamento recebeu classificação “R” (para maiores de 17 anos) pela violência. Apple TV+, Google Play, Looke e Microsoft Store Superman Entre a Foice e o Martelo (Superman: Red Son) | EUA | 2020 A animação adapta os quadrinhos homônimos de Mark Millar (o criador de “Kick-Ass” e “Kingsman”), que exploram o que aconteceria se a nave que trouxe Kal-El de Krypton tivesse caído na União Soviética, em vez de em Smallville, no interior do Kansas (EUA). A trama acompanha o herói por cinco décadas, mostrando seus esforços para submeter a Europa ao stalinismo até sua transformação em líder do Partido Comunista. Vale lembrar que a história também inspirou um arco importante da 4ª temporada da série “Supergirl”, mas a adaptação da obra original se afasta dessa versão por também incluir Mulher-Maravilha, um Batman russo, a tropa dos Lanternas Verdes e muitas reviravoltas inesperadas. Apple TV+, Google Play e Microsoft Store
Tom Ellis fecha acordo para estrelar 6ª temporada de Lucifer
Tom Ellis assinou o contrato para voltar ao papel principal de “Lucifer”, afirmou nesta sexta (29/5) o site americano Deadline. Era o “detalhe” que faltava para a Netflix anunciar a renovação da série para sua 6ª temporada, revertendo o cancelamento comunicado no ano passado. O arrependimento bateu forte e a plataforma iniciou discussões sobre a retomada da série no começo de 2020. Mas após fechar com a produtora WBTV (Warner Bros. Television), os showrunners e os coadjuvantes, as negociações empacaram na decisão de Ellis de só voltar à série se recebesse mais. Muito mais. Segundo apurou o site TVLine em abril, o intérprete de Lucifer não aceitou os valores apresentados pelo estúdio e as negociações chegaram num impasse. Como Ellis assinou acordo para produção da 6ª temporada, deixando o acerto financeiro para depois, a WBTV (Warner Bros Television) decidiu cessar as ofertas de aumento. Caso ele se recusasse a gravar, poderia ser processado por quebra de contrato. Mas o estúdio prefere realizar a série em vez de processar o ator. Por conta disso, já tinha oferecido um aumento de remuneração, que foi considerado baixo por Ellis e seus representantes. Agora, depois de um mês de negociações, Tom Ellis, WBTV e Netflix teriam fechado um acordo. Com o ator de volta – e com todo o restante do elenco disposto a retornar -, a 6ª temporada de “Lucifer” pode enfim acontecer. Só falta mesmo o anúncio oficial, que a Netflix não deve ter pressa para fazer. Afinal, a plataforma ainda nem programou a estreia da 5ª temporada, que será exibida em duas partes, apesar de já estar inteiramente gravada. Como a série deveria acabar na 5ª temporada, o último episódio gravado foi batizado de “Uma Chance de Final Feliz”, e sua sinopse diz: “O último episódio de Lucifer, a última briga com o pai”. Os produtores conceberam a season finale como series finale, porque o cancelamento foi anunciado com muita antecedência, em junho do ano passado. Originalmente concebida com 10 episódios, a 5ª temporada acabou recebendo até autorização para produzir seis capítulos extras, justamente para terminar a trama da atração. Mas o equívoco dessa antecipação tornou-se evidente diante do aumento do interesse gerado pela aparição especial de Lúcifer (Tom Ellis) no crossover “Crise nas Infinitas Terras” na TV aberta americana. A confirmação da 6ª temporada representa a segunda vez que “Lucifer” escapa do inferno das séries, também conhecido como cancelamento. “Lucifer” sobreviveu ao cancelamento original na Fox, após três temporadas transmitidas na TV aberta. Percebendo a grande campanha na internet pelo salvamento da série, a Netflix comprou os direitos de exibição e produziu a 4ª temporada. Junto com a renovação para o quinto ano, a plataforma anunciou também que os próximos episódios seriam os últimos produzidos. E a showrunner Ildy Modrovich tratou de acalmar os fãs revoltados, avisando que, daquela vez, o cancelamento era irreversível e que “uma luta não mudaria as coisas”, já que não existia a possibilidade de “Lucifer” ganhar uma 6ª temporada. Mas “Lucifer”, aparentemente, é imortal.
Robert Downey Jr. vai produzir série baseada em quadrinhos da DC Comics
Robert Downey Jr. está trocando sua armadura do Homem de Ferro, da Marvel, por uma produção da editora rival, DC Comics. O astro e sua esposa Susan Downey vão produzir uma adaptação live-action de “Sweet Tooth”, quadrinhos originalmente publicados pela Vertigo, antiga linha adulta da DC. Concebida como uma minissérie de 8 capítulos, a atração será lançada na Netflix. “Sweet Tooth” já definiu seu elenco. Will Forte (“O Último Cara da Terra”), Nonso Anozie (“Zoo”), Adeel Akhtar (“Utopia”) e o menino Christian Convery (“Descendentes 3”) serão protagonistas da série, enquanto o veterano James Brolin (“Life in Pieces”), pai de Josh Brolin (o Thanos), ficará encarregado da narração dos episódios. A série teve 40 edições publicadas em quadrinhos entre 2009 a 2013, todas escritas por Jeff Lemire. A sinopse oficial da adaptação é a seguinte: “Depois de ter sido criado em total isolamento, Gus – um menino nascido com chifres de veado – é abandonado num território americano devastado uma década antes por uma pandemia inexplicável. Ainda mais notável é que Gus faz parte de uma nova raça rara de crianças híbridas humano-animal que surgiram após o surto, todas aparentemente imunes à infecção. Ele conhece Jepperd, um vagabundo violento e volumoso que decide protegê-lo e promete levá-lo a “The Preserve”, um famoso refúgio para crianças híbridas. Mas, ao longo do caminho, os dois terão de enfrentar milícias científicas, sobreviventes do caos, caçadores de recompensas e seitas apocalípticas, enquanto lutam para se manter em segurança e resolver os mistérios desta nova e mortal fronteira.” Não há previsão para a estreia. Veja abaixo algumas capas da publicação original.












