Golpista de “Inventando Anna” elogia interpretação de Julia Garner
A golpista Anna Sorokin, ou Anna Delvey, que inspirou a minissérie “Inventando Anna” da Netflix, elogiou o trabalho realizado pela atriz Julia Garner ao interpretá-la na trama. Em entrevista ao podcast “Forbidden Fruit”, ela contou que Garner foi visitá-la pessoalmente na cadeia e classificou a atriz como uma pessoa “muito doce”, além de elogiar o seu sotaque. “Ela foi muito legal. Ela veio me visitar e foi uma garota muito doce”, contou, ressaltando que Julia a retratou no período que compreende os anos de 2015, 2016 e 2017, por esse motivo o sotaque da atriz na série, considerado exagerado por alguns, era mesmo como ela falava. “Agora estou há mais de quatro anos nos Estados Unidos, porém, naquela época eu estava falando francês, alemão e inglês diariamente”, ressaltou. Sorokin nasceu em Domodedovo, na Rússia. Seu pai era um caminhoneiro e sua mãe dona de uma loja de conveniência. Eles se mudaram para a Alemanha em 2007, quando ela tinha 16 anos. Em 2014, ela se mudou para os Estados Unidos e passou a aplicar golpes em hotéis de luxo com a identidade falsa de Anna Delvey, que usava para circular na alta sociedade de Nova York e fingir que era milionária, aparentando um estilo de vida de opulência. A farsa durou até 2017, quando não conseguiu pagar um almoço de US$ 200 e precisou se explicar com a polícia. A golpista foi presa em 2017 e julgada em 2019, sendo considerada culpada de oito acusações e condenada a 12 anos de prisão. Entretanto, sua sentença foi encurtada por bom comportamento e, em fevereiro do ano passado, depois de passar quase quatro anos presa, ela foi colocada em liberdade condicional. A liberdade, porém, foi curta. Um mês depois foi detida novamente pela imigração, por estar com visto vencido. A Netflix pagou US$ 320 mil para a criminosa real pelos direitos de sua história. Mas ela não pôde usufruir de todo o dinheiro, devido a uma lei de Nova York que impede que criminosos lucrem com seus crimes. Desta forma, o pagamento foi usado para ressarcir prejuízos causados por seus atos. Foram US$ 199 mil de restituição às instituições financeiras lesadas e US$ 24 mil para liquidar multas, além de US$ 75 mil para quitar honorários advocatícios, entre outras despesas. Mesmo assim, ela tem feito postagens no Instagram com seu nome fictício, Anna Delvey, e vem explorando a popularidade da série para arrecadar mais seguidores. No mês passado, a Netflix revelou que “Inventando Anna” quebrou seu recorde de audiência de estreia. A minissérie criada por Shonda Rhimes (criadora de “Grey’s Anatomy”) sobre a vigarista Anna Delvey teve a maior abertura de uma série em inglês desde que a plataforma mudou a maneira de apresentar seus dados, baseando-se em horas de consumo. A atração estrelada por Julia Garner foi assistida durante 196 milhões de horas entre 14 e 20 de fevereiro. Com isso, superou a estreia das temporadas mais recentes de “Você” (vista durante 179 milhões de horas), “The Witcher” (168 milhões), “Sex Education” (160 milhões) e “Cobra Kai” (120 milhões).
Série sobre incêndio da Boate Kiss anuncia elenco e começa gravações
O roteirista Gustavo Lipsztein e a Netflix anunciaram o elenco da minissérie “Todo Dia a Mesma Noite” sobre o incêndio na Boate Kiss, que começou a ser gravada nesta semana. Entre os atores anunciados, destacam-se Paulo Gorgulho (“Segunda Chamada”), Debora Lamm (“Amor de Mãe”), Thelmo Fernandes (“Coisa Mais Linda”), Bianca Byington (“Boca a Boca”), Leonardo Medeiros (“Aruanas”), Raquel Karro (“Lamaçal”), Bel Kowarick (“Albatroz”), Erom Cordeiro (“Os Ausentes”), Nicolas Vargas (“Desalma”), Flavio Bauraqui (“Deserto Particular”), Laila Zaid (“Benidorm”) e a modelo Paola Antonini. A minissérie adapta o livro de mesmo nome da jornalista Daniela Arbex, que conta a história dos sobreviventes da tragédia de 2013, que deixou 242 mortos em Santa Maria, Rio Grande do Sul. A autora está envolvida no projeto como consultora de roteiro dos cinco episódios, que serão escritos por Gustavo Lipsztein (“O Paciente – O Caso Tancredo Neves”) e dirigidos por Julia Rezende (“Meu Passado Me Condena”). O trio criativo ilustra a imagem acima. O incêndio na Boate Kiss aconteceu em 27 de janeiro de 2013 causado pelo uso de um artefato pirotécnico em ambiente fechado, e além dos mortos deixou outras 680 pessoas feridas. Segundo as investigações, a casa noturna funcionava com mais pessoas do que a capacidade permitida. A minissérie não teve cronograma de produção divulgado, mas o lançamento provavelmente acontecerá no aniversário de 10 anos da tragédia. No elenco da nova produção @NetflixBrasil estão nomes como Thelmo Fernandes, Paulo Gorgulho, Bianca Byington, Leonardo Medeiros, Debora Lamm, Raquel Karro, Bel Kowarick, Erom Cordeiro, Paola Antonini, Nicolas Vargas, Flavio Bauraqui e Laila Zaid — Gustavo Lipsztein (@vamosverfilmes) March 10, 2022 Todo Dia a Mesma Noite vai estrear em 2023 na @NetflixBrasil com direção de Julia Rezende e Carol Minêm e é baseado no excelente livro da @ArbexDaniela . É uma honra trazer essa história p vcs! Essa é uma tragédia que jamais pode ser esquecida! — Gustavo Lipsztein (@vamosverfilmes) March 10, 2022
Trailer destaca Elle Fanning em minissérie de “true crime”
A Hulu divulgou o pôster e o trailer de “The Girl From Plainville”, nova minissérie de “true crime” da plataforma americana, que deve chegar ao Brasil pela Starzplay. A produção traz Elle Fanning como a adolescente Michelle Carter, que em 2017 foi condenada por homicídio involuntário depois de enviar mensagens de texto para seu namorado encorajando-o a cometer suicídio. A produção da Universal Content Productions (UCP) é a segunda série da atriz na Hulu, onde ela já estrela “The Great”, renovada para a 3ª temporada. O elenco também destaca Chloë Sevigny (“We Are Who We Are”) e Colton Ryan (“Tio Frank”). Desenvolvida pelos roteiristas Liz Hannah (“The Post: A Guerra Secreta”) e Patrick Macmanus (“Marco Polo”), a minissérie estreia em 29 de março.
Netflix pagou fortuna à golpista real de “Inventando Anna”
Para transformar a história da golpista Anna Sorokin/Delvey na minissérie “Inventando Anna”, a Netflix pagou US$ 320 mil para a criminosa real. Mas ela não pôde usufruir de todo o dinheiro, devido a uma lei de Nova York que impede que criminosos lucrem com seus crimes. Desta forma, o pagamento foi usado para ressarcir prejuízos causados pelos atos da criminosa. Foram US$ 199 mil de restituição às instituições financeiras lesadas e US$ 24 mil para liquidar multas, além de US$ 75 mil para quitar honorários advocatícios. Graças à liquidação das dívidas, ela ainda conseguiu que sua conta bancária fosse desbloqueada. Anna Delvey foi a identidade falsa usada por Anna Sorokin para circular na alta sociedade de Nova York e fingir que era milionária, aparentando um estilo de vida de opulência. Na série, ela foi vivida por Julia Garner (“Ozark”). A trama foi desenvolvida por Shonda Rhimes (criadora de “Grey’s Anatomy”) e baseada numa reportagem da jornalista Jessica Pressler sobre o caso. Outro artigo da jornalista já tinha inspirado o filme “As Golpistas” (2019) com Jennifer Lopez. Sorokin nasceu em Domodedovo, na Rússia. Seu pai era um caminhoneiro e sua mãe dona de uma loja de conveniência. Eles se mudaram para a Alemanha em 2007, quando ela tinha 16 anos. Em 2014, ela se mudou para os Estados Unidos e passou a aplicar golpes em hotéis de luxo com a identidade falsa de Anna Delvey, que usava para circular na alta sociedade de Nova York e fingir que era milionária, aparentando um estilo de vida de opulência. A farsa durou até 2017, quando não conseguiu pagar um almoço de US$ 200 e precisou se explicar com a polícia. A golpista foi presa em 2017 e julgada em 2019, sendo considerada culpada de oito acusações e condenada a 12 anos de prisão. Entretanto, sua sentença foi encurtada por bom comportamento e, em fevereiro do ano passado, depois de passar quase quatro anos presa, ela foi colocada em liberdade condicional. A liberdade, porém, foi curta. Um mês depois foi detida novamente pela imigração, por estar com visto vencido. Mas conseguia fazer postagens no Instagram com seu nome fictício, Anna Delvey, explorando a popularidade da série para arrecadar mais seguidores. Ainda assim, não chegou em nível “BBB”. Atualmente, 271 mil “fãs” seguem suas publicações, que tem destacado a divulgação da produção da Netflix, lançada na sexta passada (11/2). Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Anna Delvey2.0 (@theannadelvey) Ver essa foto no Instagram Uma publicação compartilhada por Anna Delvey2.0 (@theannadelvey)
Teaser mostra Bill Skarsgård como criminoso que originou a “síndrome de Estocolmo”
A Netflix divulgou o teaser da minissérie “Clark”, sobre o criminoso sueco que originou o termo “síndrome de Estocolmo”, adotado pela psiquiatria. A produção de tom cômico é ambientada nos anos 1970 e estrelada pelo ator Bill Skarsgård (o palhaço Pennywise de “It: A Coisa”). Ele vive o gângster sueco Clark Olofsson, que se tornou famoso por conquistar a boa vontade de suas vítimas com seu charme e boa aparência. Para quem não conhece, a “síndrome de Estocolmo” define a simpatia das vítimas por aqueles que lhes causam mal. O termo é geralmente utilizado para explicar porque porque alguns reféns se tornam amigos e até passam a defender os criminosos que os submetem à violência. O estado mental é resultado de um bloqueio e estratégia de sobrevivência ao abuso. O termo passou a ser utilizado após Clark Olofsson e Jan-Erik Olsson manterem vários pessoas como reféns após um assalto que deu errado num banco de Estocolmo, em 1973. Ao fim do cerco policial, nenhum dos reféns quis testemunhar contra os ladrões e ainda levantaram fundos para ajudá-los em suas defesas. A minissérie tem roteiro e direção de Jonas Åkerlund, responsável por “Lords of Caos”, cinebiografia da banda de death metal Mayhem, e por vários clipes famosos – de Madonna a Lady Gaga. A estreia vai acontecer no primeiro semestre de 2022, em data ainda não revelada.
Séries documentais abordam Neymar, Ivete e Celso Daniel
A programação de séries da semana inclui três produções documentais brasileiras sobre personalidades do esporte, música e política. Com abordagens diferentes, do puro entretenimento à investigação criminal, as atrações destacam Neymar, Ivete Sangalo e o ex-prefeito Celso Daniel. Confira os detalhes de cada título abaixo. NEYMAR: O CAOS PERFEITO | NETFLIX A maior surpresa da série de três episódios é a forma como apresenta o pai de Neymar como o grande vilão da história. A produção mostra a vida do jogador desde o início no Santos, passando pelos seus anos de Barcelona, na seleção e no PSG, seu time francês atual, mas chama mais atenção ao enfocar o lucrativo negócio de marketing que gira em torno do atleta, suas discussões com seu pai e empresário, e as polêmicas que sempre acompanham Neymar. O lançamento coincide com uma fase em que Neymar enfrenta críticas pelo estilo de vida e por passar mais tempo fora do que dentro do campo. A oportunidade da série surgiu no momento em que ele se recupera de uma lesão ligamentar no tornozelo. Neymar está sem jogar desde 28 de novembro e só deve voltar em fevereiro. ONDA BOA COM IVETE | HBO MAX Com cinco episódios e exibição semanal, a produção explora o processo criativo de Ivete Sangalo, enquanto a cantora recebe músicos consagrados para um descontraído bate-papo e parcerias musicais. Ao longo do programa, a artista vai lançar músicas novas gravadas com cada artista convidado. A lista inclui Gloria Groove, Vanessa da Mata, Carlinhos Brown, Agnes Nunes e Iza. O CASO CELSO DANIEL | GLOBOPLAY A vertente dos documentários de true crime da Globoplay envereda pelo crime político ao resgatar o primeiro escândalo nacional do PT, o assassinato do Prefeito de Santo André em 2002 e a investigação que acabou apontando para um esquema de corrupção ligando a Prefeitura paulista a negociatas. Como o próprio Lula lembra na abertura da produção, em todo ano de eleição o caso volta à tona. Segundo o Ministério Público de São Paulo, Celso Daniel foi morto porque descobriu a cobrança de propinas e tentou impedi-la. Os desvios abasteceriam o “caixa dois” do partido. No entanto, para a polícia, o Prefeito foi morto em um crime comum. A série apresenta essa contradição polêmica em oito capítulos, liberando dois por semana. A produção é de Joana Henning (“De Perto Ela Não é Normal”), proprietária do Estúdio Escarlate, que desenvolveu a atração com registros da cobertura de 2002, reconstituições e até animações, recriando algumas situações narradas em depoimentos e entrevistas.
Lady Gaga e Salma Hayek filmaram cena de sexo para “Casa Gucci”
Lady Gaga revelou que “Casa Gucci” originalmente teria uma cena de sexo entre sua personagem Patrizia Reggiani e Pina, vivida por Salma Hayek. “Tem todo um lado do filme que vocês não viram, no qual Pina [Salma Hayek] e eu desenvolvemos um relacionamento sexual”, contou Gaga durante uma exibição especial do filme para eleitores da temporada de premiações, segundo registro do site Collider. As cenas foram filmadas e ela não descarta que possam aparecer eventualmente. “Edição do diretor, quem sabe?”, provocou a cantora. “Mas essa é uma prova da direção de Ridley Scott, porque ele nos permitiu ir lá. Lembro de estar no set com Salma e pensando ‘então, depois da morte do Maurizio [Adam Driver], talvez… a coisa fique quente?'”. Presente no evento, Salma Hayek confirmou. “Vocês acham que ela está brincando?”, disse, arrancando risos da plateia. Quanto à mencionada edição do diretor, o próprio Ridley Scott já tinha indicado que um projeto neste sentido estava em andamento. Falando ao podcast ReelBlend no ano passado, ele sugeriu que queria fazer uma nova versão do filme, mas não a definiu como “uma edição do diretor”. “Será uma versão estendida”, explicou. O papel de Lady Gaga em “Casa Gucci” representou o primeiro projeto da cantora no cinema desde “Nasce Uma Estrela” (2018), que lhe rendeu uma indicação ao Oscar de Melhor Atriz – além da conquista do troféu de Melhor Canção Original por “Shallow”. O filme aborda o maior escândalo dos bastidores da grife Gucci, centrado em Maurizio Gucci, vivido por Adam Driver (“Star Wars: A Ascensão Skywalker”), e sua esposa Patrizia Reggiani, personagem de Lady Gaga. Eles foram casados por 12 anos, entre 1973 e 1985, e tiveram duas filhas. Até o herdeiro milionário da grife de moda trocar Patrizia por uma mulher mais nova – disse que ia viajar a negócios e nunca mais voltou. Abandonada, Reggiani assinou o divórcio em 1991 e no ano seguinte passou por problemas de saúde, precisando retirar um tumor do cérebro. Como vingança, encomendou o assassinato do ex-marido a um matador profissional. O elenco grandioso de “Casa Gucci” também inclui Jeremy Irons (“Watchmen”), Al Pacino (“O Irlandês”), a mencionada Salma Hayek (“Dupla Explosiva 2: E a Primeira-Dama do Crime”) e Jared Leto (“Esquadrão Suicida”), que aparece careca e irreconhecível graças a uma pesada maquiagem. Além de ter um bom desempenho nas bilheterias, “Casa Gucci” tem se saído surpreendentemente bem no circuito de prêmios, colecionando reconhecimento de premiações da crítica e até do SAG Awards, o troféu do Sindicato dos Atores. Mas nem todo mundo é fã. O estilista cineasta Tom Ford, interpretado no filme por Reeve Carney, descreveu-o como enfaticamente “exagerado”.
Inventando Anna: Nova série da criadora de “Grey’s Anatomy” ganha trailer
A Netflix divulgou o pôster e o trailer legendado de “Inventando Anna” (Inventing Anna), minissérie estrelada por Julia Garner, que venceu dois prêmios Emmy por “Ozark”. A atriz vai continuar a viver uma criminosa na plataforma após o fim previsto de “Ozark” em 2022. Desta vez, interpretará uma socialite golpista da vida real. “Inventando Anna” é uma minissérie criada e produzida por Shonda Rhimes (criadora de “Grey’s Anatomy” e produtora de “Bridgerton”). Baseada numa reportagem da revista The Cut, a atração também destaca Anna Chlumsky (“Veep”) como a jornalista que investiga o caso de Anna Delvey, a mulher que roubou os corações – e muito dinheiro – da alta sociedade em Nova York. O elenco ainda inclui Katie Lowes (“Scandal”), Laverne Cox (“Orange Is the New Black”) e Alexis Floyd (“The Bold Type”). A estreia está marcada para 11 de fevereiro.
Carole Baskin desiste de processar Netflix após fiasco de “Máfia dos Tigres 2”
A ativista Carole Baskin desistiu de seu processo contra a Netflix por causa de “A Máfia dos Tigres 2”. Segundo ela, o motivo foi o fracasso de público e crítica da produção. Carole e seu marido Howard Baskin processaram a plataforma de streaming no começo de novembro ao se depararem com o trailer da continuação, feita sem alarde e com estreia marcada para logo em seguida. Em sua ação, os Baskins alegaram que a série original fez seu negócio parecer o “equivalente ético e moral do zoológico à beira da estrada de Joe Exotic” e retratou Carole como “uma assassina que … se desfez dos restos mortais de seu falecido marido alimentando seus felinos”. Além disso, eles alegaram não ter assinado autorização para uso de suas imagens na sequência de “A Máfia dos Tigres”. A Netflix, porém, apontou que o contrato original previa “explicitamente” a reutilização das gravações “em projetos futuros”. Para justificar a desistência, o casal publicou um vídeo no site Big Cat Rescue, em que afirma que o “processo nunca foi sobre compensação monetária”. E como não conseguiram impedir o programa de ir ao ar, consideram que a continuidade da ação só lhes tomaria tempo. O fato de que “recebeu críticas negativas e saiu do Top 10 da Netflix rapidamente” já seria compensação suficiente. A série também não apresentou nenhuma evidência do suposto assassinato do primeiro marido de Baskin, elaborando, inclusive, teorias de que ele ainda estaria vivo. Narrativamente, foi uma decepção, justificando seus míseros 19% de aprovação no Rotten Tomatoes. Em vez de esticar a briga judicial, eles dizem preferir investir em sua luta contra a exploração de animais e “trabalhar em produções mais significativas” como “The Conservation Game” e “Carole Baskin’s Cage Fight”, séries que estrelam e que “receberam críticas positivas muito fortes em contraste com a 2ª temporada de ‘A Máfia dos Tigres’”. Veja o vídeo abaixo.
Morte da influenciadora Gabby Petito vira série documental
A morte da influenciadora Gabby Petito, de 22 anos, virou série documental de “true crime”. A plataforma Peacock divulgou nesta segunda (13/12) o trailer da atração, que já estreia na sexta-feira (17/12) nos EUA. Intitulada “The Murder of Gabby Petito: Truth, Lies and Social Media”, a série exibe depoimentos da família de Gabby, vídeos postados nas redes sociais da jovem e detalhes da investigação criminal, que teve início quando ela foi encontrada morta após uma viagem com o noivo, Brian Laundrie, nos Estados Unidos. O plano era percorrer a Costa Oeste do país de carro e conhecer todos os parques da região. No entanto, no dia 30 de agosto a influenciadora parou de entrar em contato com a família, enquanto o rapaz voltou para sua casa dois dias depois. Ele chegou a usar um cartão de crédito da jovem após ela ter sumido. No dia 13 de setembro, os familiares de Brian Laundrie informaram que ele também havia desaparecido. O corpo de Petito foi encontrado uma semana depois, no dia 21 de setembro, com marcas de estrangulamento apontadas como causa da morte. E Laundrie, que chegou a ser considerado foragido da polícia, teve seus restos mortais achados próximos à casa onde morava um mês mais tarde, já em estado de decomposição. Especialistas confirmaram que os ossos eram mesmo dele. Em declaração para a imprensa, o xerife Kurt Hoffman, da região de Sarasota, disse que a morte de Laundrie “provavelmente foi suicídio”. Isto não impediu a investigação, que continuou para determinar o que realmente aconteceu entre os dois.
Isis Valverde viverá Ângela Diniz no cinema
O assassinato de Ângela Diniz vai virar filme estrelado pela atriz Isis Valverde (“Simonal”). A produção será o próximo longa de Hugo Prata (“Elis”), mas o crime também deve render duas minisséries – uma assinada por Bruno Barreto (“O Hóspede Americano”) para a Globoplay e outra em desenvolvimento pela Conspiração Filmes. A boa notícia é que a existência dos demais projetos dificulta negociações para transformar o filme de Prata numa série, como aconteceu com “Elis” – iniciativa que costuma render produtos híbridos, sem foco e com montagem aos trancos, por tópicos. A morte da socialite voltou a despertar interesse devido ao sucesso do recente podcast “Praia dos Ossos”, que, por sinal, será adaptado nas séries. O crime cometido por Doca Street tornou-se um divisor de águas no movimento feminista e no Direito brasileiros. Durante o julgamento do assassino, que deu quatro tiros no rosto da companheira em dezembro de 1976, no auge de uma discussão na Praia dos Ossos, em Búzios, Rio de Janeiro, a defesa alegou “legítima defesa da honra” para tentar absolvê-lo do caso. Ele alegou ter matado “por amor”. O argumento gerou polêmica. Militantes feministas organizaram um movimento cujo slogan – “quem ama não mata” – tornou-se, anos mais tarde, o título de uma minissérie da Globo. Até o grande poeta Carlos Drummond de Andrade (1902-1987) se manifestou: “Aquela moça continua sendo assassinada todos os dias e de diferentes maneiras”, referindo-se à estratégia da defesa de culpabilizar Ângela Diniz por seu próprio assassinato. A tese da “legítima defesa da honra” constava no Código Penal da época, mas mesmo assim Doca Street foi condenado a 15 anos de prisão. Na década seguinte, a nova Constituição, elaborada ao fim da ditadura, acabou com essa desculpa para o feminicídio. O famoso crime dos anos 1970 se junta a outras produções de “true crime” brasileiros, que ganharam impulso com o sucesso dos filmes sobre Susanne von Richthofen, vivida por Carla Dias nos lançamentos da Amazon Prime Video.
Casa Gucci: Herdeiros da família protestam contra o filme
Os herdeiros da família e do império de moda Gucci pretendem abrir uma ação legal contra os responsáveis pelo filme “Casa Gucci”, dirigido por Ridley Scott. Em comunicado de tom indignado enviado à imprensa italiana nesta segunda-feira (29/11), eles se disseram “perturbados” pela forma como seus familiares foram retratados, chamando o longa de “extremamente doloroso”. “A família Gucci reserva-se o direito de tomar todas as iniciativas (incluindo precesso) para proteger seu nome e imagem e a de seus entes queridos”, manifestaram-se os herdeiros do ex-presidente da Gucci, Aldo Gucci – interpretado no filme por Al Pacino. “Casa Gucci” é centrada no maior escândalo dos bastidores da grife, envolvendo Maurizio Gucci, vivido por Adam Driver (“Star Wars: A Ascensão Skywalker”), e sua esposa Patrizia Reggiani, personagem de Lady Gaga. Eles foram casados por 12 anos, entre 1973 e 1985, e tiveram duas filhas. Até o herdeiro milionário trocá-la por uma mulher mais nova. Como vingança, Patrizia encomendou o assassinato do ex-marido a um matador profissional. Além desta história, a produção também mostrou outros integrantes do clã, em performances exageradas que encontram paralelos em filmes sobre a máfia. A família Gucci afirma que Scott e os produtores de House of Gucci “não se preocuparam em consultar os herdeiros” do império da moda antes de retratar seus familiares como ‘bandidos, ignorantes e insensíveis ao mundo ao redor eles'”. “Isto é extremamente doloroso do ponto de vista humano. E um insulto ao legado sobre o qual a marca é construída hoje”, diz o comunicado. Eles se ressentiram especialmente da forma como Reggiani foi retratada “como uma vítima” no filme, situação que teria sido reforçada por declarações de Gaga e outros membros do elenco feitas durante a promoção do filme. Entretanto, a vítima é Maurizio Gucci, que foi assassinado, enquanto Regianni é reconhecidamente uma criminosa condenada. Ironizando a forma “misteriosa” encontrada pelo roteiro para mostrar Reggiani como “uma vítima tentando sobreviver em uma cultura corporativa machista”, os herdeiros lembraram que Gucci já era uma empresa inclusiva desde os anos 1970, e na década de 1980, retratada no filme, vários dos principais executivos da marca, entre eles a Presidente da Gucci América, a chefe de Relações Pública e Comunicação Global e uma integrante do conselho de diretores da Gucci América eram mulheres. “A Gucci é uma família que vive honrando o trabalho dos ancestrais, cujas memórias não merecem ser perturbadas para um espetáculo falso e injusto com os protagonistas”, finalizaram. O protesto acontece poucos dias após o estilista Tom Ford, ex-diretor criativo da Gucci, escrever uma crítica negativa do filme, apontando incongruências e invenções, além do tom equivocado da produção. “Foi difícil para mim ver a transformação de algo que foi tão sangrento em humor e breguice. Na vida real, nada daquilo foi cafona. Às vezes foi absurdo, mas no final das contas foi trágico”, ele descreveu.
Tom Ford detona “Casa Gucci”: “Fiquei profundamente triste”
O estilista Tom Ford, que também já se mostrou um cineasta de bom gosto ao dirigir dois longas premiados, escreveu uma crítica ácida sobre o filme “Casa Gucci” no Air Mail, em que comparou a falta de sutileza da história com os exageros melodramáticos do novelão “Dinastia”, dos anos 1980 – época retratada no longa. Em seu texto, ele observou que “muitas vezes” se pegou rindo, mas não achava que se era isso que a produção tinha em mente. “Às vezes, quando Al Pacino como Aldo Gucci e Jared Leto como seu filho Paolo Gucci estavam na tela, eu tinha a impressão de estar vendo um esquete do ‘Saturday Night Live'”, apontou, citando o programa humorístico mais antigo e famoso da TV americana. Ford também apontou invenções do roteiro, especialmente nas cenas que o envolviam. Ele foi diretor criativo da Gucci na época do assassinato de Maurizio (interpretado por Adam Driver no filme), mas afirmou que nunca teve interações com o herdeiro da grife, que estava afastado da empresa quando ele começou a trabalhar lá. “A parte de Maurizio havia sido comprado da empresa quando assumi o cargo de diretor de criação da Gucci e fiz minha primeira coleção de sucesso”, lembra o estilista. “Ele certamente nunca me brindou depois daquele show como faz no filme”. “Como acontece com a maioria dos filmes baseados em uma história real, os fatos são alterados, os personagens são exagerados, os cronogramas distorcidos – e, no final, quem se importa, contanto que essas alterações rendam um grande filme”, acrescenta, ao mesmo tempo em que questionou se “Casa Gucci” é um grande filme. De positivo, ele destacou o talento dos atores, inclusive Lady Gaga, que em sua opinião entregaram boas atuações, além de toda a técnica do diretor Ridley Scott e sua equipe, perfeitos na recriação de época e dos figurinos. Ele aplaudiu ainda a ironia da escalação de Salma Hayek na produção, “pelo fato de seu marido ser o atual proprietário da Gucci, um fato que se perderá entre o grande público”. Mas lamentou o roteiro, que falhou no desenvolvimento dos personagens. “O resultado, infelizmente, é uma história em que não nos identificamos com ninguém”. Em última análise, Ford lamentou ter decidido assistir ao filme, porque acabou afetado pela experiência. “Fiquei profundamente triste por vários dias depois de assistir a ‘Casa Gucci’, uma reação que acho que só aqueles de nós que conheciam os personagens e a história real vão sentir”, resumiu. “Foi difícil para mim ver a transformação de algo que foi tão sangrento em humor e breguice. Na vida real, nada daquilo foi cafona. Às vezes foi absurdo, mas no final das contas foi trágico”. Tom Ford foi um dos entrevistados de Sara Gay Forden para o livro “A Sensational Story of Murder, Madness, Glamour, and Greed” que inspira o roteiro filme.











